Artigos da Federaçãooo
Liga Betclic Feminina: Sportiva e Esgueira entram a vencer na 1.ª jornada
Primeiro fim de semana de Liga Betclic Feminina. Quatro equipas em ação este sábado (4 de outubro), com o Sportiva AZORIS HOTELS a vencer o Basquete Barcelos HMMOTOR e a o vice-campeão Esgueira Aveiro ECOVALOR a precisar de suar (e de uma grande reviravolta) para vencer fora de portas a equipa da Sanjoanense HELIOTEXTIL.
Sportiva AZORIS HOTELS 66-52 Basquete Barcelos HMMOTOR
Sem minutos para Rebecca Taylor, a MVP das duas últimas Fases Regulares da Liga Betclic Feminina, o Basquete Barcelos HMMOTOR foi a São Miguel defrontar um Sportiva AZORIS HOTELS que se mostrou muito competente e com reforços de peso, como é o caso da ex-AD Sanjoanense Genesis Rivera. A extremo-poste marcou 12 pontos e colecionou oito ressaltos e Bella Nascimento marcou 10, mas ambas ficam ainda uns furos abaixo da estrela da noite: Monique Pereira, na terceira época no coletivo de Ricardo Botelho, com imperiais 22 pontos, sete ressaltos e 29.5 de valorização, fundamental desde o início do jogo, contribuíndo para dois parciais iniciais de 20-15 e 19-6.
O Barcelos, que venceu o terceiro quarto (19-22), viu em Molly Mogensen (22pts, 6res) sombras do que Anaya Peoples foi em 24/25, uma excelente coadjuvante para a todo-o-terreno Rebecca Taylor. A atiradora Mariana Teixeira marcou 11 pontos, Kimberly Estrada nove, com 11 ressaltos, na estreia do técnico Pedro Dias ao comando do clube minhoto.
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Sanjoanense HELIOTEXTIL 81-82 Esgueira Aveiro ECOVALOR
A remontada em São João da Madeira! O Esgueira Aveiro ECOVALOR esteve a 19 pontos das alvinegras, mas foi encurtando distância e um grande parcial no último quarto, de 11-23, levou a vice-campeã a vencer o jogo, depois de uma grande luta e de uma exibição individual incrível de Gabriela Ipinoza, com 22 pontos, sete assistências e 24 de valorização. E nem os 20 ressaltos e 22 pontos de Schekinah Bimpa (35.5val) valeram, mas fica para a história a exibição da poste da Sanjoanense HELIOTEXTIL.
A melhor marcadora do Esgueira foi no entanto Sofia Kosareva (23pts), muito bem atrás da linha de três pontos, o reforço Victoria Reynolds marcou 16 pontos e a jovem internacional portuguesa Maria Andorinho 14. Na equipa da casa, destaque ainda para Evan Miller, reforço, com um duplo-duplo de 21 pontos e 11 ressaltos, Juliana Souza marcou 15 e Estere Petrus 12.
Parciais de 29-21, 27-19, 14-19, 11-23.
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A jornada continua amanhã, com três jogos, e encerra terça-feira, com a receção do CRC Quinta dos Lombos ao recém-promovido Sporting CP.
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Liga Betclic Masculina: Benfica, Ovarense, Porto e Imortal entram com o pé direito em 25/26
Sábado, 4 de outubro. A Liga Betclic Masculina regressou com quatro jogos na primeira jornada de 2025/2026. SL Benfica, Ovarense GAVEX, FC Porto e Imortal LUZiGÁS entram com o pé direito na prova, ao vencerem os adversários desta tarde, UD Oliveirense, Esgueira Aveiro OLI, SC Vasco da Gama e Queluz O NOSSO PREGO, respetivamente.
SL Benfica 89-76 UD Oliveirense
O primeiro quarto, equilibrado, com bons parciais de ambas as equipas (22-17) e o segundo, igualmente balanceado (16-19), não foram suficientes para a UD Oliveirense parasse um terceiro quarto de grande nível (30-16) das águias de Norberto Alves, que viram em Justice Sueing (15pts, 10res, 4rb – 27.5val) a consagração do reforço benfiquista ao primeiro jogo no Pavilhão Fidelidade. Gene Crandall brilhou nas assistências (nove) e o internacional polaco Aleksander Dziewa foi o melhor marcador dos encarnados, com 16 pontos (7res – 21val). Aos três juntam-se ainda o canadiano Koby Mcewen (12pts, 7res), o atirador luso José Silva (12pts) e o poste Rasaq Yussuf (10pts, 7res) como os melhores no marcador.
Do lado da turma de Oliveira de Azeméis, que ainda tomou a liderança do marcador no início do segundo quarto, o grande jogo de James Boeheim, com 27 pontos, oito ressaltos e 29 de valorização, e com Jordan Sibert a marcar 18 pontos, não foi ainda assim suficiente para parar as águias, que usufruíram em pleno do facto de terem conquistado a luta dos ressaltos (57-31). O último quarto terminou 21-24 para selar o resultado final de 89-76, num primeiro jogo de grande nível nesta temporada de 2025/2026 da Liga Betclic Masculina.
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Ovarense GAVEX 81-75 Esgueira Aveiro OLI
Ovar foi palco do primeiro derby aveirense da temporada, com emoção do início ao fim da partida. O Esgueira Aveiro OLI, com um novo técnico (Sérgio Silva) ao comando, foi à Arena rival deixar uma boa imagem no jogo inaugural da Liga Betclic Masculina, lutando até ao fim frente aos vareiros que, com a mira afinada (13/30 3p – 43%) e, apesar de sofrerem com uma grande quantidade de turnovers (17-6), souberam aguentar a vantagem que começaram a cavar no início do último quarto, depois do clube de Esgueira recuperar de uma desvantagem máxima de 10 pontos.
Gustavo Teixeira (12pts, 10ast, 5res – 25.5val) foi o MVP da partida, com a mesma valorização, mas com menos minutos, que o poste Jackson Stormo, imperial debaixo das tabelas (14pts, 14res). Rodrigo Soeiro (14pts) esteve de mão quente além da linha de três pontos (4-6), o reforço Jalen Jenkins marcou 12 na equipa de João Tiago Silva. Do lado do Esgueira, Delvin Barnstable, também ele uma nova cara na Liga Betclic, chegou a 33 valores na estatística com 28 pontos e nove ressaltos “no bolso”. Bol Tong marcou 16 e Latrell Reid 12.
Parciais de 21-19, 24-20, 18-25 e 18-11.
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FC Porto 95-73 SC Vasco da Gama
O SC Vasco da Gama está de volta à Liga, 30 anos depois da última presença, pelo que o derby do Porto também voltou à Liga Betclic Masculina. Este caiu para os dragões, atuais vice-campeões, que cimentaram na primeira parte uma vantagem que nunca mais largaram (25-17, 27-10). O SC Vasco da Gama ainda venceu a segunda (20-21, 23-25), com o seu Basquetebol de alta rotação, mas os azuis e brancos mostraram que este ano querem chegar a um título que lhes escapa desde a última década.
João Guerreiro provou igualmente que, prestes a fazer 35 anos, ainda tem uma palavra a dizer na primeira divisão nacional, saindo como MVP (18pts, 6res – 22.5val). Com a mesma valorização terminou o poste Javian Davis, MVP da Fase Regular da última temporada, ao serviço do Imortal de Albufeira, e que hoje fechou a estatística com oito pontos e 15 ressaltos. Jalen Riley marcou 16 pontos, Wesley Washpun foi muito completo (11pts, 5res, 6ast) e Miguel Maria marcou 10, com oito assistências. Do lado do Vasco, Akoi Yuot foi o melhor marcador (20pts), Sean-Michael Clancey, com 13, também esteve em evidência.
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Queluz O NOSSO PREGO 78-81 Imortal LUZiGÁS
Que partida foi esta em Queluz… o Imortal LUZiGÁS acaba por vencer fora de portas, mas a luta dos comandados de César Rodrigues foi enorme, levando a disputa do encontro até aos últimos segundos, chegando a ficar a três pontos, quando esteve a perder por 17 no início do terceiro quarto. O equilíbrio foi notório em todos os quesitos estatísticos – exceto na eficácia na linha de três pontos, onde o Queluz O NOSSO PREGO nunca conseguiu ser feliz (1/21). 4% atrás do arco é muito pouco e os albufeirenses aproveitaram, com os reforços Keonte Kennedy (15pts, 7res) e Niels Lane (15pts) confortáveis no ataque. O MVP, contudo, foi mesmo o base português André Silva, com 14 pontos, sete assistências e 19.5 de valorização. O atirador Fábio Lima marcou 13.
Do lado da equipa de Sintra, o melhor alvinegro foi Dericko Williams, com magistrais 24 pontos, 12 ressaltos e 31.5 de valorização. De Shaun Wade marcou 18 (24.5val). 25-33, 13-17, 17-17 e 23-14 foram os parciais do encontro.
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A 1.ª jornada prossegue amanhã, com o Vitória SC – Sporting CP, pelas 15 horas, com transmissão RTP2 e FPBtv. O Galitos BARREIRO – SC Braga jogar-se-á a 26 de outubro.
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Supertaça no Barreiro celebra talento e inspiração feminina
O Pavilhão Municipal Luís de Carvalho, no Barreiro, recebeu no dia 27 de setembro, sábado, um dia inteiramente dedicado ao basquetebol feminino, que culminou com a vitória do CRC Quinta dos Lombos sobre o SL Benfica (67-55), na disputa da Supertaça Feminina 2025/26.
Manhã marcada pelo “Impulso Feminino”
Antes do apito inicial, a Federação Portuguesa de Basquetebol promoveu mais uma edição do projeto “Impulso Feminino”, com a realização da iniciativa “Time Out”.
O encontro juntou dezenas de jovens basquetebolistas locais a várias figuras femininas da modalidade, num ambiente de partilha e proximidade. Sob a coordenação de Cátia Mota, responsável pelo marketing e eventos da FPB, e moderação de Margarida Júlio, a sessão contou com a participação de Joana Piteira (ex-jogadora e dirigente do GDESSA), Laura Ferreira (internacional portuguesa), Isabel Ribeiro dos Santos (treinadora distinguida com o Prémio de Formação) e Sónia Teixeira (árbitra internacional), apesar de ter sido uma das convidadas para este time-out, desempenhou também o papel de árbitra no jogo da Supertaça.
As convidadas partilharam experiências pessoais, responderam a questões das atletas e deixaram mensagens de incentivo sob o lema “Eu quero. Eu posso. Eu consigo.”. A manhã incluiu ainda exercícios, lançamentos, jogos, dança, quizz e sessões de autógrafos, reforçando a importância da representatividade feminina no basquetebol.
Equilíbrio até ao intervalo
No jogo da Supertaça, o equilíbrio marcou os primeiros minutos. O Benfica entrou melhor e fechou os primeiros dez minutos na frente (12-15). Os Lombos responderam no 2.º quarto (15-13), levando o encontro empatado para o descanso.
Terceiro período decisivo
O momento determinante surgiu no regresso dos balneários: com maior eficácia ofensiva e consistência defensiva, o conjunto orientado por José Leite venceu o 3.º período por expressivos 10-23, criando uma vantagem que viria a ser decisiva.
Apesar da tentativa de reação do Benfica no derradeiro quarto (18-16), o CRC Quinta dos Lombos manteve o controlo da partida e fechou a vitória por 67-55, conquistando o primeiro troféu oficial da época.
Sara Caetano em destaque
A poste Sara Caetano foi eleita MVP da final, ao assinar uma exibição de grande nível: 13 pontos, 15 ressaltos, 3 assistências e 27 pontos de valorização.
Primeiro título da temporada
Com este triunfo, os Lombos abrem a época 2025/26 da melhor forma, somando a Supertaça ao seu palmarés e confirmando o estatuto de equipa em evidência no arranque da temporada. Manuel Fernandes, presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, destacou que estas competições de arranque de época “são sempre positivas para dar ritmo às equipas e entusiasmar os adeptos”, aproveitando ainda para desejar boa sorte a todos os participantes nesta nova época.
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Arranque das Ligas Betclic 2025/26 com novidades e rivalidades reforçadas
As Ligas Betclic Masculina e Feminina estão de regresso para a temporada 2025/26 e prometem trazer consigo um ano de grande intensidade, novos protagonistas e rivalidades que vão marcar o panorama do basquetebol português.
O arranque oficial da temporada será acompanhado de perto pela Magazine Ligas Betclic, o programa que dá voz às competições e que estreia com um episódio especial de antevisão. Nesta emissão, três jornalistas de referência da imprensa desportiva nacional — Catarina Domingos (O Jogo), Miguel Candeias (A Bola) e João Viegas (Record) — partilham análises e perspetivas sobre os principais destaques e protagonistas da nova época.
O defeso trouxe movimentações de grande impacto que prometem mexer com o equilíbrio das Ligas. Um dos nomes mais sonantes é o de Javian Davis, poste norte-americano que brilhou ao serviço do Imortal e que este ano reforça o FC Porto. No setor feminino, destaque para Milica Ivanovic, figura central no basquetebol português, que trocou o SL Benfica pelos Lombos, aumentando ainda mais a competitividade da Liga Betclic Feminina.
A nova época marca igualmente o regresso de vários internacionais portugueses, reforçando a qualidade e o talento em ambas as competições. Francisco Amarante volta a vestir a camisola do Sporting CP, enquanto Vlad Voytso regressa ao FC Porto. No feminino, Márcia Costa reforça o GDESSA, ao passo que Joana Soeiro e Maria João Correia regressam ao SL Benfica. Estes regressos prometem dar mais brilho e experiência às Ligas, aumentando o espetáculo dentro de campo.
A temporada 2025/26 será também marcada por clássicos e rivalidades intensas que prometem encher pavilhões e apaixonar adeptos. Na Liga Betclic Feminina, o duelo eterno entre SL Benfica e Sporting CP surge como um dos pontos altos do calendário. Já na Liga Betclic Masculina, o destaque vai para o reencontro minhoto entre Vitória SC e SC Braga, que regressa com grande expectativa em torno da sua intensidade e rivalidade regional.
O primeiro episódio da Magazine Ligas Betclic será inteiramente dedicado à antevisão das competições, analisando as principais transferências, rivalidades e jogadores a acompanhar nesta nova temporada. A visão dos três jornalistas convidados pretende oferecer ao público um guia privilegiado sobre o que esperar das Ligas Betclic 2025/26.
O programa pode ser acompanhado todas as sextas-feiras, às 13h, na DAZN, A Bola TV e FPBtv, sendo que todos os episódios ficam também disponíveis on demand na FPBtv.
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Seleção anuncia pré-convocatória para arranque do Women´s EuroBasket 2027
A Federação Portuguesa de Basquetebol divulgou esta terça-feira a lista de atletas pré-convocadas da Seleção Nacional de Seniores Femininos para os dois primeiros encontros da fase de qualificação do Women´s EuroBasket 2027.
Portugal integra o Grupo G, juntamente com Sérvia e Islândia, e inicia a campanha fora de portas, diante da seleção sérvia, a 15 de novembro em Belgrado. Três dias depois, a equipa das Quinas regressa a casa para receber a Islândia, no Barreiro, às 19h00, no Pavilhão Municipal Luís de Carvalho.
A convocatória reúne um leque alargado de jogadoras a atuar em Portugal e no estrangeiro, refletindo a aposta na combinação de experiência internacional com a renovação da seleção.
| Atleta | Clube |
|---|---|
| Alice Martins | CDE Francisco Franco |
| Ana Carolina Rodrigues | KSC Szekszard (Hungria) |
| Carolina Bernardeco | CBF Alcorcón (Espanha) |
| Carolina Cruz | Jolly Basket Livorno (Itália) |
| Carolina Gonçalves | CU Sportiva |
| Emília Ferreira | Sporting CP |
| Eva Carregosa | Recoletas Zamora (Espanha) |
| Inês Ramos | Alter Enersun Al-Qázeres (Espanha) |
| Inês Vieira | Domusa Teknik ISB (Espanha) |
| Joana Soeiro | SL Benfica |
| Josephine Filipe | Alter Enersun Al-Qázeres (Espanha) |
| Laura Ferreira | A indicar |
| Lavínia Silva | Oaklands Wolves (Reino Unido) |
| Luana Serranho | Sporting CP |
| Maianca Umabano | GDESSA |
| Márcia da Costa | GDESSA |
| Maria Andorinho | CP Esgueira |
| Maria Inês Neto | Clube dos Galitos |
| Maria João Correia | SL Benfica |
| Maria Kostourkova | Sporting CP |
| Mariana Carvalho | CU Sportiva |
| Mariana Pereira | BC Barcelos |
| Mariana Silva | Imortal BC |
| Marta Martins | SL Benfica |
| Raquel Laneiro | Alter Enersun Al-Qázeres (Espanha) |
| Rita Rodrigues | CU Sportiva |
| Sara Guerreiro | BC Marburg (Alemanha) |
| Simone Costa | Sporting CP |
| Sofia da Silva | A indicar |
| Vitória Dias | CPN |
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Isabel Ribeiro dos Santos homenageada com “Prémio Formação” da CTP
“É um prémio inteiramente justo”, começa por explicar o Diretor da Escola Nacional de Basquetebol (ENB), João Cardoso, que esteve presente na passada sexta-feira no Parque dos Poetas, em Oeiras, sessão organizada pela Confederação dos Treinadores de Portugal (CTP), entidade que homenageou recentemente quatro formadores de excelência, cada um na sua respetiva área. E a “nossa” Isabel Ribeiro dos Santos venceu o Prémio Formação, que homenageia o trabalho desenvolvido ao nível dos escalões de formação com impacto no desenvolvimento regional/nacional na sua modalidade, apresentando um comportamento ético e de responsabilidade social reconhecido pelos pares, como se lê em nota de imprensa.
“Se há personalidade no Basquetebol que merece este reconhecimento, é a prof. Isabel Ribeiro dos Santos. Falar sobre Isabel Ribeiro dos Santos é falar de Basquetebol de formação, é falar do trabalho sistemático e continuado em prol do Basquetebol”, acredita João Cardoso.
E acrescenta: “É provavelmente a maior referência do Basquetebol de formação no que ao feminino diz respeito. Foi de inteira justiça a Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol (ANTB) ter-se lembrado de nomear a professora Isabel Ribeiro dos Santos. É um reconhecimento entre muitos outros e todos são poucos para valorizar uma carreira tão duradora e valiosa”.

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Rankings FIBA colocam Portugal nos Top20 e Top25 da Europa
Atualizados os rankings FIBA após os respetivos Campeonatos da Europa (Women’s EuroBasket e EuroBasket), com as Seleções Nacionais a galgarem degraus rumo a duas posições inéditas. O coletivo feminino era 21.º na Europa e 40.º no mundo, e é agora 19.º e 38.º, respetivamente, a melhor classificação de sempre para As Linces de Ricardo Vasconcelos – depois do primeiro EuroBasket… de sempre. O grupo masculino era 27.º europeu e 56.º mundial e está agora no 25.º posto na Europa e em 47.º no Mundo.
“É a constatação do que já prevíamos. Além do apuramento para os respetivos EuroBasket, conseguimos deixar uma boa imagem e fazer uma boa competição, e isso reflete-se” agora com estas subidas, acredita o Diretor-Técnico Nacional, Nuno Manaia.
De recordar que ambas as Seleções estiveram este verão a disputar os respetivos Europeus, tendo terminado em 12.º e 15.º, respetivamente, mas com excelente indicadores para o futuro. A subida masculina, aliás, depois de duas vitórias inéditas na fase de grupos (Chéquia e Estónia) e de chegada aos oitavos de final, onde caiu frente à campeã Alemanha, foi a segunda maior na Europa, só depois da vice-campeã Turquia. E só não é a melhor classificação de sempre porque no final de 2012 ocupava o 44.º lugar.
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E tudo isto faz “aumentar a responsabilidade”, claro, e o trabalho necessário para se continuar neste (e em maiores) níveis de exibição: “Quando atingimos um determinado patamar, não gostamos de andar para trás”, frisa o dirigente máximo das seleções nacionais lusas.
O coletivo de Mário Gomes ultrapassou assim Hungria, Cabo Verde, Tunísia, Bahamas, Bulgária, Nigéria, Países Baixos, Colômbia e Coreia do Sul no ranking, liderado pelos Estados Unidos da América, Alemanha e Sérvia. No feminino, lideram igualmente Estados Unidos, seguidos de Austrália e França (Bélgica, campeã europeia, é quinta classificada).
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“Feel the Magic”: documentário sobre Ticha Penicheiro é cabeça de cartaz no Tribeca Film Festival
“Feel the Magic: Ticha Penicheiro Against All Odds”. O título do documentário já revela um pouco do que foi a carreira de Ticha Penicheiro, a mais condecorada jogadora do Basquetebol Feminino português, WNBA e FIBA Hall of Fame.
Com selo de realização de André Braz (Betclic Studios com produção Plusable), a película tem estreia marcada para o dia 30 de outubro, na segunda edição do Tribeca Film Festival Lisboa, pelas 21 horas.
E Ticha Penicheiro irá estar presente, numa sessão especial seguida de conversa com o público, a par do realizador. O documentário dá a conhecer a inspiradora trajetória da atleta portuguesa, uma das melhores bases de sempre do Basquetebol mundial, líder histórica de assistências da WNBA e campeã da liga norte-americana em 2005.
A figueirense é ainda embaixadora da Liga Betclic Feminina. Bilhetes para a sessão disponíveis na plataforma oficial do evento.

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CRC Quinta dos Lombos conquista a Supertaça Feminina e é o primeiro campeão de 2025/26
O CRC Quinta dos Lombos entrou com o pé direito na nova época e sagrou-se o primeiro vencedor da temporada 2025/26, ao conquistar a Supertaça Feminina diante do SLB, por 67-55.
A partida começou equilibrada, com a equipa de José Leite a levar a melhor no 1.º período (12-15), mas o SLB respondeu antes do intervalo (15-13), deixando tudo em aberto.
O jogo decidiu-se no regresso dos balneários, quando o conjunto dos Lombos disparou no marcador com um expressivo 10-23 no 3.º quarto. Apesar da reação encarnada no período final (18-16), a vantagem construída foi suficiente para assegurar a vitória.
A MVP da partida foi Sara Caetano com 13 pontos, 15 ressaltos, 3 assistências e 27 pontos de valorização.
Com este triunfo, os Lombos ergueram o primeiro troféu oficial da época, confirmando-se como a equipa em destaque na abertura da temporada.
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Helena Aires: “A Supertaça Feminina é um momento de celebração e inspiração para o basquetebol”
O Pavilhão Municipal Luís de Carvalho, no Barreiro, recebe este sábado, 27 de setembro, a Supertaça Feminina de basquetebol entre SL Benfica e CRC Quinta dos Lombos.
Para Helena Aires, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, este jogo é mais do que um troféu:
“Estar presente na Supertaça Feminina representa mais do que uma responsabilidade profissional. É um momento de celebração do trabalho, dedicação e talento destas duas equipas e de todas as pessoas que contribuem para o crescimento da modalidade.”
Helena Aires destacou também o impacto do evento no futuro do basquetebol:
“Estes jogos são fundamentais para inspirar jogadoras mais jovens, atrair mais público e demonstrar o compromisso da federação com o crescimento do basquete feminino e a igualdade de oportunidades.”
Com um passado como jogadora, a dirigente confessa que essa experiência influencia o seu olhar sobre a modalidade:
“O meu percurso como atleta deu-me uma sensibilidade especial para compreender a importância destes grandes momentos. Hoje sinto que represento não só a federação, mas também todas as jogadoras que acreditam no poder transformador do basquetebol.”
O Benfica chega ao jogo como campeão nacional e o CRC Quinta dos Lombos como vencedor da Taça de Portugal. A partida começa às 17h00, com transmissão em direto na AbolaTV e FPBtv.
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Dinis Amaral: “A idade não é um posto”
Aos 28 anos, Dinis Amaral inicia a segunda época como adjunto do ALM Évreux, na ProB francesa, depois de concluir o FECC, a maior certificação da Europa. Em miúdo, saía da secretaria da Ovarense para o gabinete do professor Jorge Araújo para ver cassetes, hoje troca ideias com Tuomas Iisalo sobre filosofia de jogo. Entre um papel de adjunto com responsabilidades de principal, a aprendizagem do ano histórico no Galomar e as diferenças estruturais que encontrou em França, o treinador fala de liderança e ambição: competir nas provas europeias a curto prazo e, um dia, chegar à NBA.
Preparado para mais uma época no Évreux?
Sim, a experiência do primeiro ano foi muito positiva. A experiência no estrangeiro também acabou por ser muito positiva e, apesar de a realidade do clube não ser das melhores numa divisão tão forte, fiquei motivado pelo facto de o clube me querer de volta. Já conheço um bocadinho os cantos à casa e, sobretudo, o projeto que têm para mim é de me fazer crescer. Por isso foi fácil aceitar e decidir cedo, e permitiu-me ir para o verão com as coisas claras na cabeça; isso ajudou-me bastante.
Que aprendizagens retiraste do teu primeiro ano?
Sobretudo fora do basquetebol, porque o nível é elevado, sem dúvida. O jogador francês é fisicamente muito mais disponível do que o jogador português da primeira divisão. No entanto, o que mais me marcou foi o dia-a-dia do clube: a quantidade de dirigentes com quem tens de lidar para tratar de diversos assuntos é algo que não existe em Portugal. Antes, a comunicação estava muito reduzida ao diretor desportivo e aos jogadores; agora tens de falar com o diretor de marketing, com o responsável pelos parceiros, com toda a gente. É uma realidade quase de clube de futebol em Portugal, e encontrar isso numa segunda divisão foi fantástico. Nesse aspeto cresci muito, porque até então tinha-me focado só no basquete e em resolver os problemas dentro do campo. Agora abri um bocadinho os horizontes a essa vertente.
Portanto, dirias que a principal diferença que encontraste foi em termos de estrutura?
Sim, sem dúvida. É claro que, a nível de qualidade, teres mais dinheiro e orçamentos maiores permite contratar jogadores melhores e o jogo acaba por ser também de maior qualidade. Estamos a falar de uma liga em que tens americanos que passaram por Portugal, foram campeões e agora aqui têm papéis quase secundários. Jogámos, por exemplo, contra Sean Willett, que foi MVP há uns anos na Liga portuguesa, e este ano vêm jogadores como Marvin Clark, que jogou no Porto e no Sporting. A nível de jogadores, é claramente superior, mas a nível estrutural não tem comparação. Em França, a liga gere tudo: tens de apresentar os orçamentos antes da época começar e só se houver condições é que o clube cumpre os requisitos e fica nas divisões profissionais. Isso ajuda a aumentar o espetáculo e simplifica o teu dia-a-dia; a tua tarefa é mais focada, não tens de acumular duas ou três funções. Ao mesmo tempo, há muito mais pessoas a trabalhar ao serviço do clube e tens de lidar com elas diariamente.
E como é o teu dia-a-dia no Évreux? De manhã à noite, como se organiza?
Tenho a sorte e o azar de estar sozinho aqui, longe de família e amigos, então dedico 24 horas ao basquete. Um dia normal começa de manhã com o grande bloco: vídeo, musculação, preparação individual pré-treino — estou no pavilhão nessa altura. Depois há treino coletivo com a equipa, sempre preparado no dia anterior ou no início da semana. No final, fazemos trabalho individual extra e reunião de treinadores para analisar o que correu bem, o que temos de melhorar, o que é urgente trabalhar no dia seguinte. Definimos também conversas individuais com os jogadores: uns precisam de apoio porque não estão na melhor forma mental, outros precisam de ser trazidos de volta à realidade e ligados à equipa.
À tarde, entre o treino da manhã e o treino individual, mais direcionado para aspetos técnicos e físicos, há o trabalho de vídeo. Nesta fase de pré-época ainda não temos scouting de outras equipas, fazemos scouting dos nossos treinos. Todos os pavilhões têm câmaras integradas, por isso vês tudo: cortas, analisamos melhorias defensivas, ofensivas e individuais. Esse trabalho é feito antes do treino da tarde, que inclui sessões de grupos de dois ou três atletas — postes, extremos, etc. No fim do dia, preparas o treino seguinte e fazes vídeo. Há sempre trabalho; se estiveres parado é que estás mal.
Notas diferença na importância do papel do adjunto em França, comparando com Portugal?
Conheço duas realidades de adjunto em França, não posso generalizar, mas para mim foi espetacular. Vim de treinar a Liga como treinador principal e podia pensar que o papel seria menor numa segunda divisão. Antes de vir, fui ao Nanterre ver os treinos do Philippe (da Silva) e do Pascal Donnadieu, uma grande figura do basquetebol francês, e percebi que o Philippe, como adjunto, coordenava todo o scouting, liderava treinos, era responsável pelo treino individual — tinha funções idênticas às que eu tinha em Portugal.
Quando falei com o treinador principal de Évreux, ele disse-me: “Sei que eras treinador principal, mas quero que venhas para aqui com responsabilidade. Não é para estares de bola debaixo do braço sem fazer nada, quero que tenhas responsabilidade”. Gostei da ideia, já conhecia o nível da liga e pareceu-me o sítio certo para começar no estrangeiro.
Cheguei mais tarde por causa do Europeu de Sub-16, na Macedónia, e inicialmente procurava o meu espaço. Mas o treinador deixou claro: “É para fazeres”. Aos poucos fui percebendo que queria mesmo que eu fizesse. O meu dia-a-dia aqui e no Galomar, há dois ou três anos, são praticamente iguais, e isso é perfeito porque tenho o mesmo nível de responsabilidade. Claro que há diferenças: estar à frente dos jogadores obriga a falar mais, mas em termos de responsabilidade estou muito contente. A relação é muito boa e a confiança dele no meu trabalho é incrível. A realidade que conheço do adjunto em França é a do Philippe no Nanterre, e o meu papel não é muito diferente do dele.
Por falar em Philippe, falei com ele há pouco tempo e disse que o teu trabalho no Évreux tinha impressionado outros treinadores. Como recebeste esses elogios?
Cresci a ver o basquetebol português e a seleção; quando Portugal foi ao EuroBasket há 14 anos o Philippe era o base dessa equipa. Eu era pequenino e vi esses jogadores a jogar. Ter um desses jogadores, por quem tenho grande admiração, a dizer essas coisas sobre o meu trabalho deixa-me muito contente. Não te consigo descrever.
O Philippe estava a treinar o Nanterre no ano passado, numa época complicada. Ele tinha o jogo sempre ao sábado e os nossos eram à sexta; estamos a cerca de uma hora e meia de Nanterre. Se não veio ver todos, esteve em quase todos os jogos em casa. Tinha o filho na equipa, sim, mas no fim dos jogos vinha ter connosco: “Vocês têm de fazer isto, têm de fazer aquilo. Muito bem ali, muito bem aqui”.
Para mim, que sempre tive a sorte de estar acompanhado por jogadores de alto nível, ter isto no ouvido na primeira vez que saio de Portugal é espetacular. Mostra, em primeiro lugar, a pessoa que o Philippe é e, em segundo, o que ele é como treinador, pela forma como quer ajudar os outros. Não lhe posso pagar o que tem feito por mim.
“Pagas”, de certa forma, porque trabalhas com o Anthony da Silva todos os dias. Dá para falar português com ele?
É verdade. Quando cheguei, só falava inglês; francês, mais ou menos. Perguntei: “Como é que vou fazer aqui?” E disseram: “Não te preocupes, falamos inglês para ti”. Mas na primeira reunião com os dirigentes tudo foi em francês. Tive de me desenrascar: Duolingo, novelas francesas, tudo para melhorar.
Nos treinos, ter o Anthony a falar português comigo foi espetacular. Estás preso a uma língua estrangeira, mas quando tens alguém que te percebe verdadeiramente na tua, é diferente. Dá-te uma naturalidade na voz: “Let’s go, guys… Tony, f***-**, corre, c******!” É diferente. No fim da época já tinha muitos jogadores a falar português; as asneiras que digo em português eles já as sabiam.
Este verão concluíste o FECC, o maior nível de certificação que existe na Europa. O que significou para ti concluir esta certificação de três anos e, por outro lado, como foi ser distinguido como o melhor da turma?
Significa muito para mim porque valorizo muito a minha formação como treinador. A formação académica que tenho — relações internacionais, política internacional, economia internacional, direito internacional — não tem nada a ver com basquetebol. Portanto, a formação que dediquei ao basquete valorizo muito, porque foram muitas horas extra desde novo.
Em primeiro lugar, ter sido escolhido pela Federação para este curso significou muito, porque é exclusivo: há muitas pessoas que querem fazer e não há lugar para todos. Ser escolhido foi um primeiro orgulho e senti que tinha de aproveitar ao máximo a experiência, independentemente de ser boa ou má.
Quando chego lá, estamos constantemente em contacto com Pablo Laso, Andrea Trinchieri, Erdem Can, Marco Ramondino, Nenad Trunić… referências. Ter a abertura de falar com eles como nós estamos a falar agora é espetacular. Mais do que os ensinamentos, são as histórias do dia a dia que valorizo. Por exemplo, o Nenad Trunić contava: “Tínhamos o playbook com 30 páginas e dávamos ao Aleksandar Abramoović. Ele lia tudo e no dia seguinte sabia todas as posições e corrigia os jogadores. Fazes o mesmo ao Teodosić, dás-lhe 30 páginas, ele enrola os papéis, faz cigarros e deita fora, nem olha.” Ouvir estas histórias de alguém com quem cresceste a ver jogar é espetacular.
E, por fim, ter essas pessoas todas a dizerem-te que és bom naquilo em que tens apostado nos últimos anos é muito bom. Posso dizer que foi uma boa experiência e fiquei muito contente.
Durante a tua carreira foste muitas vezes o mais novo da sala. Nesse curso eras também o mais novo dos quase cinquenta que estavam a tirar a formação?
Há muitos países que enviam os treinadores das seleções mais jovens, 15 ou 16 anos, por isso tens muita malta nova. O Bernardo (Pires), que também foi, é novo. Mas, por exemplo, o treinador que foi de Espanha era o que subiu de divisão com o Girona quando o Marc Gasol era jogador — foi ele o escolhido.
Tens um bocadinho de tudo: treinadores altamente referenciados com carreiras feitas, como o treinador húngaro que ganhou a Euroliga feminina há dois anos, e treinadores de países como Gibraltar, Luxemburgo ou Azerbaijão, que estão a começar e que os seus países querem que sejam os futuros selecionadores. Mas sim, tenho sido o mais novo até aqui, é verdade. Corre atrás de mim.
Ao longo destes três anos em que fizeste o FECC, tiveste de fazer grandes sacrifícios pessoais. O curso é difícil e ocupou os teus últimos três verões.
Sim. Sacrifícios pessoais e sobretudo profissionais, que acabam por ser pessoais. O primeiro ano fomos para a Macedónia durante o Europeu de Sub-16, que terminava a meio de agosto, e era a primeira vez que eu e o Bernardo íamos ser treinadores principais na Liga Masculina Portuguesa. Estávamos no mesmo quarto: fazíamos os trabalhos para passar as disciplinas e, cinco minutos depois, ele ia lá fora falar com um agente; depois eu ia lá fora falar com outro.
A nível profissional teve impactos. Este ano, por exemplo, o curso decorreu durante o Europeu de Sub-20 e, como a minha época em França começava mais cedo, não tive oportunidade de estar nas seleções nacionais. Houve sacrifícios: passo dez meses fora e nos dois meses em casa estou a fazer isto. A minha mulher dá cabo de mim… está sempre a falar! (risos)
Na tua estreia na Liga, o Galomar subiu numa promoção histórica, por teres sido o treinador mais novo de sempre a orientar na competição. Que memórias tens desse ano de conquista da Proliga e da subida? Qual foi a chave do sucesso?
A chave do sucesso foi o grupo que conseguimos criar. Unimo-nos pela missão de lutar contra todas as adversidades — é um cliché, mas é a verdade. Todos os jogadores tinham algo a provar, e eu também.
Desde os nacionais que vieram comigo, como o João Gallina e o Jeremias Manjate, que vinham de uma época difícil no Guimarães por não terem jogado muitos minutos, até aos estrangeiros: um rookie que vinha de uma lesão grave e que antes estava referenciado para o draft; o William Loyd, que este ano esteve na Liga com o Vitória de Guimarães, mas que vinha da segunda divisão da Finlândia, onde lhe disseram que nunca poderia jogar basquetebol e que dali a dois anos já não teria carreira… juntou-se um grupo de pessoas com algo a provar.
As condições eram difíceis — estar sozinho numa ilha, fazer viagens de avião no próprio dia do jogo para chegar em cima da hora — mas quando tens esta mentalidade, arregaças as mangas e trabalhas. Do ano da Proliga guardo memórias muito boas.
Do ano da Liga posso dizer que foi um ano de muita aprendizagem, sobretudo fora do campo. Sempre fui sereno, nunca fui aquele treinador que diz “sou mais novo, tenho de aproveitar” e se deixa levar pela euforia. Foquei-me no basquetebol e, como tínhamos um grupo muito bom de jogadores, trabalhei muito nisso. Mas quando chegas a um nível em que tens de controlar muitas outras coisas além do jogo, tens de dar importância a essas matérias, rodear-te de pessoas de confiança e saber delegar.
Foi um ano duro porque, quando chegas à Liga pela primeira vez, é tudo ainda um sonho e queres ter uma boa época para te confirmar entre a elite. Quando não tens a oportunidade de completar o teu trabalho, custa. Mas ficou-me algo que o Pablo Laso disse no FECC: “Para seres um bom treinador, tens de ser despedido.” Disse isso logo no início. (risos) Se calhar vinha de ser despedido do Bayern, não sei. Mas ficou comigo. No segundo ano cresci muito por causa disso.
No contexto atual, com a carreira pela frente, preferes consolidar uma trajetória internacional. Mas regressar à Liga como treinador principal é um objetivo para ti?
Já tive oportunidade de ser convidado para voltar a treinar a Liga. O momento em que recebi esse convite agora foi completamente diferente do primeiro. Vir para aqui abriu-me portas para sonhar diferente, não mais alto, mas diferente. Com estas experiências consigo redefinir muito melhor a minha carreira.
Posso dizer que gostava, num futuro, de treinar a Liga Portuguesa. O maior orgulho que tenho é representar o meu país e a minha seleção, e poder fazê-lo perto da minha família, que sempre me apoiou, é a coisa que mais quero. Infelizmente, estando longe, nem sempre conseguem estar presentes, apesar de virem muitas vezes.
Mas redefini os meus objetivos a curto e médio prazo. Neste momento sinto que posso estar a desenhar algo diferente no estrangeiro. Para já é essa a resposta; daqui a dois, três anos, um ano ou um mês, logo se vê.
Cresceste e formaste-te na Ovarense. Quando percebeste que tinhas mais futuro agarrado à prancheta do que à bola?
As minhas respostas são sempre um bocado políticas. Posso contar a versão mais caricata e a versão mais verdadeira.
A caricata: a minha mãe trabalhava na secretaria da Ovarense, era administrativa, e eu, em vez de ir para o infantário, preferia ir para o pavilhão com ela, no Raimundo Rodrigues. Nos anos 2000 eu tinha 3 ou 4 anos e o treinador da Ovarense era o professor Jorge Araújo. Ele estava sempre no pavilhão e, quando passava pela secretaria e me via, dizia: “O que estás aqui a fazer? Anda comigo.” Levava-me para o gabinete, punha as cassetes dos jogos para fazer scouting e ficávamos os dois a ver. Eu tinha quatro anos, não percebia nada de basquete, mas via os vídeos com ele a explicar: “Olha aqui, eles fazem isto, fazem aquilo.” A minha mãe diz que ele já sabia que eu ia ser treinador — é a versão dela, e eu gosto de contar.
A mais verdadeira: não fui abençoado com as melhores capacidades físicas e atléticas, mas sempre tive uma paixão enorme pelo jogo e queria ser profissional de basquetebol. Aos 12, 13 anos, comecei a treinar jogadores mais pequenos e gostava de ensinar. Quando percebi que como jogador seria complicado, mudei a mentalidade para ser o melhor treinador possível e chegar ao nível profissional. Com sorte, até agora tem corrido bem.
Passaste também como adjunto na Ovarense, com o Nuno Manarte e o Pedro Nuno. Que aprendizagens retiraste desse período?
Cresci a ver essa malta toda a treinar e a jogar; eram ídolos para mim. Estar a assistir a um treino e ver o Nuno Manarte, o Jaime Silva, o André Pinto, o Pedro Nuno… e, uns anos depois, estar sentado na mesma mesa com eles e ouvir: “Então, o que achas que devíamos fazer aqui neste bloqueio direto?” Para mim é espetacular; não dou nada disso como garantido. Nas primeiras vezes sentia ansiedade, porque eram as pessoas que cresci a ver jogar.
A aprendizagem foi muita. Estávamos num período menos bom na Ovarense, com problemas financeiros, e sobretudo no tempo do Covid foi complicado. Fui adjunto de quatro treinadores diferentes em Portugal e apanhei um bocadinho de cada um. O Nuno Manarte, atual adjunto da Seleção Nacional, a nível de metodologia de trabalho, conhecimento do jogo e dedicação, é dos melhores. Começar como adjunto dele foi muito bom. Ele é daqueles que passa horas ao computador a ver jogos e a fazer scouting. Nos primeiros tempos eu sentava-me ao lado dele só a observar; pedia: “Posso estar aqui ao teu lado sem falar? Só quero ver”. Só nisso aprendi muito.
Quando chega o Pedro Nuno, a meio de uma época conturbada, tens uma abordagem diferente: alguém formado no mesmo sítio mas com experiências noutros clubes. Um estilo de liderança distinto, uma forma de levar os jogadores ao limite e de mudar a mentalidade da equipa a meio da época — algo difícil quando tens uma dinâmica negativa. Num ano tive o equivalente a quatro ou cinco anos de aprendizagem.
E a mesma coisa aconteceu no Vitória. Quando fui para lá estava a trabalhar com o Carlos Fechas e, a meio da época, entrou o Miguel Miranda. Ter dois anos com quatro treinadores que foram referências como jogadores e também como treinadores foi muito bom; decisivo no meu processo de construir a minha própria filosofia.
Já falámos da tua idade. Alguma vez sentiste que foi ou é um entrave? Como lidas com a perceção de seres um miúdo?
Acho que a idade não importa se o teu conhecimento do trabalho, a tua postura e a forma de te relacionares com os outros forem profissionais. Se fores profissional nessas coisas, a idade não interessa. Há maus profissionais com 70 anos e bons profissionais com 20 ou 25.
A idade já foi desculpa para não ter algumas coisas, sim, já foi — posso dizer claramente. Mas acredito que, se fores profissional em tudo o que fazes todos os dias, a idade acaba por ser menos relevante. Agora, passar pelas coisas a primeira vez e depois na segunda é diferente — isso que chamam experiência existe, e respeito muito isso. Mas, para fazer um bom trabalho, acho que não é um fator decisivo. Tenho tentado contrariar essa ideia durante a minha carreira; talvez daqui a 20 anos diga que faz diferença, mas agora luto contra isso. A idade não é um posto.
Treinaste certamente equipas em que muitos jogadores eram mais velhos do que tu e provavelmente olhavam de lado no início: “O que é que este miúdo me vai ensinar?” Sentiste alguma vez esses olhares no arranque das épocas?
Claro, todas as vezes. Sempre que entro num pavilhão, seja para dar um treino, um clinic ou uma palestra, para além de ser novo sou pequeno. A malta diz: “Ah, és tu? Pensava que eras o fisioterapeuta.” Só quando falas e mostras aquilo que construíste é que ganhas respeito.
No primeiro ano no Galomar tinha 25 anos e o meu capitão era o Edson Rosário, que tinha 42 anos — idade quase para ser meu pai. A primeira vez que me apertou a mão senti que pensava: “Mandam para aqui um puto…” Posso dizer que foi o primeiro, durante os treinos, a defender-me em qualquer momento de conflito, a fazer respeitar e cumprir o que eu queria. Porque a honestidade transcende a experiência. Se fores honesto e profissional, eles seguem-te. É a forma como passas a mensagem, não apenas o que queres passar; é como consegues passar. Isso é o mais importante.
Já falaste em trabalho, honestidade e transparência. São palavras que te descrevem como treinador? Que outras usarias?
Gosto da ideia de sonhador. É uma coisa muito Disney e eu estou aqui em França… Gosto de fazer alguém acreditar que consegue fazer algo em que não acreditava. Quando consegues, sentes-te muito bem.
Se aplicares isso ao teu trabalho — não és a equipa com melhor orçamento mas sonhas estar entre a elite; não és um treinador de referência porque és novo e vens de um país maioritariamente conhecido pelo futebol mas, de repente, estás dentro da elite — gosto dessa ideia.
E, sem dúvida, o trabalho: sonhar sem meter as horas necessárias e fazer os sacrifícios necessários, como ir para longe da tua família ou trabalhar 26 horas por dia nas 24 que tens, não chega. Diria que sou sonhador e trabalhador.
Passaste pelas seleções nacionais jovens. Que diferenças notas entre os jovens portugueses e os franceses no processo de formação?
São países em momentos completamente diferentes. A própria França está num patamar distinto do que há 15 anos. O Tony Parker, antes do Wembanyama, foi incrível, o Nicolas Batum também, e contribuíram para o momento de formação que o país vive.
Aqui, o dinheiro e o investimento fazem diferença. Existe muito a cultura de “cheguei até aqui, quero retribuir à minha comunidade; vou criar uma academia, um centro onde os jovens da minha terra possam melhorar”. Isso em Portugal ainda não acontece tanto. Quanto mais pessoas tiveres a treinar ao mesmo nível, mais jogadores vão sair desse trabalho.
Fisicamente, um atleta francês de 15 anos é diferente. Dou um exemplo: o Miguel Sousa, que acabou agora o Europeu de Sub-16 e joga no Valencia, é um talento incrível e vai dar que falar. Mas o perfil físico do Miguel, aqui em França, num treino do sub-18 do Évreux, é apenas “mais um”. Em Portugal ele é a grande esperança; aqui seria só mais um. Isso vem dos centros de formação, da quantidade de estruturas, de olhos e treinadores a observar. A matéria-prima está muito mais acessível.
E trabalhar nas seleções nacionais é algo que gostas e queres continuar a fazer?
Adoro. Fiquei triste por não poder estar este verão. É algo que quero fazer sempre que houver oportunidade. Representar o país é um privilégio que poucos têm. Estás a fazer o que gostas, a tua profissão, a representar Portugal e a tentar que seja melhor no basquetebol. É uma combinação difícil de recusar, a não ser por razões que ultrapassem esse sentimento. Estás a cantar o hino antes de um jogo para representar a seleção — é indescritível. Quanto mais vezes puder, vou fazê-lo.
Há vários treinadores jovens a cimentar posição na Europa e até na NBA. Quem são as tuas grandes referências neste momento?
Adoro ouvir todos os treinadores e todos os estilos. Gosto de Pablo Laso, Ergin Ataman, Trinchieri pela personalidade. Mas sei que nunca serei igual a eles; não pelo nível que atingiram, mas pelo perfil.
Entre as minhas maiores referências está o Philippe da Silva. Não só como treinador, mas também pela filosofia de jogo: ritmo rápido, posses curtas, pressão em todo o campo, muito orientado para o bloqueio direto e sempre focado na tua equipa mais do que na adversária. É também a minha filosofia.
Outra referência é o Tuomas Iisalo. Quando saí do Galomar tive tempo para ver mais basquete e já acompanhava o trabalho dele no Bonn. Quando ele chega a França, e ao visitar o Philippe, vi que iam jogar contra o Paris Basket e tive acesso ao scouting. Investi muito a estudar e decidi enviar-lhe uma mensagem no LinkedIn. Fiz-lhe uma pergunta sobre o ataque orientado ao TJ Shorts, se tinha alternativa quando ele não estava. Pensei que não ia responder. Mas ele respondeu com um vídeo dos White Stripes, em que o vocalista explicava que, quando queria fazer uma música, fechava-se com uma palheta, uma caneta e uma folha e só saía quando encontrava a solução. E acrescentou: “Mais do que procurar uma alternativa, procuras sempre a cura para o teu vírus e vais moldando a tua filosofia.” Para mim, um treinador que estava a lutar pela EuroCup perder tempo a responder a alguém de Portugal mostra o tipo de pessoa que é. Identifico-me muito com ele.
Na NBA, destaco o Brad Stevens. Pela postura e pelo que fez, foi revolucionário, porque na altura não havia treinadores jovens. Para mim, foi uma referência. E gosto muito de treinadores como o Taylor Jenkins nos Memphis Grizzlies. Mas as minhas referências principais são estas.
Disseste há pouco que hoje em dia tens mais facilidade em desenhar o que pretendes da tua carreira a curto e médio prazo. Quais são esses objetivos?
Não tenho problemas em dizer os meus objetivos. Quando era mais novo, dizia que queria chegar à equipa sénior da Ovarense; quando cheguei à equipa sénior, disse que queria ser treinador principal; quando fui treinador principal, disse que queria ser treinador da Liga; quando fui treinador da Liga, mesmo antes de sair do Galomar, disse que queria ir para o estrangeiro.
A curto prazo posso dizer que quero treinar uma equipa que esteja em competições europeias, quero conhecer o dia-a-dia de uma equipa que joga provas europeias. Gostava de o fazer como treinador principal. Se surgir a oportunidade, vou fazê-lo; se tiver de caminhar para chegar lá de forma mais sustentada, farei isso.
A longo prazo, o objetivo é o mesmo da maior parte dos miúdos que começam a jogar basquete: quando era criança via a NBA, e o meu sonho é um dia poder chegar à NBA. Não como jogador — não tenho altura nem qualidade para isso — mas se um dia puder treinar uma equipa da NBA, seria o topo, o último patamar.
Benfica e Quinta dos Lombos a dois dias de se defrontarem na Supertaça Feminina
A Supertaça Feminina 2025/26 vai animar o Barreiro no próximo dia 27 de setembro, às 17h00, com o SL Benfica e o CRC Quinta dos Lombos em disputa pelo primeiro troféu da temporada.
O palco do encontro será o Pavilhão Municipal Luís de Carvalho, no Barreiro, onde as duas equipas entrarão em campo para arrancar a nova época com ambição.
O Benfica chega ao jogo depois de conquistar o título nacional nas últimas épocas, enquanto as Lombos garantiram presença através da vitória na Taça de Portugal.
O histórico recente dos confrontos entre as equipas revela equilíbrio: em 2024/25 registaram-se seis duelos, com três vitórias para cada lado.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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