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FC Porto cede na Eslovénia

A derrota por 62-70, ficou sobretudo a dever-se à falta de eficácia da equipa portista no último período do jogo, facto bem aproveitado pelo KRKA para construir uma vantagem pontual que lhe garantiu a vitória neste jogo de estreia do Grupo G da Fiba Euro Cup. Os comandados de Moncho López entraram no derradeiro quarto a perder por três, pena foi que os triplos e as perdas de posse de bola sem lançamento tivessem feito parte do jogo do FC Porto nos momentos de decisão. Uma estreia promissora, em que a equipa portista deixou uma imagem muito positiva do basquetebol português.

 

O FC Porto abordou muito bem a estreia na competição, não revelou nervosismo ou ansiedade neste seu primeiro jogo, e a prova disso mesmo é que a meio do quarto já tinha dobrado a marcação do seu adversário (8-4). O lançamento de longa distância não caía (um triplo apenas marcado em seis tentativas), mas valia a boa presença dos portistas no ressalto ofensivo, 4 neste período, que lhes permitia ter mais lançamentos e oportunidades para somar pontos. O KRKA ainda conseguiu dar a volta ao marcador, mas seriam os dragões a terminar na frente o 1º período (17-15), tirando partido da exploração do contra-ataque (7 pontos).
 
Voltou entrar melhor a formação portista (19-15), mas um triplo de Sinovec deu o mote para a cambalhota no comando. Os triplos começaram a ser um problema para a defesa portista, que após dois consecutivos viam os eslovenos fugir um pouco no resultado (28-21) a meio do período. Contrariamente ao que tinha sucedido nos primeiros 10 minutos, os azuis e brancos começaram a cometer demasiados turnovers, algo que lhes retirou eficácia ofensiva, até porque as percentagens de lançamento também não ajudavam. Valia a boa defesa do FC Porto, e a linha de lance-livre (4 consecutivos) para manterem o jogo fechado (28-25). Mas seriam novamente as bombas (3) dos eslovenos a fazerem disparar o resultado (37-25), uma eficácia que contrastava com a falta de inspiração dos dragões da linha de três pontos (1/9 – 11% vs 6/9 – 66.7%). Já dentro do último minuto da 1ª parte, José Silva e André Bessa finalmente acertaram da linha dos 6.75 metros e encostaram o resultado antes das duas equipas recolherem para intervalo (37-31).
 
A 2ª parte abriu com os triplos a sucederem-se nas duas tabelas, e seriam dois da autoria de Pedro Bastos que aproximavam ainda mais o FC Porto no resultado (42-37). O KRKA continuava a mostrar-se temível nos tiros de três pontos, mas o jovem Pedro Bastos (4/5 – 16 pontos) respondia na mesma moeda, mantendo a diferença pontual inalterável (47-42). Na parte final do quarto, os azuis e brancos reduziram para três a diferença (44-47), mas novo triplo do KRKA deu inicio a um parcial de 7-0, ficando a faltar 2 minutos para serem jogados (54-44). O jogo continuava louco, e sobretudo a ser resolvido no lançamento de longa distância, arma novamente utilizada pelos portistas, mais dois, para voltar a reduzir distâncias (54-50). O 3º período chegava ao fim, com a equipa portuguesa, embora a perder, a ter o jogo perfeitamente em aberto (54-51).
 
O FC Porto entrou mal no derradeiro quarto, cinco pontos sem resposta (2+3), e converteu apenas dois pontos nos primeiros 7 minutos do período (63-53). Repetiram-se algumas situações de perda de bola sem lançamento, a pontaria dos atiradores nesta fase também não foi a melhor, aproveitando o KRKA para construir uma margem pontual passível de ser gerida. Novo triplo de Kastrati (5/7) a 1.48 minutos do final sentenciava o jogo a favor dos eslovenos (66-55).
 
O grande destaque individual vai para a exibição personalizada de Pedro Bastos (18 pontos, 3 assistências e 2 ressaltos), que com vários triplos importantes deu o mote para várias recuperações pontuais. Coletivamente o FC Porto esteve muito bem na luta das tabela (37-33), tendo mesmo conquistado 19 ofensivos. A diferença neste encontro esteve nas percentagens de lançamento e no número de assistências (25 vs 9), duas áreas favoráveis aos eslovenos.
 
No outro jogo do Grupo G, o Fraport Skyliners bateu o Edge Out ZZ Leiden por 63-58, num jogo em que os alemães comandaram sempre a marcha do marcador, nunca por mais de 9 pontos, mas que seria apenas decidido nos dois minutos finais.
 

“Estamos à altura do desafio”

José Silva foi um dos nomes mais sonantes que chegou à cidade do Porto, um internacional que teve de passar por uma fase de adaptação, mas que diz sentir-se cada vez mais integrado e útil à equipa portista. A estreia na competição europeia será um bom teste, na qual os dragões tentarão dar uma imagem positiva do basquetebol nacional. O extremo azul e branco considera que o grupo de trabalho reúne experiência suficiente para competir a este nível, e que estará preparado para o jogo, na Eslovénia, frente ao KRKA Novo Mesto.

 

José Silva integrou-se mais tarde nos trabalhos da equipa, pelo que se viu obrigado a ter que apanhar o comboio já em andamento. Um processo que levou o seu tempo, algo que é perfeitamente aceitável e compreensível. “Ao início foi muito difícil entrar na rotina e no estilo de jogo; é uma filosofia que exige algum tempo de adaptação. Por ter chegado mais tarde, não conhecia a maior parte dos jogadores excepto o Arnette, Queiroz e Bessa uma vez que joguei anteriormente com eles. No entanto, agora já me sinto mais adaptado e a equipa fez com que eu me integrasse. Fui muito bem recebido no clube e deu-me todas as condições para que me sentisse em casa; é com orgulho que o represento.”

 

Acima de tudo está a equipa! Um principio respeitado na equipa do FC Porto, e em que o potencial individual é explorado em prol do coletivo. Uma verdade que se aplica nos dois lados do campo. “O treinador saberá aproveitar ao máximo as características de cada jogador e acima de tudo coloca-las ao serviço da equipa. Essa é a principal ideia de cada um, trabalhar no limite, dar tudo a atacar e sobretudo a defender.”

 

Durante este verão, chegaram muitas caras novas ao clube, e a construção de uma equipa, solidificar rotinas, cimentar processos de jogo, é um processo que exige tempo, trabalho e paciência. Ainda assim, o atleta acredita que os dragões já assimilaram uma base que lhes permita ter um bom desempenho esta quarta-feira na Eslovénia. “Apesar de sermos uma equipa nova, temos jogadores que têm experiência internacional, por isso considero não ser cedo demais. Será uma forma de dignificar e mostrar o basquetebol português. Estamos à altura do desafio.”


«Temos objetivos bem traçados»

E agora, diante dos seus adeptos, o CAB tem como meta prolongar a senda dos resultados positivos.

 

Este seu regresso à Madeira teve o efeito de o fazer “renascer” enquanto jogador. Encontra explicações para que tal tivesse acontecido?

 

O facto de ter voltado a uma “casa” que conheço bem faz com que tenha responsabilidades acrescidas. Sinto que as expectativas em relação ao meu desempenho são altas, e é ótimo poder corresponder e ajudar a equipa. É muito bom quando as pessoas acreditam no teu trabalho e tens a confiança do treinador e da equipa.

 

Finalmente regressam a casa, depois de quatro jornadas a jogar fora da Madeira. Que balanço faz deste período?

 

Não se adivinhava fácil, mas o balanço é positivo. Mesmo com alguns percalços, a equipa manteve-se coesa e conseguimos 3 vitórias fora de casa. É importante que consigamos agora junto dos nossos adeptos prolongar este bom período.

 

Analisando os vossos resultados, é notório as baixas pontuações registadas pelos vossos adversários, já que nenhum deles foi capaz de marcar mais de 70 pontos. Pergunto-lhe se a defesa é o focus principal da equipa? Mas se isso é revelador de algumas dificuldades e falta de talento ofensivo coletivo?

 

Sim, queremos que a defesa seja umas das armas principais da equipa. Nesta fase inicial em que a equipa ainda não se conhece bem, acredito que tendo uma defesa forte teremos mais confiança no ataque. Após esta fase, que ainda é de adaptação, teremos também mais e melhores soluções ofensivas.

 

Julgo que concordará que a equipa da Ovarense está mais equilibrada e com mais soluções esta época. Ainda assim, é da opinião que o maior perigo poderá vir do jogo exterior da Ovarense?

 

Como referiu a Ovarense tem agora mais soluções, sendo uma equipa equilibrada o perigo não é só o jogo exterior, não nos pode distrair das suas outras armas ofensivas, estaremos atentos a todos os níveis.

 

A equipa do CAB é quase toda nova, com muitos jogadores a chegarem esta temporada à Madeira. Mas se lhe pedisse para a descrever, quais seriam os principais atributos e características que lhe apontaria?

 

Somos uma equipa jovem e empenhada, que trabalha sério durante a semana. Procuramos afirmar o nosso lugar na Liga, temos os nossos objetivos bem traçados e pretendemos atingi-los.


Ronda que promete

A deslocação do Vitória SC a Oliveira de Azeméis é um bom teste para os dois conjuntos, bem como a viagem que a Ovarense Dolce Vita irá fazer até ao Funchal para defrontar o CAB Madeira. Será interessante igualmente acompanhar o comportamento de SL Benfica e FC Porto na ressaca dos jogos europeus, bem como perceber se estão preparados para corresponder às exigências de terem que competir a meio da semana.

 

14.30 horas – CAB Madeira x Ovarense Dolce Vita

 

A jornada terá o seu inicio no Funchal, com o CAB a disputar o seu primeiro jogo da fase regular diante dos seus adeptos. A equipa insular vai numa série de três vitórias consecutivas, e tem aqui uma excelente oportunidade de prolongar essa série positiva. O conjunto de Ovar, apesar de se mostrar até ao momento intransponível a jogar em casa, ainda não conseguiu vencer fora de portas. Veremos se é desta que os vareiros contrariam essa tendência.

 

16.00 horas – Lusitânia SC x Eléctrico FC

 

Na Terceira defrontam-se duas equipas que ainda não conheceram o sabor da vitória. O mesmo será dizer que uma delas vai somar o seu primeiro triunfo na competição, que no caso de serem os alentejanos ficaria gravado na história do clube como sendo a primeira obtida no escalão principal da modalidade. Esta será a segunda oportunidade para os açorianos poderem somar um triunfo caseiro, numa fase da temporada em que alguns jogadores parecem estar “obrigados” a mostrar rendimento. Um jogo em que vencerá aquele que lidar melhor com a pressão do momento.

 

17.30 horas – Basquete de Barcelos x Maia Basket

 

Embora atravesse uma fase menos positiva, três desaires consecutivos, o Barcelos já somou dois triunfos perante o seu público. Este encontro representa uma excelente oportunidade para os comandados de João Tiago regressarem aos êxitos, e logo diante de um adversário que luta por objetivos semelhantes. Os maiatos encontram-se na cauda da tabela classificativa, se bem que o calendário muito dificilmente poderia ter sido mais complicado. Esta será uma excelente oportunidade para a equipa da Maia poder aquilatar qual será o seu posicionamento dentro da competição, bem como que tipo de impacto poderão ter as trocas de treinador e norte-americano.

 

18.00 horas – Galitos Barreiro x SL Benfica

 

Naturalmente que o favoritismo pende para o lado dos campeões nacionais. Embora a equipa da casa possa tentar explorar um possível cansaço dos encarnados, isto partindo do pressuposto que o conjunto do Barreiro conseguirá fazer uma exibição a roçar a perfeição. Mais um teste à invencibilidade do Benfica, bem como a capacidade de rotação e profundidade do seu banco, tendo em conta o facto de competir em várias frentes.

 

21.00 horas – UD Oliveirense x Vitória SC

 

Apesar de ter perdido a sua invencibilidade na última jornada frente ao atual campeão nacional, a Oliveirense ofereceu excelente réplica, mostrou-se competitiva durante os 40 minutos, sem esquecer que jogou em casa do adversário. Regressa a casa, onde habitualmente é bem apoiada, e bateu até agora todos os adversários. Se é notória a subida de rendimento dos jogadores da Oliveirense, também é verdade que Fernando Sá, progressivamente, vai contando com mais jogadores, algo que se traduz em mais qualidade, opções e soluções. Falta saber se os patamares de preparação e forma desportiva do conjunto de Guimarães já se equiparam aos da Oliveirense. 


«Voltar à senda das vitórias»

Um objetivo que o grupo pretende alcançar já no próximo encontro, com o Sangalhos.

 

A última jornada não terminou em felicidade para o conjunto da Figueira da Foz, já que foi derrotado, em Esgueira, após dois prolongamentos. E de nada serviram os 23 pontos anotados por Nuno Pereira, que já só pensa regressar aos triunfos. “O único sentimento que temos é a revolta porque deixámos escapar a vitória por duas vezes no mesmo jogo. Isso vai obrigar-nos esta semana a trabalhar ainda mais para conseguirmos voltar à senda de vitórias.”

 

As duas equipas já se defrontaram esta temporada, na Figueira da Foz, com a vitória a sorrir à equipa da casa pela diferença mínima. Como tal, Nuno Pereira já sabe o que esperar do adversário, bem como que tipo de problemas lhe foram colocados durante esse encontro nesse jogo. “O Sangalhos é uma equipa que joga um basquete organizado e que faz um bom scouting da equipa adversária. É também uma equipa com jogadores com alguma experiência de Proliga e que consegue ser consistente durante todo o jogo, pois gosta de controlar o ritmo. Na minha perspetiva são estes alguns dos principais problemas que nos colocaram.”

 

Para o atleta, o jogo do próximo sábado não se limitará a uma batalha entre o jogo interior do Casino Ginásio e o jogo exterior do Sangalhos. “Ambas as equipas estão equiparadas tanto no jogo interior como no jogo exterior, a grande batalha será sim em quem comandará o ritmo do jogo.”

 

Este irá ser o terceiro duelo consecutivo fora de portas, num pavilhão tradicionalmente complicado. Mas nada que altere a forma de abordar o encontro por parte de Nuno Pereira e seus companheiros. “O Ginásio nunca altera o seu estilo de jogo, entramos em qualquer campo sempre da mesma forma e com uma enorme ambição de vencer todos. É evidente que do outro lado está uma equipa bastante forte, com as mesmas ambições e que ainda não conheceu a derrota. Para trazer-nos a vitória para a Figueira da Foz teremos de anular alguns dos seus pontos fortes.”


«Queremos obter bons resultados»

Cláudio Fonseca, um dos jogadores encarnados em melhor forma, acredita que o clube está melhor preparado, não só pela experiência acumulada na última edição da prova, como dos próprios jogadores recrutados para esta temporada. Para vencer o Cibona, o poste aponta a defesa como tendo que ser a base de sucesso, num jogo em que o ritmo terá de ser ditado pelo campeão nacional. O apoio do público poderá ser decisivo, já que o próprio reconhece que foi fundamental em outras ocasiões.

 

Não têm passado despercebidas as boas exibições de Cláudio Fonseca neste arranque de temporada, ele que certamente desempenhará um papel importante na luta perto do cesto frente ao Cibona. O internacional português tem beneficiado de mais minutos de competição, mostrando-se muito mais envolvido na rotação e soluções da equipa encarnada. “Sinto que o bom início da temporada está ligado ao trabalho que realizei durante o verão desde o final da temporada passada, foram muitas horas de trabalho que começam a dar o seu fruto. Sinto que também estou a conseguir aproveitar as oportunidades que me são dadas. Sempre motivado a continuar a trabalhar mais para ser melhor jogador.”

 

É muito provável que a lesão de Fred Gentry afaste o norte-americano desta estreia do campeão nacional nas provas europeias. Nada que pressione o poste encarnado, que apenas pretende corresponder da melhor forma possível aquilo que lhe é solicitado. “O Fred Gentry é um jogador importante na nossa equipa, e a sua ausência faz com que todos os jogadores tenham que dar um passo a frente. Não sinto pressão acrescida para o jogo de quarta feira. Apesar de ser um jogo importante, acho que tenho que entrar no campo da mesma forma que faço nos outros jogos e fazer o meu trabalho o melhor possível e sobre tudo desfrutar do jogo.”

 

O atleta espera poder retirar dividendos da participação europeia da época anterior, pois na sua opinião as principais diferenças estiveram relacionadas com a falta de hábitos de competir a este nível. “A última época foi a primeira vez que fomos à Europa desde que cheguei ao Benfica. Acho que nos faltou mais experiência e competitividade por não estarmos habituados a competir a um ritmo tão alto. Acho que mesmo assim conseguimos bater-nos bastante bem, contra as equipas de topo que defrontámos.”

 

Cláudio considera que este grupo tem mais condições para obter melhores resultados na edição deste ano, que a juntar à maior maturidade, mesmo dos que reforçaram equipa, coletiva, poderá permitir que o clube chegue mais longe n prova. “Este ano já temos mais experiência. Já sabes o que esperar desta competição, o que faz com que os nossos objetivos passem por obter bons resultados nesta prova. Acho que somos uma equipa bastante completa em todas as posições, fomos reforçados com jogadores de grande nível e experiência.”

 

O adversário tem prestigio, se bem que nos últimos anos tenha andado afastado dos grandes palcos do basquetebol europeu. Não é por isso que deixa de ser um opositor complicado, até porque tem um jogo ofensivo muito equilibrado. “O Cibona é uma muito boa equipa, com muito prestigio na Europa mas que tem vindo a baixar o seu rendimento nos últimos anos. Ainda assim acho que temos que esperar um bom jogo, contra uma equipa muito forte em todas as áreas, principalmente no jogo interior com jogadores altos e fortes fisicamente. Tem bons lançadores e jogadores muito experientes no jogo exterior.”

 

Conseguir vencer na estreia de qualquer competição é sempre um passo importante para o sucesso. Não só pelo estimulo positivo que transmite à equipa, aumenta a confiança, como retira pressão para os jogos seguintes. Mas para vencer, Cláudio define algumas linhas orientadoras para que a exibição do Benfica seja coroada de sucesso. “Temos que controlar o jogo desde o inicio e impor o nosso ritmo, e claro, estarmos concentrados e certos na defesa, até porque que acho que será decisiva. Isto sem esquecer o apoio dos nossos adeptos, algo que é sempre muito importante para nós, e que nos motiva sempre. Aproveito para pedir que nos viessem apoiar, quanto mais apoio melhor, de certeza que será um grande jogo de basquetebol.”


«Lutar pelos primeiros lugares»

A jogadora acredita que as açorianas podem fazer um brilharete aproveitando a probabilidade de as restantes equipas subestimarem o valor das campeãs nacionais. A surpresa pode vir daí…

 

Quais são as primeiras impressões da ilha, do clube, e da Liga Portuguesa?

 

São Miguel é uma ilha muito bonita, já tive oportunidade de dar uma volta, conhecer os lugares mais bonitos e um pouco da gastronomia local. Tenho colegas de equipa fantásticas, tanto como os treinadores e as pessoas envolventes no clube. Dado que ainda só tivemos três jogos, visto que o primeiro foi cancelado, ainda não tenho muito a dizer sobre esta Liga, mas as 2 taças que ganhámos foram jogos bastantes competitivos.

 

O facto de o clube participar nas competições europeias foi decisivo para aceitar o convite?

Foi uma grande razão para eu aceitar o convite de vir jogar cá para a ilha. O facto de a equipa ter sido campeã na época passada também foi uma mais valia, e sabia que viria para uma equipa com ambições de voltar a ganhar.

 

Como será o ambiente que o União vai encontrar na próxima quinta feira?

 

Podemos esperar um grande apoio da bancada, e o público vai tentar influenciar e dificultar o jogo, mas não nos podemos deixar afetar por isso. Sendo a primeira vez do clube nestas competições, só temos que entrar nos jogos concentradas, fazer o nosso melhor e aproveitar cada momento desta oportunidade para aprendermos, vermos a qualidade e comparar o nível  das outras equipas. E acima de tudo divertirmo-nos.

 

Uma vez que conhece bem as duas equipas, na sua opinião o Sportiva reúne condições para sair da Hungria com uma vitória? Quais os principais cuidados a ter para que isso venha a acontecer?

 

Na minha opinião a equipa húngara tem atletas bastante disciplinadas e que lançam bem, mas por outro lado o Sportiva tem uma equipa mais rápida, agressiva e com diferentes opções de ataque. Para ganhar o jogo precisamos de ser bastante ofensivas, fazer muitos contra-ataques, bloquear, ganhar ressaltos e encontrar a melhor opção de lançamento. Tudo isto de nada adianta se não estivemos concentradas e comunicarmos bem na defesa.

 

A equipa do Gyor reforçou-se com jogadoras experientes de qualidade, num claro reforço do seu jogo interior. Será essa principal arma ofensiva do Gyor?

 

Estou convicta que o motor daquela equipa é a base. Seguramente que vão tentar jogar bastante com os postes para poderem abrir o tiro exterior. Jogam muito o pick-n-roll sobretudo com a base.

 

Com a experiência de já ter participado na Eurocup Women, e olhando para o grupo, quais as possibilidades do União Sportiva chegar à fase seguinte? E se consegue classificar as equipas do grupo em termos de valia?

 

Todas as equipas no nosso grupo são boas e com alguma experiência nas competições europeias. Considerando que e a primeira vez do clube a participar nestas provas, é provável que as outras equipas nos subestimem um pouco. Devemos usar isso a nosso favor, e sinceramente acredito que podemos lutar por um lugar na próxima fase.

Conhecendo as outras equipas, e as Ligas que jogam, apostaria na equipa francesa como a favorita, seguido da equipa húngara depois a belga. Mas como já tinha referido antes, temos grandes probabilidades de lutar pelos primeiros lugares.


Casa do Benfica de Palmela bate Salesianos Évora

 

Um jogo coletivo com o domínio nas tabelas, transições rápidas e uma eficaz zona press, garantiram a liderança no marcador logo desde o início. Destaque para Alexandre Veiga, ex-Benfica, e André Agipa, ex-Barreirense, com 17 e 11 pontos convertidos, respetivamente.

 

O Totalsport/Casa do Benfica de Palmela segue em terceiro lugar do grupo Sul A da primeira fase do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Masculina de basquetebol.

 

Resultados da 1.ª jornada:

AnResende/AEUniv.Évora, 53 – Seixal HP, 76

ASC/BVRM/T.d'el Rei, 96 – Salesianos Évora, 33

Scalipus/TascaXicoCana, 75 – RC Vale Cavana, 46

Totalstor/Casa do Benfica de Palmela, 62 – AEFCT, 75

 

Resultados da 2.ª jornada:

Seixal HP, 79 – ASC/BVRM/T.d'el Rei, 52

RC Vale Cavala, 48 – AnResende/AEUniv.Évora, 74

Salesianos Évora, 39 – Totalstor/Casa do Benfica de Palmela, 77

 

Classificação 1.ª Fase Grupo Sul A – Campeonato Nacional 1.ª Divisão Masculina de Basquetebol:

1.       Seixal HP, 2 jogos/4 pontos

2.       ASC/BVRM/T.d'el Rei, 2 jgs./3 pts

3.       Totalstor/Casa do Benfica de Palmela, 2 jgs/3 pts

4.       AnResende/AEUniv.Évora, 2 jgs/3 pts

5.       Scalipus/TascaXicoCana, 1 jg/2 pts

6.       AEFCT, 1 jg/ 2 pts

7.       RC Vale Cavala, 2 jgs/2 pts

8.       Salesianos Évora, 2 jgs/2 pts


Farense Basquetebol Seniores estreiam-se com vitória

Os comandados do Prof. António Figueira, ex-atleta de eleição do clube, estão assim a dar seguimento, à procura de fazer ressurgir a equipa Sénior do Farense.

 

No próximo jogo, dia 01 de Novembro, pelas 17h30, a equipa recebe o Estrela de Santo André, no Pavilhão do Farense, esperando-se nova enchente de público a apoiar o Clube.

 

A equipa Sénior do Farense Basquetebol faz este ano 80 anos desde a sua estreia na época 1935/1936, com um historial de registo, tendo ganho por diversas vezes o Campeonato Regional de Seniores do Algarve (1ª vitória época 1940/1941), finalista da 2ª divisão Nacional época 1958/1959, participação no Campeonato Nacional 1ª Divisão Zona Sul épocas 1966/1967 – 1967/1968 e Campeão Nacional da 2ª Divisão época 1994/1995.


«Sair com a vitória»

O base foi um dos eleitos por Fernando Sá para comandar a equipa do Vitória esta época. “Uma mudança de clube obriga sempre a uma certa adaptação de qualquer jogador, e claro que ajustes foram feitos para me enquadrar na filosofia da equipa. Mas mantenho sobretudo a minha intensidade defensiva.”

 

Os vimaranenses lutam por objetivos diferentes, mais ambiciosos, onde a margem para erro é menor, já que a obrigação de vencer sente-se mais. “Agrada-me bastante essa pressão, pois obriga-me a mim e aos meus colegas de equipa a irmos todos os dias concentrados para os treinos, de modo a melhorarmos de dia para dia para que possamos estar nos lugares cimeiros da tabela. E mais tarde estarmos preparados para as grandes decisões.”

 

Ao fim de três jornadas o Vitória soma dois triunfos, um registo positivo, se bem que o base ache que podia ser melhor. “A equipa está num bom caminho sem dúvida, no entanto há arestas que precisam de ser limadas. Poderíamos estar neste momento invictos, mas ainda é muito cedo no campeonato e a nossa equipa tem muita margem de progressão.”

 

A única derrota que os vimaranenses sofreram nesta fase regular foi frente ao FC Porto. Tendo este jogo como referencia, Catarino aponta-o como sendo um bom exemplo daquilo que será a competição esta temporada, bem como uma aprendizagem para aquela que terá de ser a postura correta da equipa. “O jogo contra o FC Porto demonstra que este ano a Liga vai ser bastante competitiva e que não há jogos fáceis. Estivemos bem durante grande parte do jogo, mas não foi o suficiente para arrecadar a vitória. Para que tal tivesse acontecido temos que ser fiéis aos nossos princípios quer ofensivos quer defensivos e manter a concentração durante os 40 minutos. Deste modo acredito que possamos bater qualquer equipa e ter muito sucesso no campeonato.”

 

A deslocação a Oliveira de Azeméis na próxima jornada será certamente mais um bom teste ao atual momento do Vitória. Catarino descreve a Oliveirense como sendo um adversário equilibrado nas suas soluções atacantes, e sempre complicado de bater perante o seu público. “A Oliveirense é uma equipa bastante completa, tem bons desequilibradores exteriores e forte presença interior. Joga em casa, como apoio do seu público, o que torna a nossa tarefa mais complicada. No entanto, vamos estar preparados para competir e tentar sair de Oliveira de Azeméis com mais uma vitória.”

 

O duelo na posição de 1º base promete, já que Pedro Catarino terá pela frente um dos jogadores que mais se tem destacado na prova, sem esquecer o capitão e símbolo da Oliveirense. “James Ellisor tem-se vindo a revelar como uns dos melhores jogadores da nossa Liga. É atlético e tem boa capacidade finalizadora, e esse facto só me deixa com mais motivação para trabalhar de modo a conseguir contrariar os pontos fortes do mesmo. Gostaria também de destacar João Abreu que durante a pré-época e este início de época já demonstrou estar em belíssima forma e ser peça fulcral  e que desta forma só me deixa ainda mais ansioso pelo jogo deste fim de semana com a U.D.O. que promete ser um bom espetáculo.”


O novo desafio de Eugénio

É um clube relativamente recente na liga feminina, que obteve a sua melhor classificação precisamente no ano transacto (8º lugar), pelo que para a presente época os seus objectivos têm a mesma fasquia. Após cinco jornadas decorridas, o selecionador nacional de Sub-20 considera que a adaptação tem sido “normal e tudo está a rolar dentro do previsto.” As lesões têm prejudicado a evolução da equipa, embora Eugénio reconheça que o clube reúne todas as condições para ser realizado um bom trabalho. A cidade tem uma cultura desportiva, falta só ao técnico deixar a sua marca de sucesso em mais um projeto que decidiu abraçar.

 

O plantel é muito jovem e limitado na quantidade tendo o clube contratado quatro norte-americanas, por forma a poder equilibrar as contendas que tem pela frente. “E até agora não tem corrido mal pois temos 3 vitórias nos cinco jogos cumpridos.”

 

Um registo que até poderia ser melhor, não fossem os azares que fazem parte da competição. “Infelizmente temos sido confrontados com algumas lesões em jogadoras nucleares pelo que apenas realizámos um jogo com o plantel completo, precisamente o primeiro frente ao Arad. E isso acabou por ser muito penalizador nas duas derrotas que tivemos.”

 

A experiência e a qualidade do trabalho de Eugénio Rodrigues não retiram confiança ao treinador nacional, até porque tem condições para implementar a sua filosofia com provas já dadas. “Ainda temos muito campeonato pela frente mas o Clube tudo tem feito para colocar ao dispor da equipa os melhores meios possíveis. Aliás, é justo que se diga que os Phoenix Galati têm condições excelentes quer a nível organizativo, quer ao nível das infra-estruturas e staff, quer mesmo no plano pessoal.”

 

A cidade respira desporto, algo que agrada sempre a quem está tão diretamente ligado a essa atividade. “Finalmente de referir também que vim encontrar aqui em Galati, no extremo Este da Europa, uma cidade já com uma dimensão interessante e sobretudo com uma marcada cultura desportiva. A este propósito saliente-se que a cidade compete nas ligas principais, em basquetebol masculino e feminino, andebol masculino e feminino, voleibol, futsal e hóquei em gelo masculinos.”

 

Como é hábito no seu discurso, Eugénio mostra-se extremamente confiante, algo que é normal em alguém que acredita na sua capacidade de trabalho, e construção de uma equipa. “Mas como referi, estou ainda no início de mais uma etapa e muito mais haverá por dizer até ao final da época. E positivas, espero eu…”


Os desafios do União Sportiva

E é já esta quinta-feira que o clube açoriano irá estrear-se na EuroCup Women, frente ao Uni Gyor, na Hungria. Uma teste de fogo para a formação de S. Miguel, diante de um adversário mais experiente, que faz do lançamento uma da suas principais armas ofensivas, se bem que que possa fazer mossa no jogo interior. Para ter sucesso, certamente que o Sportiva sabe que tem de fazer um jogo muito próximo da perfeição, controlar bem a posse de bola, tentar tirar partido do facto de ser uma equipa mais baixa e veloz, mas acima de tudo mostrar-se ambiciosa e destemida nesta sua primeira aventura europeia. Disfrutar e divertir-se com a competição!

 

Para além do Uni Gyor, da Hungria, fazem parte do Grupo H da EuroCup Women o Belfius Namur, da Bélgica, e o Union Angers, da França. O adversário da estreia das açorianas somou quatro derrotas na última edição da prova, mas no ano anterior competiu na Euroliga, o que atesta bem a experiência e a qualidade do clube.

 

Nos jogos europeus do último ano, o Uni Gyor mostrou-se uma equipa muito forte na luta das tabelas, tendo terminado a competição com uma média de 42 ressaltos, 14 na tabela ofensiva. E olhando para as atletas recrutadas para esta temporada, é muito provável que esteja ainda mais apetrechada para desempenhar ainda melhor essa tarefa.

 

A norte-americana Nicole Elmblad, formada em Michigan, tem a melhor marca da universidade do número de ressaltos numa só temporada: 367 (2014-15). E foi mesmo a única na história da universidade a conseguir mais de 300 ressaltos em duas temporadas (317 em 2013-14). Mas não é só nessa tarefa que destacou, já que foi a 2ª melhor na história de Michigan em percentagem de lançamentos de campo (54.4%). Nos 35 jogos que disputou na ultima temporada, integrou sempre o 5, registou 13.8 pontos, e 10.5 ressaltos de média.

 

Monika Grigalauskyte fez história no Fortuna Klaipeda, clube onde passou quase toda a sua carreira como atleta. Apesar de ter apenas 23 anos, acrescenta força mental à equipa húngara, para além dos números já que foi a melhor ressaltadora do conjunto lituano e uma das suas melhores marcadoras. Muito eficaz nas áreas próximas do cesto, com uma resistência impressionante, mantém a sua produtividade e eficiência durante quase os 40 minutos se necessário, e talhada para assumir-se nos momentos de decisão.

 

A sérvia Tamara Radocaj é outra referência da equipa, conhecida por ser uma boa defensora, lutadora e com capacidade para organizar uma equipa. Possui uma excelente visão de jogo, pelo que não surpreende que tenha sido líder da seleção Sérvia no Eurobasket 2013. Muito agressiva e inteligente na forma como lê o jogo. É a sua segunda temporada no clube, e na época passada registou médias de 11 pontos, 4 ressaltos e 4 assistências na Eurocup.

 

Todas as equipas necessitam de jogadoras veteranas com classe, e Anna Vadja é um exemplo dessa experiência na equipa do Gyor. Durante muitos anos foi considerada a melhor jogadora da seleção húngara, e uma das melhores da sua história. Jogou em grandes clubes europeus, nas melhores Ligas, e competiu durante vários anos na Euroliga feminina. Continua a ser uma das principais ameaças da equipa, que pode entrar na rotação, mas ainda assim garantiu na temporada anterior médias de 13 pontos e 11 ressaltos.

 

Outra atleta que merece especial atenção é Kata Takacs, já que na época anterior conseguiu medias de 13 pontos e 6 ressaltos, números muito interessantes tendo em conta a qualidade e as opções da equipa


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“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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