Artigos da Federaçãooo

Açorianos começam bem

O Terceira Basket bateu a Academia do Lumiar (77-67), a 9ª vitória nesta 1ª fase de grupos, e continua com uma vantagem de dois triunfos no comando da série. O AngraBasket soube tirar partido do facto de jogar perante o seu público e somou diante do Belenenses (78-67) mais um importante triunfo para terminar esta fase entre os quatro primeiros.

 

Apesar das saídas importantes, o Terceira Basket dá sinais de permanecer competitivo, e mais importante do que isso continuar a colecionar êxitos que o deixam no topo da tabela classificativa. Este foi o 2º triunfo consecutivo dos terceirenses que este domingo defrontam, às 16h30, o conjunto do Restelo.

 

Depois de 20 minutos muito equilibrados – 36-34 favorável ao AngraBasket – a equipa açoriana dominou quase em absoluto nos dois lados do campo no recomeço da etapa complementar. Um parcial de 27-8 durante o 3º período complicou a tarefa dos azuis do Restelo que chegaram a estar a perder por vinte e um pontos de diferença (61-40).

 

A formação de Belém não se entregou facilmente, e ao conseguir condicionar o ataque dos insulares a dois pontos apenas nos primeiros 5 minutos do 4º período colocou-se a dez pontos de distância (55-65). Na parte final do quarto, o conjunto da casa readquiriu a sua capacidade ofensiva, mas um triplo de Hélder Oliveira (15 pontos e 7 ressaltos) colocou os azuis a sete pontos de distância (65-72), a 1. 40 minutos do final. Mas surgiu então Jarvis Davis (32 pontos, 15 ressaltos e 5 assistências) a assumir a responsabilidade do jogo e do momento. O AngraBasket volta a entrar em ação este domingo, às 16.30 horas, frente à Academia do Lumiar.

 


Galitos-Barreiro vence em Ponte de Sor

À semelhança do que aconteceu na maioria dos jogos disputados em casa pelo Eléctrico FC, os alentejanos voltaram a mostrar-se competitivos, mas o 4º período não lhes foi nada favorável para o desfecho do encontro.

 

O jogo disputou-se sempre numa toada de equilíbrio, ainda que com curtas vantagens, mais para o lado do Eléctrico até meio do 3º período, altura em que o marcador registava um empate a 49 pontos. O conjunto do Barreiro somou sete pontos sem resposta, e daí até final não mais perdeu a liderança do encontro.

 

Os comandados de André Martins mostraram-se muito eficazes nos lançamentos de curta e média distância (29/52 – 56%), controlaram muito bem a posse de bola (8 vs 15 turnovers) e souberam explorar muito bem os erros dos adversários para somarem 22 pontos ao longo de todo o encontro.

 

O Eléctrico respondia, e com relativo sucesso, da linha de três pontos (9/20 – 45%), e a pouco mais de quatro minutos do final mantinha-se perfeitamente na discussão do jogo, já que perdia por quatro pontos de diferença (66-70). Um triplo de Jarred Jackson e quatro lances-livres consecutivos de Miguel Minhava (18 pontos, 8 assistências e 2 roubos de bola) permitiram à formação da margem sul respirar um pouco mais de alivio.

 

O último reforço do Galitos, Darren Townes (18 pontos e 12 resaltos), dá sinais de estar cada vez mais integrado na equipa, e Jordan Baker (16 pontos e 6 ressaltos) continua a somar boas exibições.

 

O base Tiago Pinto (23 pontos e 2 assistências) continua com a mão quente e com enorme sentido de cesto, mas nem tendo a ajuda de Josimar Cardoso (16 pontos, 7 ressaltos e 2 assistências) conseguiu dar continuidade aos bons resultados e somar simultaneamente o primeiro triunfo caseiro.


Atualização da Conferência de Calendário de 2015-2016

As alterações poderão ser consultadas na Conferencia de Calendário que colocámos nos anexos desta noticia.


Sportiva cede em França

Miguel. Não será seguramente tarefa fácil para as campeãs nacionais, que já nos habituou ao longo desta competição a conseguir aquilo em que poucos acreditariam. A formação insular esteve infeliz a lançar ao cesto, o jogo exterior praticamente não funcionou e a pretensão de jogar sempre num ritmo elevado nem sempre foi conseguido pelas comandadas de Ricardo Botelho. Resta confiar e ficar a torcer para que a 2ª mão proporcione um jogo em que o Sportiva se aproxime da perfeição, criando condições para que esta desvantagem pontual possa ser anulada.

 

O jogo começou a bom ritmo com os pontos a sucederem-se para ambos os lados. No final do 1º período registava-se um empate a 18 pontos, com as açorianas a conseguirem por duas vezes encostar no marcador.

 

Mas nos primeiros 20 minutos a formação da casa aproveitou muito bem os erros (9 turnovers) cometidos pelo Sportiva (10 pontos), esteve mais agressiva em termos ofensivos, converteu os 12 lances-livres de que dispôs e beneficiou de uma maior rotatividade do banco e dos seus contributos (21 pontos).

 

Se ao intervalo as duas equipas se equivaliam nas percentagens de lançamento (36%), o União Sportiva já dava mostras de pouca inspiração da linha de três pontos (2/8 – 25%), e sentia dificuldades para somar pontos em situações de contra-ataque (7 pontos). Pese embora as prestações positivas de Shaqwedia Wallace (11 pontos) e Ashley Bruner (9 pontos e 7 ressaltos) a formação portuguesa recolheu aos balneários a perder por nove pontos (27-36).

 

O recomeço da etapa complementar foi favorável ao Angers, com a vantagem pontual a chegar aos vinte pontos (35-55). Mas a boa reação das campeãs nacionais nos últimos minutos do 3º período reduziu a diferença para quinze pontos (42-57). O Sportiva no 2º tempo abdicou dos lançamentos da linha de três pontos (lançou apenas 1 e falhou), equilibrou o jogo no pintado (22 pontos para cada lado) e pena foi que não tivesse tirado maior partido dos 10 ressaltos ofensivos e das idas para a linha de lance-livre (16/25 – 64%).

 

O conjunto açoriano tem margem para melhorar no segundo jogo, nomeadamente se se mostrar mostrar mais coletivo no ataque (7 vs 24 assistências), se subir a percentagem de lançamento (19/57 – 33%) e se tentar envolver mais jogadoras na marcação de pontos (0 vs 34 pontos do banco).

 

A norte-americana Ashley Bruner voltou a ser preponderante nos dois lados do campo (20 pontos, 15 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola) e a sua compatriota Shaqwedia Wallace (15 pontos, 8 ressaltos e 2 assistências) esteve mais discreta durante a 2ª parte. Milica Ivanovic (17 pontos e 4 ressaltos) assumiu a responsabilidade de muitos lançamentos, ainda que não tenha estado particularmente com a mão quente. A dupla formada por Felicite Mendes (2 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) e Tamara Milovac (4 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) guardou-se para a 2ª mão, pois já provaram a importância que têm tido nesta caminhada fantástica na Eurocup Feminina.

 

Felicite Mendes

"O que ditou a nossa derrota foi não iniciarmos o jogo com a mesma vontade que nos outros jogos, não entrámos "a matar". Elas estudaram bem o nosso jogo, viram quais eram os nossos pontos fortes e fracos e tiraram vantagem. Isto na primeira parte. O facto dos nossos lançamentos não estarem a entrar, prejudicou-nos bastante. Na segunda parte, ainda tivemos uma altura em que conseguimos reduzir a desvantagem, mas o facto de não termos rotação prejudicou-nos porque elas mantinham o mesmo ritmo com jogadoras do banco. Temos que preparar bastante o próximo jogo se queremos virar a vantagem de 14 pontos.


«Ganhar sempre o próximo jogo»

 

Tendo em conta o comportamento do Vitória até ao momento, e aquilo a que nos habituou no passado recente, o desempenho não tem sido brilhante. João Guerreiro partilha dessa análise, embora esteja seguro de que o grupo “pode fazer mais em qualquer altura.” A equipa continua coesa e com a ambição de melhorar o seu desempenho. “Confiamos no valor da nossa equipa e acreditamos que as coisas vão melhorar para acabarmos o campeonato bem classificados.”

 

A pausa na competição foi positiva para o Vitória, tendo servido para  "recarregar" as energias e “trabalhar os aspetos menos bons", algo que continuará ser feito até final da época. Os triunfos na Maia e em casa para a Taça frente ao Esgueira parecem confirmar essa subida de rendimento, até porque o Vitória “quer ganhar sempre o próximo jogo.”, segundo João Guerreiro.

 

Curiosamente os vimaranenses não se têm mostrado esta temporada tão dominantes como é costume a jogar perante os seu publico”. “Este ano as coisas não têm corrido da melhor maneira em casa. E esse é um aspeto que queremos mudar para que os nossos adeptos nos continuem a apoiar como sempre fizeram.”

 

Receber o FC Porto poderá tornar-se num momento ideal para inverter essa tendência. Mas olhando para aquilo  que a equipa portista fez diante do SL Benfica, terá de ser um Vitória muito forte para coneguir superar o FC Porto. “Este ano a Liga está bastante competitiva, todos os jogos serão complicados independentemente do adversário. O jogo contra FC Porto não será exceção.”

 

O Vitória tem bem definida a sua grande meta para este primeiro período da competição. “O nosso objetivo é ficar o melhor classificado possível entre os 6 primeiros da tabela classificativa, num lugar que nos garanta o acesso à 2ª fase.”

 

João Guerreiro está convicto de que a equipa se mostrará mais forte neste ano de 2016, tem trabalhado para que assim seja, de forma a apresentar-se no seu melhor nos momentos importantes da temporada. “Acredito que a equipa será cada vez melhor porque temos corrigido os aspetos menos bons e isso vai permiitir-nos estar nos pontos altos das competições do nosso país.”


Miriam McKenzie reforça Boa Viagem

A norte-americana, natural de Staten Island, tem passaporte comunitário e vai ocupar a vaga de jogadora europeia no plantel comandado pelo técnico Roberto Simões. O novo reforço chega para reforçar o jogo exterior da equipa, até porque, embora por razões bem diferentes, estejam confirmadas as saídas de Joana Ferreira e da espanhola Berna Ramos da formação açoriana.

 

Miriam McKenzie já esteve a competir no basquetebol europeu, mais concretamente no campeonato da Finlândia, e chega à ilha Terceira para reforçar o jogo exterior da equipa local. O nome de Miriam McKenzie há muito que vinha sendo apontado como alvo do Boa Viagem, isto depois dos rumores – também já confirmados – que apontavam para as saídas da base espanhola Berna Ramos e da jogadora portuguesa Joana Ferreira, duas atletas que acabam por deixar os Açores por razões diferentes.

 

Joana Ferreira pediu a rescisão do seu contrato junto da direção do clube e ruma, agora, ao basquetebol espanhol. Já Berna Ramos não agradou à dupla técnica do Boa Viagem, no que toca ao seu desempenho desportivo.

 

Recorde-se que Berna Ramos já não atuou pelo Boa Viagem no último jogo que a equipa realizou para a Liga Feminina, a 20 de dezembro de 2015 (derrota, em S. Miguel, diante do União Sportiva por 78-52). Este foi, precisamente, o último desafio de Joana Ferreira pelo emblema terceirense, ela que jogou os 40 minutos e concretizou 15 pontos.

 

O treinador Roberto Simões, em declarações à RTP/Açores, já havia confirmado os primeiros contatos com Miriam Mckenzie.

 

Após 11 jogos disputados, o Boa Viagem ocupa a sétima posição da Liga Feminina de Basquetebol, lugar que garante a presença da equipa no playoff do principal campeonato da modalidade em Portugal. O conjunto açoriano soma cinco vitórias e seis derrotas.

 

Segundo Roberto Simões, a equipa está dentro dos objetivos definidos para a época, que passam, acima de tudo, por garantir um lugar no playoff e a consequente manutenção. “Ao mesmo tempo, queremos apostar na nossa formação. Penso que isto é muito importante nos clubes açorianos. Dar oportunidades às jogadoras da terra, para que possam sentir estes ambientes, motivarem- se e motivarem também as outras atletas mais novas, que integram as camadas jovens, para que sintam que podem trabalhar e, no futuro, garantir um lugar na equipa principal”, frisou o treinador, em declara- ções à RTP/Açores.


“É possível passar esta eliminatória”

Ricardo Botelho conhece e preparou muito bem o jogo, e sabe que o adversário pode ser perigoso no jogo interior como do perímetro, razão pela qual só uma defesa agressiva, coesa e concentrada durante os 40 minutos poderá condicionar o ataque das francesas. Ofensivamente a equipa de S. Miguel vai tentar explorar a maior velocidade e criatividade das suas atletas, de forma a criar boas e confortáveis situações de lançamento. As açorianas, com mérito absoluto, conseguiram estar entre as 16 melhores equipas da prova, e o técnico acredita que mantendo a determinação, humildade, e respeitando o plano de jogo, consciente que a margem para errar é quase nula, poderão chegar ainda mais longe.

 

 

Consideram o facto de já terem defrontado esta equipa durante a fase de grupos uma vantagem para esta eliminatória?

 

Não considero uma vantagem, porque ambas as equipas possuem um grande conhecimento tanto ao nível individual como colectivo da outra equipa.

 

Apesar de ser uma equipa composta por jogadoras altas, a linha de três pontos também é uma ameaça. No vossa estratégia defensiva, o que vos causa mais apreensão e dores de cabeça em tentar evitar que tenha sucesso no ataque do Angers?

 

Defender a equipa do Angers não é tarefa fácil, porque por um lado tem jogadoras grandes e com bom jogo interior, por outro lado o jogo exterior é bastante forte com uma percentagem de lançamento de 3 pontos elevada. Para dificultar ainda mais a nossa tarefa, a equipa francesa acabou de contratar uma jogadora americana muito forte no jogo interior.

Toda a equipa sabe que tem que estar muito concentrada, com agressividade e com espírito de entre ajuda, porque só assim é que podemos contrariar o bom jogo ofensivo do Angers.

 

Um ritmo de jogo elevado e agressividade a atacar o cesto é a fórmula para contrariar a diferença de estatura entra as duas equipas e expor os problemas defensivos do Angers?

 

No ataque vamos ter que jogar com um ritmo elevado, porque temos jogadoras mais rápidas e sempre que não for possível jogar 1 x 1 para criarmos situações de vantagem de modo a ter uma boa seleção de lançamentos.

 

Sendo uma eliminatória disputada a duas mãos, altera em alguma coisa a abordagem da equipa a este jogo? E de que forma se irá apresentar a equipa do União Sportiva?

 

A equipa do União Sportiva vai apresentar-se neste jogo com a mesma vontade e determinação que tem encarado os restantes jogos desta competição, respeitando o valor do adversário e tendo a noção que é possível passar esta eliminatória desde que a equipa consiga colocar em campo a estratégia definida para esta ronda dos 16.

Esta fase da competição é a eliminar e toda a equipa sabe que a margem de erro é muito pequena, que um dia mau pode significar o afastamento definitivo da Eurocup.


«Discutir subida à Liga»

A equipa, que integra um punhado de jogadores experientes, defronta no próximo domingo o SL Benfica B, na Luz, às 14h30, determinada a alcançar a vitória.

 

Consistência tem sido o principal problema do Atlético nestas 11 jornadas já disputadas na fase de Grupos da Proliga?

 

Penso que é justo dizer-se que não temos sido uma equipa consistente ao longo do campeonato, pois temos alternado exibições muito boas com outras menos positivas. No entanto, para alcançarmos os objetivos propostos dependemos apenas de nós sendo esse o aspeto mais importante.

 

A derrota caseira frente ao AngraBasket veio complicar ainda mais as contas de acesso aos primeiros 4 lugares. Deixou marcas na equipa? O que esteve mal e terá de ser corrigido?

 

É verdade que se tivéssemos vencido o AngraBasket estávamos praticamente apurados. Lamentavelmente, não foi isso que aconteceu. No entanto, a experiência acumulada pela nossa equipa não nos permite deixar marcas menos positivas, acabando mesmo por nos fortalecer. Um dos aspetos que salta mais à vista e que deve ser corrigido é a parte defensiva pois não podemos sofrer tantos pontos num jogo. Acho que temos que melhorar a relação do 1×1 para conseguirmos parar as penetrações. Outro aspeto que considero importante é o controlo do ritmo do jogo, pois penso que devemos jogar da forma que nós queremos e não como os nossos adversários querem.

 

Este fim de semana defrontam o SL Benfica B, uma equipa que tem mais uma vitória, mas com a qual não parecem se encaixar muito bem. Concorda com esta leitura? E em caso afirmativo, quais os principais problemas causados pela jovem equipa do Benfica B?

 

É verdade que nos dois jogos disputados com o Benfica perdemos. No entanto, não direi que não encaixamos com eles. Penso que o Benfica tem uma equipa bem orientada que vale pelo seu todo e que é muito forte no contra-ataque e nas transições. Portanto, se não fizermos turnovers, se controlarmos o ritmo do jogo e se selecionarmos bem os lançamentos, vamos obrigá-los a jogar em meio-campo e penso que teremos grandes hipóteses de ter sucesso.

 

Tendo em conta a veterania da grande maioria dos jogadores que compõem o plantel do Atlético, existe o compromisso e o desejo de ir longe na prova? E na sua opinião, o que deverá ser mudado e potenciado na equipa para que possam ter sucesso até final da temporada?

 

Em primeiro lugar, o nosso grande objetivo passa por passar esta fase. Posteriormente, temos o desejo e ambição de ficar novamente nos 4 primeiros lugares, para, se possível, discutir a subida à Liga Portuguesa de Basquetebol. Na minha opinião é um objetivo ambicioso, mas se trabalharmos com intensidade e melhorarmos os aspetos que se têm mostrado menos fortes, é atingível. 


Vitória segue na Taça

A equipa vimaranense mostrou-se mais forte durante todo o encontro, sobretudo pela eficácia revelada no capitulo de lançamento. A formação de Esgueira, por sua vez, esteve muito bem da linha de três pontos, equilibrou nos pontos conseguidos no pintado, mas teve pela frente um adversário que se mostrou muito inspirado no ataque.

 

Os 61% registados pelo Vitória no capítulo do lançamento explicam em grande parte o sucesso dos minhotos nesta eliminatória diante de um adversário da zona norte do campeonato da Proliga. Os comandados de Fernando Sá somaram 14 triplos, com um aproveitamento de 50%, ao longo de todo o encontro, bem como registaram o interessante número de 24 assistências. Os 44 pontos vindos do banco são sempre um bom sinal, especialmente quando o grupo está mais limitado de soluções.

 

Os esgueirenses estiveram muito bem nos tiros de longa distância (7/13 – 54%), mas não tão bem como o adversário nos lançamentos de dois pontos (40% vs 71%). Apesar da derrota e da eliminação da competição, o Esgueira terá coisas positivas a retirar deste jogo, que a serem transportadas para a sua competição poderão conduzir a equipa a sucessos futuros.

 

O extremo João Balseiro, autor de 20 pontos, foi o melhor marcador do Vitória, mais um do que Pedro Catarino (19 pontos). João Guerreiro somou mais uma exibição positiva e ficou muito perto do duplo-duplo (13 pontos, 9 ressaltos e 2 assistências).

 

Na equipa de Esgueira, André Occhiallini foi quem mais se destacou, ao contabilizar 21 pontos, 7 ressaltos e 2 assistências.


“Não nos falta ambição”

Este fim-de-semana as vaguenses vão estrear a norte-americana Eetisha Riddle – que há duas épocas representou o Boa Viagem e na temporada passada estava a jogar em Espanha -, um reforço que vai ajudar a formação de Vagos, já nos próximos dois encontros, em casa: sábado, com a Quinta dos Lombos, domingo com o SL Benfica. São ambos às 17 horas.

 

Percebe-se que o Vagos teve alguns condicionalismos na construção da equipa. Ainda assim, está satisfeito com o comportamento da equipa nestes primeiros 11 jogos?

 

É evidente que não. Iniciámos a época cientes da diferença para com as outras equipas,  já que excetuando a Ovarense, todas as equipas jogavam com atletas estrangeiras nos seus planteis. E numa época em que se abriu mais uma vaga para jogadoras comunitárias, maior essa diferença se poderia notar. Esse facto não serve de desculpa, acredito no trabalho diário e nas minhas jogadoras.

 

Mesmo assim, sabíamos que a nossa tarefa era trabalhar para sermos o mais competitivos possível e ganhar, mas não o conseguimos com a regularidade que queríamos.

 

Não sendo o rendimento da equipa do seu agrado, onde deveria estar melhor? Ou se preferir, onde não devia falhar tanto?

 

Constatámos uma diferença em termos físicos, nas jogadoras interiores, associada à baixa produção de pontos na área pintada, e igualar aos outros no capítulo dos ressaltos defensivos e ofensivos. Fomos piores em muitos jogos e quando a percentagem de lançamento exterior baixa, a dificuldade em ganhar era mais evidente.

 

Depois dos ajustes feitos no plantel, que áreas do jogo foram reforçadas?

 

Sempre partimos com a ideia desde o início de época de que as vagas das estrangeiras a acrescentar no plantel seriam uma poste e uma base. No final de Novembro, recebemos a Daisha Simmons jogadora da posição 1, e a senegalesa Aminata Faye, uma jovem interior, que veio para colmatar a saída da Raquel Jamanca que saiu do clube por razões escolares. Finalmente a jogadora que faltava para fechar a equipa, a Eetisha Riddle, para a posição 5, no início de 2016.

 

E que argumentos ou soluções foram acrescentadas à equipa?

 

Foi o que idealizámos desde o principio da época, desta forma somos um grupo muito equilibrado em todas as áreas. Só o conseguimos agora, porque existe rigor orçamental e esse rigor é que dita as regras para a época. Assim somos com toda a certeza mais competitivos.

 

Dispôs de tempo suficiente para preparar e entrosar a equipa para esta jornada dupla?

 

O entrosamento da Eetisha, a mais recém-chegada, está correr bem, ela é uma jogadora muito experiente e conhecedora do jogo. Facilmente capta os objetivos e as regras com que trabalhamos, falta conhecer mais e melhor da capacidade das colegas, mas para isso é preciso mais tempo. Para esta jornada dupla filtrámos a informação que demos de forma a consolidar os processos de jogo.

 

Concorda que este fim de semana poderá marcar um virar de página na equipa do Vagos?

 

Não nos falta ambição e agora somos iguais aos outros, queremos ganhar, por isso virar de página será natural.

 

Mas para isso terão que vencer um SL Benfica reforçado e umas das boas surpresas da Liga, e a Quinta dos Lombos a subir de rendimento. Quais os principais problemas que cada uma das equipas poderá criar à equipa do Vagos?

 

O Benfica para mim não é  surpresa nenhuma. É uma excelente equipa, com jogadoras a fazerem uma grande Liga, e muito bem orientada. Só tinha de fazer uma boa campanha, ainda agora reforçado, indicador para ser um grande jogo no próximo domingo. Vamos ter de trabalhar muito para as vencer, mas isso será assim em todos os jogos da Liga. O nível está muito alto, e todos os jogos são de resultado incerto. Tal e qual como os Lombos, uma equipa habituada em andar lá em cima, nas decisões de todas as competições, com executantes de grande qualidade e intensas no jogo.

Mas estamos preparados; é dos jogos grandes de que gostamos.


«A nossa atitude tem sido importante»

O segredo do sucesso tem sido, segundo a base titular da equipa, de apenas 18 anos, o trabalho, a união do grupo, a regularidade e a defesa. Mas este fim-de-semana vão ser colocadas à prova, sábado, pelo Lousada, e domingo, pelo CAB Madeira.

 

Terminaram o ano invictas e somam neste momento 11 vitórias consecutivas. Essa invencibilidade tornou-se numa pressão acrescida? Ou pelo contrário, funciona como um fator motivador?

 

Na nossa equipa existe sempre a pressão para vencer, independentemente da nossa classificação, e claro que estar invictas motiva-nos a trabalhar para manter esse caminho, ainda para mais sabendo que neste momento todas as equipas querem ser as primeiras a impor-nos a primeira derrota.

 

Na sua opinião, que fatores permitiram ao GDESSA ter a regularidade e a competência para ter este registo 100% vitorioso?

 

Penso que a nossa atitude dentro de campo tem sido muito importante neste ciclo vitorioso. Somos uma equipa que trabalha muito dentro de campo, prova disso tem sido a nossa boa defesa, que já nos permitiu vencer alguns jogos mais complicados. Este ano temos tido jogadoras mais regulares nas suas exibições, algo que nos faltou o ano passado, e isso ajuda na regularidade da própria equipa.

 

Regressam à competição com uma jornada dupla disputada em casa, frente a dois adversários complicados. Concorda que o adversário do próximo sábado, o Lousada, é uma das surpresas do campeonato? E que pontos fortes destacaria na equipa?

 

O Lousada é uma equipa que, embora esta época tenha vindo a estar bem melhor do que nas anteriores, sempre foi uma equipa muito competitiva e criou-nos sempre muitas dificuldades. Estarem nos primeiros lugares não me surpreende. Na minha opinião têm boas estrangeiras e as jogadoras portuguesas têm qualidade e muito potencial. São uma equipa forte no ressalto ofensivo, as duas americanas são muito boas ofensivamente, mas se as conseguirmos parar, teremos boas hipóteses de vencer.

 

Domingo defrontam o 2º classificado, o CAB Madeira, uma equipa que só foi derrotada pelo GDESSA. O jogo na Madeira foi muito equilibrado, e certamente decidido em pormenores. Em que áreas do jogo foram melhores e terão que voltar a estar? O CAB está mais forte nesta fase? E quais os principais cuidados a ter neste encontro?

 

O CAB não perdeu qualquer jogo depois de nos defrontar, por isso claro que estão mais fortes, até porque acrescentaram jogadoras ao plantel. Mas nós também já não somos a mesma equipa que defrontou o CAB na segunda jornada, trabalhámos e melhorámos o nosso jogo. Nesse jogo na Madeira defendemos bem e obrigamo-las a fazer muitos turnovers, algo que temos que repetir este fim-de-semana. A luta das tabelas também vai ser importante, não podemos permitir que elas tenham muitas segundas oportunidades de lançamento. O CAB é uma equipa muito completa, com bom jogo interior e também exterior, com boas lançadoras. Teremos que estar muito bem na defesa.

 

Já venceram na Madeira e em S. Miguel o União Sportiva. Vencer estes dois jogos coloca o GDESSA mais próximo de ganhar a fase regular. Concorda que têm condições para alcançar esse lugar?  É um objetivo assumido pela equipa até final da fase regular?

 

Sim, temos e ao longo da primeira volta mostrámos porquê, mas estamos conscientes que a segunda volta vai ser muito exigente. Terminar a fase regular em primeiro lugar passa a ser um objetivo depois da excelente primeira metade de campeonato que realizámos, mas o nosso pensamento está sempre focado no fim-de-semana, por isso o nosso principal objetivo é vencer jogo a jogo.


«Dar alegria aos nossos adeptos»

Porquê? O jogador não encontra uma explicação exata, mas assegura que a equipa está determinada a dar a volta à situação já na próxima sexta-feira, com o Galitos, uma partida que se disputa às 21h30. No domingo o Eléctrico defronta o CAB, às 16 horas, na Madeira.

 

A paragem na competição foi aproveitada pelo clube para fazer ajustes no plantel. Em que aspetos se tornou mais forte e com mais soluções?

 

Sem conhecer a política de contratações do clube, na minha opinião os reforços que vieram encaixam bem no estilo de jogo que temos e queremos praticar. São reforços que sem dúvida serão uma benesse para a nossa equipa, pela mentalidade e entrega que trazem, bem como para o treinador, que terá mais duas soluções com quem pode contar para além dos que já cá estavam, que continuarão a ser, sem dúvida, muito importantes. Temos uma equipa, na minha opinião, jovem, mas com vontade de aprender e de dar o seu melhor contributo.

 

Este triunfo alcançado em Oliveira de Azeméis é a prova que a equipa está a subir de rendimento? Em que se traduz essa melhoria coletiva?

 

Sim, sem dúvida. Temos trabalhado para melhorar os nossos aspetos mais fracos e a vitória conseguida frente a Oliveirense é uma prova de que estamos a melhorar. Tivemos alguma dificuldade no início em encontrar a nossa identidade, mas com o passar do tempo a equipa tem vindo a conhecer-se melhor e isso só beneficia no nosso rendimento e o rendimento de toda a equipa.

 

As três vitórias do Eléctrico foram alcançadas fora de casa. Consegue encontrar alguma explicação para que tal se verifique? Sente que a equipa joga de maneira diferente?

 

De facto não consigo encontrar uma explicação plausível. Em casa conseguimos sempre entrar muito bem no jogo, mas não conseguimos manter esse mesmo nível durante o que resta do encontro, principalmente na segunda parte. A equipa joga sempre da mesma maneira e com o mesmo objetivo, tendo por base o que treinamos. Por vezes as coisas não correm como esperado e isso pode gerar alguma intranquilidade, mas julgo que temos a capacidade e experiencia necessárias para ultrapassarmos esta "fase" menos boa no que toca aos jogos em casa.

 

O Galitos-Barreiro é o adversário ideal para somar a primeira vitória caseira? O jogo da 1ª volta não parece indicar isso, até porque se traduziu numa vitória confortável da equipa do Barreiro. O que esteve mal nesse jogo que terá de ser corrigido?

 

O Galitos é uma equipa forte e bem organizada como tem vindo a demonstrar durante a época e só estando ao nosso melhor nível é que poderemos sair do jogo com mais uma vitória. O resultado do primeiro jogo em nada nos afeta ou retira o objetivo e a confiança que temos para o próximo encontro. Sabemos que temos de ser mais coesos, consistentes e equilibrar a luta nas tabelas, bem como perder menos a posse de bola, onde penso que não temos estado tão bem. Não temos de facto estado tão bem perante o nosso público, mas queremos dar a volta a situação o mais rápido possível e dar uma alegria aos nossos adeptos já no próximo jogo. 

 

Já vencer o CAB Madeira seria um importante passo para atingir os vossos principais objetivos. Será um CAB, em teoria, mais forte e com mais soluções, mas pressionado pelos resultados. Que áreas do jogo poderão ditar a diferença ou desequilibrar este partida?

 

O nosso objetivo passa por tentar vencer todos os jogos que temos para disputar e no final veremos em que situação nos encontramos. Iremos sem duvida encontrar muitas dificuldades pelo caminho mas também queremos criar dificuldades aos nossos adversários. Uma vitória frente ao CAB ajudar-nos-ia a tentar alcançar o nosso principal objetivo mas sabemos que para tal acontecer temos de ser mais em todos os aspetos do jogo.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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