Artigos da Federaçãooo
FC Porto cede no prolongamento
Só no prolongamento os dragões cederam, empate a 75 pontos no final do tempo regulamentar, e sem querer retirar mérito aos vencedores, a equipa eslovena teve a sorte do seu lado, e a sair claramente favorecida com algumas decisões arbitrais muito discutíveis… Resta agora ao azuis e brancos continuar a trabalhar, a evoluir e vencer o jogo da próxima jornada na Holanda para continuar na discussão da passagem à fase seguinte da prova.
Este terá sido, em termos globais, como o próprio Moncho López assumiu no final do jogo, o melhor jogo do FC Porto neste Grupo G da Fiba Europe Cup. Mas tal não apaga o fraco desempenho defensivo dos portistas no 1º período. Muito permissivos às penetrações, pouco intensos na pressão sobre a bola e linhas de passe, algo que fez com que os portistas se vissem desde logo obrigados a ter correr atrás do prejuízo (20-27).
O KRKA conseguia contrariar muito bem as situações de 2×1 na bola, mostrava-se capaz de mudar a bola de lado no ataque, no fundo encontrar o jogador só para lançar ao cesto. A outra solução era procurar o seu poste Lalic que foi sempre um problema nas áreas próximas do cesto. No inicio do 4º período a vantagem dos eslovenos situava-se nos dois dígitos (67-56), mas os dragões não se deram por vencidos.
Uma maior agressividade ofensiva, aliada a um aumento do ritmo do jogo, proporcionou um parcial de 10-0, que voltava a encostar o resultado (66-67). Um triplo de Tratnik cortou o bom momento dos portistas, que não desistiram até conseguirem dar a volta ao marcador (73-72). Foi então que duas decisões arbitrais, uma falta ofensiva, e sobre quem teria sido o último a tocar na bola, condicionaram as possibilidades de o FC Porto ter resolvido o jogo no tempo regulamentar.
No prolongamento, a felicidade sorriu à equipa eslovena, que com dois triplos, um quando se esgotava o tempo de ataque e o segundo com a bola a entrar caprichosamente, conseguiu uma ligeira vantagem no marcador. Uma bandeja de Brad Tinsley ainda colocou o FC Porto à distância de dois pontos (81-83), mas nos momentos finais foi notória a maior experiência nas tomadas de decisão e escolha de soluções do Novo Mesto.
Os azuis e brancos não estiveram particularmente inspirados da linha de três pontos (4/27 – 14.8%), sem terem estado muito mal da linha de lance-livre (29/37 – 78.4%) mas falharam alguns em momentos chave do encontro. Pedro Bastos (16 pontos) voltou a ser o melhor marcador da equipa, seguido depois por Miguel Queiroz que somou 12 pontos, num jogo em que 10 jogadores contribuíram com pontos.
«Todos os treinos são uma batalha»
Na entrevista que poderá ler nos anexos desta noticia, a jogadora conta como tem sido a sua adaptação, as diferenças que encontrou em termos de treino e de método, bem como as saudades de Portugal…
O convite da Georgia Tech foi o único que teve? E se não foi esse o caso, o que a levou a decidir por esta universidade?
O convite da Georgia Tech não foi o único que tive, o que tornou a minha escolha muito mais difícil. No entanto, Georgia Tech não só e muito boa a nível de basquetebol como é reconhecida mundialmente a nível académico. Sem dúvida alguma, foi a minha primeira escolha. Quem me conhece sabe que estudar e pensar no meu futuro, para além do basquetebol, sempre foi muito importante para mim, e há-de sempre continuar a ser, e nesse aspeto Georgia Tech vai sem dúvida proporcionar-me um excelente futuro.
Como está a ser a sua adaptação? E qual e a tua rotina de um dia normal?
No início, vou ser sincera, tive muitas dificuldades em conciliar os treinos com o meu curso. O curso de Arquitetura é considerado o mais difícil da faculdade, por causa das horas de estúdio semanais (lab) e pela quantidade de projetos que temos por semestre e o nível de dificuldade que eles têm, e os nossos treinos são extremamente longos, isto criou um ritmo na minha rotina que posso dizer, é literalmente de loucos, mas é isso que me faz adorar estar aqui. Todos os dias são um desafio, mas tenho tido muito apoio de todos os treinadores e coordenadores académicos para tentar equilibrar as coisas o melhor possível. Num dia normal acordaria por volta das 5h30 para fazer musculação ou treino de lançamento (depende dos dias) depois teria fisioterapia, de seguida teria um estúdio de 4h30, depois iria ao centro de nutrição buscar alguns snacks e seguiria para o treino. Depois do treino iria para o estúdio outra vez ou iria para o study hall se não tivesse nenhum projeto, e por último ia para o quarto por volta das 22h, prepararia o jantar e de seguida iria para o quarto descansar.
Quais as primeiras impressões da universidade e da cidade?
Atlanta e fantástica! E uma cidade supermoderna mas também tem uma parte mais “vintage”. O que me atrai mais é o facto de o Campus ser no meio de Atlanta, por isso estamos perto de tudo como as Atlanta Dream (já fui ver alguns jogos) e os Atlanta Falcons (NFL), há todo o tipo de restaurantes e sítios giros para estar com a equipa. Também temos muito perto a Atlantic Station que basicamente é uma pequena cidade que tem muitas lojas, cinema, restaurantes, casa de jogos, mais um sítio que passei a frequentar, quando tenho tempo. O Campus é excelente e tem ótimas condições. Temos apartamentos que partilhamos com as nossas colegas de equipa, temos muitos refeitórios e restaurantes. A diversidade de culturas é realmente incrível em Georgia Tech, desde que aqui estou tenho conhecido imensa gente de diferentes cantos do mundo.
Principais diferenças já sentidas no treino?
O nível e intensidade dos treinos são a grande diferença. Todos os treinos são uma batalha, provavelmente pelo facto de treinarmos com rapazes, o que torna as coisas bem mais difíceis; mais um grande desafio. O tempo de duração, a agressividade e a dureza são 3 caraterísticas que estão constantemente presentes nos nossos treinos.
Tem sido sujeita a algum trabalho específico? E se já sentiu a necessidade de trabalhar em particular alguma área do teu jogo?
Desde que cheguei aqui, o trabalho específico que tenho feito é muito relacionado com condição física e muito trabalho de pernas e braços, principalmente devido à minha lesão no ombro. Também tenho tido muito trabalho individual com a nossa treinadora específica dos postes, sobre as nossas jogadas e o tipo de jogo para cada jogada.
As primeiras impressões da equipa? Qual o estilo de jogo que lhe parece que irá caracterizar a equipa? E está confiante em garantir minutos de competição tendo em conta a concorrência na equipa?
Em relação à minha equipa só tenho coisas boas a dizer, temos muita química e carisma, e o facto de quase metade da equipa ser europeia também teve uma grande influência no meu enquadramento. O estilo de jogo que nos carateriza é composto por vários fatores muito importantes: ressalto, agressividade e defesa. Há muita competitividade nos treinos e quem for mais agressivo nas tabelas e na defesa tem tempo de jogo. Não sei quanto tempo de jogo vou ter, mas sei que tenho trabalhado e lutado todos os treinos para merecer tempo de competição. Independentemente do meu papel na equipa, este ano, vou cumpri-lo da melhor maneira possível.
Que informações já recolheu da Conferência onde competem? Equipas mais fortes? E quais as expetativas para a época que agora começa?
A nossa conferência é a ACC, considerada a mais difícil, dura e agressiva. O nível e qualidade das equipas é muito elevado e algumas constam na lista das melhores 25 ou melhores 16, Louisville, Notre Dame, Duke, etc. Georgia Tech nos últimos dois anos não tem estado nas melhores 16, mas nos 6 anos anteriores esteve sempre nas melhores 16 do país, por isso este ano estamos a trabalhar para voltar ao que já fomos em anos anteriores, temos muitas jogadoras novas, (transferidas e freshmans), bem como seniores e juniores que trazem muita qualidade a equipa. O nosso objetivo é sermos a melhor equipa que conseguirmos com o nosso potencial e todo o trabalho que temos investido nos treinos, esperando que isso nos possa levar de volta onde devemos estar.
O que sente mais falta de Portugal?
Família, amigos e comida. Estas são as 3 coisas que realmente me fazem falta, mas também tempo. Agora que estou a viver esta experiência dou muito mais valor ao tempo, é muito precioso, e aqui então tem mesmo de ser bem usado.
SL Benfica dá tudo em Zagreb
Depois do desaire em Antuérpia, um triunfo frente ao Cibona, 2º classificado da série com mais uma vitória que o Benfica (2), colocaria os encarnados em melhores condições de poder chegar à fase seguinte da competição. Defesa é o que se pede aos comandados de Carlos Lisboa, já que no ataque o campeão nacional tem conseguido mostrar soluções suficientes para colocar a bola dentro do cesto.
No espaço de uma semana, os encarnados fazem a sua terceira viagem (Antuérpia – Terceira – Zagreb), facto que retira horas de recuperação e onde naturalmente se acumula o cansaço. O 2º melhor marcador desta competição, Daequan Cook (24.7 pontos), não viajou para os Açores, e espera-se que esteja na sua melhor condição física para ajudar a equipa no importante jogo na Croácia.
O atual campeão nacional tem estado muito bem em termos ofensivos, quase oitenta pontos de média (79.3), pelo que lhe “bastará” repetir o bom desempenho defensivo do jogo disputado na Hungria para aumentar as suas possibilidades de regressar com uma vitória na bagagem.
Será importante que a equipa liderada por Carlos Lisboa se mostre mais agressiva na circulação da bola no ataque do Cibona. Não permitir que repita as 22 assistências do primeiro jogo, seria a melhor forma a impedir uma boa seleção de lançamentos e com isso fazer baixar a sua eficácia ofensiva e percentagens de lançamento.
Não surpreende que esta equipa croata tenha uma boa percentagem de lançamento de três pontos (44.4%), aliás um dos capítulos do jogo que fez a diferença no encontro realizado em Lisboa. O Benfica está obrigado a condicionar a influência do base James Florence (21.7pts, 3A e 3R) na dinâmica ofensiva da equipa, bem como impedir que Marko Jagodic-Kuridza (17pts, 10.3R e 3A) domine no jogo interior e na luta das tabelas.
«Seleção tem vindo a crescer»
O selecionador nacional analisa nesta entrevista os adversários e as expetativas da equipa.
Tendo em conta o número reduzido de treinos que Ricardo Vasconcelos dispõe antes de iniciar a competição, o técnico prefere solidificar algumas ideias-chave, que no fundo serão a base tática da equipa em todos os momentos do jogo. “O trabalho a realizar num tão curto espaço de tempo prende-se com a ideia de formar uma equipa, um grupo coeso, de dois ou três conceitos muito claros quer do ponto de vista ofensivo quer defensivo.”
Nesta primeira janela de competição, Portugal vai defrontar, em teoria, na jornada inaugural a seleção mais forte do grupo, para depois receber um adversário que costuma colocar problemas de estatura e peso. “Só o primeiro classificado de cada grupo consegue de certeza apuramento direto. Os melhores 6 segundos classificados também irão marcar presença no próximo Europeu. No nosso grupo, a Eslováquia parte como favorita e a Hungria tem um poderio físico que normalmente nos coloca muitas dificuldades.”
Falando mais concretamente do jogo de estreia da equipa portuguesa nesta fase de qualificação, Ricardo Vasconcelos serve-se do scouting aquilo que a seleção eslovaca tão bem fez durante o último Eurobasket. “O nosso primeiro adversário e a Eslováquia cabeça de série do nosso grupo, que fez um excelente europeu conseguindo um 9º lugar. Pouco mais sabemos neste momento deles para lá do apresentado nessa mesma competição, mas temos claro a quanto será difícil o jogo fora.”
No entanto, o selecionador prefere focar-se na sua equipa, onde o objetivo claro é dar passos na sua crescente evolução, fazendo com que se aproxime cada vez mais das melhores seleções europeias. “Mas a Seleção Nacional tem vindo a crescer e a ser cada vez mais competitiva em todos os últimos apuramentos. A nossa jovem equipa vai espreitar todas as possibilidades de se meter entre estas duas potências do basquetebol feminino.”
A calendarização da fase de apuramento mudou radicalmente, e Vasconcelos não tem dúvidas que privilegia, por vários fatores combinados, as seleções mais credenciadas, bem como retira a possibilidade de as mais fracas se poderem preparar melhor de modo a serem capazes a disfarçar fraquezas inultrapassáveis. “A forma de disputa da atual competição é ótima para as grande potências onde o basquetebol feminino e profissional e onde as médias de idade e experiência das jogadoras é alta! O menor tempo de treino dificulta a possibilidade de montar estratégias tácticas que contrariem as equipas mais apetrechadas de soluções individuais. O facto de seremos uma seleção jovem ainda nos impossibilita a utilização das atletas que estudam nos EUA e em contrapartida as grande potências podem utilizar as suas jogadoras WNBA pois está parada nesta altura do ano.”
Dragões procuram voltar aos triunfos
No encontro disputado na Eslovénia, a vitória sorriu à formação da casa (70-62), embora os dragões tivessem discutido o jogo até ao 4º período. Os azuis e brancos estão obrigados a manter a invencibilidade caseira, diante de um adversário, que apesar de ter duas vitórias, ainda não venceu na condição de visitante.
O confronto disputado na Eslovénia mostrou que o FC Porto tem que ter particular atenção ao jogo exterior do KRKA, sobretudo ao perigo que vem da linha de três pontos. Foi a principal arma ofensiva utilizada pelos eslovenos no primeiro embate, se bem que é uma característica da própria equipa, como comprovam os 39% de média que regista nos três primeiros encontros do Grupo G.
Mas os perigos não vêm apenas dos tiros de longa distância, até porque, a equipa mostra-se sempre muito agressiva do ponto de vista ofensiva. As 23 faltas provocadas atestam bem os problemas criados às defesas adversárias, algo que se explica em parte pela sua boa organização ofensiva. É uma equipa que habitualmente faz uma boa seleção de lançamentos, 19 assistências de média, que certamente vai obrigar o FC Porto a ter que estar muito bem do ponto de vista defensivo.
Deseja-se que os azuis e brancos continuem a revelar-se dominadores na luta das tabelas, e que consigam beneficiar de mais situações de contra-ataque e transições rápidas do que sucedeu no encontro da Eslovénia. O FC Porto tem provado que tem talento ofensivo, média de 73.3 pontos, basta-lhe agora condicionar o sucesso atacante de Jure Lalic (11.7 pts e 3.7R) nas áreas próximas do cesto, e contestar os lançamentos dos atiradores Dusan Katnic (10.7 pts, 4A e 2.7R) e Erjon Kastrati (8.7 pts e 2.7R), sendo que o último foi um dos grandes carrascos no embate anterior (4/5 de 3 pontos).
Seleção já trabalha em Ílhavo
Recorde-se que integram o grupo as seguintes atletas:
Ana Fonseca (Vagos), Joana Lopes (CAB Madeira), Carolina Escórcio (CAB Madeira), Dora Duarte (Sporting), Tamara Milovac (Uni ão Sportiva), Inês Viana (Quinta dos Lombos), Catarina Neves (Conquero, Esp), Michele Brandão (Badajoz/Esp), Maria Correia (CREF Hola/ Esp.), Sofia Silva (Zamarat/Esp), Rosinha Rosário (Arxil/Esp) e Lavínia Silva (Sanga Milano/Ita)
Ricardo Vasconcelos e Agostinho Pinto dedicaram este primeiro treino a questões de ordem tática.
O Diretor Técnico nacional também fez questão de estar presente
Baker eleito MVP
Quem já se assume há muitos anos é Nuno Marçal que, uma vez mais, foi o atleta nacional mais valorizado do passado fim de semana. Fique ainda a saber qual foi o clube que colocou dois atletas no melhor cinco da jornada.
MVP Global: Jordan Baker, Galitos – Barreiro – 38.5 de valorização
A equipa do Barreiro, mais concretamente o seu técnico André Martins, parece ter certado em cheio na contratação deste jogador, pois apara além da qualidade, que cada vez mais é inequívoca, é de uma regularidade impressionante. A sua versatilidade permite-lhe ajudar a equipa em quase todas as áreas do jogo, se bem que é no capitulo ofensiva que consegue maior protagonismo. Voltou a ser muito importante em nova vitória da equipa, ao contabilizar 28 pontos, 8 ressaltos, 6 roubos de bola, 4 assistências e 1 desarme de lançamento no jogo frente ao Maia Basket.
MVP Nacional: Nuno Marçal, Maia Basket – 36.5 de valorização
Claramente um jogador vintage, que soube adaptar o seu jogo ao estilo que lhe permite ainda tirar vantagens do ponto de vista ofensivo. Marçal continua a oferecer a versatilidade de poder ajudar em mais do que uma posição, o mesmo será dizer que pode causar problemas nas áreas próximas do pintado, ou então a jogar em áreas mais afastadas e de frente para o cesto. No encontro diante ao Galitos foi sempre um quebra-cabeças para a defesa contrária, 10 faltas provocadas, e contabilizou números muito interessantes: 32 pontos, 5 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola.
Posição 1: Pedro Pinto, Vitória Sport Clube – 20.5 de valorização
Certamente que o treinador Fernando Sá, ainda que seja por um período mais curto, agradece o facto de poder contar com o talento e a liderança do internacional português. Totalmente recuperado e mais próximo da sua melhor forma desportiva, Pedro Pinto mostrou na Madeira como poder ser útil ao conjunto de Guimarães. Terminou o jogo com 18 pontos, 3 roubos de bola, 2 ressaltos e 2 assistências, números bem interessantes tendo em conta a longa paragem competitiva.
Posição 2: Ervin Kiley, Vitória Sport Clube– 21 de valorização
O extremo vimaranense ainda não convenceu totalmente, embora comece a dissipar cada vez mais algumas duvidas quanto à sua qualidade para reforçar o jogo exterior de uma equipa com pretensões a discutir troféus ao longo da temporada. No jogo frente ao CAB, Kiley esteve com a mão quente da linha de 3 pontos (4/5), de onde conseguiu 12 dos 21 pontos que registou, a que juntou 7 ressaltos, ajudando a equipa a colocar para trás das costas o desaire caseiro da ronda anterior.
Posição 3: Nuno Marçal, Maia Basket – 36.5 de valorização
Com as mexidas efetuadas no plantel do Maia Basket, temos visto cada vez mais Marçal na versão extremo. Razão pela qual nesta posição colocamos o MVP Nacional da jornada.
Posição 4: Miguel Miranda, Ovarense Dolce Vita – 28.5 de valorização
Miranda continua a ser uma das grandes referencias do clube de Ovar, não só por aquilo que é visível e destacável nos dados estatísticos: 19 pontos, 9 ressaltos, 2 roubos de bola e assistência, como também pela liderança que tem dentro do grupo. A sua boa eficácia de lançamento, 6/9 de 2 pontos e converteu os dois triplos que tentou, ajudou a equipa a recuperar do desaire caseiro averbado na última jornada e recoloca-la na senda das vitórias.
Posição 5: Jordan Baker, Galitos – Barreiro – 38.5 de valorização
Numa era em que o jogo se está a tornar cada vez mais versátil, não é nada descabido elaborar um cinco em que os dois jogadores interiores possam ter mais caraterísticas de quatros do que um típico jogador interior. Por esse motivo a colocação do MVP Global da ronda na posição 5.
Portugueses lá fora
Destaque também para o duplo-duplo de Sofia Carolina na Liga Feminina de Espanha, que todavia não chegou para assegurar a vitória do Zaragoça. Confira nos detalhes desta noticia o desempenho dos jogadores portugueses a atuar fora de Portugal.
Depois de três derrotas, o Andorra de Betinho Gomes regressou às vitórias na Liga ACB. A equipa derrotou o Zaragoza, fora de portas, por 80-73, na 6ª jornada da principal competição. O internacional português foi titular e em 26 minutos somou 3 pontos, 1 ressalto e 1 desarme de lançamento.
Em França, o Caen de Filipe da Silva também estava a viver um momento negativo na NM1 (três desaires consecutivos), mas este fim-de-semana a equipa reentrou no trilho dos triunfos. Superou, em casa, o Quimper, por 93-76, e subiu à 13ª posição, com o base a ajudar com 7 pontos, 2 ressaltos, 14 assistências e 1 roubo de bola, em 24 minutos de utilização.
Nas senhoras, em Espanha o Zamarat perdeu na deslocação ao pavilhão do Mann Filter, por 77-63, apesar do bom desempenho de Sofia Carolina, que com um duplo-duplo não conseguiu evitar a derrota. Em 31 minutos a portuguesa marcou 13 pontos, capturou 13 ressaltos, distribuiu 2 assistências, fez 1 roubo de bola e 1 desarme de lançamento. O Zamarat caiu para a 12ª posição na classificação da Liga Feminina.
Na mesma competição, o CREF Hola de Maria Correia perdeu em casa com o Cadi La Seu, por 71-48, e é 11º. A portuguesa saltou do banco e em 16 minutos capturou 2 ressaltos e fez 1 roubo de bola.
Já o Conquero levou a melhor sobre o Gipuzkoa, por 60-45, e subiu ao 3º lugar. Catarina Neves, em 9 minutos, capturou 2 ressaltos.
Na divisão inferior, a Liga Feminina 2, este fim-de-semana, na 7ª jornada da prova, houve um confronto de portuguesas. O Adelantados, de Sara Djassi, ganhou ao Badajoz, de Michelle Brandão, Inês Aragão e Larisse Lima, por 80-54, e é 5º na geral. Sara somou 4 pontos, 5 ressaltos, 3 assistências e 5 roubos de bola, em 21 minutos; do lado contrário Michelle terminou com 2 pontos e 5 ressaltos, em 25 minutos, Inês Aragão (5 lançamentos falhados) e Larisse estiveram em campo 20 e 5 minutos, respetivamente.
Na mesma competição, o Al-Qazares, líder da tabela classificativa, superou o GDKO Bizkaia, por 56-49, com Carla Nascimento a alinhar de início. Em 33 minutos a portuguesa, que recentemente voltou à atividade, contribuiu com 4 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola para o triunfo da sua equipa.
Já o Arxil de Rosinha Rosário (que se encontra ao serviço da Seleção Nacional) superou o Oviedo, em casa, por 74-50.
Em Itália, o Milano continua de vento em popa no segundo escalão nacional. Este fim-de-semana, na 6ª jornada do campeonato, superou fora de portas o Sarivia, por 55-41, com Lavínia da Silva, em 39 minutos, a somar 11 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências.
Nos Estados Unidos, Laura Ferreira contribuiu com 6 pontos, 2 ressaltos e 2 assistências para a vitória da Universidade de South Florida sobre a de Jacksonville, num encontro de preparação.
Maria Kostourkova, por sua vez, já iniciou a época ao serviço da Universidade de Washington e a equipa continua a vencer. No segundo encontro da época, a equipa levou a melhor sobre Santa Barbara, por 61-44, com a portuguesa, que não foi titular, a ajudar com 7 pontos, 8 ressaltos e 2 desarmes de lançamento, em 18 minutos.
Em Old Domnion, Carolina Bernardeco jogou duas vezes este fim-de-semana. Na sexta-feira a equipa perdeu com Richmond, por 62-57, com a portuguesa a somar 2 ressaltos, 1 assistência e 1 roubo de bola, em 10 minutos; domingo superou a Universidade de Wagner, por 71-57. Michelle jogou também 10 minutos, tendo distribuído uma assistência e roubado uma bola.
Já a Universidade de Georgia Tech derrotou a de Francis Brooklyn, por 89-51, com Chelsea Guimarães, suplente, a ajudar com 4 pontos, 6 ressaltos e 1 assistência.
A Marian University, por sua vez, realizou diante de Olivet Nazarene uma partida recheada de pontos, que venceu por 109-103. Jéssica Almeida foi titular e em 18 minutos registou 2 pontos, 1 ressalto e 5 assistências.
No liceu, Mountain Mission, onde estuda e joga Diogo Brito, jogou na sexta-feira frente a Varsity Oppon e perdeu, por 63-54, com Diogo a registar 5 pontos, 1 ressalto e 1 roubo de bola. No domingo derrotou Providence Day mas a estatística da partida ainda não está disponível.
CD Povoa e CPN causam sensação na 1ª Divisão
O confronto na Amadora, apesar do pequeno contra tempo que houve durante o 2º Período, de falha na eletricidade, obrigou a todas as equipas a mudarem de recinto, para a continuação do encontro, mesmo assim o plantel do Povoa não se desorientou e derrotou a Escola da Amadora.
Algés de volta às vitórias, num encontro difícil e num derby da linha de Oeiras, as guerreiras de Vasco Curado foram a casa da Simecq arrecadar a sua segunda vitória no campeonato, por 49-56. A formação do Académico recebeu e venceu a equipa do Galitos, por 56-49. Já a turma de Gaia, o SC Coimbrões, somou a sua 3ª vitória nesta prova, frente à equipa do Juvemaia, por 75-67.
O Jogo Gafanha contra Guifões não se realizou este fim-de-semana, tendo sido adiado para uma nova data.
Próximos jogos:
Dia 21 de Novembro
Algés Vs Gafanha as 16.00 no Pav. Gomes Pereira
CPN Vs ESA as 16.30 no Mun. Ermesinde
Académico Fc Vs Simecq as 16.30 no Pav. Académico
Galitos Vs Juvemaia as 18.30 Pav. Galitos
Dia 22 de Novembro
CD Póvoa Vs SC Coimbrões/Rebau as 14.45 no Pav. CD Povoa
Jornada dupla positiva para as campeãs
A vitória pertenceu às açorianas (69-62) que assim terminou da melhor forma mais uma deslocação ao continente. Já para a equipa da casa o saldo é negativo, embora se tenha mostrado competitiva e tenha discutido até final os dois jogos que disputou durante o fim de semana.
Tudo parecia correr de feição ao CD Torres Novas até à altura em que vencia por 26-20. Mas um parcial de 11-0 colocava o Sportiva no comando (31-26), e nem o descanso fez abrandar o ritmo e a intensidade da formação de S. Miguel. Já mais perto do final do 3º período, a vantagem das insulares chegou a ser de dezassete pontos (53-36), nada que fizesse a equipa da casa baixar os braços.
A meio do derradeiro quarto a diferença entre as duas equipas chegou a baixar para os cinco pontos (61-56), mas seis pontos sem resposta por parte das visitantes matava em definitivo o jogo (67-56). Isto apesar do campeão nacional não ter convertido qualquer pontos nos últimos 2.30 minutos do encontro.
A grande diferença entre as duas equipas esteve na eficácia do lançamento (41.8% vs 27.8%), embora nenhuma delas tenha estado particularmente inspirada nesta área do jogo. As açorianas cometeram mais turnovers (19 vs 14), conseguiram uma ligeira vantagem na luta das tabelas (48-44), mas há que dar muito mérito aos 18 lances-livres conquistados pela conjunto de Torres Novas e o bom aproveitamento que tiveram (83.3%).
Na equipa vencedora, destacou-se um trio formado por Ashley Bruner (18 pontos, 6 ressaltos, 6 roubos de bola e 4 assistências), Tamara Milovac (14 pontos, 9 ressaltos, 3 desarmes de lançamento e 2 assistências) e Felicité Mendes (10 pontos, 9 ressaltos e 5 assistências). Entre as jogadoras de Torres Novas, evidenciou-se Ezzine Kalu, a melhor marcadora do jogo com 25 pontos, a que somou 4 ressaltos e 3 roubos de bola, e ainda, a jovem Mariana Silva, autora de 9 pontos e 14 ressaltos.
Leoas também vencem
Depois de duas derrotas fora de portas, o Sporting CP regressou a casa e às vitórias. O triunfo sobre a Ovarense, por 67-42, colocou as sportinguistas numa situação bem mais confortável na tabela classificativa, integrando agora um grupo de cinco equipas todas com três vitórias. Mais complicada está a vida da formação de Ovar, que passadas sete jornadas ainda continua à procura do primeiro sucesso.
As vareiras ao intervalo, embora estivessem a perder (30-37), mantinham o jogo em aberto. Mas o recomeço da etapa complementar deitou por terra a possibilidade de discutir o jogo até final. Um parcial de 16-2 durante o 3º período, fazia subir a diferença acima dos vinte pontos (53-32), tornado praticamente impossível a reviravolta no marcador. O conjunto de Ovar não esteve nada feliz a atirar de 3 pontos (1/13 – 7.7%), perdeu a luta das tabelas (19/33) e cometeu muitos turnovers (19). No entanto, é costume dizer-se que uma equipa joga aquilo que a outra permite…
A espanhola Arantxa Cea (28 pontos, e 9 ressaltos), essa sim, esteve com a mão quente (10/14 de 2 pontos), tendo sido bem secundada por Bineta Ndoye (22 pontes e 13 ressaltos). A dupla, Ana Raimundo (10 pontos, 4 assistências e 3 ressaltos) e Gabriela Raimundo (12 pontos e 2 assistências) bem remou contra a maré.
Sampaense estreia-se a vencer
Bem perto do final do 1º quarto, a formação de Esgueira perdia pela diferença mínima (11-12) e nada fazia prever o que se passaria a seguir. Sem retirar mérito à defesa do Sampaense, que o teve certamente, a verdade é que os visitantes marcaram apenas dois pontos nos 14.30 minutos que se seguiram. O resultado disparou para 31-13, mas isso não impediu que os esgueirenses fossem buscar o jogo a meio do 4º período (42-40).
E seria novamente através do seu bom desempenho defensivo, parcial de 7-0, que o Sampaense conservaria a liderança do encontro, bem como voltaria a fugir no marcador (49-40), ficando a faltar um minuto para ser jogado.
A dupla formada por Hélder Carvalho (11 pontos e 27 ressaltos), limpou por completo as tabelas, e Diogo Gonçalves (14 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências) esteve muito bem e assumiu o jogo nos momentos decisivos. O atleta Pedro Valente, autor de 20 pontos, foi o melhor marcador do jogo, a que somou 3 ressaltos e 2 roubos de bola.
Jogo emotivo no Barreiro
Com este resultado o conjunto do Barreiro, mantém assim intactas as suas possibilidades de poderem chegar à liderança, basta que vença o jogo que tem em atraso. O confronto entre Estoril Basket e Atlético CP apenas foi decidido nos últimos 10 minutos. A equipa da casa a mostrou-se mais consistente e capaz de gerir curtas vantagens nos instantes finais do encontro (70-62).
Tal como se previa, o encontro que colocou frente a frente Barreirense e SL Benfica B foi equilibrado, teve emoção, e só foi decidido nos último quarto. Embora sem nunca liderar por grandes vantagens, foram os encarnados a liderarem quase sempre o jogo até vigésimo sétimo minuto (36-32). Mas bastaram pouco mais de cinco minutos, graças a um parcial de 9-0, para que o clube do Barreiro desse a volta ao jogo (41-36).
Os encarnados ainda chegaram à diferença mínima (40-41), mas a equipa da casa repetiu o parcial positivo, e disparou em definitivo no comando do jogo (50-40). Restavam menos dois minutos para os benfiquistas tentarem recuperar o comando do jogo, mas não mais conseguiram colocar em perigo a liderança da formação da margem sul.
Kevin Coronel, autor de 16 pontos e 5 ressaltos, foi o melhor marcador do Barreirense, seguido de perto por Daniel Margarido (13 pontos e 3 ressaltos), e com Carlos Sicó (4 pontos e 12 ressaltos) a destacar-se na luta das tabelas. O poste encarnado, Ricardo Monteiro (16 pontos e 7 ressaltos), exibiu-se a bom nível, mas nem com a ajuda de Ricardo Rosa (12 pontos e 4 ressaltos) conseguiu evitar que o adversário o ultrapassasse na tabela classificativa.
Estoril Basket foi mais forte no 4º período
Os primeiros 20 minutos do encontro no Estoril tiveram ligeiro ascendente do Atlético, embora ao intervalo a equipa de Alcântara liderasse por apenas um ponto de vantagem (34-33). No inicio do 3º período, e depois de algumas alternâncias no comando do marcador, as duas equipas estavam empatas a 53. Até final, foi sempre o conjunto do Estoril a estar na frente do marcador, chegou a liderar por seis (63-57) a 3 minutos do final, a mesma que se mantinha passados noventa segundos (65-59). Ganhou por 70-62
As duas equipas mostraram-se pouco certeiras da linha de três pontos, mas de dois pontos a equipa da casa esteve muito assertiva (23/37 – 62.2%). Da linha de lance-livre também não estiveram muito bem, particularmente o Atlético que daí desperdiçou quinze pontos (19/34 – 55.9%).
Na equipa vencedora, Cândido Jorge (18 pontos e 8 ressaltos) e Rodrigo Chapelas (7 pontos e 10 ressaltos) foram decisivos para que o Estoril Basket somasse a sua 3ª vitória e iguala-se na classificação o seu adversário. Sérgio Ramos, autor de 28 pontos, foi o melhor marcador do jogo, mas nem com a ajuda de Hugo Aurélio (9 pontos e 12 ressaltos) conseguiu evitar o terceiro desaire consecutivo da equipa da Tapadinha.
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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
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