CAB derrota Vitória

A luta pelo 2º lugar da Liga tornou-se ainda mais emotiva, depois do triunfo do CAB frente ao Vitória.

Competições
18 JAN 2014

Os madeirenses, mesmo sem terem estado na frente do marcador durante quase todo o encontro, acabaram por ser mais fortes nos minutos finais, razão pela qual tiveram motivos para celebrar no final do jogo (80-76). A eficácia de Jobi Wall, mas fundamentalmente os pontos conseguidos em segundos lançamentos resultantes de ressaltos ofensivos, acabaram por compensar algumas perdas de bola infantis nos instantes finais do jogo.

Depois da derrota na jornada anterior, o Vitória procurava na Madeira um triunfo que lhe permitisse manter-se isolado no segundo lugar da tabela. Se a esta pretensão juntarmos o facto de o adversário em causa lutar pelos mesmos objetivos, o jogo acabava por ter uma importância acrescida. Embora do outro lado estivesse uma equipa que no fim-de-semana passado tinha sido surpreendida em casa. Pelo que seria natural que a formação do CAB não quisesse somar dois desaires consecutivos na condição de visitada, uma vez que lhe é reconhecido saber tirar partido do fator casa.Mas foram os vitorianos a começar melhor o encontro, sobretudo nos primeiros 10 minutos, período em que conseguiram uma vantagem de sete pontos (21-14). Até ao intervalo, as duas equipas equivaleram-se, sendo que a diferença pontual que separava as duas equipas se manteve praticamente inalterável, com os forasteiros a recolherem aos balneários no comando do marcador (41-35).De realçar, no final do primeiro tempo, a vantagem que o Guimarães levava sobre o CAB no capítulo do ressalto (21 contra 18 dos Amigos) e na eficácia nos lançamentos dos três pontos (36% contra apenas 27% do CAB). O aproveitamento nos lançamentos de dois pontos também era melhor para o Guimarães (60% contra apenas 38% do CAB). Já nas perdas de bola, o CAB cometeu menos (4) que os visitantes (9). No recomeço da etapa complementar a equipa insular melhorou defensivamente, equilibrou a luta das tabelas, e a melhor seleção de lançamentos nas movimentações ofensivas, aproximou ainda mais no resultado a equipa liderada por João Freitas no final do 3º período (56-54), ainda favorável ao Vitória.O quarto período começou de forma equilibrada tendo sido nos últimos 5 minutos do encontro que a vitória começou a pender para a equipa da casa. Ricky Franklin (18 pontos e 6 assistências), com 5 pontos consecutivos, deu inicio a um bom período dos madeirenses, altura em que a eficácia do tiro exterior de Jobi Wall (12 pontos) foi determinante para o CAB fugir no resultado. Quando o resultado se fixou em 72-64, favorável ao CAB já bem perto do final, tudo parecia decidido. Puro engano, já que dois triplos quase consecutivos e a pressão todo campo por parte do Vitória, a forçar dois turnovers, rapidamente colocava os minhotos à distância de dois pontos. Mas uma vez mais seria a presença no ressalto ofensivo por parte dos jogadores do CAB a garantir que o triunfo não lhes fugiria. Quatro ressaltos ofensivos, nos momentos decisivos, um deles após lance-livre falhado, valeram pontos fáceis e garantiram a vantagem no resultado.O norte-americano Aaron Anderson (21 pontos e 15 ressaltos) foi enorme na luta das tabelas, bem como preponderante na eficácia ofensiva da equipa insular. A exibição valeu-lhe mais uma distinção de MVP do jogo com 31.5 de valorização. Fábio Lima (17 pontos, 5 ressaltos, 4 assistências e 3 roubos de bola) voltou a rubricar uma exibição muito positiva.Na equipa do Vitória, João Guerreiro (15 pontos e 9 ressaltos) ficou muito perto de um duplo-duplo, mas nem por isso deixou de ter uma prestação muito positiva. Bem como os seus companheiros José Silva, melhor marcador do jogo com 25 pontos, Pedro Pinto (10 pontos, 12 assistências e 6 ressaltos) e Paulo Cunha (13 pontos e 7 ressaltos).

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18 JAN 2014

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