Artigos da Federaçãooo
Torneio Triangular começa amanhã com a Suiça às 20H30
A dupla técnica (Eugénio Rodrigues e José Araújo) já escolheu as 12 jogadoras que irão fazer a estreia na elite europeia (Divisão A), o que é inédito nos escalões jovens do basquetebol português feminino. Foram preteridas Joana Cruz (Académico FC) e Helga Gonçalves (CRCQ Lombos) em detrimento da base Joana Soeiro (GD Gafanha) e da extremo Laura Ferreira (GDESSA), ambas Sub-18, recentemente regressadas do Europeu respectivo, que terminou domingo, em Strumica (Macedónia), com a brilhante participação lusa (3º lugar, medalha de bronze e subida automática à Divisão A). Para o período final do plano de preparação, em que é fundamental adquirir-se ritmo competitivo, está agendado um torneio triangular em Rio Maior, com as selecções da Suiça e da Grã-Bretanha, que começa amanhã com o Portugal-Suiça, a partir das 20H30.Entretanto as duas selecções defrontam-se hoje à mesma hora, em jogo extra-torneio.As 12 convocadas são as seguintes:Filipa Bernardeco (GDEMA Menéres)Inês Faustino (AD Vagos)Jessica Almeida (Olivais FC)Joana Soeiro (GD Gafanha)Sara Dias (AD Vagos)Joana Jesus (AD Vagos)Laura Ferreira (GDESSA)Daniela Domingues (AD Vagos)Paula Couto (GDEMA Menéres) Inês Pinto (AD Vagos)Vitória Pacheco (CAB Madeira)Brigitta Cismasiu (GDEMA Menéres)Calendário do Torneio a partir de sábado:Sábado (11/08)18H30 Grã-Bretanha X SuiçaDomingo (12/08)18H30 Portugal X Grã-Bretanha A comitiva lusa, chefiada pelo vice-presidente Vítor Duarte, parte para o Europeu na próxima 2ª feira, dia 13, no voo TP 714, com saída às 09H15 e chegada prevista a Budapeste, pelas 13H50. Completam o staff os seguintes responsáveis:Eugénio Rodrigues (seleccionador)José Araújo (treinador-adjunto)Nuno Manaia (secretário)Sandra Carvalho (fisioterapeuta)Ricardo Vasconcelos acompanha a equipa no Campeonato da Europa, na qualidade de coordenador das selecções femininas de formação. O árbitro acompanhante, Paulo Marques, nomeado pela FIBA, só viaja na véspera do início do Europeu.
Etapa final de preparação concluída
Para esta ação estavam previstos 2 jogos de treino, um com a Seleção Sub-18 Sérvia e outro com a equipa local de sub-18 Voijvodina, vice-campeã nacional Sérvia. O primeiro não se pode realizar devido a uma virose gastrointestinal que afetou grande parte do plantel Sérvio. Em substituição, realizaram-se 2 jogos com a equipa do Voijvodina e um, com um colectivo de jogadores seniores sérvios a jogarem fora do país, dos quais se destacava o atual MVP da liga sénior da Roménia.
Relativamente ao primeiro jogo, contra o coletivo de seniores, os comandados por Carlos Seixas e Raúl Santoscederam, após prolongamento, por 73-79.Num jogo muito marcado pela diferença de estatura e de experiência, os jovens Lusos foram capazes de dar excelente réplica, tendo discutido o resultado até ao fim do tempo regulamentar, com o encontro a ser decidido após prolongamento. Apesar da falta de acerto no jogo exterior, os nossos jovens foram capazes de criar algumas situações de contra-ataque. A diferença de alturas levou a que a nossa luta nas tabelas fosse perdida, concedendo alguns ressaltos ofensivos. Ao intervalo o resultado era de 29-26, favorável à equipa nacional, no entanto a falta de concentração do coletivo Luso levou a que essa vantagem fosse sendo gradualmente perdida. Toda a segunda parte foi marcada por constantes alterações no comando do marcador, tendo a partida terminado empada após os 40 minutos regulamentares. Nos 5 minutos finais, os nossos jovens, acusaram a inexperiência da pressão do momento e cometeram alguns erros defensivos, que levaram a que a equipa Sérvia tivesse terminado o jogo com uma vantagem de 6 pontos.Apesar da diferença de idades, poderio físico e maturidade, este jogo foi muito proveitoso para os nossos jogadores que puderam contactar com uma realidade à qual muitos ainda estavam alheios. Jogaram e marcaram por Portugal: Henrique – 6; Gallina – 7; Miguens – 3; Miranda – 11; Gameiro – 2; Marques – 8; Grosso – 12; Insaly – 3; Ventura – 10; Maia – 5; Guimarães – 2 e Bastos – 4Em relação ao primeiro jogo com a equipa do Voijvodina, que Portugal perdeu por 71-80 a história foi muito semelhante. Novamente, baixas percentagens de lançamento, no entanto com melhorias ofensivas e algumas correções defensivas levaram a que Portugal chegasse ao intervalo a vencer por 46-41. Com a chegada do terceiro quarto, uma entrada apática por parte do coletivo Luso permitiu à equipa do Voijvodina recuperasse a vantagem do marcador. À entrada dos últimos 5 minutos da partida, os coletivo Luso encontrava-se a perder por apenas 1 ponto, no entanto não conseguiu assumir a liderança no marcador.Jogaram e marcaram por Portugal: Henrique – 5; Gallina – 4; Miguens – 8; Miranda – 6; Marques – 5; Grosso – 15; Isaias – 12; Ventura – 10; Maia – 4; Bastos – 2 Relativamente ao segundo jogo com a equipa do Voijvodina, que Portugal venceu por a história foi completamente diversa relativamente à dois jogos anteriores. Mais equilibrado em termos ofensivos, a marcar quer dentro da área restritiva quer para lá da linha de três pontos, Portugal foi capaz de assumir o comando. Neste jogo, a vantagem no marcador foi construída desde cedo sem nunca se ter alterado. Sem dúvida um jogo onde os nossos jovens puderam manifestar todo o seu potencial e elevar os seus níveis de confiança para a difícil batalha do Europeu.Finda esta etapa final de preparação, Carlos Seixas julga que o “esforço despendido para realizar estes jogos de preparação se justificam plenamente. Confirmam-se as nossas limitações, principalmente nas questões que têm a ver com a estatura e peso. “O técnico antevê as dificuldades que a sua equipa terá durante o Europeu: “A luta do ressalto vai ser determinante, uma vez que os nossos jogadores terão de estar o jogo em inteiro em superação de modo a poderem equilibrar um desafio que será muito desigual. É perceptível pela primeira imagem com que ficamos das equipas que este ano vão participar, ao contrário da nossa, a altura claramente aumentou.”E deixa a receita: “Só seremos capazes de ser competitivos se formos eficazes em termos ofensivos. As nossas percentagens de lançamento terão de ser obrigatoriamente boas, bem como o aproveitamento das situações de contra-ataque.”“Foi igualmente evidente a falta de contacto internacional dos nossos atletas, bem como a falta de hábitos de concentração na abordagem aos jogos. A falta de competitividade que marcam a maioria dos jogos na competição interna faz com que os jogadores portugueses tenham graves problemas em disputar jogos equilibrados”, acrescenta, frisando: “Na certeza porém, que os doze jogadores que fazem parte desta seleção tudo irão fazer para representar da melhor forma o basquetebol nacional. Acredito que quando chegar o primeiro jogo, irão ser capazes de demonstrar dentro de campo o crer e o espírito de luta que caracteriza o jogador português.”Portugal estreia-se no Campeonato Europeu Sub-18 Masculino Divisão B, no dia 9 frente à Holanda pelas 17.30 horas de Portugal.
Espírito de grupo, rigor e determinação foram armas do colectivo
É da mais elementar justiça referir que para a consecução deste objectivo contribuiu muita gente, das mais diversas áreas, desde os técnicos (obviamente), secretários, tutores dos Centros de Treino, fisioterapeutas, dirigentes, treinadores dos clubes, clubes, pais, professores e claro as próprias jogadoras. A todos, sem excepção, queremos em nome pessoal e em nome da Federação Portuguesa de Basquetebol, agradecer pelo contributo que deram, alguns de uma forma desinteressada, mas não menos decisiva, para que fosse possível materializar este sonho que ainda estamos a saborear. Importa salientar que a seleccionadora Mariyana Kostourkova, que ocupa o cargo desde Setembro de 2005, sendo em simultâneo desde essa altura a responsável técnica da equipa feminina do CAR Jamor e que conta no seu currículo com a presença em 7 Campeonatos da Europa consecutivos, desde Chieti (2006) até Strumica (2012), não teve receio de arriscar e apresentar-se na competição com a equipa mais jovem de sempre, constituída por apenas 3 Sub-18 de 2º ano (Inês Viana, Joana Canastra e Nádia Fernandes), 6 Sub-18 de 1º ano (Joana Soeiro, Laura Ferreira, Josephine Filipe, Inês Veiga, Ana Granja e Jessica Costa) e 3 Sub-16, uma de 2º ano (Simone Costa) e duas de 1º ano (Maria Kostourkova e Chelsea Guimarães). Lutando contra críticas das mais cerradas, a seleccionadora nacional acreditou no seu modelo de jogo, moldou as suas jogadoras e rentabilizou ao máximo as potencialidades de cada uma, em prol do colectivo. Felizmente que este ano o azar não nos bateu à porta como em anos anteriores, com lesões impeditivas de dar o seu concurso à selecção, à excepção de Raquel Jamanca (tinha estado no Europeu de 2011, em Miskolc) que se lesionou ao serviço do clube e teve que ser submetida a intervenção cirúrgica em Julho, durante o período de preparação para o Europeu. Com base em 7 atletas residentes que integraram a equipa do CAR Jamor Feminino durante o ano lectivo, a que se juntaram mais uma externa (Maria Kostourkova) e 4 jogadoras dos clubes, das quais 3 delas (Inês Viana, Joana Canastra e Chelsea Guimarães) já tinham passado pelos Centros de Treino (Calvão e Jamor), sendo Jessica Costa, irmã mais nova da capitã do Montijo BB, Márcia Costa, internacional Sub-20, a única que não teve esse percurso, Kostourkova utilizou a grande vantagem de conhecer como as suas mãos a esmagadora maioria das escolhidas. Não podemos deixar de salientar que este grande resultado já a seleccionadora nacional merecia há mais tempo. Aparece atrasado, mas acaba por ser um prémio mais do que merecido, pela sua competência e rigor, que se traduz na capacidade de conseguir aperfeiçoar as potencialidades das jogadoras que ela observa ou que lhe dão informações no sentido de concluir que para essas jovens é importante passar pelo Centro de Treino, onde não temos dúvidas, lhes são proporcionadas as melhores condições para evoluir. Da líder Inês Viana à revelação Maria Kostourkova (15 anos)Queremos por uma questão de justiça referir que no jogo que nos deu o bronze, o escasso tempo que dispusemos para fazer a notícia para os sites (tínhamos que iniciar a viagem para o aeroporto de Sofia uma hora após o final da cerimónia de encerramento), não nos permitiu destacar a extraordinária prestação de um quarteto, a começar na base Inês Viana, autêntica líder da equipa e a acabar na jovem poste Maria Kostourkova. Foi mais uma actuação de raça e determinação da organizadora de jogo lusa (18,5 de valorização), ao contabilizar 7 pontos, 1/1 nos triplos, 6 ressaltos defensivos, 6 assistências, 1 roubo e 6 faltas provocadas. Depois a extremo/poste Josephine Filipe (19,5 de valorização) que aos 10 pontos já conseguidos até ir para o banco com 4 faltas, ainda no 3º período (minuto 23), reentrou em campo à entrada do minuto 35, para com uma soberba exibição arrasar a débil resistência húngara, marcando mais 9 dos 16 pontos alcançados pela equipa e provocou mais 3 faltas nesse curto lapso de tempo. Terminou como a melhor marcadora da partida (19 pontos) a que juntou 2 ressaltos defensivos, duas assistências e 6 faltas provocadas, estando irrepreensível da linha de lance livre (9/9). Foi a 2ª marcadora portuguesa (10,7pontos/jogo) e a 9ª no ranking dos ressaltos ofensivos (média de 2,4 por jogo). Joana Canastra (17, 5 de valorização) foi uma aposta feliz e certeira da seleccionadora para o último jogo, entrando como titular. A experiência da torrejana Canastra (este foi o seu 4º Europeu, tendo feito 2 de Sub-16 e 2 de Sub-18) veio ao de cima e até ir para o banco com 4 faltas a acabar o 3º período, tinha enchido o campo com uma prestação de classe (15 pontos até essa altura), através de cestos magníficos, a coroar penetrações de algum virtuosismo, em que ela é useira e vezeira, mas que nos encontros anteriores, ainda não tinha revelado essa faceta, que lhe é característica. Reentrou no minuto no minuto 32 para jogar até ao fim, acabando com 17 pontos, 6/8 nos duplos (75%), 1 triplo, 4 ressaltos, duas assistências, 1 roubo e duas faltas provocadas. Por último Maria Kostourkova, a jovem poste de 15 anos apenas feitos em Abril, foi só a MVP da partida (28,0 de valorização), ao fazer o seu 2º duplo-duplo na competição, tendo sido também a melhor ressaltadora do jogo (16 pontos, 8/13 nos duplos, 14 ressaltos sendo 6 ofensivos, duas assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas). Ficou no top 10 dos ressaltos , 9ª posição com média de 7,3, sendo naturalmente a melhor ressaltadora da equipa e no ranking dos desarmes de lançamento ( 7ª posição com média de 1,4), empatada com a 6ª (a húngara Amadea Szamosi, também com 1,4 abafanços), tendo ainda sido a 6ª nos duplos-duplos com duas nomeações em 7 encontros, pertencendo ao lote restrito de jogadoras (ela e mais 5) que fizeram mais do que 1 duplo-duplo durante a competição. Foi a 3ª marcadora da equipa (9,3 pontos por jogo) e a 3ª mais utilizada (média de 26,0 minutos). Para uma Sub-16 de 1º ano, em cujo Europeu realizado duas semanas antes em Tallin (Estónia) onde alcançámos o 4º lugar, tinha integrado o cinco ideal, é obra. Estamos na presença de uma verdadeira promessa do basquetebol português que não temos dúvidas irá contribuir para muitas alegrias e sucessos desportivos. Filha de Mariyana e Ivan Kostourkov, casal búlgaro que jogou basquetebol durante muitos anos no nosso país e que nos últimos anos tem estado ligado ao elenco de técnicos federativos, mas que adquiriu a nacionalidade portuguesa (possuem dupla nacionalidade), a jovem Maria foi uma aposta de alguns responsáveis federativos (DTN Manuel Fernandes e nós próprios, entre outros) que acreditaram na palavra dos seus progenitores. Não queremos terminar sem destacar a perseverança, determinação e classe da líder da equipa, a base Inês Viana, que no espaço de 2 anos teve a honra de fazer parte do cinco ideal na sua posição, nos Europeus de 2010 (Sub-16) e de 2012 (Sub-18). Infelizmente não pôde dar o seu concurso à selecção nacional no ano passado, devido a lesão grave mas depois teve a coragem necessária para fazer a travessia do deserto e reaparecer em grande para arrecadar a sua 2ª medalha de bronze (a 1ª fora em 2010, enquanto Sub-16). Terminou na 2ª posição no ranking das assistências (média de 3,6 por jogo), tendo sido ainda a 4ª marcadora da equipa (média de 9,0pontos), a 2ª nos roubos (média de 1,9) e também a 2ª ressaltadora lusa (4,9 ressaltos por jogo). Foi a jogadora mais utilizada por Kostourkova , a única acima dos 30 minutos (30,6 por jogo). Também merece uma referência a prestação global da capitã Laura Ferreira, 2ª no ranking dos roubos (média de 2,6) e melhor marcadora da equipa (12,1 pontos por jogo), não tendo rendido o habitual no jogo decisivo com a Hungria. Foi ainda a 2ª portuguesa mais utilizada com média de 28,0 minutos por jogo e a 3ª ressaltadora da equipa (4,7 ressaltos por jogo). O nosso obrigado a todo o staff (a dupla técnica Mariyana Kostourkova e Ana Margarida Faria, a secretária Mafalda Hipólito e a fisioterapeuta Bárbara Rola) que funcionou como um bloco, facilitando deste modo a nossa missão e contribuindo para o êxito alcançado. Para ficar na história eis os nomes das 12 jogadoras, da nº 4 à nº 15: Inês Viana, Joana Canastra, Jessica Costa, Nádia Fernandes, Simone Costa, Laura Ferreira (capitã), Maria Kosytourkova, Joana Soeiro, Inês Veiga, Josephine Filipe, Chelsea Guimarães e Ana Granja Santos. O ciclo 2010-2011-2012 ficará para sempre registado a letras de ouro no panorama basquetebolístico português, em particular no feminino, pelo conjunto de resultados jamais alcançados nos escalões de formação: 3º lugar no Europeu de Sub-16 (2010), 2ª posição no Europeu de Sub-20 (2011) e 3º lugar no Europeu de Sub-18 (2012), com estes 2 últimos resultados a proporcionarem a subida à Divisão A. Para não falar do 4º lugar das Sub-16 este ano (a medalha de bronze fugiu-nos no prolongamento) e também do 4º posto conseguido pelas Sub-20 (2010) e a mesma posição alcançada anteriormente, ainda pelas Sub-20 (2007). Três medalhas (uma de prata e duas de bronze) materializaram o inequívoco sucesso. Seis nomeações para os respectivo cincos ideais: Inês Viana (base, Sub-16, 2010), Maria João Correia (base/extremo, Sub-20, 2010), Joana Soeiro (base, Sub-16, 2011), Michelle Brandão (base, Sub-20, 2011), Maria Kostourkova (poste, Sub-16, 2012) e de novo Inês Viana (base, Sub-18, 2012). Se isto não é evolução, então vou ali e já venho. Parabéns Portugal !!! Estamos no bom caminho.
Sub-20 femininas batem Grã-Bretanha
Portugal, recorde-se, prepara a participação no Campeonato da Europa do escalão, Divisão A.
Frente a uma equipa que este ano também vai disputar o principal escalão do Campeonato da Europa, a Seleção Nacional alcançou um triunfo por apenas um ponto, num encontro em que Daniela Domingues (11 pontos) e Joana Jesus (com 10 pontos e 2/2 de 3pts) foram as jogadoras em maior destaque.Apesar de só ter ganho o segundo periodo, a equipa portuguesa assim que passou para a frente no marcador nunca mais perdeu o comando da partida A pressão todo o campo exercida pela Seleção criou muitas dificuldades às britânicas, pois fizeram muitos turnovers na tentativa de ultrapassar a barreira defensiva de Portugal.De manhã, Portugal efectuou também um jogo treino com a Itália, que perdeu 66-38, tendo a dupla técnica Eugénio Rodrigues e José Araújo aproveitado para colocar em campo algumas atletas menos utilizadas no dia anterior.Domingo Portugal folga, tendo a Itália e a Grã-Bretanha agendado para as 18h00 o 3º e último jogo deste torneio.Erin McGarrachan com 11 pontos e 11 ressaltos foi a melhor na Grã-BretanhaPortugal-Grã-Bretanha: 52-51Parciais: 11-13, 22-11, 8-12, 11-15
A eterna questão de David contra Golias
Isto porque na 1ª meia-final Portugal baqueou frente à Inglaterra (71-78), jogando sem cabeça nos últimos 2 minutos, depois de ter liderado o marcador durante quase 31 minutos e a seguir a Hungria não teve melhor sorte ante a Bielorússia, que venceu por 67-63.
A lenda de David e Golias faz parte da História que aprendemos (agora não sei como é…). Antes da meia-final com Inglaterra, que perdemos nos últimos dois minutos (68-68 a 2.42 minutos da buzina), perguntámos às jogadoras no balneário, depois das últimas instruções dadas pela seleccionadora nacional, se conheciam a lenda anteriormente referida. Perante o embaraço da maioria explicámos como o pequeno David tinha vencido o gigante Golias. Com inteligência porque força tinha Golias. Foi isso precisamente que pedimos às nossas jogadoras: inteligência, serenidade, esperteza, em suma jogar pela certa. Sabíamos quais eram os pontos fortes das inglesas e para as levar de vencida teríamos de jogar com colectivismo, fazendo poucos erros, defendendo com garra e agressividade e atacando o cesto sem receios, para provocar faltas e deste modo obrigar à rotação das jogadoras interiores adversárias. Durante praticamente 38 minutos cumprimos essa estratégia, mas nos derradeiros dois, não fomos capazes de o fazer. Foi pena porque as nossas representantes bateram-se até ao limite, contra uma equipa que baseia todo o seu modelo de jogo nas características atléticas de 3/4 jogadoras, todas de raça africana, muito poderosas fisicamente (Cheridene Green e Shequila Joseph) e explosivas (Jay-Ann Bravo-Harriott e Janice Monakana), provocando muitas faltas (26). Ontem a Inglaterra foi 32 vezes à linha de lance livre, tendo convertido 23 (72%). Foi também por aí que as comandadas de Kostourkova foram perdendo a capacidade anímica e desgastando-se com o acumular de faltas (Maria Kostourkova excluída no minuto 39, Inês Viana e Joana Canastra, ambas com 4 faltas e mais 3 jogadoras com 3). Inês Viana abriu as hostilidades (3-0) com um triplo logo no 1º ataque da nossa equipa (25 segundos jogados) e até aos 7-7 (à entrada do minuto 6) houve equilíbrio, com alternâncias no marcador. A partir daí Portugal tomou as rédeas do jogo, impondo um parcial de 16-5, para chegar ao final do 1º período na frente (23-12). Uma rápida leitura pela estatística mostrava uma excelente prestação no tiro exterior (75% com 3 triplos em 4 tentativas) a cargo de Inês Viana a abrir, Laura Ferreira a desempatar (10-7) e Joana Soeiro a elevar a vantagem para 8 pontos (19-11), enquanto a luta das tabelas estava equilibrada (10-10 ressaltos), éramos mais colectivos (5-1 assistências), roubávamos mais bolas (4-1) e cometíamos menos erros (5-8 turnovers). No 2º quarto (14-22) a reacção adversária começou a ganhar forma ao consentirmos um parcial de 1-6, com Shequila Joseph em evidência (4 pontos consecutivos), obrigando a seleccionadora lusa a parar o cronómetro (24-18), à entrada do minuto 13. Portugal ia perdendo gás e clarividência, dando todas as possibilidades ao adversário de consumar a reviravolta, o que aconteceu no minuto 16 (30-31), através de uma bomba de Bravo-Harriott. Acto contínuo Kostourkova pediu novo desconto de tempo, que deu os seus frutos, pois um tiro curto de Ana Granja , da cabeça do garrafão e o 2º triplo de Inês Viana permitiram nova arrancada das nossas representantes (35-31), com o treinador britânico Leonard Busch a fazer o mesmo que a sua homóloga, com 1.36 minutos para jogar. No minuto 20 Laura Ferreira ainda aumentou da linha de lance livre (37-31), mas Shequila Joseph (10 pontos na 1ª parte) com um triplo fixou o resultado ao intervalo (37-34). No 3º período (19-20) o equilíbrio foi a nota dominante, com diversas alternâncias no marcador e o jogo exterior da Inglaterra a melhorar em flecha (4 triplos em 5 tentados), com a atiradora Ashleigh Munns a mostrar os seus créditos (2/2), ao reduzir para 39-37 no minuto 22 e à entrada do minuto 26 a colocar a sua equipa na frente (41-44). Depois da resposta a cargo de Laura Ferreira (triplo a devolver o comando aos 47-44), ainda no minuto 26, foi a vez de uma bomba de Megan Lewis (46-47) iniciar um parcial de 0-7, favorável às inglesas, em menos de minuto e meio (46-51). Mais um desconto de tempo pedido por Kostourkova, com 2,39 minutos para jogar e nova reacção lusa, com o 2º triplo de Joana Soeiro a abrir um parcial de 10-3. Novo triplo de Shequila Joseph empatava a partida (54-54), no minuto 30, mas mais um duplo da nossa melhor anotadora, a capitã Laura (18 pontos), ainda deu a liderança a Portugal no final do 3º período (56-54). O jogo mantinha-se em aberto e no derradeiro quarto (15-24) isso foi uma constante até ao minuto 38 (68-68), com várias alternâncias de comando, mas Portugal a deter maiores vantagens (64-58, no minuto 33 e 68-65, à entrada do minuto 37). Inês Viana era o espelho do querer das portuguesas, com duas entradas com a mão esquerda, fotocópia uma da outra, a aumentar para 66-65 e 68-65, após o penúltimo desconto da nossa treinadora, no minuto 36. Mas a 4ª falta de Inês Viana e de Joana Canastra, ambas no minuto 37, levou Janice Monakana para a linha de lance livre reduzindo para 68-67 e já no minuto 38 foi a vez de Maria Kostourkova imitar as suas companheiras fazendo também a sua 4ª falta sobre a sua marcadora directa Cheridene Green. Esta empatou, ao converter o 2º lance livre (68-68) e Monakana com uma entrada decidida fez 68-70. Kostourkova parou de imediato o cronómetro, com 1,40 minutos para jogar. As nossas representantes estavam completamente perdidas, sem força anímica para esboçar qualquer tipo de reacção. A exclusão de Maria Kostourkova, logo a seguir (com 1 minuto e 24 segundos ainda para jogar) foi o canto do cisne das jogadoras lusas. A Inglaterra sentia que tinha o jogo na mão e disparou para um parcial de 0-7, provocando mais 3 faltas a elevar a contagem para 70-77 e garantiu deste modo, numa demonstração de força, autêntico rolo compressor, a presença na final para discutir o título europeu e a subida à Divisão A. Mesmo assim Inês Viana ainda teve arte engenho para mostrar a sua raça, triplando pela 3ª vez (70-78) a escassos 6,2 segundos do termo, com Shequila Joseph a fixar o resultado final, novamente da linha de lance livre (7 faltas provocadas, com 8/10 nos lances livres). Resultado final: Portugal 71-78 InglaterraRegistámos no final da partida a opinião de Mariyana Kostourkova: «Perdemos o jogo n na defesa porque nunca conseguimos parar as nossas adversárias. Na ponta final quando era preciso atacar o cesto e provocar faltas, optámos pelo lançamento exterior, sem sucesso.».Nas vencedoras grande destaque para a MVP do encontro (29,0 de valorização), a poste Cheridene Green que fez mais um duplo-duplo (18 pontos, 18 ressaltos sendo 5 ofensivos, uma assistência, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas, com 6/10 da linha de lance livre). Uma autêntica força da natureza mas se ela tem 16 anos (completa 17 em Setembro) então nós ainda não atingimos os sessenta. Mas a base Bravo-Harriott (12 pontos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, 5 assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 7 faltas provocadas), Shequila Joseph (18 pontos, 2/3 nos triplos, 4 ressaltos, uma assistência e 7 faltas provocadas, com 8/10 nos lances livres), Janice Monakana (10 pontos, 3 ressaltos defensivos, duas assistências, 1 roubo e 3 faltas provocadas, com 6/6 da linha de lance livre), estiveram também em evidência, sem esquecer o contributo da sniper Ashleigh Munns (3/3 nos triplos em 16 minutos de utilização).Na selecção portuguesa Inês Viana liderou a resistência lusa, comandando bem as suas companheiras com a sua raça e fibra do primeiro ao último minuto. Foi a mais valiosa (15,5 de valorização), a par da capitã Laura, mas quanto a nós a mais certa em termos de prestação. Terminou com 17 pontos, 7/12 nos lançamentos de campo repartidos por 4/7 nos duplos e por 3/5 nos triplos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos, 3 assistências e 3 faltas provocadas. Foi bem secundada por Laura Ferreira (18 pontos, 2/7 nos triplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 2 roubos e 7 faltas provocadas, com 4/6 nos lances livres) e Inês Veiga, a nossa melhor ressaltadora (2 pontos, 8 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência e 1 roubo). A vitória da Inglaterra acabou por ser merecida porque aproveitou bem e no momento certo as debilidades lusas. Foi através da maior eficácia nos lançamentos de campo (41%-46%), repartidos pelos duplos (41%-43%) e pelos triplos (42%-58%), da supremacia nas tabelas (32-40 ressaltos), com realce para a tabela defensiva (20-27) já que nos ressaltos ofensivos a luta foi equilibrada (12-13) e fundamentalmente por ter provocado mais faltas (18-26), com reflexos no maior número de lances livres tentados de que dispôs (18-32) e na melhor percentagem de conversão (61%-72%), ao converter 23 lançamentos contra menos de metade (11) do adversário.Portugal bateu-se bem, comandou o marcador durante quase 31 minutos, mas o jogo tem 40 (no mínimo) e ganha quem estiver na frente quando soa a buzina. Não se percebe como é que Cheridene Green faz a 3ª falta no minuto 31, no início do 4º período e consegue aguentar-se em campo até final, tendo entretanto feito a 4ª falta. Fomos mais colectivos (16-14 assistências), cometemos menos erros (15-21 turnovers) e fizemos mais um roubo que as inglesas (7-6). Falhou-se na defesa porque consentimos 78 pontos quando Portugal era até ontem a 4ª equipa com menos pontos sofridos (51,2 de média).Ficha de jogoGym ParkPortugal (71) – Inês Viana (17), Laura Ferreira (18), Nádia Fernandes (2), Josephine Filipe (4) e Inês Veiga (2); Jessica Costa (2), Joana Canastra (5), Maria Kostourkova (6), Joana Soeiro (8), Simone Costa (5) e Ana Granja (2)Inglaterra (78) – Jay-Ann Bravo-Harriott (12), Ashleigh Munns (9), Kaitlyn Lewis, Shequila Joseph (18) e Cheridene Green (18); Janice Monakana (10), Harriett Ottewill-Soulsby (2), Megan Lewis (3), Michelle Turner, BillieLucas (8), Mollie Campbell e Lauren MilliganPor períodos: 23-12, 14-22, 19-20, 15-24Árbitros: Sinisa Herceg (Croácia), Vladimir Tsekov (Bulgária) e Laszlo Bucuresti (Roménia)Na outra meia -final a Bielorússia venceu a Hungria (67-63), garantindo também a presença na final, esta noite, a partir das 21H00. Outros resultados:5º/8º lugaresBulgária 82-66 LituâniaAlemanha 71-78 Dinamarca15º/16º lugaresNoruega 62-72 Macedónia17º/18º lugaresSuiça 53-46 Escócia Hoje jogam Bulgária-Dinamarca (5º/6º lugares) e Lituânia-Alemanha (7ª/8ª posições), a partir das 16H30 e 14H15 respectivamente.
Começar bem foi decisivo
Vitória portuguesa por 84-66, num jogo em que a superioridade portuguesa foi quase sempre uma constante. Destaque ainda para a boa exibição de Paulo Cunha, não só pelos números conseguidos, mas também pela eficácia revelada durante os 40 minutos.
A determinação com que os comandados de Mário Palma iniciaram o encontro, repercutiu-se no resultado final do 1º período. Com uma defesa irrepreensível (9 pontos sofridos), e o ataque a funcionar na perfeição, Portugal chegou ao final do primeiro quarto com o jogo praticamente controlado (22-9).Os helvéticos ainda tentaram reagir até ao intervalo (25-23), mas após o descanso, a formação nacional não mais deu hipóteses de recuperação, tendo inclusive vencido os dois períodos da etapa complementar (23-19 e 17-13).O selecionador português voltou a fazer uma grande rotação de jogadores, com Paulo Cunha (19 pontos, 100% de eficácia nos lançamentos) a revelar-se como o jogador português mais inspirado neste encontro. Tomás Barroso (14 pontos), Betinho (11 pontos) e Miguel Minhava (10 pontos) foram os restantes elementos a terminarem na casa das dezenas em pontos convertidos.
Duplo teste frente a Suiça
Estes serão os dois únicos encontros de preparação realizados em território nacional e portanto uma oportunidade única para ver em acção a Selecção de todos nós que tão boa conta tem dado de si nos aprontos até agora realizados. Os jogos terão lugar no Complexo Desportivo Municipal em Almada pelas 20h15 de hoje, sexta-feira, 3 de Agosto, e às 18h15 de amanhã, Sábado, dia 4 de Agosto. Vem apoiar a nossa Selecção. NÃO FALTES!
Defesa na 2ª parte deu a vitória ante a Bulgária
Ficaram a conhecer-se pois os quatro semi-finalistas que no próximo sábado medirão forças. São eles: Portugal, Hungria, Bielorússia e Inglaterra. Assim o 1º classificado do Grupo E (Portugal) defronta às 18H15 o 2º do Grupo F (Inglaterra ) enquanto o vencedor do Grupo F (Bielorússia) joga com o 2º do Grupo E (Hungria), a partir das 20H30.
Foi uma alegria enorme e uma sensação de dever cumprido quando soou o apito final. As doze jogadoras portuguesas abraçaram-se numa manifestação de regozijo pelo objectivo que tinham acabado de atingir com inteiro mérito. Também todo o staff comemorava o êxito e nós próprios sentimo-nos recompensados pela dedicação ao longo de muitos anos. Mas vamos ao jogo que nos abriu as portas, de par em par, para as meias-finais. Sabíamos todos que a Bulgária era um adversário complicado, mas tínhamos completa noção do nosso valor e estávamos confiantes num bom resultado. Este é que era o que nos interessava. A vitória porque nos apontava um adversário (Inglaterra), pelo menos em teoria mais fácil, do que a Bielorússia que é uma das duas equipas ainda invictas. A derrota por 1 ponto também chegava para carimbar o passaporte para as meias, mas nessa hipótese, a Hungria teria sido vencedora do Grupo E (com +2 pontos), enquanto Portugal seria 2º (com 0 pontos), relegando a Bulgária para o 3º posto (com -1 ponto), feitas as contas no desempate por cesto-average, nos jogos entre si. Mas nunca gostámos de andar com a calculadora na mão. Na 1ª parte a Bulgária soube explorar a maior ansiedade patenteada pelas nossas representantes, nomeadamente a partir do momento em que as búlgaras, depois de estarem a perder por 4-9 (à entrada do minuto 4), com um triplo da capitã Laura Ferreira, souberam aproveitar as indicações dadas pela sua treinadora Tatyana Gateva quando fez parar o cronómetro segundos decorridos, ainda no mesmo minuto. Com a jovem (ainda Sub-16) Borislava Hristova (14 pontos até ao intervalo, com 6/7 nos duplos), a jogar com a serenidade de uma veterana e as atiradoras Iva Kostova e Radostina Dimitrova (um triplo no minuto 10) a contribuir com mais 10 e 7 pontos, respectivamente, as búlgaras foram para o balneário na frente (34-30), depois de terem ganho tanto o 1º (16-14), como o 2º período (18-16). Não se pode dizer que as comandadas de Kostourkova estivessem a jogar mal, nada disso, mas notava-se que a equipa tinha receio de errar e isso cerceava as jogadoras mais criativas. Do lado das lusas o destaque na 1ª metade ia para Josephine Filipe (10 pontos, 4/5 nos duplos e duas faltas provocadas), Laura Ferreira (8 pontos, 4 roubos e 5 faltas provocadas) e Maria Kostourkova (6 pontos, 6 ressaltos e duas faltas provocadas). A pecha era na defesa, porque Laura Ferreira não conseguia parar a jovem Hristova. A Bulgária dominava as tabelas (21-16 ressaltos) e tinha maior eficácia nos lançamentos de campo (44%-30%), particularmente nos duplos (55%-40%), sem esquecer o acerto da linha de lance livre (90%, com 9/10), enquanto Portugal era mais perdulário (79%, com 11/14).No reatamento depois de algum equilíbrio nos minutos iniciais, com várias igualdades (34-34, 36-36 e 38-38), esta última à entrada do minuto 26, um triplo de Joana Soeiro (38-41) deu o mote para a reviravolta. Ainda no minuto 26, Josephine Filipe provocava mais uma falta em acto de lançamento e ampliava para 38-43, convertendo os 2 lances livres a que teve direito. Nunca mais Portugal perdeu a liderança. Apostando na defesa agressiva e em todo o campo, com Nádia Fernandes a secar por completo a jovem Hristova (só marcou um triplo na etapa complementar, em 5 tentativas de lançamentos de campo). Foi também pelo desempenho defensivo da atlética Nádia Fernandes (7 ressaltos e 4 roubos), que se começou a construir o êxito luso. No 3º quarto (10-17) as portuguesas conseguiram condicionar o poderio atacante das adversárias, mesmo assim com a inevitável Iva Kostova a dar nas vistas, com duas das suas 3 bombas convertidas, em 6 tentadas, durante o jogo. Mais ainda: não permitiram que a Bulgária fosse para a linha de lance livre e, ao invés, provocaram duas faltas em acto de lançamento, com aproveitamento a 100% (4/4) por parte de Josephine Filipe e Laura Ferreira. Cumpridos 30 minutos de jogo, Portugal vencia por 3 pontos (44-47) e partia para o derradeiro quarto (11-13) com a certeza de que tinha de continuar a apertar na defensiva para manter intactas as suas aspirações. Entretanto o indicador das tabelas (26-29 ressaltos) já era favorável ao seleccionado luso, mormente na tabela ofensiva com 16 ressaltos conquistados (mais 11 que o adversário) e acentuava-se o domínio nos roubos (7-13). Por seu turno diminuía a eficácia búlgara (de 55% para 50%) em termos de lançamentos de campo e Portugal obrigava a Bulgária a cometer mais erros (19-12 turnovers, contra 12-10 ao intervalo).O último triplo de Iva Kostova (46-47) no minuto 32 teve como resposta 2 duplos a cargo de Laura Ferreira (46-49), no mesmo minuto e Maria Kostourkova (46-51), um minuto volvido, a corresponder a mais um passe decisivo da base Inês Viana (3 assistências, 2 roubos, 6 ressaltos e 5 faltas provocadas), numa jogada de 2+1, tendo contudo falhado o lance livre. Aqui é que as coisas não estavam a correr de feição para as nossas cores, já que até final ainda falhámos 7 lances livres, tendo convertido apenas metade (50%) das 14 tentativas. A Bulgária tentava baixar a fasquia, recorrendo aos tiros do perímetro e foi assim que Hristova reduziu primeiro para 49-52 (minuto 35) e Dimitrova imitava a sua companheira 2 minutos decorridos (52-54). Foi altura de Kostourkova utilizar o penúltimo desconto de tempo a que tinha direito para acalmar as suas jogadoras e transmitir-lhes serenidade. Portugal continuava a atacar o cesto (o adversário já tinha feito as 4 faltas), com o objectivo de ir para a linha de lance livre e Inês Viana iniciava um parcial de 0-5, marcando apenas uma das duas tentativas, a que Maria Kostourkova deu primeiro continuidade a meio do minuto 38, elevando para 52-57 e ainda no mesmo minuto a converter mais um duplo (52-59), após assistência de Inês Viana. O tempo corria e a Bulgária em desespero arriscava da linha de 3 pontos, com pouco sucesso, já que neste 4º período lançou 9 vezes para converter 3. Mesmo assim depois de Tatyana Gateva ter parado o cronómetro pela última vez aos 52-59 (minuto 38), ainda caiu mais uma bomba da artilharia búlgara, da autoria de Dimitrova (2/4), a 1.05 do termo, reduzindo para 55-59. De imediato Mariyana Kostourkova esgota os descontos de tempo e Portugal soube gerir a vantagem até final, tendo ainda oportunidade de ter 4 lances livres à sua disposição nos derradeiros 25 segundos da partida, tendo convertido apenas um. Resultado final: Bulgária 55-60 PortugalPortugal teve 3 jogadoras em grande destaque, nomeadamente a MVP do encontro (25,5 de valorização), Josephine Filipe, ao contabilizar 17 pontos, 6/9 nos duplos, 9 ressaltos sendo 7 ofensivos, uma assistência, 2 roubos e 4 faltas provocadas, com 5/8 nos lances livres, seguida de Maria Kostourkova (20,5 de valorização), com 14 pontos, 4/7 nos duplos, 8 ressaltos sendo metade ofensivos, 2 roubos e 5 faltas provocadas, com 6/7 nos lances livres e ainda de Laura Ferreira (19,5 de valorização) ao anotar 14 pontos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, duas assistências, 6 roubos, 1 desarme de lançamento e 9 faltas provocadas, com 5/6 nos lances livres. Na selecção búlgara a mais valiosa foi Iva Kostova (21 pontos, 3/6 nos triplos, 5 ressaltos, uma assistência, 1 roubo e 6 faltas provocadas, com 4/4 nos lances livres), bem secundada por Radostina Dimitrova (12 pontos, 2/4 nos triplos, 6 ressaltos, duas assistências, 3 roubos, e 4 faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres) e Borislava Hristova (17 pontos, 6/9 nos duplos, 7 ressaltos, uma assistência, 1 roubo e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres). E m termos globais a vitória de Portugal assenta basicamente no ganhar das tabelas (35-43 ressaltos), particularmente na ofensiva (6-19 ressaltos), no menor número de erros cometidos (24-17 turnovers), por ter conseguido mais roubos de bola (9-17) e ainda por ter provocado mais faltas (17-28), indo para a linha de lance livre por 33 vezes contra apenas 10 das adversárias. Por seu turno a Bulgária foi mais eficaz nos lançamentos de campo (40%-31%), tanto nos duplos (47%-39%) como nos triplos (30%-11%), foi mais colectiva (13-9 assistências) e mais certeira nos lances livres (90%-67%). Ficha de jogoGym ParkBulgária (55) – Viktoria Valchinova, Borislava Hristova (17), Iva Kostova (21), Radostina Dimitrova (12) e Veronika Petkova; Kalina Aksentieva, Kristina Peychinova (4), Ralitsa Genova (1), Gabriela Kostova, Lilia Georgieva, Martina Nikolova () e Radina Kordova Portugal (60) – Inês Viana (4), Laura Ferreira (14), Nádia Fernandes (4), Josephine Filipe (17) e Inês Veiga; Joana Canastra, Maria Kostourkova (14), Joana Soeiro (3), Jessica Costa (4) e Simone CostaPor períodos: 16-14, 18-16, 10-17, 11-13Árbitros: Alexey Davydov (Rússia), Sebastien Clivaz (Suiça) e Laszlo Bucuresti (Roménia) Outros resultados: Grupo E: Dinamarca 43-67 HungriaGrupo F: Alemanha 74-89 Bielorússia e Lituânia 62-72 InglaterraClassificações:Grupo E1º Portugal 3V – 0D – 6 pts 2º Hungria 2V – 1D – 5 pts3º Bulgária 1V – 2D – 4 pts4º Dinamarca 0V – 3D – 3 ptsGrupo F1º Bielorússia 3V – 0D – 6 pts2º Inglaterra 2V – 1D – 5 pts3º Alemanha 1V -2D – 4 pts4º Lituânia 0V – 3D – 3 pts Apurados para as meias-finais: Portugal, Hungria, Bielorússia e Inglaterra5º ao 8º lugar: Bulgária, Dinamarca, Alemanha e LituâniaJogos para sábado (meias-finais): Portugal-Inglaterra (18H15) e Bielorússia-Hungria (20H30)A final terá lugar no domingo, depois de amanhã, entre os vencedores das meias-finais, a partir das 21H00. Às 18h15 defrontar-se-ão os dois vencidos para disputa do 3º/4º lugares. Recorde-se que os 3 primeiros classificados sobem à Divisão A.
Dinamarca foi um adversário incómodo
E começou da melhor maneira para as nossas cores ao levarmos de vencida a Dinamarca (75-62) numa partida em que estivemos quase sempre na liderança do marcador (durante 37 minutos e meio).
Foi dado um passo decisivo para que as portas das meias-finais se abram para Portugal. Tal como na 1ª fase apenas dependemos de nós próprios e por isso continuamos confiantes de que no sábado estaremos numa das semi-finais.Até meio do 1º período houve muito equilíbrio, com os cestos a sucederem-se numa toada de parada e resposta. No minuto 5 (10-12), mas a partir daí, as nossas representantes já com a jovem Maria Kostourkova em campo a conseguir o 13-12, numa jogada de 2+1, nunca mais largaram o comando. Com boas percentagens de lançamentos de campo (53%-54%), para ambos os lados, mas mais eficazes nos tiros de perímetro (60%-33%), com 3 triplos convertidos contra 1 das adversárias, as comandadas de Kostourkova fizeram um parcial de 7-0 (17-12 no minuto 8), vantagem que geriram até final dos 10 minutos iniciais (24-20), ainda que numa desatenção perfeitamente escusada tenham sofrido uma bomba das dinamarquesas em cima da buzina, quando o resultado estava em 24-17. No 2º quarto (20-15) a selecção portuguesa entrou disposta a disparar no marcador e logo no minuto 11, um duplo de Laura Ferreira e o único triplo de Joana Soeiro, fizeram com que a vantagem aumentasse para 9 (29-20), mas Maria Jespersen, a dinamarquesa mais valiosa, uma espécie de faz-tudo da equipa (melhor marcadora e ressaltadora, melhor nos roubos e nas faltas provocadas), reduziu para 29-22 e em pouco mais de 1 minuto a Dinamarca tinha baixado a fasquia para apenas 4 pontos (31-27). Foi altura de reunir as tropas e Inês Viana deu o mote com 2 duplos consecutivos e logo a seguir o seu 1º triplo (40-31, no minuto 18), segundos após Mariyana Kostourkova ter parado o cronómetro para arrumar a casa. Josephine Filipe mantinha-se eficaz na área pintada indo para o intervalo (44-35), com 5/6 (83%) nos lançamentos de 2 pontos. Embora o 2º triplo de Inês Viana a fazer 47-35, logo no minuto inicial do 3º período (11-10), tenha criado a ilusão de que finalmente o seleccionado luso embalaria para uma vitória tranquila, não foi nada disso que sucedeu, porque as nossas representantes, lentas na recuperação defensiva e perdendo a luta de ressaltos em ambas as tabelas, consentiram um parcial de 0-7, com Maria Jespersen a fechar esta reacção (47-42), obrigando Kostourkova a pedir novo desconto de tempo para serenar os ânimos e rectificar os erros entretanto cometidos. Decorria o minuto 24 e a paragem deu tranquilidade às jogadoras lusas, pois responderam com um parcial de 6-0 que lhes permitiu acalmar e atingir o final do 3º período com 10 pontos à maior (55-45). Aqueles 3 minutos de paragem cerebral apareceram retratados na estatística ao cabo dos 30 minutos jogados, nomeadamente no aumento dos turnovers (de 3 ao intervalo, para 7) e na quebra da eficácia de lançamentos de campo (de 46% para 42%) por via dos 31% (5 em 16 tentativas neste 3º parcial. No derradeiro quarto (20-17) Portugal não conseguiu ser consistente, porque depois de Maria Kostourkova ter devolvido de novo a vantagem da dezena (61-51), em mais uma jogada de cesto e falta, com lance livre convertido, no minuto 33 e de Joana Soeiro ter ampliado para 12 (63-51), da linha de lance livre, no minuto 35, voltámos a passar por alguns calafrios desnecessários, quando num intervalo de 32 segundos consentimos duas bombas consecutivas da nº 5 (Sofie Preetzmann), sem que a sua defensora tivesse esboçado minimamente qualquer tentativa para dificultar a selecção de lançamento à atiradora nórdica. Claro que a seleccionadora lusa teve que parar o cronómetro (67-59), com 1 minuto e 17 segundos para jogar e foi da linha de lance livre com as dinamarquesas a cometerem faltas sucessivas para parar o relógio, que Portugal fez 6/8 (75%) e Joana Soeiro na conclusão de um contra-ataque selou o resultado, a escassos 2,7 segundos do sinal sonoro.Resultado final: Portugal 75-62 Dinamarca Na selecção portuguesa, que triunfou com justiça, destaque para a poste Maria Kostourkova, MVP do jogo (25,5 de valorização) que conseguiu um duplo duplo ao anotar 10 pontos, 4/6 nos duplos, 12 ressaltos sendo 4 ofensivos, duas assistências, 3 desarmes de lançamento e 4 faltas provocadas, com 2/3 nos lances livres, seguida de perto (22,5 de valorização) pela base Inês Viana (14 pontos, 2/3 nos triplos, 4 ressaltos sendo metade ofensivos, 4 assistências, 4 roubos e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres). Foram bem acompanhadas por Josephine Filipe (15 pontos, 5/7 nos duplos, 2 ressaltos, 3 assistências e 3 faltas provocadas, com 5/6 nos lances livres). A estatística da selecção lusa apresentou alguns erros nomeadamente atribuíram 2 triplos a Joana Soeiro (um era de Inês Viana) e 1 triplo a Josephine Filipe em detrimento de Nádia Fernandes, como consta no boletim de jogo, pelo que procedemos à devida correcção, não só na ficha de jogo, como no cálculo da respectiva valorização. Na congénere dinamarquesa a mais valiosa, como já tínhamos referido, foi Maria Jespersen (21,5 de valorização) ao contabilizar 15 pontos, 5/8 nos duplos, 9 ressaltos sendo 2 ofensivos, 3 assistências, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 5 faltas provocadas, com 5/7 nos lances livres. Foi bem secundada por Sophie Preetzmann (14 pontos, 2/2 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e 4 faltas provocadas, com 4/7 nos lances livres) e ainda pela poste Julie Hoeier (11 pontos, 5/9 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada, com 1/2 nos lances livres).Em termos globais a vitória de Portugal justifica-se pela maior eficácia nos lançamentos de campo (41%-37%), nomeadamente através dos tiros do perímetro (37%-20%), com 7 triplos convertidos em 19 tentados contra 4 em 20 tentativas do adversário e por ter ganho as tabelas (43-38 ressaltos), com realce para a tabela ofensiva (16-13). Foi ainda mais colectivo (15-6 assistências), conseguiu mais roubos (5-4) e provocou mais faltas (23-15). Ao invés a Dinamarca foi ligeiramente mais eficaz nos tiros de 2 pontos (43%-44%), cometeu menos erros (13-12 turnovers) e teve maior eficácia da linha de lance livre (59%-67%), aio converter 12 em 18 tentativas contra 16 em 27 tentados, das portuguesas. Ficha de jogoGym ParkPortugal (75) – Inês Viana (14), Laura Ferreira (11), Nádia Fernandes (3), Josephine Filipe (15) e Inês Veiga (2); Joana Canastra (5), Maria Kostourkova (10), Joana Soeiro (9), Simone Costa (6), Ana Granja e Jessica Costa Dinamarca (62) – Tine Randrup-Thomsen (5), Sophie Kjems-Krognos (2), Maria Jespersen (15), Simone Ceccardi (4) e Julie Hoeier (11); Freja Christensen (6), Sofie Preetzmann (14), Frederikk Mollerup (2), Marian Sheikh (3), Natascha Hartvich e Anemone Scheel Por períodos: 24-20, 20-15, 11-10, 20-17Árbitros: Damir Kunosic (Bósnia e Herzegovina), Yair Michaelly (Israel) e Vladimir Tsekov (Bulgária)No outro jogo do Grupo E, a Hungria bateu a Bulgária por 57-54, subindo à 2ª posição com 3 pontos (1V e 1D), empatada com o adversário de hoje, mas com vantagem no confronto directo. Portugal comanda com duas vitórias.À hora a que enviamos esta notícia, apenas é conhecido um dos resultados do Grupo F: Inglaterra 81-76 Alemanha. O Bielorússia-Lituânia começa às 20H30. Amanhã termina a 2ª fase com os jogos Dinamarca-Hungria (13H45) e Bulgária-Portugal (20H30), do Grupo E e Alemanha-Bielorússia (16H00) e Lituânia-Inglaterra (18H15), do Grupo F.
Sub-18 preparam Europeu
Esta ação foi composta por três sessões de treino e dois jogos amigáveis com a congénere húngara. De salientar a importância do contacto internacional proporcionado à equipa portuguesa na sua derradeira fase de preparação tendo em vista o Campeonato da Europa do escalão (Divisão B), a decorrer em Sarajevo, na Bósnia, de 9 a 19 Agosto.
O primeiro jogo, realizado Domingo dia 29, terminou com uma derrota da turma portuguesa por 68-64. Tendo começado melhor a equipa das quinas, o jogo foi pautado por um equilíbrio constante, com várias alternâncias de marcador. Os nossos jogadores, apesar de não terem levado de vencida a seleção magiar, deram uma excelente réplica tendo em conta a desvantagem de alturas perante uma equipa húngara que conta com vários atletas acima dos 2,05m de altura. Sendo o primeiro contacto internacional de alguns dos nossos jovens, Carlos Seixas aproveitou para utilizar todos os jogadores.Jogaram e marcaram por Portugal: Henrique Piedade (9 pts), João Gallina (7 pts), André Miguens (16 pts), José Miranda, Diogo Gameiro (9 pts) Pedro Marques, João Grosso, Isaías Insaly (10 pts), Diogo Ventura (2 pts), Guilherme Maia, João Guimarães (3 pts) Pedro Bastos (8 pts).No segundo jogo, que a Hungria venceu por 60-52, foi a vez dos jovens húngaros entrarem melhor na partida, conseguindo cedo dilatar o resultado para uma vantagem que foram gerindo durante todo o jogo. De frisar a fraca percentagem de lançamento do nossos jovens, que apesar de criarem boas situações para o fazer, não foram capazes de as capitalizar. De realçar o enorme esforço defensivo dos jovens nacionais, que não obstante terem tido a oportunidade de ficar a uma posse de bola de distância, não conseguiram de alcançar a desejada vitória. Jogaram e marcaram por Portugal: Henrique Piedade (11 pts), João Gallina (1 pts), André Miguens (6 pts), José Miranda, Diogo Gameiro (5 pts) Pedro Marques (6 pts) João Grosso (2 pts), Isaías Insaly (5 pts), Diogo Ventura (3 pts), Guilherme Maia (3 pts), João Guimarães (9 pts) Pedro Bastos (1 pts).Finda esta ação, Carlos Seixas considera “que o principal objetivo desta viagem foi alcançado”. “Era fundamental que alguns destes atletas tivessem um primeiro contacto com a realidade com que se vão deparar no Campeonato da Europa”, sublinhou o técnico.Os dois jogos serviram para confirmar que este grupo de trabalho terá de resolver alguns problemas caso queira discutir os jogos da fase de grupos. “A diferença de estatura, bem como os problemas que daí advêm, o ritmo de jogo a que estes encontros internacionais se disputam, são problemas a que os nossos jogadores não estão habituados. A este nível não se podem ter períodos maus, sob pena de irremediavelmente se ficar afastado da discussão dos jogos. Só uma Seleção muito próxima da excelência e com uma eficácia elevada será capaz de ser competitiva na Bósnia.”A preparação da nossa Seleção prossegue na cidade sérvia de Novi Sad, onde, para além dos habituais treinos, fará 2 jogos amigáveis. Um com a congénere sérvia, que também se encontra a preparar a participação no Europeu de sub-18 masculino, Divisão A, no dia 3/08. Outro será com a equipa local do Vojvodina, no dia 5/08.
Selecção feminina de Sub-18 está confiante
Apesar disso a equipa portuguesa fez de manhã um treino de uma hora, das 09H00 às 10H00, no Gym Park e depois, salvo as horas das refeições, manteve-se nos quartos a descansar, a ver as reportagens dos Jogos Olímpicos de Londres ou a navegar na Internet, que no Hotel Central onde a selecção nacional está alojada, é free (naturalmente nas competições de jovens sob a égide da FIBA Europe).Enquanto a equipa técnica (Mariyana Kostourkova e Margarida Faria) fazia o seu trabalho, preparando as 12 jogadoras para o embate de amanhã, com a Dinamarca (a partir das 13H45), estando a fisioterapeuta Bárbara Rola atenta a qualquer eventualidade que acontecesse durante o apronto, nós próprios, acompanhados de Mafalda Hipólito (secretária), estivemos na 2ª Technical Meeting, no Hotel Gligorov, um 4 estrelas, onde estão hospedados além dos responsáveis da FIBA e da organização local, todos os comissários e os 26 árbitros internacionais escalados para esta competição, entre os quais Nuno Monteiro, o juiz português nomeado pela FIBA, que já apitou 3 jogos, todos como 2º árbitro: Lituânia-Montenegro (76-60), Alemanha-Ucrânia (60-53) e Letónia-Inglaterra (48-59), este realizado ontem e que determinou o afastamento das letãs dos 8 primeiros, em detrimento das inglesas. Terminada a reunião, fomos de autocarro visitar o Monastery Vodoca Complex, um mosteiro localizado nos arredores da cidade, a cerca de 10/15 quilómetros, erigido nos séculos X e XI. Fomos recebidos pelo responsável religioso do mosteiro (um frade com umas barbas respeitáveis, à boa maneira ortodoxa) que fez uma breve alocução em macedónio, com um membro do LOC (organização local) a fazer a tradução para inglês. De seguida chegou o Mayor da cidade de Strumica que proferiu umas breves palavras de boas vindas, com o comissário-chefe da prova a agradecer a hospitalidade da população local e as condições proporcionadas pela organização. Finalmente foi servido um cocktail a todos os presentes. Hoje, depois do jantar, foi tempo de ver o video do Bulgária-Dinamarca (61-49) com a equipa técnica a realçar os aspectos mais importantes a ter em conta na abordagem ao jogo com as dinamarquesas, o nosso primeiro adversário nesta 2ª fase.Amanhã de manhã o treino será mais cedo (08H00 às 08H45), mas as guerreiras lusas estão confiantes num resultado positivo que lhes permita sonhar com a presença nas meias-finais, agendadas para sábado.
Desaire na despedida
A equipa nacional perdeu por 65-69, mas jogou bem, o suficiente para ganhar o encontro, não fosse ter faltado uma pontinha de sorte…
A Seleção Nacional, que prepara a qualificação para o Eurobasket 2013, encerrou a sua participação no torneio da Áustria com uma derrota diante da equipa da casa, mas no cômputo geral deu excelentes indicações, o que certamente deixará o selecionador Mário Palma satisfeito.Por Portugal alinharam e marcaram: Mário Fernandes (10 pontos), Tomás Barroso (5), Jaime Silva (3), Paulo Cunha (5), Betinho (15), Miguel Minhava (8), Jorge Coelho (3), Elvis Évora (4), Nuno Oliveira (2), Rui Quintino, Fábio Lima (6) e Cláudio Fonseca (4).Parciais: 9-12, 18-20, 19-18, 19-19.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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Miguel Maria
“Donec Aliquam sem eget tempus elementum.”

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