Vitória do trabalho

Os objetivos do Basket Almada Clube para a fase final do campeonato distrital da Associação de Basquetebol de Setúbal de Sub 18 masculinos inicialmente até não passavam pelo triunfo, mas a verdade é que ele acabou por acontecer.

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2 FEV 2012

Nesta entrevista o treinador Abílio Lopes conta como tudo se passou no Pinhal Novo, no último fim-de-semana.

O título conquistado foi, de alguma forma, inesperado para a equipa? E já agora, em que aspetos assentou o sucesso do BAC nesta Fase Final?Se dissesse que estava à espera de ficar em primeiro, estaria a mentir. Sabia que, se conseguíssemos atingir um conjunto de objetivos durante os cinco meses que antecederam o F4 e em particular nos jogos com as equipas que iriam participar nesse F4, teríamos hipóteses de ser competitivos e discuti-lo. Os objetivos definidos foram do ponto de vista do trabalho: aumentar o volume de treino, realizando durante o mês de Setembro 28 treinos, o que implicou treinar bi-diário durante as duas primeiras semanas, sempre que possível estender a duração do treino até às 2 ou 2horas e meia em alguns dias da semana; treinar em alta intensidade sempre que possível, provocando sistematicamente pressão competitiva, mental e física. Este foi, e continua a ser, o mais difícil de conseguir e manter. Definir de forma clara e simples qual a nossa filosofia, o que pretendemos fazer na defesa e no ataque, por esta ordem, definindo muito bem metas a atingir no treino e depois no jogo.Do ponto de vista dos atletas: exigir que a assiduidade nunca fosse abaixo dos 85%, hábitos antigos são difíceis de mudar. Que cada atleta tivesse e assumisse o seu papel dentro do grupo sem qualquer dúvida. Que todos organizássemos as “nossas agendas”, profissionais e escolares, familiares, desportivas e “as outras”, por esta ordem. Levou a muitas desistências e muitas críticas… conseguimos! Conseguir colar a equipa à volta destes valores, ambição, competitividade, exigência mútua e “prazer em estar com a equipa”.A prestação da equipa durante a Fase Final demonstra o trabalho que está a ser realizado nos escalões de formação do clube?Quero pensar que sim. Definimos para as equipas no seu conjunto, objetivos semelhantes aos anteriores, contextualizando a exigência ao escalão etário. Vamos conseguindo a pouco e pouco. Espero que este pequeno sucesso ajude a perceber mais algumas coisas…Têm sentido, por parte dos atletas, um desejo cada vez maior em se manterem no clube, reconhecendo-lhe valor e possibilidades de obterem sucesso?Em se manter no clube, sim! Reconhecem no clube qualidades organizativas, boas instalações, pessoas leais e honestas, treinadores e dirigentes interessados. Mas assumimos que andamos à procura do caminho do sucesso desportivo, que não passa só por ganhar. Neste momento se tivesse que responder se os atletas se fixam no clube com vista a obterem sucesso… ainda não. Por vezes até treinadores temos dificuldade em recrutar… porque não somos competitivos?!?!? Respondi?O que desejaria para o clube, de modo a que tornasse ainda melhor e fosse cada vez mais uma referência como clube formador?Não podemos ser reconhecidos como clube formador sem sucesso desportivo, que mais uma vez repito, não passa só por ganhar embora ajude imenso. Desejaria que houvesse um maior empenho de todos os treinadores no mesmo sentido. Que os pequenos sucessos que vamos atingindo no clube fossem encarados como degraus para subir em vez de apenas algo que aconteceu por estarem alinhadas certas questões. Temos de nos abstrair sistematicamente das comparações com que lidamos diariamente para seguirmos o nosso próprio caminho. Tendo algumas funções de coordenação técnica no clube desejaria que houvesse mais respeito pelo treino e não fosse tão dificil vencer convicções pessoais em formas estáticas e pouco criativas de treinar. Mas vencer essa batalha aqui também é o meu objetivo…

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2 FEV 2012

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