Vitória com sabor amargo
Definitivamente, as coisas não correm bem à AD Vagos. Depois da lesão de Inês Faustino na jornada anterior, agora foi a vez de outra base, Mariana Alves, lesionar-se com gravidade.
Competições
11 DEZ 2011
Apesar das contrariedades, o conjunto vaguense consegue dar a volta ao jogo em casa do Olivais e segue no topo da classificação em igualdade pontual com o Algés (72-62).
A AD Vagos teve um jogo muito difícil de digerir. As dificuldades colocadas pelo Olivais na primeira parte foram enormes e as “amarelas” não conseguiam contrariar o bom jogo das coimbrãs. Para além da exibição menos conseguida, as vaguenses tiveram ainda que lidar com a infelicidade de perderem Mariana Alves no segundo período. Ao aparecer no ressalto ofensivo, ela que é exímia neste tipo de lances, a base choca com o braço da sua colega Flávia Santos, que vem em trajetória descendente depois de ganhar a bola nas alturas, e fraturou a cana do nariz (com ligeiro afundamento). A atleta teve se seguir para os hospitais de Coimbra com grande edema e, de acordo com as informações obtidas, poderá ter de ser sujeita a intervenção cirúrgica de correção, mas tal só se saberá na próxima sexta-feira, bem como o tempo exato de paragem. Para já é certo que a AD Vagos vai jogar as próximas partidas sem as suas duas principais bases. Esperam-se, portanto, dificuldades acrescidas nas próximas partidas para a Liga. No tempo restante até ao intervalo, a equipa de Vagos teve de jogar com Daniela Domingues, primeiro, e depois com Sara Ressurreição no lugar da Mariana e o Olivais aproveitou o facto para chegar ao intervalo na frente do marcador (35-33). No recomeço, manteve-se o equilíbrio com muitas falhas de ambos os lados, mas o Olivais consegue algum ascendente graças a uma defesa intensa em campo inteiro, aproveitando a debilidade vaguense no transporte de bola, e atinge uma vantagem de 8 pontos. Com o resultado em 53-45, o técnico da AD Vagos solicita uma paragem para corrigir posições na defesa zona e, também, a transição ofensiva. Essa paragem acaba por ser decisiva e a AD Vagos embala definitivamente, conseguindo a reviravolta no marcador ao marcar 10 pontos sem resposta e termina o parcial na frente por 2 pontos. No último período, e com uma Sara Ressurreição mais serena no comando da equipa, executando mesmo algumas jogadas de belo efeito, o conjunto vaguense distancia-se gradualmente do adversário e consegue uma importante vitória fora por 72-62. Face à vitória do Algés na Madeira, este triunfo assume uma importância ainda maior para manter acesa a luta do primeiro lugar no campeonato. Esta semana será muito complicada de gerir para o técnico Nuno Ferreira que se vê privado das duas principais referências na organização ofensiva da sua equipa. Sara Ressurreição, que tem dado boas indicações em alguns jogos, Joana “Jota” Jesus e Carolina Anacleto são as opções disponíveis, mas falta experiência a estas jovens atletas. Daniela Domingues já assumiu, a espaços, essa função, principalmente depois da lesão de Inês Faustino, mas falta à jovem extremo de 19 anos algumas rotinas na posição. Não será um período fácil de ultrapassar, no entanto, é nestas alturas que os grandes atletas se impõem e o técnico vai certamente tentar retirar das suas jovens e talentosas jogadoras todo o seu potencial.


