Benfica cede em França

Anteviam-se dificuldades para a equipa do Benfica na sua deslocação a Paris para defrontar a equipa francesa do JSF Nanterre, em jogo a contar para a 2ª jornada do Grupo E da Eurochallenge.

Competições
12 NOV 2014

O mau desempenho na segunda metade do 1’º período obrigou os encarnados a terem que correr arás do prejuízo e, pese embora terem conseguido aproximar-se perigosamente do comando do marcador durante o derradeiro quarto, os comandados de Carlos Lisboa acabariam por ser derrotados por 80-68.

 

Diante um adversário com experiência de Euroliga e que ocupa atualmente os lugares cimeiros da Liga francesa, o Benfica permitiu que a equipa da casa começasse a construir uma confortável vantagem a meio do 1º período. Kyle Weems, que marcou 13 dos seus 19 pontos no quarto inicial, era o principal problema a resolver pelo conjunto português, que rapidamente viu a diferença subir para os dois dígitos. Ao parcial desfavorável de 3-17, respondeu bem a equipa benfiquista controlando por completo o ímpeto inicial da equipa da casa. No final do 1º quarto a formação lisboeta perdia por doze pontos de diferença (15-27), diferença que diminuiria até se atingir o intervalo (34-44).

 

Mas a liderança dos franceses começou a encolher no final do terceiro período, e um triplo de Seth Doliboa (9 pontos, 6 ressaltos e 2 roubos de bola) fazia diminuir a diferença que separava as duas equipas para apenas quatro pontos (53-57). Sentia-se o nervosismo nas bancadas, com o campeão português a mostrar que estava ali para discutir a vitória no encontro. À entrada do derradeiro período O Benfica perdia por sete de diferença (55-62), um resultado que ainda permitia sonhar com um resultado positivo.

 

Já no último período o conjunto lisboeta ainda consegue fazer baixar a diferença pontual (58-62), mas sete pontos seguidos por parte Nanterre faz subir novamente a diferença para a casa da dezenas (69-58). Acabaria por ser o momento do jogo, já que até final o conjunto gaulês foi sempre capaz de controlar a vantagem amealhada. Isto apesar de todos os esforços de Ronald Slay (23 pontos e 8 ressaltos), mas um triplo sofrido a 2.24 do final colocaria um ponto final nas aspirações do Benfica (63-74).

 

Jobey Thomas (20 pontos, 6 ressaltos, 1 roubo de bola e 1 assistências) acabaria por ser o mais valorizado na equipa encarnada, num jogo em que os atletas benfiquistas revelaram pouca pontaria. Uma constatação que é válida para os lançamentos de campo (19/44 – 43.2% de 2 pontos e 6/26 – 23.1% de 3 pontos), bem como para a linha de lance-livre (12/21 – 57.1%) onde estiveram particularmente perdulários.

 

Afinal a luta das tabelas não foi um problema, Andrade (7 pontos e 10 ressaltos) deu uma preciosa ajuda nessa área do jogo, mas a mais que provável inexperiência neste tipo de competição fez com que o Benfica se mostrasse pouco consistente na sua atuação durante os 40 minutos. Algo que se paga caro quando se defrontam adversários de grande valia, habituados a gerir e a tirar partido de vantagens amealhadas no decorrer dos jogos.

 

Carlos Lisboa na análise ao jogo referia isso mesmo, embora reconhecesse que a equipa do Nanterre tem qualidade. “Foi um bom encontro,  em que não começámos bem e em que falhámos muitos lances-livres na parte final do jogo. A zona colocou o Nanterre em dificuldades durante o 3º período, lutamos até ao final mas o Nanterre é uma equipa muito boa”.

 

Já o norte-americano Ronal Slay, que continua a dar sinais que está a subir de rendimento, realçou que a equipa saiu reforçada deste jogo em França. “O treinador deu-nos um plano de jogo especifico, e nós executamo-lo bastante bem, mas falhamos alguns lançamentos na parte final do jogo. Este jogo deu-nos mais orgulho e confiança. Queremos que as pessoas saibam que o Benfica joga sempre com uma enorme atitude.” 

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12 NOV 2014

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