Lutar pela vitória

Apesar de afastado do próximo Europeu, Portugal tem ainda três jogos para disputar nesta fase de grupos.

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3 SET 2012

O Selecionador Mário Palma já deixou bem claro que a equipa vai lutar pela vitória em todos eles, embora tenha consciência que não irá ser fácil chegar ao tão desejado triunfo. O próximo adversário é a Republica Checa, esta quarta-feira, às 20 horas, que continua bem posicionada para lutar por um lugar no Eurobasket na Eslovénia.

No jogo da 1ª volta a equipa nacional bateu-se muito bem, derrota por 67-74, se bem que tenha sido o primeiro encontro em que a formação portuguesa pagou caro a fatura de iniciar mal o jogo. Será certamente mais um bom teste ao crescimento deste grupo de trabalho que, tal como Mário Palma já referiu por diversas vezes, é a base da renovação da Seleção Nacional.Os resultados não têm sido positivos, o que não quer dizer que não se possam retirar muitas coisas positivas dos jogos realizados até agora por Portugal. Como sempre, nas derrotas há que tirar as ilações do que correu mal e tentar corrigi-las para que não se repitam nos próximos jogos.Mário Palma sempre afirmou que este grupo trabalha bem, pelo que não é por falta de atitude ou espírito de sacrifício que esta equipa ainda não venceu. Mas naturalmente nem tudo têm funcionado na perfeição, sendo que maus períodos durante os próprios encontros, têm hipotecado as hipóteses de Portugal conquistar vitórias. A falta de experiência internacional já foi apontada por Mário palma como a principal causa para estes “momentos de apatia”, que diante de adversários fortes e experientes acabam na maioria das vezes serem fatais.Correr sempre atrás do prejuízo não é tarefa fácil qualquer que seja a equipa, mas mais complicado se torna quando as percentagens de lançamento, uma das principais armas ofensivas de Portugal, são sistematicamente abaixo do desejado. Embora mais baixa e com menos peso, a equipa portuguesa tem sido capaz de equilibrar na maioria dos jogos a luta das tabelas, acabando por ser inferior em aspetos em que obrigatoriamente teria de ser superior.No entanto, convém não esquecer que quando um atleta não está bem fora das quatro linhas, o mesmo irá acontecer quando estiver lá dentro. Sem pretender arranjar desculpas, será inquestionável a quantidade de problemas extra competição que rodeiam neste momento a Seleção Portuguesa. A falta de estabilidade emocional, e nalguns casos familiar, tem com toda a certeza consequências práticas no rendimento dos jogadores. Um problema que naturalmente se agrava quando os resultados não são favoráveis e as próprias prestações individuais fica aquém das suas próprias expetativas. O momento de renovação da Seleção coincidiu com um dos piores momentos do basquetebol português, pelo que tudo junto leva a que esta participação não se assemelhe a outras anteriores. Mas se isso acontece, é um bom sinal. Significa que aqueles que acompanham a Seleção começam a exigir resultados positivos, num claro sinal que Portugal já atingiu um patamar que vai muito além das vitórias morais, ou o sentimento de satisfação quando se perde por poucos.Quando os jogadores portugueses têm de conquistar a experiência internacional, ou até mesmo o contato internacional a jogar pela Seleção sénior, muito mal vai o basquetebol português. Desenganem-se aqueles que acham possível competir e vencer jogos internacionais, apenas com a competição interna que temos neste momento em Portugal.O desafio que fica para os jogadores que integram a Seleção, bem como para aqueles que acompanham a modalidade, é nos jogos que faltam, serem capazes de avaliar se ficamos próximos do nosso melhor, individual e coletivamente, se fomos fortes onde era suposto sermos, bem como se foram superiores a nós nos aspetos em que era expectável que isso viesse a acontecer.Não existe melhor sensação do que a de chegar ao final do jogo, independentemente do adversário em causa, e podermos afirmar que demos tudo o que tínhamos, o nosso melhor, lutámos até ao limite das nossa forças. E parece-me que nos últimos tempos, as avaliações que têm sido feitas ao desempenho da nossa Seleção não olham para a realidade atual do basquetebol português, bem como a competição que serve de base à Seleção Nacional, já para não falar em questões individuais dos atletas.

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3 SET 2012

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