Continuar a trabalhar

Antes de mais uma paragem de três semanas na competição, motivada pelas fases finais regionais de Sub 16 e Sub 18, a equipa do CAR Jamor concluiu a semana com mais jogos.

Competições | Formação
18 JAN 2014

Dois desaires, frente a Odisseia (50-60) e Seixal (56-64), em que nem tudo foi negativo, mas serviram para confirmar que ainda existem aspetos que têm de ser trabalhados, e outros ainda merecedores de serem reforçados. Uma nota para as duas equipas vencedoras, pela forma determinada e ambiciosa como encaram os respetivos jogos.

Contrariamente ao primeiro jogo, este foi mais bem equilibrado, ainda que tenha sido sempre a equipa do Odisseia a comandar o resultado. Com processos ofensivos muito simples, mas eficazes, o conjunto lisboeta colocou imensos problemas na defesa das penetrações. O 1×1 voltou a ser uma dor de cabeça, bem como a defesa dos bloqueios indiretos. Se na defesa dos bloqueios indiretos ainda haja margem de tolerância, pouco tempo de trabalho dedicado, na defesa da bola exige-se mais e melhor. O ressalto voltou a ser um ponto fraco, bem como a transição defensiva.Ofensivamente a equipa esteve bastante melhor, mais serena e preparada para bater as pressões, ainda que tenha alguma dificuldade em perceber a necessidade de marcar ritmos de jogo. A atitude foi completamente diferente, bastava um pouco mais de atenção e comunicação para que o trabalho dos jovens atletas do Jamor tivessem a sua tarefa facilitada. A partilha da bola no ataque à procura do jogador livre e em melhores condições de lançar ao cesto, a exploração do jogo interior, as leituras dos bloqueios diretos e indiretos, a eficácia nas situações de contra-ataque, são tudo aspetos que têm de continuar a ser trabalhados, aperfeiçoados e tornados mais eficazes.Alinharam e marcaram pelo CAR Jamor: David Dias, Jorge Pires (8), Pedro Dias (4), Pedro Costa (4), Nuno Sá (5), Carlos Cardoso (6), Guilherme Oliveira (4), Miguel Ferrão (8), Tomás Domingos (4), Diogo Carvalho, João Pedro Fernandes (2) e Pedro Teixeira (5).O jogo do Seixal foi igualmente um grande desafio à capacidade dos jogadores do CAR. Apesar de algumas dificuldades em ajustar defensivamente à equipa adversária, em função da sua enorme mobilidade, a formação do Jamor conseguiu oferecer boa réplica durante quase todo o encontro. Excepção feita a um pequeno período em que a equipa não soube lidar com a pressão, e perdeu rigor tático e discernimento ofensivo. Bem aproveitado pelos seixalenses que aproveitaram, e bem, para matar o jogo. A defesa dos jogadores interiores não foi famosa, grande facilidade no ganho de posições na áreas próximas do cesto, a luta das tabelas, principalmente a defensiva foi quase um desastre, e por último as situações de close out. Nas questões ofensivas, a equipa, ainda que tenha cometido alguns erros, mostrou-se muito mais adulta na forma como lidou com as saídas de pressão, procurou mais vezes jogar com os seus jogadores interiores, fez um esforço por circular mais e melhor a bola no ataque, bem como mudar a bola de lado na continuidade das movimentações ofensivas. Maior segurança na abertura das linhas de passe, a lerem melhor as saídas bloqueadas, bem como os bloqueios diretos. A continuidade dos movimentos ofensivos terá ainda de ser melhorada, assim como a maturidade para saber jogar com os 24 segundos de ataque. Alinharam e marcaram pelo CAR Jamor: Jorge Pires (19), Airton Fernandes (4), João Ramos, Nuno Sá (4), Carlos Cardoso (9), Rui Saraiva, Guilherme Oliveira (2), Miguel Ferrão (12), Tomás Domingos (2), João Pedro Fernandes e Pedro Teixeira (8).

Competições | Formação
18 JAN 2014

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