Final à vista
Competições | Treinadores
13 MAI 2009
Sampaense/Tecoimbra e Galitos FC vão disputar as meias-finais do playoff da Proliga com o objectivo claro de garantir um lugar na final. A equipa de S. Paio de Gramaços começa a eliminatória em casa e o seu treinador, Emanuel Seco, quer que o grupo tenha um controlo óptimo dos níveis de ansiedade. Já o técnico da formação do Barreiro, Carlos Caetano, sabe o que esperar do adversário e encara a eliminatória “jogo a jogo” A forma como a equipa de S. Paio de Gramaços terminou na fase regular causou alguma estranheza, mas só para aqueles que não acompanham de perto o trabalho diário do grupo.”As lesões de alguns jogadores nessa fase e algum desgaste natural nessa altura motivaram a quebra verificada, que se esperaria, até pelo trabalho que desenvolvemos a partir do momento em que a nossa posição na fase regular estava definida”, contou-nos o treinador do Sampaense/Tecoimbra, Emanuel Seco. O maior traquejo dos atletas que constituem o plantel do Sampaense poderá ser uma mais valia com que o técnico poderá contar para a fase decisiva do campeonato que agora se disputa. “Nesta fase a experiência é importante pois a equipa que melhor controlar os níveis de ansiedade e aparecer mais forte mentalmente terá a grande probabilidade de conseguir chegar à final.” As dificuldades sentidas pelo Galitos na 1ª eliminatória do playoff não fazem Seco baixar a guarda para a ronda que aí vem. “Espero muitas dificuldades. O Galitos realizou uma segunda volta bastante regular, revelando-se como uma das melhores equipas da Proliga. Vai ser uma eliminatória muito equilibrada em que quem melhor estiver nos parâmetros que referi acima seguirá em frente.” Foram evidentes as melhorias da equipa do Barreiro da primeira para a segunda volta, tendo culminado com a obtenção do 3º lugar no final da fase regular. “Na minha opinião, o Galitos melhorou bastante os aspectos colectivos, quer na defesa, quer no ataque. Foi uma equipa que na fase inicial demorou algum tempo a adaptar-se à competição e também no conhecimento dos próprios jogadores entre si. Hoje é uma equipa que pratica um basquetebol controlado ao nível ofensivo e que coloca dificuldades ao ataque adversário, pela sua defesa coesa e agressiva. Para mim, estes são os aspectos que considero de grande importância.” E o técnico não esconde as suas ambições. “No playoff tudo o é possível. É óbvio que nós desde o princípio que assumimos a intenção de estar na Liga na próxima época e lutar pelo título da Proliga, por isso tudo vamos fazer no sentido de alcançarmos os nossos objectivos. O facto de disputarmos os dois primeiros jogos em casa, e de podermos contar com o apoio do nosso público, dá-nos alguma vantagem, mas por si só não basta. Temos de ser uma equipa muito forte nos aspectos mentais, físicos, tácticos e técnicos para ultrapassar o Galitos.” Ganhar com empenho Depois superar a 1ª eliminatória do playoff do campeonato da Proliga, algo histórico para o clube, o técnico do Galitos, Carlos Caetano, prefere de agora em diante encarar a competição “jogo a jogo”. “Para o resto da época desejo que seja possível discutir sempre cada encontro, sabendo que podemos bater qualquer adversário neste campeonato com o empenho e o trabalho de equipa que já demonstrámos conseguir colocar em campo.” O treinador da equipa da margem Sul do Tejo discorda liminarmente que o grupo tenha acusado na eliminatória anterior a pressão e a responsabilidade de ter que disputar uma ronda do playoff. ”Considero que jogámos contra uma boa equipa, que venceu várias formações da LPB, acabando a fase regular com apenas duas vitórias a menos que nós e que aproveitou da melhor maneira o facto de ter tido direito ao 1º jogo em casa – situação com a qual discordo totalmente e que devia ser revista por quem define os sistemas de competição. E prosseguiu, aproveitando para esclarecer qualquer tipo de dúvida que ainda possa existir: “Aliás, o primeiro jogo no Barreiro, em que poderíamos ter acusado alguma pressão, foi uma clara demonstração da vontade, empenho e querer dos atletas, que mais uma vez reagiram bem após a situação adversa vivida em Sangalhos. O jogo 3 teve obviamente um cariz diferente, era como que uma final, e as duas equipas deram tudo o que tinham dentro de campo, tornando o encontro emotivo. Mas a marcha do marcador demonstrou o Galitos sempre a liderar (chegámos a ter 12 pontos de vantagem), excepção feita à única desvantagem no marcador que aconteceu a 49 segundos do final do tempo regulamentar, mas à qual soubemos reagir da melhor maneira, acreditando e lutando para atingir o objectivo final. Por isso, numa análise global, considero que ao fim dos 3 jogos fomos inequivocamente a equipa que mereceu passar esta eliminatória.” Preferindo não tecer considerações relativamente ao estado de forma que o seu adversário apresenta no playoff, Caetano tem uma certeza: “Espero um Sampaense bastante forte, uma vez que se trata de uma equipa que já por várias vezes se assumiu como candidata a subir à LPB e a vencer a Proliga. O investimento que fez na construção de um plantel consistente, com diversas opções e jogadores bastante experientes, é a maior prova da sua ambição.” “Conhecemos bem a equipa do Sampaense e sabemos que é um conjunto forte fisicamente, mas o respeito e os cuidados a ter com este adversário serão exactamente os mesmos que temos tido contra todos os outros que defrontámos semana após semana.” Sabendo as dificuldades que irá ter pela frente nesta série, Carlos Caetano acrescenta não preparado nada em especial para contrariar o conjunto de S. Paio de Gramaços.


