Artigos da Federaçãooo
Benfica dilata vantagem
Mesmo tendo perdido dois quartos, e empatado um, os encarnados souberam tirar partido de um 2º período de bom nível (29-14) para hipotecar as possibilidades de os forasteiros ambicionarem empatar a eliminatória, acabando por vencer por 98-86. A ronda muda-se agora para Oliveira de Azeméis, local onde serão realizados os próximos dois jogos, isto se a formação nortenha consiga vencer o jogo 3.
Se do ponto de vista defensivo, os comandados de Hugo Matos voltaram a revelar problemas em parar as armas ofensivas do Benfica, no ataque, a Oliveirense esteve bastante bem. Os forasteiros começaram muito bem o encontro (25-23), mas o seu sucesso ofensivo foi reduzido pelos encarnados, que aproveitaram o 2º período para fugirem no marcador (52-39).
O descanso fez bem à Oliveirense, voltou a ser mais forte no 3º período (22-21), mas a vantagem construída pelo Benfica, tendo em conta a sua experiência de playoff, obrigou sempre o adversário a ter que correr atrás do prejuízo. Os últimos 10 minutos foram jogados a bom ritmo, com os ataques a brilharem (25-25), mas o tempo jogava a favor da equipa que seguia na frente.
O Benfica voltou a ser superior no ressalto (40-24), embora sem tanto sucesso na tabela ofensiva (9), esteve muito assertivo nos tiros de 2 pontos (24/36 – 67%), o que não impediu de concretizar 10 triplos. Destaque ainda para as 25 assistências registadas, bem como para as exibições individuais de João Soares (20 pontos e 8 ressaltos), Fred Gentry (18 pontos e 6 ressaltos), falhou apenas um lançamento de campo, e Mário Fernandes (13 pontos, 7 assistências e 5 ressaltos).
A Oliveirense voltou a controlar muito bem a posse de bola (7 turnovers), esteve mais eficaz a lançar ao cesto, em que os triplos foram uma das suas principais armas ofensivas (13/33 – 39%). Apenas conseguiu ir para a linha de lance-livre quatro vezes, mas ainda assim conseguiu registar 19 assistências durante o encontro. O norte-americano Kenyon Jr, MVP do jogo com 35 de valorização, esteve com a mão quente já que converteu 33 pontos (6/7 de 2 pontos e 7/10 de 3 pontos), a que somou 6 assistências e 2 ressaltos. A dupla composta por Renato Azevedo (16 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) e Francisco Jordão (10 pontos e 7 ressaltos) deu igualmente contributos positivos para a equipa.
Ovarense volta a vencer
A Ovarense Dolce Vita, apesar do equilíbrio inicial, voltou a mostrar-se mais forte que o SC Lusitânia (72-46), aumentou para 2 a vantagem na eliminatória frente aos açorianos. A boa defesa dos vareiros condicionou o ataque insular, que voltou a não contar com os contributos de Blake Poole e Cavel Witter, limitando de sobremaneira as soluções atacantes na equipa liderada por Nuno Barroso.
Indiferente aos problemas alheios, a formação de Ovar recompôs-se de um 1º quarto menos favorável (16-18), sobretudo no capítulo defensivo, já que não mais os açorianos se mostraram tão eficazes no ataque. Nos três períodos seguintes, a Ovarense permitiu apenas 28 pontos, isto porque obrigou o adversário a baixas percentagens de lançamento (28.5 %), dominou as tabelas (38-29) e forçou o adversário a cometer 21 perdas de bola sem lançamento.
O jovem Nuno Morais, ao somar 25 pontos, foi o elemento em maior evidência na equipa de Ovar, graças à eficácia revelada da linha de 3 pontos (7/11). Na formação da ilha Terceira, Mohamed Camara (9 pontos, 11 ressaltos e 5 assistências) foi o mais valorizado da equipa.
Portuguesas promovidas em Espanha
Numa final concentrada, que reuniu as quatro formações mais bem classificadas na Liga Feminina A e B, a equipa das portuguesas ganhou os três jogos que realizou, sendo que no último e decisivo encontro, diante do Alcobendas, a partida só foi decidida no prolongamento. A internacional Maria Correia esteve em grande evidência, acabando por ser uma das principais responsáveis pelo sucesso da equipa.
O CREF Hola começou por defrontar o Ensino e venceu, por 71-55, com Maria Correia a protagonizar uma belíssima exibição – 21 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 4 roubos de bola, em 31 minutos de utilização. Já Carla Nascimento contribuiu com 3 pontos, 3 ressaltos, 1 assistência e 1 roubo de bola.
Na segunda partida, a equipa que liderou durante quase toda a fase regular a Liga Feminina 2B despachou por concluentes 80-45, o D. Olimpico. Mais uma vez Maria Correira esteve em bom plano, com 16 pontos, 8 ressaltos e 1 roubo de bola, em 24 minutos, enquanto Carla Nascimento somou 9 pontos, 4 ressaltos, 3 assistências e 4 roubos de bola, em 24 minutos.
Seguiu-se a final frente ao Alcobendas. Foi um jogo bem mais complicado que os anteriores, decidido apenas no prolongamento (77-68). Mas no final a vitória sorriu à equipa das portuguesas, que na próxima temporada estará entre a elite do país vizinho, juntamente com o Plenilunio, que também subiu. De referir que neste último jogo Maria Correia marcou 16 pontos, capturou 5 ressaltos e distribuiu uma assistência (em 39 minutos); Carla Nascimento registou 3 pontos e 4 ressaltos, (24 minutos).
Entre a restante armada portuguesa além-fronteiras, destaque para Betinho Gomes, que ajudou com 8 pontos e 3 ressaltos no triunfo do Andorra, por 77-73, diante do Murcia, na 30ª jornada da Liga ACB. É a segunda vitória seguida, 11ª da época, em 30 jornadas, e o Andorra está na 14ª posição.
Em França, na NM1, equivalente à 3ª Divisião, o Avignon Sorgues caiu para o 12º lugar depois de perder com o Chartres, por 82-89, na 33ª ronda da fase regular da competição. Contrariamente ao que vinha sendo normal, Arnette Hallman não foi titular. Jogou 15 minutos, somando 4 pontos, 3 ressaltos e 4 assistências.
Na mesma competição, o Quimper manteve o 14º posto na tabela classificativa, mesmo tendo perdido na deslocação ao recinto do Mulhouse, por 74-83. Miguel Cardoso alinhou 37 minutos, somando 13 pontos, 4 ressaltos, 4 assistências e 2 roubos de bola.
Basquetebol do Vitória SC realiza Ação de Formação
Esta terá como preletores os treinadores vitorianos, Fernando Sá e Hugo Salgado.
Com currículos invejáveis a nível nacional, ambos os treinadores pretendem divulgar sobre os presentes como se prepara um microciclo em fase competitiva, onde também estará inserido o treino específico e a preparação de vídeo.
As inscrições deverão ser feitas através do mail: basquetebol.formacao@vitoriasc.pt com a seguinte informação: nome, clube e nº licença de treinador.
Programa da Ação:
9h – Receção aos participantes
9h15 – Abertura e apresentação dos Preletores e Temas
9h30 – Hugo Salgado: Treino Especifico e Preparação de Vídeo
10h20 – CoffeBreak
10h30 – Fernando Sá: Preparação de um Microciclo em Fase Competitiva
12h – Encerramento
Benfica e Vitória adiantam-se
Os encarnados começaram a defesa do título com uma robusta vitória sobre a UD Oliveirense (120-76), já os vimaranenses sentiram mais dificuldades para bater o CAB Madeira (73-61). Este domingo as equipas voltam a encontrar-se com os jogos a serem novamente disputados em casa do melhor classificado da fase regular.
No confronto entre 1º e 8º, os encarnados começaram com a atitude correta, não permitindo que a Oliveirense criasse ilusões quanto a poder vencer o jogo inaugural desta eliminatória.
Se no 1º período, ainda que em desvantagem (20-31), os comandados de Hugo Matos ainda se foram mantendo na discussão do resultado, o 2º quarto continuou a evidenciar os problemas defensivos da equipa de Oliveira de Azeméis. Com um parcial de 30-16, ao atuais campeões nacionais dispararam em definitivo no marcador (67-36), com os forasteiros a não se mostrarem capazes de condicionar as armas, e a qualidade individual da formação do Benfica.
A equipa liderada por Carlos Lisboa, não só ganhou a luta das tabelas (39-21), como também se mostrou muito mais coletiva nas suas ações ofensivas (29 assistências). Dois aspetos que favorecem a eficácia do lançamento, muito bem o Benfica da linha de 3 pontos (15/24 – 63%), como permite mais e melhores lançamentos.
Os benfiquistas não viveram exclusivamente do tiro de longa distância, uma vez que conquistaram 40 idas para a linha de lance-livres, das quais converteram 33 (83%).
Jobey Thomas (29 pontos, 5/8 de 3 pontos e 5 assistências), Ronald Slay (17 pontos e 5 ressaltos) e Carlos Andrade (13 pontos, 9 ressaltos e 6 assistências) começaram em grande estilo os playoffs deste ano.
A Oliveirense utilizou muito o lançamento de longa distância como solução atacante (10/35 – 29%), num encontro em que a equipa controlou muito bem a posse de bola (8 turnovers). A eficácia não foi a desejada, com Francisco Jordão, autor de 15 pontos, a ser o melhor marcador dos visitantes. Hélder Carvalho (13 pontos e 6 ressaltos) fez um jogo bastante positivo.
Vitória mais forte no 4º período
A jogar em casa, os vimaranenses tentaram bem cedo controlar a marcha do marcador. Objetivo conseguido (12-6), mas com os madeirenses a serem capazes de dar a volta até ao final do 1º período (13-12). O bom momento do insulares manteve-se no inicio do 2º quarto, mas rapidamente a formação da casa, muito por culpa da eficácia no seu tiro exterior, deu a volta ao resultado (23-21). Problemas logísticos obrigaram à interrupção do jogo, situação bem aproveitada pelo CAB, poi no reatamento somou 7 pontos sem resposta (30-25). O Vitória respondeu na mesma moeda, parcial de 7-0, pelo que foram os visitados a ir para o descanso no comando do jogo (32-30).
O recomeço da etapa complementar não trouxe nada de novo, o domínio do jogo era repartido, apenas se intensificou o equilíbrio, já que à entrada do derradeiro quarto as duas equipas estavam empatadas a 46 pontos. Nos últimos 10 minutos, os comandados de Fernando Sá mostraram-se mais fortes, o CAB ainda conseguiu manter o jogo fechado até quatro minutos do fim, perdia por cinco (53-58), mas a maior rotação do banco, melhor condição física, melhores tomadas de decisão, maior eficácia ofensiva, acabaram por fazer a diferença nos minutos finais do jogo.
O jogo exterior do Vitória funcionou muito bem, com a sua dupla de bases formada por Doug Wiggins (15 pontos, 6 ressaltos, 5 assistências e 4 roubos de bola) e Pedro Pinto (16 pontos e 3 ressaltos), a exibir-se a bom nível.
O norte-americano, Jovonni Shuler (22 pontos, 6 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola), MVP do jogo com 24 de valorização, foi o elemento em maior destaque no CAB Madeira, num jogo em que os madeirenses cometeram demasiados turnovers (21), permitiram bastantes ressaltos ofensivos (12), e não extiveram muito eficazes da linha de três pontos (4/21 – 19%).
Fator casa decisivo
Os algesinos, num esforço final, anda chegaram a ameaçar, já os açorianos, depois de terem entrado bem no jogo, comprometeram um bom resultado com o desempenho patenteado durante o 2º quarto.
O jogo entre Barcelos e Algés, tal como previsto, foi equilibrado, embora tenha sido sempre a equipa da casa a controlar a marcha do marcador. No final do 1º período era de cinco a vantagem dos barcelenses (27-22), uma diferença que praticamente se estabilizou até ao intervalo (45-39).
O desempenho defensivo dos algesinos não era o ideal, muito por culpa da pontaria do adversário da linha de 3 pontos (10/22 – 45%), bem como pelo seu excelente aproveitamento da linha de lance-livre (21/22 – 95%). À entrada do último quarto a diferença que separava as duas equipas era de sete pontos (63-56), com os comandados de José Ricardo a gerirem muito bem a almofada pontual de que dispunham até final da partida.
Filip Djuran, MVP do jogo com 28.5 de valorização, foi o homem do jogo, 31 pontos, 6 ressaltos e 3 roubos de bola, e mostrou-se com a mão quente a atirar de 3 pontos (7/12). Nuno Oliveira (13 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) não esteve particularmente inspirado, mas acabou por realizar um jogo positivo.
A equipa do Algés pode retirar bastantes coisas positivas deste, desde logo o reduzido número de turnovers (7), como a maior eficácia revelada nos tiros de 2 pontos. De três pontos não esteve mal (7/17 – 41%), apenas não tão bem, pelo que o jogo deste domingo promete voltar a ser disputado. Assim se repitam as exibições de Darren Townes (18 pontos, 10 ressaltos e 3 desarmes de lançamento), Diogo Correia (23 pontos e 4/7 de 3 pontos) e António Pires (16 pontos e 7 ressaltos).
Ovarense fugiu no final da 1ª parte
Os vareiros inverteram a tendência dos resultados registados durante a fase regular e venceram perante o seu público. Depois de ter perdido o quarto inicial pela diferença mínima (16-17), a equipa de Ovar arrancou para uma vitória tranquila. E para que isso acontecesse, muito contribuiu o parcial de 22-6, favorável aos vareiros, registado no decorrer do 2º período.
Ao intervalo a formação de Ovar vencia por catorze pontos de diferença (37-23), e a verdade, é que não mais perdeu o controlo do jogo. Os açorianos, embora mostrando-se mais competitivos, perderam os dois parciais da 2ª parte (17-21 e 13-16), razão pela qual não mais foram capazes de reentrar na discussão deste jogo 1 da eliminatória.
Mesmo tendo perdido a luta das tabelas (24/38), a excelência do tiro de curta e média distância dos vareiros (20/32 – 63%), bem como os 10 triplos convertidos, causaram danos irreparáveis na defesa do Lusitânia. O experiente, André Pinto (16 pontos e 6 ressaltos), mostrou que podem contar com ele para esta fase decisiva da temporada.
Salientar na equipa dos Açores as ausências de Blake Poole e Cavel Witter, acabando por ser o compatriota Willis Hall, MVP do jogo com 28.5 de valorização, o elemento em maior destaque, ao registar 27 pontos e 9 ressaltos. Os 21 turnovers cometidos pelos insulares em nada contribuíram para o sucesso da equipa.
Dragon Force e Eléctrico avançam
Depois do triunfo alcançado no passado fim de semana, em casa dos adversários, os dois conjuntos provaram o porquê de terem terminado a fase regular no topo da classificação. Os portistas bateram o Esgueira/OLI por 88-43, e o conjunto de Ponte de Sor levou de vencida a equipa do Aliança Sangalhos (66-51), se bem que só no 4º período tenha confirmado a sua superioridade.
Os azuis e brancos, tal como se previa, prolongaram a invencibilidade, e somaram mais um triunfo por números que não deixam dúvidas quanto à sua superioridade sobre o conjunto de Esgueira. O desempenho dos dragões durante os pirmeiros vinte minutos, parciais de 26-8 e 27-8, deitaram por terra qualquer tentativa de os esgueirenses discutirem o jogo. Para além das dificuldades ofensivas sentidas, a formação visitante não foi caapz de limitar o sucesso atacante dos portistas, que ao intervalo já tinham ultrapassado os cinquenta pontos (53-16).
A equipa da casa dominou por completo a luta do ressalto (49-25), 23 dos quais conquistados na tabela ofensiva, forçou o adversário a cometer 27 turnovers, e teve Miguel Queiroz (20 pontos e 13 ressaltos) como principal referência no jogo interior, e Pedro Bastos (18 pontos, 4/5 de 3 pontos) como o mais eficaz no perímetro. Na equipa de Esgueira, António Gaioso ficou muito perto de registar um duplo-duplo (11 pontos e 9 ressaltos).
Dez minutos finais foram decisivos
Mais complicado foi o sucesso do Eléctrico. Depois de uns primeiros 10 minutos em que foi ligeiramente superior (16-12), a equipa da casa viu o Aliança Sangalhos dar a volta ao resultado durante o 2º quarto (30-28). O descanso acabou por favorecer os visitados, já que no recomeço da etapa complementar os comandados de Andry Melnychuk voltaram a assumir a liderança do jogo (45-43).
O jogo continuava perfeitamente em aberto, e nada fazia crer que o último período viria a ser tão desequilibrado. O parcial de 21-8, favorável ao Eléctrico, permitiu-lhe seguir em frente na prova, e acabou por dar ao resultado final uma imagem bem diferente da forma como se desenrolou.
O conjunto de Ponte de Sor não esteve muito inspirado a lançar ao cesto, contornou esse problema conquistando idas para a linha de lance-livre (22/26 – 85%), e carregando no ressalto ofensivo (14). Ayrton Medeiros (20 pontos e 6 ressalto) voltou a estar muito bem, tal como Mário Neves (6 pontos e 16 ressaltos) determinante na conquista da luta da tabelas (37-31). João Lanzinha (16 pontos e 6 ressaltos) também brilhou no regresso a casa.
Para o Aliança Sangalhos a época terminou, o que não a impediu de ter deixado uma boa imagem nesta fase da prova. Diogo Simões (12 pontos, 5 ressaltos e 4 assistências) e Luis Fonte (11 pontos e 7 ressaltos) bem lutaram para manter a equipa em prova.
CAD Santarém – 61 Juizes em Formação Contínua!
Visando a uniformização de procedimentos e critérios, os 17 árbitros presentes tiveram 3 horas de formação no âmbito do PNAFC (Plano Nacional de Ação de Formação Contínua), sendo o árbitro FIBA Sérgio Silva o preletor desta ação.
Já os 44 oficiais de mesa presentes, beneficiaram de 3 horas recheadas de exercícios práticos de preenchimento de boletim de jogo, sobre comunicação e trabalho de equipa na mesa, além do esclarecimento de dúvidas aos juízes menos experientes, através dos formadores André Duarte e Bruno Bernardino. oficiais de mesa de categoria nacional.
O investimento na formação contínua dos juízes terá continuidade com mais duas formações previstas para o mês de Maio, nas zonas Este (Abrantes) e Oeste (Cartaxo/Rio Maior) do distrito de Santarém.
Triunfos que podem ser trunfos
A formação de Ovar garantiu na última jornada o primeiro lugar da fase regular, pelo que no embate frente ao 8º classificado, Guifões SC, o favoritismo vai para as vareiras. Mas e dentro do campo que se prova a superioridade, algo conseguido pela Ovarense neste jogo 1, pela forma concluedente como ultrapassou o seu opositor.
O primeiro jogo série entre a equipa da Madeira, 4ª classificada, e a formação de Coimbrões, 5ª classificada, a ronda que à partida tem tudo para ser a mais equilibrada, veio confirmar as palavras de Cíntia França no lançamento desta eliminatória. Que o Coimbrões tem qualidade suficiente para se afirmar como um candidato à luta pela subida. O resultado final revela o bom desempenho defensivo das nortenhas, 37 pontos sofridos, num jogo em que as defesas claramente se superiorizaram aos ataques.
As sportinguistas, mesmo tendo perdido a liderança na última jornada da fase regular, adiantaram-se na eliminatória frente à equipa vizinha da Cruz Quebrada (71-55). O conjunto leonino há várias épocas que fica próximo da tão desejada subida, sendo que a meia-final está cada vez mais próxima.
Ginásio e Terceira nas “meias”
Nos dois jogos que encerraram a ronda de sábado, Casino Ginásio e Terceira Basket somaram a segunda vitória, fechando assim, em branco, as respetivas séries frente a SL Benfica B (71-62) e Academia do Lumiar (76-62). Pelo que serão as melhores classificadas da fase regular a lutar pela última vaga de acesso à Liga Portuguesa de Basquetebol, uma vez que o Dragon Force já garantiu o direito desportivo como vencedor da fase regular. Os portistas defrontam a equipa da Figueira da Foz pelo acesso à final, já na outra ronda, Eléctrico e Terceira Basket lutam por uma presença na decisiva eliminatória, que poderá garantir desde logo a subida, assim o Dragon Force esteja envolvido na luta pelo título de campeão da Proliga.
Muita emoção na 1ª Divisão
Nesta ronda, algumas das equipas apontadas como favoritas a terminarem no topo da classificação foram surpreendidas, se bem que ainda exista um grupo de equipas que ainda permanece invicto.
A deslocação do Belenenses até à ilha Terceira para defrontar o AngraBasket suscitava natural curiosidade. Mas a formação do Restelo praticamente resolveu o jogo a seu favor durante os primeiros 20 minutos. Depois de um 1º quarto favorável à equipa lisboeta (20-14), o conjunto lisboeta disparou no marcador durante o 2º período, e com um parcial de 22-8, colocou-se numa posição previligiada para somar a seu segundo triunfo nesta fase, acabando mesmo por vencer por 71-55.
Mas a equipa do Restelo partilha o comando da Zona Sul B com o FC Barreirense que somou igualmente a sua 2ª vitória em igual número de jogos frente ao Algés/UAL B. A equipa do Barreiro, a jogar em casa, não deu hipóteses à formação algesina, como comprova o resultado final de 88-46, favorável ao conjunto da margem sul.
O Estoril Basket não teve a mesma sorte, já que a equipa da linha foi superada, fora de portas, pelo União Sportiva (65-59). Com este resultado positivo, o conjunto açoriano continua com um registo cempor cento vitorioso nesta fase, e partilha a liderança do Grupo Sul A com a equipa do Imortal BC.
O conjunto de Albufeira prolongou, em casa, o seu trajeto vitorioso, e somou mais um triunfo, poder-se-á dizer tranquilo, frente à equipa do SC Farense (79-44).
Quem também ainda não perdeu nesta fase foi a equipa B do Dragon Force, que durante a semana recebeu e venceu, num jogo muito disputado e equilibrado, decidido apenas por um ponto, a equipa do Maia Basket por 72-71. A semana não foi nada positiva para os maiatos já que no fim de semana voltaram a perder, desta feita perante o seu público, e novamente por uma curta vantagem frente ao CD Póvoa (70-74). Com este sucesso, os poveiros alcançaram a equipa portista no comando do Grupo Norte A, com ambas as equipas a somarem 2 vitórias.
Ainda neste Grupo, o Académico FC soube tirar partido do factor casa para levar de vencida a equipa do Galitos/WEBER S.GOBAIN (70-68), ficando agora os dois conjuntos em igualdade pontual com o registo de 1V e 1D.
No Grupo Norte B, o SC Braga segurou com enormes dificuldades a liderança da série, já que venceu apenas pela diferença mínima (61-60), em Coimbra, a formação a Académica de Coimbra, que ainda não venceu nesta fase. Mas os bracarenses não estão sós no comando do grupo, já que Olivais/UrgiCentroSANF continua invicto nesta fase, depois de derrotar, em casa, a AD Sanjoanense (80-58), uma das equipas que esteve em destaque na fase anterior da competição.
«Na máxima força»
A ambição é apenas uma – renovar o título conquistado na época passada. O primeiro jogo do conjunto de Carcavelos será com a União Sportiva, recém-reforçada com Jhasmin Player.
Depois de garantida a presença na Final Four, a equipa da Quinta dos Lombos aproveitou as duas semanas de pausa na competição para introduzir pequenos ajustes que podem ajudar a fazer a diferença. “A esta altura do campeonato nós treinamos para aperfeiçoar o trabalho que tivemos durante a época com o objetivo de melhorar em todos os pequenos pormenores.”
Maria não tem dúvidas que os Lombos irão apresentar-se no seu melhor momento de forma, de modo a conseguirem renovar o título de campeão nacional. “A nossa equipa trabalha junta desde o inicio da época. A nossa segunda estrangeira chegou em Janeiro já esta integrada na equipa. Não temos lesões graves e vamos estar na máxima força na Final 4.”
O regresso de Jhasmin Player é um problema acrescido para a decisão desta eliminatória, e embora reconheça que a sua chegada tem impacto, Kostourkova acredita que a Quinta dos Lombos tem soluções individuais e coletivas para condicionar o seu sucesso ofensivo. “A presença da Jhasmin Player muda muito o estilo de jogo da União Sportiva. A vantagem dela como estrangeira é que conhece a nossa Liga. Se estiver fisicamente bem, ela vai se integrar facilmente na equipa. Tem de ser defendida coletivamente, mas a nossa equipa tem jogadoras que são fortes defensivamente e são capazes de lhe criar problemas.”
A jovem jogadora não sente que a equipa esteja a desapontar esta temporada, até porque marcou presença em todos os pontos altos da temporada. “A Quinta dos Lombos disputou todas as finais este ano e isto não é de maneira alguma um falhanço.”
Fechar a época com a conquista desta Final Four não é encarado como uma salvação. “Temporadas perfeitas são muito raras e agora estamos apenas focadas na Final 4, e naquilo que vamos lá fazer. Vencer a Final 4 é o nosso objetivo e vamos dar tudo para que isso aconteça.”
«Objetivo é ganhar»
Contudo, as madeirenses não dão a contenda por perdida e acreditam ter condições para bater o pé à formação do continente.
Embora tenha terminado em igualdade pontual com o seu adversário desta 1ª ronda do playoff, a equipa do C.S.M. / C.S.CAB perde no confronto direto e acaba por ser 5ª classificada. Ainda assim, um desempenho que, na opinião de Cíntia França correspondeu às expectativas e metas definidas no início da temporada. “De forma geral, julgo que se pode afirmar que o balanço feito é de um desempenho positivo. O nosso principal objetivo era assegurar o playoff e conseguimos fazê-lo com uma posição a meia tabela, o que só por si já é um excelente feito para uma equipa tão jovem.”
Sendo uma equipa satélite do CAB Madeira, o grupo é formado por muitas atletas novas, cuja juventude é potenciada para impor uma forma de jogar muito própria. “Julgo que o nosso jogo está repleto de aspetos positivos. O facto de sermos uma equipa composta por muitas jogadoras jovens, permite-nos imprimir uma grande dinâmica no jogo, o que nos traz imensas vantagens, sobretudo na criação de situações de contra-ataque e de uma defesa pressionante.”
Mas nem só de inexperiência se compõe esta equipa madeirense, pois casos como o de Cíntia França, dotam a equipa de soluções e maior veterania para assumir os momentos mais decisivos dos encontros. “Por outro lado, temos algumas jogadoras mais experientes que contribuem essencialmente nas situações mais críticas do jogo, em que é importante acalmar. Isto permite-nos gerar um equilíbrio na nossa equipa que se revela um aspeto precioso para o nosso sucesso e que deve ser mantido nesta fase tão importante da temporada.”
O do C.S.M. / C.S.CAB não venceu nenhum dos dois jogos disputados durante a fase regular, mas atleta madeirense aponta a defesa como a chave do sucesso, especialmente de forma a condicionar o sucesso ofensivo de um duo da equipa adversária. “A defesa adquire, indiscutivelmente, uma importância tremenda para conseguirmos a vitória. Sem querer desvalorizar as restantes, o Coimbrões possui duas jogadoras essenciais que poderão resolver o jogo: Carla Ribeiro e Cátia Lopes. Assim, será fundamental conseguir pará-las para alcançarmos o nosso objetivo. A defesa e o domínio das tabelas são, no meu entender, os aspetos que irão ditar o vencedor/vencido.”
A atleta madeirense reconhece potencial à formação de Coimbrões para chegar ao titulo, mas isso não retira ambição e desejo de continuar em prova. “Reconhecemos o valor do Coimbrões e sabemos que esta é uma das equipas que poderá ter hipóteses para vencer a I Divisão. No entanto, e como não poderia ser mais óbvio, iremos entrar nesta 1ª ronda com o objetivo de ganhar.”
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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