Artigos da Federaçãooo
Terceira vence Atlético
As duas equipas ficam agora separadas por duas vitórias, isto depois de um jogo marcado pelo equilíbrio e decidido apenas nos minutos finais. A linha de três pontos acabou por ditar a diferença entre as duas equipas, com os açorianos a converterem 16 triplos no decorrer do encontro.
O 1º período foi produtivo em pontos, com a equipa da casa a mostrar uma ligeiro ascendente (29-26), num claro sinal de superioridade dos ataques sobre as defesas. O empate a 17 pontos registado durante o 2º quarto deixava tudo igual em tempo de descanso. Depois de várias alternâncias no comando do marcador no recomeço da etapa complementar, foram os insulares a terminar na frente pela diferença mínima (60-59) o 3º período.
Nenhum dos conjuntos mostrava-se capaz de fugir na frente do marcador, e a 4.15 minutos do final o marcador registava um empate a 68 pontos. Seguiram-se 3 minutos sem que o Atlético conseguisse fazer qualquer ponto, aproveitando os terceirenses, com um parcial de 6-0, para se afastar no marcador (74-68). Com pouco mais de 1 minuto para o final, a formação de Alcântara não mais foi capaz de anular a desvantagem, acabando o resultado final por não expressar fielmente o equilíbrio registado entre as duas equipas ao longo do encontro.
Os tiros de longa distância (16/36 – 36%) foram a principal arma ofensiva do Terceira Basket, até porque nos tiros de curta e média distância o Atlético mostrou-se mais eficaz (54% vs 46%), bem como somou mais pontos no pintado (32 vs 20).
O base Luís Tomassi (14 pontos, 9 ressaltos, 6 assistências e 3 roubos de bola) comandou muito bem a equipa açoriana, com a dupla interior formada por Mathew Smith (21 pontos e 5 ressaltos) e Fernando Ferreira (14 pontos e 7 ressaltos) a exibir-se a muito bom nível.
Nem o facto de ter contado com o melhor marcador do encontro, Sérgio Ramos autor de 29 pontos e 9 ressaltos, impediu que o Atlético visse interrompida a sua série de vitórias. João Manuel (20 pontos e 3 assistências) também teve uma prestação positiva mas de nada serviu para os interesses coletivos.
Decidido no prolongamento
Quanto à cauda da tabela, deu-se a despromoção de 4 equipas para a 1.ª Divisão: Zona Norte – Guifões S.C. e Sampaense Basket; Zona Sul – Barreirense e Academia.
À passagem do 27º minuto, o Belenenses vencia por nove pontos de diferença (53-44), a mesma vantagem que se registava a 4.39 minutos do final do tempo regulamentar (64-55). Deu-se depois o apagão dos visitantes na marcação de pontos, e Joaquim Soares tornou-se no homem do jogo a somar cestos importantes. Com um triplo diminui a diferença para um ponto (63-64), a 2.39 do final, empatou o jogo da linha de lance-livre (64-64) quando faltavam 26 segundos, e foi sua a resposta, a 1 segundo do fim, ao cesto de Tiago Brito quando haviam 6 segundos para se jogar.
A 2.15 minutos do termo do prolongamento, registava-se um empate a 68 pontos, mas dois triplos consecutivos de José Costa deram o mote para um desfecho favorável à equipa do Ginásio (74-68). Tiago Brito, à entrada do último minuto, ainda reduziu a diferença (69-74), mas um afundanço de José Costa em contra-ataque colocou um ponto final no encontro.
A equipa da casa soube aproveitar muito bem os erros do adversário (21 pontos), explorou bem as situações de contra-ataque (27 pontos), e contou com o experiente capitão, José Costa (19 pontos, 10 assistências, 5 ressaltos e 5 roubos de bola), numa tarde de grande inspiração. Joaquim Soares (17 pontos e 6 ressaltos) e Nuno Pereira (17 pontos, 4 assistências e 3 ressaltos) foram igualmente importantes no sucesso do Casino Ginásio.
Os 31 pontos e 7 ressaltos contabilizados por Tiago Brito não conseguiram evitar o desaire do Belenenses, mesmo com a ajuda de Hélder Oliveira (14 pontos) e Carlos Dias (8 pontos e 8 ressaltos).
Quatro equipas com o destino traçado
Em relação aos últimos lugares do Grupo B da Proliga, quatro clubes não evitaram a descida de divisão. Guifões S.C. e Sampaense Basket, vindos da zona Norte, ao passo que a vitória do Estoril B.C. "tramou" o Barreirense, que assim acompanha a Academia na despromoção, sendo ambos os conjuntos da Zona Sul. A jornada foi aziaga para a formação do Barreiro, que à entrada para esta última jornada sonhava ainda com o 2º lugar. Mas a derrota em S. Paio de Gramaços (55-62), diante de um Sampaense cujo destino já estava traçado, e o triunfo do Estoril Basket, em Guifões (59-49), acabou por promover a queda do Barreirense para a zona da descida.
Estágio das Seleções Nacionais de Sub 16 Fem e Masc em Albufeira
Englobados no Estágio as Selecções Nacionais realizaram jogos de controlo com equipas de seniores da região do Algarve.
A Seleção Feminina deslocou-se a Quarteira para a realização de um jogo com a equipa senior Feminina dos Tubarões de Quarteira. Numa partida de ritmo alto com uma defesa individual a todo o campo, as jovens nacionais demonstraram grande atitude, realizando ações de bons recortes técnicos. Depois de algum equilíbrio, a maior disponibilidade da seleção nacional e capacidade de rotação de jogadoras marcou algum ascendente no final.
A Seleção Masculina realizou 2 jogos com as equipas de Seniores Masculinos do Ginásio Olhanense e do Sporting Farense, nos pavilhões destes 2 clubes. Os jovens da Selecção Nacional, como se pretendia, foram postos à prova perante 2 equipas bem organizadas, bastante experientes, que impuseram elevada intensidade e que foram superiores, constituindo estes jogos excelentes testes para avaliar a sua capacidade de resposta perante as dificuldades encontradas.
No final do último treino das duas seleções, realizados em simultâneo nos 2 campos do Pavilhão Municipal de Albufeira, o Diretor Técnico Nacional, Prof. Mário Gomes, e o Vice Presidente da FPB, Miguel Pereira, que acompanharam o estágio, fizeram o seu encerramento conjunto.
A Federação Portuguesa de Basquetebol agradece o empenhamento mais uma vez evidenciado pela Câmara Municipal de Albufeira na realização deste estágio, na criação de condições, na disponibilização de instalações e na colaboração dos seus funcionários para que tudo decorresse da melhor maneira. São também devidos agradecimentos aos clubes Tubarões de Quarteira, Ginásio Olhanense e Sporting Farense pela importante colaboração para o sucesso desta acção.
Foram os seguintes os participantes neste estágio:
Selecção Nacional de Sub 16 Femininos
Ana Lage – SC Coimbrões
Ana Teresa Faustino – GDESSA
Beatriz Ramos – ED Viana
Carolina Oom – CRCQ Lombos
Catarina Iglesias – GDESSA
Catarina Silva – Clube Galitos
Joana Lopes – Portimonense SC
Joana Rochete – Academia Basquetebol
Leonor Ferreira – CLIP
Maria Luisa Silva – AD Ovarense
Mariana Queiroz – SL Benfica
Marta Rodrigues – Carnide Clube
Nádia Lima – BC Limiense
Raquel Laneiro – CB Queluz
Raquel Mendes – ACD Ferragudo
Sara Guerreiro – Seixal 1925
Selecionador: Mariyana Kostourkova
Treinador-Adjunto: João Janeiro
Treinador Convidado: Luís Abreu
Secretária: Isabel Pascoal
Fisioterapeuta: Ana Simões
Selecção Nacional de Sub 16 Masculinos
Diogo Runge – CBQ Tubarões
Eduardo Tomé – SL Benfica
Gustavo Rodrigues – Vasco da Gama
João Bessa – AD Sanjoanense
José Vilela – ACDE Diogo Cão
Júlio Santos – CBQ Tubarões
Mauro Martins – CB Viana
Pedro Oliveira – SL Benfica
Pedro Portovedo – SC Braga
Pedro Terroso – SC Braga
Ricardo Neves – SL Benfica
Ruben Nobre – Vasco da Gama
Simão Verde – Clube dos Galitos
Tiago Peixe – FC Barreirense
Tiago Taveira – Imortal DC
Selecionador: António Paulo Ferreira
Treinador Adjunto: Hélder Evangelista
Secretário: Bernardo Gerardo
Fisioterapeuta: António Loio
«Ambição e atitude»
Rui Quintino assume que é um objetivo da equipa, numa temporada que está longe de estar terminada, e em que os vitorianos têm ainda muito potencial para ser explorado. Para bater o Lusitânia, Quintino aposta na disciplina tática como forma de destacar o coletivo vimaranense que pretende que seja consistente na execução dessa tarefa.
A equipa saiu reforçada da participação na Final a 8 da Taça? Em que aspetos?
A Final a 8 da Taça de Portugal é um dos pontos altos da época e faz parte dos objetivos de qualquer equipa. Uma vez garantida a presença, o único objetivo é ganhar os 3 jogos e o respetivo título. Foi com esta mentalidade que abordámos a competição, mas infelizmente não conseguimos vencer. Resta-nos seguir em frente, conscientes de que demos o nosso melhor, e focarmo-nos nos restantes objetivos traçados para a época. Ainda há muito em jogo.
Abordam este jogo frente ao Lusitânia para vencer, sem perder de vista o 1º lugar do Grupo B?
Sem dúvida. Queremos terminar esta segunda fase da época regular na melhor classificação possível e para isso sabemos que temos de encarar todos os jogos com uma enorme ambição, atitude e desejo de vencer. Ainda mais neste caso em que defrontamos um adversário direto em nossa casa.
No último confronto com a equipa do Lusitânia sofreram muitos pontos. O que correu mal? Ou se preferir, onde falharam coletivamente nesse encontro?
O último jogo nos Açores não nos correu bem. Entrámos mal, permitimos que o adversário ganhasse vantagem logo no início e, apesar de termos melhorado com o decorrer do jogo, acabámos por andar sempre a correr atrás do prejuízo. Nunca encontrámos o ritmo. Fomos um pouco permissivos a defender e o Lusitânia, a jogar em casa, teve o mérito de conseguir aproveitar fazendo boas percentagens de lançamento, em particular da linha de 3 pontos (50%).
Acha que do ponto de vista ofensivo, esta equipa do Vitória ainda poderá valer mais? E na sua opinião, o que determinará essa melhoria de rendimento atacante?
Acho que no geral a nossa equipa ainda tem um grande potencial e não tenho dúvidas que a equipa está e vai continuar a melhorar treino após treino. Quer a nível ofensivo quer a nível defensivo.
Destacaria algum jogador ou área do jogo como sendo decisiva para o desfecho do jogo da próxima sexta-feira?
Acredito que as equipas valem pelo seu coletivo e que são maiores que a soma das suas individualidades. Será decisivo executar de forma disciplinada e rigorosa o plano de jogo definido. A equipa que conseguir ser mais consistente nesta tarefa estará sempre mais perto de alcançar a vitória.
«Manter identidade»
As duas equipas estão numa luta direta por esse objetivo, ainda que os açorianos levem para já vantagem. A deslocação à Tapadinha, em caso de vitória, será certamente um passo de gigante para o conjunto da ilha Terceira, e é com esse espírito e ambição que Vasco Pereira e restantes companheiros viajam até ao Continente. Para ter sucesso frente ao conjunto de Alcântara, o jovem atleta do Terceira aposta na “agressividade defensiva” como principal arma, embora saliente que será necessário revelarem-se consistentes na atitude durante os 40 minutos do jogo.
Qual a importância deste jogo frente ao Atlético CP?
É um jogo especialmente importante sem dúvida, pois será disputado o segundo lugar e como é óbvio, de acordo com os objetivos que temos, tudo faremos para ganhar.
Perguntava-lhe se a derrota na última jornada deixou marcas na equipa? E que ilações tiraram do vosso desempenho de forma a poderem melhorar para este encontro?
Uma derrota deixa sempre marcas, mas são marcas que servirão para melhorar e amadurecer a nossa equipa, de modo a melhorar as prestações nos jogos que faltam. Em termos de ilações retiradas relativamente ao nosso desempenho, acho que entrámos com uma grande atitude no jogo, e essa atitude tem que ser mantida até final do jogo, esgotando as hipóteses para que o resultado final nos seja favorável
Dos jogos até agora disputados entre as duas equipas consegue encontrar uma área do jogo como tendo sido decisiva para determinar o vencedor?
Acho que nos jogos disputados, o fator que fez mais a diferença foi a agressividade defensiva. Penso que a equipa que defender melhor, ganhará.
A equipa do Atlético quando joga com o Sérgio Ramos passa a contar apenas com mais soluções e qualidade? Ou joga de maneira diferente?
O Sérgio Ramos é um dos melhores jogadores portugueses da última geração, no entanto, não acho que a equipa passe a jogar de maneira diferente. É mais um jogador a somar qualidade na equipa do Atlético.
Na sua opinião o que fez com que o Atlético se tornasse num adversário cada vez mais complicado de defrontar com o decorrer da temporada?
O Atlético foi sempre um adversário complicado de defrontar. Ao longo da época todas as equipas vão melhorando, o que faz com que os jogos sejam cada vez mais disputados, mas nós como equipa também melhorámos bastante.
Que argumentos irá apresentar o Terceira Basket para sair vencedor da Tapadinha?
A nossa equipa tem uma identidade, e será essa mesma identidade mantida até final do encontro que nos trará mais possibilidades de ganhar, respeitando sempre o adversário, que lutará certamente pelo mesmo objetivo que nós.
Seleção sub-18 em Badajoz
O conjunto português não conquistou o troféu, mas o torneio foi útil para que o selecionador nacional, José Ricardo, pudesse observar os atletas escolhidos num contexto competitivo de grau de dificuldade mais elevado em relação àquele a que estão habituados. Bem como avaliar a capacidade de resposta e de superação de cada um deles perante um cenário adverso.
O coletivo luso realizou dois jogos. Nas meias finais defrontou a equipa do Fuenlabrada, acabando derrotada por 4 pontos (79×83), num jogo pautado pelo equilíbrio como o resultado final demonstra.
No segundo jogo, contra a equipa sénior do BC Badajoz, voltou a bater-se bem, equilibrando o jogo, deixando o adversário fugir já nos últimos 5 minutos da partida (53-63).
Uma prestação que agradou ao selecionador nacional, José Ricardo, "defrontámos duas equipas que nos colocaram problemas e que nos permitiram observar os nossos atletas num contexto de competição e em superação, servindo os nossos objetivos".
Porto e Aveiro preparam a FESTA
De facto, SC Coimbrões (S16F), SC Vasco Gama (S16M), Guifões SC (S18M) e CP Natação (S19F) serão os clubes anfitriões de cada uma destas iniciativas, demonstrando, mais uma vez, total disponibilidade em contribuir para a preparação das seleções ABP.
Registe-se que este espírito foi comum a muitos outros clubes que contribuíram igualmente para esta causa, em momentos anteriores, facto que registámos com apreço e que muito agradecemos.
Esta será a última oportunidade de ver os/as jovens selecionados/as em "ação" antes da partida para Albufeira.
Portugueses lá fora
O Fundacion Grupo Norte de Pedro Bártolo alcançou uma vitória épica por 62-60, no reduto do 2º classificado, BSR AMIAB Albacete, naquele que foi o quinto triunfo consecutivo dos comandados de Jose Antonio de Castro, na fase do título. Após uma semana marcada por várias contrariedades, desde a grave lesão de Lourdes Ortega até aos processos gripais de Allon Dor-Onn, Jonatan Soria e do próprio Pedro Bártolo, o Fundacion Grupo Norte foi ainda assim capaz de bater o pé ao BSR Albacete, equipa talhada para disputar o título com o CD Ilunion. A desvantagem de 12 pontos ao intervalo não augurava um bom desfecho, mas o coração e o espírito colectivo dos vallisoletanos permitiram contrariar a adversidade e arrancar dois pontos preciosos para continuar na luta pelos 4 lugares de acesso à final-four. Embora do ponto de vista ofensivo não tenha sido um dia feliz para Pedro Bártolo (1 em 5 de lançamentos de 2 pt), nos 15 minutos em campo, o base luso revelou-se vital na intensidade defensiva que imprimiu à equipa, acumulando também 4 ressaltos e 2 assistências.
Em Badajoz, o CP Mideba viveu um dia pouco inspirado, pagando caro a falta de acerto, mesmo de elementos habitualmente eficazes como o base argentino Alberto Esteche. Para Hugo Lourenço, que atuou 32 minutos e compôs a sua estatística pessoal com 5 pontos, 10 ressaltos e 3 assistências, o encontro foi de particular sacrifício, já que o poste luso viu-se forçado a assumir as funções de base para melhorar a fluidez de ataque dos pacenses. Contudo, todos os esforços mostraram-se vãos, já que o Bilbao BSR regressou a casa com uma vitória por 61-51, arredando praticamente o CP Mideba das contas do título.
O Clinicas Rincon Amivel não pôde conter o poderio do CD Ilunion, consentindo uma derrota por expressivos 41-84. Cláudio Batista jogou 10 minutos, mas a sua participação foi igualmente infrutífera para aplacar o domínio dos madrilenos.
Na 2ª liga, o Servigest Burgos regressou à competição depois de um mês e meio de paragem, mas a toada manteve-se, obtendo mais uma vitória a nona em outros tantos jogos na fase regular. Márcio Dias continua a exibir a boa forma e, apesar de limitado por uma queda mais aparatosa ao longo da semana, registou 15 pontos em 25 minutos jogados.
Em França, o Lyon Metropole deslocou-se à capital francesa para defrontar a equipa CAP SAAA. O relativo equilíbrio do primeiro tempo esfumou-se na segunda parte, com a equipa de Paris a dispor de uma vantagem cómoda, que escalou até aos 26 pontos finais (70-44). Valter Mendes participou em 22 minutos do encontro, capitalizando-os com 5 pontos (1/3 em lançamentos de 2pt e 1/1 em 3pt), 1 assistência e 1 ressalto.
Na série B, em Itália, o SS Lazio não deu quaisquer hipóteses ao INAIL Olympic Basket Trapani, na 1ª mão dos quartos-de-final do play-off, vencendo por 85-33. Ismael Sousa entrou no 3º período e contribuiu com 6 pontos, num jogo em que estreou uma nova cadeira, fator que poderá ter pesado na prestação do poste luso.
Na Alemanha, na 3ª divisão alemã, o LuxRollers B conheceu sortes diferentes na jornada dupla disputada. A defesa sólida no primeiro jogo valeu a vitória frente ao Team 99 Aschaffenburg por 44-29, com Paulo Soeiro a marcar 10 pontos e a desempenhar um papel importante nas lides de distribuição. Já no segundo encontro, diante do SFD Bad Kreuznach, o LuxRollers B entrou mal, algo que se provou determinante para o desenrolar das incidências, obrigando a equipa luxemburguesa a correr atrás do prejuízo. Paulo Soeiro voltou a mostrar-se certeiro, somando 16 pontos, mas a vitória pendeu para o SFD Bad Kreuznach por 64-49.
Nota: Podemos ver na imagem Cláudio Batista em ato de lançamento
Jéssica e Joana campeãs
No último jogo a equipa derrotou a universidade de Oregon.
A Marian University, onde alinham duas portuguesas – Joana Soeiro e Jéssica Almeida – foi campeã nacional da NAIA (2ª Divisão), nos Estados Unidos, esta semana. A universidade, 9ª do ranking da competição, levou a melhor sobre Oregon (4ª), por 59-48, com as portuguesas a integrarem o cinco inicial deste jogo, como aliás aconteceu durante grande parte da época. Jéssica, em 31 minutos, somou 8 pontos, 2 ressaltos, 1 assistência e 2 desarmes de lançamento; Joana em 24 terminou com 4 pontos, 3 assistências, 1 roubo de bola e 1 desarme de lançamento. Trata-se do melhor desempenho de sempre da Marian University, que termina a época com um recorde de 32 vitórias e apenas 6 derrotas.
Ainda nos Estados Unidos, a Universidade de South Florida, onde estuda e joga Laura Ferreira, está a disputar o NCAA Tournment e começou com uma vitória, sobre Colorado, por 48-45, uma partida onde a portuguesa, em 40 minutos, somou 1 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências.
Já Georgia Tech disputa o WNIT (Women National invitational Tournment) e na primeira partida que realizou levou a melhor sobre Mercer, por 73-56. Chelsea Guimarães jogou 4 minutos e capturou 1 ressalto.
Em Espanha, depois do desaire diante do Real Madrid na ronda anterior, o Andorra de Betinho voltou aos triunfos na Liga ACB, ao derrotar, fora de portas, o Manresa, por 74-61, na 24ª jornada do mais importante campeonato do país vizinho. O português foi uma vez mais titular e em 22 minutos ajudou com 5 pontos, 5 ressaltos e 1 assistência. A equipa ocupa a 11ª posição.
Na LEB Ouro, também em Espanha, o Palma perdeu em casa diante do Prat, por 74-68, na 26ª jornada da prova, e é 7º na geral. Cláudio Fonseca alinhou de início e em 18 minutos somou 5 pontos, 5 ressaltos, 1 assistência e 2 desarmes de lançamento.
Em França, o Caen de Filipe da Silva triunfou e já é 6º na Divisão NM1. A equipa de Filipe da Silva derrotou o Lourdes, por 98-72, com o base português, que foi titular, a ajudar com 4 pontos, 2 ressaltos, 9 assistências e 2 roubos de bola, em 27 minutos.
Nas senhoras, o Conquero levou a melhor sobre o Azkoitia, por 78-68, na 24ª jornada da Liga Feminina de Espanha. A equipa que já esta época conquistou a Taça da Rainha contou com os préstimos de Catarina Neves, que nos 34 minutos que esteve em campo contribuiu para a vitória com 8 pontos, 10 ressaltos, 5 assistências, 1 roubo de bola e 1 desarme de lançamento.
Nesta mesma competição, o Zamarat de Sofia Carolina (que não jogou) recebeu o CREF Hola de Maria João Correira e perdeu, por 69-64. Maria João foi suplente mas acabou por ter um bom desempenho na partida, pois em 29 minutos marcou 15 pontos, capturou 2 ressaltos e fez 1 roubo de bola.
No escalão inferior, a Liga Feminina 2, o Al-Qazares, líder da prova que já assegurou a presença na luta pela subida, perdeu na visita ao Leon, por 80-64, mas mantém-se no comando da tabela classificativa. Carla Nascimento, titular, em 39 minutos somou 5 pontos, 6 ressaltos e 1 assistência.
O Badajoz também não foi feliz este fim-de-semana. Visitou o GDKO Ibaizabal e perdeu, por 71-63, não obstante a boa exibição de Larisse Lima. Em 31 minutos a portuguesa somou 22 pontos, 7 ressaltos e 1 assistência.
O Adelantados, por sua vez, ganhou por um ponto. Foi frente ao Duran, por 65-64, uma partida onde Joana Ferreira, em 23 minutos, capturou 1 ressalto e distribuiu 1 assistência.
Em Itália, o Milano de Lavínia da Silva subiu à 3ª posição na divisão A2 depois de derrotar o Cagliari, fora, por 57-52, na 23ª ronda da competição. A portuguesa integrou o cinco inicial e em 35 minutos somou 12 pontos, 5 ressaltos e 2 roubos de bola.
CTN reuniu em Oliveira de Azeméis
Poderá consultar nos anexos desta noticia as principais conclusões.
COORDENAÇÃO TÉCNICA NACIONAL
REUNIÃO DE 19.MARÇO.2016
CONCLUSÕES
1. A reunião foi inconclusiva relativamente à alternativa entre a manutenção da categoria de SUB-19 ou a sua alteração para SUB-18 Femininos; assim, a Direcção da FPB decidirá sobre este assunto, sem qualquer parecer da CTN.
2. Manter o regulamento e sistema de disputa dos Campeonatos Nacionais de SUB-16, Masculino e Feminino.
3. Manter o formato dos Campeonatos Nacionais de SUB-18 e SUB-19, com 16 Equipas, divididas em duas Zonas (Norte e Sul), com 8 Equipas; estudar a possibilidade de introduzir uma Fase Nacional, anterior à Fase Final, em que participem as melhores (número a definir) Equipas de ambas as Zonas.
4. As Taças Nacionais foram consideradas, quase unanimemente, desajustadas e desinteressantes, pelo que se nos colocam duas opções: extinção ou remodelação total do seu modelo.
5. Implementação, a partir de 2016/17 de Quadros Competitivos Regionais, que respondam à necessidade de todas as Equipas terem competição regular ao longo da época desportiva, particularmente na sua segunda metade (a partir de Janeiro, Fevereiro), cujos princípios orientadores se encontram em anexo.
6. Foi estabelecido um calendário, até à próxima reunião da CTN (21.Maio), que é a última prevista para a época corrente, para apresentação, discussão e aprovação de propostas sobre os seguintes pontos:
a) Eventuais alterações (pontuais) à Fase de Apuramento dos Campeonatos Nacionais de SUB-14, Masculino e Feminino;
b) Continuidade, ou não, dos Torneios Complementares de SUB-14;
c) Extinção ou novo modelo para as Taças Nacionais de SUB-16, Masculina e Feminina, SUB-18 e SUB-19;
d) Fase Nacional dos Campeonatos Nacionais de SUB-18 e SUB-19;
e) Modelo global e datas de referência da calendarização dos Quadros Competitivos Regionais;
f) Campeonato Nacional da II Divisão Feminina.
O calendário estabelecido é o seguinte:
1) Apresentação de propostas – até 16.Abril;
2) Discussão das propostas apresentadas – até 7.Maio;
3) Conclusões – reunião da CTN, em 21.Maio.
7. COMPETIÇÕES DE SENIORES
· Foram analisadas diversas propostas remetidas ao Departamento Técnico da FPB, sobre as quais a CTN deliberou o parecer a seguir explicitado.
a) Rejeitar quaisquer alargamentos, tanto da LPB, como da Proliga;
b) Manter o sistema de disputa da LPB, incluindo a forma de contabilização dos resultados que transitam da 1ª para a 2ª Fase (aprovado por maioria, embora com uma “votação” equilibrada);
c) Manter o sistema de disputa da Proliga – Grupo A, incluindo a forma de contabilização dos resultados que transitam da 1ª para a 2ª Fase;
d) Alterar o sistema de disputa da Proliga – Grupo B, passando o mesmo a disputar-se em moldes idênticos aos do Grupo A;
e) Introduzir um quarto nível competitivo de Seniores Masculinos (mantendo a terminologia vigente, será o Campeonato Nacional da II Divisão), que permita separar os dois níveis claramente distintos, que a realidade tem mostrado existirem na I Divisão e que devem ter competições também distintas;
f) Caso esta proposta seja aprovada:
Ø O Campeonato Nacional da I Divisão terá 24 Equipas, divididas em duas Zonas (Norte e Sul), com 12 Equipas;
Ø O Campeonato Nacional da II Divisão será uma prova de inscrição livre e o sistema de disputa deverá privilegiar a proximidade geográfica dos Clubes;
g) Caso a referida proposta não seja aprovada e se mantenham apenas os três níveis existentes:
Ø I Divisão – introduzir uma meia-final em cada Zona (Norte e Sul) – 1º A x 2º B e 2º A x 1º B, apurando para as Finais de Zona
· I Divisão Feminina: promoção directa à Liga Feminina do vencedor da Fase Regular (adoptando um sistema idêntico ao da Proliga).
ANEXO – QUADROS COMPETITIVOS REGIONAIS
1. Os QCR devem ser ajustados anualmente, dependendo da evolução dos indicadores relevantes para a organização da época.
2. O modelo global e as datas de referência para a calendarização dos QCR devem ser definidos na última reunião da CTN da época anterior (este ano será em 21.Maio).
3. A operacionalização dos QCR é concretizada em reuniões zonais/regionais, com a participação do DTN e dos DTR das Associações envolvidas, a realizar até à primeira quinzena de Dezembro.
4. Os QCR deverão ser organizados tendo em consideração os seguintes critérios:
a) A competição deve ter a maior regularidade possível, evitando que algumas equipas tenham hiatos competitivos prolongados;
b) A competição deve ser estruturada por níveis, com base na aferição realizada ao longo dos primeiros meses da época;
c) A competição deve atender, tanto quanto possível, à proximidade geográfica entre as equipas participantes;
d) A competição inicia-se com as equipas que já não estão envolvidas na disputa do apuramento para as competições Nacionais;
e) A competição é estruturada em diferentes fases, de modo a permitir a reintegração de equipas que, entretanto, não se apuraram para competições Nacionais e (ou) foram das mesmas afastadas, o que exige coordenação entre os vários calendários.
5. Organização das provas:
a) São de inscrição livre, sendo que a inscrição corresponde ao assumir dum vínculo; a partir desse momento, o Clube inscrito está sujeito aos regulamentos em vigor, designadamente nos casos em que ocorra quebra do referido vínculo;
b) Havendo participantes de mais que uma Associação, as provas regem-se pelos Regulamentos da FPB;
c) A regulamentação específica deve ser uniforme, nomeadamente no que se refere à Arbitragem;
d) Constituição de 3 Zonas – Norte (com a AB Porto), Centro (com a AB Aveiro) e Sul (com a AB Lisboa);
e) Definição de Regiões em cada uma das Zonas, que poderão ser diferentes de categoria para categoria e que poderão, ou não, coincidir com as Regiões definidas para efeitos de apuramento para as competições Nacionais;
f) Atribuição da organização da/s prova/s duma categoria a uma das Associações participantes, que será responsável pela gestão da/s mesma/s;
g) A designação/denominação das provas a organizar deve ser apelativa;
h) Admitir a possibilidade de terminar a época com a realização de competições de (muito) curta duração entre as melhores equipas (em cada categoria) de diferentes Zonas.
Callan Taylor foi a MVP da semana da LFB
Já a atleta portuguesa mais valiosa, foi Ana Raimundo, jogadora da Ovarense, e a que se destacou entre as mais jovens foi Vânia Sengo, que representa o CDTorres Novas. No anexo desta noticia poderá ainda consultar os melhores cincos da jornada, bem como os máximos individuais registados no passado fim de semana.
SL Benfica conquista Taça de Portugal Masculina
MVP da Final: Daequan Cook (SL Benfica) – 25 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências
O SL Benfica puxou dos galões na 67.ª Final da Taça de Portugal Masculina, não dando hipóteses a uma Ovarense Dolce Vita que ainda resistiu durante o 1.º tempo, mas que cedeu na etapa complementar.
Perante um público muito entusiasta que proporcionou uma grande assistência no Pavilhão Dr. Salvador Machado, a partida começou de uma forma muito movimentada, marcada por triplos e afundanços de grande qualidade. Até meio do 1.º período, registou-se algum equilíbrio, até que os encarnados se distanciaram um pouco, contribuindo para isso algo que foi constante durante todo o desafio: uma elevada eficácia das águias, incluindo um jogo exterior muito forte.
No 2.º quarto o Benfica mateve-se por cima, com grande parte dos seus atletas a revelarem estar de mão quente, em especial Daequan Cook, anotando alguns lançamentos espetaculares. A Ovarense não conseguia aproximar-se no marcador, mesmo que apoiada pelos seus ruidosos adeptos, enquanto do outro lado tudo parecia sair bem aos campeões nacionais. Contudo, à entrada do intervalo, os vareiros ainda se encontravam na luta pela vitória (36-48), numa 1.ª parte na qual o Benfica marcou 10 triplos.
Foi no regresso dos balneários que o clube da Luz arrumou com a questão, ao realizar um 3.º período de alto nível, ao passo que a Ovarense quase se eclipsou. Cook, Jeremiah Wilson e Radic não perdoaram, com lançamentos para todos os gostos, sendo que a Ovarense obteve apenas dois pontos em todo o quarto, talvez se ressentindo do grande esforço físico dispendido na véspera, frente ao FC Porto.
Com o resultado a marcar 69-38 no arranque do 4.º período, tudo parecia decidido, o que se confirmou. O Benfica, mesmo com uma grande rotação de jogadores, não se ressentiu, prosseguindo com a excelente eficácia, enquanto a Ovarense se rendeu em definitivo, transformando a parte final do desafio numa quase consagração dos encarnados, que ainda passaram a barreira dos três dígitos, colocando o resultado em 103-51.
Em termos individuais, foram vários os atletas do Benfica em grande plano, com destaque para Daequan Cook, o MVP da final (25 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências), sendo que também Ivica Radic (16 pontos e 5 ressaltos) e Jeremiah Wilson (15 pontos e 5 ressaltos) sobressaíram na manobra dos encarnados. Por seu turno, em relação à Ovarense, há a salientar as prestações de Nicholas Novak (13 pontos e 2 ressaltos) e de Raven Barber (11 pontos e 4 ressaltos).
Sendo assim, o SL Benfica alcançou a 21.ª Taça de Portugal Masculina da sua história (clube recordista de troféus), naquela que foi a 3.ª vitória consecutiva na competição por parte das águias.
Reações dos treinadores
Tanto os treinadores Carlos Lisboa (SL Benfica) como Felix Alonso (Ovarense Dolce Vita) estavam de acordo quanto à justiça do resultado. "Fizemos um excelente jogo. Conseguimos que a Ovarense marcasse poucos pontos, respeitámos sempre o adversário e todo o público que esteve aqui", afirmou Lisboa após o desafio, concordando ainda com este modelo de competição (Final 8) da Taça de Portugal. Já Felix Alonso era um técnico conformado com o desfecho da partida, mas satisfeito com os seus jogadores: "Quando há uma diferença tão grande não há nada a dizer, temos que dar mérito ao Benfica. SInto-me orgulhoso dos meus jogadores e estou muito agradecido aos nossos adeptos", afirmou.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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