Artigos da Federaçãooo

“Mostrem que estão connosco”

“Mostrem que estão connosco nos bons, mas também, e principalmente, nos maus momentos”, refere o base.

Logicamente que os dois resultados até agora registados pela equipa não são os desejados, muito menos as exibições realizadas pelo conjunto nacional. Num grupo jovem e sem experiência internacional tal facto poderá ter um custo, já que Mário Fernandes reconhece que o grupo “está a trabalhar para contornar algum tipo de desilusão” que se sinta no seio da equipa.

 

Os problemas ofensivos têm sido apontados como uma das principais lacunas da equipa. Alguns apontam a falta de talento individual, mas o capitão julga apenas que “ainda não conseguiu expressar dentro do campo tudo aquilo que a equipa é capaz de fazer”.

 

No último encontro a falta de eficácia ofensiva repercutiu-se negativamente nos aspetos defensivos. Portugal não foi tão intenso a defender como é seu hábito, isto porque “permitimos muitos contra-ataques por falta de equilíbrio ofensivo.”

 

O poste georgiano Zaza Pachula irá ser, muito provavelmente, o maior problema a resolver por Portugal no jogo do próximo domingo. Defender jogadores com estas características, grandes e pesados, como também é o caso de Tornike Shengelia, 18 pontos frente à Hungria, é um dos handicaps que Portugal tem de ser capaz de contornar. “Temos defrontado seleções com atletas de altíssimo nível, muito maiores e com outra experiência em competições deste tipo, domingo não será exceção.”

 

O experiente base português não tem dúvidas que a equipa tem de respeitar alguns princípios de forma a poder possa competir com a Geórgia no jogo de Ovar. “Organização ofensiva, recuperação defensiva e a luta dos ressaltos.”

 

Como capitão, e neste momento menos positivo da Seleção, Mário deixa uma mensagem para todos aqueles que acompanham e sofrem com os jogos da Seleção. “Este grupo é jovem e com pouca experiência internacional, mas tem trabalhado imenso desde finais de Junho. A cada treino e a cada jogo melhora com o objetivo de competir contra alguns dos melhores jogadores europeus que atuam em Ligas como a ACB ou a NBA. Jogámos em pavilhões cheios que apoiam a sua equipa de princípio ao fim, gostávamos de sentir o mesmo aqui em Portugal. Apareçam em Ovar, domingo, às 16 horas, e mostrem que estão connosco nos bons, mas também, e principalmente, nos maus momentos.”


Sub-16 ultimam preparação

Uma vez mais a Federação Portuguesa de Basquetebol aproveitou as excelentes condições que o concelho oferece para estágios de qualidade. Os trabalhos contaram com 15 atletas e decorreram entre 6 e 15 de Agosto. Os atletas foram submetidos a treinos bi-diários exceto dia 10 e dia 14, em que a equipa treinou uma só vez. O técnico Raul Santos pretende que o grupo mantenha a sua atitude guerreira, em que a entrega terá de ser total, de modo a equipa seja permanentemente agressiva a defender. O técnico tem consciência que neste Europeu, que se disputa em Strumica, Macedónia, o conjunto português está obrigado a jogar sempre em superação, de forma a poder disfarçar as suas debilidades físicas e de estatura.

A cidade, assim como a vila do Caramulo, têm sido os locais escolhidos para as diversas Seleções Nacionais masculinas e femininas prepararem a participação nos diferentes Campeonatos da Europa. Desta feita foi a cidade de Tondela a escolhida para o estágio da Selecção de sub-16, com vista à participação da formação lusa no Campeonato da Europa, que se disputa este ano na Macedónia.

 

Nos treinos da manhã a equipa trabalhou mais as questões relacionadas com a técnica individual, ensino, tática individual e de grupo. As sessões da tarde incidiam sobretudo sobre a tática coletiva, com o objetivo que o grupo saiba explorar os seus pontos fortes no ataque, através da aprendizagem de rotinas e princípios básicos ofensivos.

 

Foram dias de “trabalho árduo com 2h de manhã e 2h30 de tarde”, com os jogadores muito “empenhados em conquistar o seu lugar” no grupo final. Uma dor de cabeça para o treinador Raul Santos, que terá de decidir até ao final deste estágio quais os 12 jogadores que viajarão na próxima segunda-feira para Strumica.

 

Quanto ao perfil dos atletas com quem vai contar, o selecionador nacional não tem dúvidas, até porque o desafio é enorme, o tempo de preparação foi curto e sem competição internacional que ajudasse a tomar as decisões finais. “Pretendemos 12 atletas, 12 guerreiros na Macedónia, com muita atitude e disponibilidade para encararem jogo a jogo com o seu máximo.”

 

Raul Santos quer uma equipa intensa nas tarefas defensivas, que faça da defesa a sua principal máxima, no sentido de procurar os ritmos de jogo que mais convêm as características dos jogadores portugueses. “Queremos defender em todo o campo, com muita agressividade, porque somos mais baixos e interessa-nos subir os ritmos de jogo, bem como procurar vantagens no jogo mais veloz.”

 

A intensidade e a velocidade a que os jogos são disputados neste tipo de competições nada tem a ver com a competição interna, pelo que se coloca o enorme desafio de se terem que adaptar o mais rapidamente possível à nova realidade competitiva. “Teremos que melhorar nas decisões com menos tempo e mais pressão. Teremos que dar sempre algo mais em cada momento do jogo.”


Ainda não foi desta

O conjunto português voltou a sentir enormes dificuldades em equilibrar a luta das tabelas, a eficácia ofensiva não foi a desejada, os pontos conseguidos em contra-ataque não foram muitos, e a defesa, desta vez, não foi salvadora.

A prestação defensiva de Portugal nos primeiros três períodos do jogo ficou aquém do que nos habituou, o mesmo será dizer que, a este nível, com as limitações ofensivas que a equipa tem, sofrer 74 pontos, 51 numa parte, em 30 minutos, torna quase impossível que Portugal consiga vencer qualquer jogo nesta fase de apuramento.

 

O domínio absoluto exibido pela equipa da República Checa na luta do ressalto (52-27), sendo que 15 foram conquistados na tabela portuguesa, traduz-se em maior número de posses de bola e 15 pontos convertidos em segundos lançamentos. Se a isto associarmos os 19 pontos convertidos em contra-ataque, bem como às superiores percentagens de lançamento de campo, fica explicada a clara superioridade demonstrada pelos checos neste encontro.

 

Apesar de ter estado um pouco melhor da linha de três pontos (31.8%), ainda que sem chegar aos 40% apontados pelo técnico Mário Palma, Portugal sentiu enormes dificuldades em conseguir fazer pontos nas áreas mais próximas do cesto, como comprova a percentagem de lançamentos de curta e média distância registada pelos atletas portugueses (12/41 – 29.3%).

 

O contra-ataque também não foi uma arma ofensiva utilizada pela equipa portuguesa como forma de contornar estes problemas ofensivos (5 pontos), a que não será alheio o facto de não controlarmos a tabela defensiva.

 

Portugal ainda foi capaz de equilibrar o jogo até ao inicio do 2º período, altura em que perdia por sete pontos de diferença (23-30), mas os últimos 5 minutos da 1ª parte foram muito penalizadores para os comandados de Mário Palma, que ao intervalo perdiam por vinte pontos de diferença (51-31).

 

Na etapa complementar, só no último período Portugal se reencontraria e voltava a ter um desempenho mais condizente com as suas características, já que o parcial de 11-15 está mais de acordo com aquilo que a equipa pode e deve conseguir.

 

O extremo José Silva, com 11 pontos, foi o melhor marcador da equipa, com Pedro Pinto (9 pontos) a ficar muito perto da dezena de pontos.


Retificar frente à Rep. Checa

As duas seleções foram derrotadas na jornada inaugural, se bem que as contas para a equipa nacional estejam bastante mais complicadas, uma vez que perdeu em casa e por uma diferença pontual bastante alargada. Para o jogo de Nymburk, os comandados de Mário Palma terão de dar continuidade à boa prestação defensiva do jogo frente à Hungria, já no ataque a equipa terá de jogar de uma forma mais fluída, cometer menos turnovers e aumentar a sua eficácia ofensiva. O adversário é de enorme valia, pelo que será uma boa oportunidade para os atletas portugueses demonstrarem que conseguem ser competitivos.

Portugal não terá tarefa fácil na próxima quarta-feira, como comprova o jogo disputado pela República Checa frente à forte equipa da Georgia. Durante mais de 30 minutos os checos equilibraram o encontro, uma vez que a 6.54 minutos do final perdiam pela diferença mínima (57-58). Nos momentos finais, à semelhança do que sucedeu com Portugal, a República Checa cometeu muitos erros, perdeu muitas bolas e falhou muitos tiros em aberto.

 

O resultado de 73-62 favorável aos georgianos é pois bastante enganador, mas revela que o próximo adversário de Portugal também pode ser pressionado e destabilizado nas suas movimentações ofensivas. Ainda assim, existe muita qualidade na equipa da República Checa, onde se destacaram o estreante Patrik Auda, que com os seus 2.06 metros anotou 18 pontos. Outro jogador interior que pode fazer mossa nas áreas próximas do cesto, bem como no ressalto, um dos principais problemas revelados por Portugal nos primeiros 20 minutos frente à Hungria, é Andrej Balvín, que terminou o encontro frente à Geórgia com 9 pontos e 7 ressaltos, sem esquecer os seus 2.16 metros.

 

O conjunto português, nos jogos de preparação, sentiu sempre imensos problemas para se ajustar a equipas com atletas altos, pelo que este será mais um enorme desafio à capacidade de superação dos jogadores interiores portugueses, na esperança que Cláudio Fonseca tenha já adquirido um pouco mais da sua forma desportiva.

 

Os atiradores portugueses passaram um pouco ao lado do jogo com a Hungria, e nunca é demais lembrar e dar ênfase à importância do jogo exterior para o sucesso ofensivo da equipa portuguesa. Nada como ser paciente, estar pronto e confiante, para concretizar as situações de lançamentos criadas pelas ações ofensivas da equipa.

 

Sem desconfianças, prontos para a luta, desejosos de corrigir os erros, e positivos quanto aos aspetos menos felizes do último jogo, terá de ser o estado de espírito e a forma correta de abordar o próximo deste apuramento.


Arranque com o pé esquerdo

A equipa portuguesa acusou a importância do jogo, e o parcial negativo de 5-21 registado nos minutos iniciais comprometeu em definitivo a vitória no jogo (38-58). Apesar da melhoria defensiva na etapa complementar, bem como o melhor desempenho na luta das tabelas, não foram suficientes para anular a diferença pontual, isto porque no ataque Portugal não teve soluções e eficácia para ultrapassar a defesa húngara.

A este nível, frente a equipas fortes com aspirações a uma presença num Campeonato da Europa, começar um jogo dando de avanço quase vinte pontos é quase sentenciar o jogo. O domínio nas tabelas, mais 15 ressaltos, exibido pela Hungria nos primeiros vinte minutos foi determinante para que Portugal tivesse que correr atrás do prejuízo.

 

Se a isto juntarmos, e não foi por falta de aviso, os 18 pontos conseguidos pelo extremo húngaro Vojvoda durante o 1º tempo, estão encontrados os principais fatores que contribuíram para que Portugal estivesse a perder por vinte um pontos ao intervalo (20-41). Se é verdade que nos primeiros 20 minutos Portugal poderia ter feito melhor nos aspetos defensivos, a eficácia e a sorte em alguns momentos, acompanhou os atiradores húngaros.

 

No segundo tempo Portugal surgiu muito mais agressivo a defender, a não permitir segundos lançamentos à equipa adversária, o mesmo será dizer a controlar a sua tabela defensiva. A Hungria começava a sentir problemas ofensivos para conseguir pontos, mas apesar de um bom inicio de Portugal, 2 contra-ataques seguidos, os comandados de Mário Palma continuavam a revelar imensas dificuldades para fazer pontos no ataque.

 

O tempo jogava a favor da equipa que seguia na frente, e muito embora os jogadores portugueses conseguissem controlar o sucesso ofensivo da equipa adversária, a falta de pontos (longos períodos em branco) em nada contribuía para que Portugal fosse capaz de reentrar na discussão do jogo.

 

Muitas situações de fácil concretização falhadas, turnovers pouco recomendados a este nível, algumas dúvidas na forma como defender bloqueios diretos, problemas em parte explicados pela falta de rotinas de treino uma vez que jogadores-chave foram sujeitos a longas paragens que levaram à perda da sua forma desportiva.

 

Esta jovem equipa de Portugal vale muito mais do que aquilo que demonstrou neste jogo, assim os jogadores se soltem mais e consigam expressar durante o jogo a sua valia.

 

O extremo Fábio Lima, autor de 12 pontos, foi o melhor marcador da equipa portuguesa, num encontro em que Arnett Hallman (8 pontos, 9 ressaltos e roubos de bola) foi importante no equilíbrio da luta do ressalto. As percentagens de lançamento de Portugal voltaram a não ser famosas (35.5% de 2 pontos e 19% de 3 pontos), sem que o jogo interior, 7 lances-livres conquistados, tenha sido uma opção ofensiva no ataque nacional.


Portugal perde com Hungria

 

(em atualização)


Sub-16 fazem história

A vitória deste domingo frente à Grécia por 53-38, garantiu a permanência da equipa Sub-16 na elite do escalão, à semelhança do que conseguiram as Sub-18, com um magnifico 9º lugar, com as Sub -20 a conquistarem esse direito igualmente para a próxima temporada. Um feito fantástico, que enche de orgulho todos aqueles que acompanham a modalidade e premeia toda a estrutura do basquetebol feminino, que, de uma forma direta ou indireta, contribuiu para estes resultados inacreditáveis.

Como é hábito dizer-se o mais importante é como se acaba e não como se começa. Esta máxima aplica-se a esta equipa portuguesa, já que iniciou a sua participação neste Campeonato da Europa com uma derrota justamente contra esta mesma equipa da Grécia.

 

E se no primeiro jogo, Portugal comprometeu a vitória no quarto inicial, desta vez verificou-se o oposto. A importância do encontro não fez temer as atletas portuguesas, conscientes que teriam de jogar de uma forma concentrada e dar tudo por tudo para que o sonho se tornasse realidade. A Grécia, uma equipa mais física, muito agressiva na defesa jogava a cartada final, num jogo em que poucos esperariam este desfecho.

 

Portugal muito sereno, entrou muito bem no jogo, tendo sido  importante estar por cima no marcador, e assim inverter a tendência do 1º jogo. No ataque procurava com paciência a sua referencia interior, Beatriz que chamava a si as ajudas defensivas, e uma vez que as rotações defensivas gregas não eram claras, Portugal criava boas situações para lançar ao cesto, acabando por dominar no 1º período (15-8).

 

Fiel a uma defesa zona, a equipa lusa continuava a baralhar o ataque grego, cuja seleção de lançamentos não dava frutos. No 2º período, as percentagens de lançamento das duas equipas baixam, muito relacionado com a rotação de jogadoras. Ambas as equipas revelam alguma ansiedade, e o intervalo chega com uma vantagem de 10 pontos (23-13) para Portugal, sendo notórios os problemas ofensivos da Grécia para atacar a zona lusa.

 

Sabia-se que o jogo estava muito longe de estar decidido, e a Grécia iria aumentar a pressão no segundo tempo. Facto que que foi reforçado no balneário, tendo sido pedido para que a equipa continuasse a jogar de forma serena, pois esta era a grande oportunidade de fazer história.

 

Na entrada para o 3º período Portugal faz o 1º cesto por Beatriz Jordão, e a Grécia com algumas alterações ofensivas, o melhor que consegue é marcar um triplo. Portugal com ataques longos, continuava a mandar no jogo e dominava a marcha do marcador, com a diferença que separava as duas equipas a chegar a ser de 25 pontos, (41-16).

 

A excelência da defesa portuguesa, 3 pontos sofridos, colocava as comandadas de Ana Catarina Neves cada vez mais próximas da manutenção. As atletas portuguesas confundiam por completo a equipa grega através da sua defesa zona, fazendo com que a Grécia falhasse 12 lançamentos consecutivos, bem como a forçaram a cometer 5 turnovers neste momento decisivo do encontro.

 

A partir daí os árbitros tiraram folga, a Grécia muito agressiva, a bater em tudo o que mexia, reage e ganha novo folgo, forçando a equipa portuguesa a cometer alguns turnovers.  A paragem do jogo serviu para serenar as nossas jogadoras, bem como para retificar os timings certos para furar a zona press da Grécia. Colocar em campo a duas bases, e sobretudo passar a mensagem que não era um drama algum erro cometido, apenas pensar na tarefa seguinte, continuar a ser agressivo com a bola e não jogar para as linhas.

 

A três minutos do final, a diferença chegou a ser de 11 pontos, mas Portugal, por aquilo que fez nos primeiros 3 períodos (16 pontos sofridos), merecia ser recompensado, até pelo esforço e pela crença demonstrada durante uma competição em que teve de ser mentalmente forte de modo a superar a frustração de não ter começado bem.

 

No final o prémio para todas, que, numa grande explosão de alegria, invadiram o campo, com aplausos de muita gente da bancada, assim como dos pais de algumas jogadoras que foram incansáveis no apoio à equipa em todo o Europeu.

 

A melhor jogadora, e o grande destaque, vai para a Equipa, que de uma forma humilde e ambiciosa mostrou que merecia a permanência na Divisão A. Divisão essa de grande qualidade, com todas as seleções envolvidas com condições de trabalho e de preparação a anos de luz da nossa realidade. Por isso estar aqui implica responsabilidade, compromisso e sobretudo trabalho de todos os envolvidos no Basquetebol Nacional.

 

 

Mariana Silva (13 pontos e 10 ressaltos) terminou em grande forma a competição, Ana Neves, já Beatriz Jordão voltou a ser decisiva na luta das tabelas, 18 ressaltos conquistados, a que somou 12 pontos. Maria Nunes contribuiu com 4 pontos, 8 ressaltos e 7 assistências, números que demonstram a exibição completa da jovem atleta portuguesa.

 

Portugal conseguiu quase o dobro dos ressaltos do seu adversário (56-29), bem como privilegiou o jogo interior (34 pontos), contrariamente ao ataque grego em que 33 dos seus 56 lançamentos foram para lá da linha de três pontos.

 

A equipa portuguesa é a primeira a abandonar o Campus Hotel de Debrecen, partindo às 23h20, para uma viagem de 3 horas de autocarro para Budapeste, onde viajará para Lisboa no voo TAP às 5h05, chegando a Lisboa por volta das 7h20 hora de Portugal.


«Estamos bem preparados»

O  adjunto de Mário Palma lembra o quão importante é começar a qualificação para Eurobasket'2015 com uma vitória, ainda para mais diante de um adversário que Portugal conhece e que até já superou.

O jogo do próximo domingo frente a Hungria “é o mais importante” da Fase de Qualificação, não só por ser o primeiro, mas também por ser em casa. Até porque, pelo menos no plano teórico, “será contra uma equipa cujo nível é mais aproximado do nosso”. Por tudo isto, "é imperioso conseguirmos uma vitória, de forma a dar confiança a um jovem grupo que sempre prometeu ser lutador e competitivo."

 

A equipa trabalhou arduamente durante sete semanas, daí que Mário Gomes não tenha duvidas em afirmar: “Estamos bem preparados”.  As duas equipas defrontaram-se há bem pouco tempo, pelo que o trabalho de scouting faz com que não existam muitas surpresas para este encontro. “Conhecemos bem a Hungria, mas tal não constituirá uma vantagem, pois eles também nos conhecem bem, uma vez que nos defrontámos há duas semanas.”

 

Vai seguramente ser um jogo completamente diferente do que o disputado no Torneio de Oberwart. “O facto de lhes termos ganho nessa altura não tem qualquer importância.” Embora não deixe de ser um bom indicador, e revele que é possível bater esta equipa húngara. “Se conseguirmos jogar ao mesmo nível que o fizemos nos primeiros três quartos desse jogo, mas sendo consistentes durante os 40 minutos, temos todas as hipóteses de os voltar a bater.”

 

A Hungria é um adversário complicado, que tem como principal arma ofensiva a capacidade individual para desequilibrar bem como os tiros de longa distância. “É uma equipa fisicamente poderosa, mas cujo potencial ofensivo assenta essencialmente no jogo exterior, com vários jogadores de grande capacidade no 1×1 e muito bons lançadores de fora.”

 

Já Portugal terá que se manter fiel aos seus princípios, ainda que hajam sempre aspetos do jogo que possam ser melhorados ou corrigidos. “Quanto a nós, teremos que manter o que têm sido os nossos pontos fortes (coesão, atitude, boa defesa em meio-campo) e melhorar nalguns aspetos, designadamente: na recuperação defensiva; na eficácia de concretização dos contra-ataques; e, principalmente, na percentagem de lançamentos."

 

“Estamos muito motivados para iniciar a competição e confiantes que começaremos com uma vitória.” As palavras finais de Mário Gomes revelam bem o otimismo e a ambição que reina na renovada Seleção Nacional sénior.


Manutenção decidida este domingo

A determinação da equipa nacional cedo lhe permitiu fugir no marcador, embora as suecas nunca se tenham dado por vencidas. Apesar de uma aproximação no marcador, a vitória de Portugal nunca esteve em causa, pelo que as aspirações da manutenção continuam intactas para a grande final deste domingo.

Fantástica a abordagem de Portugal ao jogo na fase inicial, que com um parcial de 9-0 ganhando confiança para lutar pela vitória. O bom momento da equipa nacional obriga a Suécia a pedir um desconto de tempo de forma a acordar as suas jogadoras. A partir daí, a defesa sueca passou a ser com alternâncias, mas Portugal não se intimidou com isso, e continuou a dominar o jogo até ao final do período, que terminou com 19-5, favorável ao conjunto nacional.

 

Sabia-se que a Suécia iria reagir, e foi o que aconteceu, com Astrid Nilsen, autora de 15 pontos e 3 ressaltos, a ser a mais inconformada, impulsionando a Suécia a subir a sua produção ofensiva. Portugal cometia alguns erros defensivos, dando o domínio do segundo parcial às suecas que acabariam por vencer o período (19-13).

 

O intervalo, em boa altura chegava, com Portugal ainda em vantagem 32-24. E para o reinicio do jogo, havia necessidade de retificar coisas, e ter um novo inicio de jogo concentrado, nas tarefas a desenvolver.

 

Um Portugal confiante e igual ao do começo do encontro, foi o que entrou na 2ª metade, explorando bem o jogo interior, ainda que Beatriz não se mostrasse muito consistente, (5 pontos e 9 ressaltos), chamava a si ajudas, das quais beneficiava Mariana Silva, esta com 25 pontos marcados e 11 ressaltos, 7 dos quais no ataque. Sem duvida numa tarde inspirada, disfarçando até, a falta de consistência nas tarefas defensivas, um problema resolvido pela coesão e entreajuda da equipa.

 

Portugal volta a fazer um parcial positivo no 3º período (20-13), e alarga a sua vantagem para 15 pontos. O distanciamento no marcador fez as nossas jogadoras relaxarem, ou pensarem que dificilmente a Suécia reagiria.

 

Muito se enganaram, pois a Suécia volta a arregaçar as mangas e parte para uma defesa todo campo, criando situações de 2×1 na transição defesa ataque de Portugal, que se desorientou e cometeu alguns turnovers.

 

Ana Catarina Neves interrompe o jogo com um pedido de desconto de tempo, de modo a serenar as hostes portuguesas. E embora a Suécia, a 2 minutos do final, reduzisse para 9 pontos a diferença que separava as duas equipas, mais um lançamento de Mariana Silva, voltava a colocar a diferença acima dos 10 pontos.

 

A Suécia arrisca tudo, mas a vitória já não fugiria à equipa portuguesa, que a mereceu, deixando em aberto o sonho da manutenção, para o último jogo do mata/mata, deste domingo quando jogar com o vencedor do encontro entre a Dinamarca e a  Grécia.

 

Injusto seria não darmos o merecido destaque a Leonor Nunes, a jogadora do fato de macaco, capaz de defender bases, extremos e postes, com uma prestação fantástica (17 pontos, 3 triplos em 5 tentativas, e 6 ressaltos). Sem duvida uma excelente prestação e grande obreira na vitória de Portugal.


Jogo exterior será fundamental

Mas para que isso se torne realidade, o técnico não esconde que o jogo exterior de Portugal terá de funcionar, o mesmo será dizer que a equipa terá de ser eficaz nos lançamentos de longa distância. A defesa terá de continuar a ser o pilar, se bem que tenha que melhor na transição defensiva, bem como contornar os problemas colocados pelos jogadores interiores de elevada estatura das equipas adversárias.

"Se Portugal tiver boa percentagem de lançamentos triplos, então vamos conseguir discutir os resultados. Vai depender muito disso. O nosso jogo interior, agora com o Cláudio Fonseca [regressado após lesão num joelho], vai melhorar, mas não é suficiente para enfrentar equipas que são muito mais altas e muito mais poderosas do que nós", disse à agência Lusa Mário Palma.

 

Portugal defronta este domingo, em Sines, às 19.30 horas, a Hungria, o primeiro de três jogos em Portugal, sendo que os outros dois serão disputados em Ovar, dia 17 de Agosto, diante da Georgia, e o último frente a República Checa, a 24 de Agosto no Pavilhão Multiusos de Gondomar.

 

Começar a vencer nesta fase seria um estímulo muito importante para uma equipa em renovação, em que a grande maioria dos atletas não tem grande experiência de competição internacional. "É muito importante para nós, é o primeiro. Quanto às duas outras equipas, vai ser muito mais complicado: tanto a Geórgia, como a República Checa são equipas muito fortes. Vão ser muito difíceis de bater. Espero que a equipa, pelo menos em casa, consiga jogar de igual para igual e ganhar esses jogos, mas há uma diferença muito grande", salientou o selecionador.

 

Os resultados obtidos no último torneio disputado na Polónia não são grandes indicadores, se bem que o facto de não poder ter contado com o habitual poste da equipa teve muitas implicações na forma como a equipa se apresentou. "Nós na Polónia tivemos o problema de não ter um '5' [um poste] e isto teve uma influência muito grande, porque jogámos contra jogadores de 2,20 metros, 2,18 e 2,14 e assim é muito difícil. Agora com o Cláudio [2,08 metros], apesar de ter estado 15 dias parado, acredito que a seleção pode e deve dar uma resposta muito mais positiva perto da área do cesto", explicou o técnico.

 

Para Mário Palma, o jogo de Portugal terá de assentar defesa agressiva, no domínio da tabela defensiva e numa transição defensiva rápida, evitando contra-ataques. "No último torneio defendemos bem, mas em relação à transição defensiva já não fomos tão eficientes. Não conseguimos ganhar tantos ressaltos defensivos como gostaríamos e sofremos pontos em contra-ataque, que é uma coisa que temos de melhorar esta semana".

 

No ataque, as percentagens de lançamento terão se ser mais altas, já que são quase nulas as referências interiores no conjunto nacional . "Na Polónia tivemos uma percentagem de lançamento muito má. E claro, não tendo jogo interior, somos obrigados a lançar muito longe do cesto e a nossa percentagem baixa. No último jogo [contra o Irão] a nossa percentagem foi muito baixa, 26 ou 27 por cento, falhámos 48 lançamentos", explicou Mário Palma.

 

Portugal venceu a Hungria (76-70) em finais de Julho (no torneio de Oberwart), facto que o selecionador desvaloriza, preferindo destacar a "grande qualidade" dos atiradores húngaros. "A Hungria tem o número 7 [Krisztian Wittman] e o número 9 [David Vojvoda], jogadores com uma grande capacidade de lançamento exterior e rápidos. Temos de ter muito cuidado com o jogo exterior da Hungria, porque eles têm jogadores que lançam com muita qualidade: lançam no bloqueio, lançam de três pontos no contra-ataque, penetram. São jogadores com grande qualidade e vamos ter de defendê-los muito bem", sublinhou


«Estamos mais que prontos»

A Seleção bateu esta equipa no torneio que ganhou na Áustria e acredita que pode repetir o desfecho na partida deste fim-de-semana.

A participação no torneio da Polónia veio abalar o moral da equipa para esta fase de apuramento?

 

Não, de forma alguma. Somos jovens, com uma seleção renovada mas queremos honrar o nosso país e vamos dar tudo por tudo nesta fase para nos apurarmos. Jogámos contra equipas muito fortes no torneio da Polónia. É como diz o nosso treinador Mário Palma, só aprendemos e melhoramos a jogar contra os melhores.

 

Consegue apontar o que esteve menos bem que ditaram os resultados negativos na Polónia?

 

As coisas não nos correram bem, jogámos contra equipas muito boas e ao mínimo erro podemos ser prejudicados. Mas aprendemos com os erros e certamente que não vamos cometer os mesmos erros.

 

A Hungria é já uma equipa vossa conhecida. Pontos fortes que destacaria deste primeiro adversário?

 

Sim, conhecemos bem a Hungria. No torneio da Áustria ganhamos-lhes e queremos repetir o mesmo resultado no domingo. A Hungria tem alguns jogadores que podem fazer a diferença, vamos fazer tudo para os anular, vamos dar tudo por tudo na defesa, e vamos trabalhar muito para entrarmos com o pé direito nesta fase de apuramento.

 

É sempre importante começar uma competição com uma vitória, tanto mais que vão jogar em casa. Para que isso aconteça a equipa vai ter que marcar pontos no ataque. As baixas pontuações dos últimos jogos ficaram-se a dever a falta de eficácia ou problemas em conseguir soluções ofensivas para lançar ao cesto?

 

Sim, e acreditamos que vamos entrar bem nesta fase de apuramento, é para isso que trabalhamos. Penso que as baixas pontuações devem-se apenas a falta de eficácia, mas não nos podemos esquecer que jogamos contra seleções muito fortes, e onde claramente nos fez muita falta o nosso amigo Cláudio Fonseca. Mas contra a Hungria as coisas vão-nos correr melhor e vamos com o apoio de todos os portugueses entrar bem na competição.

 

Onde nota que a equipa evoluiu mais durante este período de preparação?

 

Na minha opinião a equipa evoluiu muito a nível defensivo, estamos a defender bem. A nível ofensivo estamos a jogar bem, a criar lançamentos para o jogador que está mais só. Estamos todos preparados para ajudar a equipa a ganhar.

 

Sente que a equipa está preparada para enfrentar esta fase de apuramento?

 

Claro, há 7 semanas que nos estamos a preparar para este momento.

Agora que está a chegar, estamos mais que prontos para atingirmos o nosso objetivo e honrarmos a camisola do nosso país.


Regras oficiais do jogo – 2014

Destaca-se obviamente a alteração produzida na regra dos 24 segundos, tanto mais que muitos dos atuais aparelhos de controlo dessa regra não se encontram de momento preparados para a alteração introduzida, carecendo de adaptação. 

 

Há que ter real consciência de que NÃO PODERÃO REALIZAR-SE JOGOS em pavilhões cujos aparelhos de 14/24 segundos não reúnam as condições que passarão a ser exigíveis, pois torna-se completamente impossível a aplicação da respetiva nova regra.

 

Em anexo, nos detalhes desta noticia, poderá ser consultado o texto integral das Regras Oficiais a vigorar a partir de 01 de Outubro.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Aliquam iaculis blandit magna, scelerisque ultricies nisi luctus at. Fusce aliquam laoreet ante, suscipit ullamcorper nisl efficitur id. Quisque id ornare est. Nulla eu arcu neque. Sed ornare ex quis pellentesque tempor. Aenean urna enim, commodo ut nunc sit amet, auctor faucibus enim. Nullam vitae felis ipsum. Etiam molestie non enim quis tincidunt. Pellentesque dictum, nulla id ultricies placerat, neque odio posuere orci, quis vestibulum justo odio ut est. Nullam viverra a magna eu tempor. Nullam sit amet pellentesque magna. Vestibulum vel fermentum turpis, nec rhoncus ipsum. Ut et lobortis felis, sed pellentesque dolor. Nam ut porttitor tellus, ac lobortis est. Fusce vitae nisl vitae ante malesuada venenatis. Sed efficitur, tellus vel semper luctus, augue erat suscipit nunc, id hendrerit orci dui ac justo.

Pellentesque eleifend efficitur orci, et pulvinar dui tempus lobortis. Proin accumsan tempus congue. Cras consectetur purus et lacinia rhoncus. Ut eu libero eget quam semper malesuada. Aliquam viverra vulputate tempor. Sed ac mattis libero, a posuere ligula. Quisque tellus dui, placerat vel ex in, fringilla fringilla tellus. Aliquam erat volutpat. Aenean convallis quis eros vel ornare. Aliquam et lorem vestibulum, posuere quam ac, iaculis arcu. Fusce feugiat blandit mattis.

Legenda

Praesent sed metus euismod, varius velit eu, malesuada nisi. Aliquam aliquet quam tempor orci viverra fermentum. Sed in felis quis tortor accumsan vestibulum. Aliquam erat volutpat. Maecenas pretium sem id enim blandit pulvinar. Pellentesque et velit id arcu feugiat hendrerit ac a odio. Sed eget maximus erat. Phasellus turpis ligula, egestas non odio in, porta tempus urna. Fusce non enim efficitur, vulputate velit in, facilisis metus.

Nulla sagittis risus quis elit porttitor ullamcorper. Ut et dolor erat. Ut at faucibus nibh. Cras nec mauris vitae mauris tincidunt viverra. Donec a pharetra lectus, vitae scelerisque ligula. Integer eu accumsan libero, id sollicitudin lectus. Morbi at sem tincidunt augue ullamcorper tristique. In sed justo purus. Aenean vehicula quam quis pellentesque hendrerit. Fusce mattis mauris lorem, in suscipit diam pretium in. Phasellus eget porttitor mauris. Integer iaculis justo ut commodo eleifend. In quis vehicula nisi, non semper mauris. Vivamus placerat, arcu et maximus vestibulum, urna massa pellentesque lorem, ut pharetra sem mauris id mauris. Vivamus et neque mattis, volutpat tortor id, efficitur elit. In nec vehicula magna.

Miguel Maria

“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

Morbi in auctor velit. Etiam nisi nunc, eleifend quis lobortis nec, efficitur eget leo. Aliquam erat volutpat. Curabitur vulputate odio lacus, ut suscipit lectus vestibulum ac. Sed purus orci, tempor id bibendum vel, laoreet fringilla eros. In aliquet, diam id lobortis tempus, dolor urna cursus est, in semper velit nibh eu felis. Suspendisse potenti. Pellentesque ipsum magna, rutrum id leo fringilla, maximus consectetur urna. Cras in vehicula tortor. Vivamus varius metus ac nibh semper fermentum. Nam turpis augue, luctus in est vel, lobortis tempor magna.

Ut rutrum faucibus purus ut vehicula. Vestibulum fermentum sapien elit, id bibendum tortor tincidunt non. Nullam id odio diam. Pellentesque vitae tincidunt tortor, a egestas ipsum. Proin congue, mi at ultrices tincidunt, dui felis dictum dui, at mattis velit leo ut lorem. Morbi metus nibh, tincidunt id risus at, dapibus pulvinar tellus. Integer tincidunt sodales congue. Ut sit amet rhoncus sapien, a malesuada arcu. Ut luctus euismod sagittis. Sed diam augue, sollicitudin in dolor sit amet, egestas volutpat ipsum.