FPB abre comemorações do Centenário com os olhos postos no futuro
A caminho dos 100 anos, a FPB abriu as comemorações do Centenário com uma homenagem ao seu legado e os olhos postos nos próximos desafios
centenario | FPB
23 OUT 2026
A Federação Portuguesa de Basquetebol apresentou o símbolo dos 100 anos e as linhas orientadoras das comemorações de 1927–2027. Reconhecer quem construiu a história da modalidade, reforçar o crescimento sustentável e apoiar a ambição das Seleções Nacionais são prioridades neste percurso, que terá como ponto alto a Gala Comemorativa, no último trimestre de 2027.
Celebrar um século de história e preparar o que vem a seguir. Foi com este compromisso que a Federação Portuguesa de Basquetebol deu início, esta sexta-feira, 23 de outubro, às comemorações do seu Centenário, numa sessão realizada no SANA Metropolitan Hotel, em Lisboa, com a presença de órgãos de comunicação social e criadores de conteúdos.
O encontro assinalou a apresentação do símbolo dos 100 anos e dos principais momentos da época 2026/27, com o Presidente da FPB, João Carvalho, a destacar o propósito que orienta as celebrações: reconhecer o contributo de quem fez crescer a modalidade e transformar esse legado num ponto de partida para novas ambições.
«Esta cerimónia marca o início das comemorações do Centenário», afirmou, sublinhando a vontade de homenagear aqueles que fizeram a história do Basquetebol e contribuíram para o seu presente. Uma valorização do passado que deverá ter continuidade: «Mas, acima de tudo, um marco para o futuro.»
Um símbolo que liga a história às comemorações
A identidade comemorativa parte do escudo da FPB, ao qual se juntam a inscrição «100 anos» e as datas 1927–2027, numa composição em dourado. O símbolo do Centenário acompanhará a identidade institucional da Federação e dará expressão às celebrações ao longo dos próximos meses.
Revelado em vídeo durante a sessão e, em simultâneo, nas redes sociais federativas, o símbolo pretende chegar a toda a comunidade da modalidade. As associações distritais recebem os materiais comemorativos e são desafiadas a promover a sua utilização junto dos clubes, nos jogos e nas respetivas comunicações.
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O programa será divulgado progressivamente nos canais oficiais da FPB e incluirá a participação de jogadores e jogadoras que marcaram diferentes gerações do Basquetebol português.
«Nós vamos ter um conjunto de iniciativas, são iniciativas ambiciosas mas são iniciativas realistas», adiantou João Carvalho. O ponto alto será a Gala Comemorativa, no último trimestre de 2027, que reunirá a família do Basquetebol nacional e internacional e assinalará o encerramento das comemorações.
Seleções Nacionais com ambição de voltar a fazer história
O início das celebrações coincide com uma época de objetivos importantes para as Seleções Nacionais seniores. No setor masculino, Portugal prossegue a qualificação para o Mundial de 2027, com dois encontros em novembro: frente à Ucrânia, no dia 26, em Matosinhos, e na Geórgia, a 29.
Depois de um verão marcado pelas primeiras vitórias oficiais sobre a Grécia e a Espanha, João Carvalho reafirmou a confiança na equipa e na possibilidade de alcançar uma presença inédita na competição.
«Todos ambicionamos e temos hipóteses de lá chegar e enquanto houver hipóteses nós vamos acreditar», afirmou. Reconhecendo as dificuldades do percurso e a ausência dos jogadores que estão nos Estados Unidos, o Presidente da FPB reforçou a convicção no grupo de trabalho.
Na Seleção Nacional feminina, o objetivo passa por garantir a segunda participação consecutiva no EuroBasket, depois da estreia em 2025. Num grupo com Alemanha, Hungria e Dinamarca, a exigência da qualificação estará à altura da ambição portuguesa.
«Seria a segunda consecutiva, seria também muito marcante», destacou João Carvalho, antecipando a necessidade de «momentos de superação» para ambas as seleções.
Crescer e criar condições para permanecer
Com mais de 18 mil atletas, mais de 1500 treinadores, 321 clubes ativos e 21 associações distritais, a FPB encara o Centenário como uma oportunidade para consolidar a implantação da modalidade. Para o Presidente, esse trabalho exige que o aumento da participação seja acompanhado por melhores condições de permanência no Basquetebol.
«Acima de tudo, o que nós queremos, é crescer de uma forma sustentável», defendeu. A prioridade passa por atrair mais praticantes, treinadores e juízes, mas também por reforçar a retenção, evitando que o investimento na captação se traduza apenas numa passagem breve pela modalidade.
«Queremos também aumentar a taxa de retenção para que o futuro fique assegurado», sublinhou, identificando esta continuidade como uma condição essencial para sustentar o crescimento.
A projeção internacional dos atletas portugueses foi outro dos temas abordados. Com Neemias Queta já na NBA, João Carvalho apontou Rúben Prey e Clara Silva como exemplos de percursos que alimentam a expectativa de uma presença portuguesa mais expressiva nas principais ligas norte-americanas.
Sobre a internacional portuguesa, destacou a evolução sustentada nos Estados Unidos e as suas características físicas: «Acho que ela tem todas as condições para chegar à WNBA.»
Quanto ao projeto da NBA na Europa, o dirigente não antecipa a integração de uma equipa portuguesa a curto ou médio prazo, mas considera que o dinamismo, a promoção e a projeção que poderá trazer ao Basquetebol europeu também beneficiarão a modalidade em Portugal.
Infraestruturas como condição para acompanhar a ambição
As condições dos pavilhões mereceram igualmente destaque, com João Carvalho a referir o investimento em climatização que, segundo adiantou, a Câmara Municipal de Matosinhos transmitiu à Federação estar previsto, num valor de cerca de um milhão de euros.
O Presidente valorizou a disponibilidade da autarquia, que acolhe os jogos da Seleção Nacional masculina, salientando que estas melhorias beneficiam todos os utilizadores das instalações.
A principal limitação identificada, contudo, prende-se com a capacidade dos recintos. João Carvalho referiu a exigência de um mínimo de 3000 lugares para determinadas competições internacionais masculinas, apontando as dificuldades que esta condição coloca tanto às seleções como aos clubes.
«Estamos gratos à entidade camarária e do pavilhão de Matosinhos mas temos uma limitação muito grande porque há muito poucas infraestruturas desportivas com essa capacidade em Portugal», afirmou.
Entre a homenagem ao passado e as exigências do presente, o lançamento do Centenário deixou uma orientação clara: fazer das comemorações uma oportunidade para criar condições de crescimento duradouro. Um compromisso que atravessa a formação, a permanência na modalidade, as infraestruturas e a ambição de levar o Basquetebol português mais longe.
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