“Não estava à espera e foi um convite que me deixou extremamente orgulhoso!

Boas notícias para o nosso basquetebol, com João Crespo a tornar-se no primeiro delegado técnico português da FIBA, algo que como se esperava, foi recebido com grande contentamento por parte do próprio.

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26 SET 2017

 

A FPB esteve à conversa com João Crespo e quis saber em que consistem as novas funções.

Como surgiu a hipótese de ser delegado técnico da FIBA?
Esta hipótese surgiu através de um convite direto da FIBA, mais concretamente do seu responsável para as competições na Europa. Foi um processo de recrutamento que demorou cerca de dois anos e onde todos os candidatos foram submetidos a uma série de testes, quer numa plataforma de e-learning, quer presenciais e de onde, a nível europeu, saíram 40 delegados técnicos.

 

Que tipo de funções terá? Andará pelos grandes pavilhões do basquetebol internacional?
A fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2019 (que se irá disputar na China) vai passar a decorrer durante a época desportiva, como já acontece nas outras modalidades e não apenas no verão, como acontecia com o basquetebol. A FIBA quer fazer de cada jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo um evento e para isso criou a “figura” do delegado técnico, que será o representante da FIBA, o elo de ligação entre a FIBA e a Federação local e visitante nesse evento. Importa ainda destacar que será também o responsável, não só pelo bom desenrolar do jogo, mas por que tudo corra de acordo com aquilo que a FIBA entende serem os requisitos obrigatórios para um jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo. A FIBA quer que o delegado técnico seja visto não como um “polícia”, mas como uma pessoa que possa ajudar em todos os parâmetros organizativos do evento (segurança, transmissão televisiva, marketing, preparação da arena…). Irei onde estar onde a FIBA me nomear. Chegarei dois dias antes do “evento” e regressarei no dia seguinte ao mesmo. Para já fui nomeado para o meu primeiro jogo! Irei ser o delegado técnico no Grã Bretanha vs Grécia de 24 de novembro.

 

Este passo era algo que lhe passava pela cabeça ou foi apanhado de surpresa?
Não estava à espera e foi um convite que só por si me deixou extremamente orgulhoso! O basquetebol é o desporto que amo e quando deixei de jogar percebi que era ao nível diretivo que queria continuar a minha ligação à modalidade. Naturalmente que o contacto internacional que a FPB (nomeadamente na altura o José Pinto Alberto e Carlos Pires) me permitiu ter, fez com que este convite pudesse ter surgido, e por isso agarrei-o com unhas e dentes e fiz o meu melhor para poder ser o primeiro delegado técnico FIBA português!

 

Que expectativas tem relativamente a esta ligação à FIBA?
Sempre quis poder fazer carreira no basquetebol, ser profissional, viver de e para a modalidade. Sei que em Portugal não é fácil, mas esta ligação dá-me ainda mais alento para continuar a perseguir o meu sonho! Espero poder continuar a ser merecedor da confiança da FIBA para que esta minha ligação se possa manter por muitos anos!

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26 SET 2017

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