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Portugal perde com a Eslováquia no prolongamento

A equipa nacional teve tudo para decidir o jogo a seu favor dentro do tempo regulamentar, se bem que no tempo extra tenha sido igualmente competitiva, e a vitória poderia perfeitamente cair para uma das equipas.

Neste 1º jogo do Grupo G, Portugal defrontou a República da Eslováquia, uma equipa de características diferentes do que até aqui Portugal tinha defrontado. Uma equipa de jogadoras altas em todas as posições, e muito móveis, que já tinham dado uma boa indicação nos jogos do seu grupo durante a 1ª Fase, tendo vencido mesmo a equipa da Letónia.

 

O jogo iniciou-se de forma equilibrada no primeiro quarto, com várias alternâncias no marcador, mas favorável ao conjunto nacional pela diferença mínima (15-14). Portugal procurou jogar muito com a sua poste Beatriz Jordão, que ainda a contas com a lesão contraída no jogo contra a Rússia, melhorou as suas percentagens da 1ª para a 2ª parte, e terminou com 19 pontos no total e capturou 12 ressaltos, 5 dos quais ofensivos.

 

Portugal conseguia criar vantagens no ataque, procurando jogar a partir de movimentos dinâmicos, provocando faltas à equipa adversária, contudo a bola na linha de lance-livre teimava em não entrar. As jovens portuguesas raramente conseguiram marcar os dois lances-livres, pelo que a fraca percentagem neste capitulo do jogo, marcou o resultado final. Quinze lançamentos marcados em 27 tentativas, era muito pouco, pois do outro lado, a Eslováquia fez um aproveitamento de 78,1% , 25 em 32 tentativas.

 

Na ida para o balneário, Portugal, mesmo assim, estava no jogo e perdia pela diferença mínima (28-29). Melhorar eficácia era absolutamente necessário, e na segunda parte a equipa entrou muito bem no jogo, com um parcial de 10-4 nos primeiros 5 minutos.

 

Portugal liderava o jogo, conseguindo mesmo aumentar a distância que chegou a ser de 12 pontos. No final do 3º período ganhava por 10 pontos de diferença 47-37, numa fase em que a Eslováquia já tinha parado o jogo, para corrigir o seu desempenho.

 

No ultimo período, e muito por culpa da liderança da sua base  Viktoria Havranová (16 pontos), a Eslováquia recupera num momento menos conseguido de Portugal. A 5 minutos do final, a diferença encurta para 6 pontos, e a Eslováquia acredita que pode dar a volta e encosta o jogo. Perto do final, ainda com Portugal a liderar por 3 pontos (55-52), sofre uma falta sobre Jordão num lançamento debaixo do cesto, que os árbitros nada assinalam, o jogo prosseguiu e um triplo de Linda Dubenová, empata o jogo.

 

Estranho, no mínimo, o facto de a poste Rebeka Mikulasiková, com 17 pontos e 10 ressaltos, jogar todo o quarto período e o prolongamento com 4 faltas, beneficiando a equipa da Eslováquia de situações escandalosas de 3 segundos, que só uma vez foram assinaladas, e muito a pedido do nosso banco.

 

De qualquer forma, Portugal bateu-se no prolongamento, até começando por cima, mas não conseguiu vencer o jogo, com uma Eslováquia mais confiante.

 

Em resumo, uma grande aprendizagem, pois a nossa equipa conseguiu ser competitiva e jogar de igual para igual todo o jogo, com uma boa equipa, realizando um excelente trabalho. Embora se saiba que a maior experiência de competições deste género contribui para que se seja mais eficaz nos detalhes, que no final pesam no resultado. As nossas jogadoras sabem das dificuldades, e estão preparadas para continuar a trabalhar em prol do objetivo.

 

No final, a nossa Ticha Penicheiro que viu o jogo na bancada, confortou as nossas jogadoras, motivando-as para os próximos embates, não esquecendo o apoio incondicional dos pais presentes  desde o inicio do Europeu, fazendo-se ouvir em todos os jogos.


Portugal voltou a não ser feliz na Polónia

Se o saldo final não é nada favorável ao conjunto português, já o grau de dificuldade e a valia dos adversários, foi a ideal tendo em vista a disputa do apuramento para o próximo Eurobasket.

Durante a 1ª parte Portugal manteve-se sempre na discussão do resultado. Depois de um empate a 15 pontos no 1º periodo, a equipa nacional viu o adversário afastar-se ligeiramente no marcador até ao intervalo (27-32).

 

A etapa complementar seria bem diferente, sobretudo porque a prestação defensiva da equipa portuguesa não foi tão bem conseguida como nos primeiros 20 minutos. Aproveitou a equipa sueca para disparar em definitivo no marcador, já que no ataque Portugal voltava a evidenciar pouca eficácia, bem patente nos 25% de lançamentos de campo (16/64).

 

 

João Guerreiro foi o melhor marcador de Portugal com 11 pontos. A equipa orientada por Mário Palma inicia no próximo dia 10 de agosto frente à Hungria a segunda fase de apuramento para o Eurobasket de 2015.


Portugal termina Europeu com vitória

Até porque tratava-se de um adversário a quem os jovens portugueses tinham vencido dias atrás, e a equipa estava muito condicionada na sua habitual rotação. O triunfo por 68-64 surgiu como resultado de uma excelente atitude da equipa na 2ª parte, que mostrou caráter e ambição para terminar este Europeu de Sófia, na Bulgária, de uma forma positiva e com a melhor classificação possível. Parabéns a todo o grupo de trabalho pelas fantásticas prestações que proporcionou, bem como pela forma como dignificou e demonstrou que se trabalha bem na formação em Portugal.

Ambos os conjuntos sabiam que esta seria a última oportunidade para se despedirem deste Europeu em grande. Melhor sorte teve o coletivo luso. Num jogo nem sempre bem jogado, marcado pelo visível cansaço nas duas equipas, o que de certa forma explica a fraca eficácia de ambas.

 

Sem poder contar com as prestações de Sérgio Silva e Diogo Araújo, indisponíveis por lesão, o coletivo magiar demonstrou sempre vontade de vingar o resultado de há 3 dias.

 

No primeiro quarto, nenhuma das equipas se superiorizou com clareza, apesar de os comandados de Carlos Seixas terem terminado este quarto a vencer por 11-10. Vendo-se privado de Daniel Relvão, que muito cedo fez a sua segunda falta, o conjunto das quinas começou a evidenciar alguma dificuldade em conter o jogo interior húngaro.

 

Os húngaros eram mais eficientes a explorar as penetrações em drible, já a equipa portuguesa não conseguiu explorar com eficácia as situações de miss-match que iam sucedendo durante as suas movimentações ofensivas. O insucesso atacante refletia-se na forma como a equipa recuperava defensivamente, sendo que o contra-ataque foi uma arma muito bem explorada pela Hungria durante os primeiros 20 minutos. Ao intervalo Portugal perdia 26-35, com o primeiro tempo a terminar com o adversário na mó de cima.

 

Com a vinda ao balneário, o conjunto das quinas entrou em campo com renovada vontade de vencer e não deixar apagar a boa imagem deixada na primeira fase da competição. Com maior discernimento na hora de lançar ao cesto, com uma excelente atitude defensiva, e bem liderado pelo base Pedro Oliveira, rapidamente deu a volta ao resultado para não mais voltar a perder a liderança até ao final do jogo. Portugal terminou este quarto a vencer por 48-46.

 

No derradeiro quarto, a equipa nacional continuou a saber explorar as trocas defensivas retirando vantagem nas áreas próximas do cesto, com destaque para as ações individuais de Miguel Ferrão, criando muitos problemas à estratégia defensiva húngara. Daniel Relvão voltou a ser enorme nas áreas próximas do cesto, a que juntou uma enorme eficácia no tiro exterior sempre que lhe deram espaço.

 

O final do jogo poderia e deveria ter sido bem mais tranquilo, sobretudo pelo facto de Portugal não ter conseguido controlar a tabela defensiva, bem como não ter estado concentrado para cumprir com as indicações vindas do banco para os instantes finais do encontro.

 

Destaque para a exibição de Pedro Oliveira (16 pontos, 7 assistências e 7 roubos de bola).

 

Também jogaram por Portugal:

João Oliveira (2pts)

Francisco Amiel (5 ass, 4 rb, 3 pts)

Luís Câmara (6pts, 7 ress)

Miguel Ferrão (8pts, 4ress)

Diogo Brito (10pts, 4 ress)

Ricardo Monteiro (3pts)

João Lucas (9pts)

Daniel Relvão (11pts, 5ress, 3dl)

Carlos Salamanca

 

Portugal termina assim o Europeu em 7º lugar, igualando o resultado obtido na categoria em 2008. De registar a excelente prestação do colectivo luso neste Europeu, com um saldo bastante positivo de 6 vitórias e três derrotas.

 

Exceção feita ao jogo da Eslovénia, onde as próprias condicionantes do jogo, levaram a que gestão dos atletas fosse pensada de uma forma diferente, Portugal conseguiu ser competitivo em todos os encontros, tendo ficado a poucos minutos de uma presença numa meia-final.

 

Se no ano anterior se sentiu que a equipa estava cada vez mais próxima dos oito primeiros, desta vez fica a sensação que cada vez menos existem equipas contra as quais não conseguimos competir ou discutir o resultado.


Eslovénia foi superior

Sem poder contar com a prestação de Sérgio Silva devido a lesão, desde cedo se percebeu que a Eslovénia iria evidenciar dentro de campo o seu favoritismo. Num jogo em que o adversário foi sempre superior, a Eslovénia expôs as grandes dificuldades em defender 1×1 por parte da equipa nacional.

No primeiro período, duas faltas de Daniel Relvão e as 3 faltas de Luís Câmara, bem como a lesão de Diogo Araújo (fraturou a mão), vieram prejudicar a normal rotação de jogadores por parte do selecionador Carlos Seixas. Ainda assim, no final dos primeiros 10 minutos, mesmo a perder, a equipa portuguesa mantinha-se na discussão do jogo (25-17), se bem que começassem a ser visíveis os problemas da recuperação defensiva, bem como a dificuldade em parar as penetrações para o cesto.

 

No segundo quarto, tal como no resto do jogo, Portugal não só não conseguia parar o 1×1 adversário, como evidenciava sérias dificuldades em converter tiros abertos, muitos deles resultantes de boas leituras e circulação de bola ofensiva. Fruto das baixas percentagens do coletivo luso, a Eslovénia, que dominou a luta das tabelas, foi sempre exímia na forma como explorou o contra-ataque. Portugal chegou ao intervalo a perder por 45-25.

 

A história da segunda parte foi semelhante à da primeira. Portugal mostrava-se incapaz de parar as acções ofensivas eslovenas e, com muita dificuldade em colocar a bola no cesto, foi deixando a Eslovénia afastar-se no marcador até aos 86-50 finais.

 

Apesar de uma exibição apagada, os jogadores portugueses podiam e deviam ter feito mais e melhor em termos defensivos. De destacar a prestação do inconformado Daniel Relvão, com 13 pontos e 4 desarmes de lançamento.

 

Também jogaram por Portugal:

Pedro Oliveira (5pts, 5ass)

João Oliveira (2pts, 2 ass)

Francisco Amiel (2pts, 2 ass)

Luís Câmara (2pts)

Miguel Ferrão (4pts, 5 ress)

Diogo Brito (7pts, 2 ress)

Ricardo Monteiro (3 ress)

João Lucas (9pts, 8 ress)

Diogo Araújo (5 pts, 3ress)

Carlos Salamanca (1pt)

 

Domingo, às 13h45 locais, 11h45 de Lisboa, Portugal defronta a Seleção da Hungria no jogo de atribuição dos 7º e 8º lugares.


Portugal derrotado no 1º jogo da Toruń Basket Cup

Os comandados de Mário Palma não entraram bem no jogo, bem como não estiveram muito felizes a atirar aos cesto. Independentemente do resultado, este foi mais um excelente jogo de controlo, frente a uma equipa com uma enorme qualidade e potencial.

Os primeiros 10 minutos não foram nada favoráveis à equipa portuguesa, que, contrariamente ao que é seu apanágio, não foi capaz de ser intensa na defesa. O parcial de 27-17 que se registava no final 1º periodo, obrigou a que Portugal tivesse que correr sempre atrás do prejuízo, o que diante de uma equipa como a Polónia nunca é tarefa fácil.

 

No 2º período o conjunto português conseguiu equilibrar o jogo, derrota por 16-19, embora não tenha sido capaz de encostar no resultado até se atingir o intervalo (46-31).

 

Um equilíbrio que se manteve no inicio da etapa complementar, muito por culpa das fracas percentagens de lançamento da equipa portuguesa, especialmente de 2 pontos (12-33 – 36.4%), já que de 3 pontos, sem ter sido nada de extraordinária  (8-28 – 28.6%), seria um pouco mais aceitável.

 

Sem dominar a luta das tabelas (31/44), e com uma eficácia tão baixa no capitulo do lançamento, os comandados de Mário Palma, embora tenham conseguido equilibrar o encontro no 2º tempo, não mais voltaram a entrar na discussão do comando do marcador.

 

Os extremos José Silva (17 pontos e 2 assistências)  e João Balseiro (14 pontos e 2 assistências) foram os mais produtivos na equipa de Portugal.


CURSO TREINADOR DE GRAU I

Nos anexos a esta notícia, estão a ficha de inscrição e as informações completas desta ação.


Portugal na final dos jogos da CPLP

Tomé e Príncipe (62-23). Um triunfo esclarecedor, em que a defesa do conjunto nacional voltou a ser a base do sucesso. Portugal volta a reencontrar o Brasil, no jogo da final, que terá lugar esta sexta-feira, às 17 horas, no anexo 2 do Pavilhão da Cidadela.

Os comandados de Raul Santos cedo deixaram bem claro que queriam a vitória, já que no final do 1º período já venciam por treze pontos de diferença (20-7). Até ao intervalo a equipa nacional não abrandou a sua intensidade defensiva, apenas 5 pontos sofridos, tendo recolhido aos balneários na frente do marcador por 38-12.

 

Na etapa complementar, Portugal não esteve tão esclarecido em termos ofensivos, mas ainda assim conseguiu sempre aumentar a diferença pontual que separava as duas equipas.

 

Mesmo sem ter estado muito eficiente da linha de lance-livre (3/10), e ter cometido 16 turnovers, as 32 recuperações de bola começam a ser uma imagem de marcar da jovem equipa portuguesa.

 

Os atletas Tomás Domingos, Fernando Maia e Miguel Pinto, por lesão não deram o contributo à equipa, o mesmo sucedeu com Airton Fernandes, que, por precaução, apenas participou em três minutos neste encontro.

 

O jovem Gonçalo Madureira (14 pontos, 4 ressaltos e 4 roubos de bola) voltou a estar a bom nível, , bem como Rodrigo Lima (12 pontos e 3 roubos de bola), Pedro Costa (11 pontos, 4 ressaltos e 4 roubos de bola) e Tiago Tavares (9 pontos, 6 ressaltos e 5 roubos de bolo).


Estreia de Portugal marcada pela ansiedade

A experiência, nesta fase, das equipas da Divisão A, revela quem traz consigo muita bagagem de confrontos internacionais. 

Com um número demasiado elevado de turnovers no 1º período (10), penalizava em demasia a equipa de Portugal, mesmo quando Ana Neves parou o jogo para tranquilizar as suas jogadoras. A Grécia tirava partido e foge no resultado para um claro parcial de 6-28.

 

A Grécia na entrada do 2º período achou que seria mais do mesmo, mas enganou-se e bem. Com Portugal já a defender zona, a Grécia revelava muitas dificuldades em se adaptar, e acabou por estar 7 minutos sem marcar qualquer ponto. Aos poucos, Portugal era mais esclarecido nas suas ações ofensivas, os turnovers diminuíam,  sendo que o 2º parcial nos foi favorável (13-7).

 

Continuar na luta na segunda metade, e voltar ao jogo, era a tarefa de Portugal, que assim o fez, equilibrou o terceiro parcial (15-15).

 

No derradeiro período, a Grécia continuava a mostrar dificuldades, e à entrada do minuto 4 do final, Portugal baixa mesmo a diferença dos 10 pontos, com a dupla Catarina Miranda e Beatriz Jordão, a fazer bons aproveitamentos do bloqueio direto em ataque com bons apontamentos. A Grécia parava o jogo, e conseguia gerir a vantagem até ao final.

 

Portugal perdeu percebendo que não se pode dar um período de avanço numa competição deste nível. A Grécia, na Divisão A há 10 anos consecutivos, foi uma boa equipa, bem comandada pela capitã Koullatou, com 19 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências.

 

Na equipa portuguesa Beatriz Jordão, 11 pontos e 12 ressaltos e Catarina Miranda, com 10 pontos e 3 ressaltos foram as mais inconformadas.


Portugal afastado das mais-finais

Foi mais feliz a seleção sueca. Se do ponto de vista defensivo, memso cometendo alguns erros, a equipa esteve bastante bem, no ataque o dia não foi de grande inspiração. Fica a sensação que o resultado poderia perfeitamente ter sido outro, sinal que cada vez estamos mais perto das equipas do topo do escalão. 

Portugal entrou no jogo mais concentrado que o seu adversário. Decorridos 5 minutos do primeiro quarto, Portugal vencia por 8-3. No entanto, a equipa sueca foi gradualmente diminuindo essa diferença, tendo chegado ao fim do primeiro quarto a perder por 13-10.

 

Com a chegada do segundo quarto, manteve-se o nervosismo de parte a parte. Muitos lançamentos falhados, muitas perdas de bola, sem haver um claro ascendente de nenhuma das partes.

 

Após o intervalo, Portugal entrou mais forte no terceiro quarto, deixando no ar a ideia de que de facto disparar no marcador. Com 5 minutos decorridos deste quarto vencia por 8 pontos.  A equipa sueca deu boa réplica ao ascendente Luso e, com um parcial de 13-0 ( 40-35 ) chegou ao final do 3º período a vencer por 5 pontos, não tendo mais perdido a liderança no marcador.

 

No quarto período, apesar de Portugal ter levado o conjunto escandinavo a cometer alguns erros, foi incapaz de os capitalizar no ataque tendo ficado o resultado final no 53-45

Apesar da derrota, de destacar o duplo-duplo de Daniel Relvão (10 pontos, 11 ressaltos e 3 desarmes de lançamento).

 

Também jogaram por Portugal:

Pedro Oliveira (2 ass)

João Oliveira (2pts)

Sérgio Silva

Francisco Amiel (3pts, 5 ress, 4ass)

Luís Câmara

Miguel Ferrão

Diogo Brito (9pts, 3 ress)

Ricardo Monteiro (6pts, 6 ress)

João Lucas (6pts, 3 ress)

Diogo Araújo (8pts, 3rb)

Carlos Salamanca (1pt, 2 ress)

 

Sexta há nova folga na competição, voltando Portugal a jogar contra a Eslovénia, no Sábado, para apurar do 5º ao 8º lugar. 


A um passo das “meias”

Após esta vitória, a quinta consecutiva, a equipa das quinas depende apenas de si própria para chegar às meias-finais do Campeonato da Europa, Divisão B, que decorre em Sófia, na Bulgária.

No primeiro quarto, os comandados de Carlos Seixas, com a lição bem estudada, conseguiram anular as vantagens ofensivas do adversário, obrigando quase sempre a formação húngara a ter de lançar sob pressão, ou mesmo conseguindo roubos de bola. Com uma excelente percentagem de lançamentos de campo, foi com naturalidade que Portugal chegou ao fim dos primeiros dez minutos a vencer por 25-6. De frisar que neste quarto o conjunto nacional não cometeu uma única falta.

 

Com a entrada do segundo quarto, o coletivo húngaro demonstrou que não ia baixar os braços. Com o tiro exterior a começar a cair, e com o nervosismo luso no ataque, a equipa magiar foi-se aproximando no marcador, tendo chegado ao intervalo a perder por 31-43.

 

O terceiro quarto voltou a pertencer à equipa portuguesa. Novamente a conseguir seguir o plano traçado pelo selecionador Carlos Seixas, Portugal levou a equipa húngara a cometer muitos erros e, segurando a tabela defensiva, houve novo distanciamento no marcador.

 

Com a chegada do derradeiro quarto, e quando tudo parecia decidido para a Seleção portuguesa, um parcial de 10-0 por parte da Hungria colocou o resultando em 51-45 (favorável aos magiares), a 3,14 do final do jogo. No entanto, o conjunto português conseguiu contrariar o ascendente húngaro, tendo terminado na frente do marcador por 59-52.

 

De destacar as exibições de Diogo Brito (12 pontos e 5 ressaltos) e  João Lucas (12 pontos e 9 ressaltos), este último muito próximo do segundo duplo-duplo consecutivo

 

Também jogaram por Portugal:

João Oliveira

Sérgio Silva (8pts)

Francisco Amiel (3ps, 5 ress, 4 ass,)

Luís Câmara (2pts)

Miguel Ferrão (6pts)

Diogo Araújo (5pts, 7ress)

Daniel Relvão (7pts, 8 ress, 4 dl)

Carlos Salamanca (4pts, 3ress)

 

Esta quinta-feira, às 20h30 locais, 18h30 em Portugal, a equipa nacional enfrenta a seleção da Suécia, num jogo que decidirá qual das duas equipas passará às meias-finais.

 

De frisar que no outro grupo, as seleções de Israel e Eslovénia já se encontram afastadas das "meias", tendo-se qualificado as equipas da Finlândia e Alemanha. 


Maria Kostourkova, Simone Costa e Carolina Bernardeco em destaque

Mais ainda: estivemos a um passo de entrar nos 8 primeiros, o que passaria a ser a melhor classificação de sempre, em termos de selecções nacionais, quer masculinas quer femininas.

No Grupo F da 2ª fase, o 3º (Croácia) e 4º classificado (Holanda) passaram aos quartos-de-final, tendo sido afastados República Checa (5º) e Portugal (6º), por cesto-average. Curiosamente no jogo realizado com a Croácia a vitória foi lusa por 15 pontos (59-44)….. e no final a Croácia foi 8ª classificada. Mas são estas as regras e não há nada a fazer.

 

Portugal terminou com 5 vitórias e 4 derrotas (contra 6V-3D no ano passado), mas alcançou precisamente a mesma posição (9º lugar). E atrás de nós ainda ficaram: Eslovénia, República Checa, Polónia, Lituânia, Grécia, Turquia e Suécia, tendo descido estes 3 últimos, por troca com Hungria, Estónia e Israel que garantiram a subida à Divisão A, para o próximo ano.

 

Da análise individual da selecção portuguesa, não restam dúvidas de que a jogadora em maior destaque, voltou a ser, tal como em 2013, a poste Maria Kostourkova. Contando já no seu currículo com 6 presenças em Campeonatos da Europa (2 Sub-16, 3 Sub-18 e 1 de Sub-20), a jovem Maria (17 anos feitos em Abril) melhorou os seus indicadores em relação ao que fizera em 2013 (na Croácia). Vejamos os números e o seu posicionamento nos diversos rankings:

. Melhor marcadora portuguesa (média de 13,9 pontos/jogo) e 8ª no ranking

. Melhor ressaltadora da equipa (média de 10,6 ressaltos/jogo) e 2ª no ranking, atrás da russa Tatiana Sema (11,3 ress/jogo)

. Ressaltos ofensivos (3,6 ressaltos/jogo) – 1ª da equipa e 2ª do ranking

. Ressaltos defensivos (7,0 ressaltos /jogo) – 1ª da equipa e 3ª do ranking

. % Lançamentos de campo (52,9%) – 1ª da equipa e 3ª do ranking

. % Lançamentos de 2 pontos (52,9%) – 1ª da equipa e 5ª do ranking                

. Faltas provocadas (4,3 fp/jogo) – 1ª da equipa e 6ª do ranking

 

Foi ainda a jogadora que fez mais duplos-duplos (5 em 9 jogos), à frente da lituana Daugile Sarauskaite (4 em 9 encontros). Foi a portuguesa que mais tempo de utilização teve (31,9 minutos/jogo), sendo a 10ª mais utilizada de todas as jogadoras participantes.

 

Merecem igualmente referência as suas companheiras de equipa:

 

. Simone Costa: melhor portuguesa nos roubos (2,4 rb/jogo) e 12ª no ranking; melhor portuguesa na % de Lances Livres (75,9%) e 6ª no ranking; 2ª melhor marcadora da equipa (11,9 pontos/jogo) e 17ª no ranking; 2ª da equipa nas faltas provocadas (3,6 fp/jogo) e 17ª no ranking; 2ª portuguesa nas assistências (2,9 ass/jogo) e 7ª no ranking; 2ª da equipa nos Lançamentos de Campo (41,5%) e 17ª no ranking; 2ª da equipa na % Lançamentos de 2 pontos (47,8%) e 17ª no ranking; 2ª da equipa na % Lançamentos de 3 pontos (25,9%); 2ª portuguesa mais utilizada (31,0 minutos/jogo) e 14ª no ranking.

 

. Carolina Bernardeco: melhor portuguesa nas assistências (3,7 ass/jogo) e 2ª no ranking, atrás da russa Kseniia Levchenko (5,6 ass/jogo); melhor portuguesa na % Lançamentos de 3 pontos (32,4%) e 22ª no ranking; 2ª da equipa nos roubos (2,1 rb/jogo) e 16ª no ranking; 3ª melhor marcadora da equipa (8,2 pts/jogo) e 3ª portuguesa mais utilizada (29,3 minutos/jogo) e 20ª no ranking.

 

Em termos colectivos merecem destaque os lugares de honra conseguidos pela equipa de Mariyana Kostourkova, nomeadamente:

. 3º nas Assistências (11,7 ass/jogo), atrás da Rússia (15,9 ass/jogo) e da Espanha (12,6 ass/jogo).

. 3º na % Lançamentos de Campo (39,6%), atrás da Espanha (40,4%) e à frente da Rússia (39,4%).

. 3º na % Lançamentos de 2 pontos (43,6%), entre a Sérvia (44,0%) e a Itália (43,4%).

 

Nos restantes indicadores o posicionamento foi o seguinte:

. Pontos marcados – 55,6 pts/jogo (11º)

. Pontos sofridos – 55,6 pts/jogo (5º)

. % Lançamentos de 3 pontos – 26,5% (11º), atrás da Espanha (26,6%)            

. % Lançamentos Livres – 65,1% (13º)

. Total de Ressaltos – 37,0 ress/jogo (12º), à frente da Sérvia (36,8 ress/jogo), Turquia, Grécia e Itália (31,0 ress/jogo)

. Ressaltos ofensivos – 11,2 ress/jogo (9º), à frente da Turquia, Croácia, Rússia, Sérvia, Holanda, Itália e Grécia

. Ressaltos defensivos – 25,8 ress/jogo (12º), à frente da Rep. Checa, Turquia, Grécia e Itália 

. Roubos – 9,3 rb/jogo (8º)

. Turnovers – 18,6 T.O./jogo (11º), melhor que a Espanha (18,7 T.O./jogo)  

. Faltas provocadas – 16,4 fp/ jogo (9º)

. Desarmes de lançamento – 2,4 dl/jogo (8º)

 

Para a história ficam os nomes das 12 jogadoras que mais uma vez honraram a camisola das quinas, do nº 4 ao nº 15: Maianca Umabano (GDESSA), Emília Ferreira (GDESSA), Carolina Bernardeco (GDEMA Menéres), Susana Lopes (SC Coimbrões), Francisca Meinedo (CPN), Simone Costa (S. Algés D.), Maria Kostourkova (CRCQ Lombos), Carolina Gonçalves (S. Algés D.), Sofia Almeida (CPN), Mª Inês Santos (CRCQ Lombos), Chelsea Guimarães (S. Algés D.) e Beatriz Jordão (NDA Pombal).

 

Na hora da retirada (esta foi a nossa última competição em que estivemos como dirigente da FPB) não podemos deixar de agradecer toda a colaboração, amizade, solidariedade e camaradagem, sem esquecer obviamente o profissionalismo exemplar revelado por todo o staff: a seleccionadora Mariyana Kostourkova, a treinadora adjunta Ana Margarida Faria, o secretário Nuno Manaia e a fisioterapeuta Ana Simões. Incluo neste agradecimento o Coordenador das selecções femininas, Ricardo Vasconcelos, que esteve sempre com a equipa, nos treinos e nos jogos (á excepção do último, frente à Eslovénia, pois teve que viajar para a Turquia a fim de frequentar o FECC em Konya) dando o seu contributo quando solicitado pela dupla técnica, sempre com o objectivo de ajudar a encontrar as melhores soluções para ultrapassar os problemas colocados pelas selecções adversárias. Um beijinho de amizade para a guia da nossa selecção, Alexandra Meinedo (irmã da Francisca Meinedo), que foi inexcedível de entrega, integrando-se perfeitamente no grupo e desempenhando a sua função com seriedade e dedicação.        

 

 Até sempre. Bem hajam.                                                             


“Seremos com certeza uma equipa guerreira e lutadora”

A comitiva lusa, chefiada pelo vice-presidente Manuel Barbosa, viajou para aquela cidade húngara na noite da passada 2ª feira, tendo chegado a Debrecen ao início da manhã, depois de ter feito a ligação de autocarro, desde o aeroporto de Budapeste.

O calendário da 1ª fase já é naturalmente conhecido. Portugal faz parte do Grupo A, onde terá como adversários, a partir de amanhã (dia 31) a Grécia (16H00), a Rússia (dia 1-18H15) e a Turquia (dia2-13H45). O 1º dia de descanso será no dia 3 (domingo) e a 2ª fase terá início na 2ª feira (dia 4). A diferença horária na Hungria é de mais uma hora que em Portugal.            

 

P (JT) – Já em Debrecen (Hungria) auscultámos a seleccionadora nacional de Sub-16 Femininos sobre as perspectivas que estão em aberto no tocante à prestação das suas jovens jogadoras, sabendo que para a maioria delas (9 das 12 que integram o grupo final) é a sua estreia nos palcos europeus. Apenas Beatriz Jordão (poste) que reforçou a selecção de Sub-18 (o respectivo Europeu terminou no domingo passado em Matosinhos), a capitã Catarina Miranda e Constança Neto fizeram parte da selecção que em 2013 foi vice-campeã da Europa (Divisão B), garantindo a subida à Divisão A. Sabendo de antemão que na fase preliminar o sorteio ditou-nos o Grupo A (na companhia da Grécia, Rússia e Turquia), que defrontaremos por esta ordem a partir de 5ª feira (dia 31), como é que antevês a participação este ano?

 

R (ACN) – «Este ano vamos disputar, pela primeira vez, a Divisão A. O que por si só é, de certeza, um enorme e duríssimo desafio. Aliada à inexperiência da maioria das atletas nestas andanças dos Europeus, há a acrescentar nesta Divisão um jogo mais evoluído, intenso e físico. Teremos de jogar em constante superação e muito focadas nas nossas tarefas para podermos ser competitivas. Os três adversários na primeira fase são competidores assíduos nesta Divisão, são três potências do basquetebol. Portanto jogar com qualquer delas vai ser tremendo!».         

 

P (JT) – O fecho do Centro de Treino de Calvão, decisão que a FPB teve que tomar no início do ano lectivo de 2011/12, face à crise financeira que na altura já afectava a actividade do basquetebol português, na tua opinião foi uma machadada irreversível para a evolução das selecções de formação ou pensas que haverá outros modelos que possam também proporcionar bons resultados a nível europeu, como os que temos alcançado nos últimos 4 anos, com 4 subidas à Divisão A?

 

R (ACN) – «Parece-me inegável o decisivo contributo do Centro de Treino de Calvão para a obtenção dos resultados destes últimos anos! Portanto este é um caminho que já provou dar frutos. Provavelmente outros haverá em que os resultados também possam ser bons (estágios mais regulares, participação assídua em torneios internacionais, criação da selecção de Sub-15, etc…), no entanto para a nossa realidade, julgo que juntar um grupo alargado de jogadoras com potencial e em idades mais precoces, é a forma mais directa e objectiva de cedo influenciar o seu processo de formação e os seus hábitos de trabalho. Quero acreditar que não foi o fim do Centro de Treino mas apenas uma suspensão temporária, de forma a recuperar alguma saúde financeira.».      

 

P (JT) – O grande óbice desta selecção é, para além da inexperiência de 75% (9 em 12) das jogadoras que a compõem, a baixa estatura média em que apenas três delas (Beatriz Jordão, Susana Carvalheira e Mariana Silva) ultrapassam o 1,80m. Estes dois factores condicionam a estratégia que a equipa técnica pensa implementar, ou acreditas que a imagem de marca (espírito guerreiro) que sempre tens conseguido transmitir às tuas jogadoras, desde que foste convidada para o cargo que desempenhas, irá fazer com que consigas manter Portugal na elite europeia?

 

R (ACN) – «Efectivamente em termos biométricos somos uma selecção bem abaixo da média do que já pudemos observar aqui em Debrecen. Portanto temos de ter outras armas e outras soluções para combater esse défice. Toda a nossa preparação procurou antecipar e encontrar soluções para as dificuldades que vamos encontrar. Foi um mês de trabalho muito duro, intenso e desgastante em que se nota evolução e progresso no nosso jogo. Como treinadores não estamos nunca satisfeitos e gostávamos que todo este processo fosse de aquisições mais rápidas e consistentes, para podermos avançar nos conteúdos. Mas seremos, com certeza, uma equipa guerreira e lutadora, com a alma e carácter que nos tem caracterizado.».          

 

P (JT) – Durante a preparação final que se iniciou em meados de Junho a equipa participou no II Torneio Internacional Cidade da Covilhã/UBI, tendo-se classificado na 3ª posição, atrás das selecções de Sub-18 (Eslovénia e Portugal), naturalmente mais fortes, mas à frente da Dinamarca (Sub-16), que também subiu à Divisão A, em 2013. Na semana anterior a tua selecção também esteve num torneio em Vagos que teve a presença da equipa sénior da AD Vagos e sabemos que também se portou bem, ganhando o torneio. Achas que foi a preparação suficiente ou entendes que ficou aquém do que a equipa técnica pretendia, com o objectivo de se adquirir ritmo competitivo?

 

R (ACN) – «Os períodos de estágio foram em óptimas condições de treino. É claro que gostávamos muito de ter tido mais oportunidades de confronto internacional e com níveis de dificuldade e de oposição mais parecidos com o que vamos encontrar aqui, pois sentimos que assim cresceríamos mais e mais rápido. Tivemos a preparação possível e não gostamos muito de nos lamentar do que seria desejável mas não podemos ter. Temos consciência plena da tarefa árdua e difícil que temos pela frente, mas também temos ilusões…».                                                    


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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