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Regresso a casa valeu a passagem à Oliveirense

A equipa de Oliveira de Azeméis acabou por vencer o 5º e decisivo jogo da série (82-72), e vai agora defrontar o SL Benfica na 2ª ronda dos playoffs da LPB. Apesar de ter sido a equipa da casa a estar no comando do jogo a grande maioria do tempo, só no derradeiro quarto a equipa do Galitos cedeu, acabando por pagar caro o facto de ter começado mal o quarto período do encontro. Uma eliminatória entre duas boas equipas, que valeu pelo seu equilíbrio, pela sua emoção, onde ambas tiveram o seu momento na série, onde acabou por seguir em frente a equipa que jogou a negra com o apoio do seu público.

 

A equipa da casa foi a primeira a conseguir uma vantagem no desafio (10-4), mas no final dos primeiros 10 minutos o jogo continuava fechado, ainda que com os visitados a manterem-se no comando (19-16). O ligeiro ascendente dos comandados de José Ricardo prolongou-se no inicio do 2º período, e a meio do quarto vencia por cinco pontos de diferença (24-19). Uma vantagem dilatada para nove pontos a 3.45 minutos do intervalo (30-21), a mesma que se verificava a 1.30 do descanso (33-24). Acaba por ser o Galitos  a terminar melhor a 1ª parte, e disso beneficiou para encurtar distâncias antes de recolher aos balneários (31-35).

 

A Oliveirense esteve muito mais eficaz a lançar de curta e média distância durante o 1º tempo (14/23 – 61%), e embora o Galitos tenha convertido 4 triplos, não esteve muito certeiro de longa distância (27%). A equipa da casa dominou no pintado (18 vs 8 pontos), e conseguiu 5 roubos de bola durante os primeiros 20 minutos.

 

A liderança da Oliveirense durou até meio do 3º período (43-43), e Jacques Conceição colocou mesmo os forasteiros na frente já na segunda metade do quarto (45-43). Seguiram-se vários empates, e seria uma jogada de cesto e falta, concretizada por Rui Coelho, que fixaria o resultado final do período (52-49). A Oliveirense abriu o último quarto com cinco pontos consecutivos (57-49), obrigando André Martins a parar o jogo de imediato.

 

A paragem não teve o efeito desejado pelo treinador do Galitos que se viu obrigado a pedir um 2º desconto de tempo quando estavam jogados 2.30 minutos, e a diferença estava em dez pontos (59-49). Henrique Piedade, com quatro pontos seguidos, põe fim ao período negro do Galitos (53-59), mas a meio do quarto a vantagem da Oliveirense voltava a subir (64-55). O Galitos lutava para conseguir aproximar-se, e quando o conseguiu, um triplo de Bricis repunha a diferença (69-60).

 

Restavam três minutos para o final do jogo, e a pouca eficácia da linha de lance-livre, bem como nos lançamentos de campo, em nada contribuiram para que o conjunto do Barreiro anulasse a desvantagem. À entrada do último minuto a diferença pontual cifrava-se em onze pontos (75-64), pelo que só um pequeno milagre salvaria o Galitos – Barreiro da eliminação.

 

O domínio da Oliveirense nas finalizações nas áreas próximas do cesto manteve-se (42 vs 22 pontos), conseguindo envolver no seu jogo ofensivo James Ellisor (27 pontos e 4 ressaltos), e beneficiou da liderança do seu experiente capitão João Abreu (23 pontos). Rui Coelho (10 pontos, 7 ressaltos, 4 roubos de bola e 2 assistências) voltou a ser importante na rotação da equipa.

 

Jarred Jackson (20 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências) bem tentou liderar o Galitos à meia-final, mas nem com a ajuda de Jacques Conceição (16 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências) e Jordan Baker (16 pontos e 13 ressaltos) conseguiu concretizar o objetivo coletivo.


União Sportiva conquista bicampeonato nacional feminino

A jogar em casa, o conjunto açoriano mostrou-se mais forte, vencendo as três partidas da Fase Final.

Dia de festa em Ponta Delgada! Com mais uma excelente exibição, o Sportiva Azores Airlines conquistou o segundo título nacional feminino do seu historial, neste caso pelo segundo ano consecutivo, garantindo assim a dobradinha depois de já ter vencido a Taça de Portugal. Isto, somado à campanha europeia muito positiva, faz com que esta temporada tenha sido memorável para o clube açoriano.

No jogo desta tarde, a superioridade do Sportiva frente ao GDESSA – Barreiro foi notória, como prova o resultado final de 70-43. Muito moralizadas, atuando diante do seu público, as jogadoras orientadas por Ricardo Botelho quiseram resolver cedo a questão, numa partida que envolvia muita pressão, já que quem vencesse sagrar-se-ia campeão nacional. 

Logo no primeiro período se viu que seria difícil ao GDESSA contraria a maior inspiração do adversário. Com um resultado de 19-5 verificado após os 10 minutos iniciais, as insulares traduziram em números a sua superioridade em matéria de eficácia, algo que foi quase sempre uma constante ao longo de todo o jogo – o GDESSA nunca chegou a liderar o marcador. O desenrolar do desafio não se alterou no quarto seguinte, com o Sportiva a revelar-se implacável, ao mesmo tempo que a formação que veio do Barreiro parecia encotrar-se rendida e algo desgastada. Sendo assim, e quando chegou o intervalo, o marcador já registava um pesado 44-16 para o Sportiva, deixando as contas finais quase sentenciadas.

O terceiro período foi o mais positivo do conjunto comandado por Nuno Manaia, que diga-se de passagem, foi sempre brioso e lutador, provando o porquê de também ser uma grande equipa. Com o Sportiva também a tirar um pouco o pé do acelerador, e com o GDESSA mais assertivo, a turma da Margem Sul do Tejo reduziu distâncias para 55-27, à entrada para o último quarto, mas tudo estava resolvido. Tal como veio a confirmar-se nos dez minutos finais, em que Ricardo Botelho aproveitou para rodar a equipa, dando oportunidade a todas as atletas de desfrutarem do momento. Perante um público entusiasta e convencido de que o título já não fugia, o Sportiva ainda aumentaria o score para 70-43, resultado final do desafio.

No plano individual, no Sportiva, houve de facto um excelente rendimento, como se comprova pelas exibições de Ashley Bruner, eleita a MVP (7 pontos, 13 ressaltos e 4 assistências), Felicitè Mendes (17 pontos e 8 ressaltos), Milica Ivanovic (17 pontos e 7 ressaltos), Shaquedia Wallace (15 pontos) e Ashley Bruner (13 ressaltos). Em relação ao GDESSA – Barreiro, de salientar as prestações de Márcia Costa (14 pontos e 5 ressaltos), Kamilah Jackson (11 ressaltos) e de Emilia Dabo (9 ressaltos).

Após o desafio, Ricardo Botelho salientou que a sua equipa foi uma campeã justa, deixando elogios para a competição e para os adversários: "Acho que no fim fomos um justo vencedor da Liga Feminina. A final foi uma competição muito forte e contou com as quatro melhores equipas. Este jogo acabou por não ser tão difícil como esperávamos, estivemos muito bem no ataque e na defesa e conseguimos uma boa exibição e vencer como queríamos". Por seu turno, Nuno Manaia admitiu que o GDESSA não soube reagir:" O jogo anterior mexeu com as nossas emoções. Se o CAB ganhasse podíamos disputar o título e não entrámos bem, nem soubemos lidar com a pressão. Foi um jogo muito emotivo e pouco esclarecido e com números impossíveis de dar a volta."

Parabéns então para o União Sportiva pela grande temporada que realizou, mas também para o GDESSA – Barreiro, que não esqueçamos venceu a Taça Federação. Acima de tudo, ao longos destes últimos três dias viveram-se mais momentos de altíssimo nível, em que o basquetebol feminino saiu prestigiado. As nossas congratulações para todos os intervenientes e organização da prova!

Nota: Em anexo tem acesso às declarações prestadas por todos os intervenientes.

 


“Estamos onde devíamos estar e vamos provar isso”

Quais são as perspetivas da Oliveirense para esta Fase Final?

As nossas perspetivas passam por lutar jogo a jogo, somos uma equipa inexperiente. Fizemos um caminho muito difícil até chegar aqui, com todas as desvantagens e inexperiência típica de uma equipa de primeiro ano, com jogadoras vindas de vários sítios. Agora vamos dar tudo pela vitória.

 

A subida de divisão e conquista do título sempre foram grandes objetivos do clube para esta temporada?

Não, de todo. Talvez em sonhos nos tinha passado isto pela cabeça, mas a realidade é esta, trabalhámos muito para a ter, e agora temos a oportunidade de fazer história, de garantirmos o título nacional.

 

Avaliando os adversários, que espera desta prova?

É uma prova muito complicada, com adversárias mais experientes do que nós. Sinceramente temos pouco conhecimento sobre as equipas do Sul, temos um maior conhecimento sobre o Vitória SC, que ficou em primeiro lugar na nossa série da Fase Regular. É uma equipa muito complicada, sendo que tivemos a sorte e a sabedoria de vencer em Guimarães, mas perdemos em casa por uma desvantagem de 20 pontos. Isso demonstra as diferenças de soluções em termos de plantel, numa altura em que devido a várias lesões temos apenas 10 jogadoras, mas isso tornar-nos-á mais fortes e fará com que apesar de não sermos favoritos, sejamos uma equipa a ter em conta.

 

Em que aspetos acha que as suas jogadoras terão que ser mais fortes?

Teremos de dar continuidade àquilo que temos feito ao longo desta campanha. Temos de ser aguerridos, saber que o caminho que foi feito não pode ser deixado em vão num fim de semana, em três jogos, porque tudo se joga agora. As jogadoras têm que estar concentradas, têm que ter isso presente, têm que saber aquilo que querem, aquilo por que lutam, têm que saber que os sacrifícios até agora feitos não podem ser deixados ao acaso. Eu sei que as jogadoras vão estar à altura porque estiveram até agora, sendo que temos de mostrar que este nosso trajeto de 21 vitórias e 3 derrotas não surgiu por acaso. Estamos onde devíamos estar e vamos provar isso.


“Vamos ter de trabalhar como todas as outras equipas”

Quanto à caminhada na Fase Regular, que culminou com o 1.º lugar na Zona Norte, Ling não se mostrou surpreendido depois do trabalho desenvolvido.

Como anfitrião, acha que o Vitória SC terá mais responsabilidades nesta Fase Final?

O fator casa, hoje em dia, já pouco influencia. Por isso vamos ter de trabalhar e lutar como as outras equipas.

 

Pensa que o fator casa poderá beneficiar a equipa? Sente-se favorito?

O facto de jogarmos em casa traz-nos um elemento que pode ser importante (motivacional). Se nos sentimos favoritos? Somos um dos favoritos a ganhar o campeonato.

 

O Vitória SC terminou a Fase Regular na 1.ª posição. Esperava uma campanha desta qualidade?

Fizemos um bom campeonato na fase regular, onde fomos muito consistentes. Se esperava uma campanha boa, direi apenas que trabalho todos os dias para melhorar a qualidade de jogo das atletas e o facto de ganhar é apenas a consequência do trabalho desenvolvido.

 

Olhando para os adversários do próximo fim de semana, que espera desta prova?

Espero uma Fase Final dura, onde todas as equipas têm as mesmas ambições que passam por ganhar!


“A mesma vontade de ganhar que os nossos adeptos”

José Barbosa atribui parte desse sucesso ao trabalho preparatório que antecede os jogos, sem esquecer a motivação acrescida de defrontar um dos históricos da modalidade. O base vareiro não se mostra muito preocupado com o facto de a Ovarense não beneficiar do factor casa nesta série, preferindo focar a sua atenção na melhor estratégia para condicionar tanto talento ofensivo do FC Porto. Barbosa assume a responsabilidade e a importância de contribuir para que seja a Ovarense a impor os ritmos de jogo que mais lhe interessem. Mas para ter sucesso nesta eliminatória, que começa esta sexta-feira, às 21 horas, a Ovarense terá que desejar mais que o seu adversário.

 

Seis jogos disputados com o FC Porto esta temporada, dos quais venceram quatro. Sinal que a Ovarense se encaixa muito bem com a equipa do FC Porto?

 

É verdade que as exibições contra o FC Porto foram positivas, mesmo nas duas derrotas fora que sofremos mas não acredito que isso se deva unicamente, ao facto de nos encaixarmos bem com eles. Dado que a preparação dos jogos é feita com o mesmo detalhe, independentemente do adversário, é inevitável referir a motivação extra que surge à maioria das equipas em Portugal quando defrontam o FC Porto, tornando-se, também, um fator determinante.

 

Continuam invictos em casa esta época frente ao FC Porto. O sucesso desta eliminatória passará por tentar vencer pelo menos um dos jogos deste fim de semana no Dragão Caixa. O facto de terem fechado a série anterior fora de casa, ajuda de alguma forma para que isso aconteça?

 

Os playoffs são conhecidos pela imprevisibilidade dos resultados, independentemente das diferenças de classificação entre as equipas na fase regular. É óbvio que considero menos difícil jogar em casa, para além de que o apoio dos nossos adeptos na Arena é sempre uma importante ajuda. Mas não penso que nesta fase do campeonato isso seja determinante e prova disso foi a nossa eliminatória anterior onde vencemos mais jogos fora do que em casa.

 

O jogo exterior do FC Porto, especialmente a linha de três pontos, é temível? Isso vai obrigar a ajustes defensivos da vossa parte? Ou vão manter-se fieis às vossas rotinas?

 

Observamos sempre os adversários de semana a semana para depois adaptar a nossa estratégia da melhor forma possível, e será isso que vamos fazer para este fim-de-semana. É difícil concentrarmo-nos apenas no seu tiro exterior porque, quando se joga contra uma equipa como o FC Porto, todos os detalhes contam mas concordo que é um dos seus pontos fortes.

 

A questão física poderá ser importante no desfecho desta série? E se estão preparados para um eventual playoff decidido à melhor de 5 jogos num tão curto espaço de tempo?

 

Eu acredito que estamos preparados e que o trabalho feito ao longo da época terá os seus resultados nesta fase. Ainda esta semana, um dos nossos dizia ao grupo que quem não estivesse preparado para jogar dois dias seguidos, com dores, cansaço ou lesões, independentemente do adversário ou do pavilhão, então não estaria preparado para jogar os playoffs. E, pessoalmente, grande percentagem desta parte final da temporada resume-se a isto.

 

Como base sentes que tens a responsabilidade de marcar bem os ritmos do jogo de forma a não permitir que o FC Porto jogue em contra-ataque ou transições rápidas?

 

Tem sido um aspeto que tanto eu como o Nick temos tentado melhorar e que pode fazer diferença porque, para além de tornar mais eficaz o nosso ataque, limita consideravelmente os bons momentos da equipa adversária. No caso específico do FC Porto, se conseguirmos interromper o ritmo que impõe no seu jogo, será uma ajuda significativa para reduzir os seus números ofensivos.

 

E de que forma terá que se apresentar a Ovarense para conseguir chegar à final?

 

A 100%. Fortes mentalmente, soltos fisicamente e com a mesma vontade de ganhar que os nossos adeptos.


Fase Final do Campeonato Nacional da 2.ª Divisão Feminina

O evento será emitido online, sendo que brevemente divulgaremos o link de transmissão. Além disso, poderá acompanhar a prova através do nosso site e facebook, com crónicas, estatísticas e atualização de resultados.

Fique com o calendário das partidas, mais abaixo.

 

 

 

6.ª feira (06-05-2016)

Jogo 1: Carnide Clube – Rio Maior Basket às 19h

Jogo 2: Vitória SC – UD Oliveirense às 21h

 

Sábado (07-05-2016)

Jogo 3: Vencedor Jogo 1 – Vencido Jogo 2 às 15h

Jogo 4: Vencedor Jogo 2 – Vencido Jogo 1 às 17h

 

Domingo (08-05-2016)

Jogo 5: Vencido Jogo 1 – Vencido Jogo 2 às 15h

Jogo 6: Vencedor Jogo 1 – Vencedor Jogo 2 às 17h

 


“Mentalmente fortes e jogar de forma intensa”

A fórmula de disputa prevê que a série tenha inicio em casa do pior classificado, algo que no entender de Jorge Afonso se poderá converter numa vantagem para o Atlético. A equipa da Tapadinha perdeu os dois encontros realizados durante a 2ª fase, e para alterar essa tendência o extremo aponta a melhoria da defesa do 1×1 como factor essencial. A semana será aproveitada para fazer pequenos ajustes táticos, resultantes do habitual trabalho de scouting, como forma de condicionar o ataque de um adversário a quem Jorge Afonso reconhece e valoriza a disciplina tática. Para o atleta do clube da Tapadinha a questão mental será determinante para o desfecho da eliminatória, ainda que nas suas ações ofensivas tenha que tomar boas decisões e selecionar muito bem os lançamentos.

 

Causa-vos maior apreensão para o desfecho da eliminatória o facto de não terem conseguido garantir o 2º lugar nesta última fase da competição?

 

É sempre melhor acabar em segundo do que em terceiro lugar. No entanto, ao longo de toda a competição, temos conseguido resultados muito positivos jogando fora de casa. Para além desta situação, neste modelo competitivo, até penso que poderá ser mais benéfico começar com uma classificação pior pois jogando o primeiro jogo em casa e, ganhando-o,  a pressão passa logo para a outra equipa.

 

Perderam os últimos dois jogos, casa e fora, disputados frente ao Terceira Basket. Consegue encontrar um padrão nos problemas que a equipa sentiu e que acabaram por ditar esses desaires?

 

É verdade que nesta fase perdemos os dois jogos realizados com o Terceira Basket, mas os jogos foram sempre muito equilibrados e decididos em pequenos detalhes. Um dos aspectos que teremos que melhorar será a defesa do 1×1, por forma a conseguir parar as penetrações que permitem cestos fáceis ou lançamentos exteriores sem oposição. Ao longo desta semana, iremos analisar os pontos fortes e fracos do nosso adversário, para no fim de semana estarmos preparados para alcançar a vitória. 

 

No último confronto com o Terceira sofreram 13 triplos. Sinal que o jogo exterior é a sua principal arma? Ou são igualmente perigosos a jogar perto do cesto?

 

Penso que o Terceira é uma equipa com um cinco inicial forte, equilibrado e bem orientada. Não há dúvida que o seu jogo exterior é forte, pois mesmo os jogadores interiores lançam com boas percentagens. Mas acho que a sua principal arma é serem organizados e disciplinados, e todos os jogadores saberem o que têm que fazer para ajudar a equipa a atingir os objetivos. 

 

No ataque, acha que estão obrigados a mudar alguma coisa de modo a terem mais sucesso frente à defesa do Terceira Basket? E se, teoricamente, a vossa maior experiência poderá contribuir para melhores tomadas de decisão e para lidar com a pressão do momento?

 

Acredito que quem estiver mentalmente mais forte e a jogar de forma mais intensa seguirá em frente mas, concordo, que a nossa experiência poderá fazer a diferença para passar esta eliminatória. No ataque, se conseguirmos explorar as nossas vantagens e formos coletivos procurando o lançamento da equipa temos grandes probabilidades de vencer o jogo.


“Queremos muito passar e tudo faremos para o conseguir”

A eliminatória regressa a Oliveira de Azeméis, esta quarta-feira, às 21 horas, para o 5º e decisivo jogo que dá acesso às meias-finais. Neste regresso a casa, José Ricardo Rodrigues promete que a sua equipa tudo fará para seguir em frente na competição. Mas para que isso aconteça, o técnico avisa que a Oliveirense está obrigada a defender melhor, sobretudo de forma a condicionar a boa disciplina tática ofensiva do Galitos. Mais do que alterar rotinas, José Ricardo prefere focar-se nos detalhes e nos ajustes que poderão contribuir para que a Oliveirense vença esta negra.

 

 

A Oliveirense deslocou-se até ao Barreiro numa situação bastante confortável, mas não conseguiu fechar a série. José Ricardo reconhece que o adversário fez por merecer a igualdade na série, embora sinta que a Oliveirense poderia e deveria ter feito mais nos dois jogos. “A equipa do Galitos do Barreiro fez o seu papel, reagiu e criou-nos muitas dificuldades quer no primeiro dia, quer no segundo. Há que reconhecer o mérito do nosso adversário. Por outro lado, a Oliveirense não esteve ao seu nível contribuindo para esta “inversão” de papéis que permitiu o empate na eliminatória.”

 

O técnico mantém total confiança no grupo de trabalho que lidera, e espera que a resposta seja dada dentro do campo. “Não há nada a recuperar. Há que fazer algumas coisas de forma diferente, concretamente na forma como defendemos.”

 

Erros foram cometidos, sobretudo no desempenho defensivo coletivo. “Estivemos muito permissivos nas áreas próximas do cesto e não conseguimos, na maioria dos momentos críticos de ambos os jogos, obstar às rotinas ofensivas do Galitos do Barreiro que soube aproveitar algumas das nossas inseguranças”.

 

Certamente que pequenos ajustes serão feitos, mas José Ricardo está mais preocupado com a sua equipa, e naquilo que terá de ser melhorado para seguir para a 2ª ronda dos playoffs. “Queremos muito passar à próxima ronda do “play-off” e tudo faremos para o conseguir. Estaremos muito focados nas coisas que nos ajudarão a consegui-lo, respeitando o nosso adversário que, com toda a certeza, terá as mesmas intenções”.


“Individualmente acrescentar algo à equipa”

O trabalho de casa foi feito, com aspetos a serem corrigidos, mas não foi só isso que ditou, na opinião de Diogo Correia, a recuperação na eliminatória. A questão mental foi, e será, decisiva para o desfecho desta série, e Diogo espera que individualmente os jogadores do Galitos possam continuar a superarem-se em prol da equipa. O atleta não espera facilidades, diante de um adversário competente a todos os níveis, embora ambicione conseguir alcançar algo que ainda não aconteceu esta temporada, vencer em Oliveira de Azeméis.

 

O trabalho de scouting deu frutos, mas para que tal acontecesse, a equipa teve de cumprir dentro do campo com o plano do jogo. “Nesta altura, já todas as equipas se conhecem muito bem pois já se defrontaram várias vezes, mas essencialmente, o que mudou foi percebermos o que esteve menos bem nos 2 primeiros jogos e corrigir esses mesmos aspectos”.

 

Diogo Correia deu especial relevo à atitude revelada pelos atletas do Galitos, na forma como se superaram durante os dois jogos. “Para além disso, e nesta altura da época onde assumem especial importância as questões mentais. Penso que parte da mudança passou também por cada um de nós, individualmente, perceber que ainda era possível acrescentar algo à equipa, o que acabou por nos fazer crescer ainda mais em termos colectivos”.

 

O Galitos-Barreiro ainda não conseguiu vencer esta temporada em Oliveira de Azeméis, o que por si só é revelador das dificuldades que a equipa sente quando defronta em sua casa, a Oliveirense. “Vai ser um jogo 5 de uma eliminatória que está empatada e onde quem perder será eliminado e portanto espera-se um jogo bastante equilibrado. Sabemos que vamos defrontar uma equipa muito forte, bem orientada e com excelentes jogadores, num pavilhão onde esta época ainda não conseguimos vencer”.

 

Para chegar à ronda seguinte, Diogo Correia tem a noção clara que o Galitos está obrigado a fazer um jogo muito próximo da perfeição. “Da nossa parte vamos com a ambição e a vontade de querermos estar presentes nas meias-finais, mas com a consciência de que só se estivermos ao nosso melhor nível poderemos consegui-lo”.


Final Four da Taça de Portugal em cadeira de rodas

 

Meias finais, a realizar no sábado:

APD Braga vs APD Sintra – 15h00

APD Leiria vs GDD Alcoitão – 17h00

 

Final, a realizar no domingo, marcada para as 11h00.

 

 

 


Francesco Vitucci garantido no Clinic Internacional de Setúbal

De recordar que Vitucci se junta assim aos seguintes nomes, já assegurados: Jaume Ponsarnau, elemento da Equipa Técnica Nacional da Seleção Masculina de Espanha, treinador ACB e que pertence aos quadros técnicos da FEB; Félix Alonso, treinador da Ovarense Dolce Vita; José Sá, técnico do Clube de Basquetebol da Escola Secunndária de Sampaio, Sesimbra e Nuno Manaia, que comanda a equipa feminina do GDESSA – Barreiro.

As incrições para este Clinic encontram-se abertas, sendo que todos os interessados devem aceder a este link: http://goo.gl/forms/GAjVfxzKvZ.

 

Fiquem com o currículo, enquanto treinador, de Francesco Vitucci.

 

2009-2016 Treinador Principal:

 

2015-2016:

Manital Auxilium Torino, Liga A Italiana, assinou em dezembro de 2015

2014-2015:

Sidigas Scandone Avellino, Liga A Italiana, saiu em março, ”Final-eight” da Taça de Itália

2013-2014:

Sidigas Scandone Avellino, Liga A Italiana, 12.ª lugar

2012-2013

Cimberio Pallacanestro Varese, Liga A italiana, 1.º lugar na Fase Regular, 3.º lugar final, finalista da Taça de Itália

2011-2012

Sidigas Scandone Avellino, Liga A italiana, 9.º lugar, “Final-eight” da Taça de Itália

2010-2011

Air Scandone Avellino, Liga A italiana, 4.º lugar na Fase Regular, 5.º lugar final, semi-finalista da Taça de Itália

2009-2010

Beenetton Basket Treviso, Liga A italiana, saiu em janeiro, 2.ª ronda de qualificação da Eurocup

 

2003-2009 Treinador Adjunto

2007 a 2009

Benetton Basket Treviso, Liga A italiana, Eurocup

2005 a 2007

Benetton Basket Treviso, Liga A italiana, Euroliga – Título italiano, vencedor da Taça de Itália, Vencedor da Supertaça (como treinador principal)

2003 a 2005

Benetton Basket Treviso, Liga A italiana, Euroliga – vencedor de 2 Taças de Itália

 

1994-2003 Treinador Principal

2001 a 2003

Scafati Basket, 2.ª Liga italiana

1996 a 2001

Imola Basket, 2.ª Liga italiana, Liga italiana – vencedor da 2.ª Liga em 1998

1994 a 1996

Reyer Venezia, 2.ª Liga italiana, Liga italiana – vencedor da 2.ª Liga em 1996


Galitos – Barreiro força a negra

No jogo quatro da série voltou a imperar o factor casa, com a formação do Barreiro a empatar a eliminatória a dois, após novo triunfo, desta vez por 77-60. No jogo 5 ficará a conhecer-se o último semifinalista da edição deste ano da LPB, e que irá defrontar na próxima ronda, o SL Benfica, atual campeão nacional.

 

Entrou melhor a equipa da casa (4-0), mas foi imediata a resposta da Oliveirense (7-4). Depois do ligeiro ascendente dos forasteiros, a equipa da casa recuperou a sua eficácia ofensiva e terminou o 1º período na frente do marcador (17-16). O 2º quarto foi o mais desequilibrado (23-13), com Pedro Belo a contribuir decisivamente na parte final da 1ª parte para que o Galitos fosse para o descanso a vencer por onze pontos de diferença (40-29).

 

O conjunto da margem sul recomeçou melhor a etapa complementar (7-0), obrigando José Ricardo a parar o jogo com dois minutos jogados (47-29). A diferença atingiu o seu máximo (58-36) a dois minutos do final do 3º período, com os visitantes a reduzirem ligeiramente até final do quarto (42-58). Nos últimos 10 minutos, nunca a Oliveirense conseguiu ameaçar a liderança da equipa comandada por André Martins que acabou por vencer o encontro de uma forma tranquila.

 

O Galitos foi melhor fundamentalmente porque esteve mais eficaz a lançar ao cesto (53% vs 41%). A Oliveirense conquistou 12 ressaltos ofensivos, somou 22 pontos em contra-ataque e 20 de erros do adversário, mas não chegou para compensar a falta de pontaria dos nortenhos.

 

A agressividade ofensiva de Jacques Conceição (17 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências) voltou a ser uma mais-valia para o ataque do Galitos, que contou novamente com a dupla Jordan Baker (15 pontos e 10 ressaltos) e Jarred Jackson (15 pontos e 6 assistências) em muito bom nível.

 

Arturs Bricis (18 pontos e 5 roubos de bola) foi dos mais esclarecidos no ataque da Oliveirense, num jogo em que James Ellisor (12 pontos e 4 ressaltos) só em determinados momentos teve protagonismo.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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