Benfica vence clássico
No duelo entre invictos, levou a melhor o SL Benfica, que derrotou, em casa, o FC Porto (79-69), isolando-se assim no comando da Liga Portuguesa de Basquetebol e tornando-se, agora, na única equipa com um registo cem por cento vitorioso na prova.
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11 DEZ 2011
Impulsionada pela inspiração ofensiva de Betinho, a defesa encarnada acabaria por fazer o resto, principalmente em momentos chave do jogo. Pese embora a derrota, os dragões deixaram bem claro que vão defender o título de campeão que ostentam, assim corrijam a eficácia do lançamento, bem como a posse de bola nos minutos de decisão.
Foi um FC Porto personalizado aquele que começou o jogo no Pavilhão Império Bonança, sem se intimidar e muito menos retrair-se na forma confiante como habitualmente joga. O sucesso inicial dos portistas deveu-se à forma inteligente como geriam a bola no ataque, nunca descurando as oportunidades que tinham para utilizar o contra-ataque como arma fazer pontos fáceis. O tiro exterior dos dragões, destaque para a mão certeira de João Santos (12 pontos e 2 ressaltos), caía com alguma regularidade, contrariamente ao que acontecia com o ataque encarnado, que recorria a esta solução para ultrapassar as trocas defensivas que FC Porto efectuava nos bloqueios directos. A partir do momento em que o Benfica passou a procurar mais as penetrações em drible, bem como a tentar explorar vantagens interiores, o ataque encarnado passou a ter mais sucesso, coincidindo também com o surgimento da inspiração habitual João Betinho (17 pontos, 5 ressaltos, 2 roubos de bola e 2 desarmes de lançamento). O resultado foi-se aproximando com o 1º período a terminar com os dragões na frente por dois pontos de vantagem (20-18).No segundo quarto o equilíbrio foi maior, isto apesar de Moncho López, até pelo acumular de faltas de Stempin (18 pontos e 8 ressaltos) e Miranda (5 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos), ter tentado uma defesa zona, sempre bem atacada pelo conjunto benfiquista, a demonstrar uma enorme paciência ofensiva. A grande eficácia da linha de lance livre por parte do Benfica, bem como o bom desempenho na tabela ofensiva permitiu-lhe chegar na frente ao intervalo (42-41), numa primeira parte que confirmou a qualidade das duas equipas.Para a segunda parte os dois conjuntos regressaram ainda mais focados nas tarefas defensivas, a luta pelos ganhos de posição interior era enorme, assim como nenhuma das partes concedia cestos fáceis. A produção ofensiva das duas equipas naturalmente decaiu, compensada pela agressividade que era colocada dentro de campo, bem como pela emoção que transbordava para fora.Foi então que a capacidade física de Heshimu Evans (6 pontos e 4 ressaltos) começou a fazer mossa nas áreas próximas do cesto, aproveitando os lisboetas para se afastar um pouco no resultado (52-469. Atento, Moncho López voltava a apostar, e com sucesso, na defesa zona, que travou os benfiquistas em termos ofensivos, e permitiu que o FC Porto se colasse novamente no marcador no final do 3º período (empate a 56 pontos).O arranque do 4º período ficou marcado pela desqualificação de Elvis Évora (6 pontos e 3 ressaltos) após a marcação de duas faltas técnicas, um momento que escaldou ainda mais o já de si quente ambiente que se vivia dentro das quatro linhas. O momento empolgou a equipa encarnada, bem patente na forma como fechou os caminhos para o cesto, particularmente nas áreas próximas do cesto. Quando a equipa orientada por Carlos Lisboa tentava fugir no marcador (62-57), a experiência dos campeões nacionais veio ao de cima, ao perceber da necessidade de fazer pontos, procurar Stempin, bastante apagado até então, nas zonas mais próximas do cesto. O norte-americano respondeu com 8 pontos consecutivos, colocando um ponto final no mau momento dos azuis e brancos. Estava-se a meio do período e o jogo voltava a estar relançado.Todos os ataques passavam a ser importantes, bem como as idas para a linha de lance livre, dois aspectos onde o Benfica esteve melhor, já que aos tiros de longa distância tentados pelos portistas, respondiam os encarnados com a eficácia em zonas mais próximas. O talento individual de Ted Scott (19 pontos, 6 assistências, 4 ressaltos e 2 roubos de bola) ajudou a selar a vitória dos benfiquistas, assim como acentuar a diferença pontual que se registou no final do encontro (79-69).Grande parte do sucesso benfiquista passou pela forma como limitou a preponderância de Stempin no ataque portista, que mesmo assim foi o MVP do encontro, a par de Betinho com 21.5 de valorização. Mérito do norte-americano Seth Doliboa (12 pontos e 4 ressaltos) pela forma abnegada como defendeu, tendo contribuído igualmente em termos ofensivos quando a equipa mais precisava que o fizesse.


