Artigos da Federaçãooo
“Queremos ser uma referência na formação e na alta competição”
A formação portuense encontra-se então a uma eliminatória da subida de divisão, apesar da tarefa nada fácil que aí vem. Porém, o seu treinador, Américo Santos, mostra-se confiante e ambicioso face ao projeto do clube, analisando ainda a vitória nos quartos de final, obtida na “negra”, face à SIMECQ.
O Académico FC deu a volta à eliminatória frente à SIMECQ. Foi muito relevante o fator casa? Quais foram, na sua opinião, os maiores méritos da equipa para a recuperação verificada?
Para quem nos tem acompanhado de perto esta época, foi notório, fruto das cinco lesões prolongadas que sofremos desde o início de janeiro, uma quebra de rendimento. O restante plantel foi insuperável na manutenção da intensidade e do querer, porém o trabalho de equipa obviamente ressentiu-se e sabemos que não chegámos a estes playoffs no momento de forma de que gostaríamos de estar se a época não tivesse sido tão aziaga. Por exemplo, tivemos jogadoras a realizar a eliminatória com a SIMECQ após 2 e 3 meses de paragem completa e 1 semana de treino incompleta.
Por isso, mais do que o fator casa, que foi importante obviamente (principalmente as viagens têm tendência a desgastar imenso as atletas de todas as equipas), foi o enorme coração que a minha equipa tem e que soube revelar na altura certa. No 3º jogo, não praticando um bom basquetebol, conseguimos ir buscar forças na 2º parte para principalmente a partir da defesa, dar a volta a um jogo que muitos já davam por perdido.
A terceira partida diante da SIMECQ terminou com um 39-37 a favor do Académico FC. Acha que as jogadoras sentiram a pressão por se tratar de um desafio decisivo?
Mais do que a pressão sentimos o cansaço. A SIMECQ é um adversário muito aguerrido, considero que foi uma das equipas que mais evoluiu durante a época, e obviamente que num jogo a decidir deixou tudo em campo como nós. Como disse anteriormente, tivemos jogadoras a realizar a eliminatória que estão longe de estar nas condições ideais. O realizar o 3º jogo no dia a seguir revelou-se muito desgastante.
Agora vem aí o CPN, primeiro classificado da fase regular. Quais são os maiores perigos deste adversário?
O CPN foi inquestionavelmente a equipa mais regular da 1ª fase. Conhecemos bem o adversário que assenta o seu jogo na elevada mobilidade das suas jogadoras e no equilíbrio entre as penetrações e o lançamento exterior.
Torna-se quase obrigatório vencer o primeiro jogo, em casa?
Obviamente que iremos procurar vencer o jogo em casa, mas não o considero decisivo. Nesta eliminatória não existem viagens longas e isso é que eu considero o fator mais pesado na prestação das equipas.
A subida de divisão encontra-se a uma eliminatória de distância. Este é um objetivo primordial? Esperava esta caminhada desde o início da temporada?
Colocamos esse objetivo desde o início da época mas não vivemos obcecados com ele. Queremos competir no escalão máximo que o nosso plantel permita em cada época. Se for Liga é bom sinal, se não for continuaremos a trabalhar. Estamos muito mais centrados no desenvolvimento contínuo e a longo prazo das nossas jovens e aí temos dado passos de gigante para voltar a ter uma formação de excelência que sempre caracterizou o clube. Este ano voltámos a estar presentes na fase final distrital da ABP, no escalão de sub 14, e a competir no Nacional, algo que já não acontecia há 5 anos. Voltámos igualmente a ter jogadoras a integrar a seleção distrital de sub 14 da ABP.
Queremos manter esta tendência para no futuro sermos uma referência nacional de formação de atletas que igualmente consegue competir ao mais alto nível sénior.
Kamilah Jackson MVP do playoff da LFB
Já a atleta portuguesa mais valiosa, foi Márcia Costa, jogadora do GDESSA, e a que se destacou entre as mais jovens foi Maianca Umabano, que representa igualmente a equipa do Barreiro. No anexo desta noticia poderá ainda consultar os melhores cincos do pplyoff, bem como os máximos individuais registados na semana de competição da Liga Feminina.
Mário Palma a uma vitória do titulo de campeão
O Club Africain venceu, em casa, o jogo dois (64-56) e empatou a série final (1-1). Os dois clubes disputam no próximo sábado a negra, sendo que o jogo decisivo será realizado no pavilhão do E.S.Sahel. No primeiro jogo desta eliminatória, a equipa treinada por Mário Palma só no prolongamento foi batida (69-73) em casa do seu adversário, pelo que se prevê muito equilíbrio e incerteza quanto ao vencedor deste jogo.
Os primeiros 15 minutos da partida foram marcados por um ligeiro ascendente dos forasteiros, ainda que sempre por curtas vantagens (26-21). Na 2ª metade do segundo período, o Club Africain não permitiu que o adversário somasse qualquer ponto, deu a volta ao marcador e foi para o intervalo a vencer por 30-26.
Uma vantagem que se manteve praticamente inalterável durante o 3º período, com a equipa liderada por Mário Palma a entrar no último período a vencer por três pontos de diferença (39-36). As defesas superiorizavam-se aos ataques, se bem que, o derradeiro quarto foi o mais produtivo em pontos. O Club Africain a meio do período já tinha conseguido alargar a vantagem (49-42), não mais permitindo que o adversário voltasse a ameaçar a liderança do encontro.
Apesar do Club Africain ter perdido a luta das tabelas (24 vs 30), e somado menos pontos nas áreas próximas do cesto (16 vs 26), esteve melhor da linha de três pontos (36% vs 27%), e foi muito mais eficaz da linha de lance-livre (10/12 – 83%). O bom controlo da posse de bola, apenas 8 turnovers, voltou a ser uma mais-valia da equipa liderada por Mário Palma.
As duas equipas voltam a defrontar-se no próximo sábado, para aquele que será o jogo final desta série disputada à melhor de três jogos. O Club Africain joga fora, o ambiente será escaldante, veremos quem reagirá melhor à pressão do momento, e terá melhor controlo emocional para disputar um encontro com este cenário.
Encontrados os semifinalistas
CPN, SC Coimbrões/Rebau, G.D. Gafanha e Académico FC são os conjuntos que continuam na luta.
A Escola da Amadora deslocou-se até ao reduto do CPN com a hercúlea tarefa de ter de ganhar as duas partidas, mas a equipa da casa acabou por confirmar a sua qualidade de vencedor da fase regular e de teórico favorito, não deixando para o terceiro jogo a discussão da eliminatória, após um triunfo por 64-42. Já o SC Coimbrões foi até à casa do rival, CD Póvoa, arrancar a segunda vitória na eliminatória, por 40-43, e consequente apuramento para as meias-finais do Playoff.
Por seu turno, na Gafanha, a equipa local não tinha margem de manobra frente ao Algés. No sábado conseguiu empatar a eliminatória graças a um difícil triunfo por 53-43, obrigando assim a turma de Mário Nascimento a fazer o terceiro e ultimo jogo. Aproveitando o fator casa, o Gafanha carimbou a passagem às meias-finais do playoff, vencendo a “negra” por 65-48.
A formação da Simecq deslocou-se ate ao pavilhão do Académico, com a necessidade de vencer apenas um jogo. Mas frente ao seu público a equipa do Académico deu a volta à questão, vencendo o primeiro jogo por 54-37, obrigando a formação da linha de Oeiras a ir à “negra”. Aí, num desafio bastante equilibrado, foi à equipa da casa que sorriu o êxito, por 39-37, com a consequente qualificação para as meias finais do campeonato.
Meias-Finais (À melhor de três jogos – 30 de abril, 7 e 8 de maio):
G.D. Gafanha vs SC Coimbrões/Rebau
Académico FC vs CPN
FC Porto mais perto das meias-finais
Os dragões estão agora a uma vitória de seguir para a fase seguinte da competição, mas isso não retira brilhantismo à forma como o conjunto de Guimarães tem exigido o melhor dos comandados de Moncho Lopez para somarem triunfos. Os azuis e brancos voltaram a mostra-se muito consistentes e cada vez mais preparados para jogar sobre pressão. O terceiro jogo desta eliminatória, no qual o FC Porto pode garantir um lugar nas meias-finais, disputa-se dia 30 de abril (sábado), às 15h00, no Pavilhão do Vitória SC, em Guimarães.
A 1ª parte ficou marcada pelo desempenho ofensivo de ambas as equipas, com doze triplos convertidos (seis para cada lado). Os vimaranenses ofereceram sempre uma excelente réplica durante o quarto inicial, que terminou com os dragões na frente (23-21). A eficácia do Vitória foi ainda maior no 2º período, que respondia sempre com cestos aos bons momentos do adversário. O intervalo chegou com a equipa de Fernando Sá na liderança do marcador (43-42), e já com alguns jogadores a destacarem-se, como foram os casos de Paulo Cunha (11 pontos e 5 ressaltos), Troy DeVries (12 pontos) e Nick Washburn (11 pontos e 6 ressaltos).
O equilíbrio continuou a ser a nota dominante no recomeço da etapa complementar, bem patente no resultado final do 3º período, que terminou com o FC Porto a vencer pela margem mínima (60-59). Nos 10 minutos finais, a equipa liderada por Moncho Lopez mostrou-se mais disciplinada taticamente, e revelou maior equilíbrio nas soluções ofensivas. Os triplos srviram para criar vantagens, mas as penetrações em drible foram sempre um problema acrescido para a defesa vitoriana.
Brad Tinsley (21 pontos e 7 assistências) voltou a dar a sensação que esteve escondido para decidir o jogo no último período. Troy DeVries (20 pontos) e Nick Washburn (15 pontos e 7 ressaltos) voltaram a ser dois jogadores chave no sucesso ofensivo da equipa azul e branca.
O Vitória voltou a revelar alguns problemas em conter o jogo interior do FC Porto (26 vs 38 pontos pintado), bem como em garantir a tabela defensiva em algumas fases do jogo (permitiu 12 ressaltos ofensivos). O extremo João Balseiro (18 pontos e 3 ressaltos) mostrou-se sempre muito agressivo quando na posse da bola, Ervin Kiley (16 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências) tentou equilibrar a luta nas áreas mais próximas do cesto, tal como Paulo Cunha, autor de um duplo-duplo (12 pontos e 12 ressaltos).
Oliveirense alarga vantagem
No entanto, a vitória voltou a cair para o lado da formação de Oliveira de Azeméis (71-68), colocando-a na frente do playoff por 2-0. Os comandados de André Martins pagaram caro o facto de terem convertido apenas dois pontos nos últimos cinco minutos do encontro. A eliminatória muda-se agora para o Barreiro, sem margem para erro para a equipa do Galitos, mas face à competitividade demonstrada fora de casa tentará, no mínimo, forçar o 5º jogo.
Ligeiro ascendente repartido na 1ª parte, melhor o Galitos no 1º período (22-19), com a equipa da casa a dar a volta ao marcador até ao intervalo (41-37). A formação da margem sul explorou melhor o contra-ataque (9 pontos), assim como as conversões através de segundos lançamentos (7 pontos). A Oliveirense mostrava-se mais perigosa da linha de três pontos (4/8 – 50%).
Dois triplos consecutivos de Diogo Correia, nos primeiros minutos da segunda metade, colocam de novo os forasteiros na frente (43-37), que chegou mesmo a estar a vencer por sete de diferença (52-45). Ellisor, também com um triplo, corta o bom momento do Galitos, que acaba o período a bater o conjunto visitado pela diferença mínima (56-55). A Oliveirense regressa à liderança aos 62-61, resposta imediata de Jacques Conceição com mais uma bomba de três (64-62), quando faltavam 5 minutos para o final do encontro.
Entre turnovers, muitos triplos falhados, lances-livres desperdiçados, o Galitos só voltaria a fazer funcionar o marcador a 11 segundos do fim, quando perdia por quatro pontos (68-66). Ellisor, com 5 segundos para jogar, da linha de lance-livre faz a diferença subir para três (71-68), e um turnover compromete em definitivo as aspirações dos visitantes.
Os jogadores do perímetro da Oliveirense, especialmente os extremos, voltara a estar muito bem. Rui Coelho (17 pontos, 7 ressaltos e 2 roubos de bola) foi o mais concretizador, seguido depois por Bricis (14 pontos e 2 ressaltos) e James Ellisor (13 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências).
O base Jarred Jackson (15 pontos, 8 assistências e 2 ressaltos) assumiu maior protagonismo no ataque do Galitos, mas nem com a ajuda de Henrique Piedade (11 pontos e 6 ressaltos) e Artur Castela (9 pontos e 5 ressaltos) foi capaz de igualar a eliminatória.
Benfica mais perto da 2ª ronda
Com um parcial de 27-8 nos últimos 10 minutos, os campeões nacionais acabaram por dar uma expressão ao resultado final que não reflete fielmente a história do encontro. A linha de três pontos voltou a ser um pesadelo para a defesa do Lusitânia, já que foram 15 o número de triplos convertidos pelos jogadores encarnados durante a partida.
Mas foram os açorianos a adiantarem-se no marcador (11-4) no inicio do encontro, e só um triplo de Cook, mesmo sobre o final do 1º período, permitiu ao Benfica fechar na frente o quarto (18-16). Até ao intervalo, a formação da ilha Terceira não permitiu que os benfiquistas se afastassem no marcador, e foram para os balneários a perder por sete pontos (35-42).
Dois triplos de Cook deram o mote para que a diferença chegasse aos dois dígitos (53-43), mas o Lusitânia não se entregava, e a três minutos do fim do período encostava a cinco pontos (52-57). Surge então no jogo Ivica Radic, que com sete pontos consecutivos ajuda a diferença a aumentar de novo até final do período (65-56). João Soares abre o último quarto com um triplo, e o Benfica arranca para um 4º período demolidor, onde o Lusitânia não encontrou forma de travar tantas ameaças ofensivas do adversário.
A equipa liderada por Carlos Lisboa converteu 15 triplos (56%) durante todo o encontro, não que tivessem estado mal de dois pontos (55%), sendo que quatro deles foram anotados no 4º período. Daequan Cook (6/12 – 3pts) foi o melhor marcador do Benfica com 25 pontos, num jogo em que Ivica Radic (14 pontos e 7 ressaltos) e Jeremiah Wilson (21 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências) voltaram a dar sinais que estão a aproximar-se do seu melhor rendimento.
O Lusitânia perdeu a luta das tabelas (31-40), concedeu 10 ressaltos ofensivos, e teve pela frente um ataque que registou 27 assistências. Mas nem tudo foi negativo, já que os açorianos exploraram melhor o contra-ataque (16 pontos), e somaram mais pontos na área restritiva (34 vs 28). Sasa Borovnjak (21 pontos e 7 ressaltos) somou mais uma prestação positiva, tal como Quinton Upshur (14 pontos e 7 ressaltos9 e Mohamed Camara (11 pontos e 7 ressaltos).
CAB garante presença na Final Four
Um triunfo muito suado, e que acabou por ser um enorme teste à força mental e capacidade de reação à adversidade por parte da formação da Madeira. Isto porque, foram as olivanenses a comandarem o jogo durante mais de trinta e seis minutos, e em alguns momentos por vantagens relativamente confortáveis. Nos instantes finais, acabaram por ser as comandadas de João Pedro Vieira a lidarem melhor com a pressão e a responsabilidade do momento.
Foi o Olivais que iniciou melhor o encontro, tendo mesmo dominado os primeiros 10 minutos (20-9). A defesa do Olivais mostrava-se mais agressiva, condicionava mais os tiros das jogadoras do CAB, que terminaram o quarto inicial com 33% de eficácia nos lançamentos. No 2º período, o CAB registou algumas melhorias no seu desempenho, mas nada que colocasse em causa a liderança da equipa visitante (32-24).
O intervalo não alterou a história do jogo, com o Olivais a suster muito bem uma eventual reação do CAB, conseguindo manter a mesma vantagem pontual até final do 3º período (46-38). Nos últimos 10 minutos, o CAB subiu de rendimento nos dois lados do campo (25-10).
Com outra intensidade defensiva, as insulares reduziram a eficácia ofensiva do adversário, e no ataque revelou um maior equilíbrio nas soluções ofensivas. Um cesto de Aleighsa Welch, a 3.45 minutos do final, colocou o CAB pela primeira vez o CAB no comando do marcador (51-50). Reposta imediata por parte de Josephine Filipe, que com um triplo colocava de novo na frente o Olivais (53-51). Mas um parcial de 8-0, favorável às madeirenses, fez o jogo cair para o lado da equipa da Madeira, pois a um minuto do final venciam por seis pontos de diferença (59-53).
Num jogo tão equilibrado, e em que as duas equipas se equivaleram na maioria dos capítulos do jogo, os detalhes acabaram por fazer a diferença. O CAB foi muito mais eficaz da linha de lance-livre (11/12 – 92%), foi mais dominador nas áreas próximas do cesto (30 vs 18 pontos), e contou com mais pontos vindos do banco (21). Na equipa do Olivais, apenas as atletas que integraram o 5 inicial somaram pontos, o que numa série decidida em três jogos, disputados em 5 dias, provavelmente teve a sua influência.
Cherin Miller (15 pontos e 10 ressaltos) somou mais um duplo-duplo e voltou a estar bem, o mesmo sucedeu com a sua compatriota da equipa do CAB, Aleighsa Welch (16 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências).
O Olivais sai deste playoff de cabeça erguida, bateu-se muito bem e revelou competitividade, mas as prestações de Jasmine Crew (23 pontos, 4 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola), Brittany Hodges (12 pontos, 13 ressaltos e 3 roubos de bola) e Michelle Brandão (10 pontos, 4 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola) não chegaram para segurar a liderança até final.
Barcelos empata série
Os próximos dois jogos disputam-se em Barcelos, com a equipa comandada por João Tiago a dispor agora de decidir a série a seu favor em casa. Já os vareiros estão obrigados a ter que vencer pelo menos um jogo em Barcelos, caso queira recuperar o factor casa. Não foi fácil ao longo de toda a temporada vencer em Barcelos, pelo que este playoff entre 3º e 6º classificados promete muito.
Seria mesmo a equipa visitante a começar melhor o encontro (15-2), com o conjunto de Ovar a sentir dificuldades para somar pontos nos minutos iniciais. Paulatinamente a Ovarense foi recuperando a sua eficácia ofensiva, e a meio do 2º período passava pela primeira vez para o comando do jogo (25-23). A menos de dois minutos do final da 1ª parte, o marcador registava um empate a 31 pontos, mas seriam os barcelenses a terminarem melhor os primeiros vinte minutos (37-31).
Durante o 3º período, ainda que sempre por curtas vantagens, o Barcelos liderou sempre a marcha do marcador, e à entrada do derradeiro quarto vencia por cinco pontos de diferença (56-51). Dois minutos bastaram para que a Ovarense anulasse a desvantagem pontual (56-56), que a meio do 4º período perdia pela diferença mínima (58-59). Uma jogada de três pontos, cesto e falta, de João Ribeiro, permite aos minhotos abrir ligeiramente no marcador (62-58), mas seria um triplo de Pejic, a 90 segundos do fim, a sentenciar o encontro (69-60).
Neste jogo 2, o Barcelos recuperou a sua eficácia de longa distância, com a linha de três pontos a ser a sua principal arma ofensiva (11/24 – 46%). Esteve igualmente bem no aproveitamento dos erros do adversário (17 pontos). O poste Igor Dukovic (19 pontos, 3 assistências, 2 ressaltos e 2 roubos de bola) foi o melhor marcador dos barcelenses, seguido de perto por Dejan Pejic (15 pontos, 3 ressaltos e 2 roubos de bola) e Andrew Ferry (14 pontos, 4 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola).
A Ovarense venceu a luta das tabelas (33-27), conquistou muitas idas para a linha de lance-livre (14/18 – 78%), somou 21 pontos em segundos lançamentos, mas o seu ataque não esteve tão eficaz. André Pinto (15 pontos) deu um importante contributo ofensivo, num jogo em que Jo Harris (11 pontos, 16 ressaltos, 5 roubos de bola e 4 assistências), pecou apenas pelos turnovers (8), voltou a ser muito útil em vários capítulos do jogo.
Sportiva apura-se para a discussão do titulo
O triunfo por 82-64 permite ao conjunto da ilha de S. Miguel continuar na defesa do seu titulo, e juntar-se a CAB Madeira, a GDESSA-Barreio e a Quinta dos Lombos na disputa da Final Four. O sucesso do Sportiva começou a ganhar forma no quarto inicial, mas foi no 2º período que a equipa da casa fugiu em definitivo no comando do jogo.
Se no final dos primeiros 10 minutos a equipa forasteira ainda se mantinha na discussão do jogo (14-22), o parcial de 22-9, favorável ao Sportiva, que se registou no 2º período, deixava as forasteiras numa situação muito complicada. A formação da casa esteve muito certeira a lançar ao cesto durante a 1ª parte (65% de 2pts e 63% de 3pts), bem como explorou com enorme eficácia as situações de contra-ataque (16 pontos). O jogo exterior das campeãs nacionais funcionava na perfeição, e ao intervalo, a dupla formada por Wallace (16 pontos) e Ivanovic (15 pontos) já se destacava na marcação de pontos.
Na etapa complementar, o Boa Viagem mostrou-se uma equipa muito lutadora, venceu inclusive os dois períodos (20-18 e 21-16), mas o prejuízo trazido do 1º tempo impediu-a de a reentrar na discussão pela vitória.
Mais um belo jogo para o trio composto por Milica Ivanovic (20 pontos e 5 assistências), Shaqwedia Wallace (19 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências) e Ashley Bruner (17 pontos, 8 roubos de bola, 6 ressaltos e 3 assistências) na equipa do União Sportiva.
O Boa Viagem sentiu muitas dificuldades para fazer pontos no pintado (8), esteve melhor de longa distância (10 triplos), e venceu a luta das tabelas (29-23). Miriam Kenzie (19 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências) terminou a época em grande forma, o mesmo se poderá dizer de Aurea Mendes (11 pontos, 6 ressaltos e 3 assistências) e Silvia Fortunato (11 pontos e 2 ressaltos).
Benfica confirma favoritismo no arranque do playoff
Os açorianos foram capazes de manter o jogo fechado até aos instantes iniciais do 2º tempo, mas depois o talento individual e a eficácia no tiro de três pontos dos jogadores benfiquistas fizeram toda a diferença. As duas equipas voltam a defrontar-se esta domingo, no Pavilhão Fidelidade, para o jogo 2, agendado para as 18 horas, da ronda inaugural do playoff.
Depois do equilíbrio registado nos minutos iniciais, o Benfica destaca-se na frente do marcador, e já muito próximo do final do 1º período chegou a estar a vencer na casa das dezenas (27-15). Boa reação dos açorianos, que paulatinamente se foi aproximando da liderança. A minutos do intervalo, o marcador registava um empate a 34 pontos, seguiram-se mais dois, a 36 e 39 pontos, sendo que o último foi desfeito com um triplo de Mário Fernandes (42-39). E seria da mesma forma que, a 4 segundos do intervalo, Cook fixaria o resulta final do 1º tempo em 47-41 favorável ao Benfica.
Os dois conjuntos registaram percentagens de lançamento muito aceitáveis, mas os sete triplos convertidos com grande eficácia (54%) pelos encarnados acabaram por fazer a diferença na 1ª parte. Já nas áreas mais próximas do cesto, o Lusitânia mostrava-se mais eficaz e produtivo (22 vs 14 pontos).
Apesar de terem sido os açorianos a somarem os primeiros 2 pontos da etapa complementar, os campeões nacionais responderam com um parcial de 10-0 e fugiram no marcador (57-43). José Calabote parou o jogo de forma a tentar cortar o ascendente dos benfiquistas, mas os triplos continuavam a ser um problema para a defesa açoriana. Em pouco mais de 2 minutos o Benfica converteu 4 triplos, e a diferença pontual subiu para mais de vinte pontos (70-47).
À entrada do último período a equipa liderada por Carlos Lisboa dispunha de uma vantagem de vinte e quatro pontos (73-49), uma almofada pontual muito confortável e tranquila de gerir.
Foram cinco os jogadores do Benfica a terminarem o encontro nos dois dígitos em pontos marcados, com Daequan Cook (19 pontos) a ser o mais concretizador de todos. Seguido de perto por Jeremiah Wilson (17 pontos e 8 ressaltos e 4 assistências) e Ivica Radic (16 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências). Destaque ainda para a boa prestação de Mário Fernandes, autor de um duplo-duplo (12 pontos e 11 assistências).
Na equipa do Lusitânia, o grande destaque vai para a prestação de Mohamed Camara (19 pontos, 9 ressaltos e 7 assistências). Stefan Djukic (10 pontos, 9 ressaltos 4 assistências) voltou a mostrar que está num bom momento de forma e somou mais uma exibição positiva.
Oliveirense coloca-se em vantagem
A formação de Oliveira de Azeméis assumiu em definitivo a liderança nos primeiros minutos do 3º período, e ganhou uma vantagem pontual mais expressiva no arranque do derradeiro quarto. O 2º jogo da eliminatória está marcado para este domingo, às 18 horas, sendo o Pavilhão Salvador Machado novamente o palco do encontro.
A equipa da casa entrou muito bem no jogo, parcial de 7-0, e desde muito cedo que o conjunto do Barreiro se viu obrigado a ter que correr atrás do prejuízo. Os forasteiros encostaram o resultado a três pontos (12-15), mas seria a Oliveirense a terminar por cima o 1º período (26-18). Até ao intervalo, a diferença pontual manteve-se relativamente estável, chegou mesmo a ser de dois dígitos (35-25), com os visitante a recolheram aos balneários com uma vantagem de nove pontos (39-30).
O Galitos recomeça a etapa complementar com 9 pontos consecutivos, empata o jogo a 39 pontos, mas seriam novamente os comandados de José Ricardo a fugir no resultado até final do 3º período (60-51). A Oliveirense abre o derradeiro quarto com dois cestos sem resposta (64-51), e a vantagem atingiu o seu máximo a 4.30 minutos do final (70-56).
Durante toda a partida a equipa da casa aproveitou muito bem a linha de lance-livre (18/22 – 82%), bem como se revelou muito eficaz a lançar de curta e média distância (24/37 – 65%). O banco contribuiu com 29 pontos, e James Ellisor (17 pontos e 2 assistências) foi o melhor marcador da equipa. O jogo exterior da Oliveirense funcionou muito bem, como provam as boas exibições de Arturs Bricis (14 pontos e 2 assistências) e Rui Coelho (14 pontos e 2 assistências).
A linha de três pontos (6/14 – 43%) foi uma arma ofensiva do Galitos-Barreiro, que voltou a contar com Henrique Piedade (20 pontos, 4 ressaltos e 4 roubos de bola), um regresso à competição a muito bom nível. Mas nem tudo foram boas noticias para André Martins neste encontro, já que Darren Townes não recuperou da lesão contraída no passado fim de semana. O canadiano Jordan Baker ficou muito próximo de somar um duplo-duplo (22 pontos e 9 ressaltos).
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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