Artigos da Federaçãooo
Portugal já está em Sofia
Portugal defronta a equipa bulgara na próxima terça, feira dia 17, pelas 18h00 (16h00 em Lisboa).
Eficácia sueca ditou o vencedor
No outro encontro, realizado em Rykkinn (Noruega), a equipa anfitriã perdeu com a Eslovénia (61-81), com as eslovenas a defenderem a 2ª posição, com duas vitórias e uma derrota (com o líder).
A partida não correu de feição às portuguesas, logo desde os instantes iniciais. Denotando elevada eficácia de lançamento, nomeadamente nos duplos (75%-27%), as anfitriãs cedo ganharam vantagem que no final do 1º período se cifrava já em 4 pontos (17-13). A superioridade na luta das tabelas (39-32 ressaltos) começou logo a desenhar-se, ainda que as nossas representantes à custa de muita determinação fossem compensando a fraca percentagem de lançamentos, ao ganharem mais ressaltos na tabela ofensiva (8-12). No 2º quarto (25-17) a tendência acentuou-se após Joana Bernardeco ter reduzido para 19-16, com um triplo no minuto 11. As jogadoras lusas não conseguiam parar as lançadoras adversárias que ainda aumentaram a eficácia de lançamento (fizeram 11/12 neste período), para chegarem ao intervalo no comando (42-30) e com uma percentagem de 85% (17/20) nos tiros de 2 pontos.O sinal mais das jogadoras da casa manteve-se no reatamento, até à entrada do minuto 24 (51-33), quando a Suécia alcançou a maior vantagem (18 pontos). A partir daí e com a ida para o banco da poste Halvarsson (3 faltas) no minuto seguinte, o seleccionado luso iniciou uma recuperação fantástica, impondo um parcial de 15-0 (!). O treinador sueco, Lars Johansson, bem tentou travar a arrancada das nossas representantes, pedindo um desconto de tempo aos 51-39 (à entrada do minuto 38), mas em vão, porque as comandadas de Ricardo Vasconcelos, defendendo com grande agressividade e sentido de entreajuda, prosseguiram a cavalgada, tendo chegado ao final do 3º período (9-18), a perder por apenas 3 pontos (51-48).No derradeiro quarto (17-6) a Suécia reentrou com o seu cinco inicial (Halvarsson regressou do banco) e num ápice aplicou um parcial de 9-0 (60-48), obrigando o seleccionador nacional a parar o cronómetro, com 6.25 minutos para jogar. No minuto seguinte a capitã Elisabeth Egnell, que rubricou uma excelente actuação, sempre pendular, elevou para 62-48, fechando assim um parcial de 11-0. Portugal ainda reduziu para 10 pontos, por duas vezes (62-52 e 64-54), mas estava encontrado o vencedor. Destaque nas vencedoras para um quarteto: a poste Louice Halvarsson, MVP da partida (19 pontos, 73% nos lançamentos de campo com 7/9 nos duplos e 1/2 nos triplos, 7 ressaltos, duas assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas), Elisabeth Egnell (15 pontos, 6/9 nos duplos, 1 triplo, 7 ressaltos defensivos, duas assistências, 2 roubos e duas faltas provocadas), Ann Kadidja Andersson (16 pontos, 6/10 nos duplos, 5 ressaltos sendo 2 ofensivos, 4 assistências e 3 faltas provocadas, com 4/6 nos lances livres) e Frida Eldebrink (13 pontos, 5/6 nos duplos, 7 ressaltos defensivos, 3 assistências e 3 faltas provocadas, com 3/3 nos lances livres), com o senão de ter estado desastrada no tiro exterior (0/6). Na selecção portuguesa, a melhor a grande distância, foi a poste Sónia Reis, melhor marcadora do encontro (20 pontos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 3 roubos, 2 desarmes de lançamento e 6 faltas provocadas, com 6/9 nos lances livres). Seguiram-se-lhe a base Carla Nascimento (9 pontos,1/6 nos triplos, 5 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências, 2 roubos e uma falta provocad), com o senão de ter feito 6 turnovers (pouco habitual nela), Paula Muxiri, que fez uma boa 1ª parte (10 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, uma assistência, 1 roubo e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres) e Joana Bernardeco, bem nas tarefas ofensivas (5 pontos, 1/1 nos triplos e duas faltas provocadas, com 2/2 nos lances livres). Célia Simões e Ana Oliveira claudicaram no ataque, particularmente no tiro exterior (0/4 e 0/3, respectivamente), tendo estado bem nas tarefas defensivas, cada uma com 2 roubos e 2 ressaltos.No final registámos a opinião do seleccionador nacional, Ricardo Vasconcelos:«A principal diferença passa pelas percentagens de lançamento. Quando se conseguem mais roubos, ganhar mais ressaltos ofensivos e obrigar a que o adversário cometa mais turnovers, significa que temos mais posses de bola, lançámos mais vezes ao cesto mas marcámos menos pontos, isso sucede porque a eficácia de lançamento foi baixa. Do ponto de vista estratégico, conseguimos mais pontos e mais ressaltos vindos do banco. Isto é a tal consistência de que falava na antevisão do jogo. Obrigámos o adversário a consentir um parcial de 0-15 no final do 3º período (6 minutos sem marcar pontos) e começámos o último quarto com um parcial consentido de 11-0, porque deixámos de ter o discernimento nas acções ofensivas.».Concluiu: « Continua a haver 3 equipas a lutar por 2 lugares que dão acesso ao play-off. Nós tínhamos o pior calendário, porque jogámos fora contra os dois adversários directos.Continuo a acreditar 100% que nos iremos apurar para o play-off de promoção à Divisão A.».Em termos globais, a supremacia da Suécia assentou fundamentalmente na elevada eficácia dos lançamentos de 2 pontos (68%-35%) e na luta das tabelas (39-32 ressaltos), ainda que Portugal tenha ganho mais ressaltos ofensivos (8-12). Foi também mais colectiva (17-6 assistências).Por seu turno a selecção portuguesa roubou mais bolas (7-12), cometeu menos erros (23-19 turnovers) e foi mais eficaz da linha de lance livre (60%-78%), falhando 5 em 23 tentativas, enquanto as suecas só converteram 12 em 20 tentados.Resultados do Grupo A (3ª jornada):Suécia 68-54 PortugalNoruega 61-81 EslovéniaClassificação no final da 1ª volta:1º Suécia 3 vitórias – 6 pontos2º Eslovénia 2 vitórias – 1 derrota – 5 pontos3º Portugal 1 vitória – 2 derrotas – 4 pontos4º Noruega 3 derrotas – 3 pontos A 2ª volta da competição será disputada a partir de 19 de Maio de 2011.
Portugal termina Europeu em 10º
A equipa portuguesa perdeu este domingo o jogo de atribuição do 9º lugar diante da Finlândia, por 53-71, uma partida onde João Galina (15 pontos e 4 ressaltos) e João Grosso (11 pontos e 9 ressaltos) foram as figuras de maior destaque.
Um dia de estágio com… Ana Sofia Sousa #14
Tem um bom tiro exterior e facilidade em jogar nas zonas próximas do cesto. Esforçada, trabalhadora e empenhada, é uma jogadora que ajuda a equipa com a sua experiência. Podemos vê-la a representar Portugal com a camisola nº 14 da selecção nacional.
Como foi o dia de estágio? O pequeno almoço foi às 9h e o treino às 10h. Foi um treino curto, só de uma hora, de adaptação ao pavilhão e lançamentos. Almoçámos, descansámos e regressámos ao pavilhão para um treino mais intenso, onde trabalhámos as táticas do adversário e as nossas. Como o treino foi às 16h, tivemos um tempinho para passear antes do jantar. Depois fizemos o scouting da outra equipa e fomos descansar para o grande dia de amanhã.Como surgiu o basquetebol na tua vida? Comecei a jogar aos 13 anos no desporto escolar, por influência da minha irmã e da minha professora de Educação Fisica, que era uma ex-jogadora de basquetebol da seleção nacional. Mais tarde, fui convidada para o meu primeiro clube: o Alves Redol. Que clube irás representar na próxima época? Na próxima época, estarei a jogar no CJ Boa Viagem.Tens algum ritual/superstição antes, durante ou despois dos jogos? Não tenho nenhuma superstição, excepto manter a rotina a que estou habituada.Quem é a Ana Sofia Sousa? Como te descreverias?Considero-me uma pessoa simpática, acessível e bastante sincera.O que achas que as pessoas deveriam saber sobre ti? Adoro dançar, o mar e adoro viajar. Tento todos os anos ir a um lugar diferente, mas nem sempre é possível. Não gosto de pessoas que se estão sempre a meter na vida dos outros.Como ocupas os teus tempos livres? Aproveito os meus tempos livres para passar o máximo de tempo para estar com os meus amigos. Aproveito também para fazer mergulho, pois o mar dos Açores é riquíssimo.Com quem (figura pública) gostarias de passar a tarde a conversar no café? Porquê? Talvez com o Primeiro Ministro de Portugal, para lhe perguntar se realmente acredita no que diz.O que não dispensas fazer no dia de folga? No dia de folga, não dispenso fazer mergulho, sempre que tenha possibilidade. O que é que queres ser “quando fores grande”?Ao certo não sei, mas quero-me sentir realizada profissionalmente, continuar a viajar e a conhecer novas culturas, que me enriquecem imenso e ter uma família feliz.Se tivesses de escolher uma música para te inspirar, qual seria? Gosto muito do trabalho de um amigo meu, o Patrice. Oiço muito uma das suas músicas: “Get Crunky”. Tens alguma frase/lema de vida?Sonhar alto e trabalhar muito, pois com trabalho virão os resultados e a concretização dos sonhos.
Vitória sobre o Luxemburgo
José Miranda, com 16 pontos e 3 ressaltos, foi o atleta português em maior destaque na partida. Portugal, que já não pode aspirar à promoção, defronta este domingo a Finlândia, no último jogo do grupo de equipas que tentam a 9ª posição.
Seleccionador acredita que podemos ganhar este jogo
Sabemos que a Suécia lidera o Grupo A, com duas vitórias em outros tantos jogos e temos perfeito conhecimento do seu plantel, quais são os seus pontos fortes e eventualmente também os seus pontos fracos.
Damos o mote. Seria oiro sobre azul se saíssemos daqui com um triunfo, digo eu.Temos algumas hipóteses de discutir com a selecção sueca?Sereno, confiante e seguro nas suas convicções, o nosso interlocutor dá-nos a receita para se tentar meter uma lança… na Suécia:«É por um lado ter a consciência de que vamos jogar num campo difícil, contra um adversário poderoso, que é forte, mas com a confiança e a concentração de quem acredita que pode ganhar este jogo. Não é uma equipa inacessível. Nada disso.A Suécia é uma selecção muito física, que habitualmente entra forte, com bons ritmos e que vai tentar através da sua base, uma das gémeas Eldebrink, a Frida, comandar as tropas para ganhar. Nós estamos preparados para desmontar essa estratégia. Queremos controlar o ritmo do jogo, ao ponto de obrigar o nosso opositor a recorrer a jogadoras com menos tempo de utilização.A maneira de contrariar os ritmos altos é a consistência que a equipa pode apresentar. E isso também depende muito do envolvimento das jogadoras que saltam do banco e que poderão manter e acrescentar algo de positivo ao trabalho que está a ser feito pelas companheiras de equipa.».Mas a selecção anfitriã não é uma equipa vulgar. Tem experiência de Divisão A e na temporada transacta ganhou o nosso Grupo, tendo perdido frente à Holanda, no play-off, a possibilidade de acesso à élite europeia. Conta praticamente com as mesmas jogadoras, excepção feita à outra gémea Eldebrink (Ethel) que, depois de uma época pouco feliz em Espanha (alinhou pelo Riva, formação madrilena da 1ª Liga), não integra o lote das convocadas pelo treinador sueco. Outras pedras que não podemos menosprezar?«Embora saibamos a preponderância que a Frida Eldebrink tem na manobra da sua equipa, não podemos descurar jogadoras como a poste Louice Halvarsson (1,89m), excelente ressaltadora , a extremo Elisabeth Egnell (1,85m) e a atiradora Frida Aili, que no último jogo na Noruega, anteontem, repartiu os louros de melhor marcadora da Suécia, com a Frida Eldebrink, tendo cada uma anotado 16 pontos.», sintetizou Ricardo Vasconcelos
Hungria venceu mas teve que suar
A partida foi extremamente equilibrada até ao intervalo, como se infere dos parciais registados no 1º (16-17) e 2º período (12-16). As magiares que muito perto do intervalo venciam por 3 pontos apenas (28-31), conseguiram ampliar a vantagem para 5 a 12 segundos do descanso (28-33).No reatamento a selecção portuguesa não conseguiu evitar que as suas opositoras, conseguissem disparar no marcador, tendo -se atingido o final do 3º quarto (11-20), com o resultado em 39-53, favorável à Hungria, mercê de uma boa eficácia no tiro exterior.No derradeiro quarto (18-10), o sinal mais das húngaras prosseguiu nos primeiros ataques, ao ampliarem para 39-57, mas no minuto 32, Joana Canastra acertou o seu 2º triplo (42-57), após assistência de Mafalda Barros, ponto de partida para um período diabólico das nossas representantes, com um parcial de 16-0 em 4 minutos, em que se assistiu a uma série incrível de mais 3 triplos, por esta ordem: Mafalda Barros (45-57), ainda no minuto 32, com Joana Canastra a retribuir a assistência feita pela sua colega de equipa, Carolina Anacleto (48-57), volvido um minuto e a terminar, Letícia Fonseca (53-57), no minuto 35, com o passe decisivo a pertencer à base Inês Viana, hoje a mais valiosa das lusas. Raquel Jamanca ainda reduziu para 55-57, com 4.04 minutos para jogar, mas foi o canto do cisne, porque a formação magiar respondeu com um parcial de 0-5, um duplo no minuto 38 (55-59) e um triplo de Diána Mihaczi a fazer 55-62, matando as nossas aspirações.Destaque na selecção lusa para Inês Viana (10 pontos, 4 ressaltos, 7 assistências e 4 roubos), bem acompanhada por Raquel Jamanca, novamente em evidência na luta das tabelas (8 pontos, 8 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência e 2 desarmes de lançamento) e Nádia Fernandes (2 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos e 3 roubos). Joana Canastra (10 pontos, 2/6 nos triplos, 2 ressaltos, duas assistências e 1 roubo) e Letícia Fonseca (6 pontos, 2/8 nos triplos, 2 ressaltos e uma assistência) salientaram-se mormente nas tarefas ofensivas, privilegiando o tiro exterior em que a nossa equipa converteu 6 triplos em 32 tentativas (19%) contra excelentes 57% das húngaras que só precisaram de 7 tentativas para acertar 4.Nas vencedoras a melhor foi a MVP do jogo, Regina Pap (17 pontos, 7 ressaltos e uma asistência), seguida de Amadea Szamosi (8 pontos, 11 ressaltos e uma assistência) e Fanni Szábo (13 pontos, 2/4 nos triplos, 4 ressaltos, 3 assistências e 5 roubos).Resultado final (Grupo A): Portugal 57-63 HungriaÀ hora a que estamos a terminar esta crónica, ainda não começou o Bulgária-Suiça. Quem vencer ficará apurado para o grupo dos 12 primeiros, onde já estão Hungria e Portugal, pelo Grupo A e Letónia e Dinamarca, pelo Grupo B. A Eslovénia deverá ser também qualificado, se vencer o Luxemburgo, como é expectável. Amanhã é o 1º dia de descanso da competição.
É fundamental recuperar do desgaste da viagem
O hotel é o mesmo onde ficou alojada a equipa das quinas há um ano, quando veio aqui jogar o encontro da 2ª volta do Campeonato da Europa 2009.
A comitiva portuguesa chegou aqui já passava das 21 horas. Desde a saída do City Hotel, em Ljubljana (09h30), esta manhã, foram cerca de 12 horas de viagem. De autocarro até ao aeroporto da capital eslovena, onde se apanhou um voo da Finnair até Helsínquia, que teve a duração de 2h20m. No aeroporto da capital da Finlândia, uma escala que foi mais curta do que a prevista (1 hora), na medida em que o voo saiu de Ljubljana com meia hora de atraso. Depois uma ligação curta (50 minutos) até Arlanda, o aeroporto que serve Estocolmo, a capital da Suécia, onde aterrámos às 16h50. Um contratempo esperava a comitiva, porque faltava um saco de uma jogadora (Célia Simões). Todo o grupo teve de esperar que se fizesse a respectiva reclamação e só depois subimos para o autocarro que nos levaria até Norrköping. Foi feita logo uma paragem para se tomar uma refeição, porque desde o pequeno almoço (às 9 horas) o estômago de cada um dos elementos do grupo já dava sinal. Estômagos saciados foram mais duas horas para percorrer a distância que separa Estocolmo desta cidade, onde estaremos até 2ª feira, dia em que regressaremos a Lisboa. No final do jantar que nos foi servido às 21h30, quisemos ouvir a opinião do seleccionador nacional Ricardo Vasconcelos, sobre o desgaste que acaba por ter efeitos nocivos após uma viagem deste tipo:«Naturalmente que acaba por ter efeitos perniciosos. Estivemos em viagem desde as 9h30 da manhã. Esperas nos aeroportos, sentados, horas de refeições desencontradas em relação ao que é normal, tudo isso concorre para que as pessoas se sintam cansadas. Agora é fundamental uma noite bem dormida, para que se recupere. Amanhã (hoje) faremos dois treinos, o da manhã mais curto (apenas 1 hora) e o da tarde, à mesma hora do encontro de domingo, com uma duração superior. De manhã basicamente o objectivo será desentorpecer os corpos. À tarde já faremos trabalho táctico, visando afinar as estratégias que idealizámos para o jogo com a Suécia.».
Um dia de estágio com…Carla Nascimento #13
Joga na posição de base e a sua capacidade de comunicação, postura positiva e colectiva, dão-lhe as competências necessárias para liderar uma equipa. Com uma perspicácia e animação especial que a caracteriza, Carla conquista qualquer pessoa. Podemos vê-la com a sua força defensiva e excelente capacidade de tiro, com a camisola nº 13 da Seleção Nacional.
Como foi o dia de estágio?Hoje levantámo-nos cedinho. Tomámos o pequeno-almoço e saímosdo hotel em direção ao aeroporto de Ljubljana. Daí, partimos para Estocolmo, fazendo uma breve escala em Helsínquia. Seguiu-se uma viagem de 2h até ao Hotel Scandic, em Norrkoping, onde jantámos e recolhemos aos quartos.Como surgiu o basquetebol na tua vida?As minhas amigas decidiram começar a jogar basquetebol. Enquanto elas iam treinar, eu ficava sozinha e não me divertia muito. Comecei também a ir aos treinos. Elas deixaram de jogar uns anos depois, eu por cá continuo.Que clube irás representar na próxima época?Na próxima época, vou jogar em ADBA, na Liga 2 Espanhola.Quem é a Carla Nascimento? Como te descreverias?Sou extrovertida, conversadora e saudosista. Sou uma apaixonada pela vida e, tanto preciso de estar rodeada de pessoas, como me sabe bem andarà deriva sozinha. Faço tudo o que puder para ver as pessoas que gosto felizes.O que achas que as pessoas deveriam saber sobre ti?Odeio discussões que não levam a lado nenhum. Não gosto de couves. Não suporto mentiras. Adoro banda desenhada do Calvin & Hobbes e filmesde animação. Gosto muito de viajar e de ver o mar. Adoro planear coisas mesmo que depois não saiam como eu queria. Tenho uma nova paixão: fotografia!Como ocupas os teus tempos livres?Gosto de ler, escrever, navegar na internet, namorar, ir ao café com as minhas amigas e passar horas a conversar e rir.Com quem (figura pública) gostarias de passar a tarde a conversar no café? Porquê?Com o Ricardo Araújo Pereira. Pela pessoa que é, pela forma inteligente como faz rir, pela maneira decontraída que arranja para criticar temas sensíveis, por ser uma pessoa bastante culta e por ser jornalista. Acho queuma tarde não ía chegar!O que não dispensas fazer no dia de folga?Não dispenso estar com as minhas pessoas: namorado, família e melhores amigas. Também aproveito para comer coisas que gosto e que habitualmente em estágio não tenho oportunidade de comer.O que é que queres ser “quando fores grande”?“Quando for grande” quero ser jornalista, continuar ligada ao basquetebol, como treinadora (por exemplo) e quero viajar pelo mundo inteiro.Se tivesses de escolher uma música para te inspirar, qual seria? Escolheria “Heartbeats” de José Gonzalez. É uma música que me sabe sempre bem ouvir e adoro o videoclip: milhares de bolinhas saltitonas coloridas, largadas nas ruas da Califórnia.Tens alguma frase/lema de vida?Existem duas frases em que penso em vários momentos da minha vida: “Se quiseres ver o arco-íris, terás que suportar a chuva” e “O futuro pertence às pessoas que acreditam na beleza dos seus sonhos”.
Portugal não se deixou surpreender pela Suiça
As comandadas de Ana Neves, avisadas de que não deviam facilitar, mostraram-se desde logo decididas a não conceder quaisquer chances às suas adversárias, ganhando o quarto inicial por 10 pontos (19-9). No 2º período (16-12), o sinal mais continuou a ser da turma das quinas que foi para o descanso com 14 pontos à maior (35-21).Fazendo da defesa pressionante a sua arma preferida, as jogadoras portuguesas obrigaram as helvéticas a cometerem numerosos erros (35 turnovers), fruto dos roubos de bola conseguidos (22-9). Na tabela ofensiva, as lusas ditavam leis, ao ganharem 29 ressaltos, mais 9 que na tabela defensiva (20), o que lhes permitia terem mais posses de bola, compensando de algum modo a fraca percentagem dos lançamentos de 2 pontos (32%-41%) e também nos tiros exteriores (13% com 3 triplos convertidos em 24 tentados), o que não causava grande mossa porque a Suiça arriscava pouco e mal nos lançamentos do perímetro (0/4). Na etapa complementar a equipa das quinas teve sempre o controlo das operações, ainda que a seleccionadora nacional não tenha abdicado de utilizar todo o seu plantel, ganhando também o 3º (11-6) e 4º períodos (8-7).A jogadora portuguesa mais valiosa e melhor marcadora da equipa (em 13 minutos de utilização) foi Mafalda Barros (10 pontos, 2/10 nos triplos, 5 ressaltos sendo 3 ofensivos, 5 roubos e uma falta provocada com 2/2 nos lances livres), com o senão de ter revelado fraca eficácia no tiro exterior.Foi bem acompanhada pela nossa melhor ressaltadora, Raquel Jamanca (5 pontos, 10 ressaltos sendo 6 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e 3 faltas provocadas), também com uma percentagem fraquinha na área pintada (2/13 nos duplos), Joséphine Filipe (8 pontos, 3 ressaltos ofensivos,1 roubo e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres), em 14 minutos jogados, Nádia Fernandes (9 pontos, 4/7 nos duplos, 3 ressaltos sendo 2 ofensivos e uma falta provocada, com 1/1 da linha de lance livre), Letícia Fonseca (7 pontos, 4 ressaltos e 4 roubos) e Inês Viana (5 assistências, 3 ressaltos e 3 roubos), que voltou a ser penalizada em termos de valorização pela fraca percentagem nos duplos e pelos turnovers cometidos (5). A MVP da partida foi a suiça Melanie Roth (10 pontos, 5 ressaltos, 3 roubos, 1 desarme de lançamento e uma falta provocada, com 2/2 nos lances livres).Resultados do Grupo A (2ª jornada):Portugal 54-34 SuiçaHungria 76-56 BulgáriaCalendário para hoje (3ª e última jornada da 1ª fase):Portugal-Hungria (16h30)Suiça-Bulgária (21h00)Amanhã a competição tem o seu 1º dia de descanso. Independentemente do resultado desta tarde, frente à selecção magiar, Portugal já está apurado para o grupo dos 12 primeiros, com os 3 apurados do Grupo A a juntarem-se aos qualificados do Grupo B.
Atitude defensiva foi a chave do êxito
Frente à Bulgária, o seu primeiro adversário no Grupo A, as pupilas de Ana Neves não se intimidaram e apostando numa atitude defensiva muito forte, obrigaram a que as suas opositoras cometessem muitos erros (35 turnovers contra 21 das nossas representantes), fruto de inúmeros roubos de bola conseguidos (24 contra apenas 9 das búlgaras).
Depois de uns 10 minutos iniciais sob o signo do equilíbrio (10-8 para a Bulgária), o seleccionado luso assumiu a liderança no 2º período (11-22) mercê da supremacia nas tabelas (45-51 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (9-25), o que lhe concedeu maior número de posses de bola. O intervalo chegou com Portugal no comando (21-30).A vantagem conseguida na 1ª metade foi gerida da melhor maneira na etapa complementar, com a equipa portuguesa a vencer o 3º quarto (13-17), para no último parcial (14-14) equilibrar as operações, sem se desunir, acabando por triunfar com justiça (48-61).Destaque na selecção portuguesa para Raquel Jamanca (5 pontos,10 ressaltos sendo metade ofensivos, uma assistência, 3 roubos e 1 desarme de lançamento), Carolina Anacleto (6 pontos, 7 ressaltos, duas assistências, 5 roubos e 1 desarme de lançamento), Inês Viana (12 pontos, 7 ressaltos sendo 3 ofensivos, uma assistência, 6 roubos e 6 faltas provocadas, com 8/11 nos lances livres, com o senão de ter feito 7 turnovers) e Mafalda Barros (14 pontos, 4/9 nos triplos, uma assistência e 1 roubo). Na equipa búlgara, a melhor foi Radostina Dimitrova, MVP do jogo, com 12 pontos, 4/5 nos duplos, 1/2 nos triplos, 9 ressaltos, duas assistências, 3 roubos e 1 desarme de lançamento.Resultados do Grupo A (1ª jornada): Suiça 44-84 HungriaBulgária 48-61 PortugalCalendário para hoje (13/08):Portugal-Suiça (14h15)Hungria-Bulgária (16h30)
Estreia com vitória
As portuguesas derrotaram a Bulgária, por 61-48, na primeira jornada da fase preliminar da competição. No outro encontro do Grupo A, a Hungria derrotou a Suíça (o próximo adversário de Portugal), por 84-44.
Noticias da Federação (Custom)
“Foi um jogo muito competitivo e o benfica levou a melhor”
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