«Trabalho será de qualidade»

Deixou de ser adjunto de Mário Palma na Seleção principal para abraçar uma causa à qual promete dedicar-se com afinco.

Seleções | Treinadores
30 DEZ 2014

Mário Gomes, o homem escolhido pelo pesidente Manuel Fernandes para ocupar o cargo de Diretor Técnico Nacional (DTN), tem ideias bem definidas, que vão além das Seleções Nacionais.

 

O cargo é novo, mas as funções não lhe são estranhas. Mário Gomes sempre esteve atento ao que se passava no basquetebol nacional e sabe onde se move. Promete dar "atenção permanente" às Seleções Nacionais e elogia, de sobremaneira, o trabalho até então desenvolvido neste setor. "É justo que se realce o bom trabalho que tem sido realizado nas Seleções Nacionais e que não é só, mas também os resultados desportivos confirmam, apenas no Feminino", começa por referir o DTN. E explica o que quer dizer: "Quem conhece a realidade do Basquetebol europeu e a posição de Portugal nesse contexto, só pode chegar à mesma conclusão: tendo em conta todos os condicionalismos conhecidos, que se agravaram muito nos últimos anos, o trabalho desenvolvido na Seleções Nacionais tem sido altamente meritório."

 

Mário Gomes sabe que o dinheiro não abunda e que vai continuar a ser preciso fazer muito com pouco: "É claro que queremos fazer cada vez melhor e o desafio que se nos coloca é como o conseguir, sabendo que os recursos (particularmente os financeiros) vão continuar a ser muito exíguos."

 

Por isso, já definiu algumas estratégias. "Desde logo, é muito importante não pensar ano a ano, mas sim planear a médio prazo, no mínimo a quatro anos. O primeiro passo está dado: a constituição da Equipa Técnica Nacional faz-me estar confiante no futuro, pois sei que o trabalho será de muito boa qualidade! Nesta primeira época, poucas poderão ser as 'novidades' a introduzir, havendo que garantir que as diversas Seleções se preparam o melhor possível para os Europeus. Mas por outro lado há que criar condições para o que temos ideia de implementar a partir da próxima época."

 

Mas a Equipa Técnica Nacional, há pouco anunciada, terá outras funções, para além das funções de preparação e condução das Seleções Nacionais, que Mário Gomes enuncia: "Envolvimento regular e sistemático dos D. T. R., dos Selecionadores Regionais e dos Treinadores na atividade das Seleções Nacionais; conceber, divulgar e implementar Orientações Nacionais para a formação de jogadores, em três áreas: Percurso de formação do Jogador (a) – etapas, conteúdos; Princípios e conceitos de ataque e defesa e Preparação físico-atlética."

 

E prossegue no que diz ainda respeito às outras funções dos treinadores: Identificar e acompanhar os Jogadores de Interesse Nacional; Intervir diretamente na formação dos J. I. N. e dos Treinadores, de forma regular e sistemática; Encontrar formas de proporcionar aos jogadores (as) com potencial para virem a integrar as Seleções principais (Masculina e Feminina) condições de treino e competição exigentes, no momento da sua transição para os Seniores; Antecipar a identificação e acompanhamento dos J. I. N., criando Grupos Especiais, tanto a nível regional, como nacional de Sub-13 e Sub-15; Elaborar propostas sobre o Quadro Competitivo Nacional e Acompanhar as competições de topo (L. P. B., Proliga, Liga Feminina), estudar medidas (regulamentares e outras) e propor iniciativas que contribuam para o seu desenvolvimento."

 

As ideias de como conseguir passar à prática estas linhas de orientação já estão definidas mas Mário Gomes considera ser "prematuro divulgá-las, sem antes as discutir com quem de direito e perceber quais são exequíveis, em função dos recursos existentes."

 

Por isso, esta 2ª feira, 22 de Dezembro, se realizou "uma primeira reunião da Equipa Técnica Nacional" e, ao longo dos meses de Janeiro e Fevereiro, o DTN vai deslocar-se às Associações. "Vou reunir-me com todos os D. T. R. e com os Treinadores de cada região, para, em conjunto, debatermos as melhores formas de concretizar todas estas­­ ideias."

Seleções | Treinadores
30 DEZ 2014

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