Artigos da Federaçãooo

Sporting CP e FC Porto garantem passagem às meias-finais dos Playoffs da LBM

O FC Porto e o Sporting CP garantiram este fim de semana o apuramento para as meias-finais dos Playoffs da Liga Betclic Masculina, após voltarem a vencer os respetivos encontros dos quartos-de-final e fecharem as séries em dois jogos. Dragões e leões seguem assim em frente na luta pelo título nacional e vão agora encontrar-se nas meias-finais da competição.

Imortal LUZiGÁS 79-102 FC Porto

Em Albufeira, o FC Porto venceu o Imortal LUZiGÁS por 79-102, num encontro em que a equipa portista assumiu o controlo a partir do segundo período. A formação algarvia entrou melhor na partida e venceu o primeiro parcial por 22-17, mas os dragões responderam de forma clara no segundo quarto (19-28), chegando ao intervalo já na frente do marcador.

Na segunda metade, o FC Porto elevou ainda mais o nível exibicional e não permitiu qualquer aproximação do Imortal. Os visitantes venceram o terceiro período por 16-25 e fecharam o encontro com um último quarto muito forte (22-32), confirmando o triunfo por larga margem. O grande destaque da partida foi Cornelius Hudson, MVP do encontro, com 23 pontos, 10 ressaltos, 2 assistências e 3 roubos de bola (32.5 de valorização).

Esgueira Aveiro OLI 73-85 Sporting CP

Já em Aveiro, o Sporting CP voltou a superiorizar-se ao Esgueira Aveiro OLI, vencendo por 73-85 no Pavilhão Clube do Povo de Esgueira. Os leões entraram mais fortes e assumiram vantagem desde cedo, fechando o primeiro período na frente por 18-25. No segundo quarto, a formação leonina manteve a consistência ofensiva e voltou a vencer o parcial (18-23), chegando ao intervalo com uma margem confortável.

O Esgueira ainda tentou reagir na segunda parte e venceu o terceiro período por 21-19, mantendo-se na discussão do encontro. No entanto, o Sporting respondeu nos últimos dez minutos (16-18), gerindo a vantagem com maturidade até confirmar o triunfo e o consequente apuramento para as meias-finais. O MVP da partida foi Maleeck Harden-Hayes, com 13 pontos, 12 ressaltos e 1 assistência (22 de valorização).

Com estes resultados, FC Porto e Sporting CP vão medir forças nas meias-finais dos Playoffs da Liga Betclic Masculina. Na outra meia-final, o SL Benfica já tem presença assegurada e aguarda agora pelo vencedor do decisivo jogo 3 entre Ovarense GAVEX e UD Oliveirense.

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SL Benfica conquista pela 3.ª vez consecutiva a Liga Betclic Feminina

O SL Benfica sagrou-se campeão da Liga Betclic Feminina ao vencer o CRC Quinta dos Lombos por 67-77, no quinto e decisivo jogo da final, encerrando uma série extremamente equilibrada e intensa entre duas das formações mais consistentes da temporada. Num encontro disputado em Carcavelos, as encarnadas revelaram maior eficácia nos momentos-chave e conquistaram o troféu nacional após uma final marcada por grande competitividade e que terminou com a conquista do terceiro título consecutivo para a equipa benfiquista.

 

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A partida começou de forma equilibrada, com ambas as equipas a responderem bem à pressão do momento decisivo. O Benfica conseguiu fechar o primeiro período na frente (16-18), mas foi no segundo quarto que as águias assumiram verdadeiramente o controlo do encontro. Com uma defesa agressiva, domínio das tabelas e maior eficácia ofensiva, a formação lisboeta assinou um parcial de 10-24, construindo uma vantagem importante antes do intervalo.

No regresso dos balneários, o CRC Quinta dos Lombos tentou reagir e voltou a equilibrar o jogo, mas o Benfica conseguiu manter a estabilidade emocional e responder sempre nos momentos de maior pressão. O terceiro período terminou com novo ascendente encarnado (19-20), permitindo às visitantes entrarem nos últimos dez minutos com uma margem confortável. Apesar da boa reação do conjunto de Carcavelos no último quarto (22-15), o Benfica soube gerir o ritmo e confirmou a vitória por 67-77, selando assim a conquista do título nacional.

Mais uma vez, Schaquilla Nunn esteve em grande destaque e foi uma das figuras decisivas da final. No último jogo, a atleta encarnada registou 18 pontos, 11 ressaltos e 1 roubo de bola (27 de valorização), assumindo novamente um papel fundamental nos dois lados do campo. A norte-americana acabou também distinguida como MVP da Final dos Playoffs, após médias de 14.6 pontos, 9.8 ressaltos, 1.0 assistências e 23.3 de valorização durante os cinco jogos da final.

 

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Portugueses Além Fronteiras: o “mercado” de verão

Já “rolam” as novidades no que toca aos internacionais portugueses a jogar no estrangeiro – e na Division 1 do basquetebol universitário norte-americano. Pedro Santos troca os UT Martin Skyhawks pela Universidade de Albany e Filipa Barros troca California Baptist pela Universidade de Utah. Já a jovem Laura Silva, atualmente a disputar os playoffs da Liga Betclic Feminina com o CRC Quinta dos Lombos, vai jogar no próximo ano em Winthrop.

 

(em atualização)


Sérgio Ramos no podcast Dois para Um: “Com duas pernas, claramente ganhava a de 2007”

Fruto da parceria entre o jornal Record e a FPB, já está no ar o podcast Dois para Um. No quinto episódio, o convidado é Sérgio Ramos, treinador-adjunto da Seleção Nacional e do Sporting CP, ex-internacional português e dono do marco de mais pontos marcados num só jogo da Liga Betclic Masculina, que partilha aqui o seu percurso no Basquetebol e várias histórias da carreira, numa conversa conduzida por João Socorro Viegas (jornalista do Record) e João Santos (ex-internacional português).

Em cima da mesa esteve o fatídico jogo contra o CAB Madeira em que marcou 55 pontos, mas também, recuperando o episódio com Diogo Ventura, respondendo a rigor à questão em causa: num duelo entre a Seleção de 2007 e a de 2025, quem sairia vencedor?

O episódio completo já está disponível na FPBtv e nas plataformas do Record.

Todos os episódios da 1.ª temporada:

EP1 – Miguel Queiroz

EP2 – Diogo Ventura

EP3 – Márcia Costa

EP4 – Maria João Correia

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Filipa Barros: “Se tivesse que fazer tudo de novo, recomeçava sem pensar”

Filipa Barros chegou ao último ano de elegibilidade na NCAA pela porta grande. A base portuguesa, de 22 anos, fechou a época 2025-26 em California Baptist com 16 duplos-duplos, o recorde do programa em ressaltos e em roubos de bola, e o prémio de MVP do torneio da Western Athletic Conference, tornando-se, no processo, a única jogadora entre as mais de 350 universidades da Division I com médias de pelo menos 10,5 pontos, 9,5 ressaltos e 4,5 assistências a marcar acima de 40% nos triplos. O feito valeu-lhe o lugar 33 no ranking do transfer portal feminino da USA Today e uma transferência para a University of Utah, da Big 12, onde vai disputar a temporada 2026-27.

Em entrevista exclusiva à FPB, Filipa Barros fala sobre a época que a colocou no mapa da NCAA, sobre as terças-feiras até às onze e meia da noite no pavilhão que ninguém viu, sobre a conversa com Inês Vieira antes de dizer sim a Utah, e sobre o plano para depois da NCAA, que passa pela Austrália e por não parar.

 

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Fizeste quatro anos em California Baptist, porque fizeste um ano de redshirt pelo meio. Que balanço fazes desses quatro anos na Califórnia?

É um balanço muito positivo. Foram literalmente os melhores quatro anos da minha vida. Tive muita sorte, não tanto pelo sítio, por ser na Califórnia, mas pelas pessoas que conheci. Era o que eu estava a dizer aos meus pais: se eu tivesse que fazer tudo de novo, recomeçava sem pensar.

E em termos de basquetebol também foste feliz.

Sim, correu tudo ótimo.

Este época, California Baptist fez 23-11, foi campeã da Western Athletic Conference na fase regular e no torneio — a melhor época coletiva do programa desde que está na Division I. Por que é que esta época correu tão bem?

Acho que tínhamos um grupo de returners muito forte. Éramos cinco returners e o nosso único objetivo era mesmo ganhar. Não queríamos saber o que é que acontecia, íamos para cada jogo para ganhar. Tivemos uma altura muito complicada, perdemos cinco ou seis jogos seguidos, mas quando entrámos na fase do torneio de conferência fizemos uma reunião com a equipa toda e o objetivo era começar do zero. Estávamos todas na mesma página.

E para ti foi uma época especial também por ser uma época de regresso, depois de teres falhado tanto tempo por lesão.

Sim, não podia ter tido melhor época de comeback. Estive saudável a época inteira. A única coisa que aconteceu foi ter partido o nariz, por isso acho que não foi mal.

Acabas a época com 16 duplos-duplos, recorde do programa em ressaltos e em roubos de bola, e foste eleita MVP do torneio da conferência. Como é que defines esta versão de ti própria?

Esta versão minha teve muito mais confiança, como é óbvio desde o meu primeiro ano. E o facto de ter ficado um ano sem jogar acabou por ser muito positivo, porque aprendi a olhar para o jogo de uma maneira diferente, aprendi a aproveitar cada jogo como se fosse o último, porque nunca se sabe o dia de amanhã. Em relação aos ressaltos, o treinador tinha-me dito que queria que a equipa jogasse rápido, e a maneira para a equipa jogar ainda mais rápido é a base apanhar ressaltos. Como o objetivo era ganhar, e era isso que nos fazia ganhar, tentava apanhar o máximo de ressaltos que conseguia para mandar a bola lá para a frente e as minhas colegas marcarem.

Falaste numa questão interessante: o facto de teres passado um ano inteiro no banco, a ver o jogo de outra perspectiva. O que é que viste de diferente esse ano sentada no banco?

O que me ajudou muito foi estar a ver as jogadoras da minha equipa com quem ia ter que jogar no ano seguinte. Aprendia quais eram os pontos fortes de cada uma, o que tinha que fazer para elas marcarem mais pontos. E também tinha sempre que fazer a possession board, o que me ajudou imenso a olhar para o jogo com mais atenção.

O que é a possession board?

Em cada posse de bola, tinha que ver quantos ressaltos ofensivos apanhámos, quantas assistências tivemos, quantos roubos de bola tivemos. Fazia essas estatísticas todas e isso ajudou-me muito a prestar mais atenção ao jogo e aos pequenos detalhes.

E olhar para os adversários também? Perceber as tendências do que as outras equipas tinham quando jogavam contra vocês?

Sim, claro. Como base, prestei mais atenção a quando é que as equipas defendiam zona, quando é que se percebia essa mudança de zona para homem — essas pequenas coisas.

E isso ajudava-te este ano a identificar e a comandar a tua equipa lá dentro?

Sim, cem por cento.

Foste a única jogadora da Division I com médias de pelo menos 10,5 pontos, 9,5 ressaltos e 4,5 assistências a marcar acima de 40% nos triplos. A única entre mais de 350 universidades. Tens noção do especial que é este feito estatístico?

Pessoalmente não tinha noção até meter o meu nome no portal. Mas acho que foi mais fruto do meu trabalho. Trabalhei imenso este ano, estava muitas noites no pavilhão. Foi uma recompensa do trabalho. Sabia que era uma coisa que me ia diferenciar como jogadora se começasse a marcar mais triplos, e foi isso.

Isso de estar toda a noite no pavilhão — o que é que as pessoas não viram e que depois resultou nesta Filipa que marca 40% de três pontos?

Todas as terças-feiras, sem exceção, ia ao pavilhão desde as seis e meia, sete da tarde, com um amigo, até às onze e meia da noite. Todas as terças-feiras sem falta. Depois havia momentos em que ia ao pavilhão durante uma hora e meia, duas, durante o resto da semana, mas terça-feira tinha sempre esse horário. Fazia muitos exercícios de lançamento e acho que foi isso que se notou. Até o segurança, que tem que mandar toda a gente embora, deixava-me ficar. Sabia que terça-feira era o meu dia.

E esse teu amigo não se cansou de ganhar ressaltos e passar a bola?

Não. (risos)

Filipa Barros celebra a conquista da Western Athletic Conference

Foram ao torneio, cruzaram logo com UCLA. O que é que aprenderam dessa participação e desse matchup direto com uma das melhores equipas do país, que acabou por conquistar o título?

Eu pessoalmente estava a torcer para jogar contra UCLA. Achei que era uma oportunidade única. Ainda conseguimos uma boa primeira parte; na segunda parte notou-se que elas eram de outro nível. O físico conta muito: elas eram jogadoras muito altas, muito fortes, e nós não tínhamos isso. Mas aprendi que ainda temos muito para trabalhar.

Uns dias depois da eliminação, meteste o nome no transfer portal. Foi uma decisão que já trazias tomada durante a época?

Durante a época tentei não pensar nisso. Desde que tive a lesão no pé, aprendi a não pensar no futuro, a viver mais o presente, porque quando me lesionei tinha expectativas muito altas, e quando torci o pé foi ainda pior por causa disso. Mas quando a época acabou foi logo o que me veio à cabeça. Com as estatísticas que tinha tido, senti que já tinha feito tudo o que tinha para fazer em CBU. Tivemos uma reunião passados três dias com o treinador; ele disse que ia tirar aquela semana de folga e que na semana a seguir queria ter uma reunião individual com cada uma, mas que se alguém já tivesse a decisão tomada podia mandar-lhe mensagem. Depois da reunião mandei logo mensagem e foi aí que lhe disse.

Tu falas da questão das expectativas. Lembro-me de termos falado há uns anos, quando já estavas em CBU, e tu dizias que a tua maior inimiga eras tu mesma — que eras muito exigente, que no final dos jogos batalhavas muito na tua cabeça com as coisas que tinhas feito mal. Estás mais madura nesse aspecto?

Sim, sem sombra de dúvida. Este ano, se tivesse um jogo mau, o que pensava era: o ano passado não estava a jogar. É completamente diferente.

A lesão pôs tudo em perspectiva.

Sim. E acabo por dizer que foi a melhor coisa que podia ter acontecido — não foi a melhor coisa, mas acabou por trazer muitas coisas boas.

Cresceste do ponto de vista mental.

Cem por cento.

Tiveste outras ofertas para além de Utah. Como foram essas duas semanas no portal?

O portal é uma coisa louca, eu não fazia ideia que era assim. Foram duas semanas de muito stress. Meti o meu nome no portal — basicamente vais falar com CBU, eles mandam-te um link, tens que ver um vídeo, depois submeter, e eles metem automaticamente o teu nome. A partir do momento em que o meu nome entrou, sem exagerar, um minuto depois já havia posts no Instagram a dizer que eu ia sair, e eu ainda queria postar alguma coisa para CBU. Passados dez minutos já tinha para aí cinco convites de mid-majors. E eu estava a fazer um estágio para me graduar, não conseguia estar no telemóvel. Era louco — toda a hora recebia mensagens. A minha colega de casa, a Khloe, eu estava a falar com ela no quarto e o telefone dela começa a tocar e depois o meu também, e fomos as duas cada uma para um quarto. Era uma festa.

E acabas por decidir por Utah. O que é que Utah te apresentou que as outras não conseguiram?

Foi a universidade que mostrou interesse desde o início, não pararam. Fui lá visitar e gostei das condições do pavilhão. O facto de ser perto da Califórnia ajudou muito — eu queria ficar na Califórnia, mas não deu; Utah é perto, ajudou. E o treinador, tudo o que ele mostrou. Acho que foi a melhor decisão que eu podia tomar.

O treinador é o Gavin Petersen, que já era adjunto no tempo em que a Inês Vieira estava lá. Ele falou-te da Inês?

Falou, e mandaram logo mensagem à Inês para ela me contactar.

Como foi esse processo? O que é que a Inês te disse?

A Inês falou do treinador, disse coisas boas, disse que sabia que eu ia ter tempo de jogo. O meu objetivo era ir para uma boa conferência com tempo de jogo, e ela disse que era o que ia acontecer se trabalhasse bem. Falou bem das condições, falou bem do sítio. Disse só coisas boas.

Vai jogar na Big 12, com equipas como Kansas State, BYU, TCU, Iowa State — programas com histórico de ir à Final Four. O que é que achas que vai mudar concretamente no teu dia-a-dia neste ambiente?

Vou ter que trabalhar ainda mais do que aquilo que já trabalhava. Era o meu objetivo, jogar contra as melhores equipas do país, e só me vai dar mais motivação.

E vais poder jogar contra a Clara Silva.

É bom. Acho que nunca joguei contra uma portuguesa. Ah, joguei sim, joguei contra a Rita Nazário este ano.

O treinador Gavin Petersen certamente apresentou-te uma ideia do papel que quer que tu tenhas na equipa?

Falou que a maneira como a Utah joga é muito parecida com a maneira que a CBU jogava. Quer jogar rápido, quer jogar com muita raça, quer que defenda, que pressione a bola a toda a hora — e é o que eu gosto e senti falta este ano. E quer que não seja só uma base, mas também uma marcadora de pontos. Mais uma coisa que eu senti falta este ano: eu sentia falta de ter mais alguém a criar para mim. E disse que, como é óbvio, se trabalhar e continuar como estava a jogar em CBU, terei os meus minutos de jogo.

Gostas de jogar sem bola?

Sim, eu gosto de ser base, mas ao mesmo tempo consigo lançar e senti falta de alguém que criasse para mim.

O que é que achaste que cresceste mais este ano?

Para além de lançar melhor, eu diria que a liderança foi uma das coisas que aprendi mais. Aprendi a ter mais voz no campo, a ser uma líder dentro da equipa.

Sempre foste uma jogadora expansiva. Este ano notou-se essa versão mais vocal, sem medo de apertar com as colegas.

Foi a diferença deste ano para os outros anos.

Num contexto novo, vais retrair outra vez ou vais continuar a ser essa líder?

Vou continuar. Tenho que continuar.

 

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Este é o teu último ano de elegibilidade, depois do melhor ano da tua carreira. O que seria um bom ano de 2026-27 para ti?

Ganhar pelo menos a primeira fase do March Madness, tentar ir o mais longe possível. Era o meu objetivo desde que vim para os Estados Unidos.

Já conheces algumas das colegas de equipa?

Fui lá visitar e conheci algumas, mas não são minhas amigas ainda.

Quando é que vais para lá?

Daqui a um mês, acho que é 3 ou 4 de junho, ainda não tenho voo. Há uma pausa de 1 a 21 de agosto, mas vou desde início de junho até agosto.

E o NIL? Como é que funciona nas grandes conferências?

Também nestas grandes conferências é muito diferente da conferência onde eu estava, mas essa parte dei ao meu agente. Não faço ideia como é que isso se trabalha.

Não foi um fator na tua decisão?

Não, de todo. Claro que é bom, mas não é prioridade. O que eu queria era um sítio onde pudesse crescer, uma conferência mais competitiva e jogar. O dinheiro não foi nada da decisão.

Este é o teu último ano de elegibilidade. Onde é que te vês depois da NCAA?

O objetivo depois é ir jogar na liga mais alta que eu conseguir, onde tiver que ser.

Deixas todas as opções em aberto. Vês-te a jogar na Europa?

Como é óbvio, o meu objetivo é conseguir jogar no mais alto nível que eu conseguir. Gostava de uma primeira liga espanhola ou de uma primeira liga na Austrália.

Austrália?

Sim. Adorava ir para a Austrália. A liga australiana começa em maio, ou seja, acaba a NCAA e vou para a Austrália, e depois da Austrália venho para a Europa. E não parar.

Porquê a Austrália?

Joguei com jogadoras australianas e a primeira liga é super competitiva, pagam bem, é uma das ligas mais competitivas do mundo. E seria uma experiência diferente.

O basquetebol português teve mais de 20 atletas na Division I este ano, a grande maioria mulheres. Sentes-te uma embaixadora do basquetebol português nos Estados Unidos?

Sim. Acho que toda a gente está a fazer um excelente trabalho e só mostra que todos os anos podemos vir a ter mais, porque estamos todos a ter um grande impacto aqui.

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FOTOGRAFIAS | DR 

SL Benfica passa às meias-finais e Oliveirense força a “negra” na Liga Betclic Masculina

Série encerrada para o SL Benfica e para a Ovarense GAVEX nos quartos de final dos playoffs da Liga Betclic Masculina. Amanhã disputam-se os Jogos 2 dos encontros entre Esgueira Aveiro OLI – Sporting CP e FC Porto – Imortal LUZiGÁS, ambos às 21h30, ambos na FPBtv (e o primeiro também n’A Bola TV).

SC Braga 79-94 SL Benfica

Os atuais campeões nacionais (e 1.º da Fase Regular) foram a Braga com um claro objetivo: avançar para as meias-finais. Os comandados de Pedro Grenha resistiram na primeira parte, com dois parciais de 18-22. A vantagem era de oito pontos ao intervalo e o 3.º quarto foi fundamental para a vitória encarnada, com as águias a vencerem 23-33.

Os últimos dez minutos viram uma boa réplica dos gverreiros (20-17), liderados por Mike Fofana (23pts, 6res), ao passo que Justice Sueing, com 28pts, 9res e louvores de MVP (37val) a ser o melhor do coletivo de Norberto Alves. Betinho Gomes, aos 41 anos, marcou 20 pontos em 6/10 de triplo.

 

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UD Oliveirense 90-72 Ovarense GAVEX

Espetacular ambiente no Dr. Salvador Machado. Os adeptos da Oliveira de Azeméis e de Ovar acorreram em peso ao derby histórico, com expetativas caseiras de impedir a festa vareira esta noite. Todos os parciais foram de alto equilíbrio – mas a UD Oliveirense, vencendo todos e com especial relevo na segunda parte (27-23, 25-24, 19-13 e 19-12), conseguiu empatar a eliminatória.

Earl Timberlake esteve “em todo o lado” e foi o MVP da partida, com 18 pontos, 12 ressaltos e seis assistências (32val). Jimmy Boeheim foi o melhor marcador, com uma primeira parte “de mão quente”, e terminou com 25 pontos e oito ressaltos. Pelos vareiros, o base Jay Heath foi o que mais se destacou, com 19 pontos. Jackson Stormo chegou ao duplo-duplo (11pts, 10res).

 

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Presidente João Carvalho marca presença na renovação de parceria entre COP e Repsol

O Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), Dr. João Carvalho, marcou presença na cerimónia de renovação da parceria entre o Comité Olímpico de Portugal e a Repsol, reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento do desporto nacional e o apoio à Equipa Portugal rumo aos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028.

“A continuidade da parceria com a Repsol é um motivo de grande satisfação para o Comité Olímpico de Portugal”, sublinhou Fernando Gomes, Presidente do Comité Olímpico de Portugal, destacando a importância de continuar a criar melhores condições para a preparação dos atletas portugueses até Los Angeles 2028.

A cerimónia contou ainda com a presença de Vera Vicente, Administradora-Delegada da Repsol Portugal, bem como de atletas olímpicos, representantes de federações, parceiros institucionais e comunicação social, reforçando a importância da colaboração entre entidades no caminho para Los Angeles 2028.

A presença da FPB nesta iniciativa reforça igualmente o compromisso da modalidade com o crescimento do desporto português, alinhando-se com os objetivos de desenvolvimento, valorização dos atletas e promoção do Basquetebol a nível nacional e internacional.

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Últimas etapas dos Circuitos de Minibasquete da FPB jogam-se este fim de semana

Decorrem este fim de semana, 16 e 17 de maio, as últimas etapas dos Circuitos de Minibasquete da Federação Portuguesa de Basquetebol. O XI Circuito Mário Lemos (Mini10) termina no Barreiro, assim como o XX Circuito Ticha Penicheiro, ambas as etapas integradas no XIX Torneio Ângela Salgueiro. O circuito dedicado às Mini12 Femininas tem ainda outra etapa no sábado, em Santarém, promovida pelo CD Amiense.

Já o II Circuito Neemias Queta (destinado ao Mini12 Masculinos) termina com três etapas distintas, em Santarém, Odivelas e Viseu.

GDESSA (Pav. Mun. Prof. Luís de Carvalho), entre as 9h e as 18h de dia 16 (sábado)

CD Amiense (Pav. Gimnodesportivo Amiense), entre as 9h e as 13h de dia 16 (sábado)

Odivelas BC (Pav. Esc. Sec. Ramada), entre as 9h e as 13h de dia 16 (sábado)

Santarém Basket (Pav. Mun. de Santarém), entre as 9h e as 13h de dia 16 (sábado)

CD Gumirães (Pav. Cidade Viseu), entre as 9h30 e as 17h30 de dia 17 (domingo)

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GDRAR REMAX Évora e CPN ANTARTE marcam encontro na final da CN 1 Feminina

No Campeonato Nacional da 1ª Divisão Feminina, GDRAR REMAX Évora e CPN ANTARTE garantiram a passagem à final e mantêm a cobiça pelo título e pela restante vaga de subida à Liga Betclic Feminina. No que toca à luta pela manutenção, apesar de ambas as formações terem vencido, o Belenenses levou a melhor sobre o Boa Viagem Angra Açores.

3ª Fase – 1/2 final

Ao segundo encontro da eliminatória, o CPN ANTARTE dissipou todas as dúvidas e fechou a qualificação para a final, ao bater a ACD Ferragudo 58-40 – e vencer todos os quartos da partida. Tiffany Reynolds – 8 pontos, 11 ressaltos, 3 assistências, 6 roubos de bola; 23 valorização – sagrou-se MPV do desafio e formou uma dupla temível com Marta Rodrigues – 21 pontos, 1 ressalto, 2 assistências, 2 roubos de bola, 1 desarme de lançamento. Na turma algarvia, deu nas vistas Sienna Durr – 16 pontos, 14 ressaltos, 2 assistências, 1 desarme de lançamento.

 

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Na outra meia-final, o CDEFF HPM, a jogar em casa, igualou a contenda, mercê do triunfo por 72-64 sobre o GDRAR REMAX Évora, duelo em que, nas madeirenses, emergiram como principais figuras, com 20 pontos de valorização, Cristina Freitas – 12 pontos, 6 ressaltos, 5 assistências, 2 roubos de bola, 1 desarme de lançamento – e Greeta Uprus – 18 pontos, 8 ressaltos, 1 roubo de bola. Nas eborenses, brilharam Mathilde Diop – 14 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências, 2 roubos de bola, 2 desarmes de lançamento; 20 valorização – Aaliyah Pittsova – 9 pontos, 13 ressaltos, 2 assistências, 2 roubos de bola, 1 desarme de lançamento.

 

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No dia seguinte, para desfazer o empate e determinar mais um finalista, as duas formações voltaram a encontrar-se, desta feita com triunfo incontestável do GDRAR REMAX Évora por 39-73. Joana Ramos – 17 pontos, 7 ressaltos, 5 assistências, 5 roubos de bola -, com 21.5 de valorização, reclamou a distinção de MVP, bem ladeada pela companheira de equipa Mathilde Dip – 9 pontos, 8 ressaltos, 1 assistências, 2 roubos de bola, 1 desarme de lançamento -, novamente em evidência. Cristina Freitas – 8 pontos, 11 ressaltos, 1 assistência, 1 roubo de bola – e Kennedi Watkins – 11 pontos, 9 ressaltos – foram as mais inconformadas nas insulares.

 

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2ª Fase – Grupo Manutenção Norte

Taylor Linzie – 21 pontos, 16 ressaltos, 2 assistências, 2 roubos de bola; 26.5 valorização – deu o mote para o triunfo do CD Póvoa, já despromovido, ante o Académico FC61-49 -, onde se enaltece a réplica de Maria Pinto – 4 pontos, 9 ressaltos.

 

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O CD José Régio amealhou os dois pontos, fora de portas, diante do Gafanha Reis & Ana – 64-73.

2ª Fase – Grupo Manutenção Sul

A SIMECQ terminou o grupo na dianteira, ao suplantar a oposição do Sport Algés e Dafundo82-66 -, guiada pela produção exuberante de Carolina Duarte – 22 pontos, 5 ressaltos, 5 assistências, 8 roubos de bola -, traduzida em 27 pontos de valorização. Nas algesinas, nota mais para Inês Monteiro – 11 pontos, 11 ressaltos, 2 assistências.

 

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O Belenenses garantiu a manutenção na CN 1 Feminina, pelo segundo ano consecutivo, fruto do êxito caseiro contra o Sporting CP Sub2268-62 -, feito que teve como maior artífice Irene Cafumo – 11 pontos, 15 ressaltos, 1 roubo de bola; 18.5 valorização. Nas verde e brancas, morou a MVP da partida, Maria Oliveira – 17 pontos, 8 ressaltos, 2 assistências, 3 roubos de bola -, com 23 pontos de valorização.

 

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Uma exibição notável de Lyric Cole – 32 pontos, 8 ressaltos, 3 assistências, 2 roubos de bola -, que atingiu a fasquia de 36 pontos de valorização, colheita que a torna MVP da ronda, permitiu ao Boa Viagem Angra Açores prevalecer, no reduto do CRCQ Lombos Sub2266-70. Laura Silva – 22 pontos, 4 ressaltos, 6 assistências – despontou nas anfitriãs.

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Foto de capa: CDEFF HPM – Nelson Martins Photography


Semana do Minibasquete: mais de 300 treinadores disseram “presente”

Se em 2025 ficámos perto, em 2026 foi batido o recorde: a Semana do Minibasquete levou mais de 300 treinadores a um clinic itinerante, em seis cidades de Portugal, de norte a sul do país. Com Ferran Pizcueta ao leme das sessões, Viana Castelo, Aveiro, Pombal, Évora, São Brás de Alportel e Lisboa foram o epicentro do Minibasquete de 5 a 9 de maio, em mais uma edição desta iniciativa da Escola Nacional de Basquetebol (ENB) da FPB.

“Continuar a investir na formação em temas específicos do Minibasquete é uma das nossas grandes apostas”, explicou o Diretor da ENB/FPB, João Cardoso. “A formação é fundamental para os treinadores ajudarem a desenvolver jogadores e jogadoras e a desenvolver a modalidade (…)”, acrescentou o dirigente.

“E os nossos treinadores e treinadoras disseram presente”.

 

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Já o Diretor-Técnico do Minibasquete, Bruno Cazeiro, aponta para um processo de continuidade, numa “estratégia da Federação em trazer ao país referências internacionais no ensino do jogo” e que, nas palavras do dirigente, “tem tido um impacto significativo. Ao longo dos últimos cinco anos, passaram por Portugal nomes como David Cárdenas, Mireia Capdevila, Nenad Trunić, Paco Alarcón e, mais recentemente, Ferran Pizcueta, consolidando uma linha de trabalho consistente e orientada para os objetivos definidos para o Minibasquete nacional”.

Sobre Ferran Pizcueta o Diretor-Técnico só deixou elogios: “A sua abordagem, fortemente assente na vertente pedagógica e na compreensão do jogo, foi determinante para enriquecer os conhecimentos dos treinadores presentes”.

Com um balanço final muito positivo, a Semana do Minibasquete regressa agora em 2027, para uma nova experiência formativa para treinadores de todo o país.

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Rafael Lisboa é o MVP dos fãs ourienses em 2025/2026

Os fãs falaram: o internacional português Rafael Lisboa foi o MVP da temporada 2025/26 no Club Ourense Baloncesto (COB), emblema galego que milita na Primeira FEB.

Depois dos objetivos conquistados ontem pelos companheiros de Seleção, também o base luso a jogar em terras de nuestros hermanos entra em destaque: com 32 jogos realizados, Rafael Lisboa termina a época com médias de 12 pontos, 2.3 ressaltos, 3.4 assistências e 0.8 roubos de bola em 24.8 minutos por jogo.

Os ourienses “reconhecem o peso [de Lisboa] dentro da equipa e a sua regularidade ao longo de toda a época”, a “aparecer nos momentos em que mais foi preciso”, lê-se em nota de imprensa.

Na última temporada Lisboa terminou igualmente com 32 jogos realizados e 9.1 pontos, 2.5 ressaltos, 2.7 assistências e 0.9 roubos de bola, em 21.3 minutos em campo, reforçando o seu papel na rotação galega e enquanto capitão ouriense.

De recordar que o base já tinha sido o MVP dos meses de outubro e dezembro para os fãs do COB. Em 2024/25 foi Diogo Brito o escolhido pelos adeptos espanhóis.

 

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CN 2 Masculina: CBP, União de Leiria, AC Moscavide e CAQ Sub23 asseguram promoção à CN 1 Masculina

No Campeonato Nacional da 2ª Divisão Masculina, a CN 1 Masculina passou de sonho a realidade palpável para CBP 2012, União de Leiria, A.C. Moscavide e Queluz O NOSSO PREGO Sub23.

3º Fase – Meias-Finais Norte

Com um resultado confortável em mãos, o CBP 2012 replicou o desfecho a seu favor, em casa do Beira-Mar Sub23 – 76-90 – e segue para a final zonal, com um lugar na próxima edição da CN1 Masculina.

Depois de vencer no Minho, a União de Leiria, soberana na luta das tabelas com 51 ressaltos contra 29, repetiu a “graça” e impôs-se categoricamente, no Pavilhão do Lis, ao SC Braga Sub2378-59. Jason Correia – 18 pontos, 10 ressaltos, 7 assistências, 2 roubos de bola, 1 desarme de lançamento; 29.5 valorização – espreitou o triplo-duplo -, bem secundado por Evander Francisco – 19 pontos, 4 ressaltos, 2 assistências, 1 roubo de bola – e Abismael Veloso – 20 pontos, 7 ressaltos, 1 assistência.

 

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3º Fase – Meias-Finais Sul

Após máximo equilíbrio registado na primeira mão, com empate a 70, o A.C. Moscavide consumou a passagem e a promoção de escalão, ao vencer o GDRAR por 67-63. Apesar do começo mais titubeante – 17-22 -, os locais não perderam mais nenhum quarto e chegaram ao triunfo desejado.

Em embate com contornos diferentes, o Queluz O NOSSO PREGO Sub23 reeditou o resultado robusto do primeiro duelo e ultrapassou o Quarteira Tubarões por 87-50.

 

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Foto de capa: AC Moscavide


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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