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O desporto ganhou um novo fôlego em Matosinhos

Guilherme Pinto, Presidente da Câmara Municipal e o anfitrião, pelo segundo ano consecutivo, de um europeu de basquetebol. Leia nos detalhes da noticia os porquês de Matosinhos ser uma referência no desporto, no Basquetebol e não só.

Qual a importância da realização deste Campeonato da Europa para o Munícipio de Matosinhos?
 
A experiência de 2013, com a realização do Campeonato da Europa Sub 16, divisão B, foi fundamental para voltarmos a acolher um evento ainda mais exigente, pelo facto de se tratar não só de um escalão superior, mas também da Divisão principal, a A; depois do êxito de 2013, irrepreensível a todos os níveis e com grande aceitação por parte do público, com assistências na ordem das 3000 pessoas por cada jogo da seleção nacional, este passo seria expectável, tanto mais que continuamos a contar, na comissão organizadora e para além dos serviços municipais e da Matosinhos Sport, empresa municipal de desporto, com a preciosa ajuda e experiência do Guifões Sport Clube e do Grupo Desportivo Basquete de Leça, duas instituições emblemáticas de Matosinhos, a quem quero deixar, desde já, uma palavra de agradecimento por tudo o que têm feito em prol do basquetebol não só a nível concelhio, mas também a nível nacional.
 
A Câmara Municipal de Matosinhos tem feito uma grande aposta no Desporto com visibilidade nacional mas também internacional. Fale-nos um pouco do investimento feito na atividade desportiva. 
 
Nos últimos oito anos, o desporto ganhou um novo fôlego em Matosinhos. Não falamos apenas da construção de novos equipamentos desportivos ou da beneficiação do parque desportivo municipal existente ou tão pouco do apoio económico que anualmente concedemos aos clubes do concelho. Falamos na criação de um conjunto de regras de apoio ao associativismo desportivo que visam potenciar a formação desportiva, o bom desempenho, a boa gestão. 
Neste momento há por exemplo uma intenção clara de aumentar o número de praticantes federados do género feminino, seja em que modalidade for, pois consideramos o atual número – cerca de 20% dos 5000 atletas federados existentes – bastante baixo. E aqui está mais uma das razões para abraçar desafios como este, o da realização do Campeonato da Europa de Basquetebol Feminino. Aliás, receber grandes eventos desportivos é comum em Matosinhos; no passado mês recebemos a Liga Mundial de Voleibol e receberemos ainda este mês o Campeonato do Mundo de Voleibol Universitário. De facto, há sempre algo a acontecer, fruto da vitalidade de algumas modalidades, não só o basquetebol, voleibol, andebol, futsal ou o futebol, mas também de outras com enorme relevo no concelho, como o btt e a orientação, ou aquelas que o “nosso” mar privilegia, como o surf, o bodyboard e a vela.
Essa aposta é visível ao nível do desporto federado mas também na prática do desporto informal. 
 
Matosinhos quer mesmo pôr todo a gente a mexer?
 
De facto, para além dessa vertente, também acarinhamos a prática do desporto informal, dirigida àqueles que não integram uma atividade desportiva federada. Foi com esse intuito que em 2006 criamos o “Põe-te a Mexer”, um programa gratuito, para todos, independentemente da sua idade, género ou condição social e que induz à pratica desportiva informal mas regular. Promovemos também a articulação da atividade desportiva com o sistema escolar e a implementação das escolas municipais de desporto. Os pontos mais notórios refletem-se na rede das 7 piscinas municipais do Concelho, com cerca de 12000 utentes registados e mais de 800.000 utilizações anuais, ou nos milhares que utilizam as nossas marginais – de Leça da Palmeira e Matosinhos – para o seu running ou para sua caminhada.
 
O Mar, o Movimento e a Cultura estão no ADN de Matosinhos?
 
Matosinhos tem uma ligação muito forte ao mar mas têm de ser consideradas muitas outras áreas. Emprego, Inovação, Economia Local, Ambiente e Turismo são mais algumas que quero salientar.Matosinhos tem vindo a empenhar-se, de forma decisiva, nos cidadãos. A aposta no mar e nas suas diversas vertentes, desde a vertente lúdica das praias, à vertente da gastronomia, à vertente científica, à vertente que para nós é a mais tradicional e a mais emblemática que é a vertente das pescas. Hoje, Matosinhos pode candidatar-se, com algum orgulho, a liderar aquilo que vai ser o Movimento, do país em direção ao mar e ao aproveitamento dos recursos marinhos. Nós vamos continuar a fazer essa aposta e vamos continuar a fazer a aposta de conseguir criar emprego, de conseguir criar inovação, de conseguir fazer com que as empresas venham para Matosinhos. 
 
Atrair novas empresas a Matosinhos é o melhor caminho para a criação de mais emprego no concelho?
 
O emprego continua a ser uma grande prioridade. Os investimentos que estão neste momento “no terreno” estão a ser muito importantes para reforçar a confiança da população. O Pólo do Mar da Universidade do Porto, o CEIA – Centro de investigação e Aeronáutica, a Porto Business School, o ninho de empresas ligadas ao design e as novas unidades da Unicer e da Ramirez vão contribuir para recuperar o clima de confiança do município.Matosinhos é ainda o coração do Norte. Temos a sorte, mas também temos o saber, de viver num ponto onde se cruzam todos os investimentos e todas as linhas do futuro do Norte do País. É aqui que está o Porto de Leixões. É aqui que estará o novo Terminal de Cruzeiros. É aqui que está o Aeroporto. É aqui que está a distribuição de energia para todo o Norte do país, a partir da Petrogal. É aqui que está o Parque de Exposições. E é aqui que estão boa parte das grandes empresas, das melhores empresas do Norte do País. 
A Orla Costeira do concelho sofreu uma transformação visível nos últimos anos. Este é, sem dúvida, um dos principais cartões-de-visita do concelho.Para que moradores e visitantes pudessem usufruir das praias de Matosinhos em boas condições foi lançado, em 2005, um grande plano para toda a orla marítima. E os resultados estão à vista de todos. 
Hoje o processo de requalificação está praticamente concluído e as praias prontas e ávidas por receber os muitos visitantes.
À luz da estratégia “Mar, Movimento e Cultura”, que continua na linha da frente do trabalho do município, estamos orgulhosos por estarem a ser cumpridos os principais objetivos a que nos propusemos.Matosinhos, terra de pescadores, de mar, de uma orla costeira de grande beleza, de saberes e sabores, é considerada a “sala de jantar” do Grande Porto.
As praias, os deliciosos pratos que beneficiam do contacto desta terra com o mar, os múltiplos desportos naúticos, a grande oferta cultural proporcionada por infraestruturas marcantes como o Museu da Quinta de Santiago ou o Cine-Teatro Constantino Nery, as belíssimas paisagens e as amplas zonas de lazer fazem deste um lugar privilegiado de visita. É ainda em Matosinhos que pode desfrutar de uma programação rica baseada na sua história e tradições, da lenda de Cayo Carpo aos Hospitalários no Caminho de Santiago, dos Piratas em Leça da Palmeira às grandiosas festas do Senhor de Matosinhos, passando pelo LEV (Literatura em Viagem), pela Orquestra de Jazz de Matosinhos, pelo Quarteto de Cordas e muito mais.
 
Por fim, não esqueçamos a ligação que Matosinhos tem com os concelhos vizinhos, daí a constituição da Frente Atlântica com o Porto e com Vila Nova de Gaia, que eleva a colaboração a vários níveis, desde o desporto ao turismo, passando pela cultura. Aliás, algo muito semelhante ao que tem vindo a ser feito com outros concelhos do norte de Portugal e da Galiza, no âmbito da Euro região do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular.
 
Onde quer que vá, sendo em Portugal ou no estrangeiro, endereço sempre o convite para visitarem Matosinhos. E agora, aqui, faço também esse convite. Não só pelo magnífico peixe e marisco que pode encontrar à mesa dos restaurantes ou pelos percursos históricos ou arquitetónicos que se podem fazer. Também pelas gentes matosinhenses, gente do mar e de “sangue na guelra”, mas gente trabalhadora e solidária, amiga e especial na arte de “bem receber”.

Vitória do colectivo de Eugénio Rodrigues deu-nos o bronze

A vitória na ronda derradeira ante a Bósnia e Herzegovina (também candidato à subida) para além do 3º lugar no pódio, deu-nos a consequente medalha de bronze e a tão desejada subida à Divisão A.  Já agora vale a pena recordar este pequeno pormenor (talvez um pormaior…): pelo 3º ano consecutivo Portugal consegue a proeza de subir à Divisão A, em 3 escalões diferentes, no feminino. Por esta ordem: Sub-18 (2012, em Strumica), Sub-16 (2013, em Matosinhos) e Sub-20 (2014, em Sófia). É esta a realidade.

Na hora da comemoração é importante relembrar que estas conquistas não são obras do acaso, como se fosse um jogo de roleta, no casino. Foram fruto do trabalho sério, competente, dedicado, com muita gente envolvida, ao longo de semanas, meses, anos. Nada na vida se faz sem trabalho. Desde jogadoras, treinadores (dos clubes e dos Centros de Treino), dirigentes, seccionistas/secretários, fisioterapeutas. Para todos o nosso agradecimento, merecendo todos eles sem excepção, o nosso reconhecimento.        

 

Por entre lágrimas de satisfação, por mais esta jornada histórica do basquetebol feminino português, sentimo-nos orgulhosos por fazermos parte desta equipa e por isso dá-nos um prazer tremendo saborear e desfrutar desta alegria incontida.

 

Mas passemos à análise das peripécias que aconteceram esta manhã, a partir das 09H30 portuguesas, com muita gente a seguir em directo, a sofrer e a vibrar, através do play-by-play, no site da FIBA Europe.  Nós fomos apenas um entre muitos, disso não temos dúvidas.

 

Portugal não entrou bem no jogo. Começou logo por consentir um parcial de 0-6, como se fosse um carro que ainda tinha os motores a aquecer. Logo que acertaram com o cesto, as guerreiras lusas embalaram, respondendo com um parcial de 10-0 em 4 minutos. A eficácia lusa estava em alta e o melhor que as bósnias conseguiram foi igualar (12-12), por Babic, de lance livre, após o 1º triplo da base Dzombeta (12-11), no minuto 7. Mas as nossas representantes não abrandaram e impuseram novo parcial, desta feita de 9-0, curiosamente com um triplo pelo meio (17-12), de Joana Canastra, no minuto 9, a imitar a sua companheira Nádia Fernandes que no minuto 3 acertara uma bomba a reduzir para 5-6. O 1º período (21-14) terminava com Delic a encurtar a desvantagem adversária.

 

No 2º quarto (13-17) o seleccionado luso começou por reentrar muito bem na partida. Dois triplos consecutivos (Joana Cortinhas e Josephine Filipe) logo no minuto 11, após passes decisivos de Inês Viana e Maria Kostourkova, respectivamente, deram o mote para um parcial de 9-5, em 3 minutos, com a extremo/poste Josephine Filipe a contribuir com mais 3 pontos (1 lance livre e 1 duplo, correspondendo a uma assistência de Joana Soeiro). Era chegada a altura de o treinador bósnio para o cronómetro, no minuto 16. Com resultados práticos pois as suas jogadoras pagaram na mesma moeda, ou seja aplicaram um parcial de 0-10, em menos de3 minutos, com o resultado a encostar (30-29 no minuto 19). Na Bósnia eram Dzebo (5) e Gajic (3) a assumir as despesas da marcação de pontos, carregando com a equipa. Curiosamente seriam Joana Cortinhas (1 duplo) e Josephine Filipe (2 lances livres) que voltariam a acertar com o cesto, aliviando um pouco a pressão que se abatia sobre as nossas representantes. O intervalo chegou com Portugal no comando (34-31).                             

 

A eficácia das portuguesas continuava em bons níveis (41% nos lançamentos de campo), melhores que o habitual, concretamente nos tiros do perímetro (50%), com 4 triplos em 8 tentados, compensando a supremacia das adversárias nas tabelas (19-22 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (5-10). Nos restantes indicadores as coisas mantinham-se equilibradas, particularmente nas assistências (5-6), nos turnovers (6-6) e nos roubos (4-3).         

 

No 3º período (18-10) Portugal voltou a fraquejar, paradoxalmente depois de ter ampliado para 37-31, por intermédio de Maria Kostourkova  a finalizar um contra-ataque (36-31 no minuto 21), seguido de um lance livre convertido por Joana Cortinhas, no minuto 22. Num ápice a Bósnia respondeu com um parcial de 0-8, iniciado com uma bomba de Delic e concluído com outra da base Dzombeta, enquanto pelo meio era a melhor marcadora e ressaltadora do campeonato, Marica Gajic (1,84 m), que acertava mais um duplo. A Bósnia recolocava-se no comando (37-39), o que já não acontecia desde o minuto 3 (no 1º período), quando ainda vencia por 5-6. De imediato Eugénio Rodrigues pediu um desconto de tempo (minuto 25) e depois de Dzebo ainda ter elevado para 37-41, na conversão de 2 lances livres na em sequência de falta provocada antes do desconto pedido, feitas as necessárias rectificações, Portugal voltou a por o pé no acelerador e disparou para 52-41, fazendo um parcial de15-0, com 2 triplos pelo meio. Impensável mas verídico! Foi mais uma demonstração de força e classe do colectivo de Eugénio Rodrigues, iniciado com 1 triplo de Joana Soeiro (40-41), após passe decisivo de Joana Cortinhas, quase a expirar o minuto 25. Chelsea Guimarães (42-41), triplo de J. Cortinhas (45-41), com Joana Soeiro a assistir a sua companheira, Maria Kostourkova (47-41) num 2º lançamento após ter ganho o ressalto ofensivo, Laura Ferreira (50-41) numa jogada de cesto e falta convertida e de novo a jovem Chelsea G. (52-41). Distribuição de pontos a ser feita por 5 jogadoras diferentes (apenas uma a bisar, Chelsea), duas assistências, um contra-ataque, 2 triplos, 1 duplo e um lance livre. Por alguma razão se fala em colectivo.

 

Sentia-se que o objectivo da subida estava mais perto. Ali a 10 minutos de tempo útil. Mas as bósnias não baixaram os braços e mesmo depois de Cortinhas ter elevado a vantagem lusa para 54-41, logo no início do último quarto (20-25), correspondendo da melhor maneira a uma assistência de Nádia Fernandes, impuseram um parcial de 2-10 (56-51), iniciado com uma arrancada de 0-6, novamente graças à mão quente de Gajic, Dzebo e Babic. A reentrada da base Inês Viana no minuto 35, antes de Marica Gajic ter falhado 2 lances livres (ainda no minuto 35), foi determinante para o evoluir do resultado, dadas as características de liderança da nossa capitã. Josephine Filipe voltou a encontrar o caminho para o cesto (2 lances livres e mais um triplo) a elevar para 61-51, quase a expirar o minuto 37, na sequência de passe decisivo de Chelsea, dando a Portugal uma margem de 10 pontos, com 3 minutos para jogar. A Bósnia não desistia e reduzia o prejuízo (61-55), no minuto 38. Mas uma bomba de Laura Ferreira (64-55), à entrada do minuto 39, obrigou de imediato a uma paragem do cronómetro, pedida pelo treinador bósnio. As coisas ainda não estavam definitivamente resolvidas, mas o colectivo luso jogava com confiança e fundamentalmente acreditava que era possível vencer o jogo. Portugal jogava com o facto de o adversário já ter feito as 4 faltas da equipa e da linha de lance livre, primeiro Inês Viana (68-58), à entrada do minuto 40 e depois Josephine Filipe (72-60), com 22 segundos para jogar, não permitiam que a nossa vantagem encurtasse, mantendo-se controlada. Foi já nos segundos derradeiros, depois de novo desconto pedido pela Bósnia (a 12 segundos da buzina) que Marica Gajic selou o resultado final (72-66), com nova jogada de 2+1 (antes havia feito o mesmo, aos 72-63).       

                         

Resultado: Portugal 72-66 Bósnia e Herzegovina

 

Destaque na selecção de Portugal para as prestações de Laura Ferreira, a nossa jogadora mais valiosa (20,5 de valorização), ao somar 14 pontos, 6 ressaltos defensivos, uma assistência, 3 roubos e 9 faltas provocadas com 5/5 nos lances livres, seguida de Chelsea Guimarães (12 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas) e Josephine Filipe, a nossa melhor marcadora (15 pontos, 2/4 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e 5 faltas provocadas com 7/8 nos lances livres). Mas a força do colectivo assentou também nos contributos de Joana Soeiro (1/1 L3, 3 assistências e 2 roubos), Maria Kostourkova (6 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento), Joana Cortinhas (1/1 L3, 2 ressaltos defensivos, uma assistência e 1 desarme de lançamento), Nádia Fernandes (7 ressaltos sendo 1 ofensivo e uma assistência), Inês Viana (3 assistências) e Joana Canastra (2/2 L3). Uma verdadeira equipa, que também teve no banco Inês Veiga, Mafalda Guerreiro e Cesária Ucalam, desta vez não utilizadas. 

 

A Bósnia e Herzegovina viveu muito da MVP do encontro (34,0 de valorização), Marica Gajic, que esteve à beira do triplo-duplo (21 pontos, 19 ressaltos sendo 10 ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 9 faltas provocadas com 5/9 nos lances livres). Foi bem acompanhada por Nikolina Babic (14 pontos, 1/1 nos triplos, 5 ressaltos defensivos, 3 assistências, 2 roubos e duas faltas provocadas) e ainda Nikolina Dzebo (12 pontos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo e 3 faltas provocadas com 5/5 nos lances livres).                          

 

Ficha de jogo

Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)

 

Portugal (72) – Inês Viana (4), Joana Cortinhas (8), Laura Ferreira (14), Nádia Fernandes (4) e Maria Kostourkova (4); Chelsea Guimarães (12), Joana Soeiro (5), Joana Canastra (6) e Josephine Filipe (15)

 

Bósnia e Herzegovina (66) – Miljana Dzombeta (6), Nikolina Babic (14), Andela Delic (9), Marica Gajic (21) e Sara Boric (4); Nikolina Dzebo (12), Anida Corovic, Melisa Brcaninovic e Alexandra Milanovic

 

Por períodos: 21-14, 13-17, 18-10, 20-25

 

Árbitros: Emílio Perez (Espanha), Petar Denkovski (Macedónia) e Per-Kristian Larsen (Noruega)

 

Outros resultados:

8ª jornada – Roménia 37-70 Bulgária; Israel 80-46 Noruega

9ª jornada – Alemanha 75-47 Roménia; Grã-Bretanha 66-61 Israel ; Noruega 44-66 Lituânia

 

Classificação final:

1º Alemanha 8V-1D; 2º Hungria 8V-1D; 3º Portugal 7V-2D; 4º Lituânia 5V-4D; 5º Bósnia e Herzegovina 5V-4D; 6º Bulgária 4V-5D; 7º Grã-Bretanha 4V-5D; 8º Israel 3V-6D; 9º Noruega 1V-8D; 10º Roménia 0V-9D

 

Alemanha (medalha de ouro), Hungria (medalha de prata) e Portugal (medalha de bronze) sobem à Divisão A. 


Terceira vitória consecutiva

Neste domingo o Campeonato da Europa cumpre o seu primeiro dia de pausa, e na segunda feira a selecção portuguesa folga, só voltando a jogar na terça feira, dia 15 de Julho, frente à equipa da casa, a fortíssima seleção da Bósnia e Herzegovina.

Entraram bem os jovens lusos, com um parcial de 9-2, obrigando o seleccionador estónio a pedir um desconto tempo. Após esse desconto de tempo e fruto de alguma desconcentração da Seleção Nacional, os estónios conseguiram um parcial de 8-0, terminando o primeiro período na frente do marcador (9-10).
 
No segundo qurto o jogo continuou equilibrado. A um bom parcial português, respondeu a Estónia também com um bom parcial. O resultado neste período é espelho disso (18-18) chegando o jogo ao intervalo com a vantagem mínima para a Estónia (27-28).
 
O terceiro período trouxe uma selecção Estónia determinada em deixar Portugal para trás no marcador, chegando mesmo a dispor de uma vantagem de 8 pontos. Mas os jovens portugueses nunca desistiram e apesar de disputarem o terceiro jogo consecutivo (ao contrário do seu adversário que havia folgado no dia anterior), mostraram a sua raça, conseguindo fechar o período apenas com 2 pontos de desvantagem.
 
E quando se esperava que a seleção Estónia fizesse valer uma maior frescura física, eis que aparece toda a raça destes jovens jogadores Portugueses que com uma brilhante atitude defensiva e um bom controle de jogo, descobrindo sempre as melhores opções no ataque, conseguiram um parcial de 29-15, estabelecendo o resultado final em 76-64.
 
No fim do jogo o capitão João Gallina disse: "Sabiamos que ia ser um jogo bastante complicado, porque a Estónia é uma equipa com bons lançadores e que gosta bastante de fazer muitos contra ataques. Na primeira parte a história do jogo foi exactamente essa. Na segunda parte unimo-nos mais na defesa, contestamos mais tiros, garantimos o ressalto defensivo e houve maior circulação de bola no ataque e consequentemente conseguimos lançar com menor oposição, sobretudo nos lançamentos de 3 pontos. Estamos muito orgulhosos do nosso percurso até agora, mas temos a noção que ainda nos esperam jogos muito difíceis."
 

Portugal mantém-se na luta após vitória com a Lituânia

A vitória deste sábado, frente à Lituânia (62-42), mantém a esperança de atingirmos o pódio (3º lugar) e por consequência de garantir a subida à elite europeia. As comandadas de Eugénio Rodrigues, galvanizadas com o êxito muito sofrido ante a Alemanha, na véspera, mantiveram os níveis de confiança em alta e deste modo irão dirimir este domingo, com a Bósnia e Herzegovina (a partir das 09H30 portuguesas), a medalha de bronze.

Será mais uma final que se apresenta para o seleccionado luso, mas acreditamos no valor e na capacidade do grupo de trabalho para escrever mais uma página histórica do basquetebol feminino português.

 

Na partida com a Lituânia a superioridade das nossas cores só começou a ganhar forma na etapa complementar, já que até ao intervalo (25-23 a favor das lituanas) as coisas estiveram muito equilibradas, com ligeiro ascendente da Lituânia no 1º quarto (15-12) e reacção de Portugal no 2º período (10-11).

 

O 3º quarto (9-24) marcou a viragem decisiva na liderança do marcador, com as nossas representantes a ganharem uma vantagem confortável (13 pontos), ao cabo de 30 minutos jogados (34-47). No 4º período (8-15), Portugal geriu bem o pecúlio amealhado, ampliando-o para a vintena no final do encontro.

 

Resultado: Lituânia 42-62 Portugal  

 

Destaque na selecção de Portugal para a actuação da poste Chelsea Guimarães, MVP do jogo (23,0 de valorização) ao fazer um duplo-duplo (10 pontos, 11 ressaltos sendo 6 ofensivos, duas assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada com 2/2 nos lances livres). Foi muito bem acompanhada por Laura Ferreira (16 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 2 roubos e 7 faltas provocadas com 5/6 nos lances livres), Maria Kostourkova (6 pontos, 9 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 1 roubo e 3 faltas provocadas com 2/4 nos lances livres), Josephine Filipe (13 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 1 roubo) e Joana Soeiro (8 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas com 4/5 nos lances livres).

 

Na equipa da Lituânia a mais valiosa foi a poste (1,95m) Justina Matuzonyte (12 pontos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento), seguida de Laura Zelnyte (2 pontos, 7 ressaltos defensivos, 3 assistências, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e uma falta provocada) e Roberta Mizgeryte (5 pontos, 8 ressaltos sendo 5 ofensivos, uma assistência, 1 roubo e duas faltas provocadas com 1/2 nos lances livres).          

     

O triunfo de Portugal baseou-se fundamentalmente no facto de ter ganho as tabelas (38-54 ressaltos) tanto na tabela defensiva (30-36) como na ofensiva (8-18), na maior eficácia dos lançamentos de campo (31%-32%), particularmente nos tiros de 3 pontos (11%-21%), no menor número de erros cometidos (15-12 turnovers), por ter roubado mais bolas (8-10) e por ter provocado mais faltas (9-19), com melhor aproveitamento na linha de lance livre (40%-74%) ao falhar 5 em 19 tentativas contra apenas 3 em 5 tentados. Por seu turno a Lituânia foi mais eficaz nos tiros de 2 pontos (40%-36%), foi mais colectiva (12-11 assistências) e ainda fez mais desarmes de lançamento (7-2).                

 

Ficha de jogo

 

Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)

 

Lituânia (42) – Austeja Sirsinaityte, Greta Tamasauskaite (6), Ieva Kazlauskaite (4), Roberta Mizgeryte (5) e Justina Matuzonyte (12); Justina Kraujunaite (7), Gintare Jasiunskaite (6), Laura Zelnyte (2), Simona Dobrovolskyte e Elzbieta Ceponyte

 

Portugal (62) – Inês Viana (3), Joana Cortinhas (2), Laura Ferreira (16), Nádia Fernandes (1) e Maria Kostourkova (6); Chelsea Guimarães (10), Joana Soeiro (8), Joana Canastra (3) e  Josephine Filipe (13)

 

Por períodos: 15-12, 10-11, 9-24, 8-15

 

Árbitros: Nebojsa Kovacevic (GER), Charalampos Karakatsounis (GRE) e Alija Ferevski (MKD)

 

Outros resultados da 8ª jornada:

Hungria 79-56 Grã-Bretanha; Bósnia e Herzegovina 50-68 Alemanha 

 

Classificação actual:

1º Alemanha 7V-1D; 2º Hungria 7V-1D; 3º Portugal 6V-2D; 4º Bósnia e Herzegovina 5V-3D; 5º Lituânia 4V-4D; 6º Bulgária 4V-4D; 7º Grã-Bretanha 3V-5D; 8º Israel 3V-5D; 9º Noruega 1V-7D; 10º Roménia 0V-8D                  


Sub-18 da Eslovénia vencem com justiça a congénere lusa

A parceria tripartida (FPB, UBI e AB Castelo Branco) que vigora de há uns anos a esta parte continua viva e é o exemplo de como juntando as sinergias se consegue contribuir para uma finalidade, por um lado a promoção do basquetebol e a evolução dos praticantes e por outro a divulgação das condições proporcionadas pelas infra-estruturas existentes na cidade serrana.

Queremos mais uma vez agradecer à Universidade da Beira Interior, na pessoa do Dr.Vítor Mendes da Mota, Administrador da UBI /S.A.S.U.B.I., pelas facilidades concedidas nas vertentes do alojamento e alimentação das comitivas aqui presentes (4 selecções nacionais de jovens, sendo duas estrangeiras, Eslovénia e Dinamarca), bem como a toda a sua equipa de operacionais, que no dia-a-dia foram solucionando os problemas que sempre aparecem. O mesmo se aplica à AB Castelo Branco e ao seu líder João Gustavo Santos, pelo apoio prestado nomeadamente na vertente logística dos transportes, facultando-nos a utilização da sua carrinha (sem esquecer o papel do DTR António Sena, como sempre incansável no terreno). A todos o nosso bem hajam.

 

 Na final a Eslovénia  Sub-18 mostrou-se mais consistente, vencendo o torneio com inteira justiça, mas deparou com boa réplica das Sub-18 lusas, que estiveram uns bons furos acima do que fizeram no jogo extra-torneio.                   

 

No 1º período (11-12) houve bastante equilíbrio, pese a superioridade de estatura das eslovenas. O acerto no tiro exterior no 2º quarto (9-17) permitiu que a Eslovénia ampliasse a vantagem para 9 pontos ao intervalo (20-29).

 

No 3º período (13-11) a determinação das lusas em termos defensivos foi decisiva para o encurtar do prejuízo para 7 (33 -40), ao cabo de 30 minutos jogados.         

              

No derradeiro quarto (13-16) Portugal não baixou os braços e conseguiu encostar o resultado a 3 pontos, por duas vezes (37-40 e 39-42). A Eslovénia, mais segura, em 2 ataques aumenta para 39-46, obrigando Kostourkova a parar o cronómetro no minuto 35. Um roubo de Emília Ferreira na área pintada permitiu-lhe marcar debaixo da tabela (43-49), com o treinador esloveno a pedir de imediato um desconto de tempo (minuto 38). Potocnik (2 lances livres) e um triplo de Jacobcic elevaram para 43-54, no minuto 39. Simone Costa ainda reduziu de lance livre (44-54) mas novo desconto por parte da Eslovénia, com 1 minuto e 11 segundos para jogar. O 3º e último desconto pedido por Kostourkova (quase a expirar o minuto 39) já não permitiu virar o rumo dos acontecimentos, como seria expectável.  

 

No jogo para o 3º/4º lugares Portugal Sub-16 venceu a congénere dinamarquesa numa partida muito disputada.

        

Resultados:

3º/4º lugares: Portugal Sub-16 52-46 Dinamarca Sub-16

Final: Portugal Sub-18 46-56 Eslovénia Sub-18

 

Fichas de jogo

 

Pavilhão nº 1 da UBI, na Covilhã

 

Portugal Sub-16 (52) – Ana Carolina Rodrigues (6), Helena Pinheiro (7), Catarina Miranda (11), Mariana Silva (9) e Mª Leonor Nunes (5); Margarida André, Constança Neto, Beatriz Alves (6), Eliana Cabral e Ana Rua (8)           

 

Dinamarca Sub-16 (46) – Trine Dreijer, Cecilie Balling (4), Maria Horgh (6), Caroline Martin (1) e Lena Svanholm (23); Caroline Hyldahl (5), Sophia Fjeldsoe (1), Alberte Schang, Julie Jungslund (3), Emma Leisner (3), Andrea Hageskov e Tilde Christensen              

 

Por períodos: 15-15, 15-7, 10-12, 12-12

 

Árbitros: Nuno Santos e Fábio Guerra, da AB Castelo Branco

Portugal Sub-18 (46) – Susana Lopes, Simone Costa (12), Maianca Umabano (2), Sofia Almeida (4) e Beatriz Jordão (4); Emília Ferreira (8), Carolina Bernardeco (2), Carolina Gonçalves (6), Mª Inês Santos, Catarina Rolo, Francisca Meinedo (3) e Lizanny Brito (5)

 

Eslovénia Sub-18 (56) – Alma Potocnik (20), Annamaria Prezelj (7), Maja Jacobcic (6), Marusa Senicar (1) e Zala Lesek (4); Althea  Gwashavanhu, Larisa Ocvirk (2), Sara Vujacic (3), Manca Jelenc (3), Ela Stergar (5), Teja Dimec e Ela Micunovic (5)

 

Por períodos: 11-12, 9-17, 13-11, 13-16

 

Árbitros: Gonçalo Farias e Henrique Félix, da AB Castelo Branco     

        

Classificação final:

1º Eslovénia Sub-18; 2º Portugal Sub-18; 3º Portugal Sub-16; 4º Dinamarca Sub-16

 

No final da partida teve lugar a cerimónia de distribuição dos prémios, que foram oferecidos pela autarquia covilhanense. O Vereador do pelouro do Desporto, Jorge Torrão, entregou o troféu à capitã da equipa vencedora (Eslovénia) enquanto Elisabete Ramos (UBI), José Tolentino (FPB) e João Santos (AB Castelo Branco) fizeram a entrega dos troféus respeitantes ao 2º, 3º e 4º classificado, respectivamente.      

 

As comitivas de Sub-18 de Portugal e da Eslovénia viajam amanhã, sábado, para Matosinhos, onde irão participar no Campeonato da Europa do escalão, Divisão A, de 17 a 27 do corrente. 


Portugal volta a dominar

Desta feita os jovens portugueses bateram a Selecção da Roménia por 82-64. Num encontro bem jogado, com uma intensidade forte, os jogadores Nacionais voltaram a apresentar uma atitude e um querer enorme e sobretudo durante a primeira parte não deram grandes hipóteses ao seu adversário.

Com parciais de 20-14 e 22-13, Portugal chegou ao intervalo com uma vantagem de 15 pontos (42 -17).
 
 
O terceiro período foi o mais equilibrado. A selecção romena entrou determinada a lutar pela vitória, conseguindo encurtar a distancia para os 10 pontos de diferença. André Martins parou o jogo e os jogadores portugueses reagiram da melhor maneira, recolocando no marcador a diferença com que se tinha atingido o intervalo (63-38).
 
 
No quarto período, Portugal voltou a ser superior, nunca permitindo qualquer tipo de veleidades aos seus adversários. Com um parcial de 19-16, os comandados de André Martins e João Costeira colocaram o marcador com o resultado final de 82-64.
 
 
No final de mais uma justa vitória, o selecionador André Martins voltou a realçar a excelente atitude defensiva dos jogadores Portugueses. No aspecto ofensivo o destaque foi para a inteligência no controlo do ritmo de jogo, quer contra zona quer contra homem a homem, controlo esse espelhado no reduzido número de turnoveres permitidos (8).
 
 
A Selecção Nacional Sub 20 volta a jogar amanhã pelas 15.00 locais. O adversário é a selecção da Estónia

Portugal continua em Esposende a preparar a sua participação no Campeonato da Europa.

Com uma entrada forte no jogo, os Belgas conseguiram logo uma vantagem confortável, apesar da reação da equipa portuguesa o período terminou com a equipa adversária a vencer por 7 pontos. Até ao intervalo e fruto de uma agressividade na altura de atacar o cesto e de grande intensidade defensiva, o resultado continuou a ser favorável à equipa belga, que ao intervalo vencia por 43×27.
 
 
Na segunda parte a Seleção Portuguesa conseguiu reagir através de uma defesa mais agressiva e de um ataque onde selecionou melhor o lançamento apesar das baixas percentagens e de um elevado número de turnovers (23).
 
A equipa belga venceu a segunda parte 32×20 (3ºP 20-15 e 4ªP 12-5) e o jogo por 75×47.
 
Por Portugal alinharam e marcaram:
João Oliveira (4), Diogo Araújo (10), Luís Câmara (12), Diogo Brito (2), Daniel Relvão; e ainda Pedro Rodrigues, Pedro Oliveira (4), Carlos Cardoso, Miguel Ferrão (3), João Lucas (8), João Silva (2) e Carlos Salamanca (2).
 
No outro jogo da 1ª jornada a seleção Holandesa venceu claramente a equipa do Panamá por 94×34.
 
 
A 2ª jornada disputa-se sábado, 12 de Julho, com os seguintes jogos:

16h00 – Bélgica x Holanda
18h00 – Portugal x Panamá

 
Jogos a decorrerem no Pavilhão de Fão, Esposende.

Vitória folgada na estreia

Os jovens lusos, entraram no jogo concentrados e determinados a não deixar a selecção cipriota assentar o seu jogo. Muito agressivos na defesa e eficazes no ataque, os comandados por André Martins e João Costeira rapidamente alcançaram a diferença pontual de dois dígitos, uma vantagem que se foi dilatando até final do encontro.

No final dos primeiros 10 minutos, fruto de um parcial de 28-8, a equipa nacional já dispunha de uma confortável vantagem, sempre importante para dar alguma tranquilidade à equipa, especialmente num jogo inaugural de uma competição.
 
 
No segundo período, a atitude e agressividade mantiveram-se. Os jogadores Nacionais apenas permitiram que os Cipriotas marcassem de novo 8 pontos e o intervalo chegou com o resultado em 49-16.
 
 
O Chipre nunca desistiu e entrou no terceiro período com o intuito de reduzir a diferença pontual. Com um parcial de 21-13 neste período a favor do Chipre, fruto de uma defesa mais agressiva, estendendo-se por todo o campo, o marcador chegou ao ultimo quarto com o resultado de 62-37.
 
 
No quarto período, a Selecção Portuguesa voltou a ser mais forte e com um parcial de 27-11, colocou o marcador no resultado final de 89-48.
 
 
No fim do jogo, o Seleccionador Nacional André Martins disse: "olhando para o resultado parece que defrontamos uma equipa fácil. No entanto convém recordar que perante esta mesma equipa, com estes mesmos jogadores, no ano passado tivemos muitas dificuldades em levar de vencida esta Selecção do Chipre, tendo apenas conseguido fazê-lo no ultimo minuto de jogo. Esta vitória foi importante pois elevou os níveis de confiança da equipa, mas neste momento já só pensamos no jogo de amanhã." O Seleccionador Nacional realçou ainda o facto de defensivamente Portugal apenas ter sofrido 16 pontos na primeira parte e em termos ofensivos a elevadíssima percentagem de 3 pontos (56.5%) conseguida pelos jogadores Portugueses e o facto de apenas terem cometido 8 turnovers."
 
 
A Seleção Nacional volta a jogar esta sexta-feira. Desta feita o adversário será a Selecção da Roménia. O jogo realiza-se às 17.00 horas

Laura Ferreira e Maria Kostourkova foram decisivas

O jogo de ontem, contra as anfitriãs, afigurava-se decisivo para as aspirações de ambas as equipas, no tocante à hipótese de subida à Divisão A. Quem perdesse dificilmente poderia continuar a sonhar…

Como se esperava o encontro foi disputadíssimo, com muitas situações de igualdade e quase sempre pequenas diferenças. No 1º quarto (14-17) a nota dominante foi o equilíbrio até aos 11-11 (minuto 8) e 14-14 (já no minuto 10), com um triplo de Dineva a colocar as anfitriãs na frente, a 20 segundos da buzina.

 

No 2º período (13-16) a 3ª falta de Inês Viana logo à entrada do minuto 12 (14-21) obrigou o treinador luso a resguardá-la no banco e a parar o cronómetro. Portugal não conseguia lançar com eficácia, o que era visível no facto de as nossas representantes terem mais 13 posses de bola que as adversárias, quando se atingiu o intervalo com a Bulgária no comando (27-33). As búlgaras ganhavam as tabelas, compensando assim o maior número de turnovers.

 

O seleccionado luso regressou do balneário disposto a lutar palmo a palmo e conseguiu manietar o ataque búlgaro que em 5 minutos não acertou com o cesto, com Portugal a fazer um parcial de 10-0, iniciado por Maria Kostourkova (29-33) à entrada do minuto 12 e fechado pela mesma (37-33) no minuto 15. Foi este 3º quarto (18-8) o único que foi ganho pelas comandadas de Eugénio Rodrigues, sendo por isso decisivo para manter o jogo em aberto.

 

No 4º período (19-20) Portugal manteve-se na frente até aos 52-51 (minuto 35), novamente com a jovem Kostourkova a assumir as despesas no ataque até aos 49-43. A reentrada de Iva Kostova (no banco com 4 faltas desde o minuto 27 ainda no 3º período) veio reacender a esperança nas hostes búlgaras, particularmente quando aquela temível atiradora acertou 2 triplos consecutivos no minuto 34. Foi então que a jovem Borislava Hristova carregou com a sua equipa colocando a Bulgária no comando, ao fazer os 52-54, numa jogada de 2+1. Maria Kostourkova que substituíra Chelsea Guimarães (4ª falta) no minuto 37, finalizava um contra-ataque (54-54), após passe decisivo de Nádia Fernandes. Os nervos imperavam mas Portugal nunca baixou os braços e beneficiando do facto de a Bulgária já ter 4 faltas, acreditou até ao fim. A 1 minuto do termo Portugal perdia por 58-60 e Nádia Fernandes com um triplo punha as lusas de novo na frente (61-60), bem servida por Inês Viana. Seria a base e capitã portuguesa que da linha de lance livre faria os 62-60 (a 20 segundos da buzina) e depois de Iva Kostova ter reduzido para 62-61 (com 6 segundos para jogar) e ter feito a 5ª falta, não tremeu, selando o resultado final (64-61).                                                       

 

Resultado: Portugal 64-61 Bulgária

 

Destaque na selecção lusa para as prestações da dupla formada por Laura Ferreira, MVP da partida (25,5 de valorização) que fez um duplo-duplo (22 pontos, 3/6 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência, 5 roubos, 1 desarme de lançamento e 10 faltas provocadas com 7/8 nos lances livres) e pela poste Maria Kostourkova (24,0 de valorização ) ao somar 18 pontos, 9 ressaltos sendo 3 ofensivos, 4 assistências, 2 roubos, 2 desarmes de lançamento e 3 faltas provocadas com 2/5 nos lances livres.            

 

Na congénere búlgara a mais valiosa (22,5 de valorização), que também conseguiu um duplo duplo, foi Borislava Hristova (16 pontos, 10 ressaltos sendo 4 ofensivos, 3 assistências e 4 faltas provocadas com 6/7 nos lances livres).

 

A vitória de Portugal assentou fundamentalmente na melhoria da eficácia de lançamento na 2ª parte (35%-32%), quer nos duplos (33%-32%) quer nos triplos (42%-31%) e no menor número de erros cometidos (16-21 turnovers), fruto de ter roubado mais bolas (16-7). A Bulgária ganhou as tabelas (36-43 ressaltos), tanto na tabela defensiva (25-29) como na ofensiva (11-14) e foi mais eficaz da linha de lance livre (70%-84%), desperdiçando apenas 4 de 25 tentativas, enquanto as portuguesas falharam 8 em 27 tentados.     

Ficha de jogo

Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)

 

Portugal (64) – Inês Viana (5), Joana Cortinhas (7), Laura Ferreira (22), Nádia Fernandes (5) e Maria Kostourkova (18); Chelsea Guimarães (2), Joana Soeiro (1), Josephine Filipe (4), Mafalda Guerreiro, Cesária Ucalam e Joana Canastra

 

Bulgária (61) – Iva Georgieva (6), Iva Kostova (11), Radostina Dimitrova (4), Kalina Aksentieva (10) e Gabriela Kostova (9); Borislava Hristova (16), Teodora Dineva (3), Tanya Eneva (2) e Nikoleta Bandrova      

 

Por períodos: 14-17, 13-16, 18-8, 19-20

 

Árbitros: Petar Denkovski (Macedónia), Gintaras Vitkauskas (Lituânia) e Peter Papp (Hungria)

 

Outros resultados:

5ª jornada – Bulgária 66-69 Alemanha; Noruega 47-94 Bósnia e Herzegovina

6ª jornada – Hungria 85-63 Israel ; Lituânia 49-82 Alemanha; Bósnia e Herzegovina  60-53 Grã-Bretanha; Roménia 45-52 Noruega

 

Hoje (5ª feira) é o 2º dia de descanso da prova. A competição reata-se amanhã (6ª feira), com Portugal a defrontar a Alemanha, actual líder invicto (a partir das 18H30 portuguesas). Na classificação, Portugal reparte a 3ª posição com duas derrotas, a par da Lituânia e Bósnia e Herzegovina, atrás da Hungria (2º), apenas com uma derrota.

 

Autor: José Tolentino


Encontro com os media

Assim, o treino matinal de dia 12, no Pavilhão do Caramulo, será aberto à Comunicação Social seguindo-se um almoço “barbecue” no Hotel do CAramulo, pelas 12h30, onde equipa técnica, jogadores e staff estarão à disposição dos diversos orgãos de comunicação social, tal como os representantes do Municipio de Tondela, anfitriões do estágio que decorre desde finais do mês de Junho.

Agradece-se confirmação de presença para o email: imagem@fpb.pt ou pelo telefone 218815800.


Campo ABC 2014 – Grande sucesso

O Campo de Treino ABC, contou com diversas atividades, sob a direcção técnica partilhada entre o DTR – Bruno Santos e o treinador basco Iñaki Martin. Estes dois directores técnicos contaram ainda com a participação de 2 internacionais portugueses (José Costa e Rui Mota), a coordenação de vários seleccionadores distritais e a cooperação de diversos treinadores regionais.

O Campo de Treino ABC teve uma participação de cerca de 50 atletas com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, oriundos de vários concelhos do país, entre os quais: Maia, Santarém, Figueira da Foz, Cantanhede,  Coimbra, entre outros.

 

Numa semana repleta de actividades,  alegria e boa disposição, reinou a amizade, a entreajuda, proporcionando a cada atleta momentos que jamais serão apagados das suas memórias. Para além de todo o seu desenvolvimento a nível pessoal, os atletas tiveram ainda a oportunidade de melhorar os seus conhecimentos técnicos de basquetebol.

 

Foram momentos inesquecíveis, que todos guardarão com saudade até 2015.


Acreditação dos meios de Comunicação Social

Assim sendo, todos os interessados e representantes dos meios de comunição social interessados em cobrir eventos da Divisão A deverão preencher os formulários de acreditação online, utilizando o portal da FIBA Europa – https://accreditation.fiba.com/fiba-publicregistration

Todos os campos relativos ao evento e perfil devem ser preenchidos de forma a que a requisição de acreditação seja processada.

A FIBA Europa informa ainda que apenas serão admitidos a pedido de acreditação de profissionais comprovadamente pertencentes a órgãos de media reconhecidos e que apenas as candidaturas submetidas e apreciadas online dentro dos prazos serão levadas em consideração.

A decisão final cabe à FIBA Europa.

Para mais informações relativas a este assunto, é favor contactar media@fibaeurope.com

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Noticias da Federação (Custom)

“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”

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