FC Porto respira de alívio

Associações | Competições
7 MAR 2009

Foi uma jornada proveitosa para a equipa do FC Porto Ferpinta na busca de um lugar que lhe dê acesso ao playoff. Para além de terem cumprido com a obrigação de derrotar, em Matosinhos, o Barreirense/UNILOGOS (94-84), os portistas beneficiaram ainda da derrota caseira do Casino Ginásio, adversário directo na classificação geral, diante do Vagos Norbain Lusavouga (72-77). Com esta conjugação de resultados, o conjunto de Júlio Matos pode por agora respirar de alívio, uma vez que passou a ter a turma da Figueira da Foz à distância de duas vitórias, embora com um jogo a menos.Em Matosinhos, o FC Porto Ferpinta reagiu bem à pressão que recaía sobre a equipa e a obrigatoriedade de vencer. Entraram bem os dragões na partida, que no final do 1º quarto já dispunham de uma vantagem de 7 pontos (28-21). No entanto o encontro mudaria de feição até se atingir o intervalo. No segundo período a equipa forasteira foi mais forte, conseguiu inclusive a reviravolta no marcador e foi para os balneários a vencer pela diferença mínima (49-48).O descanso fez aos azuis e brancos que, muito provavelmente alertados pelo seu treinador Júlio Matos para aquilo que se tinha sucedido no final da primeira parte, rapidamente se aperceberam que algo teria de mudar se quisessem ganhar o jogo.Vencendo claramente a luta das tabelas (37-22 total de ressaltos), a etapa complementar, apesar da boa réplica da turma do Barreiro, foi toda dominada pela equipa da casa, que no final do 3º período já comandava por uma pequena, mas confortável, de 7 pontos (70-63). Até final o FC Porto controlou bem o jogo, conseguindo dilatar a diferença pontual de que dispunha no marcador para a casa das dezenas (94-84).Destaque nos dragões para a grande prestação da dupla Nuno Marçal (35 pontos, 5 ressaltos e 4 roubos de bola) e Christian Burns (28 pontos, 9 ressaltos e 2 roubos de bola). Do lado do Barreirense, o esforço do duo norte-americano Bruce Brown (16 pontos, 10 ressaltos e 3 assistências) e Tyrekus Bowman (26 pontos, 7 faltas provocadas e 2 ressaltos) não foi suficiente para evitar o desaire.Ginásio deita tudo a perder no 4º período Se já estava numa situação difícil, mais complicada se tornou a vida para o Casino Ginásio depois da derrota, na Figueira da Foz, diante do Vagos Norbain Lusavouga (72-77). Encostados à parede, os homens de Sérgio Salvador entraram com tudo neste confronto, dominando por completo o adversário no 1º período do desafio (25-13). A atordoada, equipa de Vagos recompôs-se no 2º quarto, conseguindo recuperar parte da desvantagem de 12 pontos com que tinha iniciado o período (38-42).O recomeço não trouxe grandes alterações no marcador, com as duas equipas a equivalerem-se dentro de campo. A ganhar por 5 pontos de diferença à entrada do derradeiro quarto (59-54), a equipa do Ginásio deitaria tudo a perder ao sofrer um parcial de 13-23 que lhe custou a conquista de um triunfo que seria precioso para alcançar os seus objectivos.Um dado estatístico importante é número de lançamentos triplos tentados pela equipa do Ginásio durante o encontro. Os pupilos de Sérgio Salvador lançaram quase tantas vezes de três pontos (31) como de dois (33), mas a grande diferença esteve na percentagem de concretização. Enquanto que nos 2 pontos a equipa obteve uma percentagem de 61%, nos 3 pontos (7/31) apenas conseguiu 23% de concretização o que, face ao número elevado de tentativas de lançamento, torna muito complicado o sucesso da equipa.Quem esteve com a mão quente foi, invariavelmente, o norte-americano Rico Hill (27 pontos e 15 ressaltos) que, com a ajuda do seu base João Reveles (15 pontos, 5 assistências, 4 ressaltos e 3 roubos de bola), manteve a turma do Vagos na senda das vitórias. Na equipa da casa, o recém-chegado Nuno Pedroso (18 pontos, 5 assistências e 2 ressaltos) esteve muito bem, tal como como o norte-americano John Torson (21 pontos e 11 ressaltos).E já são 17 triunfosA Académica de Coimbra somou, este sábado, a sua 17ª vitória na temporada, depois de ter superado, em casa, o Vitória de Guimarães (78-72). Falharam os homens de Fernando Sá, que em caso de triunfo teriam dado um importante salto na tabela classificativa. O segundo período do encontro viria a revelar-se decisivo para o desfecho da partida. Depois de um primeiro quarto equilibrado, que terminou com os forasteiros na frente do marcador, com 2 pontos de vantagem (22-20), o segundo foi o período que marcaria a diferença entre as duas equipas.O parcial de 25-15 conseguido pelos estudantes nesta fase da partida permitiu-lhes criar uma almofada pontual, com 8 pontos de vantagem ao intervalo (45-37), que os vimaranenses não mais seriam capazes de ultrapassar.O regressado Karlton Mims (22 pontos, 7 ressaltos, 3 roubos de bola e 3 assistências) foi o mais produtivo na equipa vencedora, enquanto que o seu compatriota Donte Minter (12 pontos, 14 ressaltos, 3 desarmes de lançamento e 2 roubos de bola) mostrou, por sua vez, ser o mais inconformado no conjunto minhoto.Ovarense não facilitaEm Ovar, os campeões nacionais desenvencilharam-se com alguma facilidade do confronto diante da Física de Torres Vedras, último classificado da Liga Portuguesa de Basquetebol. Os vareiros vão ficar confortavelmente a aguardar pelos acontecimentos do jogo deste domingo, que irá colocar frente a frente o CAB Madeira e o Benfica, as duas equipas melhor classificadas nesta altura do campeonato.O jogo não teve grande história, pois o domínio da Ovarense foi uma constante, sendo que o melhor que os forasteiros conseguiriam fazer foi equilibrar o último quarto do encontro, numa altura em que tudo já estava decidido.Nos campeões nacionais a sua dupla de postes Nuno Cortez (10 pontos, 8 ressaltos, 3 roubos de bola, 3 assistências e 2 desarmes de lançamento) e Rolan Roberts (16 pontos, 8 ressaltos e 3 desarmes de lançamento) acabaria por fazer a diferença na partida.

Associações | Competições
7 MAR 2009

Mais Notícias