Artigos da Federaçãooo
I Encontro MB
Durante toda amanhã de sábado, cerca 80 atletas protagonizaram um alegre convívio de promoção da modalidade.
«Queremos ganhar em Carcavelos»
O adversário do fim-de-semana é um conjunto com muito valor, mas as insulares, moralizadas pelo triunfo em Torres Novas, só pensam na vitória.
O Boa Viagem nestas sete primeiras jornadas até agora disputadas teve um desempenho expectável? Ou falhou em algum jogo?
Já tivemos pontos altos e pontos baixos e nem todas as partidas correram como o esperado. Podíamos, definitivamente, ter feito melhor em alguns jogos. Falhámos em alguns aspetos e isso trabalha-se diariamente. Não nos podemos esquecer que é uma equipa praticamente renovada, em que as jogadoras ainda estão a aprender a jogar juntas e a conhecerem-se dentro de campo.
A equipa vem de uma vitória moralizadora conseguida em Torres Novas. Coincidiu igualmente com uma das melhores prestações ofensivas da equipa. Algo melhorou, ou mudou, para que conseguissem somar mais pontos?
Os resultados só aparecem com trabalho e a equipa tem crescido à medida que o tempo passa. Nos treinos vamos aperfeiçoando o que corre menos bem nos jogos e era consciente que a parte ofensiva estava a ser uma lacuna. A melhoria no ataque foi fruto desse trabalho e empenho em mudar esse aspeto, não só contra o Torres Novas mas para todos os outros jogos. Estávamos motivadas e trabalhamos a semana toda para esse jogo, sabendo que o Torres Novas era um adversário direto e que era importante conseguirmos a vitória.
Na sua opinião, a atual classificação da Quinta dos Lombos, próximo adversário, não corresponde ao valor da equipa? Quais julga serem os seus pontos fortes?
Ao longo dos anos a Quinta dos Lombos demonstrou ser uma equipa com bastante qualidade e alto nível competitivo. Acho que o facto de estarem no fundo da tabela não vai fazer com que o jogo seja mais fácil. Enfrentamos todos os jogos com a mesma postura e sabemos que vai ser um adversário duro, no entanto o nosso objetivo é sempre ganhar e fazer o melhor. A Quinta dos Lombos tem boas individualidades e acho que o seu ponto forte é sobretudo o 1×1.
Terceiro jogo consecutivo disputado no Continente, mais uma viagem, mais desgaste. A questão física, e a menor rotatividade da equipa, nunca se revelou um problema?
As viagens desgastam sempre, não é a mesma coisa do que jogar em casa ou jogar fora, mas no mesmo território, sem ser preciso esperar em aeroportos e apanhar avião. De qualquer forma é uma situação inevitável e não deixamos que atrapalhe os nossos objetivos, que passa por conseguir disputar todos os jogos, com a mesma garra. Em relação à menor rotatividade, é claro que influencia na disponibilidade física, principalmente se jogarmos contra adversários que rodam mais o banco, mas só se torna um problema se o virmos como tal. A nossa preparação vai ao encontro dessa realidade e todos os elementos da equipa trabalham para que possam dar o seu contributo dentro do campo. Estamos num bom caminho para que, futuramente, essa situação possa ser invertida.
Como descreveria a equipa do Boa Viagem, e que faz dela uma equipa competitiva e que possa ter a ambição de querer vencer em Carcavelos?
É uma equipa diferente ao que o clube tem apresentado nos últimos anos, mas igualmente competitiva e com as mesmas ambições. É um grupo jovem com características interessantes. Queremos ganhar no sábado, em Carcavelos, e o máximo de jogos possíveis. Temos objetivos bem definidos e a ambição de um lugar mais próximo do topo. Esperamos colocar em prática tudo o que se trabalhou ao longo da semana, sendo uma equipa consistente e lutadora.
Antevisão da 10ª jornada
Mas o Benfica é uma equipa com soluções para contrariar as intenções da formação de Ovar e por isso será, garantidamente, um jogo interessante de se seguir. Mas há outros que se prevêem tão ou mais emocionantes…
16 horas – Ovarense Dolce Vita x SL Benfica
Tem faltado alguma consistência nas exibições do conjunto de Ovar, embora a equipa já tenha provado que consegue ser competitiva e discutir a vitória frente a qualquer adversário. Depois da derrota no último jogo disputado em casa, quebrar a invencibilidade do atual campeão nacional seria uma boa forma de recompensar os seus fieis adeptos. Os encarnados não têm facilitado na competição interna, conseguindo gerir bem o desgaste provocado pela prova europeia. Ovar é por tradição um destino sempre complicado para os benfiquistas, mas quase sempre proporciona bons espetáculos de basquetebol e com muita emoção.
16 horas – Lusitânia x Maia Basket
Na ilha Terceira defrontam-se duas equipas em franca recuperação, reflexo dos ajustes feitos nos respetivos planteis, a mostram-se mais competitivas e com resultados positivos. Ambas vêm de vitórias moralizadoras, embora os açorianos ainda não tenham vencido em casa nesta 1ª fase da competição. Já o oposto se verifica com os maiatos, uma vez que nunca festejaram na condição de visitantes. Uma delas vai interromper essa tendência, na certeza porém que somará igualmente a sua terceira vitória na prova.
16 horas – CAB Madeira x FC Porto
Os madeirenses começaram muito bem a temporada, pois nem o facto de ter disputado a quase totalidade das primeiras jornadas fora de portas impediu a equipa de somar vitórias. O cenário agora é bem diferente, já que o CAB atravessa um ciclo negativo, quatro desaires consecutivos, e ainda não venceu no Funchal. A equipa reforçou-se com um jogador de qualidade inquestionável, Jovonni Shuler, pelo que um triunfo diante dos dragões poderia funcionar como um ponto de viragem na época.
16 horas – Eléctrico FC x Vitória SC
A chegada de um jogador norte-americano veio acrescentar soluções e jogo interior ao ataque do conjunto de Ponte de Sor, que precisa urgentemente de somar vitórias para não perder contacto com as equipas mais bem posicionadas na tabela classificativa. A equipa alentejana tem se revelado mais competitiva em casa, se bem que ainda não foi capaz de proporcionar uma alegria aos seus adeptos. Pela frente terá um adversário que esta temporada não tem revelado tão dominador, com um registo de vitórias negativo, mas quês e tem mostrado mais forte a jogar longe de Guimarães. O Vitória tem comprometido nos jogos em casa, sendo certo que se desloca a Ponte de Sor pressionado pela falta de triunfos, bem como por um lugar na tabela classificativa a que a equipa não estava habituada nas últimas temporadas.
18 horas – Galitos-Barreiro x Basquete Barcelos
Duas equipas que estão atravessar um bom momento de forma, se bem que na última jornada os minhotos foram mais felizes. Vencer fora é o teste e o desafio que agora se coloca aos barcelenses, já que em casa têm se revelado quase intransponíveis. Não se afigura tarefa fácil ao Barcelos ganhar no Barreiro. Até porque, do outro lado está uma equipa que quer tirar partido do factor casa para somar mais uma vitória, visto que depois segue-se um ciclo de quatro jornadas fora de portas. Fica a curiosidade de saber qual destes dois conjuntos vai passar a contar com um registo positivo, já que ambas têm neste momento 50% de vitórias.
Sem contestação
Os encarnados lideraram o jogo desde o cesto inicial, e mais do que isso, mantiveram o seu adversário a uma distância pontual que fez com nunca se duvidasse que a vitória iria pertencer à equipa portuguesa. Os benfiquistas ainda podem sonhar em passar à fase seguinte como um dos dois melhores terceiros classificados da Conferência, mas para isso seja ainda possível, depende de terceiros, estão obrigados a vencer na última jornada, novamente em casa, a equipa belga do Antwerp Giants.
Uma entrada forte, parcial de 10-0, foi meio caminho para que o Benfica cedo resolvesse o encontro e retirasse quase por completo as aspirações ao clube húngaro de pensar em discutir o jogo. Mérito para os jogadores benfiquistas pela abordagem correta que fizeram ao encontro, que lhes permitiu dominar, a seu belo prazer, nos dois lados do campo.
No ataque, Ivica Radic (38 pontos e 9 ressaltos) e Jeremiah Wilson (21 pontos, 14 ressaltos e 7 assistências) dominavam por completo o jogo interior, especialmente o poste encarnado, que deu a sensação se ser quase imparável a jogar 1×1 de costas para o cesto, ou a jogar bloqueios diretos. Wilson foi inteligente na forma como explorou a sua velocidade e versatilidade para somar pontos em contra-ataque, ressaltos ofensivos, penetrações em drible e quase sempre a dar espetáculo na forma como afundava. Os dois foram igualmente importantes na forma como o Benfica se superiorizou na luta das tabelas (46-29), capítulo do jogo sempre importante para o desfecho do mesmo.
Os húngaros tentaram alternâncias defensivas, mas a zona também não funcionou, não só porque o ataque benfiquista teve quase sempre a paciência e disciplina tática para atacá-la, mas também pela pontaria revelada por quase todos os jogadores exteriores da equipa encarnada. A espaços, os campeões nacionais chegaram a dar espetáculo nas suas ações ofensivas, sobretudo pela forma como partilharam a bola na procura do melhor lançamento, algo bem espelhado no fantástico número de 27 assistências registadas durante o encontro.
FC Porto vence na Holanda
Um 2º período de muito bom nível permitiu aos dragões construir uma vantagem pontual que depois souberam gerir sem grandes sobressaltos. Os contributos vindos do banco, bem como o maior e melhor aproveitamento da linha de três pontos, acabaram por fazer a diferença num jogo em que a equipa portuguesa voltou a ser superior. Um resultado que ainda permite sonhar com a próxima fase, embora se saiba que o FC Porto está obrigado a vencer na última jornada o líder invicto do grupo e mesmo assim poderá não chegar para garantir o apuramento.
Apesar de ter entrado mal no jogo (0-6) o FC Porto rapidamente equilibrou o marcador e a quatro minutos do final do 1º período já liderava o encontro (10-8). Até final do período os portistas não mais perderam o comando do jogo, embora a vantagem fosse mínima (13-12). Os azuis e brancos abritam o 2º quarto com um parcial de 10-0 e naturalmente fugiram no marcador (23-12). Os comandados de Moncho López estiveram muito bem durante esse período no capítulo do lançamento e, não fossem alguns turnovers, o domínio do FC Porto teria nem mais avassalador (33-21).
Na segunda parte, o jogo foi bastante mais equilibrado, com a equipa da casa a tentar dar a volta ao resultado, mas com o FC Porto a mostrar sempre a consistência e a competência necessárias para gerir a vantagem construída nos primeiros 20 minutos.
Para isso muito contribuiu o banco dos azuis e brancos, 35 pontos, a dar descanso e contributos positivos para que a equipa se mantivesse sempre competitiva e agressiva nos dois lados do campo. A 6.14 minutos do final o ZZ Leide colocava-se a seis pontos de distância (52-58), mas valeu um parcial de 7-0, que culminou com mais um triplo de José Silva para cortar o bom momento dos holandeses (65-52).
Os dragões estiveram mais eficazes a lançar ao cesto, beneficiaram dos 9 triplos convertidos durante o encontro (36%), e controlaram melhor a posse de bola (17 vs 23). O norte-americano Brad Tinsley, com 17 pontos, foi o melhor marcador dos portistas, seguido de perto por José Silva, autor de 15 pontos (4/7 de 3 pontos) e 5 ressaltos.
«Contrariar favoritismo do Benfica»
Este duelo é uma reedição da meia-final do playoff da temporada (em que os vareiros se bateram muito bem), mas o jogador recusa comparações, até porque as equipas sofreram alterações. “Do passado vivem os museus”, refere.
O experiente jogador da Ovarense não reconhece inconstância no rendimento desportivo da equipa, embora considere que ainda haja espaço para melhorar, um desejo sentido por todo o grupo de trabalho. “Temos competido todos os jogos de igual para igual com qualquer adversário. Neste momento as três derrotas que levamos na Liga, são com o segundo e terceiro classificados e jogamos fora. A outra contra foi o Lusitânia, que está em crescendo no campeonato, e em todos estas derrotas discutimos os jogos até ao final. Se estamos satisfeitos? Não, mas nunca estaremos.”
A Ovarense foi surpreendida no último jogo disputado em casa, algo que André Pinto aponta como um acidente de percurso. “Até ao momento perdemos um jogo em casa. Relembro também, que este ano já ganhámos a um dos potenciais e tradicionais candidatos a uma competição, em casa.”
Neste momento a formação de Ovar tem um registo positivo (4V e 3D), pelo que o objetivo imediato passa por tentar continuar a subir lugares na tabela classificativa. Algo que só se consegue com vitórias. “Uma série de resultados positivos é sempre bom para qualquer equipa, certamente andam todas as equipas à procura do mesmo.”
Depois de uma ronda sem jogar, a equipa pode focar-se e preparar-se muito bem para receber o SL Benfica. Mas para o atleta a paragem competitiva não traz só vantagens. “A jornada de descanso é ‘um pau de dois bicos’. Se por um lado podemos recarregar baterias e estar mais frescos, por outro, a falta de competição também atrasa alguns processos na construção da equipa. Temo-nos preocupado muito com o nosso jogo. Temos muito para melhorar e antes de pensar nos outros temos de nos focar em nós.”
A Ovarense protagonizou na última temporada uma meia-final do playoff frente aos encarnados muito emotiva. O campeão nacional apresenta-se numa versão um pouco diferente, se bem que, na opinião de André Pinto, a qualidade e o talento continuam presentes. “O que aconteceu a época passada foi realmente importante para nós, mas como se costuma dizer “ do passado vivem os museus”. Ambas as equipas sofreram alterações, novos processos, conceitos táticos, adaptação de jogadores. O Benfica será sempre uma equipa forte e um potencial candidato ao título, a nós, cabe-nos tentar contrariar esse favoritismo.”
Equipas principais do Seixal só sabem ganhar
Pois enquanto os seniores masculinos venceram em casa os Salesianos OJS por 94 / 47 para a Taça de Portugal, passando a 2ª eliminatória desta prova sem grandes dificuldades (a que se juntam mais cinco vitórias nas cinco jornadas já disputadas do Campeonato Nacional da 1ªDivisão), as seniores femininas foram até Alenquer obter mais uma vitória sobre a formação local por 28 / 60 que representou o quarto êxito em quatro jogos disputados para o Campeonato Nacional da 2ªDivisão.
Como balanço geral dos jogos oficiais disputados pelas duas equipas obtiveram 11 vitórias outros tantos jogos disputados, estando ambas as equipas no topo da classificação dos respetivos campeonatos nacionais. Os seniores masculinos apurados para a 3ª eliminatória da taça, tudo isto com grupos de trabalho em que a maioria dos e das atletas se iniciaram para a modalidade nas nossas escolas.
Focadas na Hungria
Depois do desaire na Eslováquia, Ricardo Vasconcelos quer melhorar alguns aspetos do jogo, corrigir alguns erros e preparar a equipa da melhor forma possível para condicionar os pontos fortes das húngaras. Portugal tem que ser capaz de contornar a desvantagem de estatura, bem como a trabalhar taticamente de forma a conseguir ter sucesso nas suas movimentações ofensivas face ao poder de intimidação do adversário.
A seleção nacional terá pela frente o problema da desvantagem de estatura, algo que é explorado pela Hungria na forma como ataca, bem como na forma como defende e protege o seu cesto. “Vamos encontrar uma equipa que joga com muitos bloqueios cegos para tirar vantagens das postes que tem. O jogo interior caraterizado por jogadoras muito altas, de bons argumentos técnicos, quer de costas quer de frente para o cesto. As dimensões das envergaduras fazem com que as percentagens dos adversários baixem muito perto do cesto.”
Não é novidade para Portugal ter que contornar este handicap, pelo que não surpreende que Ricardo Vasconcelos esteja a treinar a equipa de modo a que esta possa ter as rotinas e a disciplina tática para não perder eficácia ofensiva. “Vai-nos obrigar a jogar com bom spacing (velocidade no movimento sem bola) e muito ritmo de passe, para castigar as ajudas profundas das postes húngaras.”
Mas mais importante que as questões táticas, esquemas ofensivos, regras do ataque, as atletas nacionais estão “obrigadas” a colocara a bola dentro do cesto. Isso no ataque, porque na defesa, o selecionador aponta como proibitivo permitir segundos lançamentos e mais posses de bola à Hungria. “É essencial melhorar a eficácia dos lançamentos de 3 pontos e reduzir o numero de ressaltos ofensivos ganhos pelo adversário (em relação ao jogo na Eslováquia).”
Contrariamente ao que sucedeu a Portugal, a Hungria estreou-se neste Grupo E com um triunfo caseiro diante da Islândia, e por números concludentes (72-50). A defesa húngara condicionou o ataque islandês a uma percentagem de 27.3% de lançamentos de campo, e teve em Tijana Krivacevic a sua melhor marcadora (27 pontos e 5 ressaltos), bem secundada pela base da equipa Zsofia Fegyverneky (13 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências) e outra poste da equipa, Bernadett Hatar, autora de 10 pontos e 4 ressaltos.
Sem margem para erro
No fundo repetir a boa exibição e o resultado conseguido na 1ª volta na Hungria (78-65). Os campeões nacionais, contrariamente ao que é hábito na competição internacional, condicionaram o jogo interior do adversário, embora tenham que estar preparados para a eventualidade de não conseguirem repetir a eficácia da linha de três pontos (55% – 11/20) revelada no jogo da Hungria.
E para que isso aconteça seria muito importante que os encarnados, à semelhança do que sucedeu no 1º jogo, voltassem a dominar as tabelas (43-25) e condicionassem o adversário a uma percentagem de lançamentos de campo baixa (40.6% 1º jogo).
Os campeões nacionais têm sentido bastantes dificuldades em condicionar o sucesso atacante dos adversários nas áreas mais próximas do cesto, um problema que se constatou nos desaires mais recentes da equipa. A isto está associado o controlo da tabela defensiva, não permitir segundos lançamentos, mas também impedir penetrações e que a bola chegue fácil aos jogadores interiores adversários.
Os húngaros têm apenas uma média de 64 pontos marcados, pelo que há que mante-la, já que no ataque o Benfica não tem tido muitos problemas (74.8 pontos), com Daequan Cook, média de 24 pontos, a mostrar-se como um dos melhores marcadores da competição, e a contribuir decisivamente para que os encarnados registem 39.2% da linha de 3 pontos.
Como sempre existem coisas passíveis de serem corrigidas, umas mais fáceis, a eficácia da linha de lance-livre, muitos pontos desperdiçados, outras mais complicadas, como o controlo da posse de bola, cometer o menor número possível de turnovers. Garantir que a equipa consiga sempre lançar ao cesto, e que esteja sempre preparada para correr para trás.
Seria bem proveitoso para a eficácia ofensiva da equipa, que conseguisse elevar um pouco mais a percentagem de 2 pontos (48.2%), e este será um bom jogo para os benfiquistas tentarem explorar o seu jogo interior. No entanto, do lado contrário estarão jogadores como Edin Bavcic (2.09 metros), médias de 16 pontos e 9 ressaltos, Gergely Toth (2.05 metros) e Radulovic, um montenegrino de 2.07 metros. Isto sem descurar o perigo do jogo exterior, onde o base canadiano Hernst Laroche (11.5 pontos e 6.3 assistências) é, em teoria, a principal ameaça, sem esquecer o norte-americano Kevin Tiggs (9.3 pontos, 3 assistências e 2.5 ressaltos) e o croata Damir Rancic (9 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências).
FC Porto na Holanda
Os azuis e brancos estão obrigados a vencer, no fundo repetir a boa exibição da 1ª volta frente ao ZZ Leiden. A sorte não esteve com os dragões no encontro frente ao KRKA, embora, e em teoria, basta que os comandados de Moncho López se mostrem iguais a si próprios para levarem de vencida o último classificado, só com derrotas, do Grupo G da Fiba Europe Cup.
No jogo realizado no Dragão Caixa, o FC Porto teve um excelente desempenho defensivo, apenas 51 pontos sofridos, se bem que a média de pontos registado pelo ataque do ZZ Leiden (52.8) pressupõe que a equipa tem problemas ofensivos. Os dragões, mesmo a este nível, tem estado muito bem na luta das tabelas, nomeadamente no ressalto ofensivo (16 de média), uma área do jogo, tal como em quase todas, o FC Porto leva vantagem sobre o seu adversário.
Moncho López procura sempre que a sua defesa seja intensa e agressiva, no fundo que condicione o adversário, e isso seria meio caminho andado para que o ZZ Leiden repetisse a baixa percentagem (32.3%) de lançamentos de campo da 1ª volta, bem como mantivesse a média de turnovers (18) que tem neste momento.
Este jogo será um bom teste à consistência e à capacidade da equipa para lidar com a pressão da competição internacional, sem esquecer que é um grupo jovem, pouco habituado a estas andanças e que ainda continua num processo de evolução. Os azuis e brancos deslocam-se à Holanda com o objetivo claro de vencer, o grupo quer manter em aberto até ao último jogo desta fase a possibilidade de seguir em frente na competição. Mas para isso será quase imperativo que não tenham um inicio de jogo semelhante ao frente aos eslovenos, em que permita vantagens ao adversário e depois estejam obrigados a ter que correr atrás do prejuízo.
As principais ameaças ofensivas do ZZ Leiden são o internacional holandês Worthy De Jong, 16 pontos e 5 ressaltos de média, e o gigante de 2.09 metros, Hieronymus Van Der List (12 pontos e 5 ressaltos), se bem que no jogo em Portugal tenhas sido o poste Thomas Koenis, autor de 10 pontos, 9 ressaltos e 3 roubos de bola, o jogador mais valorizado da formação holandesa.
Marçal volta a impressionar
Se o facto de ter 40 anos impressiona, por outro lado a idade dá-lhe a experiência que lhe permite protagonizar exibições como a última, em que marcou 33 pontos!
MVP Global e Nacional: Nuno Marçal, Maia Basket – 40 de valorização
Esta semana Marçal juntou à distinção do português mais valioso a de melhor jogador da jornada. Mas mais importante do que isso, contribuiu para mais uma vitória, sofrida, do Maia Basket nesta fase regular. Os 33 pontos, 11 ressaltos, 3 assistências, 3 roubos de bola e 1 desarme de lançamento mostram a utilidade que teve em várias áreas do jogo, se bem que não quantifiquem a importância que as suas ações tiveram nos momentos mais decisivos. Mais uma grande exibição deste experiente jogador, que, inevitavelmente, vai voltar a ser umas das grandes figuras desta temporada da LPB.
Posição 1: Dejan Pejic, Basquete de Barcelos – 22 de valorização
A ronda serviu para confirmar que a formação de Barcelos sabe tirar partido do fator casa, já que somou a sua quarta vitória a jogar nessa condição. Pejic, apesar de não se ter evidenciado numa área do jogo em particular, fez um jogo muito completo, tendo ajudado a equipa em várias fases do jogo. Terminou o encontro com 9 pontos, 8 ressaltos, 5 assistências e 4 roubos de bola, contributos importantes e muito positivos para um atleta que ocupe a posição de 1º base.
Posição 2: Nuno Oliveira, SL Benfica – 29.5 de valorização
O internacional português aproveitou muito bem a sua chamada à titularidade e provou dentro do campo que está pronto e confiante para preencher o lugar sempre que necessário. Mesmo sem ter tentado qualquer triplo durante o encontro, Nuno registou 16 pontos e uma eficácia tremenda (8/9 – 89% de 2 pontos). Acabou mesmo por contabilizar um duplo-duplo já que acrescentou 10 ressaltos, 5 assistências e 2 roubos de bola à sua exibição muito completa frente ao Eléctrico FC.
Posição 3: Nuno Marçal, Maia Basket – 40 de valorização
É o MVP Global e Nacional da 9ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol
Posição 4: Jackman Michael, CAB Madeira – 31 de valorização
A boa exibição deste norte-americano não foi coroada com uma vitória da equipa, um objetivo que esteve muito próximo de acontecer. Michael já mostrou que é um jogador versátil, sem qualquer problema em vir à linha de três pontos para atirar (3/5 – 60%). Acabou o jogo com 25 pontos, melhor marcador da equipa, a que somou 6 ressaltos e 5 assistências.
Posição 5: Sasa Borovnjak, SC Lusitânia – 31 de valorização
Não é muito normal a formação do Vitória ser surpreendida em casa, mais ainda quando está de sobreaviso. Mas a competitividade e determinação dos açorianos foi recompensada com a segunda vitória da equipa, e para isso muito contribuiu a boa prestação do seu poste. Sasa já provou que é um excelente reforço, consistente no seu rendimento, e muito eficaz (9/12 – 75% de 2 pontos) naquilo que faz dentro do campo. Nos 40 minutos que jogo, registou mais um duplo-duplo (25 pontos e 11 ressaltos) a que juntou 1 roubo de bola.
Portugueses lá fora
Confira o que fizeram os nossos emigrantes nos vários campeonatos.
Em Espanha, o Andorra de Betinho Gomes alcançou este fim de semana a 3ª vitória na Liga ACB. A equipa recebeu o Unicaja e venceu, por 82-79, com o português, que foi titular, a capturar 2 ressaltos, em 22 minutos. A equipa subiu à 11ª posição após esta 7ª jornada.
Em França, o Caen também foi bem-sucedido na NM1. A equipa de Filipe da Silva foi a Lourdes vencer por 81-73, com o base a somar 3 pontos, 5 ressaltos, 4 assistências e 2 roubos de bola, em 28 minutos de utilização. O Caen subiu ao 12º lugar.
Em Espanha, devido aos compromissos das seleções femininas, não houve jornada na Liga Feminina. Mas jogou-se na Liga Feminina 2. O Adelantados visitou o Aragon e venceu, por 62-53, com Sara Djassi a protagonizar uma boa exibição. Contribuiu com 14 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola nos 32 minutos que esteve em campo.
Já o Al-Qazares não cede na 1ª posição da tabela classificativa e em 8 jogos somou outras tantas vitórias. Este fim de semana a equipa recebeu o Araski AES e ganhou, por 77-67, com Carla Nascimento a somar 8 pontos, 6 ressaltos, 4 assistências e 1 roubo de bola, em 37 minutos.
O Badajoz, que não contou com Larisse Lima e Michelle Brandão, perdeu na receção ao Celta, por 63-48. Mas houve uma portuguesa em campo. Inês Aragão somou 3 pontos, em 11 minutos, que não foram, todavia, suficientes para assegurar o triunfo.
Nos Estados Unidos, a Universidade de South Florida perdeu na visita à de Baylor, por 66-63, não obstante o bom desempenho de Laura Ferreira, que com 14 pontos, 1 ressalto e 1 assistência, em 31 minutos, não conseguiu evitar a derrota da sua equipa.
Já Maria Kostourkova só teve razões para sorrir este fim de semana. A Universidade de Washington State começou por levar a melhor sobre a de Nevada, por 70-57, com a portuguesa a somar 8 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências, em 20 minutos; ao que se seguiu domingo à noite o triunfo fora de portas sobre Hawaii, por 62-52, com Maria a ajudar com 8 pontos, 5 ressaltos e 1 roubo de bola, em 27 minutos de utilização.
Em Old Dominion, Carolina Berdardeco jogou 3 minutos na derrota em Miami, por 61-35.
Chelsea Guimarães, por sua vez, ajudou a Universidade de Georgia Tech a vencer a de Southeastern Louisiana, por concluentes 102-49, com 11 pontos, 7 ressaltos, 1 assistência e 2 desarmes de lançamento, mas não conseguiu impedir o desaire diante de Georgia (78-66), num jogo em que atuou apenas 4 minutos, capturando durante esse período 1 ressalto, tendo ainda feito 1 desarme de lançamento.
Já a Marian University foi bem-sucedida diante da Midwest University, vencendo por 72-39. Jéssica Almeida esteve em campo 21 minutos, durante os quais marcou 6 pontos, capturou 4 ressaltos, distribuiu 3 assistências e fez 1 roubo de bola. Joana Soeiro, a outra portuguesa na equipa, não jogou.
Francisco Amiel, por sua vez, viu Colgate perder os dois jogos que realizou esta semana. Na sexta-feira cedeu em Albany, por 88-67, com o português a somar 2 assistências e 1 roubo de bola, em 13 minutos; a meio da semana cederam em casa frente a Cornell, por 101-98, um jogo onde Amiel jogou 25 minutos, durante os quais registou 5 pontos, 3 ressaltos e 4 roubos de bola.
No liceu, Mountain Mission derrotou Wesley Christian, por 55-53, com Diogo Brito a somar 2 pontos, 1 ressalto e 5 assistências.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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