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Anthony da Silva: “Vamos fazer tudo para chegar ao Mundial”

Depois de uma época de recordes pessoais no ALM Évreux, onde se assumiu como um dos melhores passadores da Élite 2 francesa, Anthony da Silva troca de clube e ganha, pela primeira vez como profissional, um treinador que conhece muito bem: o pai, Philippe da Silva, antigo internacional português presente nos EuroBasket de 2007 e 2011. A partir da próxima época, pai e filho vão trabalhar lado a lado nos Béliers de Kemper (Quimper), um desafio que o base de 25 anos encara sem receios: “dentro de campo, isso esquece-se todo”, garante.

Em entrevista exclusiva à FPB, Anthony da Silva fala sobre esta nova etapa e sobre a forma como pretende separar, dentro e fora do pavilhão, o papel de pai e o de treinador. A conversa passa também pela Seleção Nacional, que garantiu a passagem à segunda fase da qualificação para o Mundial 2027 depois de um triunfo histórico na Grécia (71-56, em Atenas) — a primeira vitória de sempre de Portugal sobre os helénicos em jogos oficiais —, e pelo irmão mais novo, Gregory, chamado este verão pelo pai à Seleção de sub-18.

Entrevistámos o teu pai há cerca de um ano, e perguntámos-lhe se uma das coisas que gostaria era, eventualmente, poder vir a treinar-te, e se achava que ia ser difícil. Ele disse que não ia ser nada difícil, porque já te tinha treinado nos escalões de formação, e que, entre profissionais, achava que seria ainda mais fácil. Ainda não lhe perguntámos se já teve tempo para processar tudo isto, mas perguntamos-te: sentes-te preparado para seres treinado pelo teu pai?

Acho que estou preparado há muito tempo, porque a nossa relação é um pouco diferente. Fora de campo, fora do mundo profissional e do basquetebol, somos pai e filho; mas no momento em que falamos de basquetebol ou entramos em campo, isso esquece-se completamente. É uma coisa incrível, porque há pessoas que não percebem isto e acham que somos muito diferentes do normal, mas não somos. Sinto que não era propriamente uma pergunta que eu fazia a mim mesmo — se estava ou não preparado —, sentia-se como uma coisa normal: se podia acontecer um dia, ia acontecer. Espero e sei que vai correr tudo bem, mas agora a diferença entre ser pai e ser treinador é mesmo muito grande. Agora que o meu pai vai ser o meu treinador profissional, vai ser diferente, mas estou preparado para isso, e acho que ele também está.

Há uma coisa que acontece nos treinos muito naturalmente: quando um jogador quer falar com o treinador, trata-o por coach ou usa o nome do treinador. Não sabemos como tratas o teu pai, se é “pai” ou “papá”. E agora?

Sim, estou preparado. Aprendi isso a crescer: sempre chamei coach aos meus treinadores, porque em Espanha um dos primeiros treinadores que tive dizia sempre “yes coach, yes coach”. Então, para mim, vai ser sempre coach. Até fora de campo tenho de fazer esta distinção — chamar-lhe papá, pai — mas dentro de campo vai ser sempre coach.

Se calhar tens é de o tratar por coach fora do campo, para não te enganares quando estiveres dentro das quatro linhas.

Acho que sim — durante o ano que vamos estar juntos, é natural que isso aconteça.

Como é que surgiu esta hipótese? Nos teus anos no Évreux, a seres treinado pelo Dinis Amaral, o teu pai deslocava-se lá muitas vezes para ver os jogos. E agora, de repente, como surge esta hipótese de jogares para ele? Até porque tinhas como prioridade ir para o estrangeiro e havia outras equipas interessadas: o La Rochelle e o Saint-Quentin estavam de olho em ti. Como surge esta hipótese para ti?

É verdade, eu tinha essa vontade de ir para o estrangeiro, sobretudo para Espanha, porque conto como espanhol: fiz lá os meus anos de formação, e isso pode ser um bónus para mim. Claro que, quanto aos clubes aqui em França, eu não queria qualquer projeto. Tive outras hipóteses, como já disseste: o La Rochelle, e o próprio Évreux, com o Dinis — que vai passar a treinador principal, e de quem eu gosto muito, por isso também pensei nessa opção. Mas surgiu esta hipótese do Quimper, que estava interessado em mim. Eles já tinham começado a falar um pouco com o meu agente, a recolher informações. E depois havia esta situação: o clube não sabia se ia ficar ou não na Pro B. Quando ficaram oficialmente confirmados na divisão, ligaram-me logo — o que é uma coisa importante, porque mostra que o diretor e o treinador, que é o meu pai, queriam mesmo contar comigo. É verdade que eu ainda estava à espera de uma hipótese no estrangeiro, mas como não aconteceu, ou não era financeiramente interessante, tinha de tomar uma decisão sobre o Quimper. E foi assim que surgiu esta assinatura — assinei o projeto desportivo deles. É muito interessante, porque têm ambição: não é um clube que joga só para se manter na divisão, quer playoffs. E ter responsabilidade e render numa equipa ambiciosa como esta é importante para mim também.

Vens de uma das melhores épocas da tua carreira, se não mesmo a melhor: foste um dos melhores passadores da Élite 2, numa liga que conheces bem. Há também uma grande aposta no treinador — foram buscar o Philippe, que é um treinador de liga principal, para o clube. Já falaste com o teu pai, o Philippe, sobre o papel que ele quer para ti e sobre as expectativas que tem?

Sim, tivemos muitas conversas, porque durante a semana em que estávamos a falar eu tinha de tomar uma decisão. Falei com o treinador, que é o meu pai, para perceber o meu papel — porque, para mim render e a equipa ganhar jogos e ser competitiva, era claro que só assinaria por um sítio onde tivesse um papel importante. Conheço já a forma como ele gosta de treinar as equipas: não é os americanos jogarem mais do que os franceses, ou uma coisa assim — não é todos no mesmo lugar. Se jogas bem, jogas mais; se jogas menos bem, jogas menos. É isso: ser justo com cada um de nós. Mas acho que vou ter um papel importante, e foi uma das razões por que assinei. Vou trabalhar para ajudar o máximo possível a equipa.

No Évreux eras treinado pelo Dinis, que falava contigo em português. Agora, vais continuar a ter esse português no treino, ou vai ser tudo em francês?

O Dinis gostava muito de falar comigo em português, mesmo em campo, para que os outros não percebessem — acho que ele também me vai dar algumas dicas em português. Claro, sem fazer diferença em relação aos outros.

Vais ter paciência para aturar o teu pai o ano inteiro?

Não sei — se calhar nenhum de nós vai ter paciência (risos), porque ele é muito exigente. Mas, para além ser meu pai, é um treinador muito bom. Gosta muito de basquetebol, é o amor da vida dele. Conhece muito bem o jogo e sabe como envolver todas as pessoas e todos os jogadores dentro de um projeto. Vai ser difícil, claro, porque é muito exigente, mas tem de ser.

Ainda bem que é exigente.

Ainda bem, claro — ele tem de ser exigente para podermos ganhar o máximo de jogos possível.

Quando falámos com o teu pai no ano passado, e ao longo dos anos — desde os tempos do Nanterre, do Saint-Quentin, nas várias conversas que tivemos com ele —, uma das coisas que ele dizia sobre o jogo era que em França havia muito pick and roll: os ataques dependiam muito disso, e muito daquilo que os bases faziam. E que gostava de implementar coisas diferentes — saídas bloqueadas, jogar a partir dos grandes. Queria implementar coisas diferentes. O que achas que ele valoriza no papel de um base, de um point guard, no jogo da equipa dele, e que podes dar?

No basquetebol atual, os bases são os jogadores mais importantes da equipa — têm de assumir, marcar pontos, mas sobretudo criar para os outros. Complica-se muito se um treinador não tiver um base que também sabe criar para os outros. Acho que o que posso ajudar aqui é isso: sou um criador, gosto de criar para os outros, gosto também de marcar pontos, mas essa não é a minha principal qualidade. No pick and roll, também envolvemos muito o quatro — sei que ele gosta muito de jogar com o quatro no poste baixo, por exemplo, o que é diferente, mas é bom, porque as equipas contra quem jogamos têm de se adaptar e arranjar soluções novas. E nós já estamos habituados a jogar este tipo de jogo, porque ele também gosta de um jogo muito de transição, up and down, rápido — e isso é um jogo de que eu gosto muito. Se for sempre a meio-campo, esquece: não tenho 30 anos, tenho 25, deixa-me correr um bocado. (risos) É por isso que posso encaixar bem no plano de jogo dele.

O teu pai contava-nos que ias com ele para os treinos desde bebé, dentro do carrinho.

Sim, é verdade.

Qual é a primeira memória que tens de um pavilhão de basquetebol? Aos seis anos já andavas com ele nos estágios das seleções.

Tenho muitas boas memórias do pavilhão do CAB, porque foi o primeiro pavilhão onde vi basquetebol, onde joguei basquetebol — foram os primeiros momentos. Não me lembro propriamente, mas a minha mãe e o meu pai contavam sempre que eu, com três meses, conseguia ficar um treino inteiro a olhar para o basquetebol sem dizer nada, sem chorar, sem gritar — nada. Acho que esta paixão pelo basquetebol vem daí, desde muito pequeno: gostar de ver, gostar de jogar. São as minhas primeiras memórias, e são muito boas — às vezes até me apetece voltar a esses tempos, quando não há qualquer pressão e estás só a jogar porque gostas, com os amigos ou sozinho. Mas essas são as primeiras. Também tenho boas memórias de quando ele jogava pela seleção, por exemplo em Coimbra, em Almada, e até no EuroBasket, em Sevilha, quando eu tinha seis anos. Foram memórias muito boas.

Foi nesse EuroBasket que tiraste fotografias com o Juan Carlos Navarro e com o Pau Gasol?

Sim, sim, estás muito bem informado. Até tenho uma história engraçada: tirei uma fotografia com o Pau Gasol, o Navarro e o Tony Parker. Quando cheguei ao pé do Tony Parker para a foto, a minha mãe, que estava a tirá-la, disse: “Oh, Tony, para de te mexeres, fica quieto” — a falar comigo. O Tony Parker tirou os óculos, porque não sabia que eu também me chamava Anthony — era a mim que ela se dirigia.

Por falar em bons jogadores — fazemos aqui uma transição, porque anos mais tarde foste com o teu irmão Gregory e o teu pai para o Nanterre, e lá conheceste um rapazinho que agora é muito famoso, um tal de Victor Wembanyama?

Sim, é um dos mais famosos agora — vejo sempre a NBA. Tive a sorte e a oportunidade de jogar com ele, porque já sabíamos que ia ser especial: toda a gente tinha dúvidas sobre o físico dele, porque é um físico fora do normal, mas ele já tinha o foco totalmente no basquetebol e no objetivo. Eu já sabia. Lembro-me, por exemplo, do meu treinador de jovens, quando eu estava no Nanterre, a dizer-me: “Sabes que estás a jogar com o número um do draft?” E eu pensava: “Estás a brincar?” Eu sabia que ele ia ser bom, mas quando alguém te diz uma coisa assim, pensas: não é possível. E afinal era mais do que isso — é um dos melhores jogadores da NBA e do mundo.

O teu irmão Gregory está agora a ser treinado pelo teu pai nos sub-18, na seleção. Falam sobre isso? Dás-lhe conselhos? Como funciona esta relação familiar?

Sim, claro. O meu irmão anda destruído — ele não é o único, mas nos primeiros dias de estágio dizia sempre: “já não consigo andar”. Estamos sempre a trabalhar muito, a defender com intensidade máxima. Ele, ao contrário de mim, nunca foi jogador treinado pelo meu pai, por isso tinha dúvidas sobre como ia correr. Mas está tudo a correr bem, e é bom para ele, porque sei que tem um treinador exigente e isso é bom para ele.

O teu pai disse-nos também que ver-te jogar pela seleção nacional portuguesa o deixa muito orgulhoso. Já viste os jogos completos dele no EuroBasket? Deves ter poucas memórias dessa altura, eras muito pequeno — mas já viste, recentemente, o teu pai a jogar?

Sim, claro. Sabia que ele tinha os jogos dele do EuroBasket guardados no computador. E nos verões, quando íamos para a casa da Madeira, não tínhamos internet — por isso, a única coisa que podia fazer, tirando a praia, a comida e dormir, era ver esses jogos. Conheço-os bem, os jogos contra a Espanha, tantos outros. Lembro-me desses momentos em direto, mas também, há pouco tempo, voltei a vê-los. Gosto muito, porque é uma coisa especial — foi uma coisa histórica, Portugal ir ao EuroBasket de 2007 e de 2011, e ter lá o meu pai. É um orgulho ter um pai que foi ao EuroBasket e representou Portugal a jogar assim.

Acreditamos que o teu pai seja uma das tuas referências. Que outros jogadores tens como referência — para estudar o jogo, ver vídeo, roubar alguns moves?

Sim, quando era pequeno era muito o Tony Parker — muito, muito, porque ele vivia em França e foi na altura em que eu era mais novo, com 12, 13, 14 anos, e ele estava no seu prime, para dizer assim. O Wembanyama tem uma fotografia muito famosa com a camisola do Tony Parker, e eu tenho uma exatamente igual, com a mesma camisola — era igual. Ele treinava com a camisola dele, e eu, quando era pequeno, via muitos jogos dele. Depois também gosto muito, por exemplo, do Luka Doncic — hoje em dia não gosto tanto de como ele se comporta, às vezes, com os árbitros, mas gosto de como joga. Agora também gosto de como joga o Matthew Strazel, que está a jogar muito bem, por exemplo. Mas gosto de ver, num jogo qualquer — vejo muitos jogos de liga, sobretudo os campeonatos francês, espanhol e português — mesmo um jogador que não tem 10 pontos de média, mas que jogou bem nesse jogo: “este move é bom, esta coisa é boa”. E depois vou experimentar esse move no treino.

É por isso que és um estudante do jogo.

Isso mesmo. Gosto de ver como os jogadores atuam ou reagem num determinado momento, e os treinadores também — mesmo as reações que se veem, muitas vezes, dos treinadores na ACB, por exemplo, que se vê muito bem.

Com os microfones, ouve-se tudo, não é?

Exatamente. Sou muito curioso. Gosto de saber como eles reagem. E gosto muito de ver todos os jogos — vejo, no mínimo, dois ou três jogos por semana. Muitos, mesmo.

Este verão é também o teu primeiro verão como pai — mudas de clube, andas na seleção, tens um bebé. Como se consegue equilibrar tudo isto?

Tens razão, é complicado, é diferente. Antes tinha, digamos, uma vida mais simples: só me preocupava comigo, marcava as férias e estava resolvido — e jogava, claro. Agora é preciso organização: temos de estar presentes para as consultas do bebé, por exemplo. É complicado, é diferente. Mas está a correr tudo bem. Nunca se aprende a ser pai — quando és pai, tens de agir como um bom pai e fazer tudo pelo teu bebé. É esse o meu plano: fazer tudo o que for possível para que o meu bebé tenha tudo, e está a correr tudo bem.

Sobre a seleção: acabámos de nos apurar para a segunda fase da qualificação para o Mundial, depois de uma derrota em casa com o Montenegro que deixou toda a gente um pouco receosa, mas depois foram a Atenas e ganharam por 15 pontos. Como foi viver estas emoções dentro do balneário?

Para ser honesto, depois do jogo com o Montenegro, sabíamos que tínhamos de ganhar, porque, senão, não passávamos — se perdêssemos contra a Grécia e a Roménia ganhasse, ficávamos de fora. Por isso, era dar tudo para ganhar contra a Grécia. Chegámos lá antes do jogo com um único objetivo: ganhar. E sentia-se uma coisa especial. Temos um grupo em que estou há três anos e que gosta muito de desafios: por exemplo, nenhuma equipa portuguesa tinha alguma vez batido a Grécia, e queríamos bater a Grécia — como já tínhamos batido a Espanha. E foi o que fizemos. Começámos bem o jogo, estivemos bem até ao intervalo, e sentíamos que íamos ganhar de qualquer maneira — tínhamos muita confiança em nós, em cada um de nós. É por isso que o resultado foi tão bom: tínhamos perdido em casa por sete ou oito pontos contra a Grécia, por isso era importante ganhar por mais do que isso — e foi o que aconteceu. Por isso é que agora terminámos em segundo lugar no nosso grupo, e vamos para a segunda fase.

Estavas a dizer que é um grupo que gosta de ir à procura desses desafios. Há uma coisa que a seleção nunca fez, que é estar num Mundial de basquetebol. Vocês falam muito sobre isso, certamente?

Sim, falamos sobre isso — mas não é falar por falar, do tipo “ah, seria fixe estar no Mundial”. Não: vamos fazer tudo para lá chegar, honestamente. No verão passado, num jogo não oficial, batemos a Espanha — podemos voltar a bater a Espanha. A Geórgia? Também podemos ganhar.

E à Ucrânia também ganharam recentemente.

Não há uma equipa da qual olhamos e dizemos “vai ser complicado” — claro que vai ser complicado, mas podemos ganhar. E todos estes jogos vão contar, porque os resultados da primeira fase transitam para a segunda. É verdade que podíamos ter feito melhor: perdemos contra a Roménia depois de termos ganhado em casa por uma grande margem, e contra o Montenegro também podíamos ter ganhado, jogando em casa. Mas não faz mal — agora vamos dar ainda mais força para ganhar os jogos que faltam.

Nesta janela nem sequer puderam contar, por exemplo, com o Neemias, porque ele estava em fase de negociação do contrato com os Celtics. Como é treinar com ele, fazer um pick and roll e tentar um alley-oop?

É só mandar lá para cima, que ele vai buscar. É fixe.

Infelizmente, por causa de uma lesão, falhaste o EuroBasket do ano passado. Deve ter sido muito difícil ficar em casa a ver os jogos pela televisão.

Foi muito duro ver os jogos assim, à distância. Foi das coisas mais complicadas da minha carreira até agora: eu queria representar Portugal num patamar mais alto, e não ter essa oportunidade, por estar lesionado, foi difícil. Mas foi também uma coisa positiva — tento ver sempre o lado positivo: tive a sorte e a oportunidade de estar cá e ver o nascimento da minha filha, que teria perdido se estivesse no EuroBasket. E, ao voltar da lesão, no Évreux rendi muito bem — estava com muita fome, e queria estar o mais preparado possível para fazer a melhor época da minha carreira.

Portanto, falta-te ainda viver uma grande competição com Portugal.

Sim, é exatamente isso. Há bons jogadores em Portugal, mas agora quero ajudar — mais do que ajudar, quero render na seleção. Estou só à espera deste momento, e vou trabalhar muito para lá chegar. Sinto mesmo que é isso que me falta, para viver estes bons momentos com o grupo que temos.

Num verão em que tens seleção e mudas de clube — portanto, mudança de cidade e de casa — é fácil estares fisicamente preparado para a época? Consegues ajustar tudo isto?

Não é fácil, mas faço tudo para chegar o mais preparado possível, fisicamente e mentalmente — porque falamos do físico, mas a parte mental também é difícil. Por exemplo, há dois verões, ficámos um mês e meio juntos com a seleção e, logo a seguir, sem férias, comecei logo a pré-época. Se não tens uns dias para desligar, a época torna-se longa. Por isso, tenho de me preparar: mesmo nos estágios da seleção, faço tudo para chegar o mais preparado possível à pré-época — vou sempre ao ginásio, descanso bem também nas seleções. Não é fácil, mas é possível.

Última pergunta: há bocado falaste das ambições do Quimper — é uma equipa que quer jogar lá para cima, lutar por playoff, não é uma equipa só para jogar pela manutenção, quer apostar a sério nesta temporada. Isso estabelecido, o que queres, este ano, para ti? Depois de teres sido uma estrela em Évreux, um dos melhores passadores da liga, qual é o próximo passo para o Anthony da Silva?

Sendo honesto, o ano passado o meu objetivo era ser um dos melhores bases da liga. Para este ano, o objetivo é ser o melhor base francês [n.d.r.: Anthony é luso-francês] da liga — vi há pouco tempo que era o terceiro ou quarto melhor, e isso não chega. Quero subir, quero ir mais para cima, é esse o objetivo. Depois, quero continuar a melhorar, a ter mais qualidade no meu jogo, com mais regularidade. Mas é assim: todos os anos, sejam bons ou menos bons, aprende-se sempre alguma coisa, e depois usa-se isso para ser melhor e voltar mais forte. É esse o meu objetivo: chegar lá, ser a melhor pessoa e o melhor jogador possível, e render — fazer uma boa época num clube, numa equipa que ganha jogos. Como o (Diogo) Brito agora, que vai para a ACB, por exemplo. É esse o meu objetivo: ser sempre melhor.

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Sub15 Masculinos iniciam estágio de aperfeiçoamento em Aveiro

A Seleção Nacional Sub15 Masculina vai cumprir, entre os dias 24 e 30 de julho, o primeiro estágio de aperfeiçoamento, em Aveiro.

A ação, que reúne 17 atletas, insere-se no processo de observação e desenvolvimento com vista à constituição da futura Seleção Nacional Sub16 Masculina, que representará Portugal em 2027.

Os trabalhos serão orientados pelo selecionador nacional André Cruz, acompanhado pelo treinador-adjunto Gonçalo Tomás. A equipa técnica integra ainda Eric Dias, como preparador físico, Diogo Monteiro, na fisioterapia, e Tiago Resende, enquanto team manager.

Depois deste primeiro momento de trabalho, os Sub15 Masculinos regressam a Aveiro entre 3 e 9 de agosto, para o segundo estágio de aperfeiçoamento, que contará igualmente com a realização de jogos internacionais.

Atletas convocados

Nome Clube
Adalberto Pinto AD Ovarense / CNT Ponte Sor
Afonso Bento Rio Maior Basket
Afonso Maria Maia BC
António Pereira Maia BC
Dinis Roque NB Loures
Gabriel Cruz Sporting CP
Gabriel Dias Sporting CP
Guilherme Gonçalves 2010 Odisseia Basket Clube
Gustavo Gonçalves SL Benfica
Joel Gouveia CBQ “Tubarões” / CNT Ponte Sor
Mateus Antunes CP Esgueira
Rafael Carvalho FC Barreirense
Rafael Rodrigues CAB Madeira
Robert Sleahtitchi CBQ “Tubarões” / CNT Ponte Sor
Salvador Freire CN Abrantes / CNT Ponte Sor
Vasco Rocha AD Sanjoanense
Vicente Lézé FC Porto

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Portugal preparado para competir no Europeu Sub18 Masculino

A Seleção Nacional Sub18 Masculina está preparada para iniciar a participação no Campeonato da Europa, Divisão B, que decorre entre 24 de julho e 2 de agosto, em Rijeka e Opatija, na Croácia. Portugal integra o Grupo B, juntamente com Islândia, Polónia, Chéquia, Azerbaijão e Ucrânia. Os atletas portugueses estreiam-se diante da Islândia, no dia 24 de julho, às 17 horas.

Depois de várias semanas de preparação, o selecionador nacional, Philippe da Silva, não esconde que o principal objetivo passa por lutar pela subida de divisão, mesmo reconhecendo a qualidade e a experiência dos adversários que Portugal terá pela frente.

“O objetivo é subir de divisão e sermos competitivos num grupo difícil. Sabemos que vamos encontrar seleções com maior experiência, como a Chéquia, a Ucrânia ou a Polónia, que são candidatas à subida, mas trabalhámos bem durante este período e os atletas têm correspondido em termos de atitude e entrega”, afirmou.

Na sua primeira experiência enquanto selecionador nacional, depois de uma longa carreira como jogador, Philippe da Silva garante que a responsabilidade de representar Portugal continua a ser acompanhada pelo mesmo sentimento.

“É o sonho de qualquer pessoa poder representar o seu país. Já tive essa oportunidade enquanto jogador e, agora como treinador, sinto a mesma vontade, o mesmo orgulho e a mesma motivação. Queremos demonstrar que os nossos atletas e o basquetebol português têm valor e representar Portugal da melhor forma possível.”

O técnico português reconhece que a juventude e a menor experiência internacional de alguns dos atletas poderão representar um desafio, mas acredita igualmente que essas características podem dar à equipa uma dose importante de irreverência.

“Há seleções com mais experiência e esse pode ser um fator decisivo, mas nós também temos as nossas armas. Temos um grupo jovem, mas com qualidade, e essa juventude pode trazer alguma irreverência ao nosso jogo. Vamos procurar esconder as nossas fragilidades e atuar com uma intensidade acima da média, que possa fazer a diferença.”

Essa intensidade deverá ser particularmente visível no capítulo defensivo e na forma como Portugal procurará acelerar o jogo após recuperar a posse de bola.

“Queremos condicionar o adversário defensivamente e, depois, jogar de forma rápida no ataque. Ao aumentarmos o número de posses de bola, acreditamos que teremos mais oportunidades para competir, marcar pontos e vencer. Não será uma tarefa fácil, mas trabalhámos para isso e estamos muito motivados para encarar o Europeu da melhor forma.”

 

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Uma confiança partilhada por Ricardo Duandel, capitão da equipa portuguesa, que destacou a exigência das últimas semanas e a resposta apresentada pelo grupo durante a preparação.

“As últimas quatro semanas foram muito exigentes. O treinador tem sido rigoroso connosco e temos procurado dar sempre o nosso melhor nos treinos, para que os resultados dentro de campo possam aparecer.”

Os últimos encontros de preparação, disputados diante da Irlanda, permitiram à equipa testar diferentes soluções e consolidar as dinâmicas coletivas antes da entrada em competição.

“Os jogos com a Irlanda serviram para nos conhecermos melhor, percebermos aquilo que podemos ou não fazer dentro de campo e compreendermos melhor as dinâmicas da equipa”, explicou o atleta.

Ricardo Duandel salientou ainda a união existente entre os jogadores, uma característica que considera fundamental para responder às dificuldades que Portugal encontrará durante a competição.

“É um grupo muito animado e muito unido, o que é bastante importante. Cada jogador tem as suas características, mas ninguém fica de fora e todos trabalhamos pelo mesmo objetivo.”

Preparado para representar Portugal pela primeira vez num Campeonato da Europa, o capitão nacional assume o orgulho pelo percurso realizado e pela oportunidade conquistada.

“Representar Portugal pela primeira vez é uma honra e um enorme orgulho. Chegar até aqui é o resultado do trabalho duro de cada um de nós. Agora queremos demonstrar isso dentro de campo e lutar pela subida de divisão.”

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Sub18 Femininas afinam preparação em Ermesinde antes do Europeu

A Seleção Nacional Sub18 Feminina realiza, entre os dias 22 e 29 de julho, em Ermesinde, o terceiro estágio de preparação para o Campeonato da Europa, Divisão B, que decorre de 31 de julho a 9 de agosto, em Tulcea, na Roménia.

A convocatória integra 14 atletas, que vão trabalhar no Pavilhão Municipal de Ermesinde sob a orientação do selecionador nacional Agostinho Pinto. Margarida Pereira e Jorge Correia são os treinadores-adjuntos, Joana Andrade assume as funções de fisioterapeuta e Sara Ponte será a team manager.

Esta será a última etapa de preparação da equipa portuguesa antes da partida para a Roménia e da entrada em competição no Europeu da categoria.

Nome Clube
Ana David Alves CPN
Beatriz Garcia Sporting CP
Carolina Falé Costa CRCQ Lombos
Eliane Duarte Sporting CP
Inês Borgiotti Cavigal Nice (França)
Inês Coelho Sporting CP
Irene Sousa CRCQ Lombos
Leonor Paiva Maia BC
Mafalda Maria Monteiro SC Coimbrões
Maria Beatriz Palma SL Benfica
Maria Marcelino CLIP Teams
Maria Silva CRCQ Lombos
Rita Rodrigues CPN
Sofia Mota CPN

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Sub15 Femininas iniciam estágio de aperfeiçoamento na Covilhã

A Federação Portuguesa de Basquetebol promove, entre os dias 24 e 30 de julho, na Covilhã, o primeiro estágio de aperfeiçoamento destinado às atletas Sub15, tendo em vista a constituição da futura Seleção Nacional Sub16 Feminina de 2027.

A ação reúne 16 jogadoras, que vão trabalhar nos pavilhões da Universidade da Beira Interior sob a orientação do selecionador nacional André Silva e da treinadora-adjunta Mariana Guedes. A equipa técnica integra ainda Sofia Queiroz, Cristiane Poloni, Beatriz Mesquita e o treinador convidado João Araújo.

O segundo estágio de aperfeiçoamento está previsto para o período entre 3 e 9 de agosto, em Aveiro, e incluirá a realização de jogos internacionais.

Nome Clube
Alexandra Ié CRCQ Lombos
Ana Cardoso CAB Madeira
Briana Silva Mersey Mavericks (Reino Unido)
Daniela Ponte Le Chesnay – Versailles 78 (França)
Diana Pais Imortal BC
Iara Neves GDEMAM
Inês Saraiva GD Bolacesto
Maria Alegria Beja BC / CAR Jamor
Maria Janeiro ASC BVR Monsaraz / CAR Jamor
Maria Nunes Portimonense SC / CAR Jamor
Maria Pinhal Académico FC
Maria Santos Sporting CP
Matilde Fernandes AD Sanjoanense
Matilde Franco Sporting CP
Matilde Valério GC Olhanense
Nicole Figueira Estoril BC / CAR Jamor

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Sub16 Masculinos disputam Torneio Internacional de Rio Maior

A Seleção Nacional Sub16 Masculina realiza, entre os dias 20 e 26 de julho, o terceiro estágio de preparação para o Campeonato da Europa, Divisão B, que decorre em agosto, na Macedónia do Norte. A concentração reúne 14 atletas em Rio Maior.

A ação inclui a participação no Torneio Internacional de Rio Maior, no qual Portugal defronta Finlândia, Hungria e Bélgica. A equipa nacional entra em campo nos dias 24, 25 e 26 de julho, sempre às 18 horas, no Pavilhão Polidesportivo de Rio Maior.

André Cardoso lidera a equipa técnica, acompanhado pelo treinador-adjunto Pedro Barbosa, pelo fisioterapeuta João Franco e pelo team manager Miguel Ferreira. Após o torneio, Portugal cumpre mais uma etapa de preparação, entre Lisboa e a Bulgária, antes da participação no Europeu.

Nome Clube
David Conceição Orange 1 Basket Bassano (Itália)
Dinis Leal FC Porto
Estevão Paulino CBA Academy (Espanha)
Francisco Ribeiro Sporting CP
Gonçalo Manaia FC Barreirense
Henrique Ferreira CBA Academy (Espanha)
João Cunha FC Porto
José Henriques Clube dos Galitos / CNT Ponte Sor
Lucas Candeias Sporting CP
Martim Costa UAA Aroso
Martim Pop Fontes Paço de Arcos Clube / CNT Ponte Sor
Pedro Bourbon BC Barcelos
Tiago Pereira Club 5 Basket / CNT Ponte Sor
Tiago Teixeira SC Braga / CNT Ponte Sor

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Sub16 Femininas prosseguem preparação com estágio e dois jogos frente à Bélgica

A Seleção Nacional Sub16 Feminina realiza, entre os dias 19 e 29 de julho, o segundo estágio de preparação para o Campeonato da Europa, Divisão B, que terá lugar no Luxemburgo. A ação decorre em Terras de Bouro e Barcelos e conta com 16 atletas convocadas.

Durante o estágio, a formação orientada por Mariyana Kostourkova disputa dois encontros internacionais frente à Bélgica. As partidas estão marcadas para os dias 28 e 29 de julho, ambas às 20h15, no Pavilhão da Escola Secundária de Barcelos.

Após esta ação, a equipa nacional prossegue a preparação em Rio Maior, entre 1 e 9 de agosto, seguindo-se um quarto estágio em Aveiro, de 11 a 15 do mesmo mês, antes da participação no Europeu.

Nome Clube
Ângela Manuel Sporting CP / CAR Jamor
Ariel Vicente Sporting CP / CAR Jamor
Carolina Almeida CPN
Catarina Gonçalves Sporting CP / CAR Jamor
Elana Pereira CDE Os Vitorinos
Eva Rodrigues SL Benfica
Gabriela Andrade CAB Madeira
Isabela Serrão CAB Madeira
Mafalda Andrade CD Tondela / CAR Jamor
Maria Rebelo A.Académica Coimbra
Maria Sousa Sporting CP / CAR Jamor
Matilde Coelho Chamusca BC / CAR Jamor
Sofia Ferreira CTM Vila Pouca Aguiar / CAR Jamor
Teresa Cunha SIMECQ
Teresa Panzo Académico FC
Thaíssa Costa CP Esgueira

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Sub18 Masculinos com convocatória definida para o Campeonato da Europa

A Seleção Nacional Sub18 Masculina já conhece os 12 atletas que vão representar Portugal no Campeonato da Europa, Divisão B, que decorre entre 24 de julho e 2 de agosto, em Rijeka e Opatija, na Croácia.

A equipa orientada por Philippe da Silva concentra-se no dia 18 de julho, em Rio Maior, onde cumpre a última fase de preparação antes da viagem para território croata. O selecionador nacional conta com Dinis Amaral e Diogo Maricato como treinadores-adjuntos, Gabriel Santini como fisioterapeuta e Bruno Gomes como team manager.

Portugal está integrado no Grupo B e estreia-se diante da Islândia, no dia 24 de julho, às 17 horas. Seguem-se os encontros com Polónia, Chéquia, Azerbaijão e Ucrânia, todos com os horários apresentados na hora de Portugal Continental.

Nome Clube
Christian Sambú Zentro Basket (Espanha)
David Giesta FC Porto
Francisco Faria FC Porto
Francisco Oliveira FC Porto
Gregory da Silva La Rochelle (França)
João Prado Sheffield Elite (Reino Unido)
Mário Almeida Principia High School (EUA)
Miguel Sousa Valencia BC (Espanha)
Ricardo Duandel FC Barreirense / CNT Ponte Sor
Santiago Silva FC Porto
Sebastião Faro Sporting CP
Simão Cordeniz SC Beira-Mar

 

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Paulo Marques liderou a equipa de arbitragem da final do Europeu Sub20

Mais uma final no longo currículo do árbitro português Paulo Marques. O juiz do Porto comandou a equipa de arbitragem da final do Campeonato da Europa Sub20 Masculinos, entre Sérvia e Eslovénia, este domingo, dia 19.

O árbitro, que esteve no verão passado nos dois EuroBasket, Masculino e Feminino, volta assim ao centro das decisões no que às competições de seleções dizem respeito. Ao seu lado estiveram o romeno Marius Ciulin e o belga Chess Van Looy.

A Eslovénia sagrou-se campeã europeia, vencendo a final por 84-65. No mesmo escalão, mas na Divisão B, Portugal foi 4.º classificado, o terceiro melhor resultado desde 2005, quando surgiu o atual modelo competitivo.

Sub20 Masculinos terminam Campeonato da Europa no 4.º posto

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Torneio de Klatovy chega ao fim para as Sub18 Femininas

A Seleção Nacional Sub18 Feminina deu por encerrada a sua participação no Torneio de Klatovy este domingo, dia 19, não conseguindo bater a anfitriã Chéquia depois de três quartos de grande equilíbrio e intensidade.

Parciais de 14-18, 12-9, 12-11 nos primeiros trinta minutos, com Leonor Paiva em grande destaque, a beirar o duplo-duplo (20pts, 9res, 6rb). No último quarto as checas conseguiram passar para a frente e fecharam o jogo com 22-8, 60-46 no marcador.

Mafalda Monteiro marcou seis pontos (mais quatro roubos de bola) e Ana Alves (na foto de capa), fez cinco pontos, seis ressaltos e quatro assistências.

A estatística completa.

De recordar que o coletivo liderado por Agostinho Pinto disputa o Europeu B da categoria em Tulcea, na Roménia, de 31 de julho a 6 de agosto.

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Sub20 Masculinos terminam Campeonato da Europa no 4.º posto

Chegou ao fim a campanha lusa na Eslováquia, com a terceira melhor classificação no escalão*, depois do Campeonato da Europa conquistado em 2019 e do 14.º lugar na Divisão A em 2022. A Seleção Nacional Sub20 Masculina não conseguiu superar a Suécia (75-68) na luta pelo 3.º posto, mas deixa em Bratislava uma verdadeira história de resiliência e atitude. Jhonathan Andrade foi eleito para o Cinco Ideal da competição.

 

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Frente a um adversário com provas dadas, os comandados de João Figueiredo entraram muito bem no encontro (19-20), sabendo contrariar o impacto sueco nas tabelas a jogar no contra-ataque e com muita intensidade defensiva, intensidade essa que se arrastou para um segundo quarto com menos eficácia nos lançamentos (11-9) por parte de ambas as equipas.

A perder por um ponto ao intervalo, Portugal regressa do balneário revigorado e chegou mesmo aos 13 pontos de vantagem (12-22 no final do 3.º quarto); os suecos conseguiram reduzir ao longo dos derradeiros dez minutos (23-14), que acabaram também por se arrastar para outros cinco minutos, com Apolo Caetano (16pts, 6res) a marcar o triplo do empate ao fim dos 40 minutos.

 

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No prolongamento, a Suécia teve um bom parcial inicial, aumentou a vantagem, o “meio” quarto ficou 10-3 e Portugal não consegue a subida à Divisão A, objetivo traçado pelo selecionador no início da preparação, mas garante não obstante um resultado para recordar.

Jhonathan Andrade (13pts), João Panzo (10pts, 5res), Afonso Coelho (7pts, 9ast) e Santiago Ferreira (7pts, 8res) também estiveram em bom plano na partida.

A estatística completa.

 

 

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*Desde que existe este modelo de competição (2005)

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Sub18 Femininas terminam este domingo o estágio na Chéquia

77-53 foi o resultado final do segundo encontro do Torneio de Klatovy, que a Seleção Nacional Sub18 Feminina começou ontem a disputar, inserido em mais um estágio de preparação rumo ao Europeu da categoria, que se disputa de 31 de julho a 9 de agosto, em Tulcea, na Roménia.

No Hala CMS Klatovy, as comandadas de Agostinho Pinto não conseguiram superar a Suécia, que aproveitou da melhor forma a toada ofensiva do segundo e terceiro quarto (14-13, 24-14, 30-12, 9-14).

Maria Marcelino, com 14 pontos, cinco ressaltos e cinco assistências foi o grande destaque luso, a par de Mafalda Monteiro (8pts, 5res).

A equipa nacional volta a jogar já este domingo, frente à anfitriã Chéquia.

A estatística completa.

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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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