Artigos da Federaçãooo

Águias e dragões triunfam

Os terceirenses vinham de um resultado positivo, mas os jovens encarnados dominaram o jogo desde a bola ao ar. No jogo disputado no Dragão Caixa, a equipa da casa somou a sua primeira vitória da fase regular do campeonato da Proliga, isto depois de bater o Esgueira/OLI por 70-60. Com este resultado, o Dragon Force igualou o seu adversário na tabela classificativa, embora só na 2ª parte os portistas tenham confirmado a vitória.

 

O Esgueira deslocava-se ao Porto motivado pelo triunfo alcançado na jornada anterior e com o objetivo de se manter na frente do seu adversário. Um objetivo que parecia correr bem até ao empate a 15 pontos, a que se seguiu um período mais favorável dos dragões com um parcial de 8-0. Resistiram os esgueirenses a este mau momento, dando mesmo a volta ao resultado no 2º minuto da etapa complementar (33-32).

 

Não se intranquilizou o Dragon Force, que depois de ter recuperado o comando do jogo assumiu em definitivo a marcha do marcador. Nos minutos seguinte a diferença pontual foi se acentuando e a seis minutos do final, os azuis e brancos já dispunham de uma vantagem de dezoito pontos (65-47).

 

A equipa portista mostrou-se mais coletiva nas suas ações ofensivas (18 vs 6 assistências) e teve em Pedro Oliveira (16 pontos, 6 assistências e 4 ressaltos) um base que, para além de controlar o ritmo do jogo, se mostrou anotador. João Gallina (6 pontos, 7 ressaltos e 7 assistências) fez um jogo bastante completo, embora o melhor marcador do jogo tenha sido o atleta do Esgueira, Pedro Valente, autor de 17 pontos. O seu colega André Occhialini registou um duplo-duplo (12 pontos e 12 ressaltos).

 

SL Benfica B dominou sempre

 

Os benfiquistas venceram os 4 períodos, tiraram partido dos 11 triplos convertidos, bem como dos 15 pontos somados da linha de lance-livre, com Ricardo Rosa (15 pontos) a ser o melhor marcador da equipa. Apesar das grandes exibições de Rick Cardoso (26 pontos e 19 ressaltos) e Davis Jarvis (15 pontos, 9 roubos de bola e 7 ressaltos), e de ter dominado o ressalto ofensivo (14), o AngraBasket não repetiu o triunfo da última jornada.


GDESSA soma e segue

Uma entrada muito forte das comandadas de Nuno Manaia cedo lhes permitiu começar a decidir o jogo a seu favor. A equipa do Olivais/UrgiCenter-SAN, ao bater este sábado, em casa, o Sporting CP, por 62-54, somou o seu terceiro triunfo consecutivo na prova. Só nos instantes finais da partida o conjunto leonino cedeu, isto depois de uma 2ª parte em que o domínio do jogo foi repartido.

 

Ao começar o encontro com um parcial de 22-7 durante o 1º período, a equipa da margem sul deu um passo de gigante para prolongar a sua invencibilidade na prova. Se no período seguinte a equipa da casa melhorou ligeiramente a sua produção ofensiva, mantinham-se os problemas para conseguir condicionar as armas atacantes do GDESSA.

 

A diferença pontual foi ganhando contornos cada vez mais preocupantes para a equipa da casa, que sensivelmente a meio do 3º período via o adversário liderar por números muito próximos dos trinta pontos (52-24). O conjunto do Barreiro esteve mais forte nas tabelas, conquistou 20 ressaltos ofensivos, e controlou melhor a posse de bola (14 vs 23 turnovers).

 

A norte-americana Ladondra Johnson teve uma influência decisiva nas áreas próximas do cesto, 16 pontos e 19 ressaltos, sendo que 9 foram na tabela ofensiva, e Márcia Costa (15 pontos, 6 ressaltos e 4 roubos de bola) mostrou, uma vez mais, que é muito útil em vários momentos do jogo.

 

Olivais deu a volta no final

 

Depois de um ligeiro ascendente da equipa da casa durante um grande período da 1ª parte, foram as sportinguistas a assumirem a liderança do encontro no reatamento. Depois do empate a 20 pontos, oito pontos consecutivos permitiram ao Sporting fugir no marcador, que já próximo do final do 3º período chegou à vantagem nos dois dígitos (35-24). Reação das olivanenses, que a 3.12 minutos do final do encontro voltavam a empatar o jogo, desta vez a 53 pontos. Nos últimos 1.45 minutos do encontro, o Sporting não foi capaz de somar qualquer ponto, pelo que há que dar mérito à defesa do Olivais pela forma como garantiu a vitória nos momentos decisivos.

 

A dupla composta por Jasmine Crew (28 pontos) e Brittany Hodges (14 pontos e 14 ressaltos) esteve em muito bom plano, o mesmo sucedeu com Inês Veiga, autora 4 pontos, 14 ressaltos e 6 assistências, contribuindo decisivamente para que o Olivais vencesse a luta das tabelas (42/25). A espanhola Arantxa Cea (20 pontos e 3 ressaltos) foi a mais concretizadora na formação leonina, seguida depois por Telma Fernandes (13 pontos e 8 ressaltos).


Eléctrico alcança 1ª vitória

Numa semana em que o Lusitânia promoveu alterações no seu plantel, troca de dois norte-americanos, a equipa açoriana não conseguiu tirar benefício do fator casa e acabou por perder frente aos alentejanos, num encontro apenas decidido nos 5 minutos finais.

 

E até foi a equipa açoriana a estar primeiro por cima no encontro, tendo mesmo disposto de uma vantagem de onze pontos sensivelmente a meio do 2º período (39-28). Resposta imediata dos forasteiros, que em apenas seis minutos, intervalo pelo meio, conseguiram um parcial de 19-3, passando para o comando do jogo (47-42).

 

Um triplo de Flávio Gomes recolocava os insulares na frente do marcador 56-54, a mesma arma utilizada por Josimar Cardoso para fixar o resultado no final do 3º período em 58-57 favorável ao Lusitânia. O equilíbrio manteve-se nos minutos iniciais do último quarto, mas novo triplo, o primeiro de uma série de consecutivos por parte dos jogadores do Eléctrico, de Josimar Cardoso permitia aos visitantes fugirem na frente do encontro (72-62).

 

Faltavam quatro minutos para o final do encontro, mas desta vez os alentejanos mostraram-se capazes de gerir a vantagem conquistada, não mais permitindo que o adversário se aproximasse no marcador.

 

Os 14 triplos convertidos pelos alentejanos, bem como a eficácia revelada (48.3%), algo que sucedeu igualmente da linha de lance-livre (16/17 – 94.1%), foi determinante para o êxito da equipa de Ponte de Sor. Josimar Cardoso ficou a um ressalto do duplo-duplo (23 pontos e 9 ressaltos), Tiago Pinto (14 pontos, 7 assistências e 6 ressaltos) fez um jogo muito completo, André Miguéns (17 pontos) mostrou os seus dotes de atirador e Eky Viana (14 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências) a sua utilidade.

 

O Lusitânia vai precisar de mais tempo de trabalho, e nem mesmo mais uma prestação muito positiva de Sasa Borovnjak (21 pontos e 11 ressaltos) permitiu aos açorianos saborearem o primeiro triunfo nesta fase regular. Destaque ainda para as estreias de Chance Devante (4 pontos, 5 assistências e 4 roubos de bola) e Quinton Upshur (13 pontos e 8 ressaltos).


Illiabum e Sangalhos não desarmam

Nesta quarta jornada da prova formação de Ílhavo venceu de forma muito convincente o Sampaense, enquanto a equipa treinada por Francisco Gradeço levou a melhor, após prolongamento, sobre o Ginásio. Mais suado foi o triunfo do Vasco da Gama, em Guifões, pois foram necessários dois prolongamentos para se encontrar o vencedor do jogo.

 

Em Ílhavo o triunfo do Illiabum não sofreu qualquer contestação. Os 91-48 que o marcador registava no final começaram a desenhar-se bem cedo, com a equipa a terminar os primeiros 10 minutos com uma vantagem de 17 pontos, que ao intervalo já era de 26. A partir de então resultado avolumou-se e a formação de São Paio de Gramaços não conseguia travar o caudal ofensivo do conjunto da casa.

 

Rafael Wildner (11), Robert Crowford (15), Isaías Insaly (16 e 10 ressaltos) e Augusto Sobrinho (19) ultrapassaram todos a dezena de pontos. No Sampaense Eugénio Silva (16 pontos) foi um dos mais inconformados.

 

Mau arranque

 

O Sangalhos, por sua vez, recebeu o Ginásio e venceu, por 79-75. Apesar de se estar a tornar num especialista nos prolongamentos, o Casino Ginásio não tem sido feliz nos jogos decididos no tempo extra. Este encontro foi mais equilibrado que o de Ílhavo, pois não obstante o mau arranque por parte do conjunto da Figueira da Foz, que no primeiro período marcou apenas 8 pontos (contra os 15 da formação da casa), ao intervalo a diferença era de apenas 7 pontos, mercê de um bom segundo quarto por parte da equipa visitante, tendo melhorado substancialmente a eficácia dos lançamentos.

 

A superioridade do Sangalhos ganhou mais expressão durante a etapa complementar, e atingiu o seu máximo de encontro a 2.30 minutos do final do 3º período (51-38). O Casino Ginásio abanou mas não caiu. Não foram necesários 10 minutos para que o conjunto da Figueira da Foz anulasse a diferença pontual e empatasse a 59 pontos o jogo. Já nos instantes finais do encontro, Joaquim Soares coloca os visitantes no comando (67-66), e André Duarte dispos da possibilidade de poder resolvar o jogo da linha de lance-livre ainda dntro do tempo regulamentar. Com 5 segundos para jogar, converteu apenas o segundo (67-67), e depois de um desconto de tempo, José Costa ainda tentou resolver o encontro com uma bandeja.

 

No tempo extra, o Sangalhos abre com dois triplos consecutivos (73-68) e abre ligeiramente no marcador. Nada que colocasse em pânico os forasteitos que voltariam a empatar a partida a 75 pontos. Acabaria por ser um triplo de Luis Fonte, a 13 segundos do final do prolongamento, que mataria o encontro a favor da equipa da casa.

 

Mauro Santos (14 pontos e 10 ressaltos) e Duarte André (17 pontos) foram dos elementos mais esclarecidos no Sangalhos; Nuno Pereira (16 pontos e 9 ressaltos) e José Costa (19 pontos) fizeram de tudo para que o resultado fosse outro.

 

Equilíbrio dita prolongamentos

 

Vasco da Gama e Guifões protagonizaram um interessante duelo, muito equilibrado, decidido apenas ao cabo de dois prolongamentos, com vascaínos a saírem com os dois pontos da vitória (80-77). Nenhuma das equipas conseguiu grandes vantagens ao longo da partida e ao cabo dos 40 minutos o 61-61 que o marcador registava obrigava a que fossem jogados mais 5 minutos. Mas nem aí a contenda se resolveu, pois quando soou a buzina verificava-se nova igualdade, agora a 67-67. No segundo prolongamento a formação do Vasco da Gama começou com um parcial de 5-0, com um triplo de Ivo Coutinho a dar o mote, uma almofada pontual que viria a revelar-se decisiva para o desfecho do encontro.  

 

José Almeida (16 pontos e 18 ressaltos, 2 assistências, 1 roubo de bola e 3 desarmes de lançamento) acabou por ser o MVP, mas nem com a ajuda de Rodrigo Lima (20 pontos, 6 assistências e 3 ressaltos) conseguiu evitar o desaire da sua equipa. Pelos vencedores, Miguel Toreia (23 pontos) e Paulo Ferreira (15 pontos e 10 ressaltos) estiveram em evidência.


Lombos regressa aos êxitos

Este foi o 4º jogo consecutivo que a formação nortenha disputou na condição de visitante, sendo que só na 2ª metade do 3º período o conjunto de Carcavelos conseguiu assumir o domínio do encontro.

 

Nos primeiros 15 minutos nenhum dos dois conjuntos foi capaz de se mostrar mais forte, um equilíbrio desfeito pelo Lousada, que já perto do final do 1º tempo liderou por dez pontos de vantagem (41-31). Uma vantagem pontual que foi capaz de gerir até à passagem do 26º minuto, altura em que o marcador registava um empate a 49 pontos. Os minutos finais do quarto tiveram sinal mais da equipa  da casa, terminou a vencer 62-54, algo que se prolongou na etapa incial do derradeiro quarto. Depois de chegar à vantagem de dois dígitos (67-57), a equipa liderada por José Leite não voltaria a perder o controlo do jogo, assim como a diferença não mais perdeu esta expressão pontual.

 

A norte-americana Janne Johnson (21 pontos e 5 ressaltos) liderou a marcação de pontos na equipa dos Lombos, com Sónia Reis (11 pontos e 6 ressaltos) a voltar a ser muito útil. Erin Chambers (21 pontos e 3 assistências) igualou o registo da sua compatriota, mas seria Joana Cruz (16 pontos, 10 ressaltos e 3 roubos de bola) a jogadora a evidenciar-se mais na equipa do Lousada.


Ovarense ganha na Madeira

Foi o segundo êxito consecutivo dos vareiros, que assim interromperam um ciclo positivo dos insulares, três vitórias consecutivas, e uma estreia positiva nos jogos caseiros. Os visitantes começaram melhor cada uma das partes, sendo que no derradeiro quarto geriram a vantagem pontual e controlaram bem a reação do CAB Madeira.

 

A Ovarense entrou bem no jogo, mas só nos últimos 4 minutos do 1º período conseguiu construir uma vantagem pontual (21-12). Dois triplos consecutivos convertidos por Fernando Neves (11 pontos e 5 ressaltos) deram o mote para o distanciamento no marcador, sendo que foi dessa mesma forma que a Ovarense abriu o 2º quarto (24-12).

 

O CAB respondeu na mesma moeda, com três “bombas” de longa distância, e um cesto de Diogo Ventura colocava os madeirenses mais próximos da liderança (24-28). Resposta imediata dos forasteiros, que com um parcial de 8-0 repõem a diferença nos dois dígitos (36-24). O intervalo chegou com a formação da casa a aproximar-se ligeiramente no marcador (33-41), mas seria a equipa da Ovar a ir para o descanso na frente do resultado.

 

A eficácia de Raven Barber nos lançamentos de curta e média distância, e os tiros de longa distância de Fernando Neves no reatamento do jogo, fizeram a diferença pontual atingir o seu máximo (57-41), já muito próximo do final do 3º período, depois de mais um triplo este da autoria de Miguel Miranda (5 pontos, 6 ressaltos e 4 assistências). O CAB lutava para reentrar no jogo, responde com 5 pontos sem resposta, mas à entrada do derradeiro quarto já perdia por catorze pontos (47-61).

 

No 4º período, o CAB demonstrou uma agressividade que não tinha revelado até então. Os madeirenses tiveram muita vontade em virar o jogo, a 1.20 minutos do final chegou mesmo a estar a cinco pontos (65-70), mas o bom aproveitamento dos vareiros da linha de lance-livre, não falhou nenhum durante todo o encontro (9), impediu que a vitória tivesse sido colocada em causa em algum momento.

 

A formação de Ovar esteve muito bem a lançar de dois pontos (23/39 – 59%), acabando mesmo por ser o capitulo do jogo que fez a diferença neste encontro. O norte-americano Raven Barber (25 pontos e 6 ressaltos) é o melhor exemplo desse acerto já que concretizou 10 dos seus 12 lançamentos. O jovem Nuno Morais (15 pontos) deu também um importante contributo para o sucesso da Ovarense.

 

A boa exibição de Anthony Hill (20 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências) não impediu o desaire do CAB, que contou ainda com prestações muito positivas de Jorge Coelho (14 pontos e 7 ressaltos) e Fábio Lima (14 pontos, 4 ressaltos e 3 assistências).


CAR Jamor Feminino triunfa

Pelas 12 atletas convocadas do CAR Jamor apresentaram-se em campo 7 atletas do escalão de sub-16 e as outras 5 do escalão sub-18. A equipa do Torres Novas não contou com a presença das suas duas americanas. Foi um jogo bem disputado, com intensidade e equilíbrio no marcador até ao final, e que terminou com o triunfo do CAR por 68-62.

 

A equipa do CAR defendeu campo todo com muita pressão sobre a bola, principalmente no inicio da 2ª parte, no entanto, cometeu alguns erros defensivos em especial na defesa do poste baixo.

 

A equipa trabalhou bem no ressalto defensivo, garantindo posse de bola e saiu bem para o contra-ataque. No ataque, já se notam vários momentos de equipa, com leituras e decisões corretas.

 

Destaque para as duas bases, Ana Ramos e Carolina Rodrigues, que estiveram bem ao nível defensivo e também no controlo do jogo. Boa atitude defensiva por parte de Maria Carvalho e Alice Martins, e ajuda preciosa da Jéssica Garcia nos ressaltos e ajudas defensivas!  

 

O caminho deste grupo de trabalho ainda agora começou. Muitas horas de trabalho lhes esperam para se aperfeiçoarem e continuarem a melhorar o seu jogo.

 

Os parciais: 12-14; 15-15; 18-25 e 17:14  


«Nunca paramos de trabalhar»

“Sabemos que cada jogo é diferente e trabalhamos para conseguir o nosso objectivo”, sublinha a jogadora das insulares.

 

A vitória no passado fim de semana frente ao União Sportiva ajudou o CAB a inverter um ciclo negativo nos confrontos diretos, um estímulo sempre importante para quem quer atingir o sucesso, e chegar ao topo da competição como Joana Lopes Admite no seu discurso. “Apesar de a equipa ser diferente do ano passado, continuamos com expetativas elevadas. Podemos não ter começado da melhor maneira, com a derrota na Supertaça, mas estamos conscientes de que podemos chegar ao topo. Evidentemente, a vitória sobre as atuais campeãs é um acréscimo para a nossa confiança, contudo, estamos cientes dos nossos objetivos e iremos trabalhar para alcançá-los.”

 

Foi imediato o impacto de Cherin Miller na equipa madeirense, uma atleta que já deu provas que poderá ajudar a formação do CAB em várias áreas do jogo, bem como nos dois lados do campo. “A chegada da norte-americana veio combater uma das nossas lacunas, o jogo interior, ela é sem duvida uma referência interior.”

 

Segue-se este fim de semana uma jornada dupla no continente, uma tarefa dura, mas para a qual a atleta diz que a equipa tem soluções e profundidade para que isso não se torne num problema acrescido. “Nunca paramos de trabalhar, sabemos que cada jogo é diferente e trabalhamos para conseguir o nosso objetivo.”

 

O SL Benfica está a fazer um inicio de campeonato bastante interessante. Mas o facto de depender muito de um trio de jogadoras poderá, em teoria, tornar mais fácil definir uma estratégia defensiva. Se bem que a atleta afaste a possibilidade da equipa alterar as suas rotinas defensivas. “Todas as equipas têm as suas referências, o que contribui para a adaptação de um ou outro aspeto defensivo. No entanto, temos os nossos próprios princípios defensivos, que serão sempre a base do nosso jogo.”

 

Já a Quinta dos Lombos não se tem mostrado tão forte neste arranque de campeonato. Uma fase apenas temporária, uma vez que, na opinião da jogadora, o potencial e as condições para lutar por troféus continuam presentes. “Acredito que seja um mau momento, ainda estamos no início da época, a Quinta dos Lombos tem jogadoras com qualidade e será sempre uma equipa que disputará os títulos.”

 

A vitória alcançada na ilha de S. Miguel prova que algo funcionou bem a favor do CAB, pelo que deverá ser mantido por Joana Lopes e restantes companheiras para continuarem a somar resultados positivos. “Como toda a gente sabe, tivemos um inicio de época complicado, com varias lesões (algo que ainda se verifica) que afetaram muito os treinos, prejudicando a construção de uma dinâmica de equipa. Sabemos que ainda temos muito que trabalhar, contudo, já se verifica o princípio de uma identidade no grupo, perfeitamente visível na jornada dupla disputada nos Açores.”


«Jogar no limite»

Depois da vitória no fim de semana, segue-se uma jornada dupla, sábado, às 18h, no Dragão Caixa, com o Dragon Force, e no domingo, às 17.30h, fora de portas, com o Vasco da Gama.

 

Agora que a lesão está ultrapassada, olhando para trás, o que lhe vai na alma e se recorda durante uma época em que teve que acompanhar a equipa do lado de fora?

 

Uma grande alegria por ter ultrapassado uma situação sempre difícil para qualquer atleta. Felizmente a recuperação correu bem e posso novamente ajudar os meus companheiros dentro do campo. Da época passada fica a frustração de me lesionar ainda antes de começar o campeonato, numa altura em que tudo indicava que seria uma excelente época.

 

Certamente que foi um observador previlegiado da equipa da época passada. Quais as principais diferenças que apontaria para a equipa deste ano, até porque, o treinador mudou e é natural que queira implementar a sua filosofia e princípios de jogo?

 

É notório que existem diferenças, sobretudo a nível tático e de princípios de ataque. No entanto, aquilo que nos carateriza enquanto equipa do Esgueira mantém-se inalterado. A intensidade, o trabalho coletivo,  a entrega, esses aspetos continuam, e devem servir como exemplo também para os jovens da nossa formação.

 

Qual a importância, até pela forma como foi conseguida, da vitória obtida na última jornada? E que efeitos poderá ter na equipa?

 

Foi um prémio por nunca termos desistido, embora cometendo muitos erros ao longo do jogo. Deve servir para nos motivar para o duplo desafio do próximo fim de semana que vai ser difícil e vai obrigar-nos a jogar no limite em ambos os jogos.

 

Nesta fase da temporada o que é mais preocupante para a equipa, os pontos sofridos ou as baixas percentagens de lançamento?

 

São dois dados importantes mas não lhes devemos dar demasiada importância.  Estamos no início de um novo ciclo,  existem novas ideias a nível defensivo que temos que assimilar, daí o número de pontos sofridos.

Em termos de lançamento importa perceber que conseguimos criar situações confortáveis para os nossos atiradores. Acredito que em breve as percentagens vão atingir os valores a que estamos habituados.

 

Já esta temporada bateram a equipa do Dragon Force. Qual a estratégia a repetir? E quais os pontos fortes a condicionar na equipa Vasco da Gama no jogo de domingo?

 

Fizemos dois jogos contra o Dragon Force e de um para o outro sentimos evolução do outro lado. É uma equipa jovem e irreverente que joga um basket alegre e agressivo,  para além de nos ir colocar alguns problemas de estatura. Vamos ter que os respeitar e ser muito solidários, sobretudo na defesa e no ressalto.

 

O Vasco é sempre uma equipa difícil,  nomeadamente em casa. Será o segundo jogo contra eles esta época,  e sabemos das dificuldades que nos esperam. Vamos fazer tudo para tentar trazer uma vitória,  até porque certamente o Vasco estará, como nós, na luta pelos 4 primeiros lugares da zona norte da Proliga. Penso que vai ser um jogo com grande intensidade e como é lógico,  espero que o Esgueira seja melhor.


Sportiva em grande

Estreia memorável da formação de S. Miguel na competição, pois mais do que o triunfo diante do Uni Gyor (76-67), ficou a personalidade e a afirmação que o campeão nacional teve durante todo o encontro. Dominou, contra todas as previsões em áreas importantes do jogo, das quais destacamos a luta das tabelas e o domínio no jogo interior. Algo que só foi possível pela forma destemida e agressiva como as açorianas abordaram este jogo inaugural da prova. Muitos parabéns pela excelente imagem deixada do basquetebol nacional.

 

 

Excelente entrada da equipa açoriana, a não acusar a estreia na prova, a conseguir rapidamente construir uma vantagem pontual (11-2). As açorianas mostravam-se muito agressivas nas penetrações, com a dupla Bruner (12 pontos e 6 ressaltos) e Wallace (11 pontos)a destacar-se nessas ações, tirando partido da menor mobilidade, mais altas, das jogadoras húngaras. Depois de um 1º período muito produtivo, o União Sportiva comandava (23-17) e não fossem alguns turnovers (10 na 1ª parte), na grande maioria em situações de contra-ataque, e a vantagem da equipa de S. Miguel poderia ser maior.

 

O Gyor tentava tirar partido das situações de bloqueio na bola, bem como através da exploração do seu jogo interior. No inicio do 2º quarto, conseguiu o empate, a 23 pontos, mas o bom desempenho das açorianas na luta das tabelas (16-13), contrariando receios justificados, e um triplo de Felicité Mendes deu o mote para um parcial de 7-0. O Sportiva não mais perdeu o comando do jogo, mesmo quando os dois conjuntos optaram, nos minutos finais da 1ª parte, por defender zona. Novo triplo de Ivanovic, à entrada do último minuto da 1ª parte, colocava o resultado em 38-29, mas um contra-ataque das húngaras fixava o resulto do 1º tempo em 39-31 favorável às portuguesas. 

 

Na 2ª parte, e apesar de várias vezes ter sido pressionado pela aproximação do adversário no comando do jogo, a equipa açoriana teve a maturidade e consistência para não largar a frente do marcador. A base Felicité Mendes (19 pontos) assumiu o jogo, não só a comanda-lo com a contribuir com pontos, o mesmo sucedeu com Ivanovic (12 pontos, 7 assistências e 6 ressaltos) que acrescentavam mais armas e soluções ao ataque do Sportiva. O final do período chegava (57-46), e o Sportiva sentia que estava numa posição favorável para ter uma estreia de sonho.

 

Nos 10 minutos finais a equipa de S. Miguel manteve sempre o adversário a uma distância confortável, com Bruner a dominar no jogo interior, destemida perante as torres húngaras, e Felicité a marcar muito bem os ritmos do jogo, a controlar muito bem a posse de bola, um triplo importante (64-53). Coletivamente esteve muito eficaz da linha de lance-livre nos momentos finais, e apesar de alguns perdas de bola, a equipa soube defender bem e segurar a vantagem.

 

Individualmente o grande destaque terá que ir para a norte-americana Ashley Bruner (25 pontos e 12 ressaltos) incansável nos dois lados do campo e decisiva a esbater algumas desvantagens, nomeadamente peso e sobretudo altura.

 

Treinador Ricardo Botelho

A nossa equipa entrou muito concentrada e conseguiu defender muito bem. No ataque, arranjou sempre uma boa seleção de lançamentos. Sentimos algumas dificuldades na luta das tabelas devido à maior estatura da equipa adversária, o que nos obrigou a alterar o sistema defensivo da equipa. Penso que foi um bom jogo do União Sportiva numa excelente estreia em competições europeias, mas não ganhamos nada. Ganhamos apenas um jogo.

 

Jogadora Shaqwedia Wallace, aka “Q”

Acho que entramos muito bem no jogo, agressivas e confiantes. Tivemos alguns momentos menos bons, mas conseguimos recuperar o manter o controlo do jogo.

Além disso, todas as jogadoras fizeram a sua parte, contribuindo para a vitória.


Poderia ter sido diferente..

Se durante a 1ª parte os benfiquistas estiveram por cima no jogo, valendo-se do seu bom desempenho ofensivo, na etapa complementar os comandados de Carlos Lisboa sentiram mais dificuldades. Não só porque tiveram que lidar com a qualidade e a inspiração individual do norte-americano James Florence, como também com algumas más tomadas de decisão no ataque e lapsos defensivos, nomeadamente no ressalto defensivo. Certamente que no final do jogo, atletas e equipa técnica sentiram que poderiam ter feito mais e melhor, se bem que a entrega e o desejo de estivesse lá sempre.

 

Os encarnados entraram bem no jogo, sete pontos sem resposta, uma margem que lhes permitiu gerir o encontro até ao empate a 14 pontos. O Cibona chegou mesmo a conseguir dar a volta ao marcador (17-14), mas um triplo de Tomás Barroso sobre a buzina colocava novamente o Benfica na frente (24-21).

 

Ofensivamente o campeão nacional ia encontrando soluções para somar pontos, pelo que naturalmente se mantinha na discussão do jogo. Depois de várias alternâncias no comando do marcador, novo triplo de Daequan Cook dava o mote para que fosse o Benfica a terminar melhor a 1ª parte. Os encarnados recolhiam aos balneários com uma vantagem de seis pontos (40-34), e parecia ter o jogo controlado.

 

O 3º período foi completamente dominado pelo base James Florence, sendo sempre um quebra cabeças para a defesa benfiquista. O Benfica não conseguia ter tanto sucesso com a sua defesa zona, ainda que a quatro minutos do final período estivesse empatado a 51 pontos. Mas o espetáculo James Florence não parava, e por muito que o Benfica lutasse, que o fez, a inspiração do norte-americano fazia mossa na moral encarnada (55-62).

 

Carlos Lisboa continuava a apostar na sua defesa zona, mas muito mérito para o adversário na forma como circulava a bola e fazia chegar ao interior da zona. A diferença chegou a ser de nove pontos (69-60), nada que fizesse desanimar ou desistir a equipa benfiquista. Apoiados pelo seu público e percebendo que o jogo lhes fugia, os campeões nacionais reagiram como lhes era exigido, e a minutos do final já só perdiam por três pontos (70-73). Seguiu-se então o período mais negro do Benfica, com más decisões ofensivas, traduzidas em turnovers, como na defesa os ressaltos defensivos e os segundos lançamentos castigaram a equipa com um parcial negativo de 7-0. Faltavam dois minutos para o final, sendo que a eficácia revelada da linha de lance-livre, não falhou nenhum dos sete a que teve direito, hipotecou a possibilidade de o Benfica regressar ao jogo.

 

A maior eficácia dos croatas nos lançamentos de curta e média distância (62.1% vs 50%) acabou por fazer a diferença, se bem que as individualidades tiveram igualmente a sua quota parte de responsabilidade no desfecho do jogo. E aí, Cook esteve longe do que já o vimos fazer, mas mesmo assim contabilizou 19 pontos e 7 ressaltos. Destaque ainda para o duo composto por Carlos Andrade (12 pontos, 4 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola) e Cláudio Fonseca (13 pontos e 6 ressaltos), e para Jeremiah Wilson (10 pontos e 7 ressaltos), que passou um pouco ao lado do jogo, mas não por culpa própria…


FC Porto cede na Eslovénia

A derrota por 62-70, ficou sobretudo a dever-se à falta de eficácia da equipa portista no último período do jogo, facto bem aproveitado pelo KRKA para construir uma vantagem pontual que lhe garantiu a vitória neste jogo de estreia do Grupo G da Fiba Euro Cup. Os comandados de Moncho López entraram no derradeiro quarto a perder por três, pena foi que os triplos e as perdas de posse de bola sem lançamento tivessem feito parte do jogo do FC Porto nos momentos de decisão. Uma estreia promissora, em que a equipa portista deixou uma imagem muito positiva do basquetebol português.

 

O FC Porto abordou muito bem a estreia na competição, não revelou nervosismo ou ansiedade neste seu primeiro jogo, e a prova disso mesmo é que a meio do quarto já tinha dobrado a marcação do seu adversário (8-4). O lançamento de longa distância não caía (um triplo apenas marcado em seis tentativas), mas valia a boa presença dos portistas no ressalto ofensivo, 4 neste período, que lhes permitia ter mais lançamentos e oportunidades para somar pontos. O KRKA ainda conseguiu dar a volta ao marcador, mas seriam os dragões a terminar na frente o 1º período (17-15), tirando partido da exploração do contra-ataque (7 pontos).
 
Voltou entrar melhor a formação portista (19-15), mas um triplo de Sinovec deu o mote para a cambalhota no comando. Os triplos começaram a ser um problema para a defesa portista, que após dois consecutivos viam os eslovenos fugir um pouco no resultado (28-21) a meio do período. Contrariamente ao que tinha sucedido nos primeiros 10 minutos, os azuis e brancos começaram a cometer demasiados turnovers, algo que lhes retirou eficácia ofensiva, até porque as percentagens de lançamento também não ajudavam. Valia a boa defesa do FC Porto, e a linha de lance-livre (4 consecutivos) para manterem o jogo fechado (28-25). Mas seriam novamente as bombas (3) dos eslovenos a fazerem disparar o resultado (37-25), uma eficácia que contrastava com a falta de inspiração dos dragões da linha de três pontos (1/9 – 11% vs 6/9 – 66.7%). Já dentro do último minuto da 1ª parte, José Silva e André Bessa finalmente acertaram da linha dos 6.75 metros e encostaram o resultado antes das duas equipas recolherem para intervalo (37-31).
 
A 2ª parte abriu com os triplos a sucederem-se nas duas tabelas, e seriam dois da autoria de Pedro Bastos que aproximavam ainda mais o FC Porto no resultado (42-37). O KRKA continuava a mostrar-se temível nos tiros de três pontos, mas o jovem Pedro Bastos (4/5 – 16 pontos) respondia na mesma moeda, mantendo a diferença pontual inalterável (47-42). Na parte final do quarto, os azuis e brancos reduziram para três a diferença (44-47), mas novo triplo do KRKA deu inicio a um parcial de 7-0, ficando a faltar 2 minutos para serem jogados (54-44). O jogo continuava louco, e sobretudo a ser resolvido no lançamento de longa distância, arma novamente utilizada pelos portistas, mais dois, para voltar a reduzir distâncias (54-50). O 3º período chegava ao fim, com a equipa portuguesa, embora a perder, a ter o jogo perfeitamente em aberto (54-51).
 
O FC Porto entrou mal no derradeiro quarto, cinco pontos sem resposta (2+3), e converteu apenas dois pontos nos primeiros 7 minutos do período (63-53). Repetiram-se algumas situações de perda de bola sem lançamento, a pontaria dos atiradores nesta fase também não foi a melhor, aproveitando o KRKA para construir uma margem pontual passível de ser gerida. Novo triplo de Kastrati (5/7) a 1.48 minutos do final sentenciava o jogo a favor dos eslovenos (66-55).
 
O grande destaque individual vai para a exibição personalizada de Pedro Bastos (18 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos), que com vários triplos importantes deu o mote para várias recuperações pontuais. Coletivamente o FC Porto esteve muito bem na luta das tabela (37-33), tendo mesmo conquistado 19 ofensivos. A diferença neste encontro esteve nas percentagens de lançamento e no número de assistências (25 vs 9), duas áreas favoráveis aos eslovenos.
 
No outro jogo do Grupo G, o Fraport Skyliners bateu o Edge Out ZZ Leiden por 63-58, num jogo em que os alemães comandaram sempre a marcha do marcador, nunca por mais de 9 pontos, mas que seria apenas decidido nos dois minutos finais.
 

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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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