Artigos da Federaçãooo

APD Leiria e GDD Alcoitão retomam as vitórias

 

Os leirienses receberam e venceram a APD Paredes por 52-36, sentenciando o jogo praticamente até ao intervalo, enquanto a sul, no clássico, Alcoitão impôs-se com autoridade à APD Lisboa – 56-34 – e afugentou as más sensações da escorregadela contra a APD Braga, no fim de semana anterior.

 

APD Leiria 52-36 APD Paredes

Com uma entrada avassaladora, Leiria colocou-se numa posição confortável no marcador, esgrimindo logo no primeiro quarto uma vantagem de 11 pontos à custa da defesa à zona bem para lá do garrafão, que obrigou Paredes a vários lançamentos exteriores forçados. Os paredenses também se debateram com dificuldades para travar os contra-ataques dos homens mais rápidos de Leiria, Iderlindo Gomes e João Jerónimo, municiados por Marco Francisco, e por isso ao intervalo já corriam atrás de um prejuízo que ascendia a 21 pontos. Na segunda parte, Paredes mostrou o porquê de ser uma equipa incómoda para qualquer adversário e capitalizou da melhor maneira a rotação precoce do banco leiriense, particularmente através dos seus postes, Marco Almeida e Helder Freitas. Os comandados de Domingos Marinho encurtaram a distância para 10 pontos, circunstância que motivou os locais a fazer reentrar na partida alguns dos seus principais elementos e assim reassumir o controlo do jogo. Para este compromisso, a APD Leiria não contou com vários dos seus atletas de baixa pontuação por razões de saúde ou lesão, a saber: os Sub22 João Pedro (2,5) e Rafael Andrino (1.0), o internacional português Nelson Oliveira (1.0), Luís Ramos (1.0) e Cândido Delgado (1.0). Parciais: 17-6 / 18-8 / 2-13 / 15-9 Melhores marcadores: APD Leiria – Iderlindo Gomes 19 pts, João Jerónimo 16 pts; APD Paredes – Marco Almeida – 19 pts, Helder Freitas 12 pts

 

GDD Alcoitão 56-34 APD Lisboa

Depois de derrotas pesadas, Alcoitão partia em busca dos primeiros pontos em 2019 e Lisboa da estreia a vencer na competição. Com um começo tímido de parte a parte em matéria pontual, foi a formação local a ditar o ritmo do encontro, mas sem conseguir materializar esse ascendente numa vantagem significativa. Por seu turno, os lisboetas procuraram surpreender e adotavam uma defesa de pressão a todo o campo, nem sempre irrepreensível, quando marcavam, algo que suscitou alguns erros da formação rival. Após o intervalo, o GDD Alcoitão, claramente em franca evolução no processo ofensivo, beneficiou da maior sintonia de Hugo Maia com o cesto, que desferiu vários lançamentos de fora, e da eficácia interior do aniversariante Mário Silva, autor de 20 pontos na partida, fatores que quebraram de vez a resistência meritória da formação da capital. Parciais: 10-8 / 12-12 / 17-10 / 17-4 Melhores marcadores: GDD Alcoitão – Hugo Maia 25 pts, Mário Silva 20 pts; APD Lisboa – Ângelo Pereira 10 pts, Ahmat Afashokov 9 pts

 

Próximos jogos

19/01

Sporting CP/APD Sintra vs. APD Paredes, 15h, Pavilhão Serra das Minas

20/01

APD Leiria vs. GDD Alcoitão, 11h, Pavilhão de Maceira

 

 


“Por enquanto sinto-me mais próximo de formar jogadores, não tanto equipas”

O Sporting CP/APD Sintra agradece, pois o salto de qualidade dado pela formação sintrense é inegável, como corrobora o registo imaculado na presente época. O poste ex-Mideba Extremadura e antigo internacional português refuta, contudo, a possibilidade de regressar à Seleção, ressalvando que o objetivo passa por “poder desfrutar do gostinho e da adrenalina da competição”.

Eis a segunda parte da entrevista.

 

Nota: Foto de Rita Taborda

 

Esperemos que seja um cenário a longo prazo, mas vir a ser treinador está nos teus planos?

 O mais próximo que me sinto dessa função é quando tenho oportunidade de partilhar conhecimentos com jogadores novos e principalmente quando são jovens. Sempre me deu muito prazer participar e contribuir para a sua formação e evolução. É a minha forma de estar e de ser e acaba por ser inevitável partilhar os meus conhecimentos com os que me rodeiam. Quanto a ser realmente treinador… o futuro o dirá, não descarto, por enquanto sinto-me mais próximo de formar jogadores, não tanto equipas.

 

Dos jogadores com que te tens cruzado nesta época, há algum a quem reconheças potencial para outros voos?

Como disse atrás, o nível lá fora está cada vez mais exigente e isso faz com que seja cada vez mais difícil sair para as principais ligas europeias. Existem jogadores jovens com potencial, sim, mas ou têm a oportunidade de ir viver para fora por outros motivos e depois então integrar outros campeonatos, ou então terão de trabalhar muito mais para estar num nível para que os clubes europeus possam fazer propostas. Basta ver a dificuldade que alguns excelentes jogadores portugueses tiveram e têm para conseguir ser profissionais em países como Espanha ou Itália. A exigência é enorme e o nível é muito elevado… e com o nível competitivo do nosso campeonato é extremamente difícil conseguir “dar o salto” e ser bem sucedido. Não quero com estas palavras desmotivar ninguém, pelo contrário, quero sim apenas transmitir o quanto é necessário trabalhar para o conseguir e que é fundamental que façam esse percurso baseados no seu próprio empenho e trabalho.

 


“Quero poder desfrutar do gostinho e adrenalina da competição”

 

O Sporting CP/APD Sintra agradece, pois o salto de qualidade dado pela formação sintrense é inegável, como corrobora o registo imaculado na presente época. O poste ex-Mideba Extremadura e antigo internacional português refuta, contudo, a possibilidade de regressar à Seleção, ressalvando que o objetivo passa por “poder desfrutar do gostinho e da adrenalina da competição”.

 

No final da época 2015/2016, o anúncio público da sua retirada internacional amargurou toda a comunidade do BCR nacional e o CP Mideba, casa de Hugo Lourenço durante mais de uma década ao mais alto nível no máximo escalão espanhol. Chamar-lhe casa foge do lugar-comum ou não fosse a relação com o clube de Badajoz pontuada por genuína admiração e carinho, mútuos. No mesmo ano, o desfecho anticlimático com a Seleção Nacional, relegada para a Divisão C graças a uma derrota por um ponto contra a Eslovénia, também não ajudou a prolongar a carreira do primeiro jogador português profissional de BCR. A família e o trabalho cimentaram-se como prioridades, mas as saudades impuseram uma gestão ainda mais meticulosa do tempo para o que o BCR se encaixasse novamente na rotina.

 

Depois de um ano intermitente, regressaste esta época com energias redobradas, permitindo à APD Sintra voltar a sonhar com algo mais. Que metas traças em termos coletivos e individuais?

Em temos individuais, os objetivos são sobretudo voltar a treinar com regularidade (1 vez por semana) e sempre que possível poder desfrutar do gostinho e adrenalina da competição. A prioridade continua a ser a vida pessoal e a profissional, mas sempre que ambas o permitem é de facto um prazer “regressar”. Quanto aos objetivos coletivos, numa equipa como a APD Sintra/Sporting CP, os títulos têm de estar sempre em mente! No entanto, há que ser realista e perceber que é necessário ter mais tempo de treino, mais jogadores e mais e melhores meios técnicos. A única equipa em Portugal na atualidade que tem as condições mínimas para ser bem sucedida é a APD Braga, pelo trabalho que começou a desenvolver há alguns anos. No entanto, isso não é tudo e naturalmente estamos cá para tentar contrariar esse favoritismo.

Ao ver-te novamente em forma e a desfrutar do jogo, torna-se inevitável abordar um hipotético regresso à Seleção. Essa porta está aberta?

Para mim essa porta está praticamente fechada. Primeiro pelo motivo que expliquei anteriormente – disponibilidade. Segundo, não tendo eu oportunidade de treinar com regularidade e por esse motivo não me poder apresentar numa forma física e técnica mínima (segundo os meus parâmetros) para representar a Seleção de forma digna, é algo que não pondero. Para mim não faz sentido estar eventualmente a tirar o lugar a alguém que esteja realmente disponível e em condições de estar na Seleção. Atualmente, parece estar em curso um projeto para construir uma equipa competitiva no futuro e para isso precisa de jogadores novos e disponíveis. É outra página da minha vida desportiva da qual me orgulho muito e que me deu muitas e enormes alegrias e um par de desilusões, porém é algo que faz parte do passado.

Competiste durante cerca de uma década na liga espanhola, o que, apesar de treinares cá, distanciou-te da realidade do nosso campeonato. Como avalias o progresso do nível nacional?

Como sempre, tenho de ser direto e sincero. Infelizmente, na minha opinião, o nível tem evoluído ao mesmo ritmo que sempre evoluiu, ou seja, de forma lenta. Excetuando alguns jogadores que integraram outros campeonatos europeus, o nível mantém-se praticamente igual. Na minha perspectiva, isso deve-se essencialmente aos problemas de sempre: falta de tempo e qualidade de treinos (com o absurdo de ter equipas e jogadores nos últimos anos a dividir tempo com outras modalidades), falta de divulgação e visibilidade da modalidade e consequentemente de novos jogadores e, por fim, devido aos modelos de campeonato, que insistimos em manter com um número tão reduzido de equipas. Concordo que em Portugal as equipas e alguns jogadores evoluíram, porém, quando olhamos lá para fora e vemos o nível dos jogadores, equipas e seleções, sinto que cada vez estamos mais longe…

 

 


Mensagem de Ano Novo!

"O novo ano está à porta e temos uma elevada expectativa de que seja, igualmente como o que está prestes a terminar, repleto de sinais indicadores, ainda mais claros, de que estamos no bom caminho para que o Basquetebol seja de forma inequívoca a comunidade desportiva mais popular a seguir ao futebol.

Ao despedirmo-nos de 2018, queremos reiterar o nosso agradecimento a todos vós que jogam, treinam, arbitram ou dirigem, que todos os dias se empenharam e empenham para que a modalidade cresça e desenvolva.

É por reconhecermos esse valor e a capacidade das gentes do basquetebol e das suas estruturas, e o enorme potencial que a modalidade apresenta, que estamos frente a uma grande oportunidade, mas só a poderemos cabalmente aproveitar com a colaboração de todos, sem exceção.

A todos desejamos que estes dias de partilha sejam vividos num clima saudável e fraterno, e que todos retemperem forças para que possamos abraçar os novos desafios que aí vêm, para que o ano de 2019 seja o melhor de todos.

Contaremos com o vosso apoio crítico e construtivo.

Nós cá estaremos todos os dias empenhados e determinados.

Feliz Ano Novo!"

 


Portugueses lá fora

O português contribuiu para manter a invencibilidade do Servigest Burgos na deslocação à Catalunha – Global Basket 41-43 Servigest Burgos – e assim continua a acalentar a subida de divisão.

Em Itália, Pedro Bártolo fechou a primeira metade da época sem vencer – Bergamo 60-47 Varese -, enquanto Ismael de Sousa não foi utilizado na derrota após prolongamento do Santa Lucia, na visita à formação insular do Dinamo Lab Sassari – 70-65.

Por último, na Nationale A, em França, Valter Mendes sofreu uma pesada derrota contra o Lannion por 80-49.

 

 

Espanha – Primera División (2.º escalão)

Global Basket 41-43 Servigest Burgos

No duelo frente a uma das mais jovens equipas da liga, orientada pelo selecionador espanhol, Oscar Trigo, o Servigest Burgos tremeu para arrecadar mais um triunfo e, deste modo, manter-se invicto na liderança partilhada com o CB Las Rozas FDI, de Madrid. Hélder da Silva jogou 30 minutos e registou 2 pts (1/3 2 pts, 0/2 3 pts), 1 ressalto e 5 assistências. Parciais: 9-9 / 8-9 / 10-14 / 14-11

 

Itália – Série A

SS Bergamo 60-47 HS Varese

Depois de quatro prestações promissoras diante dos rivais mais apetrechados da Liga, o HS Varese desperdiçou duas oportunidades de luxo para alcançar alguma tranquilidade na tabela classificativa. Se na semana anterior cedeu no embate caseiro contra o Sassari, desta feita o carrasco foi a formação vizinha, da capital da Lombardia, SS Bergamo. Apesar do campeonato italiano prever este ano um playout para os clubes classificados entre o 5.º e 8.º, ocupar a última posição significaria uma missão mais árdua na luta pela manutenção e por isso soam agora os alarmes na equipa liderada por Nicola Damiano. A contas com uma lesão no ombro direito, Pedro Bártolo assinou uma exibição pálida e em 30 minutos obteve apenas 2 pts (0/5 3 pts, 1/4 2 pts), 6 assistências e 1 ressalto. Do lado varesino, nota positiva para Gabriele Silva, autor de 20 pts e 16 ressaltos, enquanto nos locais se destacaram o letão Karlis Gabranovs (25 pts, 4 ressaltos) e Joel Gabas (18 pts, 7 ressaltos). Parciais: 21-15 / 16-10 / 11-12 / 12-10

Dinamo Lab Sassari 70-65 Santa Lucia

Na outra grande surpresa da jornada, o Dinamo Lab Sassari vergou o histórico emblema da capital italiana, Santa Lucia Roma, que desperdiçou a oportunidade de se distanciar do Amicacci Giulianova na disputa pela quarta e última vaga que dá acesso ao playoff. Nem os 23 pontos e 13 ressaltos de Matteo Cavagnini bastaram para que os romanos se despedissem da Sardenha com um triunfo na bagagem, já que do outro lado estavam os não menos inspirados Cristian Gomez (25 pts, 11 ressaltos), Fabio Raimondi e Butkevicius, ambos com 14 pontos. O português Ismael de Sousa não foi opção no conjunto visitante. Parciais: 18-12 / 14-17 / 12-14 / 15-16 / 11-6

 

França – Nationale A

Lannion 80-49 Lyon Basket Fauteil

Perspectivava-se um jogo renhido entre o 9.º e o 10.º classificado da Nationale A, mas rapidamente se dissipou a teoria com a formação local a construir uma vantagem volumosa logo no quarto inaugural – 24-6. A perplexidade dos lioneses deu lugar a uma boa reação que permitiu minimizar a diferença para 13 pontos antes do intervalo. Contudo, no regresso para a segunda parte, o Lannion sentenciou o encontro e instalou-se no comando com 26 pontos sobre os lioneses no final do terceiro período. Valter Mendes atuou 9 minutos e apontou 2 pontos. Parciais: 24-6 / 13-18 / 26-14 / 17-11

 


AB Guarda com “cara nova”!


APD Braga promove BCR junto da comunidade escolar

 

O périplo pelo norte do país permitiu não só sensibilizar a comunidade escolar para a vida de uma pessoa com deficiência, que “não é sinónimo de paragem” – afiança o técnico Ricardo Vieira – como para divulgar a modalidade e alterar a perspetiva dos mais jovens face ao desporto adaptado.

 

 

“Está a ser, sem dúvida, o melhor ano”. Assim descreve Ricardo Vieira, técnico da APD Braga, a atuação da equipa junto da comunidade escolar na presente época desportiva, onde os convites sobejam e a disponibilidade para lhes dar resposta escasseia, como o próprio treinador referiu: “Surgem de tal forma que por vezes temos mesmo de adiar uma ou até mesmo cancelar outras exibições, porque não conseguimos estar em lugares diferentes”.

 

Num espaço de apenas duas semanas, e com o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência como fator catalisador, os atletas da APD Braga percorreram nove estabelecimentos de ensino: Alfacoop, Colégio João Paulo II, Agrupamento de Escolas de Briteiros, Agrupamento de Escolas Oeste Cabreiros, Escola Secundária de Estarreja, Escola Ribeira de Neiva, Agrupamento de Escolas Fernão Magalhães, em Chaves, Escola E/B 2/3 de Vidago e Escola EB 2/3 das Marinhas. Mas têm já também várias atividades agendadas para janeiro, “com tendência para crescer”. No meio da azáfama de espalhar a mensagem houve ainda tempo para disputar e vencer o encontro do Campeonato Nacional frente ao GDD Alcoitão, em Queluz.

 

O canal aberto com o universo escolar não é mais do que “fruto do trabalho desenvolvido ao longo dos anos”, assente numa abordagem natural e reveladora da deficiência e do desporto, que gera um sentimento por parte de quem participa de que “afinal é pouco tempo”. “São quase os miúdos que ‘obrigam a estarmos presentes assim que possível”, acrescenta Ricardo Vieira. Os jogadores da formação minhota e o treinador convivem com jovens dos 3 aos 18 anos e se, por vezes, a atitude inicial se reveste de “algum repúdio pelo sentar na cadeira, fruto dos estereótipos”, rapidamente dá lugar ao “sorriso que estava escondido”. A presença nas redes sociais ajuda a aferir o sucesso das atividades e em relação ao impacto das demonstrações de BCR – abertas posteriormente à participação dos alunos e professores – nos últimos quinze dias bastará dizer que a página de Facebook somou 300 “gostos”.

 

Entre as reações mais marcantes das visitas às escolas, o treinador bracarense narra um episódio com uma menina com paralisia cerebral grave. “Senti que ela queria jogar, mas diziam-lhe que não podia – e não podia mesmo – e feito ‘teimoso’ tirei-a da cadeira dela, meti-a numa cadeira de BCR, segurei a bola no colo dela, lancei por ela e encestei… Depois olhei para ela e sorriu-me. As pessoas disseram: ‘ela nunca sorriu assim, muito menos para estranhos’”. Da passagem mais recente, nas duas últimas semanas, retém um aluno de 6 anos em Ribeira de Neiva, que se aproximou para oferecer uma pulseira, depois de ouvir que uma cadeira de competição podia custar 3500€. Dois exemplos do potencial transformador do desporto e do quanto este pode também ajudar a moldar a perceção da sociedade civil no que respeita à pessoa e ao atleta com deficiência.

 

 


2018 encerra com vitórias da APD Braga e Sporting CP/APD Sintra

APD Braga 46-27 APD Paredes

O pavilhão de Ferreiros, em Braga, acolheu uma partida pouco atrativa no fecho competitivo de 2018. Os tricampeões nacionais impuseram-se com facilidade ao rival paredense, descolando logo antes do descanso para uma vantagem de 21 pontos, embora já tardiamente, na segunda metade do encontro, a APD Paredes tenha equilibrado a balança e apresentado um basquetebol positivo, onde sobressaiu o entrosamento – principalmente – do cinco inicial orquestrado por Domingos Marinho. Do outro lado, Ricardo Vieira, técnico dos minhotos, demonstrou insatisfação com a quebra de rendimento invulgar dos seus pupilos a partir do meio do segundo quarto e que se agudizou após o descanso, pois no terceiro quarto registou-se um empate a 10 pontos, enquanto nos dez minutos derradeiros a conquista do parcial pendeu mesmo para os visitantes – 9-11. De assinalar ainda a saída por lesão nas costas de Márcio Dias (4.5), escassos momentos depois de ter reentrado na partida no terceiro quarto, fator que aliado à habitual rotatividade operada pelo treinador local ditou que estivesse praticamente metade do encontro fora de campo, porém tempo suficiente para ser o melhor marcador (14 pts). Parciais: 17-4 / 10-2 / 10-10 / 9-11 Melhores marcadores – APD Braga: #4 Márcio Dias (4.5) 14 pts, #12 Filipe Carneiro (2.0) 8 pts; APD Paredes: #9 Hélder Freitas (3.5) 9 pts, #16 Marco Almeida (4.0) 8 pts.

 

APD Lisboa 41-58 Sporting CP/APD Sintra

Em contraponto ao sucedido em Braga, o Pavilhão de Alvalade foi palco de um encontro pontuado por grande equilíbrio e de uma resistência assinalável da APD Lisboa aos visitantes, favoritos na teoria. Os forasteiros começaram por confirmar as expectativas e levaram a melhor no primeiro parcial – 9-16 – com o experiente trio Hugo Lourenço (4.0), Pedro Gonçalves (3.5) e Rui Lourenço (4.0) a assumir a responsabilidade pela colheita ofensiva. No segundo quarto, o arrojo de fazer pressão a campo inteiro após cesto concretizado rendeu aos lisboetas o triunfo pela margem mínima – 9-8 -, e manteve intactas as aspirações de lutar pelo dois pontos. Retomar-se-ia a partida com uma investida forte da formação da capital, que se colocaria a apenas 2 pontos, mas as esperanças saíram goradas, já que a acumulação de faltas de Teodoro Cândido (4.5) deu azo a nova fuga no marcador por parte do SCP/APD Sintra, agora com 8 pontos de vantagem. No último quarto, a APD Lisboa sucumbiu ao talento e maturidade dos sintrenses, que aproveitaram a vantagem para dar minutos aos menos utilizados, nomeadamente a Ibrahim Mandjam, internacional Sub22 (4.0), que tirou máximo partido da oportunidade ao apontar 8 pts. Parciais: 9-16 / 9-8 / 14-16 / 9-18 Melhores marcadores – APD Lisboa: #8 Ângelo Pereira 17 pts, #6 António Vilarinho 8 pts, #10 Bruno Lopes 8 pts; SCP/APD Sintra: #10 Pedro Gonçalves 21 pts, #28 Hugo Lourenço 12 pts.

 

Próximos jogos

5/1

APD Paredes vs. APD Lisboa, 16h, Pavilhão Rota dos Móveis

6/1

APD Leiria vs. Sporting CP/APD Sintra, 11h, Pavilhão de Maceira

APD Braga vs. GDD Alcoitão, 15h, Pavilhão de Ferreiros

 


Assembleia Geral Ordinária da FPB marcou este sábado

 

Com hora de início agendada para as 14h30, a falta de quórum fez com que os trabalhos tivessem começado apenas meia hora mais tarde, para depois participarem 33 delegados de um total de 56.

 

Foi aprovada por unanimidade a ata da última Assembleia Geral, para posteriormente o Presidente da Direção apresentar o Plano de Atividades, cabendo ao Secretário-Geral a apresentação do orçamento, o qual apresenta rendimentos totais de 6 906 307 euros e gastos de 6 677 891 euros a que corresponde um resultado antes de impostos de 228 417 euros.

 

No período de discussão que se seguiu intervieram diversos delegados, os quais interpelaram a Direção acerca de pontos específicos do Plano e do Orçamento.

 

Os esclarecimentos estiveram a cargo do Presidente da Direção, do Secretário-Geral, do Diretor Técnico Nacional e do Presidente do Conselho de Arbitragem.

 

Posta à votação pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, a proposta de Plano de Atividades e de Orçamento para 2019 foi aprovada por unanimidade.

 

Seguiu-se um período de 30 minutos nos quais vários delegados intervieram para apresentação de diversos temas.

 

Pelas 17 horas a Assembleia Geral foi dada por concluída.

 

 

 


APD Leiria e APD Braga com fim de semana positivo

 

A sul, em Queluz, no encontro integrado no 11.º Torneio Fernando Paulino do histórico emblema sintrense, a tricampeã nacional APD Braga assinou a melhor exibição da época e aplicou uma dura derrota ao GDD Alcoitão – 24-69.

 

Nota: Fotos de Photo Parreira

 

APD Leiria 70-40 APD Lisboa

Numa bela partida de basquetebol em cadeira de rodas, o arrojo dos lisboetas, que pressionaram a campo inteiro durante os três primeiros períodos, não se revelou suficiente para superar a formação anfitriã, que gozou de prestações inspiradas de João Jerónimo (23 pts) e Iderlindo Gomes (25 pts), principais responsáveis por romper a abordagem defensiva visitante. As três faltas precoces de Ângelo Pereira, a saída por lesão de Alexandre Cardoso e, em particular, a exclusão por cinco faltas de Bruno Lopes a meio do terceiro período fizeram pender ainda mais a balança, já de si inclinada, para os leirienses, que descolaram no marcador para números irreversíveis. De salientar, porém, a evolução da equipa de capital, que conta com três dos mais jovens jogadores do campeonato nacional (Ahmat Afashokov, Ângelo Pereira e Emanuel Soares), reconhecida pelo próprio rival. Parciais: 15-8 / 22-14 / 19-7 / 14-11 Melhores marcadores: APD Leiria – Iderlindo Gomes 25 pts, João Jerónimo 23 pts; APD Lisboa – Ahmat Afashokov 11 pts, Bruno Lopes 10 pts

 

GDD Alcoitão 24-69 APD Braga

No embate teoricamente mais apetecível da jornada, a tricampeã nacional APD Braga elevou a fasquia do seu jogo e protagonizou uma primeira parte de luxo que hipotecou por completo as expectativas do conjunto cascalense em lutar pela vitória. Os comandados de Ricardo Vieira, fruto de boas trocas defensivas, manietaram o jogo interior da equipa agora dirigida por Fernando Lemos, onde sobressai o camisola 11, Mário Silva, e limitaram o lançamento exterior do capitão rival, Hugo Maia, em evidência nas jornadas anteriores. Com tudo decidido, os bracarenses iniciaram a rotação habitual do plantel, enquanto os cascalenses recuperaram parcialmente os índices que lhes valeram a distinção de equipa sensação da época, mas sem nunca encurtar distâncias no marcador. Merece ênfase o facto de o encontro ter sido disputado no Pavilhão Henrique Miranda, casa do histórico Núcleo de Basquetebol de Queluz, no âmbito do 11.º Torneio Fernando Paulino, suscitando o interesse de inúmeros curiosos que, após os 40 minutos, desceram das bancadas para felicitar os atletas e técnicos e colocar questões sobre esta vertente da modalidade. Parciais: 5-16 / 4-22 / 6-20 / 9-11 Melhores marcadores: GDD Alcoitão – Hugo Maia 13 pts, Mário Silva 8 pts; APD Braga – Márcio Dias 25 pts, Filipe Carneiro 20 pts

 

Próximos jogos:

15/12

APD Lisboa vs. Sporting CP/APD Sintra, 14:30, Municipal do Casal Vistoso

16/12

APD Braga vs. APD Paredes, 15h, Pavilhão de Ferreiros

 

 

 


Reunião de Direção da FPB em Évora

Entre os temas abordados estiveram as dificuldades de otimização da gestão da arbitragem pela grande concentração de jogos aos sábados, estando em análise diversas medidas com o objetivo de ultrapassar esta situação, quer pela dispersão de jogos, quer pela formação de mais juízes (onde se destacam as novas ações vocacionadas para a arbitragem que estão a ser desenvolvidas no âmbito dos projetos em parceria com o Desporto Escolar – 3×3 nas Escolas e Jr. NBA).

 

Também se falou sobre formas de melhoria da comunicação da FPB, de modo a dar a conhecer e promover as diversas atividades que são desenvolvidas, não só pela Federação, como também pelas Associações e Clubes.

 

Foram igualmente abordados temas relacionados com o Campeonato da Europa de Sub20 masculinos, que irá decorrer em Matosinhos entre 12 de 21 de julho de 2019, assim com os novos desenvolvimentos do projeto 3×3 BasketArt, que continua a receber diversas candidaturas das autarquias e que irá estar presente no Congresso da Associação dos Municípios Amigos do Desporto, a ter lugar esta segunda-feira, 10 de dezembro, em Vila Franca de Xira. Os dois projetos já em curso do Programa Valorizar foram também destaque: o vocacionado para os Clubes que participam nas principais competições nacionais seniores e o vocacionado para os Clubes que participaram na formação dos jogadores e das jogadoras que integram seleções nacionais.

 

Para terminar, foram abordados alguns dos novos projetos que se pretende lançar a curto prazo, sendo este um tema que terá continuidade nas próximas reuniões.

 

 


Portugueses lá fora

 

Em Espanha, na 2.ª Divisão, Hélder da Silva contribuiu para a vitória expressiva do Servigest Burgos na recepção ao BSR Vista Azul – 70-29.

 

Itália – Série A

HS Varese 51-54 Briantea84

No dérbi da Lombardia, o HS Varese voltou a provar que tem argumentos para se bater com os melhores emblemas do máximo escalão italiano e fez tremer o campeão em título, que se apresentou privado de Adolfo Berdun, internacional argentino (3.5) ao serviço da sua seleção, e Ahmed Raourahi (1.5), que foi pai na madrugada anterior ao encontro. A defesa abnegada e consistente dos locais, a sua imagem de marca na presente época, permitiu combater de igual para igual com os visitantes praticamente durante todo o encontro, assim como o acerto de Gabriele Silva (28 pts, 10 r e 3 a), que tirou partido do seu lançamento eficaz em mismatch. Só a escassos 2 minutos do final, o Briantea84 conseguiu distanciar-se para números praticamente irrecuperáveis, tendo sido Giulia Maria Papi (25 pts, 6 r, 5 a) e Filippo Carossino (17 pts, 3 r, 4 a) os elementos em evidência. Pedro Bártolo assinou uma exibição consistente (7 pts, 4as, 2res em 36 minutos), mas os campeões italianos traziam a lição bem estudada e, na maior parte do tempo, manietaram com sucesso o atirador português. Parciais: 18-18 / 6-14 / 13-12 / 14-20

 

Espanha – Primera División (2.ª divisão)

Servigest Burgos 70-29 BSR Vista Azul

Prossegue a caminhada invicta do Servigest Burgos, na 2.ª Liga Espanhola. Desta feita, numa partida acessível, a formação de Castela e Leão comandou de princípio ao fim e desde muito cedo o técnico Rodrigo Escudero pôde distribuir minutos pelos elementos habitualmente menos utilizados. O base Hélder da Silva atuou 10 minutos e registou 2 pontos, 4 ressaltos e 3 assistências. Parciais: 17-10 / 16-0 / 15-7 / 22-12

 

 

 

 


Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

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