Artigos da Federaçãooo
Portugal de pé frente à gigante Grécia
Sabia-se que não era fácil. Do outro lado, um gigante mundial (13.º). Do outro, o 47.º. Mas Os Linces nunca baixam os braços. Foi a lutar até ao fim, neste segundo jogo da janela de novembro da qualificação para o Campeonato do Mundo, e com uma tremenda garra, atitude e caráter, como frisou o selecionador nacional. “O que é que faltou?” Perguntaram na conferência de imprensa. No seu jeito habitual, Mário Gomes respondeu: “Oito pontos”. Oito pontos apenas (68-76). Mas uma certeza. Portugal é capaz de competir contra equipas que lutam pelos títulos europeus e mundiais.
Ver esta publicação no Instagram
Esta Grécia, aliás, trouxe consigo seis jogadores que figuraram no último EuroBasket, onde alcançaram um meritoso 3.º lugar. E nem a armada ofensiva helénica assustou o coletivo das quinas, que entrou pior no encontro (17-24), mas que deu a volta por cima para chegar ao intervalo a perder somente por um ponto (19-13 e 36-37 no marcador). Travante Williams (que acabou como MVP do encontro, com 15 pontos, seis ressaltos e quatro roubos de bola – 15val) entrou ao seu jeito, e Rafael Lisboa (12pts) ajudou a catapultar Os Linces para mais uma parte de grande nível.
Foi até ao fim. Parciais de 13-19 e 19-20, insuficientes para a vitória, mas garantes de certeza: o “sonho” de alcançar o Mundial do Qatar, em 2026.
“Por alguma razão a Grécia trouxe três jogadores novos para o jogo de hoje, que jogam na Euroliga, e que foram preponderantes no jogo de hoje. [Isso] quer dizer que a nossa seleção já é vista com outros olhos, com outro respeito (…)”. O selecionador nacional aponta a melhor percentagem de três pontos dos gregos (26%-36%) e uma maior pressão defensiva na segunda parte como fatores importantes para o resultado final. Não obstante: “Este é um caminho que nós temos vindo a fazer. Dantes não era bem assim”, concluiu, orgulhoso da equipa que hoje se apresentou no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, perante uma bancada cheia de quase 2000 portugueses.
Portugal figura agora no 2.º posto do Grupo B, à frente de Montenegro, que venceu hoje a Roménia, adversário (a dobrar) na próxima janela – fevereiro de 2026.
A conferência de imprensa com o professor Mário Gomes e Rafael Lisboa:
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Mais um recorde para Neemias Queta
Neemias voltou a integrar a equipa dos Celtics após uma pequena pausa devido a lesão. A formação de Boston deslocou-se a Minnesota para defrontar os Timberwolves, tendo acabado por sair derrotada por 115-119, num encontro muito equilibrado até ao final.
O poste português esteve em grande plano e precisou de apenas 29 minutos em campo para alcançar um novo recorde pessoal: 18 ressaltos, sendo 8 ofensivos e 10 defensivos. Cada vez mais decisivo na rotação dos Celtics, Neemias demonstrou enorme agressividade e eficácia no ataque. Para além do domínio nas tabelas, contribuiu com 19 pontos, fruto de uma excelente prestação nos lançamentos (7/8 – 87,5% de eficácia), e somou ainda dois blocos defensivos.
A sua atuação continua a confirmar o impacto que tem vindo a ter na equipa, consolidando o seu estatuto como uma peça cada vez mais importante no conjunto de Boston.
Ver esta publicação no Instagram
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Road to the World Cup: Portugal x Grécia joga-se hoje na RTP2
Mais um gigante do Basquetebol no nosso caminho.
Os Linces continuam hoje a sua campanha na qualificação do FIBA World Cup 2027. O destino final: Qatar. A segunda paragem, depois da estreia vitoriosa frente a Montenegro: Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Assiste em direto na RTP2, a partir das 17 horas, frente à gigante Grécia. Bilheteira aqui, courtside esgotado.
Road to the World Cup: gigante Grécia em Matosinhos com Spanoulis ao leme
Ver esta publicação no Instagram
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
AB Porto celebra 99 anos de existência
Porto, 30 de novembro de 2025
A Associação de Basquetebol do Porto (AB Porto) assinala hoje o 99.º aniversário, um marco que a coloca oficialmente no ano de celebração do seu Centenário. Este é um momento de profunda relevância histórica para a modalidade, não só no Distrito do Porto, mas em todo o panorama desportivo nacional.
Desde a sua fundação, a AB Porto tem desempenhado um papel central e pioneiro no desenvolvimento do basquetebol em Portugal. A Associação foi essencial na organização das primeiras provas regulamentadas e esteve na génese da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB). Mais notavelmente, a AB Porto é reconhecida como o berço do Minibasquete no país, demonstrando uma visão de longo prazo e um compromisso inabalável com a formação das jovens gerações.
Ao longo destes 99 anos, a AB Porto tem sido o pilar de clubes, atletas, treinadores, juízes e dirigentes, cultivando um ambiente de excelência e paixão. O seu percurso é marcado pela constante vanguarda nas realizações da modalidade, garantindo que o basquetebol do Porto se mantenha como uma referência no país.
A entrada no ano do Centenário marca o início de um período de celebração e reflexão sobre a rica história da Associação, mas também de projeção para o futuro. A AB Porto está empenhada em reforçar o seu dinamismo e a sua liderança no desenvolvimento regional e nacional. Serão anunciadas diversas iniciativas e eventos que, ao longo do próximo ano, honrarão este feito e envolverão toda a comunidade desportiva.
A Direção da AB Porto endereça uma palavra de gratidão a todos os clubes filiados, atletas, agentes desportivos, parceiros e entidades que, ao longo das décadas, contribuíram e continuam a contribuir para o engrandecimento da Associação.
Manuel Albano
Presidente da Direção da AB Porto

Diogo Brito: “[Matosinhos] é um público que sabe viver Basquete”
É “contra uma das melhores seleções, não só da Europa, como do Mundo”, que Os Linces jogam este domingo. As palavras são do portuense Diogo Brito, de volta a uma “casa” onde já foi feliz – o Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, para o segundo encontro da janela de novembro da Primeira Ronda de qualificação rumo ao Campeonato do Mundo de 2027.
Mas “o grupo está pronto para o desafio, como tem estado nos últimos jogos”, como esteve no EuroBasket 2025, e nem os matchups de peso atemorizam o extremo lançador do coletivo de Mário Gomes. A Grécia, com “uma grande tradição no Basquetebol”, é 13.ª mundial – Portugal é 47.º. Mas “estamos no Porto”, e mais uma vez, com o “essencial apoio” dos fãs portugueses, Os Linces vão procurar fazer história e vencer um adversário ao qual nunca conseguiram ganhar.
Road to the World Cup: gigante Grécia em Matosinhos com Spanoulis ao leme
“Não me podia sentir mais em casa”, finalizou Brito, na antecâmara do derradeiro desafio.
Ouve aqui a antevisão na íntegra. Transmissão RTP2. ➤ Bilhetes aqui
Ver esta publicação no Instagram
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
CRC Quinta dos Lombos segue invicta na Liga Betclic Feminina
Sanjoanense HELIOTEXTIL 72-79 CRC Quinta dos Lombos
A oitava jornada da Liga Betclic Feminina iniciou-se com uma partida brilhante, que colocou frente a frente a Sanjoanense e a invencível Quinta dos Lombos.
A equipa da Quinta dos Lombos entrou forte no encontro, mas a Sanjoanense respondeu com a atitude necessária para fazer frente à formação que soma oito vitórias no campeonato. Os primeiros dez minutos terminaram com uma ligeira vantagem para as visitantes, por 19-21.
A consistência manteve-se no segundo período e, antes do intervalo, a Quinta dos Lombos voltou a superiorizar-se, marcando 21 pontos contra 18 das anfitriãs, levando o marcador para 37-42 ao descanso. As duas equipas demonstraram elevado nível competitivo, com jogadas individuais de grande qualidade.
Os últimos 20 minutos mantiveram a intensidade. O terceiro quarto foi novamente ganho pela Quinta dos Lombos, por 15-21. Nos derradeiros dez minutos, a Sanjoanense ainda conseguiu reagir, vencendo o parcial por 20-16, mas tal não foi suficiente para inverter o resultado final.
Sara Caetano foi eleita a MVP da partida, com um impressionante duplo-duplo de 21 pontos e 14 ressaltos, aos quais somou ainda três assistências, alcançando 38.5 de valorização. Pelo lado da Sanjoanense, destacou-se Schekinah Bimpa, também com um duplo-duplo, ao registar 24 pontos, 14 ressaltos e uma assistência, totalizando 31.5 de valorização.
Galitos FFONSECA 51-67 Sporting CP
O Galitos recebeu o Sporting para o segundo jogo desta ronda da Liga, num duelo equilibrado e que acabou favorável às Leoas, por 51-67.
Na primeira parte, ambas as equipas destacaram-se mais defensivamente do que ofensivamente, mas o Sporting conseguiu vencer os dois períodos por 12-13 e 9-13.
No terceiro quarto, o ritmo de jogo aumentou e as equipas marcaram mais pontos, chegando a estar várias vezes separadas por apenas dois pontos.
No entanto, o último quarto foi também dominado pela equipa orientada por João Vieira, que venceu por 9-19, fechando o marcador a favor do Sporting. Este período destacou-se pela eficácia ofensiva da equipa leonina, com especial relevo para Márcia Carvalho, que, dos 15 pontos realizados ao longo da partida, marcou 8 apenas neste quarto.
Na equipa visitante, Emília Ferreira sobressaiu com 10 pontos, 11 ressaltos e quatro assistências, totalizando 29 pontos de valorização. Também merece destaque a atuação de Emma Huff, que, ao longo dos 32 minutos jogados, foi peça-chave no ataque, registando 15 pontos e 11 ressaltos.
Pelo Galitos, Kristina Innemee destacou-se com 15 pontos, nove ressaltos e duas assistências, resultando em 17,5 pontos de valorização.
SL Benfica 66-65 GDESSA BARREIRO
O Benfica recebeu esta tarde o GDESSA e venceu pela margem mínima, garantindo um triunfo muito disputado.
A equipa do Barreiro entrou forte na partida, com grande pressão ofensiva, mas o Benfica foi reagindo ao longo do primeiro período, mostrando boa eficácia de lançamento. No final dos primeiros dez minutos, o marcador assinalava 23-14 a favor da equipa da casa.
O segundo quarto manteve a intensidade, mas desta vez o GDESSA foi mais eficaz, vencendo o parcial por 11-18. Maria João Bettencourt destacou-se na primeira parte, somando 13 pontos.
O equilíbrio manteve-se no terceiro período, novamente com vantagem para o GDESSA, que venceu por 13-16, encurtando distâncias e deixando o desfecho do encontro totalmente em aberto.
O último quarto foi também bastante equilibrado, sem que nenhuma das equipas conseguisse decidir o jogo até aos instantes finais. O Benfica venceu o parcial por 19-17 e assegurou a vitória pela margem mínima: 66-65.
Maria Bettencourt confirmou a excelente exibição e foi eleita MVP da partida, com 24 pontos, nove ressaltos e quatro assistências, totalizando 30 pontos de valorização. Do lado do GDESSA, Mya Burns (19 pontos, quatro ressaltos e uma assistência) e Márcia Costa (19 pontos, seis ressaltos e quatro assistências) foram as principais figuras, ambas com 17 pontos de valorização.
SC Coimbrões 85-79 CAB Madeira
Não podia ter corrido melhor para a equipa do Coimbrões, que, a jogar em casa, conquistou a sua primeira vitória na Liga Betclic Feminina ao vencer o CAB Madeira por 85-79.
A formação madeirense entrou mais forte na partida e dominou o primeiro período, fechando com uma vantagem de 10 pontos (20-30). A resposta do Coimbrões surgiu rapidamente: a equipa da casa ajustou-se defensivamente, melhorou a sua eficácia ofensiva e virou o marcador, chegando ao intervalo em vantagem por 47-45.
Após o regresso dos balneários, o equilíbrio manteve-se, mas o Coimbrões conseguiu voltar a levar a melhor no terceiro quarto (18-15), aumentando ligeiramente a diferença no marcador.
No último período, apesar do ritmo elevado e da tentativa de reação do CAB Madeira, a equipa anfitriã manteve o controlo do encontro e voltou a vencer por margem mínima (20-19), garantindo o triunfo final por 85-79, com seis pontos de vantagem.
Em destaque no Coimbrões esteve Zarria Carter, que alcançou um duplo-duplo com 17 pontos e 10 ressaltos, somando 25,5 de valorização. Pelo CAB Madeira, Hulda Joaquim também registou um duplo-duplo, com 16 pontos e 10 ressaltos, contabilizando 22,5 de valorização.
Basquete Barcelos HMMOTOR 86-92 Imortal LUSIADAGAS
O penúltimo jogo da tarde colocou Barcelos e Imortal frente a frente, num duelo intenso que terminou com a vitória do Imortal por 86-92.
A primeira parte ficou marcada por dois períodos muito equilibrados. No primeiro quarto, o Barcelos entrou melhor e venceu por 27-12, mas a resposta do Imortal foi imediata, levando o segundo período por 15-27. O resultado ao intervalo espelhava esse equilíbrio, com o Barcelos a sair para os balneários na frente por uma curta margem de 42-39.
Na segunda parte, a equipa de Albufeira entrou determinada em dar a volta ao marcador e voltou a impor-se no terceiro quarto (20-28), conquistando a liderança do encontro. À entrada para os últimos dez minutos, o Imortal vencia por cinco pontos, vantagem que conseguiu gerir até final.
No último período, apesar da reação do Barcelos, o Imortal voltou a vencer pela margem mínima (24-25), selando o triunfo por 86-92.
A partida ficou ainda marcada por grandes exibições individuais de ambos os lados. Pelo Imortal, destacou-se Micaela Kelly, com 31 pontos, 5 ressaltos e 7 assistências, totalizando 35 pontos de valorização. No Barcelos, Rebecca Taylor esteve em plano de evidência, somando 27 pontos, 15 ressaltos e 8 assistências, alcançando impressionantes 42,5 de valorização.
Sportiva AZORISHOTELS 81-62 Esgueira Aveiro ECOVALOR
O confronto entre Sportiva e Esgueira terminou com o triunfo da formação da casa por 81-62, num encontro em que a equipa açoriana foi crescendo ao longo da partida e construiu uma vitória segura.
O primeiro período foi equilibrado, com o Esgueira a entrar mais eficaz e a fechar os dez minutos iniciais em vantagem por 16-19. No segundo quarto, a Sportiva respondeu de forma contundente, aumentando a intensidade defensiva e melhorando significativamente no ataque, vencendo o parcial por 27-12 e passando para a frente do marcador. Ao intervalo, a equipa da casa já liderava por 43-31.
Depois do regresso dos balneários, a Sportiva manteve o controlo do encontro e voltou a vencer o terceiro período por 23-16, ampliando a diferença para números confortáveis. À entrada para os últimos dez minutos, o resultado marcava 66-47.
No último quarto, apesar do esforço do Esgueira para reduzir a desvantagem, o parcial voltou a ser equilibrado (15-15), com a Sportiva a gerir bem a vantagem conquistada anteriormente e a confirmar o triunfo final por 81-62.
A MVP da partida foi Genesis Rivera com uns impressionantes 50 pontos de valorização (21 pontos, 25 ressaltos e 5 assistências). Na equipa do Esgueira, Gabriela Raimundo fez 19 pontos, 6 ressaltos e 5 assistências que culminaram em 21 pontos de valorização.
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Road to the World Cup: gigante Grécia em Matosinhos com Spanoulis ao leme
Num elenco só com um dos irmãos Antetokounmpo, mas com nomes de igual ou maior peso, casos dos bases Giannoulis Larentzakis e Elijah Mitrou-Long, do veterano Konstantinos Papanikolau, do jovem poste Alexandros Samodurov, que brilhou na estreia nesta qualificação, ontem (27), frente à Roménia (16pts, 7res – 24val), num jogo vencido confortavelmente (91-64), é a gigante Grécia, 3.ª classificada do último EuroBasket, o próximo adversário no caminho de Portugal na qualificação rumo ao Campeonato do Mundo de 2027.
Em Matosinhos, dia 30, pelas 17 horas, joga-se o segundo encontro desta janela de qualificação e os helénicos têm no seu treinador um dos maiores trunfos: Vassilis Spanoulis já provou que não era só um treinador dentro de campo nos seus tempos de jogador na posição 1, mas que também cumpre o papel na perfeição do outro lado das quatro linhas.
O atual treinador do Mónaco vai cumprir uma curta pausa com o seu clube (que joga na Euroliga) para estar no banco nos dois jogos dos helénicos, inclusive em território luso.
De frisar que Os Linces já enfrentaram por cinco vezes o conjunto helénico, a última em 2007 (85-67), na fase de grupos do EuroBasket, sem nunca conseguirem vencer a turma do Mediterrâneo.
Agora, os gregos querem chegar ao seu décimo mundial (15.º em 2023), mas onde já foram muito felizes (com a prata em 2006 – jogava Spanoulis). No EuroBasket (com seis jogadores agora repetidos) foram por duas vezes campeões, feitos que, acumulando ao longo dos anos lhes garantem um atual 13.º lugar no ranking mundial da FIBA (Portugal é 47.º) e um 8.º europeu (Portugal é 25.º).
Mas, não obstante o peso, impacto e tradição dos adversários, Portugal já provou que está pronto para competir ao mais alto dos níveis. Depois da vitória histórica frente a Montenegro, o conjunto das quinas quer voltar a tombar um dos gigantes do Basquetebol.
Junta-te aos Linces de Mário Gomes este domingo no CDC.
➤ 30 novembro 2025 – PORTUGAL x Grécia, 17 horas, Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos – bilhetes aqui
Ver esta publicação no Instagram
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Portugal de gala em Montenegro: estreia de sonho na qualificação para o Mundial
Numa grande exibição coletiva (e defensiva, como já tem sido hábito nestes Linces de Mário Gomes), Portugal entrou de pé direito na qualificação rumo ao Mundial de 2027. Nunca antes o conjunto das quinas tinha vencido a seleção de Montenegro (18.ª melhor do mundo, de acordo com os rankings FIBA, que nos colocam em 47.º), mas, à terceira, foi de vez. O EuroBasket 2025 já tinha comprovado que competir nestes palcos é uma realidade, e esta Equipa (o E maiúsculo não é gralha) voltou a demonstrá-lo. 62-83 e está ex-aequo com a Grécia no topo do Grupo B desta fase de qualificação, para chegar onde os Linces nunca chegaram: a uma FIBA World Cup.
Ver esta publicação no Instagram
No Moraca Sports Centre, em Podgorica, capital montenegrina, com raça, atitude e cumprindo o plano de jogo à risca, Portugal até entrou a perder (21-14 no primeiro quarto), com 10 pontos de Travante Williams, mas deu a volta com um grande parcial nos dez minutos seguintes (11-25) para chegar ao intervalo na liderança. No regresso dos balneários, a toada continuou. “Não era expetável que Portugal viesse ganhar a Montenegro por 21 pontos (…) a partir do momento em que abrimos a vantagem, não demos mais chance de discutir o jogo”, acredita o selecionador nacional.
Novamente parcial de 11-25 e 19-19 nos dez minutos finais, com todos os Linces a contribuírem para o marcador. O MVP foi Ricardo Monteiro (18val), com 13 pontos, quatro ressaltos e grande eficácia ofensiva. Williams foi o melhor marcador, com 16 pontos, tendo saído lesionado (sem gravidade). Diogo Brito marcou nove, Gonçalo Delgado, Cândido Sá e Rafael Lisboa (que recebeu o melhor dos presentes neste dia do seu 26.º aniversário) marcaram oito cada, mas o destaque é mesmo para o coletivo que, como nos já tem vindo a habituar, voltou a mostrar que ser português é sinónimo de superação. O tal caráter que Mário Gomes tanto mencionou em Riga voltou a aparecer, os montenegrinos não conseguiram entrar no jogo, e agora, que venha a Grécia, este domingo (30 de novembro), às 17 horas, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
“Estou convicto que podemos competir contra eles [Grécia] e competindo e levando o jogo até ao fim, pode cair para qualquer lado. Vamos para o jogo com o objetivo de o ganhar, sabendo que estaremos a jogar contra os 3.ºs classificados do último europeu”, antevê o selecionador, que dedicou a vitória de hoje a três jogadores: “Rafael Lisboa, que faz hoje 26 anos, e aos nossos dois “grandes”, um mais que outro, que estão ambos lesionados, o Neemias Queta e o Miguel Queiroz. Esta vitória é dedicada também a eles, espero que regressem aos campos o mais depressa possível”.
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Barcelos e Imortal fazem a antevisão à oitava jornada do campeonato
A Liga Betclic Feminina volta a entrar em ação este fim-de-semana e a equipa do Basquete Barcelos HMMOTOR vai receber o Imortal LUSIADAGÁS no domingo às 15h30.
Em antevisão à partida, Mariana Teixeira, jogadora da equipa do Barcelos, afirma que a equipa do Imortal é uma equipa complicada e que não vai ser uma tarefa fácil – “Antevemos um jogo exigente diante de um Imortal muito completo e competitivo. Jogar em casa dá-nos energia extra e a equipa tem trabalhado com foco e intensidade para responder ao desafio. Sabemos que teremos de estar no nosso melhor, mas estamos unidas e preparadas para deixar tudo em campo e lutar até ao fim”.
Catarina Neves, capitã do Imortal, sabe a dificuldade do adversário e de jogar fora de casa “Esperamos um jogo bastante difícil, tanto pela equipa de qualidade que defrontamos como pela deslocação, mas continuamos confiantes no trabalho que temos feito e que nos tem permitido viver este bom momento. Temos as nossas ideias de jogo a ficar cada vez mais claras e uma identidade que se tem vindo a construir e consolidar a cada jogo e este fim-de-semana é mais uma oportunidade para continuar a crescer, saindo de Barcelos com uma vitória”.
Ver esta publicação no Instagram
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
CN 2 Masculina: Onze invictos ao cabo da primeira volta
No Campeonato Nacional da 2ª Divisão Masculina, subsistem 11 equipas sem derrotas, uma vez cumprida a primeira volta da primeira fase.
1ª Fase – Norte A
O SC Braga Sub23 embalou para a sétima vitória em sete encontros, no terreno do FAC Sub23 – 44-79 – e lidera a solo, perseguido pelo Monção BC, vitorioso, fora de portas, contra o FAMABASKET – 63-65.
Jogaram ainda:
Ribeirão Basket 38-88 BC Valença/Intermarché
Basquete Barcelos Sub23 75-60 CB Viana NortAluga Sub23
Ver esta publicação no Instagram
1ª Fase – Norte B
O CBP 2012 permanece invicto, tendo batido categoricamente o Mirandela BC O Cerdoura – 128-39.
Ver esta publicação no Instagram
Segue-se o FC Porto Sub23, soberano na visita à AAUTAD – 53-85. O NCR Valongo Comida com Amor recebeu e venceu o LAC Basquetebol Clube – 90-45 -, com Edson Oliveira em plano de destaque – 18 pontos, 9 ressaltos.
Ver esta publicação no Instagram
Outros resultados:
Club 5Basket Sub23 68-69 CD Aves 1930
1ª Fase – Norte C
Em duelo de invictos, o Fides Gondobasket ditou leis, no embate com o CLIP TEAMS – 96-59. O Guifões SC Sub23 também capitalizou o fator casa, ante o Maia Basket Clube Sub23 – 81-66. A UAA Aroso/Sporvap Audi não fugiu à regra e, ante o seu público, ultrapassou o GDB Leça Roupa ao Molho – 59-43.
1ª Fase – Norte D
A Ovarense Sub23 Olho Marinho contornou, em jogo equilibrado, a resistência do Esc. Mod. SL Benfica OAZ – 80-77 – e preserva a invencibilidade, feito partilhado pela UD Oliveirense Sub23, que superou, sem sobressalto, o FC Gaia Sub23 – 82-53.
Ver esta publicação no Instagram
O GRIB superiorizou-se à AD Sanjoanense Sub23 – 49-68.
Ver esta publicação no Instagram
1ª Fase – Norte E
O Beira-Mar Sub23 ganhou ao Campinho/Equi e conta os jogos por vitórias – 68-75. O Sangalhos DC Sub23 derrubou a oposição do Clube Desportivo Gumirães – 79-69- e encerra o pódio. O Galitos Sub23 alcançou a segunda vitória da temporada, no confronto com a AD Mealhada – Somengil – 80-60 -, ancorado nos dígitos de Vasco Camacho – 30 pontos, 10 ressaltos.
1ª Fase – Norte F
A União de Leiria consolidou o estatuto de líder invicto, no terreno do NDA Pombal – 38-64. O Olivais FC Sub23 tirou máximo partido da jornada dupla, ao obter vitórias contra o Febres Sport Club – 61-69 – e Conimbricense – 82-67. A ASSSCC celebrou o primeiro triunfo da temporada, perante a AAC – Sub23 – 87-77.
Ver esta publicação no Instagram
1ª Fase – Sul A
O Unidos/Universalis teve missão a dobrar e passou ambos os testes: frente ao Sport Algés e Dafundo – 79-74 -, referente à primeira jornada, e ao CDC/AAUBI – 80-42.
Outros resultados:
Sport Algés e Dafundo 81-71 Salesianos Lisboa – após prolongamento
Stella Maris/Profresco 56-83 Rio Maior Basket/MVP
Casal do Grilo 56-76 ABA/IPCB Sub23
1ª Fase – Sul B
O A.C. Moscavide conserva o registo imaculado, na sequência do sucesso caseiro contra a SIMECQ – 65-53. Logo atrás, surge o Queluz O Nosso Prego Sub23, que prevaleceu no duelo com a Física Torres Vedras – 85-74.
Jogaram também:
União do Forte 57-67 U.D. Vilafranquense
Basket de Loures 57-71 PAC/UFOPAC Sub23
1ª Fase – Sul C
O Odivelas Basket não vacilou, na deslocação ao recinto do FC Barreirense Sub23 – 63-69. Com Aleksandar Davitkov – 23 pontos, 8 ressaltos – inspirado, a Academia do Lumiar suplantou o Nacional / Beltrão – 53-59.
Outros resultados da série:
VILLAMARO Med.Imob./LOBOS 69-63 Carnide Clube Sub23
Associação TVDE 45/18 56-47 Alenquer Basket Clube
1ª Fase – Sul D
O GDRAR foi o principal protagonista da jornada, ao vergar o MBA – 71-41 -, que até então detinha um registo perfeito. O GALITOS BARREIRO Sub23 aproveitou para escalar ao topo e igualar a formação do Montijo, mercê do triunfo dilatado sobre o AJES – Pasto Alentejano – 108-41.
Jogaram ainda:
C.D. Pinhalnovense 63-66 CAB Grândola – Os Javalis
BAC Sub23 56-92 Real Clube Vale Cavala
1ª Fase – Sul E
Mais um triunfo na campanha sem mácula do Quarteira Tubarões, em casa do CF “Os Bonjoanenses” Faro – 62-75. Lucas Matias – 21 pontos, 24 ressaltos – assinou uma exibição estratosférica, a ascender a 48 de valorização, na vitória do CBA FCC Eq Hoteleiros Sub23 sobre o ASC/BVRM – Monsaraz – 86-74. O Ginásio Sub23 Ibéricafrio afirmou-se perante o Gaviões de São Brás Clube – 89-32.
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Foto de capa: DR – Tubarões
Ana Pinheiro: “Quero ser a melhor jogadora da conferência Big Sky”
No segundo ano na NCAA, Ana Pinheiro vive em Idaho um excelente arranque de época: seis jogos, cinco vitórias, entrada direta no cinco inicial e um papel muito mais influente nos dois lados do campo. A jogadora formada no SC Braga e no CPN assume hoje outra dimensão nas Vandals, mantém a identidade defensiva que a trouxe até aqui e acrescenta pontos, assistências e protagonismo nos momentos decisivos.
Em entrevista exclusiva à Federação Portuguesa de Basquetebol, Ana fala da adaptação à realidade universitária norte-americana, do choque físico e cultural, da importância dos anos em Braga, no CPN e nas seleções jovens, e das metas que já traçou: liderar Idaho ao título da Big Sky, chegar à Seleção A e, no futuro, construir uma carreira profissional ao mais alto nível na Europa, com a Euroliga no horizonte.
Seis jogos, cinco vitórias e uma derrota neste arranque de época para Idaho, com entrada direta no cinco inicial e um início muito forte. O que é que mudou do ano passado para este para começares assim tão bem? Já não sou freshman, e aqui nos Estados Unidos isso tem um impacto muito grande. No ano passado eu e os treinadores já tínhamos falado que o meu papel ia ser diferente este ano, mais impactante, e isso deu-me logo uma confiança extra. Já joguei com muitas das colegas, elas também confiam mais em mim, eu conheço-as melhor e sinto-me muito mais confortável e presente em campo.
Disseste que os treinadores te avisaram que ias ter um papel maior. O que é que eles te pediram concretamente para esta época? A parte defensiva sempre foi um ponto forte meu. No ano passado, muitas vezes, entrava em campo quase só para defender. Este ano, eles disseram-me que eu ia continuar a ter um papel muito importante defensivamente, porque confiam muito em mim nesse lado, mas que ofensivamente ia ter mais impacto, mais oportunidades e mais influência. Era algo que eu já queria no ano passado, mas não tive tantas oportunidades, e eu compreendo. Agora estou muito mais feliz por tê-las e por poder mostrar um pouco mais daquilo que sou no ataque.
No ano passado ficaste conhecida pela defesa, este ano já levas um jogo com 16 pontos e outro com 17 pontos e 6 assistências. Sentes que estás finalmente a conseguir mostrar todo o teu arsenal ofensivo? Sim, acho que sim.
Do ponto de vista físico, aquilo que mais ouço das jogadoras que chegam à NCAA é que o choque é brutal. Foi fácil para ti adaptar-te a essa parte do jogo? Nada fácil. Lembro-me perfeitamente das primeiras semanas de ginásio e treinos: ficava com dores no corpo tão grandes que, no dia seguinte, quase não me conseguia mexer. As atletas aqui são todas muito físicas. Foi muito bom para mim, porque eu precisava de melhorar muito essa parte.
Tecnicamente, que diferenças ou que evoluções notas no teu jogo desde que saíste de Portugal até agora, depois deste ano e pouco nos Estados Unidos? Trabalhei muito o lançamento. Aqui faço mesmo muitas repetições com os treinadores. Uma das maiores áreas de trabalho individual foi o lançamento perto da área pintada, não bem em bandeja, mas aquele lançamento de meia distância depois de trabalhar com os pés: step through, voltar e lançar. Também tenho treinado muito a finalização com contacto, com dois pés. Nunca gostei muito de finalizar com contacto e aqui insistem muito nisso. Com tanto protagonismo ofensivo neste início de temporada, também tens de estar preparada para levar muita pancada… Mais ou menos (risos).
Idaho é muito diferente de Braga. O que é que te custou mais nesta adaptação fora de campo e que grandes diferenças notas no dia a dia? Ainda me está a custar, não vou mentir. Em Braga, e em Portugal no geral, sinto que as pessoas são muito mais comunicativas. Aqui são um bocado mais distantes, têm um estilo de vida diferente, mais relaxado. A cidade onde estou é muito pequena, basicamente é só a universidade. Não se passa grande coisa. A minha rotina é muito “treino–casa–escola–treino”. Em Braga, ou quando estava no Porto, podia ir ao centro da cidade, sair com as minhas amigas. Aqui vou ao centro e muitas vezes não está lá ninguém. Isso ainda me custa um pouco.
Ao mesmo tempo, esse contexto obriga-te quase a viver focada no basquete… mas também é preciso desligar. Há alguma cidade relativamente perto onde consigas “arejar” um bocadinho quando tens folgas? A cidade maior que temos relativamente perto é Spokane, onde joga a Inês Bettencourt, mas fica a uma hora e meia de carro. Mas nós não costumamos ir muito para lá, sobretudo em época.
Estás a tirar Sports Management. Como tem sido conciliar a exigência académica com o nível competitivo da NCAA? Para já tem sido relativamente fácil, o que até me surpreendeu. Eu nunca fui uma estudante de excelência em Portugal, era mais mediana. Aqui, pelo menos no meu curso, sinto que é um pouco mais fácil conciliar. Também ajuda o facto de só ter aulas três dias por semana.
Esse tempo extra fora dos treinos também te tem obrigado a crescer noutras áreas. Um amigo treinador que te conhece bem pediu-me para te perguntar pela tua receita de arroz de tomate… A vida fora do campo obrigou-te a evoluir na cozinha? É verdade (risos). Os meus dotes culinários evoluíram imenso. Agora vivo fora do campus, já não estou no dormitório nem vou simplesmente à cantina comer. Vivo com colegas e tenho de cozinhar. O meu arroz de tomate está muito melhor, já mandei vídeos para provar.
Já experimentaste fazer uma batalha de arrozes com o teu treinador, que é brasileiro? Ele faz arroz de feijão e tu fazes arroz de tomate. Não, ainda não. Ainda não tentámos. Mas eu vivo com as minhas colegas brasileiras e elas já fizeram. Já trocámos aí umas ideias de culinária portuguesa com culinária brasileira.
Tens colegas brasileiras e um treinador brasileiro. Isso ajuda-te em alguma coisa, nem que seja por poderes falar português? Ajuda imenso. O problema é que às vezes chego a Portugal a falar um pouco de português do Brasil e a minha mãe chama-me logo à atenção (risos). Mas dá-me muito conforto poder falar português com elas. Em inglês ainda não consigo sempre expressar tudo aquilo que quero. Às vezes, em jogo, falamos em português. O treinador não gosta muito, insiste para falarmos em inglês, porque quanto mais falarmos inglês, melhor fica o nosso inglês, e é importante que toda a gente perceba o que estamos a dizer. Mas ter esse “cantinho” em português ajuda muito.
Do ponto de vista tático, já falaste do papel defensivo, mas agora és titular, tens mais responsabilidades. O que é que a equipa técnica te pede em concreto: que sejas mais playmaker, que finalizes mais, que abras o campo? O pedido principal é que eu seja sempre agressiva. Dizem muitas vezes: “não ataques para passar, ataca para finalizar e depois decides”. Na minha equipa não tenho um papel muito forte de distribuição. O meu papel é mais em últimas bolas, lançamentos exteriores, correr muito em transição ofensiva.
E gostas de ter essas últimas bolas? Estás confortável em assumir lançamentos decisivos? Gosto, sim. Há sempre um bocadinho de pressão, mas sim.
Voltando atrás: vens do SC Braga, passaste pelo CPN, foste campeã nacional sub-18 e MVP da fase final. Que impacto é que esses anos tiveram na jogadora que és hoje? Foram anos muito importantes. Conheci pessoas espetaculares, fiz amizades espetaculares. O Agostinho (Pinto) ajudou-me imenso a crescer, psicologicamente e ofensivamente. Teve um impacto enorme em mim. Nessa altura também comecei a trabalhar com o Miguel Dias, na parte mental, e ele continua a ajudar-me até hoje. Esses anos foram mesmo importantes para mim. E ganhar esses campeonatos… não há sentimento melhor.
Estreaste-te na Liga Feminina ainda muito nova, contra atletas muito experientes. Achas que isso ajudou na transição para a NCAA? Sem dúvida. Já jogava contra corpos muito físicos, porque a liga portuguesa tem jogadoras muito fortes. Isso ajudou-me a preparar-me. Quando cheguei aqui não foi um choque tão grande como poderia ter sido. De certa forma, facilitou muito a adaptação.
Fizeste quatro verões seguidos com as seleções jovens, entre Europeus e Challengers. O que é que levas desses anos de seleção para a experiência que estás agora a viver aí, sozinha, num país enorme? Na minha opinião, os Europeus são das melhores partes da carreira de um atleta jovem. Chegamos ao verão e tudo o que queremos é ir jogar um Europeu, representar a seleção. Não há nada melhor do que jogar pelo nosso país, cantar o hino. Joga-se com um propósito ainda maior, e isso ajuda-te a evoluir imenso. Estás a fazer o que adoras, mas estás a fazê-lo por Portugal, dá-te uma energia extra. Cresces com praticamente as mesmas colegas, jogas contra atletas de nível muito alto… é uma experiência única.
Muitas das jogadoras com quem cresceste nas seleções ou enfrentaste nos clubes também estão hoje na NCAA. Acompanham-se muito umas às outras? Servem de apoio mútuo, principalmente nos momentos mais difíceis, lembrando que no verão há seleção? Sim, sem dúvida. Com quem tenho mais contacto é a Fatumata (Djaló). Falamos muito, dizemos uma à outra “tenho saudades, quando é que nos vamos ver outra vez?”. É muito bom sentirmos esse apoio.
A Fatumata tem este ano a companhia da Madalena Amaro na equipa. Era algo que gostavas de ter em Idaho, outra portuguesa contigo? Adorava. O meu treinador já me perguntou se havia alguma portuguesa a quem ele devesse estar atento e eu disse-lhe logo que sim, que há muitas. Gostava muito mesmo.
Fizeste todo o percurso nas seleções jovens até às sub-20. Representar a Seleção A é um objetivo assumido? Sim, é um objetivo muito grande. Desde os 16 anos que vejo a Seleção jogar e que penso que um dia gostava de estar ali.
Onde sentes que ainda tens de evoluir para chegar lá? Em muitos aspetos. Mas acredito que, com o tempo, vou chegar lá.
Tens uma família muito ligada ao basquete, com irmãos também no jogo. Com os horários malucos aí, como é que isso funciona? Recebes muitas mensagens logo a seguir aos jogos? Recebo sempre mensagens, sobretudo da minha mãe. Normalmente é “orgulho em ti” e coisas desse género. Ela está sempre acordada. Se o jogo é às três da manhã em Portugal, ela vê na mesma. Agora vou ter um jogo à sexta-feira às 19h30 aqui, que são 3h30 aí, e ela já me disse que vai ver porque no dia a seguir é sábado e pode dormir. É muito especial para mim.
Como é que surgiu a oportunidade de ires para Idaho? Como é que apareceu a proposta da universidade? Eu trabalho com um agente. Comecei a trabalhar com ele no meu último ano no CPN. Ainda não sabia bem o que queria fazer, mas sentia que já era altura de sair do CPN, e já tinha falado disso com o Agostinho. Um dia o meu agente mandou-me três escolas para ver e a de Idaho foi a que eu mais gostei. Disse-lhe isso e ele respondeu logo: “então vamos marcar uma reunião com o treinador”. Por coincidência, o Agostinho conhecia um amigo do meu treinador, falou com ele para saber mais sobre a universidade e sobre o treinador. Depois tive uma chamada com o treinador, ele mostrou-me a escola, falou-me do programa, porque eu não tive oportunidade de fazer visita presencial. Quando desliguei a chamada, disse logo à minha mãe: “eu quero ir para lá”. Nem pensei muito na distância ou nas saudades. A minha família apoiou-me, disseram que era uma boa oportunidade, que ia estudar e jogar ao mesmo tempo, e eu aceitei.
A tua família já teve oportunidade de te visitar em Idaho? Já. Os meus pais vieram em janeiro e já marcaram voos para virem novamente esta época. Gostaram muito da universidade e das pessoas, mas não gostaram nada do frio (risos). Em janeiro é provavelmente a altura mais fria do ano, com imensa neve. Eles estavam um bocado stressados por terem de conduzir na neve e tirar a neve do carro de manhã, mas no geral gostaram da universidade e das pessoas.
Tens esta época e mais duas de elegibilidade. Colocas objetivos concretos para os próximos anos, tanto a nível individual como coletivo? Sim. Numa reunião com os meus treinadores falámos de um objetivo individual muito ambicioso: talvez para o ano ou no meu ano de sénior conseguir ser a melhor jogadora da Big Sky, a jogadora do ano da conferência. Gosto de ter objetivos desafiantes. Este ano, o objetivo principal é coletivo: ser campeã da Big Sky com a minha equipa. A longo prazo, gostava de ser reconhecida na conferência, como Defensive Player of the Year ou mesmo como melhor jogadora da conferência. Gostava muito de atingir esse nível.
E depois da universidade, já pensas na carreira profissional? Um dos meus maiores sonhos é jogar profissional. Gostava muito de jogar na Euroliga. Inicialmente gostava de jogar na Europa, em ligas como a espanhola, por exemplo. Em mais nova dizia muitas vezes que queria tentar a WNBA, e claro que continua a ser um sonho, mas hoje vejo a Euroliga como algo um pouco mais realista. E, sendo sincera, eu não me vejo a viver na América durante muito tempo. Estou a gostar de estar aqui, mas identifico-me mais com a Europa.
Falaste da Big Sky, do título da conferência e da March Madness. Quais são exatamente os objetivos da equipa para esta época? O nosso grande objetivo é ir à March Madness. Na nossa conferência só a equipa que ganha o torneio da conferência é que tem oportunidade de ir. Desde o início do ano que o treinador nos mostrou o plano de objetivos e o principal é ganhar o torneio da Big Sky para podermos estar nessa fase final.
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Road to the World Cup: Montenegro x Portugal joga-se hoje na RTP2
Chegou a hora.
Os Linces iniciam hoje a sua campanha na qualificação do FIBA World Cup 2027. O destino final: Qatar. A primeira paragem: Podgorica, Montenegro.
Road to the World Cup: Portugal quer subir ao topo do “Montenegro” de Crna Gora
Assiste em direto na RTP2 à estreia lusa nesta caminhada, marcada para as 17 horas lusas, e apenas três dias antes do coletivo das quinas jogar em casa frente à Grécia, no CDC de Matosinhos. Bilheteira aqui, courtside esgotado.
Ver esta publicação no Instagram
Acompanha tudo sobre Basquetebol em Portugal através das nossas redes sociais: Facebook, Instagram, X e TikTok.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Aliquam iaculis blandit magna, scelerisque ultricies nisi luctus at. Fusce aliquam laoreet ante, suscipit ullamcorper nisl efficitur id. Quisque id ornare est. Nulla eu arcu neque. Sed ornare ex quis pellentesque tempor. Aenean urna enim, commodo ut nunc sit amet, auctor faucibus enim. Nullam vitae felis ipsum. Etiam molestie non enim quis tincidunt. Pellentesque dictum, nulla id ultricies placerat, neque odio posuere orci, quis vestibulum justo odio ut est. Nullam viverra a magna eu tempor. Nullam sit amet pellentesque magna. Vestibulum vel fermentum turpis, nec rhoncus ipsum. Ut et lobortis felis, sed pellentesque dolor. Nam ut porttitor tellus, ac lobortis est. Fusce vitae nisl vitae ante malesuada venenatis. Sed efficitur, tellus vel semper luctus, augue erat suscipit nunc, id hendrerit orci dui ac justo.
Pellentesque eleifend efficitur orci, et pulvinar dui tempus lobortis. Proin accumsan tempus congue. Cras consectetur purus et lacinia rhoncus. Ut eu libero eget quam semper malesuada. Aliquam viverra vulputate tempor. Sed ac mattis libero, a posuere ligula. Quisque tellus dui, placerat vel ex in, fringilla fringilla tellus. Aliquam erat volutpat. Aenean convallis quis eros vel ornare. Aliquam et lorem vestibulum, posuere quam ac, iaculis arcu. Fusce feugiat blandit mattis.

Legenda
Praesent sed metus euismod, varius velit eu, malesuada nisi. Aliquam aliquet quam tempor orci viverra fermentum. Sed in felis quis tortor accumsan vestibulum. Aliquam erat volutpat. Maecenas pretium sem id enim blandit pulvinar. Pellentesque et velit id arcu feugiat hendrerit ac a odio. Sed eget maximus erat. Phasellus turpis ligula, egestas non odio in, porta tempus urna. Fusce non enim efficitur, vulputate velit in, facilisis metus.
Nulla sagittis risus quis elit porttitor ullamcorper. Ut et dolor erat. Ut at faucibus nibh. Cras nec mauris vitae mauris tincidunt viverra. Donec a pharetra lectus, vitae scelerisque ligula. Integer eu accumsan libero, id sollicitudin lectus. Morbi at sem tincidunt augue ullamcorper tristique. In sed justo purus. Aenean vehicula quam quis pellentesque hendrerit. Fusce mattis mauris lorem, in suscipit diam pretium in. Phasellus eget porttitor mauris. Integer iaculis justo ut commodo eleifend. In quis vehicula nisi, non semper mauris. Vivamus placerat, arcu et maximus vestibulum, urna massa pellentesque lorem, ut pharetra sem mauris id mauris. Vivamus et neque mattis, volutpat tortor id, efficitur elit. In nec vehicula magna.

Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

Morbi in auctor velit. Etiam nisi nunc, eleifend quis lobortis nec, efficitur eget leo. Aliquam erat volutpat. Curabitur vulputate odio lacus, ut suscipit lectus vestibulum ac. Sed purus orci, tempor id bibendum vel, laoreet fringilla eros. In aliquet, diam id lobortis tempus, dolor urna cursus est, in semper velit nibh eu felis. Suspendisse potenti. Pellentesque ipsum magna, rutrum id leo fringilla, maximus consectetur urna. Cras in vehicula tortor. Vivamus varius metus ac nibh semper fermentum. Nam turpis augue, luctus in est vel, lobortis tempor magna.
Ut rutrum faucibus purus ut vehicula. Vestibulum fermentum sapien elit, id bibendum tortor tincidunt non. Nullam id odio diam. Pellentesque vitae tincidunt tortor, a egestas ipsum. Proin congue, mi at ultrices tincidunt, dui felis dictum dui, at mattis velit leo ut lorem. Morbi metus nibh, tincidunt id risus at, dapibus pulvinar tellus. Integer tincidunt sodales congue. Ut sit amet rhoncus sapien, a malesuada arcu. Ut luctus euismod sagittis. Sed diam augue, sollicitudin in dolor sit amet, egestas volutpat ipsum.