“Orgulho no trajeto percorrido”: Seleções Sub23 de 3×3 saem de Taranto no 7.º posto
Selecionadores analisam o desempenho das equipas 3x3 nos jogos realizados em Taranto, na Itália.
Seleções 3x3
3 SET 2026
As Seleções Nacionais Sub23 de 3×3 terminaram a sua participação nos Jogos do Mediterrâneo 2026 nos quartos-de-final, garantindo, ambas, o 7.º posto da classificação geral.
Em Taranto, na Itália, a prova masculina chegou ao fim depois de Portugal não conseguir ultrapassar a Argélia (17-18) e a prova feminina terminou depois do desaire com a seleção anfitriã, 16-12.
Após a conclusão da competição, os selecionadores João Chaves e Jorge Dias refletiram sobre o desempenho das suas equipas no torneio.
O selecionador da equipa masculina, João Chaves, apesar de estar contente em conseguir o resultado esperado não deixou de apontar questões externas que vieram a afetar o desempenho.
“No primeiro jogo contra a Turquia demoramos a entrar no ritmo, sofremos bastante com o calor (40° e 90% de humidade) e acabámos por perder por um [ponto]” afirmou o treinador, destacando a experiência dos adversários: “Apesar deste grupo ser uma geração com algumas participações internacionais, defrontámos jogadores que já são profissionais de 3×3, que jogam World Tour e que têm muito mais bagagem que nós”, disse o selecionador.
Ainda assim, João Chaves acredita que “temos qualidade para nos batermos com qualquer seleção e que, com as apostas certas, podemos sonhar com resultados relevantes e com uma presença nos Jogos Olímpicos”.
Já Jorge Dias, treinador da equipa feminina, realçou o equilíbrio visto em todas as partidas disputadas pela sua equipa: “Vencer o Egito no prolongamento e lutar até à última posse de bola nas derrotas com Espanha e Itália reflete a competitividade da equipa”. O seu diagnóstico é positivo, ainda para mais “tendo em consideração o défice de experiência internacional face às outras seleções”.
A vice-presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Vânia Cruz, também ela Embaixadora do Plano Nacional de Ética Desportiva (PNED), acompanhou a delegação que esteve presente na competição e salientou a evolução dos coletivos portugueses de 3×3: “Destaco o orgulho no trajeto percorrido, ao observar a competição com as grandes potências do Mediterrâneo, o que evidencia o excelente trabalho de atletas, de treinadores, de clubes e da Federação”.
A vice-presidente também sublinhou a importância da colaboração com Comité Olímpico de Portugal, pois “fortalece a nossa determinação em continuar a elevar o Basquetebol português aos grandes campos desportivos internacionais”.
“O desporto é um motor de coesão, capaz de mover nações e aproximar povos através da partilha ativa dos valores do Olimpismo. Uma Missão que honra o país e reforça o compromisso contínuo com a ética no desenvolvimento do desporto nacional e internacional”.

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