Artigos da Federaçãooo

A festa já terminou, mas a verdadeira Festa nunca acaba

Em 2025, a metáfora do terramoto assentou em pleno nesta Festa. Aliás, a metáfora do terramoto assenta bem em qualquer Festa que se preze, como têm sido as 17 Festas do Basquetebol Juvenil até então. Contudo, em 2026, ao terramoto seguiu-se um verdadeiro tsunami.

Vamos por partes:

O presidente Manuel Fernandes, que termina o seu longo percurso de 41 anos com a Federação Portuguesa de Basquetebol, foi homenageado pelas Associações de Basquetebol, em plena Festa – a sua última no cargo máximo de dirigente associativo. Em surpresa e emoção, Manuel Fernandes subiu ao palanque, acompanhado pelos presidentes das 21 Associações, com um merecido aplauso de pé a acompanhar.

Foi a última onda. A que entrou praia adentro, limpando os chapéus de sol e as toalhas. Terminava a Festa – pelo menos no espaço físico. A que acompanhará as memórias dos mais de 1500 participantes que, durante estes dias, deixaram a sua marca pelas ruas e pavilhões de Albufeira, essa Festa não terminará tão cedo.

A “onda” deste ano trouxe consigo 18 comitivas, 24 voluntários, 29 diretores de campo, 40 estatísticos, 43 formadores de arbitragem, 57 elementos da organização, 98 dirigentes, 123 juízes, 143 treinadores e 864 atletas, para cinco dias de competição em quatro escalões e sete pavilhões diferentes, num total de 164 jogos – todos disponíveis na íntegra na FPBtv.

Foram 5248 minutos de Basquetebol – mas todos os 7200 minutos destes cinco dias ficarão para sempre na memória dos nossos jovens atletas.

 

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Para a Associação de Basquetebol de Lisboa, então, a “onda” foi ainda mais especial. Quatro vitórias em quatro finais – o primeiro pleno da Associação, apenas o segundo de 18 edições de Festa (o primeiro foi da AB Porto, em 2023).

Para Setúbal, Coimbra, Guarda e Braga foi uma “onda” que culminou também em celebração, com as respetivas subidas à Divisão A.

 

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É uma “onda” que chega a toda a gente. É uma “onda” que se alastra da nossa Fun Zone e dos nossos parceiros ao público que se deslocou a Albufeira.

 

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É uma “onda” que se alastra a todo o staff, à “Zézinha” da Cantina Francisco Cabrita, que guarda um lugar especial no coração de todos os que a conhecem;

 

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É uma “onda” que se arrasta além dos resultados.

 

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Uma “onda” que nasce dos valores desta festa: solidariedade, com o maior donativo de sempre do Basquetebol Solidário:

Basquetebol Solidário: FPB entrega 4198 euros ao Agrupamento 1389 São José – Ferreiras

Com respeito:

 

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E fair-play. Dentro e fora do campo.

 

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É uma onda extraordinária. Traz consigo os valores que tão bem representam a nossa modalidade – os valores que vivem acima do Desporto, os valores que fazem deste torneio inter-seleções uma verdadeira Festa, como um dia ousou sonhar Manuel Fernandes.

Nas palavras do presidente:

“Vocês [atletas] são extraordinários. Ao longo destes dias demonstraram talento e ambição. Mas acima de tudo mostraram algo ainda mais importante: carácter. Respeito pelos outros. Fair-play. Espírito de equipa. Orgulho em representar a sua Associação. Isto é o Basquetebol português. Porque ganhar é importante – todos gostamos de vencer. Mas aquilo que verdadeiramente distingue os melhores é a forma como competem, como respeitam, e vocês deram aqui uma verdadeira lição de desportivismo. Os resultados ficam no registo, mas aquilo que realmente fica são as experiências vividas, as emoções sentidas e as memórias… as memórias… essas ficarão para toda a vida. Todos levarão para sempre o orgulho de terem feito parte desta Festa”.

Até para o ano, Albufeira.

Esta fica no coração:

 

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PRÉMIOS COLETIVOS

Categoria Divisão Vencedor
Sub14 Masculinos A AB Lisboa
Sub14 Femininos A AB Lisboa
Sub16 Masculinos A AB Lisboa
Sub16 Femininos A AB Lisboa
Sub14 Masculinos B AB Guarda
Sub14 Femininos B AB Setúbal
Sub16 Masculinos B AB Braga
Sub16 Femininos B AB Coimbra
Fair Play Sub14 Masculinos A/B AB Alentejo
Fair Play Sub14 Femininos A/B AB Bragança
Fair Play Sub16 Masculinos A/B AB Coimbra
Fair Play Sub16 Femininos A/B AB Guarda
Melhor Claque A/B AB Aveiro
TikToker da Festa A/B Viana do Castelo

PRÉMIOS INDIVIDUAIS

Categoria Vencedor Associação
Juíz Revelação Bernardo Azevedo AB Porto
Mesa Revelação João Dias AB Porto
Juíz Atitude Mariana Vieira AB Porto

A FESTA EM FOTOS

DIA 8 – Abertura

DIA 9 – Fase de Grupos

DIA 10 – Fase de Grupos

DIA 11 – Finais Sub14

DIA 12 – Finais Sub16

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Vasco Curado: “Gostava muito de voltar a Portugal”

Aos 12 anos, desenhava jogadas para o Carlos Lisboa e mostrava-as ao pai, José Curado, para ver se ele as usava no Benfica. Mas o pequenino que ficava “ali sentadinho só a ver” nos treinos da Luz acabou por encontrar o seu próprio caminho — não em Portugal, mas do outro lado do Mediterrâneo, onde em dez anos construiu uma carreira de campeão tunisino e competidor na Basketball Africa League.

Em entrevista exclusiva à FPB, Vasco Curado conta uma história de paciência, de uma chamada que mudou tudo, das razões que o levam a fazer o Ramadão com os seus jogadores e de como um filho do basquetebol português foi buscar a sua identidade muito longe de casa.

Cresceste dentro de pavilhões — o teu pai treinava, a tua mãe jogava. Como é que foi crescer assim?

A minha mãe jogou também. O meu pai foi treinador dela. Em casa jogávamos mais à bola — eu e o meu pai no corredor, a passar a bola de um lado ao outro, com a minha mãe a dizer para pararmos, que íamos partir alguma coisa. Clássico. Era apartamento, não tínhamos espaço. Depois pus aquelas tabelas pequeninas no quarto, fazia lá uns afundanços e tal.

Jogaste até aos 18, 19 anos. Como é que fizeste a transição para treinador?

Sinceramente, no primeiro e segundo ano de faculdade não senti falta nenhuma de basquetebol. Mas depois surgiu uma oportunidade de começar a fazer estatística para a Infordesporto. Um contacto, comecei a ir aos jogos outra vez, fazer estatística, e estava cá a vontade dentro — voltou a subir. Depois falei com o Fernando Jóia, que conhecia do Algés. Fui fazer o curso de nível 1 na Associação de Basquetebol de Lisboa, ele foi um dos palestrantes, e depois falou comigo. Disse-me: “já está cheio, mas podes vir ser o meu adjunto.” Foi o primeiro ano que comecei como adjunto — do Jóia, a treinar uma equipa que tinha entre outros o Miguel Barroca. Fomos campeões nacionais de sub-18 logo nesse ano. Era uma equipa muito engraçada, com o Mário Silva filho, o Sérgio “Mantorras”, que depois fez carreira na Liga, e outros jogadores. Ganhámos o campeonato na final contra o Barreirense.

O Algés acaba por ser o fio condutor da família Curado, não é?

É, exatamente.

Depois passaste 15 anos a treinar aqui em Portugal. Como foi esse período?

Os primeiros anos foram sempre na formação — sub-18, sub-20. Depois quis passar para os seniores. Fui adjunto nos seniores do Algés quando o clube estava na ProLiga, com o Flávio Nascimento — estive um ano com ele. E também mais tarde com o André Martins na Liga. Depois houve a possibilidade de treinar os seniores no Queluz, na CNB1. Dois anos: um que correu bastante bem, o segundo foi terrível — ganhámos dois ou três jogos. O clube também já não tinha dinheiro para investir. Depois passei para o feminino: fui adjunto das seniores com o Zé Araújo, e no ano seguinte com o Manolo Povea. Trabalhei também com o Ricardo Vasconcelos na formação feminina no Algés. Quando o Ricardo saiu, fiquei com as seniores femininas — estávamos na primeira divisão. E foi a meio desse ano que o Mário Palma me falou para ir com ele para a Tunísia.

Em dezembro de 2015 recebes uma chamada do Mário Palma para seres adjunto no Club Africain, na Tunísia. Como foi essa tomada de decisão?

Eu queria ser profissional de basquetebol, queria ser treinador, mas não via o mínimo de condições financeiras para ser. Estes anos todos fiz esta carreira, mas estava sempre com o meu trabalho — fui mudando: comecei em Infordesporto, depois passei a trabalhar como webmaster na parte do basquetebol, depois estive uma altura como consultor na Remax, imagina. A ideia era sempre ganhar algum dinheiro que me permitisse continuar a ser treinador, porque ser treinador não dá para viver. Com salários sempre razoáveis — não eram maus, mas razoáveis. Os dias todos preenchidos — trabalho normal das 9 às 5 ou 6, e depois ir para os treinos. Os seniores às vezes treinavam às 9 da noite. Ou seja, começavas às 8 da manhã e acabavas às 11 da noite. Muitos anos estive com duas equipas em simultâneo. Deu-me muita tarimba, muita experiência, muitos amigos, muitas amigas. Não me arrependo de nada. Quando o Mário me convidou, não vou dizer que não hesitei, mas o primeiro embate foi logo dizer que sim. Pensei um bocado mais, falei com pessoas, falei com os meus pais — o normal. Mas o instinto era logo dizer que sim. Como diz o Rubén Amorim: o comboio Mário Palma não ia passar outra vez.

O teu pai é uma das grandes figuras do basquetebol português. Ao longo desses anos em Portugal, sentiste alguma tensão entre o peso do nome Curado e a tua própria busca de identidade como treinador?

Não, não. Dele “só” aprendi, basicamente, o mais importante, a dar o máximo e a ser honesto. Eu acompanhava o trabalho que ele fazia em casa — ver vídeo, na altura em cassetes, quase uma hora sentado à secretária a preparar o treino, ao telefone com o adjunto, a ver vídeos até às tantas da manhã. Levava-me aos jogos e aos treinos muitas vezes — no Benfica, depois no Estrelas da Avenida, e no Vitória um bocadinho menos, que era mais longe. Mas era hiperprofissional: “vais comigo, mas ficas ali sentado, não intervens, só a ver, e no fim eu falo contigo.” Às vezes, na brincadeira, até aos 12, 13 anos, desenhava-lhe jogadas para ele usar na equipa — para fazer tiros de três pontos para o Carlos Lisboa. Mostrava-lhe para ver se ele usava. Acho que não usou. Mas lembra dessas histórias. Era muito engraçado também o ambiente em que ele frequentava. Havia um restaurante ali em Algés, a Gaivota, onde muitos treinadores se juntavam — o Mário Gomes quase sempre, o Luís Seixas, o Jorge Fernandes, Carlos Teigas, entre outros. Sobretudo às sextas-feiras. E 90% da conversa era basquetebol. O pequenino estava ali a absorver.

Trabalhaste com o Mário Palma em três momentos — Club Africain, Seleção da Tunísia, Al Ahly do Egito. O que é que aprendeste com ele?

Tanta coisa. Mas sobretudo uma coisa que ele me disse sempre: se queres ser treinador, tens de ter coragem. Coragem não para procurar conflitos, mas para os enfrentar de frente — porque por muito bem que as coisas corram, vai sempre haver conflitos, e nessa altura tens que pensar sempre no melhor para a equipa, não estar dependente deste ou daquele jogador por muito bom que seja. Há princípios que se devem manter para o bem da equipa e tens de ter coragem para os aplicar. E uma coisa que ele sempre conseguiu, mesmo em alturas de menos sucesso, foi montar equipas que realmente funcionam como equipa — solidárias, organizadas, com uma identidade. Mesmo não tendo muito talento, faz a diferença. E também a maneira como conseguia, muitas vezes em conversas individuais, convencer os jogadores do que queria, puxá-los para o seu lado e pô-los todos na mesma linha. Acho que foi o mais importante que aprendi com ele.

Em que dimensões do trabalho de treinador era ele verdadeiramente elite?

Capacidade de liderança. Às vezes parece distraído, um bocado disperso, mas ele apanha os pormenores todos e as situações todas. Muitas vezes tinha intervenções em reuniões de equipa que na altura até me surpreendiam — mas depois em conversa com ele percebia que já tinha antecipado comportamentos de alguns jogadores, que via ali um problema antes de ele subir e causar algum dano à dinâmica da equipa. Fazia também muito bem o planeamento — da época, da semana. E uma coisa incrível: tudo dentro da cabeça. Não apontava treino nenhum. Vinha com aquilo tudo na cabeça e antes do treino dava-me só as ideias gerais do que íamos fazer, pormenores não. Aquilo estava tudo esquematizado cá dentro e saía tudo de forma natural. Depois eu é que apontava tudo o que fazíamos — era eu que fazia os relatórios, que ele também gosta muito. Outra coisa: conseguia o treino duro e intenso, era muito agressivo com os jogadores — mas acabava o treino e estava ali na brincadeira com eles, criava uma relação mais pessoal, sem familiaridade excessiva. Conseguia aquele equilíbrio muito bem.

Há características do Mário Palma que tentaste implementar na tua forma de estar?

Tens de ser tu próprio, tens o teu carácter. Aqueles raspanetes que o Mário dava às vezes — sou completamente incapaz. É um bocadinho diferente, mas é a maneira como eu sou. Se não for natural, não tem sentido nenhum. Os jogadores topam à distância se não estás a ser sincero.

Já vão mais de dez anos fora de Portugal — Tunis, Cairo, Riade, Fez. O que te surpreendeu culturalmente quando chegaste?

A religião é a maior diferença. Mas na altura não fez diferença nenhuma — os tunisinos são acolhedores. Nunca senti qualquer tipo de animosidade. Quase todas as pessoas, mesmo as que não se relacionam connosco profissionalmente, na rua, em situações sociais, são muito abertas e tentam ajudar. Eu creio que uma das minhas grandes qualidades — passa a imodéstia — é a facilidade de adaptação. As coisas diferentes não me fazem confusão. Eu é que me adapto e faço as coisas com normalidade. Mesmo em Riade, que é bem mais diferente da Tunísia e onde o peso da religião é muito mais forte, não senti dificuldade de adaptação.

 

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Uma dessas adaptações está ligada ao Ramadão. Treinaste durante vários Ramadões — na Tunísia, em Marrocos, no Egito. Como é gerir uma equipa com os jogadores em jejum?

Quando chegámos ao Egito já era a parte final do Ramadão, portanto não vivemos muito. Mas aqui na Tunísia vários, e um na Arábia Saudita que, sem ser pejorativo, é o mais radical de todos. Na Arábia Saudita é impensável haver treinos ou qualquer atividade física durante o dia no período do Ramadão. As pessoas param ao meio-dia, uma da tarde, e vão para casa. Aqui na Tunísia o horário de trabalho também é mais reduzido, mas a atividade desportiva — sobretudo por regras das autoridades, que não querem jogos à noite depois das pessoas se alimentarem — obriga-nos a fazer treinos e jogos nas horas finais antes de quebrar o jejum. No clube onde estou agora o jejum começa às 6 da tarde, por isso treinamos das 4 às 5 e meia, para eles terem tempo para tomar duche e ir para casa. Antes de mais, é preciso saber exatamente com o que contamos — na Arábia Saudita, 100% fazem o Ramadão; na Tunísia, alguns atletas, em dias de jogo, abrem exceção e alimentam-se. Depois temos que baixar o volume de treino. Geralmente são duas horas e picos, temos que reduzir para uma hora e um quarto, uma hora e meia, tentando manter alguma intensidade — mas nota-se claramente que a performance vai baixando ao longo do período. As sessões bidiárias e de musculação também têm que ser reduzidas. Os bidiários eliminam-se completamente. No Club Africain consegui às vezes fazer sessões de treino à noite, mesmo em dias de jogo, para ter os jogadores mais capazes fisicamente. Mas aqui no Nabeulien não se consegue. O que se nota também é que as emoções ficam à flor da pele — às 4, 5 da tarde já estamos 14, 15 horas sem beber água nem comer, o cérebro já está assim um bocadinho mais vazio. Situações que normalmente passam num treino normal começam a causar discussões. Há mais tensão.

Tu próprio fazes o Ramadão. Como é liderar homens nesse estado, estando a passá-lo também?

Eles estão mais que habituados — fazem isto a vida toda, todos os anos. Às vezes até começam a comer e a pedir desculpa uns aos outros pelas reações que tiveram nas horas anteriores. Mas o Ramadão é muito bom para a capacidade de sacrifício e de disciplina. A primeira vez que fiz achava que ia ser impossível — também sou uma pessoa que gosta de comer e quando sinto fome começo a ficar mais tenso. Foi um desafio pessoal. Continuo a fazer, não só por razões religiosas, mas porque me ajuda muito a trabalhar a disciplina, a força mental, a capacidade de sacrifício. E é extremamente útil para transmitir isso ao grupo: na altura de maior tensão no treino, quando estão com dificuldades, relembrar-lhes — isto é uma escolha pessoal, vocês vão melhorar com isto, está tudo dentro da vossa cabeça, continuem a puxar, trabalhem o coletivo.

Treinaste tunisinos, egípcios, marroquinos, sauditas. Existe o estereótipo de que o jogador africano é fisicamente capaz mas taticamente menos desenvolvido. O que é que a tua experiência te diz?

Há uma diferença grande — e é importante sublinhar que a Tunísia, Marrocos e o Egito são África, mas são árabes. Norte de África. É muito diferente do angolano, do marfinense. Dentro deles há diferenças entre si. Do ponto de vista tático e de conhecimento do jogo, a Tunísia claramente está acima dos outros. Quando eu e o Mário chegámos em 2015, ficámos agradavelmente surpreendidos com o conhecimento do jogo e a capacidade tática que eles tinham. Estávamos a apanhar a melhor geração de sempre da Tunísia — o Salah Mejri, o Makram com 25, 26 anos, o Zied Chanoufi, o Mourad Mabrouk, o Hamoudi Hadidane que foi MVP do campeonato africano 2017, vários jogadores com passagem na NCAA. O Salah Mejri fez a carreira que fez na Europa e na NBA. Agora o nível baixou bastante porque descuraram muito o trabalho de formação. Esses jogadores estão a retirar-se ou a jogar com 37, 38 anos — ainda no ano passado treinei o Radouane Slimane “Seka”, que foi jogador do Mário Gomes no Barreirense, e com 43 anos ainda joga com bastante qualidade. Mas a Tunísia, na seleção, já não consegue lutar com as melhores equipas africanas. O Egito tem muito potencial — jogadores muito altos, uma quantidade incrível acima de 2 metros e 10, num país de 100 milhões de pessoas. Mas não consegue desenvolver bem o trabalho coletivo e tático. Marrocos é o país que está em melhores condições para dar um grande salto — social, económica e politicamente está em alta, já deu esse salto no futebol, há construção e desenvolvimento por todo o lado, a NBA fala em instalar uma academia lá. Falta estrutura — os pavilhões ainda são muito rudimentares, o piso do pavilhão em Fez quando entrei até me assustou, parecia ter 40 anos. Mas há vontade e há potencial. A Arábia Saudita é completamente diferente. Há um grupo de 14, 15 jogadores com alguma qualidade, mas fisicamente não gostam muito do contacto nem da intensidade — são muito slow-mo. É um país com muito dinheiro mas com uma cultura desportiva de 95% futebol. Em Riade, num derby de basquetebol do Al Nassr x Al Hilal, vão mil pessoas. No futebol, se o estádio tiver 200 mil lugares, enchem-no. As mulheres, quando cheguei lá, estavam no segundo ano em que podiam jogar — e tenho acompanhado, está a desenvolver-se bastante o basquetebol feminino na Arábia Saudita.

Levaste o Monastir ao sexto título tunisino consecutivo em 2024 e depois venceste a Conferência Sahara da BAL em Dacar em 2025. São as maiores conquistas da tua carreira?

Sem dúvida. Ser campeão tunisino como treinador principal é o mais importante. Mas a BAL é uma experiência fantástica porque o nível de jogo e a qualidade dos jogadores é muito alto. No Monastir infelizmente não tínhamos um orçamento muito elevado, mas havia equipas do Egito, da Líbia, com jogadores de nível Eurocup ou Champions League, com salários claramente nos três dígitos, e alguns com passagem na NBA. E a própria organização é NBA — tudo planeado ao milímetro. Temos um acompanhante que nos diz: conferência de imprensa antes do jogo aqui, ir falar para a televisão aqui, tudo ao segundo, ao minuto. Uma folha posta no balneário com a hora do aquecimento, tudo planeado ao mínimo detalhe. Bons pavilhões — o pavilhão em Dacar era espetacular, quase sempre cheio, com boa produção televisiva e redes sociais. Sentes-te realmente importante. Foi muito gratificante participar na BAL.

 

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A NBA fala também em criar uma liga permanente em África. Achas que é viável?

Com 12 equipas — o projeto já foi anunciado e creio que há um investimento inicial de pelo menos 5 milhões de dólares. Para o basquetebol africano não é assim tão fácil. Mas para a NBA anunciar e estar a trabalhar nisso é porque também vê potencial. Vamos ver se nos próximos dois ou três anos a BAL se consegue transformar numa liga com 12 equipas — não para todo o ano, mas qualquer coisa a meia distância da Euroliga.

E o basquetebol europeu tem a ganhar com esta ligação com a NBA?

O que eu gostaria mais é que não houvesse nenhuma divisão — acho que seria gravíssimo. Havia essa ideia de que uma vai canibalizar a outra, mas as últimas declarações do novo CEO da Euroliga — um espanhol com muitos anos na NBA — dão a ideia de estarem em conversas para tentar algum tipo de parceria entre a NBA, a FIBA e a Euroliga, para parar esta divisão, que acho que é muito má para o basquetebol em geral. A Euroliga é uma coisa espetacular — clubes com muita tradição, os espanhóis, os turcos, com equipas de futebol muito fortes que trazem muitos adeptos. O Olympiacos-Panathinaikos, o Olympiacos-Real Madrid, o Partizan-Estrela Vermelha — se deixarmos de ter jogos desses, para nós como adeptos do basquetebol seria muito triste. Espero que as pessoas dos dois lados pensem no bem comum e não só em euros ou dólares. A NBA claramente pode trazer mais-valias à Euroliga, mas a Euroliga tem a tradição.

Depois regressaste à Tunísia, ao Stade Nabeulien. O que motivou este projeto?

O Stade Nabeulien é um dos clubes históricos da Tunísia, com mais títulos — teve uma geração muito boa nos anos 90 e início dos anos 2000. Depois mantiveram-se competitivos mas sem lutar por títulos, e há dois anos as coisas foram piorando até baixarem de divisão. Este ano voltaram à primeira. Uma das coisas que me fez ir foi o presidente do basquetebol, o Bashir Hadidane— um ex-jogador, foi nosso no Club Africain e também na seleção quando ganhámos o campeonato africano em 2017. Retirou-se há dois, três anos e este é o clube da cidade dele. Quis pô-lo lá em cima novamente. Falou comigo e disse: “coach, temos alguns jovens com capacidade, não temos muito dinheiro, mas podemos ir buscar dois ou três jogadores para sermos minimamente competitivos.” O objetivo principal era ficar nos seis primeiros — lá o campeonato divide-se ao fim de uma primeira fase: os seis de cima já não correm risco de descida, os seis de baixo ainda correm. E conseguimos: éramos provavelmente o oitavo ou nono orçamento e ficámos em quinto. Conseguimos também colocar o Aziz Mghirbi, com 20, 21 anos, nos 12 que jogaram a janela de qualificação em novembro para o Mundial. A segunda fase já foi mais difícil — o dinheiro começou a falhar, como às vezes acontece aqui, e só ganhámos dois jogos. Mas fomos sempre competitivos. E do ponto de vista pessoal, é uma cidade junto à praia, muito agradável de viver — pego no carro e estou a três minutos da praia. Essas coisas também contam. A maior parte dos treinadores e dos jogadores não lutam por títulos — o mais importante é tentar ser competitivo, e foi isso que conseguimos.

Tens vontade de voltar a treinar em Portugal?

Sem dúvida, mas o problema é que não há muitos lugares para treinadores profissionais em Portugal. Para voltar e ser treinador ao final do dia… Não posso “nunca”, porque às vezes temos que nos adaptar se não houver outra solução, mas gostava muito de voltar, de um bom projeto que me permitisse ser profissional. Se não, vou tentar continuar aqui. Como disse ao princípio: se o projeto for bom, posso ir viver para o Japão, para a Austrália, para a Indonésia, para o Sri Lanka. Não tenho problema nenhum. Vou, se depois não correr bem ou não gostar, volto ou mudo. A ideia é sempre ir e tentar.

 

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Presidentes das cinco federações voltaram a reunir-se

Decorreu na tarde desta quinta-feira a terceira reunião de trabalho entre os presidentes das federações portuguesas de Andebol, Basquetebol, Futebol, Patinagem e Voleibol, respetivamente Miguel Laranjeiro, Manuel Fernandes, Pedro Proença, Luís Sénica e Vicente de Araújo.

Durante a reunião, foi feito um ponto de situação dos sete grupos de trabalho formados desde o início da época, e das reuniões já realizadas, com o objetivo de abordarem em conjunto o Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, o Pacote Fiscal, o Estatuto Dirigente Benévolo Desportivo, o Tribunal Arbitral do Desporto, a Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto, o Regime Jurídico das Federações Desportivas e Modelo de Financiamento do Desporto.

Dentro do espírito de cooperação em matérias de interesse comum às cinco federações, os presidentes concordaram ao solicitar ao Governo uma reunião, a realizar nas próximas semanas, para apresentarem o trabalho desenvolvido em conjunto pelas mesmas.

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ENB: Abertura de inscrições para cursos de treinador I e II

A Escola Nacional de Basquetebol (ENB) da FPB tem no momento três cursos de treinador (Grau II), em Setúbal, Viseu e Covilhã, os três com inscrições abertas até 12 de maio (Setúbal e Viseu) e 10 de junho (Covilhã):

Formulário

Também as Associações de Basquetebol (AB) estão a organizar os respetivos cursos de Grau I, nomeadamente em:

➥ Aveiro – inscrições até 30/04/2026 através do seguinte link

➥ Porto – inscrições até 30/04/2026 através do seguinte link

(em atualização)

Todos os cursos são acreditados pelo IPDJ, com créditos a variar consoante o grau.

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Minibasquete: Circuito Ticha Penicheiro com três etapas no fim de semana

Jogam-se mais três etapas do XX Circuito Ticha Penicheiro este fim de semana (18 e 19 de abril). A prova, destinada ao escalão de Mini12 Femininos, decorre em dois locais distintos do país etapas da Zona Norte e Zona Sul.

SC Coimbrões (Pav. Mun. de Coimbrões), entre as 9h e as 13h30 de dia 18 (sábado)

⇒ Portimonense SC (Esc. Básica e Secundária da Bemposta), entre as 9h e as 16h de dia 18 (sábado)

Olivais FC (Pav. Mun. Mult. Mário Mexia), entre as 14h e as 18h30 de dia 19 (domingo)

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Jr. NBA League Lisboa: LA Clippers conquistam título em Odivelas

O Pavilhão Municipal de Odivelas recebeu as fases finais da Jr. NBA League Lisboa, num dia marcado por muitos jogos, energia e talento jovem, que culminou com a vitória dos LA Clippers, equipa da Escola Básica da Quinta da Lomba, na grande final da competição.

A formação dos Clippers confirmou o seu domínio ao longo de toda a fase decisiva. Nos quartos de final da Conferência Oeste, a equipa venceu de forma expressiva a Escola Básica Marinhas do Sal (Utah Jazz) por 40-6, garantindo presença nas meias-finais, onde voltou a superiorizar-se, desta vez frente à Escola Alemã (Memphis Grizzlies), por 34-16.

No outro lado do quadro, a Conferência Este trouxe equilíbrio, com o Colégio Plátanos (Atlanta Hawks) a superar o Agrupamento de Escolas de Paço de Arcos (Milwaukee Bucks) por 28-22 nos quartos de final, antes de vencer nas meias-finais a Santo António International School (Chicago Bulls) por 20-16, assegurando assim um lugar na final.

Na decisão do título, os LA Clippers voltaram a demonstrar a sua consistência e qualidade coletiva, impondo-se de forma clara aos Atlanta Hawks por 40-10, sagrando-se vencedores da Jr. NBA League Lisboa.

No jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar, a Escola Alemã (Memphis Grizzlies) levou a melhor sobre a Santo António International School (Chicago Bulls), com um triunfo por 22-10, garantindo o último lugar do pódio.

Já na luta pelas restantes classificações, o Agrupamento de Escolas de Paço de Arcos (Milwaukee Bucks) venceu a Escola Básica Marinhas do Sal (Utah Jazz) por 27-22, terminando na 5.ª posição, enquanto o Agrupamento de Escolas Madeira Torres (Oklahoma City Thunder) assegurou o 7.º lugar após bater a Escola Básica Marques de Alorna (Brooklyn Nets) por 17-16.

A jornada contou ainda com a presença de várias entidades, entre as quais José Carruna, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Helena Coimbra, Coordenadora Local do Desporto Escolar de Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, João Calado, Coordenador da CLDE da Península de Setúbal, Francisco Batista, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Odivelas, e Carlos Ribeiro, Coordenador do Desporto Escolar de Lisboa e Vale do Tejo, numa demonstração do envolvimento institucional em torno da iniciativa, que terá continuidade já na próxima quarta-feira, dia 22 de abril, com a realização da Jr. NBA League Norte, em Vila Real.

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Jr. NBA Portugal: Fases Finais iniciam-se quarta-feira em Odivelas

É a Liga de Lisboa a primeira a ir a jogo nas fases finais da iniciativa Jr. NBA Portugal, uma parceria da Federação Portuguesa de Basquetebol com o Desporto Escolar. O Pavilhão Multiusos de Odivelas recebe esta quarta-feira, 15 de abril, oito escolas da região, as vencedoras de cada divisão, e só uma se sagrará vencedora da respetiva Liga.

Os jogos começam pelas 14h30:

 

As próximas fases finais:

➤ Jr. NBA League Norte: 22 de abril – Pavilhão Gimnodesportivo Castro de Sabrosa, Vila Real

➤ Jr. NBA League Sul: 6 de maio – Pavilhão Municipal da Penha, Faro

➤ Jr. NBA League Centro: 20 de maio – NAVE Multiusos Caixa Universidade de Aveiro

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Semana do Minibasquete com Ferran Pizcueta: inscrições abertas

A Semana do Minibasquete regressa para 2026 com Ferran Pizcueta Pascual ao leme de seis sessões de formação e aprendizagem para os treinadores portugueses. A iniciativa da Escola Nacional de Basquetebol da FPB realiza-se de 5 a 9 maio, em seis cidades do país. Inscrições aqui.

Com os temas “Como aprendemos, como ensinamos? Aproximação a uma pedagogia não linear” e “Desenvolvimento das competências motoras com intencionalidade tática. Aprender jogando.”, o técnico espanhol conta com uma larga carreira tanto a nível de clubes como a nível federativo, sendo um dos coordenadores desportivos “de um dos projetos mais ambiciosos de Espanha no que ao Basquetebol diz respeito”, o VelaBasket, de Valência.

Datas e Locais
➤ 5/5 – 19h30 — Pav. Esc. Frei Bartolomeu dos Mártires – Viana do Castelo
➤ 6/5 – 19h00 — Pav. Galitos – Aveiro
➤ 7/5 – 19h00 — Pav. Mun. Pombal – Leiria
➤ 8/5 – 19h00 — Pav. D. Bosco (Salesianos Évora) – Évora
➤ 9/5 – 10h30 — Pav. Mun. Dr. José Sousa Pires – S. Brás Alportel
➤ 9/5 – 19h00 — Pav. Domingos Fernandes (CNN) – Lisboa

Inscrições
➔ 5 euros: treinador
➔ 3 euros: estagiários; tutores estágio; formadores FPB/ENB
➔ Gratuito: coordenadores de estágio; treinadores do clube onde se realiza a ação; DTR’s; Selecionadores regionais de Minibasquete

Esta formação é certificada pelo IPDJ para efeitos de renovação do Título de Treinador e atribui 0,6 UC – unidades de crédito. Podes inscrever-te através da SmartFan Tickets.

De recordar que a última edição desta semana de intensa formação foi “um sucesso”, considerou o Diretor Técnico Nacional para o Minibasquete, Bruno Cazeiro, apontando para quase 300 treinadores inscritos. Francisco Alarcón Lopez foi o formador.

Semana do Minibasquete 2025 “foi um sucesso”

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Homenagem das Associações de Basquetebol ao Presidente Manuel Fernandes

Ser líder é falar a uma só voz.

É dar o exemplo.

É assumir um compromisso perante si, perante os outros, perante a causa à qual se dedica de alma e coração.

E retribuir é um dos valores deste palco de sonhos onde nos encontramos.

O respeito e a amizade são valores que nutrimos no seio desta família que aqui vemos.

Hoje, todos os que nesta Festa representam o Basquetebol português assumem esse compromisso, todos dão o exemplo; e todos falam a uma só voz.

Por isso:

Das ilhas ao continente, do norte ao sul do país, todas as Associações de Basquetebol se unem, agora, neste momento tão bonito, para homenagear o Presidente Manuel Fernandes.

Foram 41 anos com a Federação Portuguesa de Basquetebol.

Foram 29 anos enquanto Diretor-Técnico Nacional.

12 anos enquanto Presidente.

Uma vida inteira de entrega e dedicação ao Basquetebol.

O presidente Manuel Fernandes representa aquilo que tão bem esta Festa nos ensina: o Basquetebol é – e sempre será – uma faísca para a ligação humana.

Para esses laços de amizade que criamos e temos e mantemos.

É esta Festa, que tão bem representa cada uma das 21 Associações de Basquetebol do país, que tanto nos orgulha e que tantas memórias cria em nós, ano após ano.

É esta Festa que também representa Manuel Fernandes.

A personificação de alguém que sempre colocou o Basquetebol em primeiro lugar.

Presidente, as Associações de Basquetebol do país querem dedicar-lhe, por todas as memórias que com elas criou, esta homenagem.

A sua missão está quase a terminar.

Mas o legado ficará para sempre, e a Festa nunca será esquecida – a obra que sonhou – que esta família foi construindo ao longo dos anos – como uma verdadeira equipa – é assim que se joga este desporto que tanto gostamos, afinal. E assim foi Manuel Fernandes, enquanto homem do Basquetebol, enquanto exemplo, enquanto um líder.

Agradecemos-lhe toda a dedicação e todo o respeito com que sempre tratou o Basquetebol português.

E despedimo-nos com amizade deste ciclo que se finda.

O compromisso com o jogo, nós sabemos, dura no entanto toda a vida.

Foi esta Festa que ousou sonhar.

Tinha de ser também em Festa que o honramos.

O nosso obrigado, Presidente.

 

 

Presidentes das Associações de Basquetebol.

*texto lido na homenagem das Associações de Basquetebol ao Presidente Manuel Fernandes, no encerramento da Festa Nacional do Basquetebol Juvenil 2026.

 


Festa do Basquetebol Juvenil: AB Lisboa ergue o troféu nos Sub16 Masculinos

A Associação de Basquetebol de Lisboa voltou a celebrar na Festa do Basquetebol, em Albufeira, ao conquistar o título de Sub16 Masculinos – Divisão A, após vencer a Associação de Basquetebol de Santarém por 53-46 na final. Num encontro equilibrado e bem disputado, a formação lisboeta demonstrou maior consistência nos momentos decisivos para garantir mais um troféu nesta edição da competição.

A equipa de Lisboa entrou melhor na partida, assumindo o controlo do primeiro período com um parcial de 17-11, fruto de uma boa organização coletiva e eficácia ofensiva. No segundo quarto, os lisboetas voltaram a superiorizar-se (10-8), conseguindo ampliar a vantagem ao intervalo, enquanto Santarém procurava soluções para contrariar o ritmo do adversário.

Na segunda parte, a formação de Santarém reagiu e venceu o terceiro período por 5-19, relançando a discussão do encontro e colocando pressão sobre Lisboa. No entanto, no último quarto, a equipa da capital voltou a assumir o controlo do jogo, com um parcial de 21-8, revelando maior maturidade e eficácia nos momentos decisivos para fechar a partida com o triunfo por 53-46.

Em destaque esteve Francisco Ribeiro, eleito MVP da final, ao registar uma exibição muito completa com 5 pontos, 12 ressaltos, 1 assistência, 1 desarme de lançamento e 4 roubos de bola (15 de valorização), sendo determinante no equilíbrio defensivo e na luta das tabelas.

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Festa do Basquetebol Juvenil: Sub16 Femininos da AB Lisboa conquistam o título

A Associação de Basquetebol de Lisboa voltou a celebrar na Festa do Basquetebol, em Albufeira, ao conquistar o título de Sub16 Femininos, após vencer a Associação de Basquetebol do Porto por 46-31 na final. Depois de já ter triunfado nos dois géneros do escalão de Sub14, Lisboa confirma assim o seu domínio também no escalão seguinte, com mais uma exibição sólida e consistente.s

A formação lisboeta entrou melhor na partida e assumiu desde cedo o controlo do jogo, construindo uma vantagem importante logo no primeiro período (17-7). O segundo quarto foi mais equilibrado (9-7), com o Porto a tentar reagir, mas Lisboa manteve a organização defensiva e a eficácia necessária para chegar ao intervalo na frente.

Na segunda parte, o encontro manteve-se disputado, mas sempre com ascendente da equipa de Lisboa. O terceiro período terminou com um parcial de 8-9, ligeiramente favorável ao Porto, que procurava reduzir distâncias, mas sem conseguir inverter a tendência do jogo. No último quarto, Lisboa voltou a assumir o controlo (12-8), fechando a partida com uma vitória clara por 46-31 frente ao campeão em título.

Em destaque esteve Ariel Vicente, eleita MVP da final, com uma exibição muito completa ao registar 3 pontos, 8 ressaltos, 4 assistências, 4 roubos de bola e 2 desarmes de lançamento (17.5 de valorização), sendo determinante em várias fases do encontro.

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Guarda, Braga, Setúbal e Coimbra sobem à Divisão A

O terceiro e penúltimo dia da Festa do Basquetebol terminou com dois campeões nos escalões Sub14 Masculino e Feminino e duas subidas de divisão nos escalões Sub14 e Sub16 Masculino e Feminino.

Festa do Basquetebol Juvenil: AB Lisboa faz o pleno em Sub14 com vitória dos Masculinos

Associações promovidas à Divisão A – Sub 14

Já na Divisão B do escalão Sub 14 Masculino, a AB Guarda venceu a AB Viana do Castelo por 47-38 e garantiu a subida de divisão. A partida começou da forma mais renhida possível (10-10) mas no segundo quarto a equipa de Viana adiantou-se no marcador (7-13).

Contudo, após um parcial de 18-10, a liderança no marcador reverteu e a AB Guarda aproveitou o bom momento e garantiu o triunfo após um último parcial de 12-5.

Nas Sub14 Femininas, a AB Setúbal começou da melhor forma a final da Divisão B com a AB Açores, com um parcial de 13-0 nos primeiros oito minutos. No segundo quarto, as duas equipas debateram-se de igual para igual (13-13).

Contudo, foi o terceiro quarto a terminar 23-9 que terminou também com as hipóteses da AB Açores de vencer, acabando o jogo por terminar 66-37 e ditar a subida de divisão para as atletas de Setúbal.

Associações promovidas à Divisão A – Sub 16

Uma das partidas mais equilibradas do dia foi a final dos Sub16 Masculinos B entre a AB Braga e a AB Alentejo, que terminou com vitória da equipa do norte. A intensidade sentiu-se tanto dentro do campo como na bancada e os primeiros oito minutos terminaram com uma distância minima entre ambas as equipas (14-15). No segundo quarto (28-16), um parcial muito ofensivo da AB Braga foi um grande impulso para a procura da vitória e garantiu uma vantagem de 11 pontos no intervalo.

Porém, a AB Alentejo reduziu para um ponto após um parcial de 9-19 no terceiro quarto. Essa liderança perdurou até ao final e com dois pontos a superiorizar a AB Braga à AB Alentejo, os atletas alentejanos tiveram oportunidade para empatar o jogo nos últimos segundos mas não conseguiram concretizar, terminando o jogo 68-66 e com a subida de divisão garantida para a AB Braga.

Já na final da Divisão B das Sub16 Femininas, a AB Açores defrontou e foi derrotada pela AB Coimbra por 37-62. O primeiro parcial foi moderadamente equilibrado, com um parcial de 12-16. Contudo, no segundo quarto, foi quando as conimbricenses ficaram a liderar por margem significativa o encontro após um parcial de 8-21.

Já com uma vantagem de 17 pontos ao intervalo, restou à equipa controlar o rumo da partida e acabou mesmo por terminar com um triunfo que garantiu a subida de divisão.

Sub14 Masculinos

A AB Viana do Castelo entrou com um triunfo frente à AB Viseu por 49-54, num jogo equilibrado.

Estatística completa.

Já a AB Lisboa demonstrou superioridade ao vencer a AB Porto por 60-29.

Estatística completa.

A AB Leiria esteve em destaque ao superar a AB Alentejo por 73-22, num dos resultados mais expressivos do dia.

Estatística completa.

No duelo entre AB Braga e AB Aveiro, foi a formação aveirense a levar a melhor, vencendo por 39-48.

Estatística completa.

A AB Madeira conquistou um triunfo frente à AB Santarém por 77-45, num encontro controlado.

Estatística completa.

Também a AB Castelo Branco venceu de forma convincente a AB Vila Real por 28-73.

Estatística completa.

A AB Setúbal levou a melhor frente à AB Algarve, vencendo por 49-37.

Estatística completa.

Já a AB Guarda somou uma vitória frente à AB Coimbra por 36-56.

Estatística completa.

Na segunda ronda, a AB Porto respondeu da melhor forma e venceu a AB Braga por 68-49.

Estatística completa.

A AB Guarda voltou a entrar em campo e venceu a AB Viana do Castelo por 47-38.

Estatística completa.

Sub14 Femininos

A AB Alentejo entrou com um triunfo frente à AB Castelo Branco por 47-34, num encontro controlado.

Estatística completa.

Já a AB Lisboa demonstrou superioridade ao vencer a AB Santarém por 62-24.

Estatística completa.

A AB Porto também esteve em destaque ao superar a AB Braga por 64-24.

Estatística completa.

No duelo entre AB Leiria e AB Açores, foram as açorianas a levar a melhor, vencendo por 35-49.

Estatística completa.

A AB Vila Real conquistou um triunfo frente à AB Bragança por 21-33.

Estatística completa.

Num encontro equilibrado, a AB Coimbra venceu a AB Madeira por 33-36.

Estatística completa.

A AB Setúbal demonstrou grande eficácia ao vencer a AB Viseu por 73-25, num dos resultados mais expressivos do dia.

Estatística completa.

Já a AB Algarve levou a melhor frente à AB Aveiro, vencendo por 52-47.

Estatística completa.

Na segunda ronda, a AB Santarém respondeu da melhor forma e venceu a AB Braga por 72-35.

Estatística completa.

A AB Lisboa voltou a entrar em campo e somou novo triunfo frente à AB Porto por 48-37.

Estatística completa.

Sub16 Femininos

O terceiro e penúltimo dia de competição nos Sub16 Femininos trouxe novos encontros decisivos, com várias equipas a consolidarem o seu percurso na prova.

A AB Viseu entrou com um triunfo frente à AB Castelo Branco por 46-27, num encontro controlado.

Estatística completa.

Já a AB Lisboa voltou a demonstrar superioridade ao vencer a AB Santarém por 58-34.

Estatística completa.

A AB Coimbra também esteve em destaque ao superar a AB Braga por 67-46.

Estatística completa.

A AB Porto conquistou um triunfo frente à AB Madeira por 43-53, num duelo bem conseguido pela formação portista.

Estatística completa.

Num encontro equilibrado, a AB Açores levou a melhor frente à AB Viana do Castelo, vencendo por 34-37.

Estatística completa.

A AB Leiria demonstrou eficácia ao vencer a AB Alentejo por 66-23.

Estatística completa.

Já a AB Aveiro superou a AB Algarve por 62-50, num jogo controlado.

Estatística completa.

A AB Vila Real venceu a AB Setúbal por 33-49, garantindo um triunfo importante.

Estatística completa.

Na segunda ronda, a AB Madeira respondeu da melhor forma e venceu a AB Santarém por 34-42.

Estatística completa.

A AB Coimbra voltou a entrar em campo e somou novo triunfo frente à AB Açores por 37-62, confirmando o bom momento na competição.

Estatística completa.

Sub16 Masculinos

O terceiro e penúltimo dia de competição nos Sub16 Masculinos trouxe jogos equilibrados e decisões importantes, com várias equipas a aproximarem-se das fases finais da prova.

A AB Viseu entrou com um triunfo frente à AB Castelo Branco por 41-67, num encontro bem conseguido pela formação viseense.

Estatística completa.

Já a AB Alentejo levou a melhor frente à AB Viana do Castelo, vencendo por 44-53.

Estatística completa.

A AB Leiria esteve em destaque ao vencer a AB Açores por 59-72, num jogo controlado.

Estatística completa.

A AB Lisboa conquistou um triunfo frente à AB Setúbal por 58-46, confirmando o bom momento.

Estatística completa.

Também a AB Braga demonstrou superioridade ao vencer a AB Vila Real por 77-30, num dos resultados mais expressivos do dia.

Estatística completa.

Num dos encontros mais equilibrados, a AB Santarém venceu a AB Porto por 52-54, num jogo decidido nos detalhes.

Estatística completa.

A AB Coimbra levou a melhor frente à AB Madeira, vencendo por 53-57.

Estatística completa.

Já a AB Aveiro superou a AB Algarve por 65-41, num duelo controlado.

Estatística completa.

Na segunda ronda, a AB Porto respondeu da melhor forma e venceu a AB Setúbal por 61-63, somando um triunfo importante.

Estatística completa.

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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