Artigos da Federaçãooo

“Man Out” a Emanuel Alonso

A apetência na concretização depressa o elevou a um dos atletas de pontuação intermédia mais influentes e, por isso, sem surpresa, Emanuel Alonso figura entre os eleitos da Seleção de BCR, nas primeiras presenças no panorama europeu, na década de 90. Pela APD Sintra, colecionou 19 títulos, juntou-lhes uma Taça de Portugal ao serviço da APD Lisboa e representa, atualmente, o GDD Alcoitão, emblema que requer menção obrigatória se o tema é o BCR nacional. 

É ele o protagonista da rubrica “Man Out”.

Data de nascimento: 21/12/1968
Ano de iniciação: 1986
Posição: extremo/base
Clube: GDD Alcoitão
Palmarés: APD Sintra – 5 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal, 7 Supertaças, 7.º lugar numa competição europeia; APD Lisboa – 1 Taça de Portugal; Participação em 3 Campeonatos da Europa e 3 Taças Andre Vergauwen pela “Team Lisboa” (nome da Seleção Nacional quando participou nesta prova de clubes)
Jogo da tua vida (e porquê): APD Lisboa vs. Mideba, em Badajoz, no qual marquei 32 pontos. Senti que a nível coletivo demos  o que tínhamos e o que não tínhamos, ou seja, fomos uma equipa, embora tenhamos perdido o jogo.
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
Em primeiro lugar, convidava a ir ver um jogo. Depois, dizia que é um jogo viciante e espetacular, que não iria querer outra coisa.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti? 
Pedro Esteves, que, infelizmente, já não está entre nós. Era brilhante como passava a bola,tinha uma visão de jogo brutal.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR. 
Ocorreu quando jogava no GDR “A Joanita”, já não me lembro contra quem era. Um colega fez uma falta mais violenta e o árbito disse que lhe mostrava cartão amarelo. Chorei a rir, foi lindo.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito? 
Sem dúvida, o contra- ataque. Quanto ao gesto, como esquerdino, é fazer o lançamento no lado direito com a cadeira a descair para fora.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”? 
Faria “Man Out” a todos os jogadores, porque todos têm o seu valor e o meu respeito.
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.

De 2007 a 2011 pela voz dos protagonistas (parte II)

Continuamos a revisitar aquilo que foram as duas prestações lusas nos Europeus de 2007 e 2011 e desta vez os porta-vozes da equipa das quinas são novamente dois jogadores que estiveram presentes nos dois momentos. Conversamos com os “interiores”, Miguel Miranda e Elvis Évora, que nos contaram qual era o espírito vivido pelos dois grupos e as dificuldades encontradas pelo caminho.
Com 126 internacionalizações seniores no currículo, Miguel Miranda não deixou de considerar os dois grupos bastante capazes, contudo recordou que em 2011 a equipa se viu afetada por algumas lesões: «os dois grupos eram coletivos fortes, em 2011 tivemos alguns infortúnios. Perdemos o Jorge Coelho e o Paulo Cunha durante a preparação e isso condicionou as coisas. Sem diminuir a qualidade dos jogadores que foram, era um grupo mais curto do que em 2007. Aí tivemos a sorte de não termos lesões, estivemos sempre fortes, da preparação até ao último jogo. Tínhamos uma rotação mais profunda», lembra.
O antigo extremo-poste da equipa das quinas não se absteve, no entanto, de qualificar o Europeu da Lituânia como uma experiência positiva, «foi um Europeu muito bom, demos tudo. Os jogadores dessa Seleção deram todos o máximo. Faltou-nos a ponta de sorte que tivemos em 2007. Tínhamos a Espanha, Turquia, Lituânia, Polónia… A um minuto do fim estávamos dentro do jogo com a Polónia. Não ganhamos devido a alguns erros, notava-se o cansaço na reta final», afirma.
Miguel Miranda também não deixou passar em claro a oportunidade e reconheceu mérito aos dois timoneiros da Seleção Nacional, sobretudo pela forma como lidavam com os atletas, «O coach Melnychuk incutiu outra mentalidade. Estava próximo de nós, acreditava tanto ou mais do que nós. Deixamos de ser a equipa que ia perder, para sermos a equipa que ia ganhar. Era uma abordagem completamente diferente. Por outro lado o Prof. Mário Palma já era um treinador consagrado que também confiava muito em nós, que nos dava liberdade. Quando algo corria menos bem, era o primeiro a assumir a responsabilidade», relembra.
Quem também não esqueceu os dois selecionadores foi Elvis Évora que, tal como os antigos companheiros de Seleção, se desfez em elogios a Valentyn Melnychuk e Mário Palma, «o Valentyn é das pessoas mais humildes que conheci. Era exigente e fez com que estivéssemos todos juntos. Representou o nosso país como se fosse português. O Prof. Mário Palma tinha uma liderança distinta, mas trabalhamos muito durante o Verão. É integro, tinha uma liderança forte, gostei muito de trabalhar com ele. A campanha até ao Europeu foi espetacular, fomos ganhando muitos jogos na preparação», recorda.
No entanto, para o poste da Seleção Nacional a presença nos dois europeus, embora com resultados diferentes, não deve deixar de ser louvável, «Houve uma euforia enorme em torno do primeiro Europeu, mas não deixou de ser um grande feito a qualificação para o segundo de 2011. Ambas as qualificações foram conseguidas contra adversários mais fortes», explica. Além das presenças nas fases finais dos europeus, o processo de apuramento em 2006 foi o que mais marcou Elvis: «qualquer jogador sente orgulho em representar a Seleção Nacional, mas há muitas viagens, muitos sacrifícios e jogos difíceis, como por exemplo na Bósnia, onde ganhamos. Mais do que o Europeu, marcou-me a qualificação de 2006», esclarece.
Para Elvis Évora a grande diferença entre 2007 e 2011 foi o fator surpresa, «Em 2007 era tudo novo, era uma motivação enorme. Em 2011 já conhecíamos a prova e apesar de estarmos motivados, isso nem sempre traz benefícios. Tínhamos outra perceção das coisas e a consciência que havia uma ou duas equipas que poderíamos “enganar”. Estivemos perto de vencer a Polónia, mas faltou qualquer coisa extra. Não tínhamos o “Betinho”, o Paulo Cunha, o Francisco Jordão e o Jorge Coelho em 2011, mas em 2007 também não contamos com o Carlos Andrade que merecia ter estado lá», terminou.

De 2007 a 2011 pela voz dos protagonistas

Portugal esteve três vezes presente na fase final de um Europeu. A primeira das quais em 1951, mas depois de um hiato de mais de cinquenta anos afastados dos grandes palcos, a equipa das quinas voltou a alcançar a fase final da prova. Para recordarmos esses dois momentos falamos com três dos protagonistas da seleção de 2007, mas que em 2011 voltaram a elevar o nome do basquetebol português.

 

Philippe da Silva, base da Seleção Nacional nas duas fases finais, acredita que as qualificações para estes pontos altos surgiram devido ao trabalho que vinha a ser desenvolvido, «foram dois apuramentos diferentes, mas em qualquer um deles houve trabalho e sacrifício. Em 2007 tivemos tempo para criar um grupo forte com o Prof. Valentyn, o Prof. Orlando Simões e o Prof. Magalhães, algo que se foi construindo. Alcançamos uma certa maturidade. Estivemos a um nível elevado», conta. Agora treinador, Philippe da Silva não se coibiu de traçar o perfil dos dois técnicos que conduziram Portugal ao êxito, «são duas pessoas com grande caráter, para ser um grande líder é preciso ter um perfil forte. Enquanto treinadores tinham a sua filosofia e sabiam o que a equipa precisava de fazer dentro de campo», atira.
Quem partilha da mesma opinião é João Santos, que recordou a relação de Valentyn Melnychuk com os atletas: «O relacionamento com os jogadores foi determinante na medida em que nos soube gerir muito bem como pessoas e como jogadores. Soube tirar o melhor de nós. Aliado a isso, além de todo o conhecimento que tinha, ouvia-nos. Havia uma certa “liberdade” nas decisões durante o jogo. Era um treinador flexível e que se adaptava ao jogo e à sua realidade», recorda.
Contudo, o antigo extremo da Seleção lembrou ainda o trabalho realizado antes do apuramento de 2006, «importa referir os percursos, não podemos dissociar os anos que foram feitos antes dos europeus. Refiro-me ao trabalho que vem de trás, da “geração de ouro” com Nuno Marçal, Sérgio Ramos, Paulo Pinto, Luís Machado, etc… Essa geração também merece menção, até porque mesmo não chegando a nenhuma fase final foram importantes. Permitiu-nos fazer este percurso até 2007», lembra. Com 198 internacionalizações na carreira, João Santos considerou diferentes as duas prestações, «em 2007 trabalhávamos como uma família, muitos no auge da carreira, com boa atitude e vontade de conseguir algo. Em 2011 caímos num grupo muito forte, mas demos boa réplica.»
Por sua vez, Miguel Minhava aponta as diferenças no modelo competitivo dos europeus, recordando o feito histórico para o basquetebol nacional, «Em 2007 eram apenas 16 equipas, em 2011 eram 24 e já nos apuramos na qualificação com a Hungria e Finlândia. O grupo que se apura para o Europeu de 2007 era especial e marcou o basquetebol português. Conseguimos um apuramento histórico. Em 2011 demos boa conta do recado», esclarece. Ciente do esforço que tinha de ser feito para estarem ao patamar das restantes equipas, o ex-base relembra a exigência que estava presente na cabeça de cada um dos jogadores, «em 2007, onde conseguimos vencer alguns jogos, demonstramos a nossa qualidade. Para nos batermos com muitas seleções tínhamos de estar a 110%. No dia em que estávamos abaixo eramos cilindrados, tínhamos de estar sempre no máximo. O Valentyn estabeleceu um sentimento muito forte dentro da equipa. Havia uma grande ligação afetiva e isso é o suficiente para potenciar os jogadores.»
Já no segundo Europeu da carreira, Miguel Minhava não descartou a qualidade dos convocados, mas além da preparação destacou que a ligação entre todos não era tão intensa como o tinha sido no Europeu de Espanha: «Com o Prof. Mário Palma tínhamos um grupo com personalidades diferentes, não havia o mesmo sentimento. O grupo era bom, mas em 2006 criamos laços muito fortes, em 2011 foi uma preparação diferente, mais rápida», concluiu.

A FPB tem mais um Challenge para ti!

O “FPB Guinness Challenge” desafia-te a conseguires replicar alguns desafios do Livro dos Recordes do Guinness e ainda te dá a possibilidade de ganhares alguns prémios!

 

No segundo desafio tens de bater um recorde que pertence a Andrzej Adamczyk, que conseguiu atirar a bola ao ar dez vezes consecutivas enquanto a rodava no dedo, sem deixar cair. O recorde estabelecido em novembro de 2017 é o teu próximo desafio. Segue o regulamento e tenta fazer melhor!

1) Tal como o “Litos” Cardoso exemplificou, roda a bola no dedo e atira-a ao ar o máximos de vez que conseguires, sem a deixares cair;
2) Publica o vídeo nas histórias do Instagram, com o perfil PÚBLICO, identifica @fpbasquetebol e usa a hashtag #fpbguinnesschallenge;
3) No final do vídeo desafia três amigos para cumprirem este desafio e identifica-os;
O vencedor deste primeiro desafio será aquele que conseguir lançar a bola o maior número de vezes, enquanto a toda no dedo. O challenge termina no próximo domingo e segunda feira revelamos o vencedor que terá direito a um voucher de 30€ na loja FPB. Boa sorte!

“Não pares em casa”

Queres treinar sem sair de casa? A FPB arranjou a solução ideal para os teus problemas. Semanalmente, com a colaboração do treinador-adjunto e preparador físico da UD Oliveirense, Luís Catarino (Mestre em Biocinética pela Faculdade de Ciências do Desporto e Ed. Física da Universidade de Coimbra), e do antigo capitão e atual fisioterapeuta da equipa unionista, João Abreu (licenciado em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto), vais ter à tua disposição vários planos de treino que te vão permitir manter a atividade física.
No regresso da rubrica “Não pares em casa”, temos uma nova rotina de treino para fazeres com a ajuda de uma bola de ténis. Quatro blocos de treino mais um circuito metabólico que podes consultar no documentos em anexo.
Já sabes… não pares em casa!


“Não parei de jogar para voltar num nível inferior”

Esteve fora de competição durante esta época e os motivos não foram os piores, pelo contrário. A internacional portuguesa Márcia Costa tirou um ano sabático para abraçar a maternidade, mas agora diz-se pronta para regressar à alta competição, estando já a preparar-se para a temporada 2020/21. A FPB conversou com a experiente jogadora de 30 anos que não escondeu as saudades do basquetebol, falou do período da gravidez e ainda mostrou que está ansiosa por regressar ao ativo com atenções voltadas para as competições europeias.

 

Recentemente anunciaste que pretendes regressar à competição depois deste ano de paragem. Já sabes onde vais jogar na próxima temproada? 
Ainda não tenho nenhuma equipa, estou completamente livre. A época acabou muito mais cedo devido a toda esta situação e as equipas não sabem bem como tudo se vai resolver, porque também ainda não há nenhuma decisão oficial da FPB. No entanto, estou livre e a preparar-me para a próxima época, era esse o meu objetivo. O meu filho acabou por nascer no final de fevereiro e a intenção era mesmo essa, ter tempo para preparar o regresso à Liga.
Depois de oito temporadas consecutivas na Liga como foi este ano de paragem? Sentiste falta do basquetebol?
Estava tudo minimamente planeado. Custou estar um ano sem jogar, mas estava mentalizada para algo que desejava muito, que era ser mãe. Tudo isto acabou por ser vivido com alguma naturalidade, no entanto claro que continuava a acompanhar. Via alguns jogos na FPBtv, porque como é evidente depois de tantos anos a jogar, parar uma época custa. De qualquer das formas continuei com o ginásio, mantive-me ativa. Não parei de jogar para voltar num nível inferior. Está fora de questão. Vou trabalhar para voltar ainda melhor. Para isso acontecer precisava de estar ativa durante a gravidez e enquanto pude foi o que fiz. Tudo isto teve repercussões no meu parto, que durou apenas oito minutos, algo que acaba por trazer benefícios para o regresso ser mais eficaz.
Algo que caracteriza o teu jogo é a fisicalidade e intensidade que colocas dentro de campo. Como uma atleta bastante forte e explosiva, sentes que mantiveste intactas essas capacidades físicas? 
Sinto-me uma privilegiada. Tanto eu como o meu marido temos formação nesta área e então sabemos todos os passos que temos de dar para que eu consiga estar realmente bem a partir do dia 1 de setembro, que é quando eu espero começar a minha época. Há uma série de processos que não podem ser ultrapassados para mais tarde não me ressentir. Neste momento ainda não estou a treinar com bola, mas já faço coisas que vão vez despertar novamente as minhas melhores caraterísticas enquanto jogadora. É um processo, e tenho noção desse trajeto. Não estou ansiosa porque sei que vou lá chegar.
Falando da próxima temporada, apesar de toda a indecisão que vivemos atualmente, que tipo de projeto desperta mais a tua atenção? Que expetativas reservas para a próxima temporada?
Não está fora de questão voltar a jogar fora do país no futuro, mas este ano prefiro ficar em Portugal e jogar EuroCup. Quem me der melhores condições para que consiga estar nas competições europeias, é onde vou apostar. Estar num sítio sem ambições não faz sentido nenhum, quero representar uma equipa que me dê condições para jogar EuroCup no próximo ano. É esse o meu desejo.

Diogo Brito: “Acredito que o meu futuro vai passar por Espanha”

O extremo Diogo Brito concluiu a formação na universidade norte-americana de Utah State e está preparado para iniciar uma carreira profissional. Em entrevista à FPB, o internacional português (88 internacionalizações pelas seleções jovens) fala das melhores e piores memórias dos últimos quatro anos e revela que o futuro pode ser bem perto de Portugal.
Quatro anos depois, que balanço fazes deste tempo passado em Logan, ao serviço de Utah State?
O balanço é, sem dúvida, muito positivo. Foram quatro anos de muita aprendizagem e evolução. Conheci pessoas que nunca mais vou esquecer e ter jogado a este nível, diante dos fãs de Utah State, foi incrível.
Qual é a melhor memória e qual foi o momento mais difícil por que passaste na tua carreira universitária?
Ganhar o torneio da conferência Mountain West dois anos seguidos e o jogo em casa contra Nevada foram o auge, mas existem muitas boas memórias. Por exemplo, ter entrado em campo com os meus pais na “Senior Night” foi um momento bastante emocionante e que nunca me vou esquecer. Os momentos mais difíceis são aqueles em que não se joga ou se está lesionado. Eu não joguei quase nada no meu primeiro ano e tive algumas lesões que também me mandaram abaixo.
Se pudesses falar com o Diogo Brito de há quatro anos, no momento em que chegou a Utah State, o que lhe dirias?
Dir-lhe-ia para se preparar para uma das aventuras da sua vida. Que ia viver uns dos melhores momentos da sua vida e que ia passar por alguns dos momentos mais baixos da sua vida, mas dir-lhe-ia que tudo faz parte do processo e tudo vai fazê-lo crescer. Vai ser uma viagem incrível e ele não se vai arrepender da decisão de ir para Utah State.
Em tempos, disseste que te vias a experimentar a Summer League da NBA, mas também já falaste da Europa. Que planos fazes para o teu futuro?
O vírus alterou tudo em termos de calendários e planos, não só de atletas mas também das equipas. Pelo que ouço, não deve haver Summer League nem “pre-draft workouts” na NBA, por isso esse objetivo fica adiado. Entretanto, assinei com um agente e acredito que o meu futuro próximo vai passar por Espanha. Espero que tudo corra bem e possa chegar ao mais alto nível.
De que forma tens ocupado os teus dias, nesta fase de isolamento por causa do COVID-19?
Faço os trabalhos da escola e exercício físico, que é necessário para manter a sanidade mental. Tenho ficado em casa e tento distrair-me com vários hobbies e coisas para as quais não tinha tanto tempo. Tenho passado mais tempo a cozinhar e tenho lido mais.
Para além de voltar ao campo para fazer uns lançamentos, qual é a primeira coisa que queres fazer quando terminar o isolamento?
A primeira coisa é mesmo voltar para Portugal. Até ao final do ano letivo fico por aqui e depois espero voltar para junto da minha família, porque já tenho muitas saudades.
De tudo o que fazias dentro das quatro linhas de um campo de basquetebol, de que é que tens mais saudades?
Tenho saudades de estar lá, de jogar, de competir e de partilhar o campo e a bola com os meus colegas.
Perguntas para respostas rápidas: Que equipa escolhes no NBA2K? Qual a série que estás a ver? Qual foi o último livro que leste?
Sou fã dos Utah Jazz, mas não tenho uma equipa no 2K. Costumamos fazer escolhas aleatórias, para manter aquilo equilibrado, mas gosto de jogar com os Golden State Warriors, porque dá para lançar triplos quando quero. A última série que acabei de ver foi “La Casa de Papel” e o último livro que li foi “The inner game of tennis”, de Timothy Gallwey. Entretanto, comecei a ler “The power of now”, de Eckhart Tolle.

“Não pares em casa”

Queres treinar sem sair de casa? A FPB arranjou a solução ideal para os teus problemas. Semanalmente, com a colaboração do treinador-adjunto e preparador físico da UD Oliveirense, Luís Catarino (Mestre em Biocinética pela Faculdade de Ciências do Desporto e Ed. Física da Universidade de Coimbra), e do antigo capitão e atual fisioterapeuta da equipa unionista, João Abreu (licenciado em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto), vais ter à tua disposição vários planos de treino que te vão permitir manter a atividade física.
Este fim de semana, na rubrica “Não pares em casa”, temos um plano treino de força específico para fazeres com o acompanhamento de uma bola. Além do vídeo que deves seguir atentamente, podes e deves consultar o documento em anexo onde tens cada um dos exercícios explicados de forma detalhada e com os diferentes níveis de dificuldade.
Já sabes… não pares em casa!


“Não pares em casa”

Queres treinar sem sair de casa? A FPB arranjou a solução ideal para os teus problemas. Semanalmente, com a colaboração do treinador-adjunto e preparador físico da UD Oliveirense, Luís Catarino (Mestre em Biocinética pela Faculdade de Ciências do Desporto e Ed. Física da Universidade de Coimbra), e do antigo capitão e atual fisioterapeuta da equipa unionista, João Abreu (licenciado em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto), vais ter à tua disposição vários planos de treino que te vão permitir manter a atividade física.
Esta semana, na rubrica “Não pares em casa”, trazemos dois planos de treino diferentes, o primeiro focado no aumento da potência muscular e o segundo indicado para prevenir possíveis lesões (trabalho específico dos isquiotibiais, na parte posterior da coxa). Desafiamos todos aqueles que fizerem estes treinos a identificarem a @fpbasquetebol, utilizando o hashtag #NãoParesEmCasa. Podes seguir as indicações nos vídeos, recomendadas para atletas de alta competição, ou podes consultar o documento em anexo com diferentes níveis de dificuldade.
Já sabes… não pares em casa!


Recordar a Festa do Basquetebol Juvenil

Em condições normais esta semana estaríamos em Albufeira a celebrar a 14.ª edição do maior evento nacional do desporto juvenil, a Festa do Basquetebol. No entanto, face às circunstâncias atuais, não deixamos de relembrar uma das semanas mais marcante na carreira de qualquer jovem basquetebolista que passou pelo Algarve. Falamos com Maria Kostourkova, Miguel Maria Cardoso e Emília Ferreira, internacionais lusos que esta temporada experienciaram diferentes realidades, mas que em comum partilham as memórias das “Festas”.

 

A internacional portuguesa Maria Kostourkova é a primeira a recordar uma das fases da época que considerava mais importante na sua formação: “Para mim, a Festa do Basquetebol é sempre uma das melhores partes do ano. Além do primeiro ano, tive a sorte de disputar as próximas quatro finais e a cada ano que passava aparecia sempre mais público para ver os jogos. Tive sempre sensações inesquecíveis”.

 

Sem destacar um momento em específico, a importância do companheirismo foi sempre fator determinante para participar na Festa: “Estive sempre rodeada por companheiras de equipa e treinadores fantásticos. Quando a isto se junta a competição, torna-se numa das melhores experiências que se pode viver no basquetebol português”, lembra. Apesar do fim de época antecipado e de atribuição do título da Liga eslovena ao ZKK Cinkarna Celje, Kostourkova considera que a primeira experiência como profissional foi importante para evoluir como atleta: “Trabalhei com um treinador incrível, que me ajudou bastante. Fico feliz com o trabalho que fizemos durante a época regular, mas muito desiludida por não poder lutar pelo título”, refere.

 

Já Miguel Maria Cardoso, tem gravada na memória a vitória na final do torneio de Sub16 masculinos em 2009, contra a seleção da AB Setúbal: “O momento que mais me marcou foi jogar a final e vencê-la com o pavilhão cheio. Também destaco a viagem entre Porto e Algarve”, conta. “Quando os mais novos me pedem uma opinião sobre a Festa do Basquetebol transmito sempre esta ideia. Estão perante um evento inesquecível, que merece ser desfrutado ao máximo com os companheiros de equipa”, destaca o base da Seleção Nacional que esta temporada representou o CB Almansa, da LEB Ouro.

 

Embora desejasse terminar a temporada, o camisola #1 da equipa das quinas, entende que a prioridade é recuperar, fazendo um balanço positivo da época de estreia em Espanha: “A prioridade é ultrapassarmos esta fase junto daqueles que mais gostamos para tudo voltar à normalidade. Individualmente realço o meu crescimento. Provei a mim mesmo que posso jogar num campeonato como o da LEB Ouro”, acrescenta.

 

Para Emília Ferreira, “o nervoso miudinho, a ansiedade e a viagem de comboio com as restantes comitivas” são memórias que guarda com saudade sempre que se fala em Festa do Basquetebol. Além do muito público, a poste que esta época vestiu a camisola do Sinergia Real Canoe N.C., não esconde a importância das “Festas” para a evolução dos jovens: “Um evento destes tem um peso grande para a formação de um jogador jovem. É nesta semana que os mais novos são postos à prova”, analisa.

 

Com o sentimento de dever cumprido, depois da primeira experiência fora do País onde ajudou a formação madrilena a estabelecer-se na Liga Femenina 2, a internacional portuguesa considera que evoluiu: “Foi um ano de crescimento. Estava no Real Canoe de forma profissional, a treinar duas vezes por dia. Isto fez com que me sentisse mais apta. Ajudou-me a estar mais preparada do ponto de vista físico e mais disponível dentro de campo”, conclui.


“Não pares em casa”

Queres treinar sem sair de casa? A FPB arranjou a solução ideal para os teus problemas. Semanalmente, com a colaboração do treinador-adjunto e preparador físico da UD Oliveirense, Luís Catarino (Mestre em Biocinética pela Faculdade de Ciências do Desporto e Ed. Física da Universidade de Coimbra), e do antigo capitão e atual fisioterapeuta da equipa unionista, João Abreu (licenciado em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto), vais ter à tua disposição vários planos de treino que te vão permitir manter a atividade física.

 

Depois da primeira bateria de treinos desta semana, regressamos com dois planos novos que podes aplicar no teu quotidiano. A primeira sessão é um circuito metabólico, com diferentes níveis de dificuldade, já o segundo treino é um plano de força em isometria, também composto por diferentes níveis de carga física. Podes e deves apoiar estes treinos, consultado o documento em anexo.

Já sabes… não pares em casa!


“A melhor coisa que me aconteceu este ano foi ter a oportunidade de jogar EuroCup”

A internacional portuguesa Inês Viana fez a sua época de estreia no estrangeiro, ao serviço do BCF Elfic Fribourg Basket, e apesar de ver a temporada interrompida a base de 25 anos fez um balanço positivo dos meses que passou na Suíça. Além de falar da experiência positiva nas competições europeias e do domínio nas provas internas, a base da Seleção Nacional abordou ainda o futuro.

 

Qual é o balanço que fazes desta época de estreia no estrangeiro? Como descreverias este desafio que é jogar fora de um campeonato que conheces tão bem como o português?
É sempre desafiante sairmos da nossa zona de conforto, e apesar do campeonato português tem muita qualidade, muito boas jogadoras, achava que já estava no momento para sair e me desafiar. Na generalidade foi uma época muito positiva, joguei EuroCup a base principal com muitos minutos, no campeonato também estávamos em crescendo. Foi positivo e um excelente desafio.
A temporada terminou de forma abrupta e o campeonato foi cancelado sem a atribuição de um campeão, contudo o Friburgo terminou no topo da fase regular (13-3), estava invicto na fase intermédia e apurado para a final da Taça da Suíça. Sentes que caso a época terminasse iam conquistar mais títulos?
O coronavírus veio estragar a época. O nosso campeonato foi dos primeiros a cancelar tudo, sobretudo depois da evolução do número de casos no país na Suíça. Primeiro foi o hóquei no gelo, depois seguiram-se as outras modalidades. Antes da paragem estávamos em forma, no primeiro lugar partilhado com o Winterthur, invictas na fase intermédia e com sete vitórias consecutivas com margens pontuais na casa das dezenas. Se tivéssemos a oportunidade de jogar até ao fim acredito que poderíamos ser campeãs e ganhar a Taça da Suíça. Estávamos a crescer como equipa.
Além do evidente sucesso nas competições internas, conseguiram passar a fase de grupos na EuroCup feminina. Que balanço fazes da prestação nas competições europeias? 
Penso que o auge para qualquer atleta é jogar nas competições europeias, neste caso joguei EuroCup e o balanço desta época é muito bom. Fiz bons números que se refletiram no coletivo já que passamos a fase de grupos e ficamos à porta dos dezasseis avos de final da prova. Foi espetacular, até porque tivemos mais exposição. A melhor coisa que me aconteceu este ano foi ter a oportunidade de jogar na EuroCup.
Depois de uma temporada de estreia positiva, onde foste uma das peças mais influentes de uma equipa com ADN de campeã, quais são as perspetivas para o futuro?
Quero continuar a jogar fora. É muito desafiante poder jogar noutros campeonatos, experimentar novas ligas. Não gosto de estar na minha zona de conforto, quero sempre superar-me e, posto isto, acho que ainda tenho alguns anos para continuar a jogar no estrangeiro.
Regressaste a Portugal assim que a SBL foi suspensa e atravessaste um período de quarentena. Que recomendações deixas, sobretudo aos desportistas, nesta fase de paragem precoce das competições?
O campeonato foi suspenso dia 12 de março e no dia seguinte já tinha viagem de regresso para Portugal. A situação na Suíça não estava boa e desde que regressei estou de quarentena voluntária para não colocar em risco os meus pais, senti que essa era a melhor decisão. Esta sexta-feira acabo esse período de isolamento e apesar de não ser o melhor, é algo que devemos fazer para zelar por nós e pelos nossos. Estou em casa desde 13 de março e isso não me impede de treinar duas vezes por dia. O exercício físico tem-me ajudado muito, sobretudo mentalmente. Torna tudo mais fácil.

Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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Miguel Maria

“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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