Entrevista a Marco Galego
O Selecionador Nacional de basquetebol em cadeira de rodas, Marco Galego, faz um balanço positivo do primeiro estágio realizado e vinca a “vontade que todos demonstram para evoluir”.
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29 DEZ 2016
Quanto ao objetivo para o Europeu da Divisão C a disputar em Brno, República Checa, no fim de julho, é peremptório em afirmar que o objetivo passa por “subir ao Grupo B”.
Sentimento de missão cumprida. É o que se depreende das palavras do técnico Marco Galego, recém-escolhido para comandar os destinos da Seleção Nacional, que teve o seu primeiro contacto com a elite lusa, no fim de semana de 17 e 18 de dezembro, na Escola Básica de Cascais. “Foram 4 treinos muito positivos”, revela o treinador alentejano, que realça que os jogadores se estão a adaptar ao que ele e o adjunto Ricardo Vieira pretendem para a Seleção Nacional. Ao jogo português reconhecem-se carências, nomeadamente ao nível do lançamento. “Falhamos demasiadas situações confortáveis”, lamenta, mas tal facto contrasta com “o total compromisso com o que lhes foi pedido individual e coletivamente”.
Marco Galego assume a ambição de voltar a colocar Portugal no Grupo B, embora a realização tardia do Europeu, “3 meses depois de acabar a competição nacional”, represente uma dificuldade extra, à que se somam a circunstância do torneio tomar lugar fora de casa, ainda por cima num dos países mais fortes, a República Checa.
Até lá prevê-se a realização de mais 4 ou 5 estágios e Marco Galego mostra-se convicto de que com a integração na FPB a “preparação será boa”, salientando que as suas expectativas e de Ricardo Vieira têm “sido correspondidas por parte do Comité [Nacional de BCR]”. Contudo, sublinha o técnico, concomitante à ação da Seleção Nacional, deve ser o trabalho individual realizado pelos jogadores e pelos clubes.
No que respeita aos “Potenciais Talentos”, composto maioritariamente por jovens jogadores, Marco “pensa que o futuro se está a construir com estes jovens”. “Penso que em 2 ou 3 anos podemos pensar em competir em Sub 22. Para tal também é muito importante o trabalho que os clubes fazem e os minutos que lhes dão no campeonato”, deixa o alerta


