“Queremos ser uma referência no panorama desportivo do país”

Manuel Fernandes, recém-empossado para um terceiro mandato como presidente da FPB, elencou objetivos para o futuro

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FPB
14 MAI 2022

A candidatura “O Basquetebol + Primeiro” venceu as eleições dos órgãos sociais da FPB, este sábado, o que significa que Manuel Fernandes vai cumprir o seu terceiro e último mandato como presidente.

No discurso de tomada de posse, o líder federativo deixou vários agradecimentos, mas mostrou estar de olhos postos no futuro.

Manuel Fernandes abriu a sua intervenção recuando no tempo: “Queria dirigir uma palavra à minha equipa, começámos há 7 anos e meio, é muito bom que isto aconteça. Ganhámos um tempo precioso com a tomada de posse imediata. O meu agradecimento a todos aqueles que trabalham nos corpos sociais da FPB. Quero mostrar o meu apreço a alguém que nos tem acompanhado sempre com cortesia, inteligência, bom-humor. Peço um aplauso de pé de para o Ernesto Ferreira da Silva, presidente da mesa da assembleia geral. Agradecemos do fundo do coração a todos aqueles que colocam o basquetebol em primeiro lugar”, reforçou.

O presidente mostra-se confiante nos tempos que aí vêm: “No primeiro mandato, perante uma situação económica muito difícil, apareceram duas candidaturas. No segundo e terceiro mandatos apenas apareceu a nossa lista, com uma situação completamente diferente. Contudo, o sucesso dois dois mandatos anteriores não nos desresponsabiliza. Temos de nos superar novamente. Queremos manter esta matriz pioneira, incentivando e apoiando projetos que possam mudar a nossa modalidade. Já provámos que não temos medo e continuaremos a avançar na experimentação, a arriscar. Temos condições de ser bem-sucedidos, estamos confiantes e seguros. Implementámos uma forma de estar menos crispada, um ambiente mais positivo e mobilizador. Tornámos o basquetebol mais atrativo às empresas, media e comunidades locais, o que possibilitou angariar novos apoios. Daí os valores conseguidos pela FPB e alguns clubes relativamente a patrocinadores”, considerou.

O timoneiro da FPB lembrou os desafios lançados pela pandemia, para depois enaltecer a saúde financeira da entidade: “A pandemia exigiu dois anos dramáticos, fomos obrigados a adotar políticas de solidariedade, o que contribuiu para a redução do abandono da modalidade, para a subsistência e para a retoma. Os números da nossa demografia mostram que valeu a pena um apoio que ascendeu a 1 milhão de euros. Ultrapassámos as previsões mais optimistas. Conquistámos números recorde ao nível dos agentes desportivos e equipas, num só ano, depois da pandemia. Só na arbitragem não conseguimos. Estes números têm a impressão digital de tanta e tanta gente que ajuda a modalidade, muitas vezes de forma anónima. Temos uma situação financeira equilibrada. O caráter das apostas desportivas é incerto, pelo que teremos de estar atentos, devemos evitar a rigidez. Mas temos uma reserva financeira que evita sobressaltos”, garantiu.

As metas para o futuro estão traçadas: “As decisões para o novo mandato estão tomadas. Queremos aumentar a massa crítica, a qualidade do jogo e as condições. Queremos continuar a nossa caminhada rumo ao profissionalismo. Temos que lutar pelo profissionalismo! Falo dos jogadores, dos treinadores, dos dirigentes e, talvez de forma mais longínqua, dos árbitros. Queremos ser uma referência no panorama desportivo do país. Temos programas de fomento do minibasquete, o PAPA (Programa de Apoio a Projetos Associativos), pretendemos que haja mais jovens praticantes e clube a surgir na modalidade. Reforçámos o projeto “3×3 BasketArt” e queremos fazer um torneio a envolver as autarquias que aderiram a esta ideia. O nosso maior constrangimento reside na contínua falta de árbitros. A ausência de juízes nos jogos de formação descredibiliza a nossa modalidade. Todos os jogos com árbitros, todos os jogos com árbitros, o sonho pode ser realidade, é só acreditar! Eu estou convicto! O sucesso deste projeto implica o compromisso de todos, é uma batalha de todos. Devemos fala com orgulho do projeto “Valorizar”, que continuará a ser muito importante, mas que não é para o financiamento dos clubes! É para a sua sustentabilidade! Gradualmente vamos sendo mais exigentes. Sem enchermos os nossos pavilhões, não há sustentabilidade. Queremos melhorar os resultados das nossas Seleções, há muito bons sinais, mas estamos aquém. Temos de trabalhar na formação dos jovens praticantes, precisamos de que o minibasquete seja tratado com todo o carinho e atenção. Ambicionamos investir nos CNT’s e nas restantes infraestruturas, deixar um legado para os nossos sucessores. Pretendemos apostar na “Casa das Seleções Nacionais de Basquetebol”, reforçar a qualidade e competitividade das nossas competições, melhorar a nossa organização. Melhores jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes possibilitarão melhores classificações a nível interno e internacional. Queremos erradicar comportamentos que ninguém suporta”, referiu.

Manuel Fernandes lembrou as recentes visitas à Festa do Basquetebol Juvenil e à sede da FPB de Kamil Novak e Andreas Zalgkis, respetivamente, altos dirigentes da FIBA, e terminou da seguinte forma: “Há muito mais para fazer, a começar pelo Plano Estratégico 2022-2026. A vontade de mudar o basquetebol é a mesma de há 7 e anos e meio. Pretendemos continuar com a colaboração de todos os agentes da modalidade, sem distinção. Daqui a 4 anos queremos sair de cabeça erguida, com a consciência de que continuámos a mudar a modalidade. Vamos ao trabalho!”, concluiu.

FPB
14 MAI 2022

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