Excelente partida não chegou para a vitória
A Polónia chegou invicta a Oliveira de Azeméis e disposta a vencer para cimentar a liderança e aproximar-se do apuramento. Portugal fez uma excelente partida e podia perfeitamente ter alcançado a primeira vitória frente aos poderosos adversários (74-81).
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10 SET 2016
Portugal esteve sempre dentro do jogo e nunca deixou a Polónia cavar um fosso acima da dezena de pontos numa boa partida de basquetebol com boa moldura humana.
Faltam duas partidas a Portugal que agora jogará dia 14 na Estónia e termina esta fase, em Sines, frente à Bielorrússia no dia 17.
Portugal começou o jogo de forma excelente, com um parcial de 8-0, numa prova de grande determinação e ausência de qualquer tipo de receio ou complexo de defrontar a forte equipa da Polónia. Os comandados de Mário Palma empolgaram todos aqueles que acompanhavam o jogo, e não fossem alguns problemas na recuperação defensiva e na luta das tabelas, Portugal teria terminado no comando o 1º período (24-25).
O problema das faltas condicionou a utilização de alguns jogadores, bem como as habituais rotações, acabando por ser o 2º quarto o menos conseguido da equipa portuguesa. Ao intervalo, a equipa nacional perdia por 36-45, mas era notória a competitividade e a entrega total de todos aqueles que entravam no jogo.
Mas mesmo estando atrás no marcador, ver-se privado de Betinho Gomes (4ª falta) nos instantes da 2ª parte, Portugal numa mostra de grande caráter e superação conseguiu brilhantemente manter a discussão pela vitória. A defesa portuguesa obrigou o ataque polaco a cometer 21 turnovers, que proporcionaram 25 pontos, numa prova clara de muitos bons momentos de Portugal nas tarefas defensivas. À entrada do último período, a formação lusa perdia por cinco pontos (57-62), confirmando que não foi obra do acaso a réplica oferecida nos primeiros 25 minutos do jogo da Polónia.
Nos últimos 10 minutos, a competitividade portuguesa manteve-se, a Polónia nunca se pode dar ao luxo de relaxar, e não fossem algumas segundas posses de bola, e Portugal teria reunido ainda mais condições para somar a vitória. Até porque, a 3 minutos do final a diferença de cinco pontos (71-76) mantinha-se, e teve posse de bola para encurtar ainda mais a distância.
A eficácia portuguesa da linha de lance-livre (13/20 – 65%) não foi nada exemplar, nem mesmo a pontaria revelada de longa distância (9/32 – 28%), e mesmo assim Portugal conseguiu bater-se frente ao líder invicto do grupo.
O base Pedro Pinto (15pts e 4 assistências) deu continuidade à boa prestação realizada em Minsk, José Silva (13pts, 5 ressaltos e 4 assistências), mesmo condicionado pelas faltas, esteve novamente a muito bom nível, e Fábio Lima (9pts, 6 ressaltos e 5 roubos de bola) realizou uma boa exibição e foi mais um importante contributo a saltar do banco.


