Artigos da Federaçãooo

FPB volta a reunir com as Associações

A FPB e as Associações voltaram a reunir-se este sábado, através de videoconferência.

Todas as Associações estiveram presentes, com exceção da Guarda, tendo cada uma delas apresentado propostas sobre os apoios a atribuir aos clubes na próxima época.

João Carvalho, secretário-geral da FPB, informou que por decisão da Direção, o programa “Valorizar” se manterá em 2020, concretamente os projetos relacionados com a formação de jogadores ao serviço das Seleções seniores e dos CNT’s e ainda o projeto da qualidade do espetáculo nos jogos das competições de seniores. Os acertos relacionados com a arbitragem da presente época estão feitos e comunicados aos clubes. Por decisão da Direção serão ainda creditados os valores das taxas de participação dos clubes nas Taças Nacionais seniores, assim como as taxas de participação de abril e de março (metade deste mês).
Como medida de apoio para a próxima época, a Direção da FPB apresentou propostas de apoio financeiro relativas às taxas de inscrição e de participação, as quais serão reavaliadas durante a próxima semana. Haverá também uma verba destinada à aquisição de material desportivo.
Relativamente aos apuramentos de pré-época, cuja toda a informação pode ser consultada no documento em anexo e que foram apresentados por Nuno Manaia, diretor técnico da FPB, são de inscrição facultativa (até 30 de junho) e terão de terminar até duas semanas antes do arranque da temporada. Estes jogos, à partida, vão decorrer em setembro, mas sempre dependendo do evoluir da situação pandémica. Também no comunicado podem consultar todos os critérios de participação nestes apuramentos.
O presidente da FPB voltou a apelar à colaboração de todas as Associações nestes tempos difíceis, numa reunião em que também participaram Valdemar Cabral, vogal do Conselho de Arbitragem, Rui Dias, Manuel Albano e Luís Veiga, vice-presidentes da FPB, a assessora Helena Cunha, e António Carlos, responsável pelo marketing e comunicação da FPB.

“Em Linha” com Jorge Almeida

Ano de Inscrição – 1993
Clubes/Seleções orientados – APD Lisboa, Seleção Nacional, Sporting CP-APD Sintra (atual)
Palmarés: APD Lisboa – 4 Campeonatos Nacionais; 4 Taças de Portugal; 3 Supertaças. Total de 11 títulos. Seleção A BCR – 2.º Lugar Europeu C 2015 e consequente promoção à Divisão B
Jogos da minha vida: O jogo de consagração de campeão nacional pela primeira vez, porque era um título muito desejado por toda a equipa e porque senti que o trabalho projetado e desenvolvido tinha tido o desfecho desejado. Outro jogo bastante importante foi a vitória da APD Lisboa contra o CP Mideba, de Badajoz, em Espanha, pela projeção que deu ao BCR nacional. Mostrou que com condições de trabalho éramos iguais a todos os outros. Por último, a vitória num torneio em Santander, com uma seleção formada apenas com jogadores das várias equipas da APD (Associação Portuguesa de Deficientes).
Resumo do percurso no desporto: Comecei a jogar em 1977, na APD Lisboa, tendo feito um interregno de cinco anos para jogar no GDR “A Joanita”. Regressei em 1982 para Lisboa, onde permaneci até 2015 como treinador/jogador desde 1993. Fiz ainda atletismo, natação e ténis. (Jorge Almeida representou ainda a Seleção Nacional em 5 Campeonatos da Europa – inclusive no memorável Europeu C de 2007, conquistado por Portugal – e, sob a designação “Team Lisboa”, em 3 Taças Andre Vergauwen, prova continental de clubes).
Que mensagem dirigias a um treinador hesitante em treinar BCR?
Que esta vertente do basquetebol é tão ou mais espetacular que o basquetebol em pé e que facilmente se tornaria fã da mesma.
Quais os treinadores que exercem maior fascínio sobre ti e porquê?
A nível nacional, a Professora Regina e Pedro Antunes, pelos conhecimentos que me transmitiram e por me ajudarem a criar o “bichinho” técnico dentro de mim. A nível internacional, Malik Abes, pois considero um grande comunicador e visionário do BCR.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por treinar BCR. 
Não consigo recordar exatamente onde foi. Mas uma vez fomos fazer uma demonstração e, quando entrámos no campo, um senhor olhou para nós e foi rapidamente buscar as tabelas de minibasquete.
Quais as competências que consideras essenciais para ser um treinador de sucesso? 
O sucesso é muito relativo, mas, se formos humildes, ambiciosos, privilegiarmos a comunicação e estivermos sempre disponíveis para aprender com os jogadores e outros treinadores (formação constante), podemos ter alguns momentos de sucesso.
Em linha, a defesa que todos os treinadores querem, mas poucos conseguem. Qual a receita para lá chegar? 
A defesa ideal seria aquela que conseguisse evitar a progressão da equipa contrária a 100%, mas, como todos sabemos, não existe, pelo que penso que a mais próxima será a defesa em banana (em linha). Se forem seguidos os fundamentos da mesma e a trabalharmos em todos os treinos, podemos conseguir retardar o ataque contrário por mais uns segundos preciosos. Quanto mais mecanizada, mais à frente pode/deve ser colocada.
A defesa em linha é a mais cobiçada pelos treinadores de BCR. Consiste em dispor os atletas ao longo da linha dos três pontos, limitando o raio de ação e tempo de ataque da equipa adversária.

Dupla portuguesa em busca do “sonho americano”

Sara Guerreiro e Carolina Cruz, jovens internacionais portuguesas, e que se assumiram como figuras importantes da Quinta dos Lombos, têm pela frente grandes desafios. A primeira vai alinhar na Universidade de South Florida, enquanto a segunda é reforço para a Universidade de Manhattan.

A caminho de South Florida, Sara Guerreiro mostra-se ciente deste grande passo na carreira: “As minhas expectativas são boas, mas também muito realistas. Sei que vou ter que trabalhar muito para ter minutos e um lugar importante na equipa. No entanto, estou muito contente por ir e acho que vai ser uma experiência muito boa. Os meus principais objetivos são alcançar títulos com a equipa, evoluir individualmente e desfrutar ao máximo desta oportunidade”, afirma.
A base de 18 anos vai juntar-se a Beatriz Jordão, também ela saída da Quinta dos Lombos, e isso aumenta ainda mais o entusiasmo: “O facto de a Jordão estar lá deixa-me mais contente e confortável, sei que posso contar com ela para o que for preciso e vice-versa. Para além disso, esta ser a faculdade onde jogou a Laura Ferreira deixa-me ainda mais motivada”, reforça.
Sara Guerreiro passou três intensas temporadas nos Lombos, e na hora do adeus não poupa nos elogios ao clube: “A minha passagem pela Quinta dos Lombos foi muito boa e importante. Faço um balanço positivo destes três anos porque tive a oportunidade de crescer muito com o José Leite, com a Gilda Correia e com todos os restantes treinadores e colegas de equipa. Deram-me muitas oportunidades e apredizagens que guardo comigo, tanto em termos desportivos como pessoais. A Quinta dos Lombos contribuiu bastante para a construção da jogadora que eu possa vir a ser no futuro. Não diria melhor clube para jogar em formação”, finaliza.
Manhattan é o destino de Carolina Cruz, que espera evoluir o máximo para chegar ao topo: “Quero transformar um sonho em realidade, experimentar novas vivências e melhorar. Jogar o máximo possível, evoluir e, quem sabe, um dia ter possibilidade de integrar a WNBA”, assume.
E porquê Manhattan? “Tive a possibilidade de visitar a Universidade no final da época passada e assim constatei o que me espera. São super organizados academicamente e com todas as condições em termos de basquetebol. Este ano algumas jogadoras vão sair, e por isso trata-se de uma temporada de transição. É uma equipa que gosta de defender, que alinha em transição, mas falta-lhe o jogo exterior das atletas interiores”, analisa.
A poste de 19 anos passa em retrospetiva o seu percurso em Portugal: “A melhor recordação que guardo do nosso país, falando da minha carreira, é a Taça de Portugal conquistada esta época pela Quinta dos Lombos, sem esquecer os momentos em que represento a Seleção. Vou ter saudades de todos os treinadores, colegas, seccionistas e staff à volta das equipas”, vinca.

“Não pares em casa”

Bruno Silva, adjunto da Seleção Nacional de BCR e do Basket Clube de Gaia, volta a dar um treino, agora com maior enfoque no trabalho de cadeira de rodas.
Seguem-se o vídeo e todas as indicações.

Bloco de Aquecimento com Técnica

Realizar os seguintes exercícios em séries individuais

Trata-se de um bloco de aquecimento focado na técnica de execução e por esse motivo os exercícios não devem ser realizados em velocidade máxima.
O repouso entre séries será sempre de 20s.
Exercicios
4 x 45s Bounce spin
4 x 6 rep One Push
4 x 6 rep Movimento em V
4 x 6 rep U-Turn
Bloco de Aceleração + Mudança de direção
O principal objetivo deste bloco será o trabalho de aceleração e mudança de direção
É esperado que se consiga fazer a transição do trabalho técnico do bloco anterior para este. No entanto, todos os movimentos devem ser realizados com intensidade MÁXIMA.
O repouso entre séries será sempre de 15s.
Exercícios
2 x 1 rep Movimento em 8 (ambos os lados)
4 x 20s Trevo
4 x 1 rep Rotação+Sprint 5m
Bloco de Força
Termina-se a sessão com algum trabalho de bases de força e controlo de tronco.
O trabalho deve ser feito na zona da hipertrofia mas não deve ser levado à falha.
É esperado que o atleta termine cada série sempre com 2 repetições de reserva.
O repouso entre séries será sempre de 45s a 1min.
Exercicios
2 x 5 rep Retoma da posição de jogo
3 x 12 rep DB Row
3 x 12 rep Tricep kickback
2 x 10 Bolas medicinais
Med Ball Circular Chop
Med Ball Lift
Med Ball Rotation

“O regresso a Portugal é uma hipótese. A Liga Feminina é a minha casa e gostaria de voltar”

Simone Costa, base portuguesa de 24 anos, tem dado nas vistas em Inglaterra, no Nottingham Wildcats. Em entrevista à FPB, assume vontade de voltar ao basquetebol nacional e de voltar a representar as cores do nosso país.

Como avalias esta primeira temporada na WBBL? A tua equipa estava em quinto lugar.
Foi uma experiência bastante boa em Inglaterra, tínhamos equipa para conseguir lutar por títulos, mas infelizmente a época acabou cedo demais para isso acontecer.
Chegaste a figurar no cinco ideal da semana. Esperavas uma primeira temporada tão positiva em Inglaterra?
Não, não esperava que fosse tão positivo o meu percurso no clube. Especialmente porque estive uma época parada devido à faculdade. Trabalhei bem e os resultados apareceram.
Que melhores recordações guardas dos anos passados nos EUA? A presença no March Madness foi o ponto alto?
As melhores recordações que guardo dos EUA foram, claro, o March Madness, SEC Tournament, jogar em pavilhões com milhares de pessoas, é o que sempre me marca mais. Mas, provavelmente, a melhor memória é um jogo contra Tennessee em que fomos a três prolongamentos e em que acabámos por ganhar. Foi incrível.
Vais continuar em Nottingham na próxima temporada? O teu futuro passa por Inglaterra?
O futuro está um pouco incerto para mim. Neste momento, com a pandemia, estou a decidir qual será a minha melhor opção.
Saíste muito nova de Portugal, sendo que chegaste a alinhar na Liga Feminina pelo Algés. O regresso para jogar no nosso país é uma hipótese para o futuro?
O regresso a Portugal é uma hipótese. A Liga Feminina é a minha casa e gostaria de voltar no futuro.
Quais são os maiores objectivos para a tua carreira? A ida à Seleção Nacional está nos teus planos?
Os meus objectivos passam por ser a melhor versão de mim própria, não só no campo mas também fora, conseguir influenciar gerações mais jovens. A meta é sempre ganhar títulos e chegar às melhores competições possíveis. Eu representei a Seleção nas camadas jovens, e agora como sénior seria uma honra chegar a esse patamar, e assim representar o meu país.

Jogadores marcantes #5: Marco Gonçalves

Marco Gonçalves, atleta de BCR, tem apenas 26 anos, mas um percurso de 20 pontuado por êxitos e recordes, certificados menores ao lado do ecletismo e noção coletiva do seu jogo, que afiançam a justiça de integrar este grupo distinto. 
Atualmente no GDD Alcoitão, despontou na APD Lisboa, cruzou a fronteira para representar o CP Mideba e o Servigest Burgos, e já envergou a camisola da seleção em 3 Europeus.
Um dos mais velozes no campo, na expressão física e no pensamento, Marco Gonçalves deixou transparecer as futuras virtudes, logo na antecâmara da sua iniciação no BCR. “Um dia, um puto reguila entrou a sprintar pelas instalações da associação e chamou a atenção daquele que viria a ser meu colega na APD Lisboa, Jacques Almeida, que prontamente convenceu a minha mãe de que eu deveria ir experimentar um treino”. O teste, no seio da equipa que desenhava um tetracampeonato, bastou para ficar “imediatamente convencido”, encantamento que perdura e ameaça prolongar-se.
Dez anos volvidos do começo, e com uma Supertaça no currículo, alcançaria em idade recorde, 16, a chamada da selecionadora vigente, Inês Lopes, para disputar o Campeonato da Europa B, em 2010. “Foi um momento de orgulho e responsabilidade enorme que nunca esquecerei”, assegura o extremo do GDD Alcoitão, repetente em convocatórias nos Campeonatos da Europa B, em 2016, e C, em 2017. Pouco tempo depois, o gosto pelos palcos internacionais transitou para a esfera clubística, ao surgir a oportunidade de representar o CP Mideba. No gigante do BCR espanhol conquistou uma Challenge Cup (4.ª prova europeia de clubes), “explosão de emoções indescritível”, e alcançou a final da Taça do Rei, ao lado de Hugo Lourenço, impulsionador da sua primeira aventura fora de Portugal e umas das referências que nomeia a par de Jorge Almeida, “as pessoas mais importantes” da sua vida desportiva.
Do “eterno” treinador realça múltiplos ensinamentos, “desde jogar a base, de cabeça levantada, a ter uma visão ampla e inteligente do jogo, ou a identificar os momentos ideais para fazer bloqueios e soltar a bola com facilidade”, explica, antes de se deter no que absorveu do ex-internacional português, agora nas fileiras do Sporting CP-APD Sintra, Hugo Lourenço, atleta cerebral e dedicado. “É um exemplo para praticamente todos nós, que me ensinou a importância da boa defesa e do trabalho “invisível” de um extremo de pontuação baixa para o equilíbrio da equipa, assim como algo que não se explica: a superação e a transformação do amor ao jogo numa força quase incansável, que prevalece nos momentos mais difíceis, a nível mental e físico”, enaltece Marco Gonçalves, que atribui a todos os seus colegas, mas em particular aos dois mencionados, a responsabilidade na concretização do “sonho de jogar na 1.ª Divisão espanhola, uma das melhores do mundo”. No país vizinho, na companhia de Márcio Dias e Helder da Silva, abraçou uma segunda experiência, no Servigest Burgos, da Primera División (2.º escalão), onde o rápido entrosamento e impacto lhe renderam elogios.
A caminho da sexta época no GDD Alcoitão, ambiciona “desfrutar das alegrias” que o BCR lhe dá, “contribuir para o crescimento dos jovens jogadores” e atacar, “num futuro não muito longínquo”, o título de campeão nacional.
Em anexo podem ler o testemunho de Hugo Maia.

“O meu objetivo é chegar à WNBA. Vai ser uma questão de tempo!”

Maria Carvalho, base de 19 anos há duas épocas na Universidade de Utah Valley, nos EUA, falou à FPB sobre o sucesso em solo norte-americano, e mostra-se muito focada num grande objetivo: chegar à WNBA.

Como avalias estas duas épocas em Utah Valley?
Estas duas épocas em  Utah Valley foram realmente fantásticas. A equipa técnica, as minhas colegas de equipa e a universidade em si são tudo o que eu sempre quis ter quando comecei  a pensar em vir jogar e estudar para  a NCAA D1, nos Estados Unidos. Esta minha segunda época em Utah Valley foi, definitivamente, o meu melhor ano até agora, mesmo com as dificuldades inerentes de adaptação a um novo treinador e a uma nova equipa técnica.
Foste considerada para a segunda equipa da conferência e para a equipa defensiva. Esse são os melhores sinais do teu trabalho?
Ter sido considerada para a segunda equipa da conferência e para a equipa defensiva são apenas alguns dos melhores sinais do meu trabalho. Eu tenho muito mais dentro de mim e sei que para o ano vou, certamente, ter ainda melhores prestações comparativamente com esta época. Se consigo ser considerada a melhor base da WAC?… Sim definitivamente. Julgo ter todo o potencial para isso. Esse vai ser um dos objetivos para a próxima época.
Quais são os maiores objectivos na tua carreira?
Vir para os Estados Unidos foi só o início do meu grande sonho. O meu objectivo é chegar à WNBA. Tenho andado a trabalhar para isso desde que comecei a jogar basquetebol e vou continuar a demonstrar as minhas potencialidades para atingir os meus objetivos. Vai ser tudo uma questão de tempo!
Um regresso ao basquetebol português, a longo prazo, é hipótese?
Adoro Portugal, as minhas gentes, a minha cultura, mas nos tempos mais próximos não tenho intenção de voltar a jogar em Portugal. Eu tenho  uma nova vida, na qual me inseri muito bem e que eu adoro, e estou muito satisfeita pelas decisões que tenho tomado. Tenho muitas saudades da minha família, dos meus amigos e do meu país (a distância tem esse inconveniente ), mas vou continuar focada na minha carreira internacional e tentar chegar o mais longe possível. É para isso que trabalho todos os dias!

“Man Out” a Emanuel Alonso

A apetência na concretização depressa o elevou a um dos atletas de pontuação intermédia mais influentes e, por isso, sem surpresa, Emanuel Alonso figura entre os eleitos da Seleção de BCR, nas primeiras presenças no panorama europeu, na década de 90. Pela APD Sintra, colecionou 19 títulos, juntou-lhes uma Taça de Portugal ao serviço da APD Lisboa e representa, atualmente, o GDD Alcoitão, emblema que requer menção obrigatória se o tema é o BCR nacional. 

É ele o protagonista da rubrica “Man Out”.

Data de nascimento: 21/12/1968
Ano de iniciação: 1986
Posição: extremo/base
Clube: GDD Alcoitão
Palmarés: APD Sintra – 5 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal, 7 Supertaças, 7.º lugar numa competição europeia; APD Lisboa – 1 Taça de Portugal; Participação em 3 Campeonatos da Europa e 3 Taças Andre Vergauwen pela “Team Lisboa” (nome da Seleção Nacional quando participou nesta prova de clubes)
Jogo da tua vida (e porquê): APD Lisboa vs. Mideba, em Badajoz, no qual marquei 32 pontos. Senti que a nível coletivo demos  o que tínhamos e o que não tínhamos, ou seja, fomos uma equipa, embora tenhamos perdido o jogo.
Chamam ao BCR a modalidade paralímpica rainha. Se tivesses que convencer alguém a ver ou praticar, como “vendias” o basquetebol em cadeira de rodas?
Em primeiro lugar, convidava a ir ver um jogo. Depois, dizia que é um jogo viciante e espetacular, que não iria querer outra coisa.
Qual ou quais os jogadores que exercem maior fascínio sobre ti? 
Pedro Esteves, que, infelizmente, já não está entre nós. Era brilhante como passava a bola,tinha uma visão de jogo brutal.
Recorda-nos um momento caricato que tenhas vivido por jogar BCR. 
Ocorreu quando jogava no GDR “A Joanita”, já não me lembro contra quem era. Um colega fez uma falta mais violenta e o árbito disse que lhe mostrava cartão amarelo. Chorei a rir, foi lindo.
Qual o teu movimento, gesto ou momento do jogo favorito? 
Sem dúvida, o contra- ataque. Quanto ao gesto, como esquerdino, é fazer o lançamento no lado direito com a cadeira a descair para fora.
Qual o jogador a quem gostavas de fazer “Man Out”? 
Faria “Man Out” a todos os jogadores, porque todos têm o seu valor e o meu respeito.
O “Man Out” é essencial no BCR. Na elite – mas não só -, todas as equipas adotam esta estratégia que consiste, após a recuperação da posse de bola, em reter um adversário com um, ou idealmente mais jogadores, no seu reduto ofensivo de forma a atacar em superioridade numérica. O espaço ocupado pelas cadeiras torna uma missão árdua recuperar a posição perdida, de modo que o “Man Out” é uma tónica constante no jogo de BCR, privilegiando-se como alvos, claro, os elementos mais lentos da equipa adversária.

IBF lança iniciativa #BasketballAtHome

A International Basketball Foundation (IBF) lançou a iniciativa #BasketballAtHome, dirigida ao minibasquete, de forma a manter ativas as crianças em casa.

O organismo uniu-se a Sergio Lara-Bercial, especialista em minibasquete e diretor do ICoachKids, e assim são propostas atividades para os mais jovens nestes tempos de confinamento, algo que requer também a ajuda da família.
Além disso, se querem ganhar uma bola Molten, publiquem fotos ou vídeos no Instagram ou Facebook com a hashtag #BasketballAtHome e taguem @basketballforgood.
Podem encontrar aqui toda a informação.
A IBF já publicou vídeos aqui.

 


Novo challenge FPB

O “FPB Guinness Challenge” desafia-te a conseguires replicar alguns desafios do Livro dos Recordes do Guinness e ainda te dá a possibilidade de ganhares alguns prémios!
No terceiro desafio tens de bater o recorde que pertence ao mexicano Luis Diego e que no dia 16 de dezembro de 2017 bateu o recorde de maior número de “dribles aranha” realizados num minuto. O recorde é de 81 “dribles aranha” consecutivos. Consegues melhor?

1) Tal como o Francisco Amiel exemplificou, tenta fazeres o maior número de “dribles aranha” num minuto;
2) Publica o vídeo nas histórias do Instagram, com o perfil PÚBLICO, identifica @fpbasquetebol e usa a hashtag #fpbguinnesschallenge;
3) No final do vídeo desafia três amigos para cumprirem este desafio e identifica-os;
O vencedor deste primeiro desafio será aquele que conseguir mais “dribles aranha” no espaço de 60 segundos. O challenge termina no próximo domingo e segunda feira revelamos o vencedor que terá direito a um voucher de 30€ na loja FPB. Boa sorte!

Europeu Sub-16 Femininos 2021 em Matosinhos

A Federação Portuguesa de Basquetebol, a Câmara Municipal de Matosinhos e a MatosinhoSport informaram a FIBA da intenção de organizar o Campeonato da Europa de Sub16 femininos em 2021.

 

Depois do Central Board da FIBA Europa ter decidido cancelar todos os Campeonatos da Europa Jovens de 2020, por causa da pandemia de COVID-19, e posteriormente anunciado que seria dada prioridade em 2021 aos países a quem já tinha sido atribuída a organização este ano, a FPB manifestou junto da entidade que gere o basquetebol europeu a vontade de acolher o evento, renovando a parceria de sucesso de anos anteriores com a Câmara Municipal de Matosinhos e a MatosinhoSport.

 

“O cancelamento de todos os Campeonatos da Europa jovens trouxe tristeza e desilusão, particularmente aquele que designamos por «nosso» Europeu de Matosinhos, porque sabemos que seria mais um evento mobilizador dos seguidores do basquetebol feminino, pleno de emoções e de enorme sucesso organizativo, desportivo e social, como é tradição deste concelho que tão bem acolhe grandes eventos FIBA desde 2013. Mas a saúde e o bem-estar de todos são a primeira prioridade, pelo que foi uma decisão que compreendemos e aceitamos. Tal tristeza foi minorada com a imediata aceitação, por parte da estimada Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, do desafio de organizar do Europeu Sub16 Femininos em 2021. Com a indispensável segurança, voltaremos com gosto a Matosinhos, para assistir a mais um grande evento de basquetebol”, afirmou o presidente da FPB, Manuel Fernandes.

Por sua vez, a presidente da autarquia de Matosinhos sublinhou que “a saúde é um dos diversos e ricos argumentos que justificam o investimento público no desporto” e que “neste ano tão excecional das nossas vidas, a paixão e os valores que nos movem em torno dos pontos alcançados em cada jogo foram todos depositados no campeonato da prevenção“, numa referência ao cancelamento da prova por parte da FIBA. “Estamos preparados para, no próximo ano, voltarmos com mais vitalidade, garra e ambição para, nesta parceria de sucesso, continuarmos a afirmar Matosinhos e o basquetebol na programação desportiva nacional e internacional“, acrescenta Luísa Salgueiro.


Team Lisboa, o embrião da segunda vida da Seleção Nacional de BCR

Aalsmeer, Holanda, é a terceira paragem obrigatória na resenha histórica do basquetebol em cadeira de rodas (BCR) português. 

Em 1994, sob a designação Team Lisboa, Portugal retomava os contactos internacionais, depois de uma interrupção de 21 anos, e participava na Taça Andre Vergauwen, a segunda prova europeia mais importante de clubes. Victor Sousa, dirigente do Sporting CP-APD Sintra, então a cargo da área motora na FPDD (Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência), chefe de missão da delegação lusa, e Jorge Almeida, atual técnico dos sintrenses, um dos jogadores dessa Seleção, relembram o impacto da competição.

A disputa dos Jogos de Stoke Mandeville, em 1973, marcara a derradeira aparição da Seleção portuguesa, antes de um longo interregno, traduzido num fosso galopante face aos restantes países europeus, nomeadamente à vizinha Espanha, que nunca cessou a entrada em certames internacionais desde 1969. Por isso, vislumbrada a oportunidade, Portugal não podia esperar mais. “Iniciados o 1.º Campeonato (1991), a 1.ª Taça e a 1.ª Supertaça, as primeiras ações de formação de árbitros e classificadores, tendo sido realizada anteriormente a primeira ação de formação para treinadores, seria lógico avançar para a constituição de uma Seleção Nacional”, comenta Victor Sousa, impulsionador das ações elencadas, na qualidade de vice-presidente para a área motora da FPDD.
Um hiato tão prolongado não se prestava a qualquer incúria ou excesso em termos organizativos, nem se apresentava como solução lógica a integração imediata em provas de seleções, pelo que, consultada a IWBF Europa, surgiu a sugestão do organismo de jogar uma competição de clubes com o nome “Team Lisboa”. Para Jorge Almeida, um dos atletas selecionados, o traquejo proporcionado trouxe dividendos à modalidade em Portugal. “Foi uma experiência deslumbrante, descobrimos um mundo de BCR  mais evoluído, que nos permitiu aprender imenso”, apesar do agora treinador do Sporting CP-APD Sintra creditar ao 1.º Europeu da Seleção, na Eslovénia, em 1996 – dois anos depois -, um potencial mobilizador mais significativo para a evolução lusa.
Victor Sousa reputa Aalsmeer como “fonte de aprendizagem” de um prisma organizativo, mas releva sobretudo o aprofundamento da  “certeza de que se tornava fundamental realizar ações de formação técnica massiva”, algo que viria a acontecer em 1994 e 1995, numa parceria FPDD/ IWBF-Europa. Outra das determinações que emanaram da estadia na cidade holandesa foi acelerar a redução da pontuação por equipa em campo, que se cifrava nos 18 pontos à escala nacional, quando as leis do jogo ditavam 14,5. “A conjugação dos dois aspetos alterou mentalidades, na medida em que criou oportunidades para os jogadores das classes baixas e passou a ser importante que os praticantes tivessem como objetivo chegar à seleção”, frisa o dirigente e ex-jogador da APD Sintra.
Encabeçava o corpo técnico Rui Calrão, treinador do GDD Alcoitão, “com quem se trabalhou muito bem para a altura”, enaltece Jorge Almeida, que constata um certo grau de ingenuidade das aspirações portuguesas prévias à partida. “Fomos bastante confiantes para a Holanda, desconhecendo o que nos esperava”. Na ótica do atleta, o antigo base da APD Lisboa salienta a familiarização com “novas técnicas e movimento de cadeira”, ganhos no “passe, visao periférica e aperfeiçoamento do lançamento”, mas acima de tudo, a consciência coletiva do jogo. A partir daí, Portugal entraria na dinâmica europeia e acumularia mais duas experiências na Taça Andre Vergauwen, em 1995 e 1996, para se estrear neste último ano, conforme mencionado acima, no Europeu B, em Liubliana, Eslovénia.

Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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