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Sangalhos avança na Taça

Os comandados de Francisco Gradeço vão agora bater-se com o FC Porto, sendo que o jogo será disputado no Dragão Caixa. A formação lisboeta fica pelo caminho, mas tudo fez para seguir em frente na prova, um esforço bem espelhado na forma como conseguiu reentrar na parte final na discussão pela vitória.

 

A jogar em casa, o Sangalhos mostrou-se sempre mais forte durante toda a 1ª parte. Os comandados de Francisco Gradeço começaram com 5 pontos sem resposta, sendo que no inicio do 2º período chegaram a liderar por quinze pontos de diferença (26-11), isto depois de um parcial de 10-0. Nos sete minutos finais do 2º quarto, a formação lisboeta mostrou-se mais competitiva, sobretudo através dos pontos somados da linha de lance-livre (12/14 – 86%), já que nos lançamentos de campo a equipa da Academia esteve desastrada (19%), especialmente da linha de três pontos (1/12 – 8%).

 

O Sangalhos foi mais forte no pintado (14 pontos), se bem que os triplos – 4 convertidos (29%) – também tenham sido uma solução ofensiva. Os visitados, ainda assim, conseguiam ser mais eficientes nos tiros de curta e média distância (10/21 – 48%), pelo que não surpreende que ao intervalo estivessem na frente do marcador (34-25).

 

O rumo do jogo não mudou na 1ª metade do 3º período, com o Sangalhos a conseguir mesmo aumentar a diferença pontual (43-29). Mas a melhoria ofensiva da Academia nos últimos cinco minutos, beneficiando de três triplos quase consecutivos, permitiu à formação lisboeta chegar à diferença mínima (44-45), mas seria na mesma moeda que Luís Fonte fixaria o resultado do quarto (50-46).

 

Os últimos 10 minutos foram bastante mais animados e emocionantes. Numa 1ª fase a Academia aproximou-se do comando (50-55), mas a 1.24 minutos do final o Sangalhos deu a sensação de ter a eliminatória decidida a seu favor (68-58). Em menos de um minuto a formação lisboeta já só estava a três pontos de distância (65-68) para depois, mais dois linces-livres convertidos por Nuno Monteiro, a 22 segundos do final, terem feito cair para dois pontos a desvantagem (70-72). O Sangalhos desperdiçou dois lances-livres, o que permitiu uma última posse de bola para que a Academia pudesse, sem sucesso, tentar o empate ou a vitória. Luís Fonte fixou, novamente da linha de lance-livre, o resultado final do jogo em 72-68.

 

O Sangalhos acabou por estar muito melhor no capitulo do lançamento (45% vs 29%), contou com 34 pontos vindos do banco e teve em Emanuel Silva (13 pontos e 5 ressaltos) o seu melhor marcador, seguido de perto por Pedro Silva (12 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências), que fez um jogo muito completo.

 

A Academia controlou muito bem a posse de bola (7 turnovers), beneficiou de 32 lances-livres (81.3%), mas não esteve nada bem nos lançamentos de campo (28.6%). As boas exibições de Benedito Suca (19 pontos e 5 ressaltos), Nuno Monteiro (18 pontos e 9 ressaltos) e Ba Cassama (16 pontos e 10 ressaltos) não garantiram a passagem à eliminatória seguinte.

 

Ovarense e Atlético apurados

 

Quem também segue em frente na Taça de Portugal é a Ovarense Dolce Vita, que provou dentro do campo o seu favoritismo na eliminatória frente ao Estoril Basket (72-48). Na próxima ronda, a formação de Ovar irá fazer uma curta viagem para defrontar o ACR Vale de Cambra. O mesmo objetivo foi alcançado pelo Atlético CP depois de ter deixado pelo caminho a equipa do NBISTécnico (71-51), que compete no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. O conjunto de Alcântara vai agora receber na próxima ronda o Vasco da Gama, um adversário igualmente da Proliga, pelo que será certamente uma eliminatória muito interessante e emotiva de acompanhar.


Sportiva impõe-se em Lousada

Depois de um quarto inicial equilibrado, a formação de S. Miguel disparou no resultado, com a diferença pontual a ganhar a maior expressão à medida que o jogo caminhava para o seu final. Depois de um período de grande fulgor, o Lousada atravessa agora uma fase menos positiva, que a coloca na luta por um lugar entre os 8 melhores no final desta fase.

 

Depois de um excelente 1º período em que a equipa de Lousada se mostrou muito competitiva e com capacidade para se superiorizar ao atual campeão nacional (21-20), o 2º quarto foi bastante diferente. Nos segundos 10 minutos a equipa da casa perdeu eficácia ofensiva (9 pontos), bem como sentiu dificuldades em condicionar o sucesso ofensivo das açorianas (24 pontos). Ao intervalo o conjunto de S. Miguel vencia por 44-30.

 

O Sportiva mostrava-se muito agressivo a atacar o cesto e ao intervalo já tinha beneficiado de 23 lances-livres, dos quais concretizou 17. As açorianas estavam muito bem no capitulo do lançamento, enquanto o conjunto nortenho, apesar dos 10 ressaltos ofensivos capturados, não traduzia esse desempenho em pontos, algo que se refletiu na fraca percentagem de dois pontos (6/21 – 29%). Mas nem tudo era negativo na equipa de Lousada, já que o seu aproveitamento em termos de triplos era de muito bom nível (5/9 – 56%).

 

No inicio da etapa complementar a superioridade do União Sportiva acentuou-se, algo que se refletiu no avolumar do resultado no final do 3º período (70-42). As insulares nesta fase da partida já se mostravam mais fortes no jogo interior (30 vs 16 pontos no pintado) e continuavam a obrigar o Lousada a ter que recorrer muitas às vezes à falta (31) como forma de parar os seus ataques.

 

A boa eficácia no capitulo do lançamento (28/48 – 58%) – 6 em 12 da linha de três pontos – fez com que o União Sportiva tivesse sempre uma boa produção ofensiva. Ashley Bruner (27 pontos e 14 ressaltos), que falhou apenas dois lançamentos de campo (10/12), é a imagem da assertividade açoriana a atirar ao cesto. Tamara Milovac somou 15 pontos e 4 ressaltos, com Milica Ivanovic (14 pontos) a ser a 3ª melhor marcadora do Sportiva.

 

O Lousada teve um comportamento extraordinário na tabela ofensiva (20 ressaltos), mas faltou-lhe inspiração na hora de atirar ao cesto. O trio composto por Paula Tarnachowicz, Janee Morton e Catarina Mateus terminou o encontro com 10 pontos, mas não chegou para evitar o 3º desaire caseiro consecutivo.


Encarnadas vencem derby

A equipa encarnada entrou muito bem no jogo, rapidamente construiu uma vantagem, obrigando a formação leonina a ter que correr, durante todo o encontro, atrás do prejuízo.

 

O Benfica abriu o jogo com um parcial de 9-0 e no final do 1º período já dispunha de uma almofada pontual confortável (23-9) de gerir. O Sporting recompôs-se do seu mau arranque e, com um parcial de 8-0, colocou-se a sete pontos de distância do rival (23-30). Depois de três minutos sem fazerem pontos, as benfiquistas voltaram a readquirir a sua eficácia ofensiva e chegaram ao intervalo a vencer por catorze pontos (40-26).

 

O recomeço da etapa complementar não trouxe nada de novo no desenrolar do jogo, com a diferença pontual a manter-se estável até à entrada do derradeiro quarto (58-43). Apesar de algumas melhorias das forasteiras no último quarto, estas nunca foram capazes de se chegar próximo da liderança. O Benfica venceu a batalha dos ressaltos (41/31) – conquistou 18 ressaltos ofensivos – que lhe proporcionaram 24 pontos em segundos lançamentos.

 

As duas equipas estiveram muito iguais na eficácia dos tiros de dois pontos, se bem que as encarnadas se tenham revelado mais certeiras da linha de três pontos (7/19 – 37% vs 1/13 – 15%).

 

Do lado do Benfica, a norte-americana Calan Taylor registou um duplo-duplo (24 pontos, 20 ressaltos e 2 assistências) de enorme qualidade, tendo sido bem acompanhada por Joana Ramos (15 pontos e 4 assistências), Janeicia Neely (16 pontos e 6 ressaltos) e Faidra Skiadopoulou (10 pontos e 9 ressaltos).

 

O Sporting controlou muito bem a posse de bola (9 turnovers) e foi capaz de equilibrar no jogo interior. Mas para que tal fosse possível, muito contou a prestação de Bineta Ndoye (28 pontos e 17 ressaltos), que esteve participativa nos dois lados do campo. A espanhola Arantxa Cea (18 pontos e 3 ressaltos) teve uma prestação positiva mas insuficiente para evitar o desaire do Sporting.


Ovarense ganha nos Açores

A vitória dos vareiros começou a ganhar forma no recomeço da etapa complementar, com a diferença pontual a acumular-se com o aproximar do final do jogo.

 

 

Depois de vinte minutos muito equilibrados, que terminaram com um empate a 48 pontos, a Ovarense começou a ganhar ascendente no jogo. Paulatinamente os vareiros foram aumentando distâncias e no final do 3º período a diferença já estava nos dois  dígitos (76-65). Dois triplos de Jaime Silva e os 12 pontos convertidos por Raven Barber neste quarto ajudaram os forasteiros a fugir no marcador.

 

Nos últimos 10 minutos a equipa açoriana não conseguiu aproximar-se no marcador, acabando mesmo por se alargar a diferença que separava as duas equipas. Sempre que possível, ambos os conjuntos foram explorando o contra-ataque, equivalendo-se no jogo interior, mas nas percentagens de lançamento os forasteiros estiveram melhor.

 

Os vareiros marcaram 9 triplos, com um aproveitamento de 50%, durante o encontro, embora tenham estado igualmente bem nos tiros de 2 pontos (69%). Jaime Silva (30 pontos) esteve com a mão a ferver da linha de três pontos, ao converter 9 de 11 tentativas (81.8%). A dupla formada por Raven Barber (24 pontos e 7 ressaltos) e Joseph Harris (19 pontos e 6 ressaltos) tiveram mais um desempenho muito positivo.

 

Foram cinco os atletas do Lusitânia a terminar o jogo na casa das dezenas em pontos marcados, tendo sido Quinton Upshur (20 pontos) o mais concretizador. Seguido depois por Mohamed Camara (15 pontos e 3 roubos de bola), Devante Chance (14 pontos e 4 assistências ) e Stefan Djukic (12 pontos e 7 ressaltos).


Oliveirense e Galitos triunfam

As duas equipas vencedoras assumiram o comando do jogo desde o início, mas se os maiatos não foram capazes de voltar a reentrar na discussão pelo triunfo, os vimaranenses mostraram-se mais competitivos, se bem que o conjunto do Barreiro tivesse sempre a liderança controlada.

 

Com um 1º período muito produtivo em temos ofensivos, o Galitos construiu de imediato uma almofada pontual (27-15). A vantagem continuou a aumentar no decorrer do 2º quarto e chegou mesmo aos 34-15. A partir daí o Vitória SC viu-se obrigado a ter que correr atrás do prejuízo, algo que viria a acontecer paulatinamente.

 

A equipa do Barreiro esteve muito bem da linha de três pontos (9/18 – 50%), bem como dominou o jogo no pintado (42 vs 28 pontos). Com este equilíbrio ofensivo, os comandados de André Martins regressaram às vitórias, pemanecendo no 3º lugar com 10 vitórias, quando têm um jogo ainda para cumprir.

 

Os comandados de Fernando Sá nunca viraram a cara à luta, chegaram mesmo a estar três pontos de diferença (72-75), mas a serenidade dos jogadores do Galitos da linha de lance-livre permitiu-lhes ter sempre o jogo controlado.

 

O base Jarred Jackson (17 pontos, 8 assistências e 5 ressaltos) registou mais uma exibição completa, o mesmo acontecendo com Henrique Piedade (16 pontos, 5 assistências e 5 ressaltos) e Jordan Baker – somou mais um duplo-duplo (12 pontos, 12 ressaltos e 4 assistências).

 

Do lado vitoriano, grande prestação de Pedro Pinto (27 pontos e 7 assistências) num pavilhão que conhece bem, mas nem com os contributos de João Balseiro (12 pontos, 4 assistências e 3 ressaltos) e Ervin Kiley (13 pontos, 6 ressaltos e 2 assistências) conseguiu dar a volta ao jogo.

 

Oliveirense foi sempre superior

 

A formação de Oliveira de Azeméis precisava de pontos, precisava de resultados positivos e cedo mostrou que iria ser um jogo para conseguir esse objetivo. No final do 1º período já vencia por dez pontos (26-16) e ao intervalo já tinha subido a vantagem para muito perto das duas dezenas (48-29). Os maiatos em momento algum foram capazes de se aproximar no marcador e a menos de sete minutos do final atingiram a desvantagem máxima (54-82).

 

As duas equipas mostraram-se muito assertivas da linha de três pontos, mas foi nos tiros de curta e média distância que a equipa da casa fez a diferença (61% vs 32%). Para isso muito contribuiu o domínio exibido no pintado (36 vs 22 pontos), bem como os 15 pontos somados em segundos lançamentos, fruto da vantagem na luta das tabelas (33/19).

 

O jovem Arturs Bricis (23 pontos e 3 ressaltos) voltou a mostrar os seus dotes de marcador de pontos, tal como James Ellisor (21 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências). Destaque ainda para o duplo-duplo (12 pontos e 10 ressaltos) registado por Sergi Brunet.

 

Pedro Tavares, autor de 17 pontos, voltou a ser o melhor marcador do Maia Basket, além do facto de Paulo Diamantino (16 pontos, 6 ressaltos e 2 assistências) ter contabilizado números bastante interessantes.


Vitória providencial

A 48 segundos do final as duas equipas estavam separadas por apenas um ponto, mas as vaguenses foram capazes de manter-se na frente do resultado, lidando bem como a obrigatoriedade de não poder falhar naqueles momentos.

 

À entrada do último quarto as duas equipas estavam separadas por quatro pontos, 56-52 favorável ao Vagos, numa vantagem que chegou a ser de nove pontos (62-53) já próximo do meio do período. Seguiram-se quase cinco minutos sem que as visitantes somassem qualquer ponto, pelo que não surpreendeu que a vantagem pontual se tivesse esfumado.

 

Uma jogada de 3 pontos, cesto e falta, voltou a fazer funcionar o marcador a favor do Vagos (65-61), com Riddle a sentenciar o jogo a 14 segundos do final do encontro (67-63).

 

Apesar de voltar a revelar alguns problemas a controlar a posse de bola – 21 turnovers – o Vagos soube explorar o contra-ataque (19 pontos) e mostrou-se mais eficaz nos lançamentos mais próximos do cesto (46% vs 33%) , num encontro em que as duas equipas estiveram bastante mal nos tiros de longa distância.

 

Na equipa do Vagos, a norte-americana Eetisha Riddle (20 pontos e 18 ressaltos) acabou por realizar um jogo muito bem conseguido – 44.5 de valorização – com a sua compatriota Daisha Simmons (12 pontos, 4 ressaltos, 2 assistências e 3 roubos de bola) a dar indicações mais positivas.

 

O CDTorres Novas dominou a batalha do ressalto, conquistou 18 ressaltos ofensivos, bem como 30 idas para a linha de lance-livre (converteu 21 – 70%), mas não esteve inspirado no capitulo do lançamento. Ezzine Kalu (30 pontos, 12 ressaltos, 5 roubos de bola e 3 assistências) registou uma prestação de grande nível, tal como Alexis Govan (21 pontos, 10 ressaltos, 4 assistências e 3 roubos de bola), mas foi insuficiente para a equipa da casa conseguir garantir a vitória.


Vitória suada no Minho

Mérito para os dragões, na forma como souberam liderar com a pressão nos momentos decisivos, acabando mesmo por vencer o encontro sendo que chegaram a estar atrás no resultado já durante o último minuto do jogo.

 

A equipa do Barcelos liderou até aos 12-9, mas 9 pontos sem resposta (18-12) deram em definitivo o comando ao FC Porto. Os azuis e brancos durante os primeiros 20 minutos mostraram-se dominadores na luta das tabelas (27/19), bem como tiraram partido dos 10 ressaltos ofensivos conquistados. Mais posses de bola, mais lançamentos para os dragões, perante um adversário que estava bastante infeliz a lançar ao cesto (27% de lançamentos de campo). Os comandados de João Tiago procuravam na linha de três pontos uma solução ofensiva (3/15 – 20%), mas a pouca eficácia revelada explica a baixa pontuação da equipa ao intervalo (25-35).

 

O recomeço da etapa complementar trouxe um Barcelos muito mais eficaz nas ações ofensivas, beneficiando de sete pontos consecutivos de João Grosso (10 pontos) para dar a volta ao marcador a meio do período (38-37). Um triplo de Pedro Bastos (8 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências) voltaria a dar a liderança aos dragões e seria da mesma forma que Igor Dukovic (20 pontos, 9 ressaltos e 2 assistências) fixaria o resultado final do 3º período em 49-49 favorável ao FC Porto.

 

O derradeiro quarto foi bastante mais equilibrado, marcado por várias alternâncias no comando do marcador, e emotivo até aos segundos finais. Um triplo de Dukovic, a 46 segundos do final,  colocava de novo o Barcelos na frente (63-62), mas três lances livres convertidos por Seth Hinrichs (17 pontos e 5 ressaltos) colocavam o FC Porto muito próximo da vitória (6 segundos para jogar). Os barcelenses ainda tentaram dois triplos, ambos por Andrew Ferry (4 pontos e 2 assistências), sendo que o segundo só foi possível depois de um comprometedor turnover.

 

Na segunda parte, o Barcelos inverteu por completo a luta nas tabelas (44/39), conseguindo mesmo terminar o jogo com 21 ressaltos ofensivos, e para isso muito contribuiu a exibição de João Torrié (7 pontos e 15 ressaltos). Os minhotos acabaram por conseguir fazer mais pontos no pintado (28 vs 18), valendo aos azuis e brancos o melhor desempenho no capitulo do lançamento (39% vs 33%).


Benfica vence na Madeira

Mas o começo do encontro em nada favoreceu a equipa da casa, que ainda assim revelou a capacidade de ir buscar o jogo. Mas no início do 4º período os benfiquistas souberam matar a partida (88-69), anulando por completo as aspirações do CAB em tentar discutir a vitória até final do embate.

 

Ao permitir que o Benfica conseguisse uma vantagem de catorze pontos logo no 1º período (27-13), o CAB colocou-se numa posição extremamente complicada. Os benfiquistas chegaram a comandar por 36-21 já no 2º quarto, mas os madeirenses conseguiram aproximar-se nos minutos finais do 1º tempo (36-43).

 

E o bom momento dos insulares não se ficou por aqui, já que não precisou de muito tempo para chegar à liderança do encontro (45-44). Um triplo de Andrade cortou o bom momento do CAB, mas seis pontos consecutivos da autoria de Jovonni Shuler colocaram o jogo empatado a 54 pontos, a 3 minutos do final do período. Seria novamente da linha de três pontos que Tomás Barroso somaria os primeiros de 8 pontos consecutivos que ajudaram o Benfica ateminar na frente o quarto (66-58).

 

Com um parcial de 13-2, mais três triplos, os encarnados abriram em definitivo no marcador no arranque do derradeiro período (79-60). A vantagem chegou a ser superior a vinte pontos (86-65), sem que desta vez o CAB tenha tido forças para correr novamente atrás do prejuízo.

 

Daequan Cook (25 pontos e 2 ressaltos) esteve com a mão quente da linha de 3 pontos (5/7), Ivica Radic (15 pontos e 7 ressaltos) esteve bem no jogo interior e Tomás Barroso ficou a 1 assistência de registar um duplo-duplo (15 pontos, 9 assistências, 4 ressaltos e 4 roubos de bola). Os campeões nacionais terminaram o jogo com um registo de 21 assistências e de 70% de lançamentos de 2 pontos.

 

O CAB dominou a luta das tabelas (32-27), mas cometeu muitas perdas de bola (21), bem aproveitadas pelos benfiquistas para somar pontos (22). Fábio Lima e Jorge Coelho terminaram o jogo com 14 pontos, mais um do que Jovonni Shuler (13 pontos e 4 ressaltos), embora o melhor marcador do CAB tenha sido Ricky Franklin (16 pontos, 4 ressaltos e 5 assistências), autor de uma prestação bastante completa.


Passou o Atlético

O confronto direto entre Barreirense e Atlético dissipava essa dúvida, sendo que o triunfo da equipa do Barreiro por 72-68 não foi suficiente, visto que não chegava vencer – havia que anular uma desvantagem de 20 pontos. Depois de disputada a última jornada, Terceira Basket, SL Benfica B, AngraBasket e Atlético CP garantiram a passagem ao Grupo A e mantêm vivas as aspirações de continuar a lutar pelo título e subida à LPB, sem se terem que se preocupar mais com uma possível descida de divisão. Barreirense, Belenenses, Estoril Basket e Academia do Lumiar, vão, na 2ª fase, disputar a manutenção no campeonato da Proliga.

 

Era uma tarefa muito complicada aquela a que se propunha a equipa do Barreirense, até porque a competitividade tem marcado a edição deste ano do campeonato da Proliga. Embora à entrada do último quarto o Barreirense tenha acreditado que era possível anular a desvantagem pontual.

 

Depois de várias lideranças, ainda que por curtas vantagens, da equipa do Barreirense, a 17 minutos do final o Atlético parecia ter o jogo perfeitamente controlado, já que vencia pela diferença mínima (42-41). Mas seguiu-se o melhor momento do Barreirense, que à entrada do derradeiro quarto vencia por dezassete pontos de diferença (61-44). Percebia-se que era o momento chave do encontro, mas dois triplos providencias, – Miguel Barroca e José Torres – cortaram o bom momento do Barreirense e devolveram a tranquilidade à equipa de Alcântara.

 

Nos minutos finais, o Barreirense nunca desistiu de procurar o resultado que mais lhe interessava, mas do outro lado, a experiência de Miguel Barroca e Sérgio Ramos travava qualquer tentativa de aproximação no marcador.

 

Destaque na equipa do Barreiro para as boas exibições de Alexandre Coelho (16 pontos, 8 assistências e 2 ressaltos) e Kevin Coronel (12 pontos e 13 ressaltos), que foram insuficientes para alcançar o grande objetivo coletivo.

 

A experiência e a qualidade individual de Sérgio Ramos (28 pontos e 13 ressaltos) foi garante de tranquilidade, tendo contado com a ajuda de Miguel Barroca (13 pontos e 5 assistências) nos momentos mais complicados do jogo.


Discutido até ao fim na Zona Norte

Depois de disputada a última jornada, Illiabum, Dragon Force, Vasco da Gama e Sangalhos garantiram o acesso à segunda fase da prova e podem continuar a lutar pelo título nacional e subida à Liga, já com uma garantia: a manutenção está alcançada. As equipas que ficaram entre o quinto e o oitavo lugar – Guifões, Casino Ginásio, Esgueira/OLI e Sampaense Basket – vão, na fase seguinte, disputar a permanência.

 

A maior surpresa da jornada chegou de Guifões, onde a equipa da casa, ao perder frente ao Esgueira/OLI (44-46), viu fugir-lhe a possibilidade de integrar o Grupo da A da Proliga. A jovem equipa do Guifões, muito provavelmente sentiu a pressão do momento e talvez por isso tenha entrado mal no encontro (4-12). Nos minutos iniciais do 2º tempo, a equipa da casa continuava obrigada a ter que correr atrás do prejuízo (16-28), mas tinha em mente que só a vitória lhe interessava.

 

O Guifões foi melhorando com o decorrer do jogo, o ataque começou a valer mais pontos e, com três minutos para se jogarem, o resultado marcava uma igualdade a 41 pontos. Paulo Sereno, a 2 minutos do final, reduzia para a diferença mínima (44-55), mas até final o Guifões não somaria mais pontos, com os turnovers a deitarem por terra a possibilidade de conseguir a reviravolta no resultado.

 

As baixas percentagens de lançamento (28% de 2 pontos e 24% de 3 pontos) retiraram capacidade ofensiva ao Guifões, sendo que não conseguiu explorar muito o contra-ataque (7 pontos). O Esgueira venceu a luta dos ressaltos (41/33), sendo que 10 dos quais foram ofensivos, tirou melhor partido dos erros do adversário e conquistou mais idas para a linha de lance-livre.

 

André Occhialini (9 pontos e 9 ressaltos) ficou muito perto de um duplo-duplo, na equipa do Esgueira. Já no Guifões, Pedro Meireles (13 pontos, 6 ressaltos, 4 roubos de bola e 2 assistências) bem lutou pela classificação, faltando-lhe apenas mais eficácia.


Lombos supera GDESSA

Um jogo marcado por uma baixa pontuação, pelas reduzidas percentagens de lançamento, especialmente da linha de 3 pontos, mas em que a equipa de Carcavelos controlou muito melhor a posse de bola. O encontro foi equilibrado até aos segundos finais, acabando por ser a linha de lance-livre a decidir quem seria o vencedor.

 

A Quinta dos Lombos comandou a marcha do marcador durante quase todo o 1º período do encontro. No final dos primeiros 10 minutos vencia por cinco de diferença (16-11), e a meio do 2º quarto a diferença era inclusive superior (23-16). Mas mesmo cometendo 13 turnovers durante a 1ª parte, a equipa do GDESSA, sobretudo através da defesa, conseguiu dar a volta ao resultado já muito perto do intervalo (28-27). A formação do Barreiro não sofreu qualquer pontos nos últimos 2.30 minutos do 1º tempo, que ficou marcado pela inexistência de triplos de ambas as partes, sendo que o GDESSA já tinha tentado 10.

 

A formação da margem sul do Tejo regressou melhor do descanso e rapidamente conseguiu aumentar a diferença pontual para os dois dígitos (37-27). Resposta imediata dos Lombos, que rapidamente percebeu que tinha de ser capaz de condicionar o sucesso ofensivo do adversário. E assim o fez já que manteve o GDESSA durante 6.30 minutos sem somar qualquer ponto, conseguindo mesmo durante esse período voltar à liderança (38-37). Até final do período, duas alterações no comando do jogo, com os Lombos a terminarem na frente (41-39).

 

Nos últimos 10 minutos as duas equipas falharam imensos lançamentos, cometeram muitos erros, sendo 5 pontos consecutivos da autoria de Inês Viana que fariam mexer o marcador (49-44). Depois de muito tempo sem marcar, um triplo de Eliana Costa e um cesto de Márcia Costa repuseram a igualdade no marcador a 49 pontos, que só seria desfeita da linha de lance-livre. Mesmo com um aproveitamento de 50%, Inês Viana foi aumentando a diferença até aos 3 pontos (52-49) da linha de lance-livre, com os turnovers (25 no total) e a falta de pontaria da linha de três pontos (2/17 – 12%) a impedirem que o GDESSA se conseguisse aproximar ainda mais no marcador.

 

A Quinta dos Lombos controlou muito melhor a posse de bola – menos dez turnovers (15) – conseguiu 15 roubos de bola durante o encontro e teve em Sónia Reis (20 pontos e 10 ressaltos) uma mais-valia nas áreas próximas do cesto. A base Inês Viana foi a 2ª melhor marcadora da equipa (15 pontos, 2 roubos de bola e 2 ressaltos), seguida por Artémis Afonso, autora de 11 pontos, 4 assistências e 3 roubos de bola.

 

A norte-americana Ladondra Johnson (16 pontos e 5 ressaltos) foi a mais concretizadora na equipa do Barreiro, que esteve muito pouco eficaz no capitulo do tiro (29% de lançamentos de campo). Destaque ainda para o duplo-duplo (13 pontos e 16 ressaltos) registado por Kamilah Jackson.


Vasco triunfa fora

E a incerteza dos vascaínos durou até ao 4º período, mas nos cinco minutos finais, a formação do Porto exerceu um domínio absoluto, tendo terminado o encontro com um parcial de 31-8.

 

Apesar de um ligeiro ascendente revelado nos primeiros 30 minutos, a verdade é que foi o Sampaense a começar na frente o último quarto (53-51). Depois da igualdade a 55 pontos, o jogo manteve-se fechado até meio do período (64-60), ainda que já fosse o Vasco a liderar o marcador. Daí até final (4.43 minutos), o conjunto da casa apenas converteu mais um ponto, tendo sofrido 18 que acabariam por dar uma expressão enganadora ao resultado final (82-61).

 

Quatro pontos consecutivos de Miguel Toreia empurram os vascaínos para a vitória, que começou a ganhar contornos mais reais fruto do acerto coletivo da linha de lance-livre, bem como da linha de três pontos.

 

Ainda que tenha perdido a luta do ressalto (33-39) e que tenha concedido 15 ressaltos ofensivos, traduzidos em 21 pontos conseguidos pelo Sampaense em segundos lançamentos, o Vasco da Gama soube explorar outras armas. Como o contra-ataque (20 pontos) e as perdas de bola da equipa da casa (24 pontos). Os oito triplos convertidos (35%) contribuíram igualmente para que os vascaínos tivessem sido capazes de fugir no resultado.

 

Miguel Toreia (22 pontos e 3 ressaltos) voltou a estar a muito bom nível, tendo sido muito bem acompanhado por João Veludo (20 pontos, 6 assistências, 3 roubos de bola e 2 assistências) e Fabio Bem (13 pontos e 7 ressaltos).

 

Mais um duplo-duplo (18 pontos e 16 ressaltos) de grande nível para Hélder Carvalho, mas nem a ajuda de Ricardo Barbosa (16 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) conseguiu garantir que o Sampaense terminasse esta fase de uma forma vitoriosa.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Legenda

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Miguel Maria

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