Artigos da Federaçãooo

Borojnak eleito MVP

Já o atleta do Vitória ajudou os vice-campeões nacionais a vencerem o Maia Basket, ameaçando tornar-se numa boa dor de cabeça para o treinador Fernando Sá.

 

MVP Global: Sasa Borojnak, Sport Clube Lusitânia – 33 de valorização

 

Foi o último elemento a chegar à ilha Terceira mas em boa hora o fez para alegria do seu treinador José Calabote que parece ter acertado em cheio no reforço. O inicio de temporada não está a ser muito positivo para a equipa açoriana, mas isso não impede que Borojnak se destaque e mostre toda a sua qualidade, e comece a revelar consistência no seu rendimento desportivo. No desaire frente ao Galitos atingiu a marca dos 30 pontos, com uma elevada eficácia (10/14 – 71%), a que somou 7 ressaltos, 1 roubo de bola e 1 desarme de lançamento.

 

MVP Nacional: João Guerreiro, Vitória Sport Clube – 32.5 de valorização

 

A equipa de Guimarães estreou-se na competição com um triunfo frente ao Maia Basket, num jogo em que o internacional português esteve mão a quente. Guerreiro converteu 24 pontos, tendo apenas falhado um lançamento de campo dos doze tentados durante o encontro (9 de 2 pontos e 2/3 de 3 pontos), a que juntou 6 ressaltos, 3 assistências e 1 roubo de bola. Uma prestação muito promissora e que poderá funcionar como motivação para que este ano seja o da sua afirmação no basquetebol nacional, reclamando naturalmente por mais tempo de utilização na equipa liderada por Fernando Sá.

 

Posição 1: Francisco Santos, Vitória Sport Clube – 21.5 de valorização

 

Depois de alguns ajustes feitos no plantel, onde foi procurado manter o trabalho de continuidade, este internacional Sub 18 tem a responsabilidade de entrar na rotação de 1º base da equipa. E não se deu nada mal no seu primeiro teste de fogo, contribuindo com pontos (12) e a encontrar os seus companheiros para tiros abertos (10 assistências). A sua velocidade foi um problema para a defesa dos maiatos, que teve de recorrer 8 vezes à falta como forma de o travar. Uma estreia positiva mas que o deverá motivar para trabalhar mais e melhor de forma a corresponder sempre que seja chamado a competir.

 

Posição 2: Jaime Silva, Ovarense Dolve Vita – 24 de valorização

O extremo vareiro dispensa apresentações, apenas dizer que continua a ser uma das referencias da equipa de Ovar, bem como uma das suas principais armas ofensivas. A Ovarense precisava de vitórias, e na receção ao Basquete de Barcelos Jaime Silva com os seus 21 pontos, 6 assistências, 2 ressaltos e 1 roubo de bola ajudou para que isso se tornasse realidade.

 

Posição 3: Arturs Bricis, UD Oliveirense – 25 de valorização

 

O conjunto de Oliveira de Azeméis continua invicta, ao mesmo tempo que vai entrosando e potenciando os seus reforços. O jovem Bricis é um bom exemplo dessa adaptação, já que depois de muita descrição nos primeiros jogos pelo clube, o atleta letão começa a justificar a aposta que foi feita nele, e qual o papel a desempenhar na equipa. No jogo realizado em Pote de Sor foi o melhor marcador da equipa com 20 pontos, a que juntou 5 ressaltos, 3 roubos de bola, 2 assistências e 1 desarme de lançamento.

 

Posição 4: João Guerreiro, Vitória Sport Clube – 32.5 de valorização

É o MVP Nacional da ronda de sábado da Liga Portuguesa de Basquetebol

 

Posição 5: Sasa Borojnak, Sport Clube Lusitânia – 33 de valorização

 

É o MVP Global da 3ª jornada da LPB


Reverso da Medalha com Ana Ramos

Dois feitos inéditos do basquetebol português, contados na primeira pessoa. Ana Ramos é uma das atletas mais promissoras da modalidade. Durante a semana vive no CAR do Jamor. Ao fim de semana segue para o norte do país para matar saudades da família e jogar ao serviço do CD Póvoa. O sonho do basquetebol norte-americano está bem presente na mente da MVP do Europeu. É a convidada desta semana do programa que dá voz às modalidades..


Ofomata foi a MVP Global da LFB

No anexo desta noticia poderá ainda consultar os melhores cincos da jornada, bem como os máximos individuais registados nesta ronda.


“Tem sido realmente um ano fantástico para mim”

A grande decisão decorerá em Villeneuve D’Ascq, França, sendo que a juiz de Lisboa terá como restantes elementos na equipa de arbitragem Andrada Csender (Roménia), Kate Webb (Inglaterra), além da comissária Chantal Julien (França).

Por isso mesmo, entrevistámos Sónia Teixeira, que nos deu conta do seu estado de espírito e que anteviu esta temporada.

Como reagiu a esta nomeação para chefe da equipa de arbitragem na Supertaça Europeia Feminina, que irá opor o ESBVA-LM (França) ao UMMC Ekaterinburg (Rússia), às 20h30?

Com uma enorme felicidade, não só por ser o jogo que é, mas também por esse fator adicional que representa um voto de confiança, e ao qual pretendo corresponder.

 

É a primeira vez que ajuíza um jogo de decisão desta prova. Tratava-se de um dos seus grandes objetivos?

Todos os jogos de decisão são desejados pelos árbitros e este é um jogo de decisão, um jogo de relevo, e por isso a resposta é afirmativa nesse sentido.

Mas, na verdade, não pensava neste jogo em concreto. Uma nomeação para este jogo, ou para outro qualquer jogo importante, pode chegar hoje, amanhã, para o ano ou até mesmo nunca chegar, o que por si só não significa que não se tenha qualidade. Por isso, não é muito positivo um árbitro estar focado na expectativa de uma determinada nomeação.

 

O facto da partida se realizar em França, país de uma das equipas, poderá colocar alguma pressão?

Quando estão envolvidas decisões, existe sempre uma pressão adicional, que é normal e até desejável, e à qual estamos habituados enquanto árbitros. Para além disso, as fases finais das competições são normalmente organizadas por uma das equipas participantes, pelo que também isto não é novidade.

Mas respondendo diretamente à sua pergunta: se esse fator representasse qualquer influência nas decisões…o melhor seria nem sair de casa…

 

Esta é a sua terceira final europeia do ano. Estaremos perante o melhor ano de uma carreira tão recheada?

Tem sido realmente um ano fantástico para mim e que me tem preenchido e motivado para dar continuidade ao meu trabalho.

Cada um dos anos anteriores teve também momentos altos, os quais, para a fase em que me encontrava, constituíram marcos importantes.

É natural que, com trabalho e com o tempo, vá subindo alguns degraus, em virtude da maior experiência adquirida e da melhoria qualitativa.

Acaba por ser um processo evolutivo, que eu tudo farei para manter até ao final da minha carreira, porque quando paramos de aprender não faz sentido continuar.

 

Quais são os seus principais objetivos para 2016-2017?

Tendo em conta que será a época de um Eurobasket feminino, naturalmente gostaria muito de marcar presença.

Mas, na mesma linha do que referi anteriormente, este desejo tem que funcionar como um fator motivacional e não como um objetivo em si mesmo. Isto é, os objetivos de um árbitro têm que estar associados a cada jogo, na procura do melhor desempenho em cada um deles, melhorando pouco a pouco todos os aspetos que precisam de ser melhorados. Se estes objetivos forem alcançados, então sim, com grande probabilidade somos premiados com boas nomeações. Não é positivo estabelecer como objetivo ser-se nomeado para um determinado jogo ou para uma determinada competição, porque se trata de algo que não está nas nossas mãos. Claro que é humano desejá-lo…mas definitivamente não pode ser esse o foco!


Betinho inspirado

Marcou 21 pontos (5 triplos) e foi um dos mais inspirados jogadores da equipa. Confira o desempenho dos restantes portugueses lá fora.

 

 

Betinho protagonizou uma bela exibição este fim-de-semana na Liga ACB, contribuindo de forma decisiva para o primeiro triunfo do Andorra na Liga ACB esta época. Na segunda jornada do principal campeonato do país vizinho, a equipa foi às ilhas Canárias e levou a melhor sobre o Iberostar Tenerife, por 83-81, com o internacional português a somar 21 pontos, 6 ressaltos, 1 assistência e 1 roubo de bola, em 27 minutos de utilização.

 

Na Liga Feminina, igualmente em Espanha, houve um confronto entre portuguesas, com o Conquero de Catarina Neves a levar a melhor sobre o Zamarat de Sofia Carolina, por 77-64. Catarina saltou do banco e jogou apenas 4 minutos; Sofia, que também foi suplente, em 21 somou 5 pontos, 4 ressaltos e 1 assistência. Ao cabo de 5 jornadas o Conquero é agora 6º e o Zamarat 9º.

 

Na mesma competição, o CREF Hola de Maria Correia venceu de forma contundente o Gran Canária (83-55) e está na 5ª posição. A portuguesa marcou 2 pontos e capturou 2 ressaltos, em 16 minutos.

 

Na Liga Feminina2, também no país vizinho, o Badajoz foi surpreendido em casa pelo Adareva, cedendo por apenas um ponto (58-59). As três portuguesas que alinham na equipa estiveram bem, particularmente Michelle Brandão (11 pontos, 3 ressaltos, 5 assistências e 3 roubos de bola, em 36 minutos) e Larisse Lima (18 pontos, 11 ressaltos e 1 roubo de bola, em 33), mas não conseguiram evitar a derrota. Inês Aragão jogou 13 minutos, durante os quais somou 5 pontos, 1 ressalto e 1 roubo de bola. O Badajoz é agora 8º.

 

Também na 3ª jornada da Liga Feminina 2, o Adelantados venceu de forma conclusiva o Oviedo, por 82-48. Sara Djassi saltou do banco e em 16 minutos ajudou com 6 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências.

 

Já o Arxil de Rosinha Rosário bateu em casa o Aragon, por 70-51. A portuguesa foi titular e em 29 minutos registou 11 pontos, 15 ressaltos, 1 assistência e 1 roubo de bola.

 

Em Itália, na Série 2, Lavínia Silva não conseguiu impedir a derrota do Milano diante do Broni, por 84-42, não obstante os 13 pontos, 5 ressaltos, 1 assistência e 2 roubos de bola que registou em 33 minutos. Disputou-se a 2ª jornada e a equipa está na 6ª posição.


FC Porto bate vice-campeão

Só nos cinco minutos finais a equipa liderada por Moncho López garantiu o triunfo, numa 2ª parte que se começou a afigurar complicada para os azuis e brancos. Este encontro foi mais uma prova que a Liga está mais competitiva do que nunca, pelo que serão de esperar grandes espetáculos ao longo da temporada.

 

O FC Porto regressava a casa depois de uma batalha dura disputada frente ao campeão nacional, mas consciente que teria de estar ao seu melhor para ultrapassar o vice-campeão.

 

Os primeiros 15 minutos tiveram sinal mais dos portistas, embora que liderasse sempre por curtas mensagens. Os cinco minutos finais da 1ª parte foram dominados ainda por um maior equilíbrio, acabando o Vitória por dar a volta ao resultado (30-29).

 

E formam os vimaranenses a entrar melhor na etapa complementar, já que em apenas dois minutos (36-34) impuseram um parcial de 8-0, fazendo subir a diferença pontual para os dois dígitos (44-34). Chegou a ser de doze (51-39), mas quatro pontos sem resposta dos portistas fixou o resultado final do 3º período 51-43.

 

O FC Porto revelou uma enorme agressividade ofensiva nos primeiros minutos do derradeiro quarto, conquistou várias idas para a linha lance-livre, e bastaram menos de 3 minutos para empatar o encontro a 53 pontos. Os minutos seguintes foram de enorme equilíbrio, mas a 4.30 minutos do final a equipa azul e branca assumiu em definitivo o comando do jogo (58-56).

 

O norte-americano Brad Tinsley (19 pontos) assumiu a responsabilidade nesta fase do jogo, com pontos importantes para que o Vitória se mantivesse a uma distância segura. O seu compatriota Nick Washburn, autor de 8 pontos e 19 ressaltos, foi preponderante para que o FC Porto dominasse as tabelas (48-40), e tivesse um bom desempenho na tabela ofensiva (16). Embora sem terem estado particularmente bem da linha 6.75m (18.8%), somaram mais triplos (6), mas acabaram por estar melhor na percentagem de lançamentos de campo (32% vs 30.6%).

 

Mesmo com as opções disponíveis, o Vitória mostrou que continua competitivo e fez suar o FC Porto. A boa noticia é que podemos contar com mais duas equipas para lutar pelo topo da classificação. O experiente Paulo Cunha (17 pontos e 10 ressaltos) para ter rejuvenescido pois está a ter um excelente arranque de temporada, e Brett Ervin (14 pontos e 5 ressaltos) provou que pode ser útil nos grandes jogos.

 

SL Benfica e Galitos foram bem-sucedidos na jornada dupla

 

Os campeões nacionais deram continuidade à sua invencibilidade, em Barcelos (82-61), embora haja a destacar a boa réplica oferecida pelos minhotos nos primeiros 25 minutos do encontro. Um parcial de 9-0 empurrou os encarnados para um triunfo que ganhou mais expressão na parte final do encontro, se bem que os números finais não transmitam fielmente o que passou durante o encontro.

 

O fim de semana foi muito positivo para a equipa do Galitos FC, que aproveitou bem o fator casa para somar as suas duas primeiras vitórias na competição. No confronto com o Eléctrico FC, que a formação do Barreio venceu por 99-74, os comandados de André Martins dominaram o jogo do principio ao fim, pelo que nunca esteve em causa o vencedor do encontro.


«Aqui a concorrência é brutal»

Depois de ter chegado à LFB, a internacional portuguesa aceitou o desafio de ir jogar para os EUA. Washington State foi a universidade escolhida, uma decisão criteriosa e que Maria espera que corresponda a todas as suas expectativas. A concorrência é feroz, mas a jogadora nacional está disposta a lutar pelo seu espaço na equipa, e para isso tem trabalhado a parte física, a sua defesa e os eu lançamento. A conferencia em que vai competir é reconhecidamente como uma das melhores, e para terem sucesso na temporada vão tentar adoptar um estilo de jogo à imagem do que fazem os Spurs na NBA.

 

Maria era uma das jogadoras europeias mais cobiçadas, pelo que não estranha os inúmeros convites recebidos. A atleta pesquisou bem as várias alternativas, ponderou bem diversas variáveis, e a escolha acabou por recair em Washington State. Uma universidade que terminou a última temporada com um registo de 17 vitórias e 15 derrotas, se bem que o registo frente a adversários do Pac 12 é bastante menos favorável (7V e 11D).  “Para tomar uma decisão tão importante e difícil não foi só por uma razão. Foi um conjunto de fatores. O primeiro foi a treinadora June Daugherty, que tem um projeto desportivo muito ambicioso. Outro fator que influenciou a minha escolha foi a própria universidade, que além de ter um elevado prestígio dentro dos EUA, tem departamentos na Europa. Outro fator foi que WSU esta inserido na Pac-12, que é uma das conferências com mais impacto e visibilidade na NCAA. Também foi importante o estilo de basquetebol, as condições de trabalho e a cidade.”

 

As primeiras impressões da universidade e da cidade não podiam ser melhores. Surpreendida pela grandiosidade do campus, se bem que o facto de ser uma atleta da que representa a universidade ajuda a ultrapassar os problemas. “A universidade é enorme e nas primeiras semanas tive dificuldades em orientar-me dentro dela. Mas, no entanto, é uma cidade pequena, portanto todas as minhas atenções estão nos treinos e das aulas. A maior diferença que encontrei foi o apoio todo que toda a universidade dá aos atletas e a importância que eles têm.”

 

Maria já tem a sua rotina diária estabelecida, onde não é coincidência ter as tardes livres de escola. “As minhas aulas começam as oito e são só da parte da manhã. Temos treinos quase todos os dias, das duas até às cinco à tarde, e depois do treino temos o jantar e tempo de estudo.”

 

O novo nº 20 da WSU teve de se adaptar às novas regras da competição, bem como a forma de trabalhar da equipa durante a pré-temporada. Novos desafios lhe foram colocados, tudo para que consiga tornar-se mais forte e completa. “Existem muitas diferenças, especialmente as regras da NCAA que regulam as horas de treino semanais. Só no início de Outubro começamos treinar diariamente em equipa. Até lá fizemos muitos treinos de resistência e força no estádio e no ginásio, e só duas vezes por semana fazíamos treinos no pavilhão.

 

As regras também são diferentes mas nós vamos começar a treinar com árbitros presentes para nos habituarmos. Tenho trabalhado especificamente o meu lançamento e a minha defesa.”

 

Das cinco jogadoras recrutadas este verão, Kostourkova é a única que não é norte-americana, mais uma a juntar-se ao clã de estrangeiras. “Metade da equipa de WSU é estrangeira, a maioria é da Europa. Também temos duas australianas.” Muito provavelmente mais um factor que leve a treinadora June Daugherty a tentar implementar uma filosofia de jogo à imagem de Greg Popovich. “O estilo de jogo da equipa é europeu e o jogo que a nossa treinadora procura alcançar é o da equipa da NBA dos Spurs.”

 

Para conseguir jogar, Maria vai ter que sofrer e lutar diariamente, pois ela própria já percebeu que só assim conseguirá merecer a confiança da treinadora. “Os meus minutos do jogo vão depender da minha prestação nos treinos e nos jogos. Aqui a concorrência é brutal e estou mentalizada que devo lutar por cada minuto.”

 

Nunca é fácil deixar o nosso lar e o nosso país, pelo que é natural que a jovem portuguesa sinta saudades, e bem que esteja a lidar bem com isso. “O que sinto mais falta é da minha família e amigos. Já estava habituada a uma rotina que mudou completamente quando vim para os Estados Unidos, e no início fez me confusão, mas já me habituei as diferenças.”


Oliveirense ganha derby

Já os vareiros não conseguiram repetir o triunfo da jornada anterior, pagando caro a fatura de um desempenho inferior durante o 2º período.

 

Depois de um primeiro período bastante produtivo (23-21), o 2º quarto acabou por marcar o desfecho do encontro. Os 29 pontos marcados pela Oliveirense permitiram cavar uma vantagem até ao intervalo (52-38), que os comandados de José Ricardo geriram depois de uma forma tranquila na etapa complementar.

 

Os vareiros bem tentaram correr atrás do prejuízo, reduziram até sete pontos a diferença pontual (78-85), mas nos últimos 95 segundos do encontro a formação de Ovar não conseguiu somar mais pontos. A Oliveirense esteve muito melhor a lançar ao cesto (62% vs 40%), dominou a luta das tabelas (33/23), bem como dominou no pintado (38 vs 24 pontos).

 

A Ovarense, apesar de ter controlado melhor a posse de bola (12 vs 20 turnovers), e ter somado 30 pontos dos erros do adversário, não conseguiu repetir o êxito da véspera.

 

O norte-americano James Ellisor (19 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências) voltou a estar a muito bom nível, já Obrenovic (16 pontos, 8 ressaltos e 3 assistências) deu sinais de estar a subir de rendimento, tal como Elvis Évora (10 pontos e 8 ressaltos).

 

O extremo Jaime Silva (23 pontos, 3 roubos de bola e 2 assistências) repetiu a boa exibição da jornada anterior, mas nem com a ajuda de Miguel Miranda (12 pontos, 8 ressaltos, 3 assistências e 2 roubos de bola) e José Barbosa (14 pontos e 5 assistências) conseguir evitar o desaire frente ao rival.


CAB vence jogo atípico

Mas ainda não foi desta que os comandados de José Calabote alcançaram a primeira vitória na prova, já que perderam por 66-70, naquele que foi o segundo triunfo consecutivo dos madeirenses nos três jogos disputados na condição de visitante.

 

Os primeiros vinte minutos tiveram tanto de estranho como de louco. No 1º período ficou bem vincado o domínio dos madeirenses, que ao conseguirem um parcial de 29-9 colocaram de imediato o Lusitânia numa situação muito desconfortável e complicada. Reagiram bem os açorianos, que até ao intervalo recuperaram doze pontos, alterando por completo o rumo do jogo (20-8).

 

As duas equipas foram para o intervalo separadas por oito pontos (37-29), com o CAB a beneficiar ainda da vantagem construída no quarto inicial. Ficava a curiosidade de como seria o 2º tempo, tendo em conta o comportamento tão distinto das duas equipas na 1ª parte.

 

Mas a etapa complementar foi bastante mais equilibrada, e a 7.30 minutos do final registava-se um empate a 57, que se repetiria a 59 pontos. Mas foi o melhor que o Lusitânia conseguiu pois nunca chegou à liderança do jogo. A 2 minutos do fim perdia pela diferença mínima (63-64), mas um triplo de Fábio Lima (23 pontos e 10 ressaltos) permitia ao CAB respirar um pouco mais de alivio. O conjunto da ilha Terceira não desistiu, e repetiu o cenário a 11 segundos do final (66-67), Fábio Lima não tremeu da linha de lance-livre (69-66), mas ainda houve tempo para um triplo de Garrity que daria o empate.

 

O norte-americano Anthony Hill  registou igualmente 23 pontos, a que somou 4 ressaltos, na equipa do CAB. O Lusitânia venceu a luta das tabelas (29-19), esteve melhor de dois pontos (63.6%), mas esteve mais perdulário da linha de lance livre (9/16 – 56.3%) e da linha de três pontos (5/17 vs 9/17). Flávio Gomes, autor de 14 pontos, foi o melhor marcador dos açorianos, que voltou a contar com Borovjnak (13 pontos e 8 ressaltos) a bom nível.


Leoas estreiam-se a vencer

 

Depois do empate a 17 pontos, foi sempre a formação de Lousada a comandar a macha do marcador, chegando mesmo a dispor de uma vantagem de dez pontos (45-35) à passagem do minuto 23.

 

A 1.30 minutos do final um triplo de Dora Duarte (59-60) encurtava ao máximo a almofada pontual construída pelas nortenhas, que viram o adversário a dar a volta ao resultado a 20 segundos do fim (62-60), depois de um cesto com falta da autoria de Arantxa Mallou (9 pontos, 4 assistências e 4 ressaltos). O Lousada dispôs ainda de um desconto de tempo para preparar uma última ação ofensiva, mas um turnover comprometeu em definitivo as esperanças do Lousada.

 

Para a história fica o parcial de 21-9, favorável às sportinguistas, registado no 4º período, sendo que o melhor aproveitamento nos lançamentos de dois pontos (51.3% vs 35.1%) contribuiu igualmente para o sucesso do conjunto leonino.

 

A atleta Bineta Ndoye (22 pontos) foi a principal referencia ofensiva do Sporting, embora Khyra Conerly (16 pontos, 3 assistências e 3 roubos de bola) também tenha estado a muito bom nível.

 

O Lousada ‘morreu na praia’, isto depois de ter liderado o jogo durante quase 34 minutos. Os 23 turnovers cometidos em nada ajudaram a gerir a vantagem, num jogo em que Erin Chambers (14 pontos e 5 ressaltos) foi a mais concretizadora, mas foi Joana Cruz (7 pontos, 10 ressaltos e 5 assistências) a mais valorizada do encontro.

 

Lombos bate Ovarense no regresso de Sónia Reis

 

A Quinta dos Lombos ao derrotar, em casa, a Ovarense por 71-41, somou a sua segunda vitória na fase regular da LFB. Um triunfo que começou a ganhar forma no quarto inicial (17-4), e foi confirmado, após de novo parcial favorável (27-15),  no recomeço da etapa complementar (59-32). A formação liderada por José Leite dobrou o seu adversário no número de ressaltos conquistados (54/27), dos quais 22 foram capturados na tabela ofensiva.

 

Destaque para o regresso de Sónia Reis à competição e à equipa de Carcavelos, sendo que registou números muito promissores (20 pontos e 11 ressaltos) no seu jogo de estreia na edição deste ano da LFB


‘Dragões’ com Antuérpia Giants pela frente

De referir que se apuram para a próxima fase da prova os dois primeiros classificados de cada Grupo e os quatro melhores terceiros.

À procura de apagar a recente derrota frente ao SL Benfica, a contar para a Liga Placard, o FC Porto foca-se agora na receção ao Antuérpia Giants, em jogo da primeira jornada da fase de grupos da FIBA Europe Cup.

 

Os ‘dragões’ fazem parte do Grupo D juntamente com a equipa belga, Sopron (Hungria) e Nanterre (França), sendo que o adversário desta quarta-feira é atualmente o líder da liga da Bélgica, com quatro vitórias em outros tantos desafios, tendo-se classificado na quinta posição na temporada transata e contando no seu palmarés com um campeonato, duas taças e duas supertaças.

 

Aliás, é de recordar que o conjunto de Antuérpia defrontou o Benfica para esta competição europeia, na época passada, triunfando em ambas as ocasiões, acabando por chegar aos quartos de final.

 

Por todas estas razões e pela qualidade do seu plantel, trata-se de uma equipa de respeito, tal como Moncho López, técnico dos azuis e brancos, faz questão de realçar: “É uma equipa com sete norte-americanos e um nigeriano, muito competente”, referiu o treinador espanhol, que ainda negou uma possível rotação dos seus atletas, face às várias partidas num curto espaço de dias: “A gestão de esforço é feita fundamentalmente nos treinos. O mais provável é que joguem os mesmos que jogaram frente ao Benfica”.

 

Uma coisa é certa: é inegável a qualidade do FC Porto, tal como já foi demonstrada esta época, inclusivamente na conquista de um título (Supertaça), pelo que estão reunidas todas as condições para um grande espetáculo no Dragão Caixa, em jogo que será transmitido no Porto Canal.


Benfica inicia caminhada na FIBA Europe Cup diante do Alba Fehérvár

As ‘águias’, além do adversário magiar, terão ainda que defrontar Bruxelas Basketball (Bélgica) e Elan Chalon (França).

Moralizada pelo triunfo diante do rival FC Porto, a equipa do Benfica irá iniciar a campanha na FIBA Europe Cup diante do Alba Fehérvár, que começou bem a liga húngara, com três vitórias em outros tantos jogos.

 

Como curiosidade fica o facto de Damian Hollis, reforço do Benfica para esta temporada e internacional magiar, ter alinhado no Alba Fehérvár entre 2010 e 2013, num clube que conta no seu historial com quatro campeonatos, três taças e uma liga da Europa Central.

 

No seio dos ‘encarnados’ só se pensa na vitória, sendo de aproveitar o fator casa, conforma assinala Nuno Ferreira, treinador-adjunto da turma da Luz: “Vamos começar a FIBA Europe Cup com um primeiro jogo em casa, o que é importante para as nossas aspirações. É um jogo em que é importante ganhar porque nas duas últimas edições começámos em casa e perdemos e queremos retificar isso porque, à partida, será também uma equipa que vai lutar connosco pelo apuramento para a segunda fase”.

 

Para o técnico são conhecidos alguns dos pontos fortes do Alba Féhérvar: “É uma equipa que tem muito jovens, gostam de jogar em contra-ataque, portanto, isso é uma das estratégias que temos de preparar para contrariar”.

 

Ou seja, é de prever um desafio intenso e bem jogado entre conjuntos de qualidade, sendo que poderão acompanhar todas as incidências do mesmo na BTV.


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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