«Que a Supertaça fique na Madeira»
Na época passada o CAB perdeu o campeonato para as açorianas e agora tem a oportunidade de “vingar” a desfeita, conquistando a Supertaça, sábado, no Funchal.
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1 OUT 2015
A capitã das madeirenses reconhece a qualidade das adversárias, mas afiança que o grupo está a postos para vencer a partida.
Sendo esta prova ainda referente aquilo que se passou na época transata, pergunto-lhe como olham para a forma como terminou a temporada passada?
Como é evidente ficamos bastante tristes pois durante toda a época estivemos invictas até a esse jogo. Quando se perde um jogo no campeonato inteiro e é esse jogo que dá o título a outra equipa, não há como considerá-lo justo. As jogadoras não gostaram da forma como fizeram a fase final, por mais justificações que se arranjem. Nós gostamos é de jogar, quanto mais e mais competitivo melhor e para isso nada melhor que um playoff à melhor de 3 ou até mesmo de 5 jogos.
Certamente que durante o período não competitivo pensou e analisou o jogo da final do campeonato. Agora à distância, o que falhou e que não poderá ser repetido no jogo da Supertaça?
Acredito que tivemos um dia mau, quer coletivamente quer individualmente as coisas não saíram bem como queríamos o que permitiu às jogadoras do Sportiva ganharem confiança e não conseguimos lidar com a situação. Mas como diz o ditado “águas passadas não movem moinhos”, por isso vamos entrar como uma nova equipa, com outro espírito, com força e confiança para que a taça fique na Madeira.
Bem sei que é um jogo com características diferentes, numa fase da temporada completamente distinta, mas encontra muitas semelhanças na equipa do Sportiva deste ano e a da última temporada?
Do que já analisamos, os conceitos e a filosofia de jogo são os mesmos visto terem mantido o treinador, bem como a maioria do plantel. É uma equipa que continua a ter um jogo exterior muito forte, e que se reforçou ainda mais no interior. Continuam muito competitivos e isso significa que vão colocar-nos muitas dificuldades.
Acha que a equipa do União Sportiva, com as alterações que fez para esta temporada, está mais forte e com mais soluções?
O Sportiva contratou boas jogadoras, o que o torna mais forte. A transferência da Ashley e da Vitória significa que têm mais soluções no jogo interior. Mas isso não nos intimida para o jogo deste fim-de-semana.
Não participaram na Taça Vítor Hugo, mas organizaram um torneio internacional. Acha que o CAB se apresentará com o ritmo competitivo necessário para conquistar a Supertaça?
Tivemos um torneio muito competitivo, contra equipas com outro ritmo de jogo e a experiência foi boa. Agora esperamos estar à altura na Supertaça. Vamos estar.
Jogam em casa mas isso naturalmente não é garante de sucesso. O que há manter da última temporada para que possam começar a nova época a somar títulos?
Jogar em equipa, sempre! E manter a defesa que fizemos durante a época passada, foi com a defesa que ganhámos jogos. E se não ganhámos o último, e o título, foi porque falhámos na defesa. Se mantivermos a atitude defensiva, e se o público der a ajuda que sempre deu, podemos começar a época de forma diferente da que acabámos: a conquistar um título.


