Artigos da Federaçãooo

Jr. NBA Portugal: Vila Real recebe as Fases Finais da Liga Norte esta quarta-feira

É a Liga Norte a segunda a ir a jogo nas fases finais da iniciativa Jr. NBA Portugal, uma parceria da Federação Portuguesa de Basquetebol com o Desporto Escolar. O Pavilhão Gimnodesportivo Castro de Sabrosa, em Vila Realde, recebe esta quarta-feira, 22 de abril, oito escolas da região, as vencedoras de cada divisão, e só uma se sagrará vencedora da respetiva Liga.

Os jogos começam pelas 14h00:

As Fases Finais já disputadas e respetivos vencedores:

Liga Lisboa –  LA Clippers, Escola Básica da Quinta da Lomba

As próximas Fases Finais:

➤ Jr. NBA League Sul: 6 de maio – Pavilhão Municipal da Penha, Faro

➤ Jr. NBA League Centro: 20 de maio – NAVE Multiusos Caixa Universidade de Aveiro

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CD Póvoa garante a primeira subida à Liga Betclic Masculina 2026/27

Jogou-se este sábado e domingo a 12.ª jornada da Segunda Fase da Proliga, segunda divisão do Basquetebol português, e o CD Póvoa ESC Online confirmou a grande temporada com uma vitória sobre o CAB Madeira, 2.º classificado, que carimba o passaporte dos poveiros para a Liga Betclic Masculina na próxima temporada, uma vez que irão terminar em 1.º lugar do Grupo de Promoção.

O coletivo de José Ricardo Rodrigues venceu os madeirenses 81-75, numa grande exibição coletiva e perante um grande público no Municipal da Póvoa.

 

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(em atualização)


SC Coimbrões é bicampeão da Liga Masters Femininos Dhika

O SC Coimbrões ergueu hoje o troféu da III Liga Masters Femininos Dhika, depois de vencer, em casa, o Guifões SC. A principal competição basquetebolística para as “veteranas” da modalidade vê as gaienses conquistar o bicampeonato quando ainda falta uma ronda (e alguns jogos em atraso) para terminar a competição.

O coletivo liderado por Mário Barros, que já tinha vencido no início da época a Supertaça Masters Dhika, está de momento invicto (13 vitórias), com o NDA Pombal (10-3) em 2.º.

O CP Esgueira foi o primeiro vencedor da Liga Masters Femininos Dhika, em 2023/24.

O presidente da AB Porto, Manuel Albano, esteve presente na entrega do troféu

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Liga Betclic Feminina: Lombos vencem Jogo 1 das meias-finais no Barreiro

Grande jogo no Barreiro nesta noite de sábado. Espetáculo de parte a parte com uma bancada repleta e Basquetebol de excelência a embelezar o Pavilhão Municipal Professor Luís de Carvalho. O 1.º lugar da Fase Regular – CRC Quinta dos Lombos – acabou por vencer o 4.º – GDESSA Barreiro -, confirmando o favoritismo, mas a precisar de suar para ultrapassar o sempre lutador coletivo de André Martins.

Os Lombos entraram melhor (12-18), mantiveram a toada no segunda quarto (11-13), mas viram um GDESSA muito combativo na segunda parte. Márcia Costa, com cinco pontos consecutivos, reacendeu a esperança do emblema da Margem Sul, que ficou a três pontos de distância a 30 segundos do fim.

 

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Mas as aurinegras de José Leite foram capazes de segurar o resultado, mesmo perdendo os dois quartos finais (20-18 e 10-9), e vencem o Jogo 1 das meias-finais da Liga Betclic Feminina por 53-58.

Nahomis Hardy foi a MVP (17pts, 10res) e a luta nas tabelas foi preponderante (34-52); Maianca Umabano (16pts) e Lauren Park (14pts) foram as que mais se destacaram no GDESSA Barreiro.

A estatística completa.

 

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Chega ao fim a 21.ª jornada da LBM e já é conhecida a primeira equipa que não garantiu a manutenção

UD Oliveirense 78-73 Imortal LUZiGÁS

A UD Oliveirense venceu o Imortal LUZiGÁS por 78-73, num encontro marcado por duas partes bem distintas. A formação de Albufeira entrou mais forte e assumiu o controlo nos primeiros vinte minutos, vencendo os dois primeiros parciais (15-21 e 16-24) e levando uma vantagem confortável para o intervalo. No entanto, a resposta da equipa da casa surgiu na segunda metade, com a Oliveirense a elevar o nível defensivo e a melhorar a eficácia ofensiva.

 

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No terceiro período, os anfitriões começaram a recuperação ao vencerem por 21-13, relançando a discussão do encontro. Já no último quarto, a equipa de Oliveira de Azeméis confirmou a reviravolta com um parcial de 26-15, demonstrando maior consistência nos momentos decisivos e garantindo o triunfo. O MVP foi Earl Timberlake, com 9 pontos, 14 ressaltos, 1 assistência e 1 desarme de lançamento (21 de valorização), sendo determinante na luta das tabelas.

Sporting CP 83-69 CA Queluz O NOSSO PREGO

O Sporting CP levou a melhor frente ao CA Queluz O NOSSO PREGO, vencendo por 83-69, num jogo equilibrado durante grande parte do tempo. O primeiro período foi favorável à equipa visitante (12-13), com o Queluz a entrar melhor, mas os leões responderam no segundo quarto (19-18), mantendo o encontro em aberto ao intervalo.

Na segunda parte, o equilíbrio persistiu, com o terceiro período a sorrir novamente ao Queluz (26-27), deixando tudo em aberto para os últimos dez minutos. No entanto, no quarto período, o Sporting assumiu por completo o controlo do jogo, assinando um parcial decisivo de 26-11, que garantiu a vitória. O destaque da partida foi Brandon Johns, eleito MVP, com 18 pontos, 8 ressaltos, 1 assistência, 2 roubos de bola e 1 desarme de lançamento (30 de valorização).

SC Braga 68-92 FC Porto

No último jogo, o SC Braga recebeu o FC Porto, com os dragões a saírem vitoriosos por 68-92, num encontro em que a equipa visitante foi mais consistente ao longo dos 40 minutos. O Braga entrou melhor e venceu o primeiro período por 21-17, mas a reação portista foi imediata no segundo quarto (19-29), passando para a frente do marcador antes do intervalo.

 

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Na segunda metade, o FC Porto manteve o controlo do jogo, ampliando a vantagem no terceiro período (12-21) e gerindo o resultado até final, apesar de um último quarto mais equilibrado (16-15). O MVP da partida foi Miguel Maria, com 12 pontos, 3 ressaltos, 10 assistências e 2 roubos de bola (22 de valorização), sendo decisivo na organização ofensiva da equipa portista.

Galitos BARREIRO ACEDE 82-83 Ovarense GAVEX

Magnífico fim de tarde no Barreiro. O Galitos, a precisar de vencer para garantir a manutenção, deu luta até ao fim. Aliás, esteve a vencer aos 20 segundos finais, mas uma bola de Antonio Woods atirou por terra as aspirações do emblema da Margem Sul, que entrou desde cedo a provar que queria a vitória (24-17). Os vareiros com experiência desmontaram a ofensiva encarnada e venceram o 2.º quarto (20-26) para levar o jogo a um ponto para o balneário.

A segunda parte foi igualmente equilibrada (24-18, 14-22), mas foram os homens de João Tiago que acabaram por vencer, liderados por Jalen Jenkins e Jay Heath, ambos com 21 pontos. Do outro lado, Walyn Napper marcou 25 (com seis ressaltos, sete assistências e seis roubos de bola) e fez 29 de valorização; Brayden Carter marcou 24, mas o Galitos BARREIRO ACEDE acaba por descer de divisão.

SC Vasco da Gama 96-89 Vitória SC

O SC Vasco da Gama precisava de vencer e… venceu. A diferença máxima entre as duas equipas no marcador chegou aos 20 pontos, perto do fim do segundo quarto e do início do terceiro, depois de dois parciais muito fortes por partes dos vascaínos (28-14, 20-17). O Vitória SC recuperou no 3.º quarto (18-24), chegando a estar a oito pontos, mas a equipa da casa conseguiu segurar um precioso resultado.

 

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Zavian McLean foi o MVP, com 43 de valorização (33pts, 7ast, 6rb), e Akoi Yuot esteve à beira do duplo-duplo (21pts, 8res). Chaunce Jenkins (25pts, 7res, 9ast) foi o mais valorizado dos vitorianos. O último quarto terminou 30-34.

Esgueira Aveiro OLI 65-107 SL Benfica

O SL Benfica deslocou-se ao terreno do Esgueira Aveiro OLI e venceu por 65-107, num encontro em que a formação encarnada assumiu o controlo a partir do segundo período e construiu uma vantagem confortável até final. Após um início equilibrado, com igualdade no primeiro quarto (25-25), o Benfica elevou o nível de intensidade e eficácia, começando a marcar diferenças no segundo parcial (13-31), fruto de uma ótima percentagem de três pontos de José Silva.

No regresso dos balneários, a equipa lisboeta manteve o domínio do encontro, voltando a superiorizar-se no terceiro período (17-31), com um jogo coletivo muito fluido e soluções ofensivas eficazes. No último quarto, o Benfica geriu a vantagem com maturidade, fechando o encontro com um parcial de 10-20 e confirmando um triunfo expressivo fora de portas.

O destaque da partida foi Aleksander Dziewa, eleito MVP, ao registar 16 pontos, 9 ressaltos, 3 assistências e 1 roubo de bola (29 de valorização), sendo uma peça importante na consistência exibicional dos encarnados.

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AEIST é campeão universitário de Basquetebol

Decorreram em Viseu as Fases Finais dos Campeonatos Universitários, organizados pela FADU, e, pela primeira vez, a Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) conquistou o título de campeão de Basquetebol Universitário, roubando o título à AAUAv – Associação Académica da Universidade de Aveiro (que desceu do pódio, para o 2º lugar).

Os estudantes da capital venceram na Final por 67-59. Já o Instituto Politécnico de Coimbra ficou em 3º lugar.

A Fase Final Feminina está marcada para a jornada de 20 a 24 de abril. Descobre tudo aqui.

(em atualização)

FOTOGRAFIAS | FADU

BC Marburg, de José Araújo, Sara Barata Guerreiro e Ana Ipinoza está na Final da DBBL

A última – e única – vez que o BC Marburg foi à final da Damen Basketball Bundesliga foi em 2003 – ano em que foram campeões.

Vinte e três anos depois, a equipa do técnico português José Araújo pode voltar a sagrar-se campeã da Liga Feminina Alemã, contra todas as expetativas – “o objetivo inicial era o playoff”, explicou o adjunto de Ricardo Vasconcelos na Seleção Nacional, que chegou ao coletivo em novembro de 2024. A par das suas atletas lusas, a base Ana Ipinoza e a internacional portuguesa Sara Barata Guerreiro, o “Treinador do Ano” da competição venceu ontem (17 de abril) o Jogo 3 das meias e está nas Finais dos playoffs.

“É uma sensação absolutamente incrível e gratificante. Temos a sorte de jogar num clube em que as pessoas são excepcionais e nos apoiam incondicionalmente desde o início. Dar-lhes esta alegria tona tudo muito mais especial.” Sara Barata Guerreiro

Uma vitória por 65-59, em casa, frente ao Syntainics MBC, ditou a conquista a quatro jogos, 3-1 (tinham vencido o primeiro 78-89 – com 20 pontos de Sara Guerreiro; perdido o segundo por 81-71 e vencido o terceiro por 84-70).

A Final vai ser disputada frente ao Rutronik Stars Keltern, o 1.º classificado da Fase Regular, contra quem ainda não venceram esta temporada e que, considera o técnico, “é uma equipa que tem dominado o campeonato alemão. Que ‘de vez em quando’ não ganham o campeonato”.

Mas a chegada até ao duelo decisivo já é algo que vê com orgulho.

“Tenho também um grande orgulho em sermos portugueses e em, juntos, procurarmos representar o nosso país da melhor forma. Poder agora viver a conquista de chegar à final ao lado deles torna tudo ainda mais gratificante.” Sara Barata Guerreiro

Em antevisão:

José Araújo: “É uma equipa com muita experiência, é claramente a melhor equipa do campeonato, que só perdeu dois jogos a equipa toda”. “Há muita gente que diz que agora não temos pressão, e eu quero que tenhamos pressão. Agora é uma epopeia. É preparar para mais uma batalha, porque a gente quer competir. Temos de competir ou não temos hipóteses, que elas são muito competentes. Não vamos para passear”.

Sara Barata Guerreiro: “Os nosso jogos contra o Keltern sempre foram muito renhidos. Nos últimos dois estivemos a liderar o marcador durante períodos de tempo mas não conseguimos acabar o jogo. Sinto que, à medida que a época decorreu, estivemos sempre um passo mais perto da vitória. Acredito que esta é a altura certa para conseguirmos vencer, sendo que o maior desafio é sermos consistentes e termos maturidade emocional quando estivermos à frente do marcador. O Keltern é uma equipa muito boa e experiente que foi feita para ganhar o campeonato. Ninguém na liga acreditou que pudéssemos chegar aqui. Todos os jogos vão ser uma luta.”

José Araújo é o Treinador do Ano da Liga Alemã

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FOTOGRAFIAS: Stefan Tschersich

Gala do Desporto de Portugal 2025: Neemias Queta entre os nomeados a Atleta Masculino do Ano

A votação para os Melhores do Ano 2025 já se encontra aberta, no âmbito da 29.ª Gala do Desporto de Portugal, que terá lugar no próximo dia 27 de maio, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. Entre os grandes destaques da edição deste ano está a nomeação de Neemias Queta para Atleta Masculino do Ano, numa distinção que reforça o momento de afirmação do basquetebol português no panorama internacional.

O internacional português surge entre os cinco finalistas após um ano de enorme impacto, marcado não só pela sua evolução na NBA ao serviço dos Boston Celtics, mas também pelo papel determinante na Seleção Nacional. No EuroBasket 2025, Neemias foi uma das figuras em evidência no regresso histórico de Portugal à competição.

A nomeação surge ao lado de nomes de grande prestígio do desporto nacional, como Diogo Ribeiro (Natação), Fernando Pimenta (Canoagem), Isaac Nader (Atletismo) e João Almeida (Ciclismo), espelhando a dimensão do reconhecimento alcançado pelo poste português.

Os finalistas foram definidos após um processo que envolveu as Federações Desportivas e um júri alargado, encontrando-se agora a votação aberta ao público até ao dia 13 de maio. A Gala do Desporto de Portugal voltará assim a distinguir os maiores protagonistas do ano, com Neemias Queta a assumir-se como um dos principais rostos da excelência desportiva nacional.

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A festa já terminou, mas a verdadeira Festa nunca acaba

Em 2025, a metáfora do terramoto assentou em pleno nesta Festa. Aliás, a metáfora do terramoto assenta bem em qualquer Festa que se preze, como têm sido as 17 Festas do Basquetebol Juvenil até então. Contudo, em 2026, ao terramoto seguiu-se um verdadeiro tsunami.

Vamos por partes:

O presidente Manuel Fernandes, que termina o seu longo percurso de 41 anos com a Federação Portuguesa de Basquetebol, foi homenageado pelas Associações de Basquetebol, em plena Festa – a sua última no cargo máximo de dirigente associativo. Em surpresa e emoção, Manuel Fernandes subiu ao palanque, acompanhado pelos presidentes das 21 Associações, com um merecido aplauso de pé a acompanhar.

Foi a última onda. A que entrou praia adentro, limpando os chapéus de sol e as toalhas. Terminava a Festa – pelo menos no espaço físico. A que acompanhará as memórias dos mais de 1500 participantes que, durante estes dias, deixaram a sua marca pelas ruas e pavilhões de Albufeira, essa Festa não terminará tão cedo.

A “onda” deste ano trouxe consigo 18 comitivas, 24 voluntários, 29 diretores de campo, 40 estatísticos, 43 formadores de arbitragem, 57 elementos da organização, 98 dirigentes, 123 juízes, 143 treinadores e 864 atletas, para cinco dias de competição em quatro escalões e sete pavilhões diferentes, num total de 164 jogos – todos disponíveis na íntegra na FPBtv.

Foram 5248 minutos de Basquetebol – mas todos os 7200 minutos destes cinco dias ficarão para sempre na memória dos nossos jovens atletas.

 

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Para a Associação de Basquetebol de Lisboa, então, a “onda” foi ainda mais especial. Quatro vitórias em quatro finais – o primeiro pleno da Associação, apenas o segundo de 18 edições de Festa (o primeiro foi da AB Porto, em 2023).

Para Setúbal, Coimbra, Guarda e Braga foi uma “onda” que culminou também em celebração, com as respetivas subidas à Divisão A.

 

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É uma “onda” que chega a toda a gente. É uma “onda” que se alastra da nossa Fun Zone e dos nossos parceiros ao público que se deslocou a Albufeira.

 

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É uma “onda” que se alastra a todo o staff, à “Zézinha” da Cantina Francisco Cabrita, que guarda um lugar especial no coração de todos os que a conhecem;

 

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É uma “onda” que se arrasta além dos resultados.

 

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Uma “onda” que nasce dos valores desta festa: solidariedade, com o maior donativo de sempre do Basquetebol Solidário:

Basquetebol Solidário: FPB entrega 4198 euros ao Agrupamento 1389 São José – Ferreiras

Com respeito:

 

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E fair-play. Dentro e fora do campo.

 

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É uma onda extraordinária. Traz consigo os valores que tão bem representam a nossa modalidade – os valores que vivem acima do Desporto, os valores que fazem deste torneio inter-seleções uma verdadeira Festa, como um dia ousou sonhar Manuel Fernandes.

Nas palavras do presidente:

“Vocês [atletas] são extraordinários. Ao longo destes dias demonstraram talento e ambição. Mas acima de tudo mostraram algo ainda mais importante: carácter. Respeito pelos outros. Fair-play. Espírito de equipa. Orgulho em representar a sua Associação. Isto é o Basquetebol português. Porque ganhar é importante – todos gostamos de vencer. Mas aquilo que verdadeiramente distingue os melhores é a forma como competem, como respeitam, e vocês deram aqui uma verdadeira lição de desportivismo. Os resultados ficam no registo, mas aquilo que realmente fica são as experiências vividas, as emoções sentidas e as memórias… as memórias… essas ficarão para toda a vida. Todos levarão para sempre o orgulho de terem feito parte desta Festa”.

Até para o ano, Albufeira.

Esta fica no coração:

 

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PRÉMIOS COLETIVOS

Categoria Divisão Vencedor
Sub14 Masculinos A AB Lisboa
Sub14 Femininos A AB Lisboa
Sub16 Masculinos A AB Lisboa
Sub16 Femininos A AB Lisboa
Sub14 Masculinos B AB Guarda
Sub14 Femininos B AB Setúbal
Sub16 Masculinos B AB Braga
Sub16 Femininos B AB Coimbra
Fair Play Sub14 Masculinos A/B AB Alentejo
Fair Play Sub14 Femininos A/B AB Bragança
Fair Play Sub16 Masculinos A/B AB Coimbra
Fair Play Sub16 Femininos A/B AB Guarda
Melhor Claque A/B AB Aveiro
TikToker da Festa A/B Viana do Castelo

PRÉMIOS INDIVIDUAIS

Categoria Vencedor Associação
Juíz Revelação Bernardo Azevedo AB Porto
Mesa Revelação João Dias AB Porto
Juíz Atitude Mariana Vieira AB Porto

A FESTA EM FOTOS

DIA 8 – Abertura

DIA 9 – Fase de Grupos

DIA 10 – Fase de Grupos

DIA 11 – Finais Sub14

DIA 12 – Finais Sub16

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Vasco Curado: “Gostava muito de voltar a Portugal”

Aos 12 anos, desenhava jogadas para o Carlos Lisboa e mostrava-as ao pai, José Curado, para ver se ele as usava no Benfica. Mas o pequenino que ficava “ali sentadinho só a ver” nos treinos da Luz acabou por encontrar o seu próprio caminho — não em Portugal, mas do outro lado do Mediterrâneo, onde em dez anos construiu uma carreira de campeão tunisino e competidor na Basketball Africa League.

Em entrevista exclusiva à FPB, Vasco Curado conta uma história de paciência, de uma chamada que mudou tudo, das razões que o levam a fazer o Ramadão com os seus jogadores e de como um filho do basquetebol português foi buscar a sua identidade muito longe de casa.

Cresceste dentro de pavilhões — o teu pai treinava, a tua mãe jogava. Como é que foi crescer assim?

A minha mãe jogou também. O meu pai foi treinador dela. Em casa jogávamos mais à bola — eu e o meu pai no corredor, a passar a bola de um lado ao outro, com a minha mãe a dizer para pararmos, que íamos partir alguma coisa. Clássico. Era apartamento, não tínhamos espaço. Depois pus aquelas tabelas pequeninas no quarto, fazia lá uns afundanços e tal.

Jogaste até aos 18, 19 anos. Como é que fizeste a transição para treinador?

Sinceramente, no primeiro e segundo ano de faculdade não senti falta nenhuma de basquetebol. Mas depois surgiu uma oportunidade de começar a fazer estatística para a Infordesporto. Um contacto, comecei a ir aos jogos outra vez, fazer estatística, e estava cá a vontade dentro — voltou a subir. Depois falei com o Fernando Jóia, que conhecia do Algés. Fui fazer o curso de nível 1 na Associação de Basquetebol de Lisboa, ele foi um dos palestrantes, e depois falou comigo. Disse-me: “já está cheio, mas podes vir ser o meu adjunto.” Foi o primeiro ano que comecei como adjunto — do Jóia, a treinar uma equipa que tinha entre outros o Miguel Barroca. Fomos campeões nacionais de sub-18 logo nesse ano. Era uma equipa muito engraçada, com o Mário Silva filho, o Sérgio “Mantorras”, que depois fez carreira na Liga, e outros jogadores. Ganhámos o campeonato na final contra o Barreirense.

O Algés acaba por ser o fio condutor da família Curado, não é?

É, exatamente.

Depois passaste 15 anos a treinar aqui em Portugal. Como foi esse período?

Os primeiros anos foram sempre na formação — sub-18, sub-20. Depois quis passar para os seniores. Fui adjunto nos seniores do Algés quando o clube estava na ProLiga, com o Flávio Nascimento — estive um ano com ele. E também mais tarde com o André Martins na Liga. Depois houve a possibilidade de treinar os seniores no Queluz, na CNB1. Dois anos: um que correu bastante bem, o segundo foi terrível — ganhámos dois ou três jogos. O clube também já não tinha dinheiro para investir. Depois passei para o feminino: fui adjunto das seniores com o Zé Araújo, e no ano seguinte com o Manolo Povea. Trabalhei também com o Ricardo Vasconcelos na formação feminina no Algés. Quando o Ricardo saiu, fiquei com as seniores femininas — estávamos na primeira divisão. E foi a meio desse ano que o Mário Palma me falou para ir com ele para a Tunísia.

Em dezembro de 2015 recebes uma chamada do Mário Palma para seres adjunto no Club Africain, na Tunísia. Como foi essa tomada de decisão?

Eu queria ser profissional de basquetebol, queria ser treinador, mas não via o mínimo de condições financeiras para ser. Estes anos todos fiz esta carreira, mas estava sempre com o meu trabalho — fui mudando: comecei em Infordesporto, depois passei a trabalhar como webmaster na parte do basquetebol, depois estive uma altura como consultor na Remax, imagina. A ideia era sempre ganhar algum dinheiro que me permitisse continuar a ser treinador, porque ser treinador não dá para viver. Com salários sempre razoáveis — não eram maus, mas razoáveis. Os dias todos preenchidos — trabalho normal das 9 às 5 ou 6, e depois ir para os treinos. Os seniores às vezes treinavam às 9 da noite. Ou seja, começavas às 8 da manhã e acabavas às 11 da noite. Muitos anos estive com duas equipas em simultâneo. Deu-me muita tarimba, muita experiência, muitos amigos, muitas amigas. Não me arrependo de nada. Quando o Mário me convidou, não vou dizer que não hesitei, mas o primeiro embate foi logo dizer que sim. Pensei um bocado mais, falei com pessoas, falei com os meus pais — o normal. Mas o instinto era logo dizer que sim. Como diz o Rubén Amorim: o comboio Mário Palma não ia passar outra vez.

O teu pai é uma das grandes figuras do basquetebol português. Ao longo desses anos em Portugal, sentiste alguma tensão entre o peso do nome Curado e a tua própria busca de identidade como treinador?

Não, não. Dele “só” aprendi, basicamente, o mais importante, a dar o máximo e a ser honesto. Eu acompanhava o trabalho que ele fazia em casa — ver vídeo, na altura em cassetes, quase uma hora sentado à secretária a preparar o treino, ao telefone com o adjunto, a ver vídeos até às tantas da manhã. Levava-me aos jogos e aos treinos muitas vezes — no Benfica, depois no Estrelas da Avenida, e no Vitória um bocadinho menos, que era mais longe. Mas era hiperprofissional: “vais comigo, mas ficas ali sentado, não intervens, só a ver, e no fim eu falo contigo.” Às vezes, na brincadeira, até aos 12, 13 anos, desenhava-lhe jogadas para ele usar na equipa — para fazer tiros de três pontos para o Carlos Lisboa. Mostrava-lhe para ver se ele usava. Acho que não usou. Mas lembra dessas histórias. Era muito engraçado também o ambiente em que ele frequentava. Havia um restaurante ali em Algés, a Gaivota, onde muitos treinadores se juntavam — o Mário Gomes quase sempre, o Luís Seixas, o Jorge Fernandes, Carlos Teigas, entre outros. Sobretudo às sextas-feiras. E 90% da conversa era basquetebol. O pequenino estava ali a absorver.

Trabalhaste com o Mário Palma em três momentos — Club Africain, Seleção da Tunísia, Al Ahly do Egito. O que é que aprendeste com ele?

Tanta coisa. Mas sobretudo uma coisa que ele me disse sempre: se queres ser treinador, tens de ter coragem. Coragem não para procurar conflitos, mas para os enfrentar de frente — porque por muito bem que as coisas corram, vai sempre haver conflitos, e nessa altura tens que pensar sempre no melhor para a equipa, não estar dependente deste ou daquele jogador por muito bom que seja. Há princípios que se devem manter para o bem da equipa e tens de ter coragem para os aplicar. E uma coisa que ele sempre conseguiu, mesmo em alturas de menos sucesso, foi montar equipas que realmente funcionam como equipa — solidárias, organizadas, com uma identidade. Mesmo não tendo muito talento, faz a diferença. E também a maneira como conseguia, muitas vezes em conversas individuais, convencer os jogadores do que queria, puxá-los para o seu lado e pô-los todos na mesma linha. Acho que foi o mais importante que aprendi com ele.

Em que dimensões do trabalho de treinador era ele verdadeiramente elite?

Capacidade de liderança. Às vezes parece distraído, um bocado disperso, mas ele apanha os pormenores todos e as situações todas. Muitas vezes tinha intervenções em reuniões de equipa que na altura até me surpreendiam — mas depois em conversa com ele percebia que já tinha antecipado comportamentos de alguns jogadores, que via ali um problema antes de ele subir e causar algum dano à dinâmica da equipa. Fazia também muito bem o planeamento — da época, da semana. E uma coisa incrível: tudo dentro da cabeça. Não apontava treino nenhum. Vinha com aquilo tudo na cabeça e antes do treino dava-me só as ideias gerais do que íamos fazer, pormenores não. Aquilo estava tudo esquematizado cá dentro e saía tudo de forma natural. Depois eu é que apontava tudo o que fazíamos — era eu que fazia os relatórios, que ele também gosta muito. Outra coisa: conseguia o treino duro e intenso, era muito agressivo com os jogadores — mas acabava o treino e estava ali na brincadeira com eles, criava uma relação mais pessoal, sem familiaridade excessiva. Conseguia aquele equilíbrio muito bem.

Há características do Mário Palma que tentaste implementar na tua forma de estar?

Tens de ser tu próprio, tens o teu carácter. Aqueles raspanetes que o Mário dava às vezes — sou completamente incapaz. É um bocadinho diferente, mas é a maneira como eu sou. Se não for natural, não tem sentido nenhum. Os jogadores topam à distância se não estás a ser sincero.

Já vão mais de dez anos fora de Portugal — Tunis, Cairo, Riade, Fez. O que te surpreendeu culturalmente quando chegaste?

A religião é a maior diferença. Mas na altura não fez diferença nenhuma — os tunisinos são acolhedores. Nunca senti qualquer tipo de animosidade. Quase todas as pessoas, mesmo as que não se relacionam connosco profissionalmente, na rua, em situações sociais, são muito abertas e tentam ajudar. Eu creio que uma das minhas grandes qualidades — passa a imodéstia — é a facilidade de adaptação. As coisas diferentes não me fazem confusão. Eu é que me adapto e faço as coisas com normalidade. Mesmo em Riade, que é bem mais diferente da Tunísia e onde o peso da religião é muito mais forte, não senti dificuldade de adaptação.

 

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Uma dessas adaptações está ligada ao Ramadão. Treinaste durante vários Ramadões — na Tunísia, em Marrocos, no Egito. Como é gerir uma equipa com os jogadores em jejum?

Quando chegámos ao Egito já era a parte final do Ramadão, portanto não vivemos muito. Mas aqui na Tunísia vários, e um na Arábia Saudita que, sem ser pejorativo, é o mais radical de todos. Na Arábia Saudita é impensável haver treinos ou qualquer atividade física durante o dia no período do Ramadão. As pessoas param ao meio-dia, uma da tarde, e vão para casa. Aqui na Tunísia o horário de trabalho também é mais reduzido, mas a atividade desportiva — sobretudo por regras das autoridades, que não querem jogos à noite depois das pessoas se alimentarem — obriga-nos a fazer treinos e jogos nas horas finais antes de quebrar o jejum. No clube onde estou agora o jejum começa às 6 da tarde, por isso treinamos das 4 às 5 e meia, para eles terem tempo para tomar duche e ir para casa. Antes de mais, é preciso saber exatamente com o que contamos — na Arábia Saudita, 100% fazem o Ramadão; na Tunísia, alguns atletas, em dias de jogo, abrem exceção e alimentam-se. Depois temos que baixar o volume de treino. Geralmente são duas horas e picos, temos que reduzir para uma hora e um quarto, uma hora e meia, tentando manter alguma intensidade — mas nota-se claramente que a performance vai baixando ao longo do período. As sessões bidiárias e de musculação também têm que ser reduzidas. Os bidiários eliminam-se completamente. No Club Africain consegui às vezes fazer sessões de treino à noite, mesmo em dias de jogo, para ter os jogadores mais capazes fisicamente. Mas aqui no Nabeulien não se consegue. O que se nota também é que as emoções ficam à flor da pele — às 4, 5 da tarde já estamos 14, 15 horas sem beber água nem comer, o cérebro já está assim um bocadinho mais vazio. Situações que normalmente passam num treino normal começam a causar discussões. Há mais tensão.

Tu próprio fazes o Ramadão. Como é liderar homens nesse estado, estando a passá-lo também?

Eles estão mais que habituados — fazem isto a vida toda, todos os anos. Às vezes até começam a comer e a pedir desculpa uns aos outros pelas reações que tiveram nas horas anteriores. Mas o Ramadão é muito bom para a capacidade de sacrifício e de disciplina. A primeira vez que fiz achava que ia ser impossível — também sou uma pessoa que gosta de comer e quando sinto fome começo a ficar mais tenso. Foi um desafio pessoal. Continuo a fazer, não só por razões religiosas, mas porque me ajuda muito a trabalhar a disciplina, a força mental, a capacidade de sacrifício. E é extremamente útil para transmitir isso ao grupo: na altura de maior tensão no treino, quando estão com dificuldades, relembrar-lhes — isto é uma escolha pessoal, vocês vão melhorar com isto, está tudo dentro da vossa cabeça, continuem a puxar, trabalhem o coletivo.

Treinaste tunisinos, egípcios, marroquinos, sauditas. Existe o estereótipo de que o jogador africano é fisicamente capaz mas taticamente menos desenvolvido. O que é que a tua experiência te diz?

Há uma diferença grande — e é importante sublinhar que a Tunísia, Marrocos e o Egito são África, mas são árabes. Norte de África. É muito diferente do angolano, do marfinense. Dentro deles há diferenças entre si. Do ponto de vista tático e de conhecimento do jogo, a Tunísia claramente está acima dos outros. Quando eu e o Mário chegámos em 2015, ficámos agradavelmente surpreendidos com o conhecimento do jogo e a capacidade tática que eles tinham. Estávamos a apanhar a melhor geração de sempre da Tunísia — o Salah Mejri, o Makram com 25, 26 anos, o Zied Chanoufi, o Mourad Mabrouk, o Hamoudi Hadidane que foi MVP do campeonato africano 2017, vários jogadores com passagem na NCAA. O Salah Mejri fez a carreira que fez na Europa e na NBA. Agora o nível baixou bastante porque descuraram muito o trabalho de formação. Esses jogadores estão a retirar-se ou a jogar com 37, 38 anos — ainda no ano passado treinei o Radouane Slimane “Seka”, que foi jogador do Mário Gomes no Barreirense, e com 43 anos ainda joga com bastante qualidade. Mas a Tunísia, na seleção, já não consegue lutar com as melhores equipas africanas. O Egito tem muito potencial — jogadores muito altos, uma quantidade incrível acima de 2 metros e 10, num país de 100 milhões de pessoas. Mas não consegue desenvolver bem o trabalho coletivo e tático. Marrocos é o país que está em melhores condições para dar um grande salto — social, económica e politicamente está em alta, já deu esse salto no futebol, há construção e desenvolvimento por todo o lado, a NBA fala em instalar uma academia lá. Falta estrutura — os pavilhões ainda são muito rudimentares, o piso do pavilhão em Fez quando entrei até me assustou, parecia ter 40 anos. Mas há vontade e há potencial. A Arábia Saudita é completamente diferente. Há um grupo de 14, 15 jogadores com alguma qualidade, mas fisicamente não gostam muito do contacto nem da intensidade — são muito slow-mo. É um país com muito dinheiro mas com uma cultura desportiva de 95% futebol. Em Riade, num derby de basquetebol do Al Nassr x Al Hilal, vão mil pessoas. No futebol, se o estádio tiver 200 mil lugares, enchem-no. As mulheres, quando cheguei lá, estavam no segundo ano em que podiam jogar — e tenho acompanhado, está a desenvolver-se bastante o basquetebol feminino na Arábia Saudita.

Levaste o Monastir ao sexto título tunisino consecutivo em 2024 e depois venceste a Conferência Sahara da BAL em Dacar em 2025. São as maiores conquistas da tua carreira?

Sem dúvida. Ser campeão tunisino como treinador principal é o mais importante. Mas a BAL é uma experiência fantástica porque o nível de jogo e a qualidade dos jogadores é muito alto. No Monastir infelizmente não tínhamos um orçamento muito elevado, mas havia equipas do Egito, da Líbia, com jogadores de nível Eurocup ou Champions League, com salários claramente nos três dígitos, e alguns com passagem na NBA. E a própria organização é NBA — tudo planeado ao milímetro. Temos um acompanhante que nos diz: conferência de imprensa antes do jogo aqui, ir falar para a televisão aqui, tudo ao segundo, ao minuto. Uma folha posta no balneário com a hora do aquecimento, tudo planeado ao mínimo detalhe. Bons pavilhões — o pavilhão em Dacar era espetacular, quase sempre cheio, com boa produção televisiva e redes sociais. Sentes-te realmente importante. Foi muito gratificante participar na BAL.

 

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A NBA fala também em criar uma liga permanente em África. Achas que é viável?

Com 12 equipas — o projeto já foi anunciado e creio que há um investimento inicial de pelo menos 5 milhões de dólares. Para o basquetebol africano não é assim tão fácil. Mas para a NBA anunciar e estar a trabalhar nisso é porque também vê potencial. Vamos ver se nos próximos dois ou três anos a BAL se consegue transformar numa liga com 12 equipas — não para todo o ano, mas qualquer coisa a meia distância da Euroliga.

E o basquetebol europeu tem a ganhar com esta ligação com a NBA?

O que eu gostaria mais é que não houvesse nenhuma divisão — acho que seria gravíssimo. Havia essa ideia de que uma vai canibalizar a outra, mas as últimas declarações do novo CEO da Euroliga — um espanhol com muitos anos na NBA — dão a ideia de estarem em conversas para tentar algum tipo de parceria entre a NBA, a FIBA e a Euroliga, para parar esta divisão, que acho que é muito má para o basquetebol em geral. A Euroliga é uma coisa espetacular — clubes com muita tradição, os espanhóis, os turcos, com equipas de futebol muito fortes que trazem muitos adeptos. O Olympiacos-Panathinaikos, o Olympiacos-Real Madrid, o Partizan-Estrela Vermelha — se deixarmos de ter jogos desses, para nós como adeptos do basquetebol seria muito triste. Espero que as pessoas dos dois lados pensem no bem comum e não só em euros ou dólares. A NBA claramente pode trazer mais-valias à Euroliga, mas a Euroliga tem a tradição.

Depois regressaste à Tunísia, ao Stade Nabeulien. O que motivou este projeto?

O Stade Nabeulien é um dos clubes históricos da Tunísia, com mais títulos — teve uma geração muito boa nos anos 90 e início dos anos 2000. Depois mantiveram-se competitivos mas sem lutar por títulos, e há dois anos as coisas foram piorando até baixarem de divisão. Este ano voltaram à primeira. Uma das coisas que me fez ir foi o presidente do basquetebol, o Bashir Hadidane— um ex-jogador, foi nosso no Club Africain e também na seleção quando ganhámos o campeonato africano em 2017. Retirou-se há dois, três anos e este é o clube da cidade dele. Quis pô-lo lá em cima novamente. Falou comigo e disse: “coach, temos alguns jovens com capacidade, não temos muito dinheiro, mas podemos ir buscar dois ou três jogadores para sermos minimamente competitivos.” O objetivo principal era ficar nos seis primeiros — lá o campeonato divide-se ao fim de uma primeira fase: os seis de cima já não correm risco de descida, os seis de baixo ainda correm. E conseguimos: éramos provavelmente o oitavo ou nono orçamento e ficámos em quinto. Conseguimos também colocar o Aziz Mghirbi, com 20, 21 anos, nos 12 que jogaram a janela de qualificação em novembro para o Mundial. A segunda fase já foi mais difícil — o dinheiro começou a falhar, como às vezes acontece aqui, e só ganhámos dois jogos. Mas fomos sempre competitivos. E do ponto de vista pessoal, é uma cidade junto à praia, muito agradável de viver — pego no carro e estou a três minutos da praia. Essas coisas também contam. A maior parte dos treinadores e dos jogadores não lutam por títulos — o mais importante é tentar ser competitivo, e foi isso que conseguimos.

Tens vontade de voltar a treinar em Portugal?

Sem dúvida, mas o problema é que não há muitos lugares para treinadores profissionais em Portugal. Para voltar e ser treinador ao final do dia… Não posso “nunca”, porque às vezes temos que nos adaptar se não houver outra solução, mas gostava muito de voltar, de um bom projeto que me permitisse ser profissional. Se não, vou tentar continuar aqui. Como disse ao princípio: se o projeto for bom, posso ir viver para o Japão, para a Austrália, para a Indonésia, para o Sri Lanka. Não tenho problema nenhum. Vou, se depois não correr bem ou não gostar, volto ou mudo. A ideia é sempre ir e tentar.

 

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Presidentes das cinco federações voltaram a reunir-se

Decorreu na tarde desta quinta-feira a terceira reunião de trabalho entre os presidentes das federações portuguesas de Andebol, Basquetebol, Futebol, Patinagem e Voleibol, respetivamente Miguel Laranjeiro, Manuel Fernandes, Pedro Proença, Luís Sénica e Vicente de Araújo.

Durante a reunião, foi feito um ponto de situação dos sete grupos de trabalho formados desde o início da época, e das reuniões já realizadas, com o objetivo de abordarem em conjunto o Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, o Pacote Fiscal, o Estatuto Dirigente Benévolo Desportivo, o Tribunal Arbitral do Desporto, a Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto, o Regime Jurídico das Federações Desportivas e Modelo de Financiamento do Desporto.

Dentro do espírito de cooperação em matérias de interesse comum às cinco federações, os presidentes concordaram ao solicitar ao Governo uma reunião, a realizar nas próximas semanas, para apresentarem o trabalho desenvolvido em conjunto pelas mesmas.

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ENB: Abertura de inscrições para cursos de treinador I e II

A Escola Nacional de Basquetebol (ENB) da FPB tem no momento três cursos de treinador (Grau II), em Setúbal, Viseu e Covilhã, os três com inscrições abertas até 12 de maio (Setúbal e Viseu) e 10 de junho (Covilhã):

Formulário

Também as Associações de Basquetebol (AB) estão a organizar os respetivos cursos de Grau I, nomeadamente em:

➥ Aveiro – inscrições até 30/04/2026 através do seguinte link

➥ Porto – inscrições até 30/04/2026 através do seguinte link

(em atualização)

Todos os cursos são acreditados pelo IPDJ, com créditos a variar consoante o grau.

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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