Bruno Casinha é o primeiro comissário português na Final de uma competição europeia de clubes

"Se me perguntar se trabalhei imenso para chegar aqui, confirmo que sim e trabalho ainda mais para me manter neste patamar"

Juízes
27 ABR 2026

“Será difícil definir o “ponto alto” de uma (curta) carreira internacional”, começa por dizer Bruno Casinha, uma frase cheia de modéstia. A verdade é que o comissário FIBA, natural de Pombal, leva já um currículo recheado. Duas participações em EuroBasket (2021 e 2022), presença em vários Youth EuroBsaket ou no Pré-Olímpico de 2024, quatro meias-finais em competições europeias de clubes.

Esta quarta-feira, 29 de abril, pelas 19 horas, vai ser o comissário presente no Surne Bilbao Basket – PAOK BC, a segunda mão da Final da FIBA Europe Cup (competição que o Sporting CP e o FC Porto disputaram esta temporada). E vai ser o primeiro português a fazê-lo.

“Se é natural não sei, pois vejo outros colegas de valor por essa Europa fora a terem carreiras mais longas e sem uma Final, eu acabo por ter a felicidade de ser nomeado. Se me perguntar se trabalhei imenso para chegar aqui, confirmo que sim e trabalho ainda mais para me manter neste patamar, onde um erro pode marcar o declínio de uma carreira, tal o nível de exigência. Por vezes as pessoas dizem que “não sabia que ia ter uma oportunidade” e que não estavam preparadas. O meu ‘mindset’ sempre foi o oposto: estar preparado para tudo, dentro e fora de campo, ao nível de regras e regulamentar, caso um dia a oportunidade chegue”.

Em quase uma década a cumprir a função de comissário nos quadros da FIBA, Bruno Casinha não se imaginava a ter uma tão prolífica carreira. “A resposta seria inevitavelmente: ‘Eu, isso tudo? Só se for na PlayStation!'”, confessa, entre risos.

Mas então o que é que este marco significa?

Um prestígio para a arbitragem portuguesa, claro. E “profissionalmente significa dois dias fora do local de trabalho” para o comissário de Pombal: “Ou seja, dois dias de férias que vão à vida e uma luta constante para conjugar a vida profissional com esta paixão ao serviço do Basquetebol, nem sempre é fácil, muitas vezes é ir trabalhar com uma “direta” em cima, mas a vida é mesmo assim”, confessa.

E “pessoalmente”? “Poder ter os meus pais, irmãos, filhos e esposa (que tantas vezes tem que aguentar o “barco” lá em casa) verem-me neste ponto alto da FIBA pelo qual muito batalhei, é qualquer coisa de especial”.

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Juízes
27 ABR 2026

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