Artigos da Federaçãooo

Liga de emoções fortes

Confira o que pode esperar de cada uma das partidas.

 

15 horas – Vitória SC x Galitos – Barreiro

 

As duas equipas vêm de derrotas na jornada anterior, se bem que o conjunto da margem sul tenha sido superado em casa, mas pelo atual campeão nacional. Os dois triunfos até agora averbados pelo Vitória foram conseguidos perante o seu público, pelo que pretenderá manter-se invicto na condição de visitado. Dos seis jogos disputados pelo Galitos quatro realizaram-se no Barreiro. Uma vitória em Guimarães colocaria a equipa comandada por André Martins com um registo de 50% e valeria o primeiro triunfo da temporada fora de portas.

 

16 horas – Ovarense Dolce Vita x Lusitânia SC

 

A formação de Ovar há duas jornadas que não perde, sendo que na última conseguiu um importante triunfo, na Madeira, frente ao CAB. Os vareiros dão sinais de terem recuperado a sua boa forma e a saída de um dos seus norte-americanos não parece ter provocado instabilidade dentro do grupo do trabalho. Os açorianos ainda procuram a rota das vitórias, num arranque de campeonato conturbado e marcado já por trocas de jogadores. Com mais uma semana de trabalho, veremos se a integração e o entrosamento conseguido pelo técnico José Calabote com os dois novos reforços norte-americanos permite que a equipa do Lusitânia reúna condições para interromper um ciclo negativo de 5 jornadas.

 

18 horas – FC Porto x Basquete de Barcelos

 

Os dragões terão de lidar com o cansaço inerente a uma participação numa competição europeia, se bem que os portistas têm se revelado intransponíveis no Dragão Caixa. Caso não queira eventualmente perder contacto com as equipas da frente, os comandados de Moncho López estão obrigados a vencer um adversário composto por muitas caras conhecidas e com um passado recente ligado ao FC Porto. O Barcelos tem se revelado muito consistente a jogar em casa, e as três vitórias conquistadas nessa condição, permitem que se desloque ao Porto numa situação confortável na tabela classificativa, sem pressão, onde tem tudo a ganhar e nada a perder.

 

18.30 horas – SL Benfica x CAB Madeira

 

A equipa madeirense não se tem dado nada mal a jogar fora da ilha, embora tenha desiludido no passado fim de semana, naquela que foi a sua estreia caseira. Recuperar esse desaire frente ao campeão nacional não se afigura tarefa fácil, mas não faltará ambição e crença entre os insulares para quebrar a invencibilidade dos encarnados. Será mais um teste à regularidade e à consistência dos atuais campeões nacionais, que depois de uma viagem até à Hungria regressam a casa. Bem como que tipo de abordagem será feita pelos benfiquistas neste seu retorno às competições internas.

 

21.30 horas – Maia Basket x UD Oliveirense

 

A formação maiata ainda procura a sua primeira vitória nesta fase regular, uma situação que já motivou uma troca no comando técnico, bem como de jogador estrangeiro. Alterações com o comboio em andamento nunca são desejáveis, embora se espere sempre que a equipa melhore. Mas o confronto com a Oliveirense não será, muito provavelmente, o melhor jogo para os maiataos testarem a sua nova, mas recente, versão. O conjunto de Oliveira de Azeméis tem se revelado muito consistente, é uma das equipas em maior destaque neste arranque de temporada, razão pela qual tem estado sempre nos lugares cimeiros.


União Sportiva memorável

Esta quarta-feira as campeãs nacionais alcançaram o segundo triunfo consecutivo na prova, em casa, diante das francesas do Angers, por 73-69, e assumiram a liderança isolada do Grupo H. Sob a batuta de Ashley Bruner (29 pontos e 14 ressaltos), as açorianas deram um importante passo rumo à próxima fase da competição. 

 

O desafio era enorme, mas a ambição e a determinação das açorianas era ainda maior. Motivadas pela vitória alcançada na Hungria, as campeãs nacionais estavam obrigadas a condicionar o jogo interior das francesas, uma tarefa árdua, mas na qual a equipa portuguesa se saiu bastante bem. A luta das tabelas foi equilibrada, pequena vantagem para as forasteiras (33/37), mas a equipa de S. Miguel mostrou o seu querer e agressividade na luta pela bola no ressalto ofensivo, tendo igualado o seu adversário nesse capítulo (14).

 

Face a uma equipa muito mais alta, o União Sportiva apostou nas armas que dispunha, sendo que a defesa era naturalmente a mais óbvia. O conjunto português forçou as francesas a cometerem 22 turnovers, o que demonstra bem a forma com o Sportiva condicionou os movimentos ofensivos do Angers.

 

Depois de 1º período equilibrado, vantagem para as forasteiras (18-16), a equipa da casa soltou-se no 2º quarto, sobretudo no ataque, com a equipa a mostrar-se muito mais agressiva nas suas ações, com Ashley Bruner a revelar-se um autêntico quebra-cabeças para a defesa das gaulesas. Cinco pontos consecutivos, triplo de Milovac e uma bandeja de Felicité Mendes (15 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências), davam maior expressão à vantagem do Sportiva, mas um tiro de 3 pontos de Egnell fixava o resultado em 41-31 no final da 1ª parte.

 

O inicio da etapa complementar foi complicado para o Sportiva, com os problemas no ataque a refletirem-se nas questões defensivas. Os triplos não caíam, o União perdia muitas bolas sem lançamento, aproveitando o Angers para se colocar à distância de um ponto (49-50) já perto do final do quarto. Uma falta em ato de lançamento para lá dos 6.75 metros valeram três lances-livres que permitiram uma folga um pouco maior para abordar o derradeiro período (53-49).

 

Os primeiros seis minutos do 4º período foram equilibrados, com algumas alternâncias no comando do marcador, mas seis pontos sem resposta, numa altura e que o Sportiva liderava pela diferença mínima (62-61), permitiram à equipa portuguesa cavar um fosso ainda maior (68-61). Faltavam pouco mais de 2 minutos para o termo do encontro, mas o Angers reage e volta a empatar, com um triplo de Murphy, o jogo a 9 segundos do final (69-69). Milica Ivanovic (9 pontos, 3 ressaltos e 3 assistências), ela que acordou com gripe no dia anterior ao jogo, após um pedido de desconto de tempo, volta finalmente a acertar com o cesto (71-69), restavam 8 segundos, com o Angers a cometer um turnover na sua última posse de bola. Felicité fixou o resultado final da linha de lance-livre.

 

A norte-americana Ashley Bruner, ela que só regressou aos treinos no inicio desta semana, esteve novamente em grande, tendo registado números fantásticos: 29 pontos, 14 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola. 

 

 


SL Benfica ganha na Hungria

Os campeões nacionais despertaram para o jogo no 2º período, construíram uma vantagem no recomeço da etapa complementar, e o talento de Daequan Cook fez o resto na parte final do encontro. Os comandados de Carlos Lisboa mostraram-se muito eficazes a lançar ao cesto, souberam tirar partido os tiros de longa distância (11), que somado a um bom desempenho na luta das tabelas, explica a 1ª vitória alcançada pelo Benfica no Grupo B da Fiba Europe Cup.

 

Não foi um inicio de jogo muito promissor para a equipa portuguesa, que muito perto do final do 1º período perdia por doze pontos (11-23). Mas tudo se alteraria até ao intervalo, sobretudo porque os encarnados revelaram uma eficácia ofensiva totalmente diferente. Radic valia pontos nas áreas próximas do cesto, e os triplos, foram 4 no 2º período, começaram a cair, com a subida de rendimento da equipa nacional a ser premiada com a liderança em tempo de descanso (40-38).

 

E seria mais dois triplos consecutivos, desta feita da autoria Wilson, que daria a primeira vantagem ao Benfica nos dois dígitos e uma almofada pontual que dava outra estabilidade à equipa liderada por Carlos Lisboa. Nos 4 minutos finais do 3º período, os encarnados não somaram qualquer ponto, valeu-lhes a diferença pontual conquistada para ainda liderar no final do quarto (58-49).

 

A defesa foi o aspeto mais positivo da entrada do Benfica no último quarto. No ataque, os encarnados continuavam a sentir problemas, e seria o talento de Daequan Cook, com cinco pontos consecutivos, a dinamizar e a valer pontos nas ações ofensivas da equipa portuguesa (63-51). O novo reforço Radic merecia a confiança de Carlos Lisboa para ocupar a posição 5, e, embora discreto, foi muito importante pelo seu desempenho na luta das tabelas, e na forma como ajudou a na defesa a parar os bloqueios diretos da equipa adversária.

 

Sensivelmente a meio do período, o campeão nacional parecia ter o jogo controlado (67-53), mas dois triplos consecutivos por parte dos húngaros, e uma fase menos dominadora da tabela defensiva, criaram alguma apreensão aos encarnados. Mas o melhor do espetáculo de Daequan Cook estava ainda para vir. Mário Fernandes marcava os ritmos do jogo, quase sempre iniciava os ataques com um bloqueio direto, bem dado por dado por sinal por Radic, mas era o atirador ex-NBA que assumia os lançamentos.

 

Com três triplos consecutivos, o último dos quais a 50 segundos do final, Cook matava o jogo (78-61). O americano marcava de todas as formas, a receber e atirar, à saída de bloqueio, após drible no 1×1, claramente a fazer a diferença e valer o primeiro triunfo do Benfica na competição.

 

Os 27 pontos, até pelos momentos em surgiram, conseguidos por Cook foram decisivos, mas seria redundante não destacar as exibições de Jeremiah Wilson (17 pontos e 10 ressaltos), Ivica Radic (14 pontos e 13 ressaltos), importantes na luta das tabelas (43/25), e na eficácia da equipa (21/39 – 53.8% de 2 pontos e 11/20 – 55% de 3 pontos).

 

 


«Basquetebol foi a minha cura»

A paixão que sente por esta modalidade contribuiu para que conseguisse superar o problema e Isabel já só pensa em jogar e desfrutar cada dia que passa. Na próxima jornada, a equipa visita o Benfica.

 

O treino ajudou-a a vencer o jogo mais importante da sua vida? Encara de forma diferente a competição e o basquetebol?

 

Sim, sem dúvida. Infelizmente não pude terminar a época passada e ajudar a equipa a chegar ao playoff, porque era esse o objetivo, mas mais difícil era pensar que poderia não voltar a praticar este desporto que tanto amo e que acabou por me salvar a vida. Durante a quimioterapia, sempre tive todos os cuidados para não adiar nenhum tratamento, não só para o “pesadelo” acabar mais depressa mas, principalmente porque queria começar a época com as minhas colegas, e assim foi, ainda com algumas limitações mas consegui!

A competição é cada vez mais exigente e com tudo o que passei, tenho noção que tenho de trabalhar o dobro para conseguir alcançar a forma física desejada e necessária. O basquetebol sempre foi a minha paixão mas agora é também a minha “cura”.

 

Também na Liga o Lousada está obrigado a ser persistente. O que tem faltado à equipa para que pudesse ter somado mais vitórias?

 

O nosso trabalho é contínuo. Somos uma equipa jovem, mas que está focada desde o início da época em trabalhar arduamente para nos prepararmos mais e melhor para todos os jogos. Nenhuma equipa nasce equipa sem trabalho diário. As vitórias surgirão fruto desse trabalho.

 

Ainda assim, têm conseguido retirar coisas positivas, mesmo nos jogos em que não conseguiram vencer?

 

Sim, sem dúvida. Há sempre ilações a tirar dos jogos, principalmente dos que se perde. Mas temos conseguido disputar todos os jogos até ao fim e com muitas coisas positivas.

 

O facto de já terem perdido alguns jogos nos momentos decisivos teve algum tipo de impacto negativo da equipa? E o que faltou ao grupo para ser mais forte nesses períodos em que a pressão aumenta?

 

Ninguém gosta de perder e nós não somos exceção. Mas temos de aprender com as nossas falhas, com os erros e ter a capacidade de os corrigir. No entanto, nos momentos de pressão falta-nos alguma experiência. Mas acredito que tudo isso mudará, pois somos uma equipa determinada, consciente dos seus objectivos e que trabalha diariamente para os alcançar.

 

Deslocam-se a Lisboa na próxima jornada para defrontar o SL Benfica. Preparadas para parar o jogo interior do Benfica? E se a Joana Ramos vai merecer atenções especiais?

 

Sem dúvida que o jogo interior do Benfica e a boa forma da Joana Ramos são uma preocupação nossa e merecem uma atenção especial, assim como todas as outras atletas do Benfica. Mas estamos a trabalhar na melhor forma de anular os pontos fortes do Benfica, e assim tirá-los da zona de conforto.

 

A percentagem de lançamento de dois pontos tem sido um problema recorrente nos vossos jogos. Destacaria mais alguma área do jogo em que o Lousada está obrigado a melhorar de forma a aumentar as suas possibilidades de somar a sua segunda vitória no próximo sábado?

 

Temos noção que temos muito a melhorar, em todas as áreas do jogo. O trabalho é contínuo e nunca estamos satisfeitas. Por isso, vamos continuar a trabalhar porque somos uma equipa que quer sempre mais e mais. 


“Inteligentes e tentar explorar a nossa rapidez”

Na antevisão do jogo marcado para esta quinta-feira, às 21h00, no Dragão Caixa, e com transmissão em direto no Porto Canal, Seth Hinrichs destacou a disciplina tática e a elevada estatura do adversário, se bem que reforce a ideia que jogar no Dragão Caixa “não é fácil para nenhum adversário”.

 

Tal como os portistas, o ZZ Leiden também perdeu na ronda inaugural, frente ao Frankfurt Skyliners (58-63), na Alemanha. Os dois conjuntos procuram somar a sua primeira vitória, mas o norte-americano acredita que os dragões aprenderam com os erros e o fator casa será importante no desfecho do jogo. “Sabemos que eles têm uma boa equipa, que são bons tacticamente e bastante atléticos. Vai ser um jogo competitivo e esperamos ter aprendido com os erros que cometemos no primeiro jogo, fazendo uma boa exibição e procurando chegar à vitória. Jogamos em casa e queremos vencer. Jogar no Dragão Caixa não é fácil para nenhum adversário”.

 

Naquele que será o primeiro jogo europeu de basquetebol da história do Dragão Caixa, Seth Hinrichs explicou parte da estratégia azul e branca definida para este encontro, embora o mais importante seja a ambição e a determinação que existe entre o grupo de trabalho. “O ZZ Leiden tem uma elevada média de alturas, por isso temos de ser inteligentes e procurar explorar a nossa rapidez de movimentos, de forma a desestabilizar a defesa deles. Sabemos que eles são fortes tacticamente e será um jogo difícil para nós, mas estamos muito motivados para este jogo e vamos dar tudo para o conseguirmos vencer”.


«Vontade e empenho»

Uma causa onde impera a vontade, muito trabalho e afinco. No último fim de semana os vascaínos saíram da jornada dupla com motivos para sorrir, pois venceram os dois jogos, mas esta semana enfrentam o Illiabum, uma equipa que ainda não perdeu. “Sei que os meus jogadores vão estar a um grande nível nesta partida”, afiança o técnico. O encontro disputa-se às 21 horas, no Parque das Camélias. Nos anexos desta noticia pode ler a entrevista do novo treinador da equipa sénior do Vasco da Gama.

 

 

Consegue-se explicar por palavras o que faz do Vasco da Gama um clube tão especial?

 

Os adjetivos podem ser poucos para classificar o clube. Mais do que um clube, o Vasco da Gama é uma casa para muitos. Tem caraterísticas muito próprias além da grande história do clube. Quem é da casa não está no “Vasco” apenas nas horas de treino ou jogo. Chega antes um bom bocado porque gosta de falar com as suas “gentes” e são esses detalhes que tornam os adeptos tão únicos. Vive-se de outro modo e com outra intensidade. Com menos condições, mas com muito afinco.

 

O que o fez regressar ao clube e prescindir de trabalhar numa equipa que compete na LPB?

 

A vida de treinador é feita de ciclos… Após 3 anos de sucesso no Vitória de Guimarães, onde tive o prazer de lutar e ganhar títulos, bem como trabalhar ao lado do meu amigo Fernando Sá, defini que estava na altura de assumir um projecto diferente. Liderar uma equipa numa divisão tão competitiva como a Proliga estava dentro dos objetivos que tracei e conseguir fazê-lo na casa que me viu nascer tornou tudo ainda mais especial, ainda por cima liderando um grupo de jogadores em quem confio plenamente. Tenho muito a agradecer ao clube por me ter feito crescer ao longo de 15 anos e acreditei que num momento de mudança no clube era a minha vez de dar o meu melhor e tentar trazer o “Vasco” aos voos de outros tempos, afirmando o clube como uma força da competição que disputamos.

 

Acredita que esta equipa irá permitir colher os frutos do bom trabalho realizado na formação do clube com uma geração de jogadores?

 

Acredito acima de tudo que lidero um grupo de jogadores que estão dispostos a morrer em campo pelo clube e pela amizade que têm uns pelos outros. Sabemos que somos uma equipa que tem que evoluir e ir ganhando experiência devido à exigência que o campeonato nos coloca. A equipa é jovem, teve o regresso de alguns jogadores que tinham imensa vontade em ajudar o clube… A mudança é significativa em relação aos últimos anos e sabemos que leva algum tempo até as rotinas ficarem todas adquiridas numa equipa jovem. Sabemos as nossas limitações e tentamos torná-las numa força. Mas acredito que esta equipa vai representar o emblema da melhor maneira e que vai dar muitas alegrias aos adeptos.

 

Qual foi o segredo para que a equipa tivesse sido capaz de vencer dois jogos, à pele, no passado fim de semana?

 

Acima de tudo a vontade e empenho. Os jogadores foram capazes de cumprir o planeado em grande parte do tempo dos jogos com uma entrega tremenda e lutar em cada minuto. Em parte é isto que nos define e que sempre definiu o Vasco da Gama. Nunca desistir do jogo e lutar sempre acima das forças.

 

O desafio do próximo fim de semana é de elevado grau de dificuldade. De que forma terá de se apresentar o Vasco da Gama para conseguir impor a primeira derrota da temporada ao Illiabum?

 

Teremos que nos apresentar do mesmo modo que temos vindo a fazer nos últimos jogos… Com uma vontade tremenda e com a crença de que este é um jogo que também queremos ganhar. Sabemos do poderio da equipa do Illiabum… Sabemos que existem grandes diferenças de orçamento que se traduzem no plantel dominado com jogadores experientes e que estamos a jogar contra uma equipa que poderia estar a disputar a LPB. Mas também sabemos que jogamos em casa e que não iremos facilitar a vida a ninguém. Temos noção do que o Illiabum irá procurar no jogo e sei que os meus jogadores vão estar a um grande nível nesta partida.

 

A equipa de Ílhavo foi claramente construída e pensada para regressar já este ano à LPB. Ainda assim, que pontos fortes, ou caraterísticas, destacaria no conjunto de Ílhavo, e que fazem dela, muito provavelmente, aquela que reúne mais condições para dominar a Proliga?

 

O Illiabum tem uma equipa alta, experiente e cheia de talento. É muito bem liderada pelo Ricardo e irá certamente fazer um excelente campeonato. A experiência conta muito neste campeonato e o Illiabum tem todos os condimentos para atingir as metas por eles traçadas.


«Honrar o clube e a cidade»

A equipa debateu-se com problemas no início da época, próprios de quem se estreia num escalão superior, mas que estão a ser ultrapassados.

 

A equipa do Eléctrico FC alcançou no passado fim de semana, nos Açores, a sua primeira vitória na Liga, um objetivo que só foi cumprido passados seis jogos. “A equipa não estava a ficar intranquila. Todas as derrotas serviram de lição mas sabíamos que mais tarde ou mais cedo iria aparecer a vitória. Trabalhámos no duro e sabíamos que em algum momento seriamos recompensados.”

 

Analisando os resultados anteriores da formação alentejana, salta à vista os pontos marcados pelos adversários. Um problema que André reconhece existir, mas que este resultado positivo vem comprovar que está a ser trabalhado. “Concordo que temos tido alguns problemas no capítulo defensivo, mas mais uma vez temos trabalhado para resolver isso. Tal como para todos os défices que a equipa possa ter e o resultado foi a primeira vitória no campeonato.”

 

Na maioria dos jogos a equipa não têm sido capaz de se mostrar consistente na forma como joga durante os 40 minutos. Sendo que nalguns casos isso tornou-se fatal na parte final dos jogos. “Não considero inexperiência de competir a este nível, temos jogadores muitíssimo experientes, Mario Jorge, Ecky Viana, Josimar Cardoso, Dilson Camacho, não acho que o problema seja esse. Falta de líder esta equipa nunca teve, além de termos um capitão de equipa como nunca tive em todos os anos que jogo basquete, o Mário Jorge, sempre tivemos o Tiago que é mais um jogador experiente com uma excelente capacidade ofensiva e assume o jogo sem qualquer problema, temos um grande talento ofensivo. O que nos condicionou nos jogos que perdemos na parte final foi a falta de adaptação uns aos outros, o Eléctrico joga há muito tempo com os mesmos jogadores e este ano vieram jogadores novos, com novos pensamentos e novas maneiras de jogar, a adaptação leva o seu tempo mas acredito que já estamos quase lá.”

 

Na opinião do atleta, a vitória conseguida na ilha Terceira é o resultado de um trabalho de continuidade. “Não se trata de melhorias, trata-se sim de trabalho, união e confiar uns nos outros e no excelente trabalho do treinador. Defendemos de forma agressiva, no ataque rodámos a bola, jogámos simples e acima de tudo jogámos o que sabemos. Assim vai ser difícil ganhar à nossa equipa.”

 

Miguéns não tem dúvidas que a equipa tem potencial para continuar a crescer, e que ainda dará muito que falar durante esta temporada. “Tem toda a margem para evoluir, foi só uma vitória… O campeonato é longo e o Elétrico vai vingar e vai ser uma equipa a temer. Vamos regressar fortes e vamos honrar o grande clube e a grande cidade que é Ponte de Sor.”


Carla Nascimento volta ao ativo

A portuguesa foi uma das heroínas na subida das espanholas do Al-Qazares à Liga Feminina de Espanha há dois anos, mas entretanto o clube foi despromovido ao segundo escalão (a Liga Feminina 2), onde se encontra a jogar na presente temporada. Carla vai render a espanhola Mariona Martín, vítima de uma grave lesão no joelho direito, que muito provavelmente a levará a parar entre 6 a 8 meses. 


«Demonstrar a minha qualidade»

Pode ocupar qualquer uma das posições de base, pelo que se torna ainda muito útil nas rotações do perímetro e papel de líder dentro do campo. Numa entrevista ao site do clube, Novak quer ajudar a equipa vencer jogos, acredita que ela poderá fazer melhor do que na última temporada, até porque considera que é capaz de bater qualquer adversário. Mas para chegar longe, a Ovarense tem que somar triunfos, e o jogo com o Lusitânia, já este sábado pelas 16h00, mais ainda por ser em casa, é uma boa oportunidade para dar continuidade ao ciclo de vitórias.

 

Como tem sido a sua adaptação ao clube e ao país? Agrada-lhe estar em Ovar?

 

Chegar e adaptar-me a Ovar e à Ovarense foi muito fácil para mim. Toda a gente me ajudou muito e foram muito amigáveis comigo. Eu posso logo dizer que a Ovarense é como uma família, todos os meus colegas e elementos do staff receberam-me bem e fizeram de tudo para eu me sentir confortável. Eu gosto muito de Ovar e do Furadouro, ambos são bonitos cada uma da sua maneira, são ótimos lugares para se viver.

 

Quais são os seus objetivos nesta etapa em Ovar?

 

O meu grande objetivo ao vir para cá é fazer uma boa época com a equipa e ajudar o clube a ir mais longe do que foi o ano passado. Contaram-me como foi emocionante o playoff da época passada, quero participar em algo assim e se possível ajudar a equipa avançar mais. Individualmente quero fazer a minha parte para ajudar, contribuir com um pouco de “faísca” para ganharmos jogos e demonstrar a minha qualidade a este nível.

 

Do campeonato, já conhecia alguma equipa ou jogador? E do que já teve oportunidade de ver, o que pensa?

 

Já conhecia algumas coisas da liga, conheço alguns jogadores que jogaram aqui no passado. Penso que é uma boa Liga e uma competição que respeito muito. Até ao momento tenho desfrutado muito da competição.

 

Relativamente ao próximo jogo, frente ao Lusitânia dos Açores, qual a sua antevisão?

 

Neste jogo com Lusitânia não podemos falhar.Vimos de duas boas vitórias e queremos continuar com o nosso bom momento. Não há jogos que possamos facilitar, especialmente em casa perante os nossos adeptos que muito respeito, por isso vamos sair para o campo com intensidade e mostrar que somos a melhor equipa.

 

Até onde pensa que pode ir a Ovarense Dolce Vita?

 

Penso que a Ovarense Dolce Vita pode ir muito longe. Somos uma equipa equilibrada e que trabalhamos no duro, eu estou confiante que podemos ganhar a qualquer equipa da Liga!


Prolongar o sonho

Um resultado que não deve colocar nas nuvens o campeão nacional, mas que deverá tornar ainda maior a sua ambição. As açorianas recebem agora o outro líder do grupo, o UFAB 49, que na 1ª jornada bateu, em casa, após prolongamento, as belgas do Namur por 88-84. Será o primeiro jogo europeu disputado na ilha de S. Miguel, que em caso de vitória das açorianas colocaria a equipa muito bem encaminhada na competição. O primeiro jogo serviu para mostrar que é possível, que vale a pena acreditar e trabalhar, se bem que do lado oposto irá estar um conjunto francês com muita qualidade e profundidade no seu plantel, formado na sua grande maioria por atletas com experiência de competirem a este nível ou superior.

 

Uma das grandes contratações do UFAB 49 para esta temporada foi a poste lituana, nascida em Nova Iorque, Sofija Aleksandravicius. Trata-se de uma jogadora interior, 1.92 metros, com uma grande presença no ressalto e, apesar da sua curta experiência europeia, já competiu na Euroliga e Eurocup. Formada na universidade de Davidson (NCAA), Sofija adquiriu a nacionalidade lituana através dos seus avós e confessa que espera uma chamada à seleção lituana. Depois de um ano Vilnius, 6.3 pontos e 4 ressaltos na Euroliga, a atleta representou na época transata o Namur (12.4 pontos e 8.5 ressaltos), precisamente o primeiro adversário da equipa francesa na competição. Esta época já começou a demonstrar a sua regularidade ofensiva, e somou 15 pontos e 10 ressaltos frente à sua ex-equipa.

 

Sofie Hendrix é uma internacional belga, 1.87 metros, e uma das principias referências da equipa. Durante a 2ª fase de qualificação para o Eurobasket 2015, Sofie registou médias  de 11.2 pontos, 6.5 ressaltos e 1.2 assistências nos seis jogos disputados pela seleção belga. Estamos a falar de uma atleta com enorme experiência internacional, mesmo a nível de clubes, já que em 2014, na Eurocup Feminina, terminou a competição com números muito interessantes: 15.8 pontos e 9.5 ressaltos. Para além de ser de uma grande utilidade na luta das tabelas, tem um talento natural para marcar pontos, como prova a marca de 36 pontos obtida, em 2014, frente ao TSV Wasserburg. No jogo de estreia converteu 18 pontos, capturou 7 ressaltos, provando que foi uma excelente contratação do Angers.

 

Não é a única internacional desta formação de Angers, já que conta no seu plantel com a poste canadiana Lizzane Murphy. Ela que contribuiu este verão para que o Canada conquistasse pela primeira vez na sua história, derrotou os EUA na final, a medalha de ouro dos jogos Pana-Americanos (9 pontos e 3.4 ressaltos). Estamos a falar de uma atleta que já passou por várias Ligas europeias, Finlândia, Lituania, Eslováquia, Polónia e este ano francesa. Vai na sua terceira temporada ao serviço do UFAB 49, no seu currículo conta com presenças na Euroliga e Eurocup, e é mais uma jogadora experiente (31 anos), 1.83 metros, que acrescenta qualidade à equipa como ficou demonstrado no jogo de estreia (11 pontos e 6 ressaltos).

 

Outra das grandes figuras desta equipa francesa é Elisabeth Egnell, 1.86 metros, uma referência da seleção sueca. Esteve presente no último Eurobasket Feminino e registou medias de 8.8 pontos e 2 ressaltos. É uma atleta com muito talento ofensivo, que pode marcar dentro ou do perímetro, embora seja uma mais-valia no capitulo do ressalto. Tem experiência das competições europeias, uma vez que entre 2009 e 2014, ao serviço do Norrköping, participou na Eurocup com números muito positivos: 15.6 pontos, 8 ressaltos e 2.5 assistências. Na última temporada competiu na Liga húngara, representou o PINKK-Pecsi, continuando a demonstrar que gosta de ter a bola nos momentos de decisão. Na 1ª jornada frente ao conjunto belga registou 12 pontos, 4 ressaltos e 2 assistências.

 

Muitas estrelas, mas que terão de provar dentro do campo que são mais fortes. O Sportiva poderá beneficiar do facto de não ter competido este fim de semana na LFB, mais tempo para recuperar, para trabalho de scouting, para se focar apenas neste encontro. Um adversário que se destaca pelo seu jogo interior, pelo seu desempenho no ressalto ofensivo, pela sua capacidade de intimidação, com talento para fazer pontos no ataque, mas que certamente terá pontos fracos a serem explorados pelas campeãs nacionais.


Ronda europeia no Dragão

Um momento importante para o FC Porto e para o basquetebol nacional, pois significa o regresso às competições internacionais de mais um clube português. Depois da estreia muito positiva, faltou a vitória, os dragões defrontam agora o clube holandês ZZ Leinden, que foi igualmente batido, na Alemanha, pelo Fraport Skyliners (58-63), na 1ª jornada do Grupo G da Fiba Europe Cup. Um jogo importante para as aspirações dos azuis e brancos na competição, pois é sabida a importância de vencer os jogos caseiros, mais ainda quando do outro lado está um adversário que procura igualmente o seu primeiro êxito na prova.

 

A grande estrela da companhia é o internacional holandês Worthy De Jong, ele que marcou presença no Eurobasket disputado no passado verão, com uma média de utilização muito perto dos 22 minutos, em que registou 9.4 pontos e 4.6 ressaltos. Não é muito alto, 1.94 metros, nem tão pouco mais forte, e muito menos um atirador temível, mas destaca-se pela forma como entra no ressalto ofensivo, como defende, rouba bolas, e muitos outros aspetos do jogo que não são possíveis de colocar em dados estatísticos. Já foi por duas vezes campeão da Liga Holandesa ao serviço desta equipa (2011 e 2013) e no jogo disputado em Frankfurt deixou a sua marca ao contabilizar 22 pontos e 4 ressaltos.

 

Mohamed Kherrazi nasceu em Marrocos, mas é outro internacional holandês que faz parte do plantel do ZZ Leiden. Esteve igualmente presente no Eurobasket 2015, embora o seu contributo e o seu papel tenham sido bem mais discretos durante o evento. Ainda assim participou em 5 jogos tendo registado médias de 16 minutos de utilização, 2 pontos, 1.2 ressaltos e 1 assistência. Mas o seu desempenho foi totalmente diferente durante a fase de apuramento, 22 minutos de média, tendo tido um papel importante no sucesso da Holanda na caminhada até ao Eurobasket. O melhor defensor da Ultima edição da Liga holandesa, é um jogador não muito alto, 2.01 metros, para as posições interiores, mas compensa com energia, e através da forma destemida como aborda qualquer desafio. Não sendo propriamente um talento ofensivo, será um jogador a ter em conta, até porque funciona como um excelente complemento em funções mais discretas.

 

Por dois anos consecutivos, Hieronymus Van der List, foi distinguido como o jogador que mais evoluiu na Liga holandesa, tendo sido inclusive o MVP do All Star Game na época de 2013-14. Por três vezes, a última das quais em 2014, venceu o concurso de afundanços. Distinções que convenceram o ZZ Leiden a contrata-lo no verão de 2104. Internacional sénior, e participou em dois jogos de apuramento, um deles frente a Portugal, para o Eurobasket 2015. 15 pontos e 7 ressaltos

 

Depois de se ter formado em Cal Poly Poloma, em 2014, Derron Scott juntou-se à equipa Providence Sky Chiefs da American Basketball Association (13.1 pontos em 13 jogos). O bom desempenho deste norte-americano valeu-lhe um contrato, em Janeiro de 2015, com o clube neozelandês Nelson Giants. Em 19 jogos, Derron, teve médias de 16.1 pontos, 3.3 ressaltos e 3.2 assistências. Não deu nas vistas na jornada inaugural, 2 pontos e 2 assistências, esperemos que continue neste registo na próxima quinta-feira.

 

O norte-americano Eric Stutz, famoso pelos seus lenços na cabeça, foi um dos atletas mais reconhecidos da universidade de Eastern Kentucky. Na sua última temporada ao serviço desta universidade registou médias de 15.6 pontos, 5.7 ressaltos e 2.4 assistências. Números muito interessantes, mas que ainda se tornam mais se tivermos em consideração a sua eficácia nos lançamentos de campo (60.9% de 2 pontos e 47.2% de 3 pontos). Certamente que ainda estará num processo de adaptação ao basquetebol europeu, pelo que será desejável que demore mais algum tempo a consegui-lo esta época.

 

Thomas Koenis é mais um internacional holandês que faz parte do plantel ZZ Leiden. Um poste de 2.11 metros que participou na fase de qualificação para o Eurobasket 2105. Nos cinco jogos em que participou teve média de 6.6 pontos e 4.2 ressaltos. Já conta no seu currículo com experiência de provas europeias, uma vez que em 2014 representou o GasTerra Flames na EuroChallenge e regisotu médias de 7.5 pontos e 4.2 ressaltos. No encontro de abertura frente aos alemães, foi utilizado quase 19 minutos e somou 6 pontos e 7 ressaltos.

 

O ZZ Leiden perdeu por apenas cinco pontos frente à forte equipa do Frapot Skyliners, num encontro em que o treinador holandês se mostrou satisfeito no final do encontro com o desempenho da sua equipa. Queixou-se apenas de alguns cestos fáceis desperdiçados, mas reconheceu mérito à defesa adversária na forma como condicionou e contestou todos os tiros.


“Foi o basket que me salvou a vida”

ISA BOM REGRESSO!

 

A atleta do CAB Madeira, Aleighsa Welch, conquistou a distinção para MVP Global da ronda do passado fim de semana da LFB. Já a atleta portuguesa mais valiosa, foi Inês Veiga, que atua no Olivais/UrgiCenter-SAN, e a que se destacou entre as mais jovens foi Maianca Umabano, atleta do GDESSA-Barreiro. No anexo desta noticia poderá ainda consultar os melhores cincos da jornada, bem como os máximos individuais registados no passado fim de semana.

 

 


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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