4º período foi fatal para Portugal

O Europeu de Sub 16 Masculino não terminou da melhor forma para a equipa portuguesa, que no jogo de atribuição do 19º e 20º lugares, foi derrotada pela seleção da Noruega (50-57).

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29 AGO 2014

Um último período desastroso comprometeu as aspirações da formação nacional, já que no final do 3º período, os jovens portugueses lideravam por três pontos de vantagem. Uma vez mais, a equipa teve um bom desempenho defensivo, exceção feita aos momentos finais do jogo, acabando por ser vitima da falta de eficácia ofensiva, já que as percentagens de lançamento voltaram a não ser as mais desejáveis.

A boa defesa portuguesa permitia a Portugal manter-se na discussão pela vitória, um objetivo que se manteve em aberto até ao final do 3º período. Depois de um 1º quarto em que terminou atrás no resultado (11-12), Portugal deu a volta ao marcador e no final da 1ª parte já liderava por dois pontos de diferença (25-23).

 

As defesas superiorizavam-se claramente aos ataques, e os 33 pontos sofridos pela equipa portuguesa nos primeiros 30 minutos do encontro, demonstravam a qualidade da defesa nacional, bem como lhe permitiam entrar no derradeiro período na frente do marcador (36-33).

 

Nos 10 minutos finais da partida, Portugal perdeu a sua consistência defensiva (24 pontos sofridos), se bem que se tenha mantido no jogo até 3.14 minutos do final, altura em que perdia pela diferença mínima (47-48). Um parcial de 6-0, desequilibrava o jogo a favor dos noruegueses, num período em que Portugal não conseguiu concretizar situações de lançamento na passada, bem como não tirou partido de segundos lançamentos, já que os tiros de 3 pontos também não entraram.

 

As percentagens de lançamento voltaram a ser o principal problema da equipa portuguesa, com a agravante de neste jogo recorrerem mais vezes aos tiro de longa distância como solução atacante (5/32 – 15.6%), até porque a equipa norueguesa defendeu durante os 40 minutos uma zona 2×3. Uma opção defensva mais convidativa ao tiro exterior, só que a falta de pontaria dos atiradores portugueses levava-os ao desespero, uma vez que não conseguiam capitalizar as situações de lançamento fácil de que dispunham no decorrer das movimentações ofensivas. A eficácia nas áreas próximas do cesto também não foi a melhor (15/40 – 37.5%), e num jogo decidido em detalhes, não se podem desaproveitar seis lances-livres (5/11 – 45.5%).

 

O atleta Gonçalo Madureira (16 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola) foi o que mais se destacou na equipa nacional, num encontro em que Tomás Domingos (6 pontos e 7 ressaltos) e David Dias (9 pontos, 5 ressaltos, 2 roubos de bola, 2 desarmes de lançamento e 1 assistência) tiveram igualmente prestações positivas.

 

No final do encontro, o selecionador Raul Santos reconhecia que todos "os atletas deixaram neste neste, bem como durante toda a competição, tudo o que tinham dentro de campo". O técnico lamentava-se pelo facto de a equipa não ter conseguido "converter durante os 40 minutos os inúmeros tiros abertos de 3 pontos que de dispôs." Na parte final e decisva do jogo, a  frustação ofensiva "refletiu-se na forma como a equipa defendeu", mesmo quando "perdia por 3 pontos, tudo por culpa da falta de eficácia que conduziu à fata de reação coletiva".

 

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29 AGO 2014

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