Artigos da Federaçãooo
Covid-19: balanço e ponto da situação das épocas dos atletas nacionais a atuar no estrangeiro
Em Espanha, depois de uma fase regular de alto nível, coroada com um segundo lugar, o Basketmi Ferrol, do trio de internacionais composto por Pedro Bártolo (2.5), José Miguel Gonçalves (3.0) e Luís Domingos (2.5), preparava-se para iniciar a disputa do playoff de acesso à final da Primera División, garante em simultâneo da promoção à División de Honor, máximo escalão do BCR espanhol. No playoff reservava-se um duelo luso, uma vez que do outro lado estaria o terceiro classificado da fase regular, Servigest Burgos, que conta nas suas fileiras com o veterano base Helder da Silva (2.0). A FEDDF – Federação Espanhola de Desporto para Pessoas com Deficiência Motora – optou por uma abordagem moderada e anunciou a suspensão das competições por período indefinido.
Já o CS Meaux, da Nationale A – principal liga francesa -, casa de Christophe da Silva (1.0), vivia uma temporada de grande irregularidade, voltando a obter resultados curtos face à ambição de se recolocar na luta por títulos ao cair das provas europeias, da Taça de França e ao ocupar o sexto lugar entre 12 possíveis, no campeonato. À semelhança da entidade homóloga espanhola, a Federação Francesa de Basquetebol decidiu-se por uma interrupção das provas, com expectativa de se cumprir o calendário em falta.
As formas de ação mais drásticas vieram de Alemanha, Grã-Bretanha e Itália, onde as instituições que tutelam a modalidade entenderam cancelar as competições. No caso germânico, os Lux Rollers, de Paulo Soeiro (1.0), após um começo em falso, procuravam escalar lugares na Regionalliga, terceiro escalão do país. Para os Sparrows, emblema de João Pedro Delgado (1.0), o cenário era animador, estando consumada a subida à Division 2 – 3.º patamar – e a qualificação para o playoff, graças ao primeiro posto na zona este da Division 3. Por último, o Santa Lucia Basket Roma, de Ismael de Sousa (4.0), que narrou à FPB (para ler aqui) o modo como os italianos têm encarado a ameaça do Covid-19, aguardava a participação na etapa preliminar da Euroliga 1, com legítimas aspirações de seguir em frente, enquanto na Série A, apesar de praticamente arredado dos playoffs, reclamava um honroso quinto lugar, entre oito equipas, numa época de profunda renovação.
“Man Out” a Marco Francisco
Data de nascimento: 1981
Ano de iniciação: 1998
Posição: Poste
Clube: APD Leiria
Palmarés: 3 títulos de campeão nacional, 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça
Jogo da tua vida (e porquê): contra a APD Sintra, na época 2008/2009, em que nos sagrámos, pela primeira vez, campeões nacionais. Foi um título muito ansiado e muito importante, não só para mim, como para a equipa.
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
O BCR é um desporto fantástico, onde o coletivo é mais importante do que o individual. É um desporto bastante físico e de grande entreajuda. A maioria das pessoas não tem noção da intensidade e garra com que se joga BCR. O BCR começou com a finalidade de integrar as pessoas com deficiência no mundo do desporto, mas agora vai muito além do simples desporto lúdico. Existem atletas em Portugal que pretendem fazer deste desporto a sua profissão. Contudo, não é uma tarefa fácil! Existem excelentes jogadores e campeonatos, lá fora, bastante competitivos.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
As minhas referências como jogadores são aqueles que me rodeiam. Por isso, as minhas referências são os meus colegas de equipa da APD Leiria, que me ajudam a evoluir cada dia neste desporto.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR.
O momento mais caricato que me recordo é, talvez, aquele que considero o meu melhor cesto. Foi num torneio em Braga, onde, debaixo do cesto, mando a bola com efeito contra o chão e marco dois pontos.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?
O movimento que mais gosto de fazer é atrair os adversários para mim e deixar um dos meus colegas livres para lhe passar a bola. Se esta for passada por trás das costas, é a cereja no topo do bolo.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”?
Aquele a quem eu gostaria de fazer o “Man Out” é quem mais tem contribuído para nos dar as melhores condições possíveis para a prática do BCR, o enorme Manuel Sousa. Obrigado, Manel, por tudo!
_______________________________________________________________________
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.
Portugueses lá fora
Numa semana com apenas três portugueses em ação, merece especial ênfase o contributo de Christophe da Silva (1.0) à equipa B do CS Meaux, que se impôs ao Handisport Basket Aulnoye-Aymeries por 61-50, na Nationale Deux (4.º escalão gaulês). A formação principal, que atua na elite do BCR do país e onde também milita o internacional português, não foi a jogo no fim de semana. Na Grã-Bretanha, os Sparrows, já com a vitória na Fase Regular e a subida “no bolso”, voltaram a demonstrar a sua supremacia no grupo sudeste da Division 3, no encontro frente aos Windsor Monarchs – 32-52. João Pedro Delgado (1.0), ainda a debelar uma pequena lesão, não pôde ser opção. Na Regionalliga, 3.º nível germânico, os Lux Rollers, com Paulo Soeiro (1.0) a titular, perderam de forma inglória contra Kaiserslautern ao capitularem nos minutos finais, desperdiçando a vantagem de que dispunham ao intervalo – 44-46. Para a semana, arrancava a disputa das meias-finais do playoff e consequente promoção à montra mais ilustre do BCR espanhol e europeu, a División de Honor, que opunha o Basketmi Ferrol, de Pedro Bártolo (2.5), Luís Domingos (2.5) e José Miguel Gonçalves (3.0), ao Servigest Burgos, de Helder da Silva (2.0), mas, em comunicado, a Federação Espanhola de Desporto para Pessoas com Deficiência Motora (FEDDF) determinou o seu adiamento, seguindo as diretrizes das autoridades sanitárias e desportivas para a contenção do COVID-19.
França – Nationale Deux – Poule A (4.ª Divisão)
Handisport Basket Aulnoye-Aymeries 50-61 CS Meaux “2” 61
Parciais: 15-17 / 10-18 / 14-10 / 11-16
Christophe da Silva: 20 minutos, 2 pts (1/3 2 pts)
Grã-Bretanha – Division 3 – Sudeste (4.º escalão)
Windsor Monarchs 32 Hackey Sparrows 52
João Pedro Delgado: não jogou
Alemanha – Regionalliga (3.º escalão)
Lux Rollers 44-46 Rolling Devils Kaiserslautern 46
Parciais: 17-8 / 11-12 / 8-13 / 8-13
Paulo Soeiro: 35 min, 2 res.
Sporting CP-APD Sintra mantém na mira o segundo posto
O Sporting CP-APD Sintra mantém na mira o segundo posto, meta para a qual depende apenas de si, depois de consumar o regresso às vitórias, em Lousada, diante da APD Paredes – 52-44. A turma “verde e branca” permanece no encalço da APD Leiria, mas tem um jogo a menos face à formação do centro do país. Neste duelo frente aos paredenses, emblema em crescendo e que se caracteriza pelo seu espírito combativo, os sportinguistas nunca conseguiram descolar no marcador e manifestaram dificuldade em aplacar o jogo interior paredense, onde sobressaiu Hélder Freitas (3.5), com 20 pontos. Contudo, a experiência dos seus atletas, bem como a sintonia entre a “velha” dupla de sucesso composta pelos antigos internacionais portugueses Hugo Lourenço (4.0) – melhor marcador da partida com 22 pontos – e Pedro Gonçalves (3.5), permitiram selar o triunfo.
1.ª Divisão
Sporting CP-APD Sintra 52-44 APD Paredes
Parciais: 18-12 / 9-14 / 10-9 / 15-9
Melhores marcadores: SCP-APD Sintra – #28 Hugo Lourenço 22 pts, #10 Pedro Gonçalves 11 pts; APD Paredes – #9 Hélder Freitas 20 pts, #16 Marco Almeida 12 pts
Próximos jogos
1.ª Divisão
Sábado, 14 de março
APD Paredes vs. APD Leiria, 11h, Pavilhão Rota dos Móveis
Sporting CP-APD Sintra vs. APD Lisboa, 15h, Pavilhão Serra das Minas
Domingo, 15 de março
APD Paredes vs. GDD Alcoitão, 16h, Pavilhão Rota dos Móveis
2.ª Divisão
Sábado, 14 de março
CD “Os Especiais” vs. APD Braga B, 15h, Pavilhão Serra D’Água, Funchal
Domingo, 15 de março
APD Braga B vs. CD “Os Especiais”, 11h, Pavilhão Serra D’Água, Funchal
APD Lisboa B vs. SCP-APD Sintra B, 14h15, Pavilhão Inatel, Lisboa
AD Vagos Núcleo vs. APD Lisboa B, Pavilhão Inatel, Lisboa
AD Vagos Núcleo vs. SCP-APD Sintra B, Pavilhão Inatel, Lisboa
Portugueses lá fora
Em Espanha, o Basketmi Ferrol terminou em grande a Fase Regular ao suplantar com autoridade a formação do Joventut Badalona por 73-49, números que mascaram a boa réplica dos locais, por cima do marcador durante o segundo quarto. Luís Domingos (2.5), mais apagado nas lides ofensivas, realizou um encontro de sacrifício defensivo, ao passo que José Miguel Gonçalves (3.0) dispôs de pouco tempo para pôr em prática o seu potencial. Entre os portugueses, o destaque vai para Pedro Bártolo (2.5), que denotou sintonia com o aro, registando elevada eficácia (67% de dois pontos e 60% nos três pontos). Os três triplos praticamente consecutivos, interrompidos apenas por dois lances livres, convertidos também pelo base luso na sequência de uma falta antidesportiva, desfizeram o impasse que se vivia no mítico Pavilhão Olímpico de Badalona e encaminharam o emblema galego para a vitória no último encontro da Fase Regular, blindando em simultâneo o segundo posto na tabela, garante da vantagem no fator casa, no Playoff contra o Servigest Burgos. O rival de Castela e Leão, casa de Helder da Silva (2.0), precisou de suar para levar a melhor sobre a aguerrida equipa orientada pela também jogadora e internacional espanhola Sonia Ruiz (2.5), o UCAM Murcia – 55-58 -, na posse da última vaga de acesso ao Playoff, onde cruzará com o vencedor da Fase Regular, Getafe BSR. Em França, o CS Meaux causou alguma perplexidade ao bater o Saint-Avold Red Dragon’s, terceiro na classificação, por 62-60. Christophe da Silva (1.0) não constituiu opção.
Espanha – Primera División (2.ª Divisão)
Joventut Badalona 49-73 Abeconsa Basketmi Ferrol
Parciais: 8-11 / 21-13 / 8-20 / 12-29
Pedro Bártolo: 34 min, 19 pts (4/6 2 pts, 3/5 3 pts, 2/2 LL), 4 res, 4 as
Luís Domingos: 31 min, 0 pts (0/2 2 pts), 3 res
José Miguel Gonçalves: 4 min
UCAM Murcia 55-58 Servigest Burgos
Parciais: 16-13 / 8-16 / 19-8 / 12-21
Helder da Silva: 10 min, 0 pts (0/4 2 pts, 3 res)
França – Nationale A (1.ª Divisão)
Saint-Avold Red Dragon’s 60-62 CS Meaux
Christophe da Silva: não jogou
APD Braga e APD Paredes com vitórias claras
O regresso do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de basquetebol em cadeira de rodas não se pontuou por qualquer surpresa, com os favoritos APD Braga e APD Paredes a dominarem as incidências. No primeiro encontro, entre APD Braga e GDD Alcoitão, o poderio dos tetracampeões nacionais traduziu-se rapidamente na escalada no marcador, apesar de uma reação enérgica dos cascalenses, que permitiu equilibrar a contenda no segundo quarto, encurtando a desvantagem para apenas quatro pontos (18-14). Soados os alarmes, os bracarenses voltaram a assumir as despesas da partida, pondo em prática o jogo rápido e coletivo para o qual os pupilos de Fernando Lemos não encontraram o antídoto – 66-35. Márcio Dias (4.5), capitão dos locais, assinou uma exibição de gala, coroada com 37 pontos. No embate entre APD Paredes e APD Lisboa, o ascendente pertenceu sempre à formação nortenha, não obstante o início auspicioso do jovem conjunto da capital. Marco Almeida (4.0), poste dos paredenses, esteve em plano de evidência e contribuiu decisivamente para a vitória da sua equipa – 28-54 – ao apontar 18 pontos. Na 2.ª Divisão, a APD Braga B pôs termo à invencibilidade do Sporting CP/APD Sintra B – 51-36 – e passou a ser o único emblema com um percurso imaculado. O veterano Eduardo Gomes (4.0) mostrou a sua vocação lançadora, mais uma vez, que lhe rendeu 28 pontos. Quanto aos sportinguistas, não desperdiçaram a oportunidade para conquistar uma vitória nesta ronda e bateram de forma expressiva a Lousavidas – 65-22 -, destacando-se Ibrahim Mandjam (4.0), autor de 23 pontos.
1.ª Divisão
APD Braga 66-35 GDD Alcoitão
Parciais: 18-8 / 12-10 / 19-8 / 17-9
Melhores marcadores: APD Braga – #4 Márcio Dias 37 pts, #13 Jorge Palmeira 10 pts; GDD Alcoitão – #15 Hugo Maia 15 pts, #18 Emanuel Alonso 12 pts
APD Lisboa 28-54 APD Paredes
Parciais: 10-13 / 2-14 / 2-15 / 14-12
Melhores marcadores: APD Lisboa – #9 Emanuel Soares 8 pts, #8 ngelo Pereira 6 pts, #11 Ahmat Afashokov 6 pts; APD Paredes – #16 Marco Almeida 18 pts, #9 Hélder Freitas 13 pts
2.ª Divisão
APD Braga B 51-36 Sporting CP/APD Sintra B
Parciais: 16-10 / 12-6 / 12-16 / 11-4
Melhores marcadores: APD Braga “B” – #9 Eduardo Gomes 28 pts, #24 José Miguel Gonçalves 16 pts; SCP/APD Sintra “B” – #10 Ricardo Pires 18 pts, #6 Ibrahim Mandjam 12 pts
Sporting CP/APD Sintra B 65-22 Lousavidas
Parciais: 8-10 / 21-2 / 18-8 / 18-2
Melhores marcadores: SCP/APD Sintra “B” – #6 Ibrahim Mandjam 23 pts, #26 Humberto Miranda 14 pts; Lousavidas – #18 Carlos Cardoso 12 pts, #19 Alberto Baptista 8 pts
Próximos jogos
1.ª Divisão
Sábado, 7 de março
Sporting CP/APD Sintra vs. APD Paredes, 17h00, Pavilhão Municipal de Lousada
2.ª Divisão
Domingo, 8 de março
CD “Os Especiais” vs. AD Vagos Núcleo, 11h00, Pavilhão Municipal de Vagos
Taça de Portugal
Sábado, 7 de março
CD “Os Especiais” vs. AD Vagos Núcleo, 15h00, Pavilhão Municipal de Vagos
Portugueses lá fora
No jogo grande da jornada, com um pavilhão lotado, o Basketmi Ferrol carimbou a passagem ao Playoff de acesso à División de Honor, máximo escalão espanhol, ao bater e destronar o Servigest Burgos do segundo lugar – 63-68 -, fruto de uma das exibições defensivas mais conseguidas da época. Nos galegos, Pedro Bártolo (2.5) e Luís Domingos (2.5) estiveram em bom plano, ao passo que José Miguel Gonçalves não constituiu opção para o técnico e jogador Karol Szulc (4.5). Já na formação anfitriã, Helder da Silva (2.0) nem sequer equipou, uma vez que se encontra indisponível por razões de saúde. À falta de duas jornadas, caso a lógica perdure, Servigest Burgos e Basketmi Ferrol voltam a enfrentar-se no Playoff, com a vantagem do fator casa do lado galego, sendo que o vencedor garante automaticamente uma das duas vagas de promoção direta ao primeiro escalão. Em Itália, na Série A, Santa Lucia Basket Roma ganhou novo alento na luta pela chegada ao Playoff de disputa do título graças ao êxito alcançado fora de portas diante de outro histórico, o Dinamo de Sassari, por 74-71, empatando no quarto lugar com Amicacci Giulianova, derrotada pelos campeões em título, Santo Stefano, por 81-66. Na formação da capital do país transalpino, Ismael de Sousa (4.0), que compete por minutos com os colossos Matteo Cavagnini (4.5) – ex-internacional italiano – e Martin Edwards (4.5) – britânico -, não saiu do banco. No que toca a Christophe da Silva (1.0), o fim de semana foi risonho, tendo o extremo internacional português contribuído para os sucessos do CS Meaux, na Nationale A, perante a oposição do Lille – 91-57 -, bem como, pela equipa B, frente ao Amiens, em jogo a contar para a Nationale D – 4.º escalão -, que terminou com o resultado de 44-30. No périplo europeu, falta narrar o desfecho positivo para João Pedro Delgado (1.0) no embate contra Brixton – 28-48 -, o que garante aos Sparrows a continuidade no primeiro lugar na série sudeste da 3.ª Divisão – 4.º escalão britânico.
Espanha – Primera División (2.ª Divisão)
Servigest Burgos 63-68 Basketmi Ferrol
Parciais: 15-12 / 19-16 / 12-19 / 17-21
Pedro Bártolo: 20 min, 8 pts (2/4 2 pts, 0/1 3 pts, 4/7 LL)
Luís Domingos: 30 min, 5 pts (2/5 2 pts, 1/2 LL), 3 res, 1 as
José Miguel Gonçalves: não jogou.
Helder da Silva: não jogou.
França – Nationale A (1.ª Divisão)
CS Meaux 91 Lille 57
Parciais: 25-13 / 20-10 / 25-15 / 21-19
Christophe da Silva: 10 min
Nationale D – Poule A – 4.ª Divisão
CS Meaux 2 44 Amiens 30
Christophe da Silva: 12 min
Grã-Bretanha – Division 3 South East – 4.ª Divisão
Brixton Ballers 28 Sparrows 48
Parciais: 4-15 / 4-10 / 6-15 / 14-8
Sem estatística individual
GDD Alcoitão supera Sporting CP-APD Sintra e APD Braga confirma crescendo de forma
O Campeonato Nacional de basquetebol em cadeira de rodas continua pródigo em resultados improváveis, com o GDD Alcoitão a assumir o protagonismo da jornada graças ao triunfo alcançado em casa do Sporting CP-APD Sintra por 43-41. Liderados pelo seu capitão, o internacional Hugo Maia (2.5) – 18 pontos apontados -, os cascalenses, em vantagem na primeira parte, denotaram perseverança nos momentos derradeiros da partida para arrecadar os dois pontos, depois de terem consentido a recuperação sportinguista no terceiro quarto. Hugo Lourenço (4.0), referência nos anfitriões, falhou o segundo encontro consecutivo, ausência que a sua equipa não conseguiu mascarar, ao passo que nos visitantes foi Daniel Tristão (1.5) a não poder dar o seu contributo. Por sua vez, a tetracampeã nacional, APD Braga, soube suster a boa réplica inicial da APD Lisboa e construir uma vitória robusta – 35-87 -, atestando o momento positivo que vive. Márcio Dias (4.5), capitão dos minhotos, assinou mais uma prestação de excelência e amealhou 40 pontos, bem secundado pelo seu colega de equipa, Jorge Palmeira (2.5), que registou 27 pontos. Nos bracarenses, mais uma vez, Filipe Carneiro (2.0) não entrou nas contas por lesão.
Na 2.ª Divisão, a Lousavidas, equipa que se iniciou na presente época, foi suplantada com facilidade pelo Sporting CP-APD Sintra B por 68-17, destacando-se nos sintrenses o desempenho de Ricardo Pires (5.0) com 23 pontos, e pelo GDD Alcoitão B por 54-12, onde sobressaiu Emanuel Alonso (2.0), responsável direto por 22 pontos da sua equipa.
1ª Divisão
Sporting CP-APD Sintra 41-43 GDD Alcoitão
Parciais: 10-19 / 8-9 / 19-4 / 4-11
Melhores marcadores: SCP-APD Sintra – #6 Ibrahim Mandjam 15 pts, #13 Rui Lourenço 14 pts; GDD Alcoitão – #15 Hugo Maia 18 pts, #7 Rui Nascimento 11 pts
APD Lisboa 35-87 APD Braga
Parciais: 15-22 / 7-21 / 4-24 / 9-20
Melhores marcadores: APD Lisboa – #8 ngelo Pereira 10 pts, #7 Hugo Rocha 9 pts; APD Braga – #4 Márcio Dias 40 pts, #13 Jorge Palmeira 13 pts
2.ª Divisão
Lousavidas 17-68 Sporting CP-APD Sintra B
Parciais: 6-12 / 2-20 / 4-17 / 5-19
Melhores marcadores: Lousavidas – #14 António Ribeiro 6 pts, #19 Alberto Baptista 5 pts; SCP-APD Sintra “B” – #10 Ricardo Pires 23 pts, #6 Ibrahim Mandjam 18 pts
GDD Alcoitão B 54-12 Lousavidas
Parciais: 15-2 / 8-4 / 18-4 / 13-2
Melhores marcadores: GDD Alcoitão “B” – #18 Emanuel Alonso 22 pts, #16 André Gomes 9 pts; Lousavidas – #19 Alberto Baptista 6 pts, #14 António Ribeiro 4 pts
Próximos jogos – 1ª Divisão
Sábado, 15 de fevereiro
Local: Pavilhão Municipal do Arrabal, Leiria
APD Leiria vs APD Lisboa, 11h
GDD Alcoitão vs APD Leiria, 17h
Próximos jogos – 2.ª Divisão
Domingo, 16 de fevereiro
Local: Pavilhão Municipal de Grijó, Vila Nova de Gaia
APD Braga B vs. AD Vagos Núcleo, 14h30
Basket Clube de Gaia vs. AD Vagos Núcleo, 16h30
“Man Out” a Hugo Lourenço
Data de nascimento: 19/09/1978
Ano de iniciação: 1998
Posição: Poste
Clube: APD Sintra/ Sporting CP
Palmarés: 4x Campeão Nacional; 4x vencedor da Taça Portugal; 3x vencedor da Supertaça; 2x vice-campeão Liga Espanhola; vice-campeão da Copa do Rei (Espanha); vice-campeão da Taça Europeia Willi Brinkman; vencedor da Taça Europeia Challenge Cup; Campeão da Europa C por Portugal
Jogo da tua vida (e porquê): Difícil… mas a final do Europeu C em 2007, por ser o primeiro e único título pela Seleção
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como o “vendias”?
Para convencer alguém a ver, diria que iria assistir a um jogo intenso, rápido, de bastante contacto e de espetacularidade inesperada. A melhor forma de convencer alguém a praticar é levar essa pessoa a experimentar. Se tiver o “bichinho” do BCR dentro dela, dificilmente vai ficar curada!
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
Sem dúvida o saudoso Luis Blanca. Pelo seu caráter e inteligência em campo, por tudo o que me ensinou e pelo ser humano que foi. Não foi um jogador mediático como muitos, mas tinha uma qualidade e humildade como poucos! Ainda hoje, em cada jogo continua a ter influência e a estar presente. Continuo a achar que no BCR, a inteligência como se joga é muito mais determinante do que a força física.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR.
Demasiados para uma entrevista rápida. Em 13 anos de viagens constantes para e em Espanha, foram muitos, mas neste momento recordo a viagem entre Badajoz e Bilbao em que um colega de equipa, para se ajeitar no banco, decide agarrar a alavanca de emergência, sendo que a porta do autocarro abriu em andamento, empenou, tivemos duas horas parados e, para seguir viagem, tivemos de fazer turnos para segurar a porta o resto da viagem de ida e volta.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito?
Sem dúvida o momento em que é feita aquela assistência que ninguém espera, mas deixa o colega completamente isolado!
Qual é o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”?
Não vou personalizar… digamos que a qualquer adversário que, no momento, fique mais vulnerável para essa ação. Se o movimento de ataque da equipa for bem construído, a probabilidade de resultar em cesto é grande e independente de a quem o fazemos. _______________________________________________________________________
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.
Balanço do estágio da Seleção Nacional de Sub22 de BCR
Qual a impressão global do estágio? Onde é que os atletas superaram ou ficaram aquém das expectativas?
Todos superaram as minhas expectativas. Vejo um grupo unido, como nunca vi antes, muito novos, com muita vontade em aprender, e isso nesta idade é o mais importante. Preocupa-me a ausência ou fraca admissão dos fundamentos básicos, não porque não saibam na teoria, mas porque não o aplicam na prática, muito por culpa deles, mas também dos clubes. Registei a superação no aspeto físico, pois foi o primeiro estágio que começaram e terminaram todos, depois de dias muito violentos do ponto vista físico, principalmente o primeiro e o segundo. Do ponto vista tático, houve boa evolução durante o estágio. Temo que se perca nos próximos tempos pela falta de prática.
Um pouco na sequência da pergunta anterior, salta à vista a carência na técnica individual em Portugal. O que transmitiu aos jogadores? De que forma prática se pode limar este défice a nível sistémico?
Concordo plenamente, pois tudo que seja fundamento básico ou como digo, FUNdamento (brincando com a palavra fun), trata-se do mais importante para o BCR. Saber puxar, rodar, driblar, passar e lançar são coisas que devem ser aprendidas e executadas com tempo e melhoradas ao longo de mais tempo ainda. Aí temos uma lacuna enorme em relação aos outros países. O transmitido por mim e pelo adjunto (Daniel Pereira) foi fazer-lhes entender que é importante determinado detalhe e que se pretendem chegar a outros patamares, têm de trabalhar todos os dias os fundamentos básicos, que na verdade podem ser executados, não necessariamente, num dia de treino de equipa. Para isso, foram executados alguns exercícios no segundo dia em que perceberam que necessitam de treinar mais e que basta um espaço pequeno. A forma mais prática para limar é, sem dúvida, tentar sempre que possível “entrar na mente deles” e termos treinadores com qualidade para perceber que é necessário “perder” (ganhar) tempo com esses detalhes, que farão o atleta crescer enquanto jogador. Esta última observação é a mais difícil no meu entender, pois tenho jogadores que jogam um minuto por jogo e complica bastante.
Quais os objetivos a médio prazo da Seleção em termos competitivos?
Os objetivos passam por melhorar a qualidade do nosso BCR, isso tem de ser prioritário. Infelizmente, inicio a resposta desta forma, uma vez que deveria ser algo efetuado pelos clubes e treinadores. Não posso aceitar que existam jogadores, ainda hoje, que não saibam as medidas do campo ou executar um pick & roll, que não saibam efetuar compensações defensivas. Não é algo que nasça com eles, mas que se ensina e se ensina praticando. Uma Seleção Nacional ter de efetuar esse tipo de trabalho acaba por ser complicado, pois podíamos estar focados em aspetos táticos e técnicos e não podemos, pois temos de retroceder e fazer o que já devia ter sido feito. Os atletas acabam por ser o espelho dos seus clubes. Competitivamente, penso estar agendado um torneio para julho onde poderemos ver o resultados do trabalho.
Quais as próximas etapas de preparação da Seleção?
Como disse, realizaremos pelo menos um torneio. Em termos de estágios, teremos um em Abril, de 8 a 11, e depois será em junho, antes do Torneio. A periocidade está ótima, cerca de 45 a 50 dias de distância, o que lhes dá algum tempo para trabalharem nos clubes e de forma individual, pelo que poderão dar resposta aos desafios lançados no último estágio. Gratificante tem sido não ter de repetir “matéria” e poder, estágio a estágio, evoluir e vê-los a evoluir. Creio que alguns deles poderão vir a estar presentes em estágios da Seleção sénior, assim como desejo que alguns possam estar no Europeu sénior de 2021.
Portugueses lá fora
Numa semana essencialmente dedicada às taças nacionais, foram poucos os portugueses em ação. João Pedro Delgado (1.0), ex-APD Sintra, participou ativamente na vitória da sua equipa, os Sparrows, na recepção aos London Titans4 – 70-28-, resultado que garante desde já a subida à Division 2, equivalente ao terceiro escalão do BCR britânico. Já em Itália, no campeonato, Ismael de Sousa (4.0) não saiu do banco no duelo frente ao vice-campeão italiano, Briantea84 Cantù, que prevaleceu por 63-59. A próxima jornada da Série A está suspensa devido ao surto de coronavírus. O fim de semana reserva encontros para Pedro Bártolo (2.5), José Miguel Gonçalves (3.0) e Luís Domingos (2.5), com o Basketmi Ferrol a fechar a fase regular em Badalona, enquanto o adversário dos galegos nos playoffs, o Servigest Burgos, de Helder da Silva (2.0), de fora por tempo indeterminado, viaja até Murcia. Em França, também Christophe da Silva (1.0), do CS Meaux, retoma a competição no principal escalão francês, na visita ao Saint-Avold.
Grã-Bretanha – Division 3 – Sudeste (4.º escalão)
Hackney Sparrows 70-28 London Titans4
Parciais: 15-8 / 15-4 / 20-10 / 20-6
João Pedro Delgado: 2 pontos
Itália – Série A – 1.ª Divisão
Santa Lucia 59-63 Briantea84 Cantù
Parciais: 16-17 / 16-17 / 13-10 / 14-19
Ismael de Sousa: não jogou
Portugueses lá fora
O Basketmi Ferrol teve de suar para superar o Salto Bera Bera, em San Sebastian. Os galegos, sem Pedro Bártolo (2.5) – ausente por motivos de saúde -, mas com Luís Domingos (2.5) e José Miguel Gonçalves (3.0) a serem aposta, precisaram de dois prolongamentos para vergar a combativa formação basca – 77-83 – e acalentam como objetivo no que resta da fase regular alcançar o segundo posto, garante de um emparelhamento mais favorável no playoff, no que toca ao fator casa. O Servigest Burgos, próximo adversário do Basketmi Ferrol, é, precisamente, o atual dono do segundo lugar do pódio, voltando a demonstrar a sua qualidade na deslocação à Catalunha, onde, com a ajuda de Helder da Silva (2.0), bateu o Global Basket por elucidativos 69-45. Na Alemanha, depois de um começo titubeante esta época, o Lux Rollers, de Paulo Soeiro (1.0), reiterou o seu crescimento exibicional com dois triunfos categóricos perante Kreuznach – 57-33 – e Breisgau Basket – 45-57 -, descolando da metade inferior da tabela. Já Christophe da Silva (1.0) viu gorada a ambição de prosseguir nas provas europeias, uma vez que o CS Meaux perdeu os quatro encontros da fase preliminar da Champions League, na qual se apuravam os dois primeiros para os quartos-de-final da prova – lá, aguardam o campeão e vice-campeão da época passada, Thuringen Bulls (Alemanha) e CD Ilunion (Espanha), respetivamente -, o terceira rumava à fase final da Euroliga 1 e o quarto à etapa derradeira da Euroliga 2. Sem conseguir bater-se frente aos colossos do grupo, RSV Lahn-Dill (Alemanha) e Bidaideak Bilbao (Espanha), averbando derrotas por 49-93 e 58-96, o conjunto gaulês depositava todas as esperanças de não abandonar precocemente a montra europeia nos duelos com os italianos Amicacci Giulianova, com quem perderam por 64-79, e com os turcos TSK Rehab Merkezi Eng, que se impuseram pela margem mínima, 65-64.
Espanha – Primera División (2.ª Divisão)
Salto Bera Bera 77-83 Abeconsa Basketmi Ferrol
Parciais: 13-19 / 17-16 / 16-15 / 21-17 / 4-4 / 6-12
Luís Domingos: 43 min, 11pts (4/12 2pts, 3/5LL), 2res, 1ast
José Miguel Gonçalves: 19 min, 0pts (0/1 2 pts), 1rb
Global Basket 45-69 Servigest Burgos
Parciais: 15-12 / 12-18 / 8-23 / 10-16
Helder da Silva: 8 min, 0pts (0/1 2pts), 2ast
Alemanha – Regionalliga
Lux Rollers 57-33 Kreuznach
Ao intervalo: 26-15
Paulo Soeiro: 15 min, 2pts, 2res, 2ast
Breisgau Baskets 45-57 Lux Rollers
Ao intervalo: 16-19
Paulo Soeiro: 30min, 3res
Liga dos Campeões – fase preliminar
CS Meaux 64-79 Amicacci Giulianova
Christophe da Silva: não jogou
TSK Rehab Merkezi Eng 65-64 CS Meaux
Christophe da Silva: não jogou
CS Meaux 58-96 Bidadeak BSR Bilbao
Christophe da Silva: 20 min, 2 pts (1/5 2pts), 1ast
RSV Lahn-Dill 93-49 CS Meaux
Christophe da Silva: 20 min, 1 pt (0/2 2pts, 1/2 LL)