Artigos da Federaçãooo
Muita emoção na Luz
A aposta numa defesa zona pelo técnico Carlos Lisboa mostrou-se acertada, já que condicionou, e muito, a eficácia do ataque portista. Uma vez mais, embora ainda estejamos no início da temporada, as referências benfiquistas souberam assumir a responsabilidade do jogo, sinal de maior maturidade experiência para jogar este jogos e estes momentos. Mas ficou provado que esta temporada será mais competitiva, e que o FC Porto se constituiu como mais um candidato a tentar destronar os tetracampeões do topo da modalidade.
Os primeiros minutos do clássico mostraram que as duas equipas se apresentaram com o desejo de ganhar, pelo que não surpreendeu o equilíbrio e as alternâncias verificadas no comando do jogo. Essa foi a história do encontro durante os primeiros 12 minutos, altura em que o benfiquistas venciam pela diferença mínima.
Mas tudo se alteraria com um parcial de 13-0, favorável aos dragões, que em menos de quatro minutos assumiram o comando por uma diferença na casa das dezenas (37-25). Dois triplos ajudaram os azuis e brancos a fugirem no marcador, que à entrada do último minuto da 1ª parte dispunham de uma vantagem de dezasseis pontos (43-27).
Os campeões nacionais ressentiam-se da falta de eficácia nos tiros de três pontos (2/11 – 18.2%), bem como do facto de não controlar tão bem a posse de bola (7 vs 3 turnovers). Valeram dois cestos aos campeões nacionais, nos segundos finais da 1ª parte, de forma a que o resultado fosse um pouco mais simpático quando recolheram aos balneários (31-43).
O intervalo serviu para o técnico Carlos Lisboa repensar estratégias defensivas, já que a defesa zona 2×3 montada pelo técnico benfiquista acabou por ter o sucesso pretendido. Os azuis e brancos sentiram imensos problemas para atacar a zona, dificuldade em circular a bola no ataque, mas sobretudo porque os triplos não caíram durante este período (0/8).
Aproveitou o Benfica para somar pontos do lado contrário, com a curiosidade de jogar com uma equipa mais baixa e móvel, já Andrade e Wilson eram os jogadores mais interiores. Isso não retirou eficácia ao ataque encarnado, que com 23 pontos conseguiu fechar o período com o resultado empatado a 53 pontos.
Nos primeiros minutos do 4º período a produção atacante das duas equipas foi quase nula, tanto que passados quatro minutos mantinha-se o empate, desta vez a 57 pontos. Seguiu-se um melhor período do Benfica, com Wilson (2+1) e Cook(2) a assumirem, que com um parcial de 5-0 obrigou Moncho López a parar o jogo (62-57).
O técnico portista faz regressar ao jogo Washburn (4 faltas) e decide também experimentar a defesa zona. Mas o principal problema do FC Porto estava no ataque, já que conseguia tiros abertos de longa distância mas a bola continuava a não entrar. A juntar a esta ineficácia, o atrevimento defensivo do Benfica, não foram poucas as vezes a arriscarem fechar linhas de passe e impedir a circulação da bola, forçou alguns turnovers ao ataque portista, como valeu alguns contra-ataques.
Daequan Cook (20 pontos) apareceu no jogo quando a equipa precisava de marcar pontos, Jeremiah Wilson (18 pontos e 12 ressaltos) revelou novamente a qualidade e consistência de jogos anteriores, com a particularidade de não ter comprometido na posição, revelando-se determinante, a par de Carlos Andrade (11 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências), na interpretação da defesa zona. Destaque ainda para os 40 pontos que vieram do banco benfiquista, com Nuno Oliveira a ter uma participação muito positiva (10 pontos).
O FC Porto pagou caro o facto de ter falhado os 18 triplos lançados na etapa complementar, um desacerto que em alguns momentos se refletiu nas tarefas defensivas. Washburn (12 pontos e 4 ressaltos) acabou por sofrer do problema das faltas, e Seth Hinrichs (13 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências) mostrou que pode ter mais utilidade na equipa azul e branca.
Sportiva ganha em Coimbra
A equipa açoriana continua a somar sucessos neste início de temporada, que contrasta com a falta de vitórias na competição por parte das olivanenses, o que não significa que não se tenha mostrado muito competitiva frente ao vencedor da última da Taça Vítor Hugo e da Supertaça.
O União Sportiva comandou o jogo desde o cesto inicial. Um parcial de 6-0 permitiu às açorianas afastarem-se um pouco na liderança (11-4), se bem que no final do 1º período, ainda que a perder, o Olivais mantinha o jogo fechado (14-18). As açorianas mesmo tendo falhado seis triplos consecutivos beneficiavam da sua enorme eficácia nos lançamentos de curta e média distância (12/17 – 70.6%) para fazer subir a diferença acima dos dez pontos até ao final do 1º tempo (39-26).
As olivanenses estiveram muito bem no capitulo do ressalto (21-15), especialmente na tabela ofensiva, onde igualaram o números de ressaltos conquistados pelo União (11). Mas a paupérrima percentagem de lançamentos de campo (27.8%) da formação de Coimbra na 1ª parte explica a diferença que se registava ao intervalo.
No recomeço da etapa complementar, as duas equipas continuaram a revelar imensa falta de pontaria de longa distância, pelo que não surpreendeu que o parcial do período tenha sido mais baixo. Joana Bernardeco (11 pontos e 3 assistências), a menos de dois minutos do final do quarto, somou finalmente um triplo e a desvantagem caiu para a casa das unidades (39-47). Foi mesmo a equipa de Coimbra a terminar na mó de cima, reduzindo para sete os pontos que separavam as duas equipas à entrada do derradeiro período (42-49). Isto porque a percentagem de lançamentos das açorianas neste período caiu para os 20% (2/10).
A meio do decisivo período eram apenas quatro os pontos que separavam as duas equipas (52-48), com as atuais campeãs nacionais a mostrarem-se capazes de segurar a curta vantagem de que dispunham nesta fase do jogo. Os cestos sucediam-se nas duas tabelas, o que logicamente beneficiava a formação da ilha de S. Miguel. A pouco mais de 3 minutos do final, o Olivais encostou a três pontos (52-55), mas quatro pontos consecutivos das forasteiras cortaram o bom momento das visitadas (59-52).
Com dois minutos para jogar, a equipa de Coimbra pede um desconto de tempo, e regressa ao encontro com mais um triplo de Joana Bernardeco (55-59), Milica Ivanovic (25 pontos) responde na mesma moeda (62-55), nada que fizesse o Olivais baixar os braços, que de imediato soma 4 pontos sem resposta (59-62). Foi a vez do União parar o encontro, e preparar-se para disputar os 54 segundos que faltavam jogar. Os instantes finais foram favoráveis às açorianas, que acabaram por tirar partido de um comprometedor turnover do Olivais a 10 segundos do fim quando perdiam por quatro pontos (59-63).
A base Felicité Mendes (16 pontos, 8 ressaltos e 2 assistências) liderou bem a equipa açoriana, que apesar de ter baixado a sua eficácia no 2º tempo, melhorou significativamente o seu desempenho no capitulo do ressalto. Na formação de Coimbra, a norte-americana Jasmine Crew (24 pontos, 7 ressaltos e 4 assistências) esteve muito bem no jogo exterior do Olivais.
Sortes diferentes
Sorte diferente teve o BC Barcelos, que viu interrompido, em Ovar, o seu ciclo vitorioso, com os vareiros a vencerem de forma convincente o conjunto minhoto (81-62).
O jogo disputado em Ponte de Sor foi muito equilibrado, sendo que nos primeiros 30 minutos o domínio do encontro tenha sido repartido, ainda que com os visitantes mais tempo na liderança.
À entrada do derradeiro quarto, a equipa da casa perdia pela diferença mínima (56-57), pelo que estava tudo em aberto quanto ao vencedor. Mas 4º período foi o mais produtivo em termos ofensivos para a equipa visitante, beneficiando a Oliveirense dos 27 pontos anotados nos últimos 10 minutos.
Apesar da formação liderada por José Ricardo Rodrigues converter quase tudo que lançou, o Eléctrico não desistia e mantinha-se dentro do jogo até 1.30 minutos do final, altura em que perdia por quatro pontos (73-77). Um triplo de Ellisor colocaria um ponto final na resistência dos alentejanos.
Foram cinco os jogadores da Oliveirense a terminar o jogo nos dois dígitos em pontos marcados, tendo sido Bricis, autor de 20 pontos, o mais concretizador. Na equipa da casa, Tiago Pinto (18 pontos e 4 assistências) cotou-se como o melhor, num encontro em que o Eléctrico somou 11 triplos (34.4%).
Ovarense começou determinada
Os vareiros cedo se certificaram que o Barcelos não conseguiria gerar expectativas que poderia sair de Ovar com a sua 3ª vitória nesta fase regular. No final dos primeiros 20 minutos a vantagem era de doze pontos, numa parte em que há a destacar o bom desempenho defensivo da equipa de Ovar.
O intervalo não retirou determinação à equipa da casa, mas muito mérito para os barcelenses na forma como foram capazes de correr quase sempre atrás do prejuízo. A prova disso mesmo é que a meio do 4º período só perdiam por seis pontos (58-64), a que a Ovarense respondeu com demolidor parcial de 15-0.
A experiência e pontaria de Jaime Silva (21 pontos e 6 assistências) foi importante para o desfecho do jogo, que coincidiu com a melhor exibição de Raven Barber (20 pontos e 11 ressaltos) desde que chegou a Ovar.
Andrew Ferry, autor de 13 pontos, foi o melhor marcador dos barecelenses, tendo somado mais dois que a dupla formada por João Grosso e Nuno Pedroso.
Vitória estreia-se com triunfo
O início do encontro não deixava antever que o conjunto de Guimarães acabaria por vencer por uma diferença tão dilatada, já que só meio do 2º período passou para o comando. Os vimaranenses partilharam muito bem a bola nas ações ofensivas, e a prova desse coletivismo foram as 26 assistências registadas ao longo do jogo.
Os minutos iniciais foram dominados pelos maiatos, tendo chegado mesmo uma vantagem de dez pontos (13-3), com apenas 4 minutos jogados. Uma liderança que se manteve até ao minuto catorze (27-25), mas um triplo daria a primeira liderança aos vimaranenses.
Até meio do 3º período, embora sem nunca ter ameaçado verdadeiramente a liderança do Vitória, o conjunto da Maia ainda manteve o jogo fechado (48-38), mas um parcial de 6-0 empurrou em definitivo a equipa da casa para o triunfo.
Destaque para a boa exibição protagonizada por João Guerreiro (26 pontos, 6 ressaltos e 3 assistências), e para a estreia muito positiva do jovem base Francisco Santos autor de um duplo-duplo (12 pontos e 10 assistências).
O experiente Nuno Marçal, autor de 26 pontos, foi o melhor marcador do encontro, num jogo em que as duas equipas estiveram muito eficazes a lançar ao cesto, especialmente de três pontos, com os maiatos a registarem uma percentagem de 60% (9/15). Mas perderiam a luta das tabelas (22/31), cometeram mais turnovers (14 vs 8) e mostraram-se menos coletivos no ataque (12 vs 26 assistências).
GDESSA supera CAB
As comandadas de Nuno Manaia beneficiaram do facto de terem tido mais posses de bola, segundos lançamentos e contra-ataques, tudo isto alimentado pela sua excelente presença no ressalto ofensivo.
A equipa do GDESSA entrou muito bem no jogo, e aos 5 minutos já vencia por oito pontos de diferença (10-2). Se bem que na segunda metade do 1º período a ineficácia atacante das madeirenses transformar-se-ia num grande acerto ofensivo, que conseguiram mesmo dar a volta ao marcador (18-17). No 2º quarto domínio repartido, com o CAB a começar melhor (25-21) e a formação do Barreiro a responder até ao intervalo (35-31).
As comandadas de Nuno Manaia nesta fase do encontro tiravam partido do domínio exibido na luta das tabelas, especialmente na ofensiva (14), exploravam com sucesso o contra-ataque (17 pontos), e no recomeço da etapa complementar a diferença subiu para os dois dígitos (45-34). Uma oportuna paragem no jogo fez despertar o CAB para o jogo, que no final do 3º período encostou o resultado a dois pontos de diferença (49-51).
As insulares entraram muito mal no derradeiro quarto, cometendo sucessivos turnovers, 5 os primeiros três minutos, situação bem aproveitada pelas escolares para se afastar novamente no comando do jogo (60-51). João Pedro Vieira volta a parar o jogo, mas o minuto não surte os efeitos desejados. Ladondra Johnson nas áreas próximas do cesto, e Márcia Costa da linha de três pontos continuavam a fazer mossa na defesa madeirense, e a diferença voltou a subir os dez pontos (65-53).
Aleighsa Welch bem remava contra a maré, e eram das sua mãos que surgiam os cestos que aproximavam o CAB no resultado (59-65), mas o tempo corria a favor da equipa da margem sul. Faltavam menos de três minutos para o final do encontro, e o desafio que se colocava ao GDESSA era mostrar-se capaz de gerir uma vantagem que era cada vez mais curta.
E o jogo ganhou ainda mais emoção quando à entrada do último minuto Carolina Escórcio apontou um triplo que colocava o CAB à distância de uma posse de bola (64-66). Nos instantes finais a linha de lance-livre ganhou importância redobrada, bem como os ressaltos ofensivos para os dois lados. O GDESSA não foi capaz de matar o jogo, e a 2 segundos do final vencia por três pontos, isto depois de ter desperdiçado mais um lance-livre. Maria Nunes ainda tentou um triplo mas sem sucesso.
A formação do GDESSA somou quase o dobro dos pontos (24) do adversário resultantes de turnovers, 19 em contra-ataque e venceu a luta das tabelas (42-32), sendo que 22 foram conquistados na tabela adversária. Márcia Costa (22 pontos, 7 ressaltos, 5 assistências e 4 roubos de bola) fez um jogo muito completo, tal como Ladondra Johnson (20 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências). A norte-americana Kamilah Jackson (11 pontos e 11 ressaltos) voltou a mostrar-se muito útil nos dois lados do campo
Na equipa do CAB, Ijeoma Ofomata (24 pontos e 6 ressaltos) foi importante para que o CAB reentrasse na discussão do jogo, o mesmo se poderá dizer de Aleighsa Welch (17 pontos, 7 ressaltos e 4 desarmes de lançamento). Joana Lopes assinou um duplo-duplo (10 pontos e 10 ressaltos), se bem que não tenha estado muito segura neste jogo no controlo da posse de bola (8 turnovers).
Guifões bate Dragon Force
Mesmo no final do encontro, o Guifões superou o Dragon Force por 70-68, já o Sangalhos inverteu o ciclo negativo que vinha atravessando e ganhou ao Sampaense Basket (58-37) com quem já tinha perdido esta temporada, em jogo a contar para o Troféu António Pratas.
O jogo que colocou frente a frente as equipas do Guifões e do Dragon Force foi pleno de emoção e incerteza, isto porque só foi decidido nos instantes finais. Os azuis e brancos, é certo que sempre por curtas vantagens, comandaram sempre, exceção feita a dois minutos durante a 1ª parte, a marcha do marcador.
E quando a 1.40 minutos do final lideravam por sete pontos de vantagem (68-61) tudo se parecia encaminhar para uma estreia feliz dos jovens dragões no campeonato da Proliga. Mas do lado oposto estava igualmente um adversário onde abunda a juventude e irreverência, que consomou a reviravolta no marcador com uma bandeja de Pedro Meireles (11pontos e 9 ressaltos) ao soar da buzina (60-58).
O base Rodrigo Lima, com 21 pontos, foi o melhor marcador da equipa do Guifões, num jogo em que forçaram o adversário a cometer 29 turnovers.
Entre os azuis e brancos, Nuno Sá (22 pontos e 7 ressaltos), esteve em bom plano, tal como Diogo Araújo que contabilizou 8 pontos e 8 ressaltos.
Sangalhos matou o jogo no inicio da 2ª parte
Depois de uma participação muito discreta no Troféu António Pratas (3 desaires), o Sangalhos entrou com o pé direito no campeonato. E não se pode dizer que tudo lhe correu de feição, já que bem perto do final da 1ª parte o Sampaense liderava a marcha do marcador (22-20).
Um triplo para a equipa da casa não só deu o comando, como deu o mote para um parcial de 17-0, em que a formação de S. Paio de Gramaços esteve quase seis minutos sem fazer qualquer ponto no ataque (37-22). Não mais os forasteiros foram capazes de reentrar na discussão do resultado, com a diferença, de uma forma quase natural, a ganhar mais expressão à medida que o jogo avançava para o fim.
Gonçalo Catarino (23 pontos) esteve com a mão quente, mas que em nada ofuscou a prestação muito completa de André Duarte que terminou o jogo com 9 pontos, 6 ressaltos, 4 assistências e 4 roubos de bola.
Hélder Carvalho somou um duplo-duplo (11 pontos e 10 ressaltos), num jogo em que o Sampaense lançou 29 triplos e apenas converteu dois (6.9%).
Nos restantes jogos, o Illiabum resolveu em definitivo a questão no reatamento do jogo frente ao Esgueira/OLI (74-58), já que o parcial de 18-7, veio dar mais expressão à vantagem trazida do 1º tempo (40-36). Os últimos dez minutos foram de grande equilíbrio facto que acabou por beneficiar a equipa que seguia na frente
O jogo realizado na Figueira da Foz ficou marcador pela elevada pontuação, mas só na 2ª parte a equipa do Ginásio confirmou a vitória. Até porque ao intervalo eram mesmo os vascaínos que lideravam o encontro (41-40). Os 51 pontos marcados na etapa complementar pela equipa da casa foram decisivos para o sucesso do Ginásio neste encontro.
Terceira e Atlético invictos
Quem também venceu e mantém-se igualmente invicto é o Atlético, que foi bem sucedido na curta deslocação realizada até ao Restelo, para defrontar a equipa do Belenenses (65-59). Já o Barreirense estreou-se no campeonato da Proliga com uma vitória, ao bater, em casa, a Academia (73-66), que continua à procura da primeira vitória na competição.
O Estoril Basket ofereceu réplica até aos 9-11, mas ao sofrer onze pontos consecutivos sem resposta precipitou o desaire que viria a confirmar-se. A vantagem da formação terceirense foi ganhando forma com o decorrer do jogo, tendo chegado muito próxima dos trinta pontos (67-38).
O norte-americano Mathew Smith (15 pontos e 11 ressaltos) esteve bastante ativo nos dois lados do campo, ainda que o melhor marcador dos terceirenses tenha sido Tiago Raimundo com 16 pontos.
Num jogo marcado pelo elevado número de turnovers, 44 no total, a formação do Estoril pagou caro o facto de ter estado pouco inspirada a lançar ao cesto (32.7% lançamentos de campo). Tiago Vallejo (11 pontos) acabou por ser o mais concretizador.
Atlético geriu bem a vantagem da 1ª parte
Depois do empate a 7 pontos, o conjunto da Tapadinha conseguiu ligeiro ascendente no jogo, e a meio do 2º período registou a vantagem máximo do encontro (25-12). O intervalo chegou com a formação de Alcântara ainda no comando (27-19), depois de 20 minutos em que as defesas se superiorizaram aos ataques.
A etapa complementar foi sempre liderada pelos forasteiros, ainda que por curtas vantagens. A dois minutos do termo do encontro o Belenenses encostou a dois pontos (58-60), mas foi então que surgiu no encontro Miguel Barroca (13 pontos), que com cinco pontos consecutivos, um cesto de dois e um triplo, segurou a vitória para o conjunto da Tapadinha.
O Atlético beneficiou do facto de ter sido mais eficaz a lançar ao cesto, bem como de ter cometido menos erros sem lançamentos (7 vs 13 turnovers). João Manuel (15 pontos, 4 ressaltos e 3 assistências) voltou a mostrar que ainda pode fazer a diferença, mas contou com a ajuda de Jorge Afonso (10 pontos e 4 ressaltos).
Apesar do bom desempenho no capitulo do ressalto (36/30), 10 na tabela ofensiva, o Belenenses não conseguiu dar a volta ao marcador, isto apesar dos contributos muito positivos do duo composto por Tiago Brito (24 pontos) e Carlos Dias (15 pontos e 8 ressaltos).
Barreirense tira partido de um bom 3º período
Os primeiros 15 minutos foram marcados pelo domínio repartido no jogo, alternâncias no comando do marcador, acabando por ser a equipa do Barreiro a ganhar ligeira superioridade no jogo. A vantagem dos barreirenses foi ganhando expressão até atingir a marca máxima dos quinze pontos (48-33), quando faltavam 13 minutos para serem jogados.
O conjunto do Lumiar bem tentou correr atrás do prejuízo, chegou aos quatro de diferença (66-70) mas faltavam o tempo de uma posse de bola para o final do encontro.
Grande jogo de Daniel Margarido (22 pontos, 12 ressaltos e 5 roubos de bola), bem como de Alexandre Coelho (22 pontos, 7 assistências e 5 ressaltos) a contribuir em várias áreas do jogo, e de Rui Jesus que ficou a um ressalto do duplo-duplo (10 pontos e 9 ressaltos).
Nuno Monteiro (24 pontos e 5 assistências) bem lutou por um resultado diferente, mas nem com a ajuda de Denis Neves (13 pontos e 12 ressaltos) e Francisco Pereira (14 pontos e 6 ressaltos) conseguiu evitar o segundo desaire nesta fase regular.
1.ª ação de formação época 2016-2017
A temática do evento passará pela carga/obstrução, jogo fora da bola e violação por pé.
Galitos supera Lusitânia
A formação do Barreiro beneficiou de um inicio de 2º tempo para construir uma vantagem que depois geriu no derradeiro período do encontro. Com este resultado, os açorianos continuam sem vencer na prova, ainda que no domingo disputem o seu primeiro jogo em casa, às 16.30 horas, frente ao CAB Madeira. Já a formação da margem sul volta a entrar em ação, também no domingo, novamente em casa, às 18 horas, diante do Eléctrico FC.
Os primeiros vinte minutos foram de grande equilíbrio, ainda que por uma só vez os açorianos estiveram no comando (16-15). A equipa da casa liderou por isso praticamente sempre a marcha do marcador, ainda que a vantagem máxima tenha sido de seis pontos (29-23). Ao intervalo, eram quatro (35-31) os pontos que separavam as duas equipas, com o Galitos a aumentar a diferença pontual no recomeço da etapa complementar.
De tal forma que no final do 3º período a equipa do Barreiro já dispunha de uma almofada pontual nos dois dígitos (59-46), que atingiu o seu máximo de quinze pontos (66-51) a sete minutos do final do encontro.
O bom aproveitamento dos comandados de André Martins nos lançamentos de dois pontos (23/36 – 63.9%), foi importante para o sucesso do Galitos, bem como os 18 pontos somados da linha de lance-livre (72%). Apesar das melhorias significativas dos açorianos, ainda não foi desta que José Calabote se estreou a vencer no comando técnico do Lusitânia.
Na equipa vencedora, Henrique Piedade (19 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) foi o mais concretizador, com Jordan Baker (11 pontos e 11 ressaltos) a mostrar que é efetivamente reforço para a equipa do Galitos FC. Quem também esteve a bom nível foi Jarred Jackson, autor de 15 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências.
O treinador insular, apesar de ter sido a última escolha, acertou em cheio no recrutamento de Sasa Borovjnak, que registou mais uma bela exibição ao contabilizar 30 pontos e 9 ressaltos.
Dia marcante no Basquetebol Nacional
O entendimento total alcançado há minutos vai, na sua globalidade, ao encontro aos anseios de ambas as partes e garante que os jogos de todas competições da modalidade se realizarão e voltam a contar com a presença de todos os seus intervenientes ao mais alto nível.
Da concordância alcançada hoje, ressalta ainda o desejo mutuo de limar alguns detalhes e de continuar futuramente o trabalho conjunto de forma a contribuir para a melhoria constante da modalidade que representam.
Este texto é subscrito pelas duas entidades.
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«Vitória continua a ser competitivo»
A estreia da equipa nesta edição da LPB acontece este fim de semana, com uma jornada dupla, diante do Maia Basket e do FC Porto.
O treinador Fernando Sá viu-se obrigado a promover alterações no plantel, mas mais do que isso, viu interrompido o seu trabalho de continuidade e desfeito parte do seu núcleo duro de jogadores nacionais. Nada que tenha obrigado a grandes alterações, até porque Sotta considera que quem chegou integrou-se com grande facilidade e é, garante, de enorme potencial. “O Vitória sofreu algumas alterações no plantel mas isso não mudou a forma de jogar. Perdemos jogadores com qualidade, mas os reforços que chegaram são jogadores com talento e com experiência em campeonatos competitivos no estrangeiro, e também em Portugal. Jogadores que se encaixaram bem no plantel e na nossa maneira de jogar, logo, não nos obrigaram a fugir do nosso estilo de jogo.”
A saída de jogadores importantes não significa, na opinião do atleta, que o Vitória tenha ficado mais fraco. E embora ache que o campeonato esta temporada vai ser mais disputado, a equipa de Guimarães vai estar presente nos momentos de decisão. “Não concordo que a equipa tenha perdido qualidade porque apesar, e como já referi, de a equipa ter perdido alguns jogadores da época passada, também chegaram jogadores que dão garantias ao nosso plantel. Além disso, mantivemos na nossa equipa jogadores muito importantes, por isso o Vitória vai continuar a ser uma equipa muito competitiva e a querer estar sempre em todas as discussões de títulos e a chegar o mais longe possível. A principal diferença que aponto em relação à época passada é essencialmente o facto de este ano o campeonato estar mais competitivo e as equipas terem-se reforçado mais. Com o regresso do FC Porto vamos ter de contar com mais uma equipa a querer lutar pelo titulo. O Benfica também perdeu jogadores importantes, mas reforçou-se e investiu muito para revalidar o titulo, além de outras equipas historicamente complicadas como são os casos da Ovarense, Oliveirense e Barcelos que já deram boas réplicas, bem como as equipas das ilhas. Por isso, não vai haver equipas fáceis e temos de pensar e encarar cada jogo de forma séria.”
Os vimaranenses têm pela frente uma jornada dupla, uma estreia exigente, diante dois adversários que deram boas indicações nos jogos até agora disputados.
Relativamente ao confronto com o Maia Basket, Sotta não se mostra surpreendido pelo desempenho positivo dos maiatos frente aos campeões nacionais. “O Maia Basket é uma equipa muito experiente, com jogadores que jogam juntos desde alguns anos para cá e que conhecem muito bem o nosso campeonato. Por isso não me surpreende muito a réplica que deram perante o Benfica.”
Quanto ao FC Porto, um dos líderes da prova, um clube que Hugo Sotta tão bem conhece, até porque já o representou, aponta-o como um candidato ao título, se bem que nesta fase ache que as equipas ainda não mostraram todo o seu potencial. “O campeonato está no início e ainda não deu para perceber o real valor de todas as equipas, se bem que todas elas irão melhorar até ao final da temporada. O FC Porto, ao vencer estes dois jogos, cumpriu o seu papel, algo que é importante para o clube de forma a trazer mais espetadores aos pavilhões, contribuindo igualmente para a divulgação da modalidade e crescimento o basquetebol.”
O atleta reafirma que o clube de Guimarães já se afirmou na LPB, e que a temporada que agora começa irá reforçar o espaço e o protagonismo conquistado nas últimas temporadas. “O Vitória tem vindo a construir uma história e já é uma certeza no basquetebol português. Por isso pode-se esperar um Vitória competitivo e a querer estar sempre lá em cima, o que fará de nós uma equipa difícil de bater. A nossa entrega e união em todos os jogos vai ter de ser superior às das outras equipas, e claro não desiludirmos os nossos adeptos, que tanto nos apoiam e fazem do nosso pavilhão em Guimarães uma muralha difícil de ultrapassar.”
«Ganhar jogo após jogo»
O campeonato da Proliga tem-se revelado uma competição ideal para o internacional sub-16 e sub-18 continuar a crescer no seu jogo. O grupo de trabalho favorece a sua evolução, até porque a experiência que pode ser transmitida é muita. Pires quer repetir frente ao Belenenses o triunfo da jornada inaugural, mas para isso é preciso saber lidar com a intensidade defensiva do adversário. Um triunfo significará mais um degrau ultrapassado rumo à 2ª fase da competição.
A adaptação de Jorge Pires ao campeonato da Proliga tem decorrido de uma forma natural, com o atleta a reconhecer que é uma competição perfeita para jogadores menos experientes prosseguirem com a sua evolução. “A Proliga é um campeonato com bastante qualidade, sobretudo para jogadores jovens como eu. Existe uma grande diversidade de equipas (mais experientes, mais jovens) que acrescentam qualidade à competição. A principal dificuldade foi reaprender a abordar certos conceitos, tanto defensivos como ofensivos, que não estamos habituados nos escalões de formação.”
Ao ingressar no Atlético, o atleta juntou-se a um grupo formado por jogadores que já foram referencias em clubes grandes e com vivências da LPB. Facto que está a ser aproveitado por Jorge Pires para beber dessa sabedoria, embora a equipa também saia beneficiada. “É um fator bastante enriquecedor tanto a nível pessoal, pois ajudam-me bastante dado a experiência que têm, como a nível coletivo, uma vez que conseguem manter a equipa coesa, principalmente em momentos decisivos.”
O facto de ter vencido o 1º jogo da fase regular, significa que a equipa está no bom caminho. “O objetivo é ganhar jogo após jogo e o facto de termos ganho o primeiro permitiu-nos dar mais um passo para alcançá-lo. Penso que ganhar à Academia, uma equipa que demonstrou uma enorme qualidade durante o Troféu António Pratas, foi uma grande conquista da nossa parte!”
O conjunto do Restelo é o próximo adversário da equipa da Tapadinha, e Jorge Pires espera um embate de elevado grau de dificuldade. “O Belenenses é mais um grande obstáculo que temos no caminho, e certamente uma das equipas fortes da competição. Apesar de ser uma equipa bastante dinâmica, acho que o ponto forte é a pressão defensiva que impõem no jogo.”
Apesar da sua juventude, Jorge Pires revela ambição e estabelece uma meta interessante para o conjunto de Alcântara. “Penso que a nossa equipa tem capacidade de atingir uma difícil e trabalhosa 2ª fase. Claro que não vai ser fácil, mas é para isso que treinamos, treino após treino.”
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
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