Artigos da Federaçãooo
“Foi um percurso especial, desafiante, com altos e baixos, mas não trocava nada”
Aos 38 anos, Mário Fernandes anunciou o final de uma carreira recheada de êxitos, e marcada por 113 internacionalizações ao serviço de Portugal. O antigo capitão da Seleção Nacional, já no papel de treinador, fez um balanço do seu percurso enquanto jogador e olhou para o futuro.
És dono de uma longa, excelente e titulada carreira. Esperavas ter jogado tantos anos ao mais alto nível?
Nunca pensei muito a longo prazo. Fui construindo a minha carreira época a época, e a verdade é que foram 20 anos como profissional a um bom nível.
Quais os melhores momentos da tua carreira, no que diz respeito aos clubes?
O primeiro título nunca se esquece, e essa Taça da Liga, em 2005, fica para a história como o meu primeiro trofeú sénior e também do meu clube, o CAB Madeira, no principal escalão português. Depois, sem dúvida, a primeira Taça de Portugal e Supertaça, com a Ovarense, na época 2008/09, e mais tarde ter sido campeão nacional três vezes, em quatro anos, no Benfica.
A presença no EuroBasket 2007 foi a cereja no topo do bolo? O que significa estar ligado à melhor classificação de sempre do basquetebol nacional?
Sinto-me um privilegiado por fazer parte de um grupo restrito de 12 jogadores que estiveram em Espanha, e que alcançaram um tão grande resultado. É, sem dúvida, um dos pontos altos da minha carreira.
Tens um total de 113 internacionalizações e capitaneaste a Seleção. Foi uma das tuas maiores responsabilidades?
Tenho 105 internacionalizações pela Seleção principal e 8 pela universitária. Vestir a camisola nacional e ser capitão significa representar todos os jogadores nacionais, todo o basquetebol portugês e todo um país, e isso é um orgulho e uma honra, mas também implica responsabilidade e compromisso que têm de ser obrigatórios para todos os que por lá passam.
Como avalias as tuas passagens pelo basquetebol espanhol e sueco?
Foram experiências que me fizeram crescer e melhorar enquanto jogador de basquetebol e ser humano. Quando nós mais evoluimos é quando saímos da nossa zona de conforto. Isso exige sempre mais de nós e torna-nos mais fortes e capazes. Foram dois momentos difíceis pela distância, mas extramamente enriquecedores.
Tens um trajeto muito ligado ao CAB. É o clube do teu coração?
O CAB Madeira é tudo para mim. Foi o clube que me formou, que me deu bases para poder jogar profissionalmente e construir uma carreira no basquetebol.
Já fazes parte da equipa de selecionadores regionais da AB Madeira. O teu futuro passa pela carreira de treinador? É um objetivo teu?
Ligado ao basquetebol, acredito que sempre estarei. Este ano vou treinar os Sub18 e a equipa B do CAB Madeira, e serei selecionador regional de Sub16 da AB Madeira. Depois vamos ver o que acontece.
Sentes-te um embaixador do basquetebol madeirense?
Não, mas penso que poderei servir de exemplo para os mais novos que têm o objetivo de chegar a profissional de basquetebol. Costumo dizer que se eu consegui, qualquer um consegue. Resiliência, compromisso e força de vontade para ultrapassar todos os obstáculos, que serão muitos, e alcançar os seus objetivos.
Como resumes a tua carreira?
Foi um percurso especial, desafiante, com altos e baixos, mas não trocava nada.
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Associação Desportiva de Esposende adia ‘sonho’ da equipa Sénior
A Associação Desportiva de Esposende adiou a pretensão de avançar com a criação da equipa Sénior masculina já na próxima época. O clube, que já teve uma equipa no escalão sénior em 2002/03, preparava-se para regressar dando assim continuidade aos escalões de formação, mas a pandemia e a incerteza no futuro levaram ao adiamente do “sonho”.
Em entrevista à Associação de Basquetebol de Braga, Júlio Lopes, responsável pela secção de basquetebol da Associação Desportiva de Esposende, faz o balanço da curta época de 2019/20 e explica as razões que levam o clube a adiar a criação da equipa sénior. Os objetivos para a nova temporada e as dificuldades com que o basquetebol se debate para captar atletas são outros dos temas abordados por Júlio Lopes. A ADE, depois de um longo interregno, retomou a modalidade em 2014, participando nas competições desde fevereiro de 2015. Esposende é ainda palco de várias atividades de basquetebol, como foi o caso dos torneios de 3×3, torneio internacionais e fases finais da Taça do Minho.
Que balanço que faz da época 2019/20?
O balanço foi bastante satisfatório. Conseguimos manter as equipas que tínhamos e os resultados foram dentro daquilo que eram as nossas expetativas. Conseguimos alcançar os objetivos que tínhamos. Como poderia ter terminado não sabemos. Em termos de resultados estivemos nas eliminatórias que davam acesso à ‘Final Four’ e conseguimos o apuramento para o Inter-Associações em Sub16.
Fica algum projeto por concretizar?
Tínhamos em ideia avançar com a equipa sénior masculina, mas devido à pandemia tivemos de parar tudo e suspender a criação da equipa sénior. Não sabemos como vai evoluir a pandemia e, por isso, decidimos adiar o sonho. Vamos ao longo da próxima época começar a preparar as coisas para depois arrancar com a equipa na época de 2021/22. Já começamos a ter atletas formados no clube, atletas que passaram pelos três escalões e deixaram a ADE e de jogar depois dos Sub-18, essencialmente, porque foram estudar para fora. Agora estão de regresso a Esposende, com a sua carreira académica terminada, e a iniciar a vida profissional. A nossa ideia é captar esses jovens e trazê-los para o basquetebol.
Não é possível fidelizá-los logo que terminam os Sub-18?
A grande questão é que é complicado manter os jogadores no clube nessas idades. A maior parte vai estudar para fora e isso dificulta a integração deles na equipa sénior. Claro que há sempre ou outro que pode continuar, mas a maior parte vai estudar para outros locais.
O objetivo da ADE é ter equipa Sénior?
A equipa sénior é fundamental para consolidar o projeto do basquetebol da ADE. A equipa sénior tem duas valências: 1.º os atletas perceberem que têm continuidade depois dos Sub-18 e que a sua carreira no basquetebol não tem de terminar ali, nem eles têm que ir jogar para clubes de outras localidades. 2.º a nível de captação de atletas a equipa sénior dará outra visibilidade e outra dimensão à secção, podendo assim cativar mais miúdos para a modalidade.
Tem sido fácil captar atletas para o Basquetebol?
Captar atletas não é muito fácil. Neste momento o clube tem quatro modalidade: o basquetebol, o voleibol, o trail e o futebol. No basquetebol tem sido um pouco complicado, porque modalidade não é, por norma, a primeira opção para fazerem desporto. Por exemplo, no feminino temos tido mais dificuldades porque elas optam pelo voleibol e agora também temos o futebol feminino. No masculino temos conseguido uma certa estabilização. Os números oscilam entre os 70 a 80 atletas. Claro que aqui a preferência vai para o futebol. Depois surgem no basquetebol aqueles meninos que querem experimentar outra modalidade e muitas vezes acabam por optar pelo basquetebol. A maior parte dos atletas que temos passaram pelo futebol, até dentro do próprio clube. Depois a dado momento experimentaram e acabaram por ficar aqui. O que eu sinto é que os atletas que ficam no basquetebol é porque gostam mesmo. Muitos deles já gostavam do basquetebol desde pequenos e a verdade é que são atletas mais aguerridos e apegados.
Têm algum projeto ou iniciativa para chamar mais atletas para a modalidade?
Nós tentamos fazer a divulgação das nossas atividades junto das escolas, mas para já o trabalho incide sobre os miúdos mais velhos, nos Sub14 e Sub16, mas ainda não conseguimos chegar aos atletas do minibasquete. Estamos a atentar junto do grupo do desporto escolar que nos indiquem e orientem os miúdos para o basquetebol. De resto, apesar do nosso esforço, sentimos que ainda não conseguimos chegar a todos, principalmente, aos mais novos. Temos um projeto, o de tentar fazer um trabalho de maior de proximidade com a população para ver se conseguimos aumentar o número de miúdos.
Este ano até foi um ano bom, tivemos um certo acrescimento de atletas no minibasquete, mas se nós queremos ter a modalidade consolidada de forma sustentada temos de ter mais atletas no minibasquete. Neste momento temos um grupo de 15, 16 atletas, mas é muito heterogéneo, as idades vão dos 7 aos 12. No conjunto formam um grupo engraçado, mas que nos tem dado algumas dores de cabeça. Como têm idades muito diferentes torna-se difícil trabalhar.
Quais têm sido as maiores dificuldades do ADE?
Se calhar a falta de espaços. Neste momento esse é um problema porque a ADE tem duas modalidades de pavilhão, o basquetebol e o voleibol, e temos de dividir o pavilhão. A falta de espaços dificulta até para captarmos mais jovens. Temos tentado junto da Câmara Municipal de Esposende a ver se conseguimos mais um pavilhão para dividir os grupos e ter condições de trabalho para oferecer aos atletas.
Quais os objetivos que a ADE tem para a nova temporada?
Se tivermos um ano dentro da normalidade, o nosso grande objetivo é aumentar o número de atletas no minibasquete. Depois queremos manter os níveis competitivos dos últimos anos a nível regional, tentando sempre alcançar algo mais, como chegar aos campeonatos do Inter-Associações. A Taça do Minho é outro objetivo, uma vez que já a conquistamos por três vezes, uma em Sub14 e duas em Sub18. Pretendemos ainda avançar com um grupo feminino. Ainda não sabemos se será de Sub14 ou Sub16. Neste momento, as nossas atividades estão em stand by e, por isso, ainda não podemos tomar algumas decisões. Precisamos da autorização para treinar no pavilhão, que é da escola. Por isso, temos feito apenas treinos ao ar livre. Criamos um campo de treinos no estádio, numa faixa que é alcatroada e é aí que temos realizado o trabalho, individualizado, mas que é aberto a todos os atletas.
Tem receio que alguns dos miúdos não regressem depois de tanto tempo afastados da modalidade?
O que nós temos sentido é que o receio é mais dos pais, que ainda não se sentem muito à vontade para deixar os filhos treinar. Esse receio é normal e abrange todas as modalidades, mesmo no futebol nota-se isso. Neste momento, não temos metade dos atletas a treinar. Nós estamos a trabalhar com grupos pequenos e sempre seguindo todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde, são treinos muito condicionados. Esperávamos que tivéssemos uma maior afluência, mas a retoma tem sido complicada.
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Remodelação da coordenação do SC Farense
O Basquetebol do SC Farense regressa na próxima época com alterações na sua estrutura.
Desde o dia 15 de julho que David Custódio, Joana Andrade e Pedro Cruz assumiram a coordenação da modalidade. O objetivo dos novos dirigentes passa por melhorar as condições disponíveis, potenciando significativamente as competências técnicas e humanas, pilares na formação desportiva.
Num futuro próximo pretendem restaurar a credibilidade e a confiança de uma secção com grande tradição no basquetebol algarvio.
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Eleição para os corpos sociais da AB Aveiro
Realizou-se este sábado, dia 25 de julho, no Centro Cultural de Esgueira, a eleição para os corpos sociais da Associação de Basquetebol de Aveiro (AB Aveiro) para o quadriénio 2020/24.
Compareceram dez clubes no ato eleitoral, num total de 593 votos, com 100% dos mesmos na Lista A.
Foram eleitos os seguintes elementos para os respetivos órgãos: Presidente da Assembleia Geral – José Luís Pinto; Presidente da Direção – Bruno Fangueiro; Presidente do Conselho Fiscal – João Carlos Ribeiro; Presidente do Conselho de Disciplina – Hugo Lacerda; Presidente do Conselho de Arbitragem – Paulo Ferreira; Presidente do Conselho Jurisdicional – Rui Nunes.
Após o escrutínio dos votos, o Presidente da Assembleia Geral deu posse aos elementos dos órgãos sociais, desejando um bom mandato a todos os dirigentes eleitos e enalteceu o mandato e a obra realizada pelo anterior presidente. João Carlos Ribeiro.
No final foi lida a seguinte mensagem do Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Manuel Fernandes: “Senhor Presidente da Assembleia Geral, na sua pessoa, saúdo todos os presentes, mas deixo em particular uma especial saudação ao novo elenco diretivo, liderado pelo presidente Bruno Fangueiro, cuja experiência acumulada assegura as condições que irão ampliar a justa imagem de uma das maiores, mais dinâmicas e interventivas Associações do país. Por isso, com mais de uma década na presidência do basquetebol aveirense, entendo ser estrito dever de justiça, deixar uma palavra de gratidão ao João Ribeiro, pelo empenho que sempre colocou na intransigente defesa do interesse regional, mas também nacional da nossa modalidade. Acresce a esta dimensão, uma outra pessoal, em que se juntam, apreço e respeito pelo presidente Bruno Fangueiro, a que associo igualmente o DTR Pedro Cura, que constituem uma equipa dirigente e técnica de enorme valor humano e desportivo, com quem é gratificante trabalhar. Deixamos uma palavra de agradecimento aos clubes, aos seus dirigentes, técnicos, jogadoras e jogadores, extensiva aos árbitros, jornalistas e autarcas, que contribuem com o seu labor para manter bem viva a chama do nosso desporto, na região aveirense.”
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João Horta, João Sabbo, Paulo Vinhas e Valter Dias recordados
Assembleia Geral da FPB decorreu esta segunda-feira
Boletim da AB Guarda
Podem ver em anexo o Boletim Digital de Basquetebol da Guarda. Entrevistas e muitos dados para consultar.
Reformulação dos quadros competitivos de seniores para a época 2020/21
Decorreu este sábado, dia 27 de junho, uma reunião entre a FPB e as Associações, por videochamada, com a reformulação dos quadros competitivos de seniores para a época 2020/21 em destaque.
AB Aveiro com vários conteúdos
“Famalicense esteve na luta pelo apuramento ao Playoff”
“Vitória SC teve um trajeto além das expectativas delineadas”
SC Braga com “balanço muito positivo”
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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