Artigos da Federaçãooo
Portugueses lá fora
CS Meaux 76-51 Lannion
Apesar das ausências de vulto dos holandeses Mattijs Bellers e Robin Poggenwisch, ao serviço da sua seleção num torneio, na China, o CS Meaux conseguiu sobrepor-se ao Lannion por concludentes 76-51. O resultado não espelha de todo as dificuldades iniciais sentidas pela equipa de Christophe da Silva, que sofreu um parcial de 11-2 em três minutos, recompondo-se no entanto ainda a tempo de fechar o primeiro quarto em vantagem – 23-20. A partir de então, domínio absoluto para os locais, que avolumaram a diferença pontual cada vez mais. O extremo português jogou apenas os dois últimos minutos, durante os quais amealhou dois ressaltos defensivos. Parciais: 23-20 / 17-14 / 17-4 / 19-13
Saint-Avold 77-51 Lyon Basket Fauteuil
O Lyon Basket continua a dura demanda de perseguir a primeira vitória no máximo escalão do BCR francês. Se a façanha escapou por detalhes nas duas últimas jornadas, desta feita a formação de Ródano Alpes esteve longe do objetivo proposto, pois desde o primeiro minuto que o ascendente pertenceu a Saint-Avold, cuja velocidade se revelou letal. No segundo quarto, o Lyon Basket encurtou a desvantagem para três pontos, mas os anfitriões rapidamente puseram termo a quaisquer esperanças de reviravolta. Valter Mendes participou em 14 minutos do encontro, com uma exibição discreta. Parciais: 21-12 / 15-17 / 24-14 / 17-8
Meylan Grenoble 52-67 CAP SAAA
Na Nationale B, segundo escalão francês, o Meylan Grenoble, de Nuno Neves, consentiu uma derrota caseira face ao CAP SAAA. Na primeira parte, pontuada por enorme equilíbrio, até foi a equipa do português a destacar-se ligeiramente no marcador (31-28), mas depois os visitantes puseram em prática uma defesa homem a homem, que deixou Meylan sem reação e produziu um parcial inesperado de 9-23, no período derradeiro. Nuno Neves atuou 40 minutos e apontou 16 pontos. Parciais: 17-14 14-14 12-16 09-23
GSD Porto Torres 53-64 HS Varese
No começo da Série A, a formação de Varese viajou até à Sardenha para defrontar o vice-campeão, GSD Porto Torres. Pese embora o estatuto, o anfitrião perdeu as suas peças-chave, como o americano Matt Scott ou os ingleses George Bates e Philip Pratt, pelo que o favoritismo pendia para a equipa da Lombardia. Ainda assim, com um endiabrado Morteza Gharibloo, poste iraniano (28 pts), conseguiu levar o jogo para o intervalo com o resultado favorável de 29-26. Na segunda parte, mercê de uma maior agressividade defensiva e melhor aproveitamento das oportunidades de finalização na área pintada, os visitantes passaram para a frente e dilataram a vantagem até final. Pedro Bártolo iniciou como titular, exibindo-se no plano ofensivo aquém do nível demonstrado na pré-época, onde se revelou um dos jogadores em maior destaque. O português atuou 16 minutos, ao longo dos quais pouco uso fez da sua principal arma, o lançamento (1/2 de 2 pts e 0/1 de 3 pts). Parciais: 17-16 / 12-10 / 14-19 / 10-19
Briantea 84 Cantù 74-32 Santa Lucia
O campeão italiano e vice-campeão da Europa mostrou-se intratável na receção ao velho rival Santa Lucia, histórico conjunto romano, várias vezes vencedor da Série A e da Champions Cup, que quase fechou portas há dois anos. Nesta “segunda vida”, a equipa da capital parece estar longe ainda de poder competir com os principais colossos, conforme ficou atestado na deslocação a Cantù. Privados do poste Matteo Cavagnini e da contratação mais recente, o australiano Brad Ness, nunca Santa Lucia pôs em causa a supremacia de Briantea 84, empurrada para a vitória pelos seus habituais 2 mil espetadores. O português Ismael de Sousa não teve uma noite feliz, ao registar 4 ressaltos em 17 minutos (0/5 2 pts 0/2 LL). Do lado anfitrião, inevitável mencionar a prestação do argentino Adolfo Berdun, que alcançou o triplo-duplo com 20 pontos (7/13 2 pts, 2/4 3 pts), 10 ressaltos e 10 assistências. Parciais: 28-10 / 14-8 / 14-10 / 18-4
“Man Out” com… Hugo Maia
Hugo Maia, treinador-jogador do GDD Alcoitão, é o destaque desta edição da rubrica.
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
Um sítio mágico onde podemos construir verdadeiras obras de arte a solo ou em conjunto. Um lugar onde vale mais o sentido de equipa do que qualquer vitória ou derrota. Um mundo onde te sentes mais vivo, mais útil, por vezes capaz de fazer quase tudo com uma cadeira de rodas e uma bola, muitas vezes parte de uma família.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti?
Hoje em dia a qualidade de jogadores que temos no BCR é tanta que se torna difícil perceber qual ou quais os jogadores que maior fascínio exercem em mim, mas a nível nacional é impossível não referir o Hugo Lourenço, pilar da nossa seleção tantos anos que iluminou e motivou a evolução de tantos jogadores deste país. Se saltar fronteiras sou obrigado a mencionar nomes como Mustafa Korkmaz, o jogador mais parecido comigo fisicamente e relativamente ao seu papel no jogo, o americano Steve Serio e o inevitável e único Patrick Anderson, que a meu ver é o melhor jogador de sempre.
Ter uma limitação motora, entre outras coisas, produz momentos humorísticos de requinte devido à reação das pessoas menos “familiarizadas” com o tema. Ter uma limitação motora e jogar BCR é uma mistura explosiva? Conta-nos um episódio contigo ou que presenciaste.
Em 20 anos de BCR já tenho é uma coleção deles, e sendo eu dos jogadores que mais cai, mais ainda. Algumas ocorrências de quando ia apanhar a bola em velocidade, a cinta abrir no momento em que vais apanhar a bola e teres que travar com as mãos já meio deitado no assento da cadeira ou a bola prender na proteção frontal e dar um pinote. Mas a do Filipski, jogador polaco no Torneio Internacional do Algarve a imitar um carro de F1 enquanto sprintava ao lado de um adversário e dizendo “Schumacher!” quando o parou ultrapassa a maioria. Acrescento só os playoffs finais magníficos que joguei pela APD-Sintra contra a minha equipa atual, o GDD-Alcoitão, em que os jogadores de Alcoitão decidiram jogar com proteções bocais como jogam os jogadores de NBA atualmente. É hilariante recordar o Vasco ou mesmo o Raul a barafustar com os árbitros com aquilo na boca…
Entre todas as maravilhas passíveis de pôr em prática numa cadeira de basquetebol, qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo predileto?
É difícil enumerar um gesto técnico, movimento ou momento de jogo, mas julgo que isso estará relacionado com o quanto eu amo e vibro com esta modalidade. Conseguir converter uma bandeja em velocidade ou um lançamento com um gancho é sempre algo que me dá uma satisfação enorme, assim como erguer-me em duas rodas e abafar ou roubar a bola ao adversário, conseguir furar a defesa a controlar a cadeira só com o corpo e converter debaixo de cesto, um passe longo milimétrico com a conversão do cesto pelo colega, um ataque organizado que acaba com um cesto do teu colega “reco” [com lesão de maior gravidade] e perdia-me aqui a enumerar todas as maravilhas que me dão um gozo tremendo.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”? Com sinceridade, vá lá!
Patrick Anderson, Bywater ou Steve Serio, mas infelizmente não consigo ver-me na Seleção Nacional ainda quando Portugal finalmente chegar aos Paralímpicos ou até mesmo na Divisão A, ainda temos alguns anos de luta pela frente. Se fizer uns “Man Out” ao Matthew da Irlanda, no próximo Europeu da divisão C, e à torre checa na próxima divisão B, já me dou por feliz.
Vitórias da APD Braga, APD Leiria e GDD Alcoitão na primeira jornada
GDD Alcoitão 42-36 Sporting CP APD Sintra:
Os cascalenses reergueram-se da pesada derrota na Supertaça contra a APD Braga e iniciaram o campeonato a vencer diante de um adversário complicado, como o Sporting CP APD Sintra. Os sintrenses, privados do contributo do poste Paulo Taborda, até começaram melhor, num primeiro período muito atípico, caraterizado pelo maior zelo defensivo das equipas em contraste com um ataque pouco fértil – 5-6.
A partir daí, o GDD Alcoitão tomou as rédeas do encontro, num dia positivo para o treinador-jogador Hugo Maia (18 pts), em sintonia com o cesto nos lançamentos exteriores e lances livres, bem secundado por Mário Silva, autor de 15 pontos.
Chegava o descanso e o marcador assinalava 21-14, favorável aos da casa. O terceiro período pautou-se por maior igualdade e sobressaía do lado sintrense Pedro Gonçalves, que apontou 20 pontos, mas que viria a “manchar” o bom pecúlio com duas faltas anti-desportivas, que ditariam a sua exclusão. À entrada do último quarto, separavam as duas equipas oito pontos, distância recuperável, só que o GDD Alcoitão confirmou o ascendente e chegou mesmo a dispor de 10 pontos de vantagem. Depois, a exclusão por cinco faltas de Hugo Maia, a dois minutos do fim, e a rotação efetuada pelos locais levaram os visitantes a tentar nova aproximação, atingindo-se o final da partida com o resultado de 42-36. Parciais: 5-6; 16-8; 10-9; 11-13 Melhores marcadores: GDD Alcoitão – Hugo Maia 18 pts, Mário Silva 15 pts; SCP APD Sintra – Pedro Gonçalves 20 pts, Rui Lourenço 7 pts.
APD Braga 79-13 APD Paredes:
Estreia afirmativa da APD Braga no Campeonato Nacional. Num encontro com pouco para narrar, os minhotos demonstraram o seu poderia ao impor-se por esclarecedores 79-13. Parciais: 22-2; 14-4; 28-5; 15-2 Melhores marcadores: APD Braga – Eduardo Gomes 20 pts, Márcio Dias 18 pts, Jorge Palmeira 16 pts; APD Paredes – Hélder Freitas 6 pts
GDR A Joanita 10 APD Leiria 61:
No reduto do GDR A Joanita, a APD Leiria arrecadou os dois pontos sem qualquer dificuldade ao bater os locais, recém-regressados à competição, por 10-61. Parciais: 2-19; 4-21; 0-11; 04-10 Melhores marcadores: GDR A Joanita – Silva, L 4 pts; APD Leiria – Aníbal Costa 16 pts, Marco Francisco 10 pts, Iderlindo Gomes 8 pts
Jogos do próximo fim de semana
Dia 11
SCP APD Sintra vs APD Braga – 14h30, Pavilhão Municipal Serra das Minas
APD Lisboa vs GDR A Joanita – 18h, Pavilhão Municipal do Casal Vistoso
Dia 12
APD Leiria vs GDD Alcoitão – 11h, Pavilhão Municipal da Maceira
APD Braga mantém ritmo da época anterior e conquista Supertaça de BCR
Sendo assim, a turma minhota arranca a todo o gás, depois da grande campanha realizada na temporada passada, que culminou com a conquista de todos os títulos nacionais.
O encontro disputado em Lamaçães, Braga, teve poucas semelhanças com a final da Taça de Portugal da época transata, já que os cascalenses só no primeiro período se revelaram capazes de igualar a contenda. Depois, a supremacia física e técnica dos minhotos impôs-se com naturalidade, que juntam mais um troféu ao palmarés e confirmam o estatuto de principal candidato à conquista das provas nacionais.
Num jogo de sentido único, o GDD Alcoitão deu uma imagem muito aquém do potencial exibido na final da Taça de Portugal da época passada, onde fez perigar a vitória do rival APD Braga. Por seu turno, os minhotos, apesar de uma entrada letárgica no encontro, carente de agressividade na defesa e de serenidade na hora de atacar o cesto, rapidamente anularam Hugo Maia, o principal – e quase único – perigo do ataque da equipa de Cascais, pouco disciplinado e demasiado refém das iniciativas do inconformado treinador-jogador. O mérito da formação do sul residia sobretudo na defesa zona, bem fechada, claramente vocacionada para travar as incursões na área pintada. Num primeiro período de elevado acerto no capítulo dos lançamentos exteriores, que equilibrava o marcador – 15-10 -, a APD Braga, mais versátil, organizada e coletiva, demonstrou capacidade para finalizar de outras formas, com sucessivos ataques rápidos e uma presença interior eficaz, com Filipe Carneiro e Márcio Dias à cabeça, respetivamente.
Pelo contrário, o GDD Alcoitão, assim que se dissipou a “mão quente” no tiro exterior, denotou impotência para encontrar uma brecha na defesa bracarense, asfixiante e física, como é seu apanágio.
Precisamente o aspeto físico e a competência no controlo da cadeira vieram ao de cima com o passar do tempo, conforme atestava a crescente dificuldade dos cascalenses em criar situações de concretização mais cómodas, enquanto na defesa, se inicialmente contrariaram com algum êxito o poder interior dos minhotos, tal intenção gorou-se a partir de meio do segundo período.
Cientes de que dificilmente a partida poderia ter outro desfecho, ambos os técnicos optaram então por dar minutos aos elementos habitualmente menos utilizados, fator que expôs a maior profundidade de plantel da bicampeã nacional APD Braga.
Parciais: 15-10 15-4 14-10 20-13
Melhores marcadores: APD Braga – Márcio Dias 28 pts, Filipe Carneiro 12 pts; GDD Alcoitão – Hugo Maia 15 pts, Emanuel Alonso 9 pts
Portugueses lá fora
Já na Alemanha, o Lux Rollers de Paulo Soeiro perdeu na receção ao Roller Bulls Ostbelgien por expressivos 34-84.
Eis mais uma edição da rubrica “Portugueses lá fora”.
França – Nationale A
Lyon Basket Fauteuil 52 – 55 CVH Gennevilliers
Na quinta jornada da Nationale A, o Lyon Basket Fauteuil recebeu a equipa CVH Genevilliers, adversário direto na luta pela manutenção. No começo da partida, os locais não lidaram bem com o jogo interior dos adversários e exibiram pouco acerto ofensivo, o que conduziu a uma desvantagem de dez pontos no final do primeiro quarto. Seguiu-se, numa toada que vem sendo hábito, uma recuperação notável dos lioneses, demonstrativa da sua resiliência, para entrar no último período a apenas um ponto do rival – 37-38. E aí, nos dez minutos derradeiros, a formação de Valter Mendes não foi capaz de consumar a reviravolta e caiu já no último minuto, ficando a escassos três pontos dos visitantes. Valter Mendes participou em 18 minutos da partida apontando dois pontos.
Parciais: 4-14 / 17-12 / 16-12 / 15-17
CS Meaux 49-37 Le Pu yen Velay
Jornada positiva para o CS Meaux, que respondeu da melhor maneira ao primeiro desaire no fim de semana anterior, diante de Hyères. Numa partida com ascendente claro para a equipa da casa desde o começo, Christophe da Silva atuou 12 minutos, ao longo dos quais apontou dois pontos. Parciais: 19-10 9-11 10-10 11-6
Outros jogos com atletas nacionais:
Alemanha – Bundesliga 2
Lux Rollers (Paulo Soeiro) 34-84 Rollers Bulls Ostbelgien
Supertaça de BCR marca o 1 de novembro
O Pavilhão de Lamaçães, em Braga, será o palco do duelo entre APD Braga, detentora da “dobradinha”, e GDD Alcoitão, finalista da Taça de Portugal da época passada.
Um duelo que promete espetáculo e que merecerá total acompanhamento da FPB TV!
Portugueses lá fora
Na Bundesliga 2, Alemanha, o Lux Rollers de Paulo Soeiro, recém-promovido ao segundo escalão germânico, dá mostras de melhoria, mas voltou a cair, desta feita diante o líder Karlsruhe.
Handisport Forézien 55-59 Meylan Grenoble Handibasket
Na terceira jornada da Nationale B, Nuno Neves foi totalista na formação de Grenoble, ajudando a sua equipa a conquistar o segundo triunfo na prova, ao apontar 10 pontos. Bons auspícios para a equipa de Ródano-Alpes, que apesar de militar no segundo escalão gaulês, precisa de mostrar estofo europeu, uma vez que acolherá uma etapa de qualificação da Euroliga 2, em março do próximo ano. Parciais: 19-18 8-10 10-20 18-11
CTH Lannion 56 – 55 Lyon Basket
Esteve quase a acontecer a primeira vitória de Valter Mendes na elite do BCR francês. Na deslocação ao reduto de um adversário direto pela manutenção, o Lyon Basket Fauteil entrou disposto a arrecadar os pontos em disputa, dispondo mesmo de uma vantagem de dez pontos que foi, porém, incapaz de preservar, sendo que ao intervalo se verificava um 27-25 favorável aos locais. No regresso dos balneários, a labuta coletiva dos lioneses foi novamente premiada e, no término do terceiro período, tal como no primeiro, dez pontos separavam os dois conjuntos – 39-49. Num jogo pródigo em “cambalhotas” no marcador, os locais não desistiram e a apenas sete segundos do final reclamaram os dois pontos. O português Valter Mendes contou sete minutos de jogo, numa exibição discreta. Parciais: 8-12 19-13 12-24 17-6.
CS Meaux 56-72 Hyères
Primeira derrota do CS Meaux na Nationale A, frente à poderosa equipa de Hyères. Os campeões franceses, à semelhança da época transata, cederam perante o rival, crónico candidato à conquista do ceptro. Christophe da Silva teve uma participação modesta – sete minutos e 23 segundos -, num encontro em que a supremacia forasteira nunca foi posta em causa, como ilustra o facto da desvantagem mínima dos anfitriões se ter cifrado nos 12 pontos, no terceiro período. Parciais: 5-24 18-14 20-17 13-17
Karlsruhe 71-44 Lux Rollers
À procura da sua melhor versão, na competitiva Bundesliga 2, o Lux Rollers visitou o Karlsruhe, mais um “tubarão” do BCR germânico, atualmente no topo da tabela. Paulo Soeiro mereceu a confiança do treinador para atuar os 40 minutos na função de base, num embate em que a formação do português foi submetida a uma pressão a campo inteiro, pondo à prova a capacidade de transição dos luxemburgueses. O extremo/base, ex-Alcoitão, que registou 2 pontos, 3 ressaltos e 3 faltas sofridas, assume que o objetivo da equipa passa por “começar a discutir resultados na segunda volta”.
APD Braga levou o basquetebol em cadeira de rodas à cidade da Horta
A equipa minhota, bicampeã nacional, visitou a região insular durante seis dias marcados por trabalho intenso, que incluiu várias demonstrações da modalidade em escolas, um workshop e que culminou num jogo de exibição no Pavilhão da Escola Secundária Manuel de Arriaga.
A APD Braga esteve presente na cidade da Horta, entre os dias 26 de setembro e 1 de outubro, com o intuito de divulgar o basquetebol em cadeira de rodas junto da comunidade escolar, à semelhança do que tem feito no continente. A iniciativa inédita nasceu da vontade manifestada pelo presidente Manuel Vieira, da APD Braga, que contactou os serviços da SATA para apoio na ida ao arquipélago. Depois, “a escolha da ilha foi fácil”, afirma Ricardo Vieira, técnico dos minhotos, uma vez que milita na APD Braga o atleta açoriano Sílvio Nogueira, que viveu no Faial. À ação de divulgação associou-se a APADIF, Associação de Pais e Amigos dos Deficientes do Faial.
A comitiva bracarense, composta pelo treinador Ricardo Vieira e pelos atletas José Miguel, Eduardo Gomes, Manuel Vieira (presidente da APD Braga), José Silva, Jorge Palmeira, João Paulo Ribeiro e Sílvio Nogueira, não teve mãos a medir, pois foram muitos os pontos de paragem. Na manhã do dia 27, a equipa visitou a Escola Básica Integrada da Horta, onde interagiu com alunos com e sem deficiência e mostrou como se joga a modalidade rainha do desporto paralímpico. No dia seguinte, a formação bicampeã nacional deslocou-se à Escola Secundária Manuel de Arriaga com o mesmo objetivo, convivendo e sensibilizando várias turmas nas aulas de Educação Física. Para o dia 29, da parte da manhã, estavam reservadas mais atividades de demonstração do BCR no referido estabelecimento de ensino, com turmas de vários escalões etários, enquanto à tarde o técnico Ricardo Vieira, também adjunto da Seleção Nacional, realizou um workshop sobre a modalidade, ao qual acorreram cerca de 30 pessoas.
Para acabar em beleza, no último dia, 30 de setembro, o Pavilhão da Escola Secundária Manuel de Arriaga acolheu às 20h um jogo de exibição da modalidade, que suscitou muito interesse da comunidade local, gerando uma enchente nunca antes vista num encontro de BCR em Portugal.
Não só o jogo, mas também a experiência vivida nos restantes dias colheu sensações muito positivas. “O balanço foi muito mais do que todas as expectativas criadas! Fantástico o contacto com os faialenses, os alunos que participaram foram incríveis, a própria comunidade abordava-nos na rua porque tinha ouvido na rádio; outdoors luminosos anunciavam o evento, havia cartazes espalhados por toda ilha, enfim, uma loucura todo o tempo lá passado”, descreve Ricardo Vieira.
O timoneiro dos bracarenses deixou ainda expresso o desejo da APD Braga regressar no futuro.
Competições europeias de basquetebol em cadeira de rodas
Fonte da imagem – Badajoz Deportes
Contrariamente ao que sucede no basquetebol regular, onde a liga mais popular e mediatizada ocorre do outro lado do Atlântico, no basquetebol em cadeira de rodas (BCR), a Europa assume a dianteira, ou não fosse o Reino Unido o espaço seminal do movimento Paralímpico. Contudo, ironicamente, o país, uma das grandes potências Paralímpicas, não contempla qualquer liga profissional da modalidade, “forçando” os seus melhores jogadores, produto da sua formação de elevada qualidade, a rumar a outras paragens, como Alemanha, Espanha, Turquia, França ou Itália.
São precisamente estes os países cujas equipas se alternam atualmente na conquista das quatro provas europeias da IWBF (International Wheelchair Basketball Federation). A primeira competição continental a surgir, a Champions Cup, teve a sua primeira edição corria o ano de 1976, quando era ainda a secção de BCR da International Stoke Mandeville Games Federation (ISMGF) a entidade organizadora da modalidade, sendo que em 1988 inaugurou-se a Andre Vergauwen, em 1997 a Willi Brinkmann e em 2009 a Challenge.
Como se processa a qualificação?
A participação nas competições europeias de clubes obedece a uma fase preliminar de grupos em três ligas: Euroliga 1, Euroliga 2 e Euroliga 3. Há uma nuance pouco ortodoxa, que se prende com o facto de os organizadores das fases finais estarem automaticamente apurados, sem terem de disputar a referida etapa de qualificação. Para os quartos-de-final da Champions Cup apuram-se o vencedor e finalista vencido da edição anterior, assim como os primeiros dois classificados dos três grupos da Euroliga 1. Na Andre Vergauwen, ficam alocados os terceiros classificados dos três grupos da Euroliga 1, juntamente com os vencedores dos quatro grupos da Euroliga 2. Na Willi Brinkmann, os quartos classificados dos três grupos da Euroliga 1 e os segundos dos quatro grupos da Euroliga 2. Os terceiros da Euroliga 2 e os primeiros dos três grupos da Euroliga 3 carimbam passaporte para a Challenge Cup.
Participação portuguesa
Além de dois ingressos na Taça Andre Vergauwen da “Team Lisboa”, semente da Seleção Nacional, em 1996 e 1997, a única equipa portuguesa que participou nas provas europeias foi a APD Sintra, agora APD Sintra/Sporting CP, em sete ocasiões. Em 1997, 1998 e 2000, os sintrenses integraram a Andre Vergauwen, enquanto em 2001, 2003, 2004 e 2007, as cores nacionais ficaram representadas na Willi Brinkmann. No que toca a atletas lusos, só dois sabem o que é vencer uma prova europeia. Hugo Lourenço e Marco Gonçalves conquistaram ao serviço do CP Mideba, de Badajoz, a Challenge Cup, no ano de 2013, ao superar na final, realizada precisamente na cidade fronteiriça, os alemães Dolphins Trier.
Vencedores por países
Champions Cup – Atual vencedor: CD Ilunion (Esp). Por país: Holanda (16 vitórias + 9 finais), França (6 vitórias + 10 finais) e Alemanha (6 vitórias + 5 finais). Andre Vergauwen – atual vencedor: Galatasaray (Tur). Por país: Itália (11 vitórias), Alemanha (8 títulos) e Inglaterra (5). Willi Brinkmann – atual vencedor: Hornets Le Cannet (Fra). Por país: França (6), Itália (6) e Espanha (4). Challenge – atual vencedor: CD Amfiv (Esp). Por país: Espanha (4), Itália (2), Grã-Bretanha, Suécia e Alemanha (1).
Balanço positivo do Clinic de basquetebol em cadeira de rodas
De referir que estão previstas mais duas ações de formação da modalidade para treinadores, ao longo da época 2017/2018.
Fim de semana de excelência aquele que se presenciou, no Alfeite, na Base Naval de Lisboa, espaço que acolheu o Clinic Internacional de basquetebol em cadeira de rodas com Maurice Hammerton, treinador dos Sheffield Steelers, de Inglaterra, e formador da IWBF (International Wheelchair Basketball Federation).
O ex-jogador, internacional pela Grã-Bretanha, que participou duas vezes nos Jogos Paralímpicos, ministrou uma ação de qualidade reconhecida pelos inscritos, cujo número ficou, no entanto, aquém das expectativas. “Esperava mais adesão por parte de todos, tanto dos atuais treinadores de BCR – só esteve presente o treinador da APD Braga -, como dos treinadores do basquetebol a pé”, lamenta o diretor do curso, Selecionador Nacional de BCR e técnico do Elétrico FC, Marco Galego. Apesar da afluência ter pecado por escassa, sobram os aspetos positivos, tais como a boa relação dos formandos com Maurice Hammerton e o empenho manifestado na aprendizagem desta vertente do basquetebol. Augusto Pinto, Secretário do Curso e Vice-Presidente do Comité Nacional de BCR, vinca que, pela primeira vez, uma ação desta natureza “teve a participação de treinadores do basquetebol a pé”, fator decisivo para um desenvolvimento sustentável da modalidade. “Este é o caminho que pretendemos trilhar: trazer conhecimento a nível técnico sobre BCR para podermos, num futuro próximo, ter um leque mais alargado de treinadores aptos a treinarem uma equipa”, vinca.
Do ponto de vista técnico, o Clinic “consistiu muito no manuseamento da bola, exercícios de aquecimento, trabalho de cadeira e depois passou-se ao trabalho coletivo, com os bloqueios e suas aplicações”, relata Marco Galego, aspetos fundamentais atendendo às carências de base do BCR nacional.
Por último, Augusto Pinto, que enalteceu as instalações da Marinha, afirmou ainda que se perspetiva a realização de mais duas ações de formação da modalidade para treinadores na presente época desportiva, de forma a prosseguir o esforço de “dar a conhecer o BCR a todo o universo de treinadores existente”.
Clinic de basquetebol em cadeira de rodas
As inscrições encontram-se abertas até ao dia 13 do próximo mês, sendo este o formulário.
Poderão encontrar toda a informação necessária no documento em anexo.
FPB cumpre 90 anos!
Parabéns, FPB! Obrigado por tudo!
Dia especial para a Federação Portuguesa de Basquetebol, este de 17 de agosto de 2017, já que cumpre 90 anos de existência!
Efeméride marcante, data de peso, que só nos traz mais responsabilidade para continuar a trabalhar em prol da nossa querida modalidade! Em suma, o desejo maior, não só de todos aqueles que colaboram com esta casa e que dão o seu melhor diariamente, mas também de todos aqueles que amam o Basquetebol.
Fazemos votos para que a FPB reforce de forma coordenada a sua atitude agregadora, inclusiva, mobilizadora e plural, mas também exigente e rigorosa, voltada para o cumprimento daquilo que foram, são e serão os anseios, as expectativas de tantas gerações de basquetebolistas.
No fundo, projetar de forma inequívoca o Basquetebol Português como a primeira modalidade de pavilhão, não só em número de praticantes e de resultados, mas também no âmbito de boas práticas em todas as suas vertentes
Este aniversário surge numa altura em que o basquetebol alcança diversos objetivos e tem conseguido concretizar muitos projetos, mas temos a noção de que a promoção e o desenvolvimento da modalidade são e serão, por natureza, tarefas sempre inacabadas, e conscientes de que os desafios com que o futuro a confronta são altamente exigentes.
Por tudo isto, neste dia especial, queremos deixar o nosso apreço e nosso agradecimento a todos aquelas e aqueles que com o seu trabalho contribuem para o engrandecimento do Basquetebol Português.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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