«Orgulhoso por integrar esta equipa»
A formação de Ovar empreendeu uma reviravolta quase impensável na última jornada, frente ao Algés, e o jogador justifica-a com “a luta/entrega ao jogo”, um dos valores predominantes no seio da equipa.
Atletas | Competições
30 OUT 2013
Segue-se a Oliveirense, um duelo especial, ou não fosse José Barbosa natural de Oliveira de Azeméis.
Ainda falando um pouco da última jornada. Quando estavam a perder por sete pontos a 30 segundos do final frente ao Algés, passou-vos pela cabeça que o jogo estava perdido?Nunca. Lembro-me perfeitamente de nos reunirmos em campo e dizermos que ainda havia muito jogo para ser jogado e que sairíamos vitoriosos. Felizmente, ninguém mentiu! Esta recuperação é um bom exemplo da forma de competir da Ovarense?Sem dúvida alguma. Para quem nos conhece e acompanha com frequência sabe que um dos nossos valores é a luta/entrega ao jogo e, na minha opinião, esse é um valor que não se adquire simplesmente com o treino. Vem da personalidade de cada um e pessoalmente sinto-me bastante orgulhoso de fazer parte de uma equipa como esta.Na próxima jornada deslocam-se a Oliveira de Azeméis, de onde é natural e fez a sua formação basquetebolística. Um derby sempre envolto de rivalidade e que traz à memória duelos mais antigos. Naturalmente vai ser um jogo especial para si? E como espera ser recebido?Penso que o basquetebol só ganha com esta antiga rivalidade, onde o respeito mútuo se tem verificado e onde se assistem jogos de bom nível e com uma boa moldura humana. Pessoalmente, é sempre um jogo especial, ainda para mais contra o próprio irmão, nunca é fácil, pelo menos para mim! Quanto à minha receção, será completamente normal. Sinto que as pessoas me conhecem e não me tratam com indiferença, mas percebo perfeitamente que na hora do jogo eles apoiem a sua equipa e que me vejam como um “adversário”.Do que tem observado da Oliveirense esta temporada, acha que a equipa tem qualidade e está pronta para competir na Liga?Sinceramente, penso que a Oliveirense tem uma equipa bastante competitiva e, para além disso, tem um grande potencial para evoluir até ao final da época. O treinador é novo, trouxe novas ideias e conceitos de jogo e os jogadores têm vindo a assimilar todos os processos. Se já são uma equipa a temer, serão ainda mais quando atingirem a sua melhor forma.O norte-americano Aaron Fuller será o principal problema a resolver?É um excelente jogador mas a Oliveirense vale pelo conjunto e não por apenas um atleta. Conhecem-se e jogam juntos há algum tempo, são inteligentes, impõem uma grande intensidade durante todo o encontro, portanto, o problema a resolver é a equipa.Como perspetiva o duelo individual com o base João Abreu?É um pouco difícil de responder porque nunca vi isso como um duelo, pelo menos com o João. Eu cresci a ver o João jogar pelos Sub-18, Sub-20 e agora Seniores da Oliveirense e seguia-o bastante. Ele fazia (e faz) coisas impressionantes, conseguiu títulos praticamente sozinho, treinava muito, mesmo muito e para mim, assistir a tudo isto com 12 ou 13 anos só pode ser inspirador. É por isso que a única coisa que eu posso dizer é que desfruto bastante sempre que jogo contra ele.As equipas de Aveiro voltam a ganhar protagonismo nos principais campeonatos da modalidade. Na sua opinião, continua a ser uma região que vive e gosta do basquetebol de uma forma especial?Completamente. Como disse antes, são estes jogos/derbys que trazem pessoas aos pavilhões e, nesta região, estas rivalidades são bastante vividas. Para além disso, existem várias equipas no distrito que têm apresentado projetos muito competentes nos últimos anos, desde equipas da Liga a equipas da (agora) 1ª Divisão, daí o protagonismo.


