«Queremos estar nos pontos altos»

As dificuldades por que passou o clube madeirense na época passada parecem estar ultrapassadas e no CAB trabalha-se com tranquilidade.

Competições | Treinadores
8 SET 2014

O treinador, que transitou da equipa feminina para a masculina, conta com um grupo onde pontificam jogadores jovens e garante que pretende tirar o melhor partido da formação o clube. Os objetivos, esses, são claros e, em termos de Liga, passam pela presença no playoff.

 

Um regresso ao basquetebol, mas desta vez para treinar o masculino. É muito diferente treinar uma equipa sénior masculina e feminina?

 

A grande diferença reside ao nível da relação que se estabelece. Todos somos distintos e existem algumas particularidades femininas que requerem uma atenção especial.

Naturalmente que os aspetos de ordem técnica e tática são no geral semelhantes. Apenas são executados a diferentes ritmos que, por vezes, torna o setor masculino eventualmente mais apetecível para quem assiste. Penso que DIFERENTE é o termo adequado. Não me arriscaria a qualquer outro tipo de qualificação.

 

Substituir João Freitas não é tarefa fácil?

 

A determinação com que encaro as minhas tarefas nunca é medida em função das lideranças anteriores. Estou plenamente consciente dos compromissos que assumi com este clube e isso é estímulo suficiente para acreditar que o maior ou menor sucesso deste projeto advirá da intensidade do trabalho que vamos desenvolver.   

 

É público que o clube nas últimas temporadas tem vivido grandes problemas financeiros. Perguntava-lhe se estão reunidas condições para que a nova temporada do CAB seja bem mais tranquila e normal.

 

Existe um firme compromisso entre a construção da equipa e o cumprimento rigoroso do orçamento disponível para essa execução. Tudo faremos, entre treinador e administração, para garantir um regular funcionamento desportivo e administrativo no decurso da presente época. Com toda a certeza posso assegurar que até o presente momento têm existido condições que nos permitem trabalhar de forma tranquila e, sobretudo, ter muita confiança no futuro.

 

A construção da equipa já está numa fase adiantada. Satisfeito com as contratações até agora feitas? Ainda procuram algum jogador para uma posição específica?

 

A construção do plantel tem tido uma atenção muito cuidada e equilibrada. Estou perfeitamente satisfeito com todos os que neste momento fazem parte da equipa. Recolhemos muita informação e desejamos construir um grupo coeso e determinado em cumprir com os objetivos estabelecidos. Neste momento já é público que temos o plantel completo e, sendo assim, estamos focados no início do nosso trabalho no campo.

 

Nota-se a presença de jogadores madeirenses formados no clube a fazerem parte do plantel sénior. Será este o caminho do futuro? Esse recrutamento tem a qualidade necessária para serem opções a um nível mais elevado?

 

Os líderes devem ser os principais impulsionadores relativamente à valorização da formação. Cabe a quem lidera motivar e criar condições para que essa formação produza rendimento. Não através de estatutos meramente teóricos, mas sobretudo pelo comprometimento coletivo e individual no trabalho que realizamos. Não posso garantir que vamos certamente ter mais jogadores madeirenses, formados no clube, a participar com regularidade em níveis mais elevados, num curto espaço de tempo. No entanto, possa afirmar com a plena convicção que, sob a minha liderança desportiva, vamos promover condições aos nossos atletas para que possam alcançar esse estatuto. Temos exemplos suficientes de atletas madeirenses que venceram e conquistaram espaço de qualidade no panorama nacional e internacional. Nada nos impede de voltar a percorrer esse caminho.

As opções nacionais para recrutamento de atletas são muito escassas. Queremos valorizar a qualidade do atleta nacional e naturalmente que desempenharemos esse papel no nosso clube. 

 

De que forma quer que a sua equipa jogue? Os jogadores escolhidos enquadram-se perfeitamente nessa sua filosofia de jogo?

 

Vamos trabalhar no sentido de produzirmos muito mais do que a simples soma das capacidades individuais. Todos têm de estar perfeitamente alinhados com a noção clara de que o estímulo atacante provém sempre do resultado das nossas ações defensivas.

Vamos procurar adequar o nosso jogo às particularidades de cada jogador e assim, tirar o máximo de rendimento. Pelo conhecimento que tenho dos jogadores, temos condições para produzir um jogo rápido e organizado, controlando as diferenças de ritmo e, sobretudo, estabelecer um equilíbrio favorável entre jogo interior e exterior.

 

Tendo em conta a forma como os outros clubes se têm reforçado para esta temporada, já definiu algum objetivo para a equipa?

 

Temos de deixar bem claro que as nossas intenções são marcar presença em todos os pontos altos das competições. Garantir a qualificação para o playoff. Estes são os objetivos mais visíveis e que, logicamente, estão determinados em função da construção da nossa equipa e do conhecimento que temos dos adversários.

No entanto, gostaria de afirmar que o CAB não deve estar circunscrito a estes objetivos. Como compromisso complementar, queremos investir nos nossos jovens atletas e gradualmente acrescentar qualidade à sua participação na equipa. Só assim faz sentido continuarmos a nos afirmar enquanto clube FORMADOR.

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8 SET 2014

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