Portugal representado em três áreas no European Women’s Basketball Summit 2026
Edição assinalou 20 anos do evento
FPB
26 JUL 2026
Sónia Teixeira, Ana Cristina Nascimento e Mariana Vieira representaram Portugal no European Women’s Basketball Summit 2026, realizado em Postojna, na Eslovénia.
A edição deste ano assinalou os 20 anos do evento apoiado pela FIBA, dedicado à formação, valorização e desenvolvimento das mulheres no basquetebol europeu. Durante cinco dias, treinadoras, árbitras, instrutoras e mentoras de diferentes países partilharam conhecimentos, experiências e boas práticas.
Portugal contou com representantes nas principais vertentes do programa. Ana Cristina Nascimento, da AB Lisboa, participou no campo destinado às treinadoras, Mariana Vieira, da AB Porto, integrou o grupo de árbitras, enquanto Sónia Teixeira marcou presença como instrutora.
Ao lado da francesa Chantal Julien, Sónia Teixeira trabalhou com 25 jovens árbitras em áreas como a preparação e análise dos jogos, mecânica de arbitragem, comunicação, sinalização e preparação física e psicológica.
“Estou feliz e grata por ter tido a oportunidade de participar como instrutora e de contribuir para o crescimento de jovens árbitras, e também de treinadoras, num momento histórico deste campo de excelência”, afirmou.
O programa combinou sessões teóricas e práticas, trabalho de campo, dinâmicas de grupo e representação de situações de jogo. Houve também momentos conjuntos entre árbitras e treinadoras, promovendo o conhecimento do jogo, a interpretação das regras e o respeito mútuo.
Sónia Teixeira destacou ainda a seleção de três participantes para um projeto de mentoria, considerando o Summit “uma excelente oportunidade de desenvolvimento e crescimento para as jovens árbitras”.
Para Ana Cristina Nascimento, esta foi a primeira experiência num contexto internacional desta dimensão.
“Foi uma oportunidade única de aprendizagem, reflexão e partilha de conhecimento, reunindo treinadoras e preletoras de diferentes países e realidades competitivas”, explicou.
A treinadora destacou o ambiente de abertura e colaboração, assim como a possibilidade de conhecer diferentes metodologias, filosofias de treino, modelos de liderança e estratégias de desenvolvimento de atletas.
Entre as principais aprendizagens, salientou a importância de uma abordagem integrada ao desenvolvimento da atleta, conjugando as dimensões técnica, tática, física e psicológica.
“Esta experiência permitiu-me refletir criticamente sobre a minha prática, conhecer novas metodologias e confirmar a importância da atualização permanente”, afirmou.
Ana Cristina Nascimento considera que este tipo de iniciativas é fundamental para o crescimento profissional das treinadoras e para a evolução do basquetebol feminino nacional, permitindo identificar conhecimentos e estratégias adaptáveis à realidade portuguesa.
Também Mariana Vieira fez um balanço muito positivo da participação, descrevendo os cinco dias como intensos e marcados por partilhas enriquecedoras.
“Tive novamente a oportunidade de estar com a Sónia Teixeira, que é uma referência para mim, e de conhecer melhor o seu percurso e as dificuldades com as quais muitas de nós nos identificamos”, referiu.
A árbitra portuense destacou os ensinamentos técnicos transmitidos por Sónia Teixeira e Chantal Julien, bem como a disponibilidade das participantes para partilharem os seus percursos e ajudarem árbitras menos experientes.
Uma das principais mensagens retiradas da experiência relacionou-se com a forma como encara o seu próprio percurso.
“Sou uma árbitra de basquetebol e não apenas uma árbitra feminina. Quero trabalhar com o mesmo nível de exigência, ou até maior, do que qualquer outro árbitro e alcançar os meus objetivos através do esforço, da evolução contínua e do conhecimento do jogo”, vincou.
O contacto com árbitras de vários países permitiu-lhe igualmente conhecer diferentes modelos de organização das competições europeias, nomeadamente a utilização mais regular de equipas de arbitragem compostas por três elementos.
Ainda assim, Mariana Vieira salientou a elevada qualidade da arbitragem portuguesa, destacando o conhecimento das regras e do jogo, assim como a capacidade de comunicação com os diferentes intervenientes.
A participação portuguesa em três funções distintas reforçou a presença nacional num evento de referência para o desenvolvimento das mulheres no basquetebol europeu.
As aprendizagens e experiências adquiridas na Eslovénia poderão agora contribuir para os respetivos percursos e para o crescimento da arbitragem, do treino e do basquetebol feminino em Portugal.
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