“Foi um percurso especial, desafiante, com altos e baixos, mas não trocava nada”

Mário Fernandes, antigo capitão da Seleção Nacional, faz balanço da carreira

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27 AGO 2020

Aos 38 anos, Mário Fernandes anunciou o final de uma carreira recheada de êxitos, e marcada por 113 internacionalizações ao serviço de Portugal. O antigo capitão da Seleção Nacional, já no papel de treinador, fez um balanço do seu percurso enquanto jogador e olhou para o futuro.

 

És dono de uma longa, excelente e titulada carreira. Esperavas ter jogado tantos anos ao mais alto nível?
Nunca pensei muito a longo prazo. Fui construindo a minha carreira época a época, e a verdade é que foram 20 anos como profissional a um bom nível.

Quais os melhores momentos da tua carreira, no que diz respeito aos clubes?
O primeiro título nunca se esquece, e essa Taça da Liga, em 2005, fica para a história como o meu primeiro trofeú sénior e também do meu clube, o CAB Madeira, no principal escalão português. Depois, sem dúvida, a primeira Taça de Portugal e Supertaça, com a Ovarense, na época 2008/09, e mais tarde ter sido campeão nacional três vezes, em quatro anos, no Benfica.

A presença no EuroBasket 2007 foi a cereja no topo do bolo? O que significa estar ligado à melhor classificação de sempre do basquetebol nacional?
Sinto-me um privilegiado por fazer parte de um grupo restrito de 12 jogadores que estiveram em Espanha, e que alcançaram um tão grande resultado. É, sem dúvida, um dos pontos altos da minha carreira.

Tens um total de 113 internacionalizações e capitaneaste a Seleção. Foi uma das tuas maiores responsabilidades?
Tenho 105 internacionalizações pela Seleção principal e 8 pela universitária. Vestir a camisola nacional e ser capitão significa representar todos os jogadores nacionais, todo o basquetebol portugês e todo um país, e isso é um orgulho e uma honra, mas também implica responsabilidade e compromisso que têm de ser obrigatórios para todos os que por lá passam.

Como avalias as tuas passagens pelo basquetebol espanhol e sueco?
Foram experiências que me fizeram crescer e melhorar enquanto jogador de basquetebol e ser humano. Quando nós mais evoluimos é quando saímos da nossa zona de conforto. Isso exige sempre mais de nós e torna-nos mais fortes e capazes. Foram dois momentos difíceis pela distância, mas extramamente enriquecedores.

Tens um trajeto muito ligado ao CAB. É o clube do teu coração?
O CAB Madeira é tudo para mim. Foi o clube que me formou, que me deu bases para poder jogar profissionalmente e construir uma carreira no basquetebol.

Já fazes parte da equipa de selecionadores regionais da AB Madeira. O teu futuro passa pela carreira de treinador? É um objetivo teu?
Ligado ao basquetebol, acredito que sempre estarei. Este ano vou treinar os Sub18 e a equipa B do CAB Madeira, e serei selecionador regional de Sub16 da AB Madeira. Depois vamos ver o que acontece.

Sentes-te um embaixador do basquetebol madeirense?

Não, mas penso que poderei servir de exemplo para os mais novos que têm o objetivo de chegar a profissional de basquetebol. Costumo dizer que se eu consegui, qualquer um consegue. Resiliência, compromisso e força de vontade para ultrapassar todos os obstáculos, que serão muitos, e alcançar os seus objetivos.

Como resumes a tua carreira?

Foi um percurso especial, desafiante, com altos e baixos, mas não trocava nada.

 

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27 AGO 2020
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