Artigos da Federaçãooo
O desporto ganhou um novo fôlego em Matosinhos
Guilherme Pinto, Presidente da Câmara Municipal e o anfitrião, pelo segundo ano consecutivo, de um europeu de basquetebol. Leia nos detalhes da noticia os porquês de Matosinhos ser uma referência no desporto, no Basquetebol e não só.
Vitória do colectivo de Eugénio Rodrigues deu-nos o bronze
A vitória na ronda derradeira ante a Bósnia e Herzegovina (também candidato à subida) para além do 3º lugar no pódio, deu-nos a consequente medalha de bronze e a tão desejada subida à Divisão A. Já agora vale a pena recordar este pequeno pormenor (talvez um pormaior…): pelo 3º ano consecutivo Portugal consegue a proeza de subir à Divisão A, em 3 escalões diferentes, no feminino. Por esta ordem: Sub-18 (2012, em Strumica), Sub-16 (2013, em Matosinhos) e Sub-20 (2014, em Sófia). É esta a realidade.
Na hora da comemoração é importante relembrar que estas conquistas não são obras do acaso, como se fosse um jogo de roleta, no casino. Foram fruto do trabalho sério, competente, dedicado, com muita gente envolvida, ao longo de semanas, meses, anos. Nada na vida se faz sem trabalho. Desde jogadoras, treinadores (dos clubes e dos Centros de Treino), dirigentes, seccionistas/secretários, fisioterapeutas. Para todos o nosso agradecimento, merecendo todos eles sem excepção, o nosso reconhecimento.
Por entre lágrimas de satisfação, por mais esta jornada histórica do basquetebol feminino português, sentimo-nos orgulhosos por fazermos parte desta equipa e por isso dá-nos um prazer tremendo saborear e desfrutar desta alegria incontida.
Mas passemos à análise das peripécias que aconteceram esta manhã, a partir das 09H30 portuguesas, com muita gente a seguir em directo, a sofrer e a vibrar, através do play-by-play, no site da FIBA Europe. Nós fomos apenas um entre muitos, disso não temos dúvidas.
Portugal não entrou bem no jogo. Começou logo por consentir um parcial de 0-6, como se fosse um carro que ainda tinha os motores a aquecer. Logo que acertaram com o cesto, as guerreiras lusas embalaram, respondendo com um parcial de 10-0 em 4 minutos. A eficácia lusa estava em alta e o melhor que as bósnias conseguiram foi igualar (12-12), por Babic, de lance livre, após o 1º triplo da base Dzombeta (12-11), no minuto 7. Mas as nossas representantes não abrandaram e impuseram novo parcial, desta feita de 9-0, curiosamente com um triplo pelo meio (17-12), de Joana Canastra, no minuto 9, a imitar a sua companheira Nádia Fernandes que no minuto 3 acertara uma bomba a reduzir para 5-6. O 1º período (21-14) terminava com Delic a encurtar a desvantagem adversária.
No 2º quarto (13-17) o seleccionado luso começou por reentrar muito bem na partida. Dois triplos consecutivos (Joana Cortinhas e Josephine Filipe) logo no minuto 11, após passes decisivos de Inês Viana e Maria Kostourkova, respectivamente, deram o mote para um parcial de 9-5, em 3 minutos, com a extremo/poste Josephine Filipe a contribuir com mais 3 pontos (1 lance livre e 1 duplo, correspondendo a uma assistência de Joana Soeiro). Era chegada a altura de o treinador bósnio para o cronómetro, no minuto 16. Com resultados práticos pois as suas jogadoras pagaram na mesma moeda, ou seja aplicaram um parcial de 0-10, em menos de3 minutos, com o resultado a encostar (30-29 no minuto 19). Na Bósnia eram Dzebo (5) e Gajic (3) a assumir as despesas da marcação de pontos, carregando com a equipa. Curiosamente seriam Joana Cortinhas (1 duplo) e Josephine Filipe (2 lances livres) que voltariam a acertar com o cesto, aliviando um pouco a pressão que se abatia sobre as nossas representantes. O intervalo chegou com Portugal no comando (34-31).
A eficácia das portuguesas continuava em bons níveis (41% nos lançamentos de campo), melhores que o habitual, concretamente nos tiros do perímetro (50%), com 4 triplos em 8 tentados, compensando a supremacia das adversárias nas tabelas (19-22 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (5-10). Nos restantes indicadores as coisas mantinham-se equilibradas, particularmente nas assistências (5-6), nos turnovers (6-6) e nos roubos (4-3).
No 3º período (18-10) Portugal voltou a fraquejar, paradoxalmente depois de ter ampliado para 37-31, por intermédio de Maria Kostourkova a finalizar um contra-ataque (36-31 no minuto 21), seguido de um lance livre convertido por Joana Cortinhas, no minuto 22. Num ápice a Bósnia respondeu com um parcial de 0-8, iniciado com uma bomba de Delic e concluído com outra da base Dzombeta, enquanto pelo meio era a melhor marcadora e ressaltadora do campeonato, Marica Gajic (1,84 m), que acertava mais um duplo. A Bósnia recolocava-se no comando (37-39), o que já não acontecia desde o minuto 3 (no 1º período), quando ainda vencia por 5-6. De imediato Eugénio Rodrigues pediu um desconto de tempo (minuto 25) e depois de Dzebo ainda ter elevado para 37-41, na conversão de 2 lances livres na em sequência de falta provocada antes do desconto pedido, feitas as necessárias rectificações, Portugal voltou a por o pé no acelerador e disparou para 52-41, fazendo um parcial de15-0, com 2 triplos pelo meio. Impensável mas verídico! Foi mais uma demonstração de força e classe do colectivo de Eugénio Rodrigues, iniciado com 1 triplo de Joana Soeiro (40-41), após passe decisivo de Joana Cortinhas, quase a expirar o minuto 25. Chelsea Guimarães (42-41), triplo de J. Cortinhas (45-41), com Joana Soeiro a assistir a sua companheira, Maria Kostourkova (47-41) num 2º lançamento após ter ganho o ressalto ofensivo, Laura Ferreira (50-41) numa jogada de cesto e falta convertida e de novo a jovem Chelsea G. (52-41). Distribuição de pontos a ser feita por 5 jogadoras diferentes (apenas uma a bisar, Chelsea), duas assistências, um contra-ataque, 2 triplos, 1 duplo e um lance livre. Por alguma razão se fala em colectivo.
Sentia-se que o objectivo da subida estava mais perto. Ali a 10 minutos de tempo útil. Mas as bósnias não baixaram os braços e mesmo depois de Cortinhas ter elevado a vantagem lusa para 54-41, logo no início do último quarto (20-25), correspondendo da melhor maneira a uma assistência de Nádia Fernandes, impuseram um parcial de 2-10 (56-51), iniciado com uma arrancada de 0-6, novamente graças à mão quente de Gajic, Dzebo e Babic. A reentrada da base Inês Viana no minuto 35, antes de Marica Gajic ter falhado 2 lances livres (ainda no minuto 35), foi determinante para o evoluir do resultado, dadas as características de liderança da nossa capitã. Josephine Filipe voltou a encontrar o caminho para o cesto (2 lances livres e mais um triplo) a elevar para 61-51, quase a expirar o minuto 37, na sequência de passe decisivo de Chelsea, dando a Portugal uma margem de 10 pontos, com 3 minutos para jogar. A Bósnia não desistia e reduzia o prejuízo (61-55), no minuto 38. Mas uma bomba de Laura Ferreira (64-55), à entrada do minuto 39, obrigou de imediato a uma paragem do cronómetro, pedida pelo treinador bósnio. As coisas ainda não estavam definitivamente resolvidas, mas o colectivo luso jogava com confiança e fundamentalmente acreditava que era possível vencer o jogo. Portugal jogava com o facto de o adversário já ter feito as 4 faltas da equipa e da linha de lance livre, primeiro Inês Viana (68-58), à entrada do minuto 40 e depois Josephine Filipe (72-60), com 22 segundos para jogar, não permitiam que a nossa vantagem encurtasse, mantendo-se controlada. Foi já nos segundos derradeiros, depois de novo desconto pedido pela Bósnia (a 12 segundos da buzina) que Marica Gajic selou o resultado final (72-66), com nova jogada de 2+1 (antes havia feito o mesmo, aos 72-63).
Resultado: Portugal 72-66 Bósnia e Herzegovina
Destaque na selecção de Portugal para as prestações de Laura Ferreira, a nossa jogadora mais valiosa (20,5 de valorização), ao somar 14 pontos, 6 ressaltos defensivos, uma assistência, 3 roubos e 9 faltas provocadas com 5/5 nos lances livres, seguida de Chelsea Guimarães (12 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas) e Josephine Filipe, a nossa melhor marcadora (15 pontos, 2/4 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e 5 faltas provocadas com 7/8 nos lances livres). Mas a força do colectivo assentou também nos contributos de Joana Soeiro (1/1 L3, 3 assistências e 2 roubos), Maria Kostourkova (6 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento), Joana Cortinhas (1/1 L3, 2 ressaltos defensivos, uma assistência e 1 desarme de lançamento), Nádia Fernandes (7 ressaltos sendo 1 ofensivo e uma assistência), Inês Viana (3 assistências) e Joana Canastra (2/2 L3). Uma verdadeira equipa, que também teve no banco Inês Veiga, Mafalda Guerreiro e Cesária Ucalam, desta vez não utilizadas.
A Bósnia e Herzegovina viveu muito da MVP do encontro (34,0 de valorização), Marica Gajic, que esteve à beira do triplo-duplo (21 pontos, 19 ressaltos sendo 10 ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 9 faltas provocadas com 5/9 nos lances livres). Foi bem acompanhada por Nikolina Babic (14 pontos, 1/1 nos triplos, 5 ressaltos defensivos, 3 assistências, 2 roubos e duas faltas provocadas) e ainda Nikolina Dzebo (12 pontos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo e 3 faltas provocadas com 5/5 nos lances livres).
Ficha de jogo
Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)
Portugal (72) – Inês Viana (4), Joana Cortinhas (8), Laura Ferreira (14), Nádia Fernandes (4) e Maria Kostourkova (4); Chelsea Guimarães (12), Joana Soeiro (5), Joana Canastra (6) e Josephine Filipe (15)
Bósnia e Herzegovina (66) – Miljana Dzombeta (6), Nikolina Babic (14), Andela Delic (9), Marica Gajic (21) e Sara Boric (4); Nikolina Dzebo (12), Anida Corovic, Melisa Brcaninovic e Alexandra Milanovic
Por períodos: 21-14, 13-17, 18-10, 20-25
Árbitros: Emílio Perez (Espanha), Petar Denkovski (Macedónia) e Per-Kristian Larsen (Noruega)
Outros resultados:
8ª jornada – Roménia 37-70 Bulgária; Israel 80-46 Noruega
9ª jornada – Alemanha 75-47 Roménia; Grã-Bretanha 66-61 Israel ; Noruega 44-66 Lituânia
Classificação final:
1º Alemanha 8V-1D; 2º Hungria 8V-1D; 3º Portugal 7V-2D; 4º Lituânia 5V-4D; 5º Bósnia e Herzegovina 5V-4D; 6º Bulgária 4V-5D; 7º Grã-Bretanha 4V-5D; 8º Israel 3V-6D; 9º Noruega 1V-8D; 10º Roménia 0V-9D
Alemanha (medalha de ouro), Hungria (medalha de prata) e Portugal (medalha de bronze) sobem à Divisão A.
Terceira vitória consecutiva
Neste domingo o Campeonato da Europa cumpre o seu primeiro dia de pausa, e na segunda feira a selecção portuguesa folga, só voltando a jogar na terça feira, dia 15 de Julho, frente à equipa da casa, a fortíssima seleção da Bósnia e Herzegovina.
Portugal mantém-se na luta após vitória com a Lituânia
A vitória deste sábado, frente à Lituânia (62-42), mantém a esperança de atingirmos o pódio (3º lugar) e por consequência de garantir a subida à elite europeia. As comandadas de Eugénio Rodrigues, galvanizadas com o êxito muito sofrido ante a Alemanha, na véspera, mantiveram os níveis de confiança em alta e deste modo irão dirimir este domingo, com a Bósnia e Herzegovina (a partir das 09H30 portuguesas), a medalha de bronze.
Será mais uma final que se apresenta para o seleccionado luso, mas acreditamos no valor e na capacidade do grupo de trabalho para escrever mais uma página histórica do basquetebol feminino português.
Na partida com a Lituânia a superioridade das nossas cores só começou a ganhar forma na etapa complementar, já que até ao intervalo (25-23 a favor das lituanas) as coisas estiveram muito equilibradas, com ligeiro ascendente da Lituânia no 1º quarto (15-12) e reacção de Portugal no 2º período (10-11).
O 3º quarto (9-24) marcou a viragem decisiva na liderança do marcador, com as nossas representantes a ganharem uma vantagem confortável (13 pontos), ao cabo de 30 minutos jogados (34-47). No 4º período (8-15), Portugal geriu bem o pecúlio amealhado, ampliando-o para a vintena no final do encontro.
Resultado: Lituânia 42-62 Portugal
Destaque na selecção de Portugal para a actuação da poste Chelsea Guimarães, MVP do jogo (23,0 de valorização) ao fazer um duplo-duplo (10 pontos, 11 ressaltos sendo 6 ofensivos, duas assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada com 2/2 nos lances livres). Foi muito bem acompanhada por Laura Ferreira (16 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 2 roubos e 7 faltas provocadas com 5/6 nos lances livres), Maria Kostourkova (6 pontos, 9 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 1 roubo e 3 faltas provocadas com 2/4 nos lances livres), Josephine Filipe (13 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos e 1 roubo) e Joana Soeiro (8 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 3 faltas provocadas com 4/5 nos lances livres).
Na equipa da Lituânia a mais valiosa foi a poste (1,95m) Justina Matuzonyte (12 pontos, 8 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento), seguida de Laura Zelnyte (2 pontos, 7 ressaltos defensivos, 3 assistências, 1 roubo, 3 desarmes de lançamento e uma falta provocada) e Roberta Mizgeryte (5 pontos, 8 ressaltos sendo 5 ofensivos, uma assistência, 1 roubo e duas faltas provocadas com 1/2 nos lances livres).
O triunfo de Portugal baseou-se fundamentalmente no facto de ter ganho as tabelas (38-54 ressaltos) tanto na tabela defensiva (30-36) como na ofensiva (8-18), na maior eficácia dos lançamentos de campo (31%-32%), particularmente nos tiros de 3 pontos (11%-21%), no menor número de erros cometidos (15-12 turnovers), por ter roubado mais bolas (8-10) e por ter provocado mais faltas (9-19), com melhor aproveitamento na linha de lance livre (40%-74%) ao falhar 5 em 19 tentativas contra apenas 3 em 5 tentados. Por seu turno a Lituânia foi mais eficaz nos tiros de 2 pontos (40%-36%), foi mais colectiva (12-11 assistências) e ainda fez mais desarmes de lançamento (7-2).
Ficha de jogo
Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)
Lituânia (42) – Austeja Sirsinaityte, Greta Tamasauskaite (6), Ieva Kazlauskaite (4), Roberta Mizgeryte (5) e Justina Matuzonyte (12); Justina Kraujunaite (7), Gintare Jasiunskaite (6), Laura Zelnyte (2), Simona Dobrovolskyte e Elzbieta Ceponyte
Portugal (62) – Inês Viana (3), Joana Cortinhas (2), Laura Ferreira (16), Nádia Fernandes (1) e Maria Kostourkova (6); Chelsea Guimarães (10), Joana Soeiro (8), Joana Canastra (3) e Josephine Filipe (13)
Por períodos: 15-12, 10-11, 9-24, 8-15
Árbitros: Nebojsa Kovacevic (GER), Charalampos Karakatsounis (GRE) e Alija Ferevski (MKD)
Outros resultados da 8ª jornada:
Hungria 79-56 Grã-Bretanha; Bósnia e Herzegovina 50-68 Alemanha
Classificação actual:
1º Alemanha 7V-1D; 2º Hungria 7V-1D; 3º Portugal 6V-2D; 4º Bósnia e Herzegovina 5V-3D; 5º Lituânia 4V-4D; 6º Bulgária 4V-4D; 7º Grã-Bretanha 3V-5D; 8º Israel 3V-5D; 9º Noruega 1V-7D; 10º Roménia 0V-8D
Sub-18 da Eslovénia vencem com justiça a congénere lusa
A parceria tripartida (FPB, UBI e AB Castelo Branco) que vigora de há uns anos a esta parte continua viva e é o exemplo de como juntando as sinergias se consegue contribuir para uma finalidade, por um lado a promoção do basquetebol e a evolução dos praticantes e por outro a divulgação das condições proporcionadas pelas infra-estruturas existentes na cidade serrana.
Queremos mais uma vez agradecer à Universidade da Beira Interior, na pessoa do Dr.Vítor Mendes da Mota, Administrador da UBI /S.A.S.U.B.I., pelas facilidades concedidas nas vertentes do alojamento e alimentação das comitivas aqui presentes (4 selecções nacionais de jovens, sendo duas estrangeiras, Eslovénia e Dinamarca), bem como a toda a sua equipa de operacionais, que no dia-a-dia foram solucionando os problemas que sempre aparecem. O mesmo se aplica à AB Castelo Branco e ao seu líder João Gustavo Santos, pelo apoio prestado nomeadamente na vertente logística dos transportes, facultando-nos a utilização da sua carrinha (sem esquecer o papel do DTR António Sena, como sempre incansável no terreno). A todos o nosso bem hajam.
Na final a Eslovénia Sub-18 mostrou-se mais consistente, vencendo o torneio com inteira justiça, mas deparou com boa réplica das Sub-18 lusas, que estiveram uns bons furos acima do que fizeram no jogo extra-torneio.
No 1º período (11-12) houve bastante equilíbrio, pese a superioridade de estatura das eslovenas. O acerto no tiro exterior no 2º quarto (9-17) permitiu que a Eslovénia ampliasse a vantagem para 9 pontos ao intervalo (20-29).
No 3º período (13-11) a determinação das lusas em termos defensivos foi decisiva para o encurtar do prejuízo para 7 (33 -40), ao cabo de 30 minutos jogados.
No derradeiro quarto (13-16) Portugal não baixou os braços e conseguiu encostar o resultado a 3 pontos, por duas vezes (37-40 e 39-42). A Eslovénia, mais segura, em 2 ataques aumenta para 39-46, obrigando Kostourkova a parar o cronómetro no minuto 35. Um roubo de Emília Ferreira na área pintada permitiu-lhe marcar debaixo da tabela (43-49), com o treinador esloveno a pedir de imediato um desconto de tempo (minuto 38). Potocnik (2 lances livres) e um triplo de Jacobcic elevaram para 43-54, no minuto 39. Simone Costa ainda reduziu de lance livre (44-54) mas novo desconto por parte da Eslovénia, com 1 minuto e 11 segundos para jogar. O 3º e último desconto pedido por Kostourkova (quase a expirar o minuto 39) já não permitiu virar o rumo dos acontecimentos, como seria expectável.
No jogo para o 3º/4º lugares Portugal Sub-16 venceu a congénere dinamarquesa numa partida muito disputada.
Resultados:
3º/4º lugares: Portugal Sub-16 52-46 Dinamarca Sub-16
Final: Portugal Sub-18 46-56 Eslovénia Sub-18
Fichas de jogo
Pavilhão nº 1 da UBI, na Covilhã
Portugal Sub-16 (52) – Ana Carolina Rodrigues (6), Helena Pinheiro (7), Catarina Miranda (11), Mariana Silva (9) e Mª Leonor Nunes (5); Margarida André, Constança Neto, Beatriz Alves (6), Eliana Cabral e Ana Rua (8)
Dinamarca Sub-16 (46) – Trine Dreijer, Cecilie Balling (4), Maria Horgh (6), Caroline Martin (1) e Lena Svanholm (23); Caroline Hyldahl (5), Sophia Fjeldsoe (1), Alberte Schang, Julie Jungslund (3), Emma Leisner (3), Andrea Hageskov e Tilde Christensen
Por períodos: 15-15, 15-7, 10-12, 12-12
Árbitros: Nuno Santos e Fábio Guerra, da AB Castelo Branco
Portugal Sub-18 (46) – Susana Lopes, Simone Costa (12), Maianca Umabano (2), Sofia Almeida (4) e Beatriz Jordão (4); Emília Ferreira (8), Carolina Bernardeco (2), Carolina Gonçalves (6), Mª Inês Santos, Catarina Rolo, Francisca Meinedo (3) e Lizanny Brito (5)
Eslovénia Sub-18 (56) – Alma Potocnik (20), Annamaria Prezelj (7), Maja Jacobcic (6), Marusa Senicar (1) e Zala Lesek (4); Althea Gwashavanhu, Larisa Ocvirk (2), Sara Vujacic (3), Manca Jelenc (3), Ela Stergar (5), Teja Dimec e Ela Micunovic (5)
Por períodos: 11-12, 9-17, 13-11, 13-16
Árbitros: Gonçalo Farias e Henrique Félix, da AB Castelo Branco
Classificação final:
1º Eslovénia Sub-18; 2º Portugal Sub-18; 3º Portugal Sub-16; 4º Dinamarca Sub-16
No final da partida teve lugar a cerimónia de distribuição dos prémios, que foram oferecidos pela autarquia covilhanense. O Vereador do pelouro do Desporto, Jorge Torrão, entregou o troféu à capitã da equipa vencedora (Eslovénia) enquanto Elisabete Ramos (UBI), José Tolentino (FPB) e João Santos (AB Castelo Branco) fizeram a entrega dos troféus respeitantes ao 2º, 3º e 4º classificado, respectivamente.
As comitivas de Sub-18 de Portugal e da Eslovénia viajam amanhã, sábado, para Matosinhos, onde irão participar no Campeonato da Europa do escalão, Divisão A, de 17 a 27 do corrente.
Portugal volta a dominar
Desta feita os jovens portugueses bateram a Selecção da Roménia por 82-64. Num encontro bem jogado, com uma intensidade forte, os jogadores Nacionais voltaram a apresentar uma atitude e um querer enorme e sobretudo durante a primeira parte não deram grandes hipóteses ao seu adversário.
Portugal continua em Esposende a preparar a sua participação no Campeonato da Europa.
João Oliveira (4), Diogo Araújo (10), Luís Câmara (12), Diogo Brito (2), Daniel Relvão; e ainda Pedro Rodrigues, Pedro Oliveira (4), Carlos Cardoso, Miguel Ferrão (3), João Lucas (8), João Silva (2) e Carlos Salamanca (2).
16h00 – Bélgica x Holanda
18h00 – Portugal x Panamá
Vitória folgada na estreia
Os jovens lusos, entraram no jogo concentrados e determinados a não deixar a selecção cipriota assentar o seu jogo. Muito agressivos na defesa e eficazes no ataque, os comandados por André Martins e João Costeira rapidamente alcançaram a diferença pontual de dois dígitos, uma vantagem que se foi dilatando até final do encontro.
Laura Ferreira e Maria Kostourkova foram decisivas
O jogo de ontem, contra as anfitriãs, afigurava-se decisivo para as aspirações de ambas as equipas, no tocante à hipótese de subida à Divisão A. Quem perdesse dificilmente poderia continuar a sonhar…
Como se esperava o encontro foi disputadíssimo, com muitas situações de igualdade e quase sempre pequenas diferenças. No 1º quarto (14-17) a nota dominante foi o equilíbrio até aos 11-11 (minuto 8) e 14-14 (já no minuto 10), com um triplo de Dineva a colocar as anfitriãs na frente, a 20 segundos da buzina.
No 2º período (13-16) a 3ª falta de Inês Viana logo à entrada do minuto 12 (14-21) obrigou o treinador luso a resguardá-la no banco e a parar o cronómetro. Portugal não conseguia lançar com eficácia, o que era visível no facto de as nossas representantes terem mais 13 posses de bola que as adversárias, quando se atingiu o intervalo com a Bulgária no comando (27-33). As búlgaras ganhavam as tabelas, compensando assim o maior número de turnovers.
O seleccionado luso regressou do balneário disposto a lutar palmo a palmo e conseguiu manietar o ataque búlgaro que em 5 minutos não acertou com o cesto, com Portugal a fazer um parcial de 10-0, iniciado por Maria Kostourkova (29-33) à entrada do minuto 12 e fechado pela mesma (37-33) no minuto 15. Foi este 3º quarto (18-8) o único que foi ganho pelas comandadas de Eugénio Rodrigues, sendo por isso decisivo para manter o jogo em aberto.
No 4º período (19-20) Portugal manteve-se na frente até aos 52-51 (minuto 35), novamente com a jovem Kostourkova a assumir as despesas no ataque até aos 49-43. A reentrada de Iva Kostova (no banco com 4 faltas desde o minuto 27 ainda no 3º período) veio reacender a esperança nas hostes búlgaras, particularmente quando aquela temível atiradora acertou 2 triplos consecutivos no minuto 34. Foi então que a jovem Borislava Hristova carregou com a sua equipa colocando a Bulgária no comando, ao fazer os 52-54, numa jogada de 2+1. Maria Kostourkova que substituíra Chelsea Guimarães (4ª falta) no minuto 37, finalizava um contra-ataque (54-54), após passe decisivo de Nádia Fernandes. Os nervos imperavam mas Portugal nunca baixou os braços e beneficiando do facto de a Bulgária já ter 4 faltas, acreditou até ao fim. A 1 minuto do termo Portugal perdia por 58-60 e Nádia Fernandes com um triplo punha as lusas de novo na frente (61-60), bem servida por Inês Viana. Seria a base e capitã portuguesa que da linha de lance livre faria os 62-60 (a 20 segundos da buzina) e depois de Iva Kostova ter reduzido para 62-61 (com 6 segundos para jogar) e ter feito a 5ª falta, não tremeu, selando o resultado final (64-61).
Resultado: Portugal 64-61 Bulgária
Destaque na selecção lusa para as prestações da dupla formada por Laura Ferreira, MVP da partida (25,5 de valorização) que fez um duplo-duplo (22 pontos, 3/6 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, uma assistência, 5 roubos, 1 desarme de lançamento e 10 faltas provocadas com 7/8 nos lances livres) e pela poste Maria Kostourkova (24,0 de valorização ) ao somar 18 pontos, 9 ressaltos sendo 3 ofensivos, 4 assistências, 2 roubos, 2 desarmes de lançamento e 3 faltas provocadas com 2/5 nos lances livres.
Na congénere búlgara a mais valiosa (22,5 de valorização), que também conseguiu um duplo duplo, foi Borislava Hristova (16 pontos, 10 ressaltos sendo 4 ofensivos, 3 assistências e 4 faltas provocadas com 6/7 nos lances livres).
A vitória de Portugal assentou fundamentalmente na melhoria da eficácia de lançamento na 2ª parte (35%-32%), quer nos duplos (33%-32%) quer nos triplos (42%-31%) e no menor número de erros cometidos (16-21 turnovers), fruto de ter roubado mais bolas (16-7). A Bulgária ganhou as tabelas (36-43 ressaltos), tanto na tabela defensiva (25-29) como na ofensiva (11-14) e foi mais eficaz da linha de lance livre (70%-84%), desperdiçando apenas 4 de 25 tentativas, enquanto as portuguesas falharam 8 em 27 tentados.
Ficha de jogo
Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)
Portugal (64) – Inês Viana (5), Joana Cortinhas (7), Laura Ferreira (22), Nádia Fernandes (5) e Maria Kostourkova (18); Chelsea Guimarães (2), Joana Soeiro (1), Josephine Filipe (4), Mafalda Guerreiro, Cesária Ucalam e Joana Canastra
Bulgária (61) – Iva Georgieva (6), Iva Kostova (11), Radostina Dimitrova (4), Kalina Aksentieva (10) e Gabriela Kostova (9); Borislava Hristova (16), Teodora Dineva (3), Tanya Eneva (2) e Nikoleta Bandrova
Por períodos: 14-17, 13-16, 18-8, 19-20
Árbitros: Petar Denkovski (Macedónia), Gintaras Vitkauskas (Lituânia) e Peter Papp (Hungria)
Outros resultados:
5ª jornada – Bulgária 66-69 Alemanha; Noruega 47-94 Bósnia e Herzegovina
6ª jornada – Hungria 85-63 Israel ; Lituânia 49-82 Alemanha; Bósnia e Herzegovina 60-53 Grã-Bretanha; Roménia 45-52 Noruega
Hoje (5ª feira) é o 2º dia de descanso da prova. A competição reata-se amanhã (6ª feira), com Portugal a defrontar a Alemanha, actual líder invicto (a partir das 18H30 portuguesas). Na classificação, Portugal reparte a 3ª posição com duas derrotas, a par da Lituânia e Bósnia e Herzegovina, atrás da Hungria (2º), apenas com uma derrota.
Autor: José Tolentino
Encontro com os media
Assim, o treino matinal de dia 12, no Pavilhão do Caramulo, será aberto à Comunicação Social seguindo-se um almoço “barbecue” no Hotel do CAramulo, pelas 12h30, onde equipa técnica, jogadores e staff estarão à disposição dos diversos orgãos de comunicação social, tal como os representantes do Municipio de Tondela, anfitriões do estágio que decorre desde finais do mês de Junho.
Agradece-se confirmação de presença para o email: imagem@fpb.pt ou pelo telefone 218815800.
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Campo ABC 2014 – Grande sucesso
O Campo de Treino ABC, contou com diversas atividades, sob a direcção técnica partilhada entre o DTR – Bruno Santos e o treinador basco Iñaki Martin. Estes dois directores técnicos contaram ainda com a participação de 2 internacionais portugueses (José Costa e Rui Mota), a coordenação de vários seleccionadores distritais e a cooperação de diversos treinadores regionais.
O Campo de Treino ABC teve uma participação de cerca de 50 atletas com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, oriundos de vários concelhos do país, entre os quais: Maia, Santarém, Figueira da Foz, Cantanhede, Coimbra, entre outros.
Numa semana repleta de actividades, alegria e boa disposição, reinou a amizade, a entreajuda, proporcionando a cada atleta momentos que jamais serão apagados das suas memórias. Para além de todo o seu desenvolvimento a nível pessoal, os atletas tiveram ainda a oportunidade de melhorar os seus conhecimentos técnicos de basquetebol.
Foram momentos inesquecíveis, que todos guardarão com saudade até 2015.
Acreditação dos meios de Comunicação Social
Assim sendo, todos os interessados e representantes dos meios de comunição social interessados em cobrir eventos da Divisão A deverão preencher os formulários de acreditação online, utilizando o portal da FIBA Europa – https://accreditation.fiba.com/fiba-publicregistration
Todos os campos relativos ao evento e perfil devem ser preenchidos de forma a que a requisição de acreditação seja processada.
A FIBA Europa informa ainda que apenas serão admitidos a pedido de acreditação de profissionais comprovadamente pertencentes a órgãos de media reconhecidos e que apenas as candidaturas submetidas e apreciadas online dentro dos prazos serão levadas em consideração.
A decisão final cabe à FIBA Europa.
Para mais informações relativas a este assunto, é favor contactar media@fibaeurope.com
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Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Legenda
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Miguel Maria
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